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Mensagem por Umbreon_NICE em Ter 28 Jun 2011 - 15:21

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Notas:
Bem, criei esse campeonato, com o a meta, de valorizar mais uma área pouco explorada pelos escritores. A área de ''Outras Fics''. Alguns amigos meus, e eu, chegamos a uma conclusão, que, essa área explora mais as habilidades, e melhoraria bastante os autores, fazendo suas obras serem excelentes. Basicamente, o torneio terá assuntos diferentes em cada etapa. Será um Todos Contra Todos na primeira etapa, os 2 times que tiverem menos votos, sairão. Depois, com as notas da primeira fase será feita uma tabela, então, colocarei os temas, e quando chegar ao fim, os 3 primeiros do ranking ganharão.

Detalhes:

Inscrição.

1-
2-
3-
4-
5-
6-
7-
8-
9-
10-
Os escritores devem fazer duplas de dois. Quando tiver 10 duplas, fecharei as incrições.

Duplas, como assim?
Os dois escritores, irão interagir entre sí, para criar uma redação excelente. Depende da dupla, escolher quem cuida de qual parte. Correção gramatical, personagens, Etc.As duplas não podem se auto votar.

Votação:
Só podem votar em DUAS duplas. Não pode votar na sua própria dupla. Votações durarão 5 dias.

Primeira Etapa.

Na primeira etapa, será estilo SOTW, Todos Contra Todos. Os dois unicos times que receberem menos pontos sairão do campeonato.

Segunda etapa.
Sera feita uma tabela com a pontuação da primeira etapa. Haverá 6 Battles. 6 temas para cada semana. Cada semana será um tema diferente, no final, os times acumularão pontos. No final, os 3 primeiros ganharão.

Como mandamos os textos?
Um dos membros da dupla devem me mandar o texto por MP. O texto deve ter mais de 3 páginas do World. O texto que não tiver mais de 3 páginas, o time receberá -1 na tabela.

Regras.
1 - O time deve ser somente de DOIS.
2 - Uma mesma pessoa NÃO pode ficar em dois times.
3 - Sigam as Regras Do Fórum
4 - A dupla deve se compremeter no campeonato.
5 - A dupla não pode se Auto-Votar
6 - O texto deve vir com fonte Calibre tamanho 12.

~X~


1-Microondah e mud_ril
2-Lawliet~ e Utakata Matsui.
3- arcanine-arcanon e Monfernogus
4- juan_jrb e Victini Master
5- Nanashin e Mikhaelsan
6- Guillerjo e Kamlla
7- Heart e Tabitha
8- Dark_Absol e Natsu
9- torterra 12 e Vampires


Última edição por Umbreon ICE em Seg 4 Jul 2011 - 19:20, editado 5 vez(es)
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League Doubles Writers Empty Re: League Doubles Writers

Mensagem por Kurosaki Mud em Ter 28 Jun 2011 - 15:23

1-Microondah e mud_ril
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Já havia conversado com o Micro, tamu dentro ^^
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Mensagem por Umbreon_NICE em Ter 28 Jun 2011 - 15:27

Adicionando Regras.
As duplas não podem se auto votar.


Última edição por Umbreon ICE em Ter 28 Jun 2011 - 15:29, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Lawliet~ em Ter 28 Jun 2011 - 15:28

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Última edição por Lawliet~ em Ter 28 Jun 2011 - 18:12, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Arcanine-arcanon em Ter 28 Jun 2011 - 15:29

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Eu e Gus já conversamos antes, somos nós.

Obs: Como é um campeonato, vou fixá-lo.
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Mensagem por juan_jrb em Ter 28 Jun 2011 - 15:51

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Rumo à derrota total!
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Mensagem por Mich em Ter 28 Jun 2011 - 16:40

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Acabei de falar com o Mikh e ele aceitou.
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Mensagem por Umbreon_NICE em Ter 28 Jun 2011 - 18:02

Adicionando Infos(Por Dark_Absol).

As fontes dos textos devem ser ''Calibri'' tamanho ''12''.


Última edição por Umbreon ICE em Sex 1 Jul 2011 - 18:12, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Yoshihime em Ter 28 Jun 2011 - 18:12

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Mensagem por Connoisseur Haato - Heart em Ter 28 Jun 2011 - 18:26

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Última edição por Heart em Ter 28 Jun 2011 - 23:12, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Solo Typlo em Ter 28 Jun 2011 - 18:32

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Será que essa dupla da certo? >:'
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Mensagem por torterra 12 em Ter 28 Jun 2011 - 19:57

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Mensagem por Umbreon_NICE em Qui 30 Jun 2011 - 12:01

INCRIÇÕES ENCERRADAS


Alguns estavam apressados, então, resolvi fechar as inscrições mesmo faltando apenas uma vaga, então, vamos lá.

~X~

As duplas me devem mandar uma MP até esse domingoa próxima quinta, sem falta. A MP dve conter os seguintes itens.

-NOME DA DUPLA Ex: Dupla Escadrus
-Nome dos participantes da dupla.
-One-Shot Com o Tema Sugerido.

Ontem, no MSN, dei uma dica que ajudarei no Spoiler, a dica era ''1 e 3'', mas, como ninguém descobriu, estou passando o tema.

''Noite De Terror''


Quero as MPs até esse domingoa próxima quinta. Boa Sorte.


Última edição por Umbreon ICE em Qui 30 Jun 2011 - 12:16, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Yoshihime em Qui 30 Jun 2011 - 12:13

Até domingo? Cara não é por nada não, mas acho que é muito pouco tempo para fazer algo, ainda mais por ser em dupla depende de disponibilidade de tempo de ambas as partes, e um maior debate para chegar a um acordo, acho que deevia ser pelo menos uma semana né, use o bom senso.
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Mensagem por Kurosaki Mud em Qui 30 Jun 2011 - 12:18

COncordo com o Gui, não vejo minha dupla a alguns dias, mandei MP, mas precisaria de mais tempo .-.
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Mensagem por Umbreon_NICE em Qui 30 Jun 2011 - 12:20

Editado. Até a próxima Quinta.
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Mensagem por Umbreon_NICE em Qua 6 Jul 2011 - 16:49

Editado. Após alguns pedidos no MSN, o prazo irá até Sexta-Feira, e nada mais,
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Mensagem por Umbreon_NICE em Sab 9 Jul 2011 - 9:40

Olá a todos. Recebi as One-Shots de quase todos, e, me deixaram muito feliz, porque com o tema ''Noite De Terror'', pensei que só texto com cemitérios, etc. Estou deixando em Spoiler, as One-Shots, com os determinados grupos.

Tototin(juan_jrb e Victini Master)
Spoiler:
@juan_jrb escreveu:
O órfão e os monstros

Já fazia uma semana desde o acontecido, Thomas havia pegado às malas e se despedido do orfanato, no qual vivera durante anos e anos de sua triste vida até ali. Uma família o adotara, seria uma nova oportunidade para desenvolver-se, algo que não aconteceria naquele triste orfanato pintado de cinza, o que exprimia a tristeza das crianças, não por estarem no orfanato, pois o atendimento era ótimo, mas pela falta dos pais, pela falta da família que perderam.

Thomas não falava muito com seus novos pais, ele era tímido, tinha medo deles o tratarem mal e levarem-no de volta ao orfanato. Eles tratavam Thomas como um filho biológico, ou seja, que conheceram há muito tempo. Thomas iria completar treze anos na próxima semana, os preparativos para a festa já haviam começado a comprar itens, balões, mesas, cadeiras. Eram ricos, moravam em uma casa velha, coberta de musgo, mas muito bonita, dizem que foi utilizada como biblioteca nos tempos de colônia, isto era confirmado pelo galpão no qual havia livros de estórias e fatos históricos.

Já era noite, eles ainda não haviam voltado do trabalho, Thomas estava deitado em sua cama tocando nos finos pelos que começavam a crescer em sua face, frutos do começo da puberdade. Havia jantado, o sono começava a chegar, estava trajando um pijama listrado, uma das poucas roupas que tinha antes de vir morar com seus novos pais. Escutou um barulho no galpão, não deu atenção, provavelmente seriam ratos, já que aquele local não era limpo há décadas. Até que escutou a segunda batida, mais forte que a primeira, provavelmente, não eram ratos...

Thomas descia lentamente as escadas que chegavam ao galpão, as tábuas velhas que formavam os degraus estavam rachadas, com marcas de arranhões e buracos. Quando finalmente chega ao galpão, percebe algo perto dos livros, sentado à mesa havia um ser estranho, de orelhas pontudas e cabelos lisos e dourados, lia um livro, foi impossível identificar o título, a capa era grossa e vermelha, aparentava ser um livro histórico.

- Quem é você? – Falou Thomas assustado, enquanto tremia suas mãos.

O ser olhou rapidamente para Thomas, armou-se com um arco e retirou uma flecha de suas costas.

- Não se aproxime! Você deve ser mais uma criatura maligna, de que dimensão você é? – Puxava cada vez mais a flecha. – Volte para casa, não quero fazer-lhe mal!

Thomas recuou, sabia que aquilo poderia ser um sonho, mas ele sabia que não, não era a mesma sensação de um sonho. Precisava saber se era uma alucinação, aproximou-se da criatura. A flecha foi solta, ela passou pelos cabelos finos e negros de Thomas e atingiu a parede, perfurando-a com uma grande força.

- Foi só um aviso – pegou outra flecha – da próxima vez não irei errar.
- Dimensão? Do que você está falando? Eu moro aqui. – Thomas aproximou-se mais um pouco.
- Você é humano?
- Sim – falou com um tom de dúvida – você não é?
- Não exatamente, eu sou um elfo.
O garoto não queria acreditar, uma criatura vinda de lendas estaria ali, bem em sua frente. O elfo apontou para a cadeira diante dos dois.

- Sente-se.

Olhou desconfiado, pensando se realmente era necessário, a cada segundo tudo parecia mais estranho e misterioso. O elfo começou a contar-lhe como veio parar ali.

- Há uma semana atrás, eu estava em meu mundo, junto com os animais e outras belas criaturas, após algum tempo andando pelo meu vilarejo, senti uma sensação agradável, que me confortou como nunca, até que vim parar aqui. – Disse o elfo, parecia estar triste.
- Você não passou fome ou sede? – Thomas estava curioso.
- Eu como pouco, além disto, eu colhia maças antes de vir a este mundo.

O elfo olhou para uma pilha de livros perfeitamente empilhados, pegou um e pôs sobre a mesa, passou sua mão sobre ele, em um gesto que poderia ser comparado ao tratamento de um bem precioso.

- Eu li todos os livros que estão aqui, com exceção de um – segurava firmemente o livro – este.
- Por que?
- É um diário... – passou, novamente, sua mão sobre o livro.

A sua conversa foi interrompida, um barulho na parede assustou Thomas. O elfo pegou seu arco e sua flecha e apontou para a parede.

- Suba! Ele irá lhe matar! – O elfo grita.
- Quem? O que está acontecendo? – Thomas ficou confuso novamente.
- Eu não sou o único que veio ate este mundo! – O elfo vai para a frente de Thomas. – Vá!

Thomas tenta subir as escadas, mas com seu desespero, cai, o elfo olha para Thomas enquanto cai no chão, distraiu-se e acabou sendo atingido. Criou-se um brilho na parede e algo saiu de lá, uma criatura negra agarrou o elfo, era peluda, aparentava ser um lobo.

- É um licantropo, corra!
- Um licantropo? – Thomas estava assustado.
- No seu mundo são conhecidos como lobisomens, vá agora! – O elfo segurou firmemente a espada que empunhava.

O lobisomem foi cortado pelo elfo e deu um passo para trás. Apoiou suas patas dianteiras no chão enquanto gemia de dor, o sangue escorria pelo seu braço peludo.

- O portal para sua dimensão está aberto, vá! – O elfo aproximou-se do lobisomem e apontou para o portal.

O lobo sorriu, pulou com força, atingindo o teto e quebrando-o, foi possível vê-lo correndo, enquanto seu sangue era derramado lentamente. O elfo estava um pouco satisfeito, ao menos ele não representava mais perigo a eles, por enquanto. Rapidamente, guardou sua espada, virando-se para Thomas. Pegou o diário sobre o qual estavam falando.

- Este diário tem a resposta – o elfo aperta o dicionário – para todas as nossas perguntas.
- Então o leia. – Thomas ainda tremia depois do incidente.
- Eu não tenho coragem...
- Por quê?
- Eu li o primeiro capítulo e ele fala sobre tudo que está acontecendo agora.

Thomas retirou o diário das mãos do elfo, então, em um gesto agressivo, começou a ler o diário, algumas partes não o interresaram, mas, em algumas páginas, ele encontrou a resposta.

“01/05/80
Eu odeio esta família, ninguém gosta de mim aqui, sempre sou ignorada, tenho que viver neste sótão com os livros, meus únicos amigos. Irei dormir agora

05/05/80
Encontrei um livro de magia no meu quarto, acho que é antigo, lerei ele mais tarde, parece interresante, quem sabe não consigo um amigo?

15/05/80
Finalmente terminei de ler o livro de magia, eu li uma de fazer objetos moverem-se, irei testar em alguns objetos, talvez dê certo. Agora é noite e todos foram dormir, ninguém nem se quer me deu um ‘boa noite’, o feitiço funcionou, mas de um jeito diferente, fadas saíram dos livros, estou brincando com elas agora.

16/05/80
Divirto-me bastante com as fadas, testei em outros livros o feitiço, mas não pareceu dar certo. Meus pais não acreditam em mim, acho que eles pensam em abandonar-me, mas as fadas irão comigo.

20/05/80
Uma criatura nova apareceu e as fadas desapareceram, eu tenho medo dessa criatura, ela tem olhos vermelhos e eu não consigo ver o resto do seu corpo, tentei pegar em sua mão, mas não consegui.

29/05/80
Minha família está morta, a criatura está no sótão, eu estou ficando cada vez mais triste e ela cada vez mais feroz.

05/06/80
Finalmente a criatura saiu do sótão e eu conseguir chegar até lá, vários outros monstros apareceram e quem me matar, eu estou sozinha e com medo, não aguento mais, este é meu fim, adeus.”


Na última página havia manchas de lágrimas. Os objetos e livros começaram a cair, novamente a parede brilha.

- Talvez seja a entrada para seu mundo desta vez. – Thomas estava assustado, mesmo assim queria ajudar o elfo.
- Mesmo que fosse eu não iria embora. – O elfo apanhou seu arco que havia caído no chão.
- Mas e sua felicidade? Você não estará bem aqui. - Segurou o braço de seu novo amigo.
- Não posso deixar você aqui, eles estão atrás de você.

A luz aumentou e algumas cabeças de cobra começaram a sair da luz, o elfo segurou Thomas pelo pijama e pulou pelo buraco antes feito pelo lobisomem. As cabeças de cobra viraram mostraram um corpo de dragão, o monstro tentou seguir os dois, enquanto quebrava o teto do sótão. O elfo continuava a correr com Thomas, em direção ao jardim.

- O que estamos fazendo? O lobisomem ainda está ai! – Thomas parou rapidamente, o que fez uma camada de poeira levantar.
- Eu não quero ir para o jardim, quero ir para o teto! – Pôs Thomas no colo e começou a pular rapidamente sobre a casa, tentando chegar a um quarto do lado esquerdo da casa.

Continuava a correr, às vezes escorregava, mas era forte, com a ajuda de sua espada escalou o teto, mas a cobra-dragão era mais rápida. Uma das cabeças enrolou-se no corpo do elfo, que foi puxado, arrastando-se pelo telhado e levantando as telhas, o elfo apoiou-se sobre a calha e lançou três flechas certeiras em duas cabeças, unindo-as. Pulo sobre as duas cabeças unidas e as cortou, em um gesto bravo e rápido, mas as cabeças começaram a regenerar-se.

Hidra... – disse o elfo enquanto caia no chão – Thomas, não cheire o hálito!

Thomas pôs o braço sobre o nariz, a Hidra começava a gritar a cada corte do elfo, que lançava flechas e cortava as cabeças em frações de segundos. Quando a última foi cortada, o ser místico caiu no chão, aos tropeços, Thomas desceu.

- Você não devia ter descido, todo o sangue que eu derramei da Hidra vai atrair o lobisomem. – Ele não desistia mesmo cansado e provavelmente envenenado pelo hálito mortal da criatura, ele subia com Thomas, mesmo cansado, estava em uma velocidade maior, pois sabia que havia outro perigo ali, ou poderiam surgir mais.
- O que devo fazer agora? – Thomas saiu dos braços do elfo assim que chegaram no quarto.
- O livro de magia está neste quarto, destrua-o!

Novamente, a sensação de arranhões na parede veio, mas desta vez era da janela, o elfo virou-se, neste mesmo momento foi abocanhado pelo lobo, que o arrastou, descendo o telhado, Thomas correu para a janela, talvez em uma tentativa de salvá-lo, ou apenas torcer para que ele derrotasse o lobo.

- Procure o livro, agora! – O elfo grita, com sua pele antes branca, agora vermelha, seu ombro sangrava, assim como o resto do seu corpo, que começava a ser dilacerado pelo lobisomem.

Thomas chorava, tinha medo de tudo aquilo, revirou todo o quarto e não encontrou o livro, até que abriu uma caixa escondida embaixo da cama com um livro dentro: “Maldiçoes e magias”. Ele tentou rasgar a capa, mas era dura, assim não conseguiu. Ele ainda não entendia muito bem o que estava acontecendo, diversas perguntas vieram até sua cabeça: “Por que isto está acontecendo?”, “Por que comigo”, entre outras, ele vê um apontador sobre o criado-mudo do quarto, era de madeira, ele o lançou contra a parede e conseguiu quebrá-lo, retirando a lâmina enferrujada, começou à rasgar o livro, com dificuldade, já que a lâmina estava praticamente descartável. O elfo novamente subiu até o quarto, desta vez carregando o corpo do lobisomem, dilacerado e com a mandíbula arrancada. Thomas corre e abraça seu amigo, mas seus olhos brilhavam em uma tonalidade diferente, eram vermelhos, cores de sangue, cores de quem gostaria de matar algo, destruir algo.

- Achei que você não iria voltar senhor elfo – Thomas sorria – comecei a destruir o livro.
- O livro? Você destruiu o livro de magia? Maldito! – O elfo deu um soco em Thomas, que bateu contra a parede.
- Mas você mandou...

O elfo começou a contorcer-se, algo havia saído de seu corpo, algo obscuro, estava vivo, ao libertar-se, o elfo cai desmaiado, imóvel. A criatura começa a atingir uma forma, era de um homem barbudo, aparentando ter cinquenta anos, mas em boa forma.

- Quem é você?
- Eu sou a tristeza e o ódio Thomas, você deve estar perguntando-se por que eu estou aqui, não é? Uma garota chamada Clara um dia me invocou, através do livro que você está segurando, eu quis tratá-la bem, indiretamente mostrei a ela o caminho para a magia e para dar um fim à sua solidão, eu queria que ela sentisse-se bem, mas ela me traiu, ela não ficou satisfeita com as fadas que ela conseguiu chamar para o seu mundo e começou a querer mais e mais, eu tentei protegê-la, mas ela começou a invocar monstros dos livros, monstros inexistentes na nossa dimensão, não criaturas lindas como as fadas, mas dragões, duendes, ogros, entre outros. Ela queria queimar o meu livro, este de magia que você está segurando, pois estava cansada daqueles monstros que haviam matado sua família, eu matei as, pois assim, sem família e sem fadas ela me amaria, mas não adiantou. Dias depois ela suicidou-se e todos os monstros invocados por ela junto comigo desapareceram, voltaram para suas dimensões. Até que alguém com uma tristeza como a dela, não, ainda maior, veio até esta casa, você, você tem ódio de seus pais, você tem ódio do mundo! Não mate seu ódio e sua tristeza, este sou eu, você não pode matar-me!

Um grande som veio do sótão, várias criaturas começaram a sair de lá, logo invadiriam o quarto. Thomas olhava para o livro e para as criaturas a sua frente, ele iria rasgar o livro, segurou firmemente nas páginas, amassando-as. O homem tomou uma nova forma, uma forma maligna, que parecia querer matar Thomas, um demônio talvez. Ele avança, antes de encostar suas garras em cima de Thomas, sente algo perfurando seu peito, estava lá, a figura da luz, o elfo, sorria como se estivesse presenciando um belo espetáculo.

- Talvez isso ensine-lhe a não sair possuindo as pessoas. – Sorriu o elfo.
- Maldito, vou matar-lhe primeiro! – O demônio avança em cima do elfo.
- Sabe qual a diferença entre mim e você? – Parou as garras da besta antes que elas tocassem-no. – A luz sempre tem aliados, as trevas não.

Thomas rasgou o livro, uma brisa calma passou pela varanda, ele acordou. Não foi possível saber se aquilo foi ou não um sonho, mas a partir daquela noite em diante, ele sabia como tratar os pais, não havia mais ódio em seu coração direcionado aos seus pais biológicos, já aos pais adotivos, ele forneceu um eterno amor. Em seus “sonhos” Thomas leu uma das páginas do livro de magia.

“Aquele que está solitário abraça a tristeza a partir deste encantamento e o ódio irá consumir-lhe, dando aconchego, o ódio é calmo, mas é malvado, uma vez com você, ele não irá mais lhe deixar”.
[/quote]
Fine Ol' Lumpynutz(Dark_Absol e Natsu)
Spoiler:
@Dark_Absol escreveu:
Formatura, Espectros e Pedagogia

Deviam faltar uma hora e alguns minutos ou alguns minutos e segundos até que a formatura do colegial tivesse início, e Jian não via oportunidade melhor naquela hora a não ser tirar um último papo com seu gordíssimo amigo de infância e adolescência. Era o tal Gordon Elric, uma das lendas do FPS on-line e geek de carteirinha. Estavam na cantina, onde o falatório era mais alto, mas a conversa era mais discreta.

Pegaram comida e mesa nos fundos. Era meio estranho que um nerd anti-social e obeso conseguisse se relacionar com um chinês esnobe aspirante a aventureiro, todos deviam pensar nisso. Um era um cara que dispensava qualquer tipo de coisa radical e preferia ter uma tranquila vida virtual, outro era um oriental de penteado exótico que contava os dias até que pudesse sair em uma jornada de verdade. Puta contraste, não preciso nem falar. Mas a melhor amizade é aquela que quebra todas as frescuras, não é mesmo?

Gordon era um tipo mastodonte juvenil de cabelo castanho-louro encaracolado, óculos fundo-de-garrafa desproporcionais ao nariz fino, e bochechas que mais eram bolas de banha. Provavelmente aquele era o último dia em alguns meses que ele e Jian se viriam. “Nada mais de madrugadas de RPG divertidas ou partidas de xadrez disputadas” – pelo menos esse era o pensamento de Gordon. “Falta pouco”, pensava Jian, por outro lado. É claro que “falta pouco” tem lá vários sentidos, pode ser interpretado como “nossa, vou sair em uma aventura” ou “vou sentir saudades dos meus amigos”, mas a verdade é que despedir-se de um companheiro, de todas as formas, é difícil e emocionante; e não era diferente com um cara de poucos camaradas como o ruivo.

- Só de pensar como serão essas férias, me sinto... Bom, é um termo forte, mas não veja um mais apropriado: depressivo. Vai ser a coisa mais enfadonha da qual eu já passei em anos. – desabafou o obeso, dando garfadas monótonas no macarrão.
- Ah, com certeza você tinha alguma coisa divertida pra fazer antes d’eu te conhecer – argumentou o ruivo, devorando uma duna de massa com certa voracidade. - Isto é, se minha amizade fosse algo benéfico a alguém... sabe, nunca fui visto com bons olhos pelas pessoas.
- Eu não gosto de tocar nesses assuntos; ainda mais numa noite dessas. Essa é uma das piores coisas que se pode fazer, fundir amargura com felicidade.
- Desculpe. – murmurou Jian, arrancando um guardanapo. - Mas você não parece feliz, se quer minha opinião. – e limpou a boca suja de shoyu e queijo ralado.
- É o seu dia de glória, não?

O ruivo o encarou por um tempo com o rosto coberto pelo guardanapo.

- É. Mas para de ser tão chato, cara... eu aposto que alguém fará, em um futuro, um trabalho de “amigo” melhor que eu. Você seria feliz se também partisse em jornada, se ‘quiser opinião minha. Sabe, não que eu desaprove uma rotina virtual... mas é uma oportunidade única na vida, seguir carreira Pokémon... aproveite sua juventude, conselho de chapa. Você tem vocação pra treinador, afinal, tens um Electabuzz, cara.
- Nada de aventuras pro gordo aqui. Prefiro seguir uma vida chata ao perder a vida numa jornada. Tenho um futuro a zelar, e só dessas férias tenho a reclamar. Espere, eu estou me contradizendo duplamente falando isso.
- Ô – concordou o ruivo, tomando um gole de refresco. – Ô, você me animou, ô.
Gordon sorriu.
- Não era essa minha intenção. – disse o gordo, se acomodando na cadeira.
De repente, poc-poc-poc, ouviram os dois aquele inconfundível barulho de salto-alto batendo no piso. Uma senhora que usava vestido de noite e xale chique felpudo parou na mesa de Jian e Gordon – era a pedagoga da escola, de nariz empinado e postura altiva. - Jian Li Wanrei, para meu escritório, moço. – ordenou ela, com sua voz presunçosa. Fez um gesto convidativo com a mão e esperou Jian se levantar. Ele e o gordo se entreolharam – aquela seria a última vez em alguns dias que eles se veriam, e isso pode sugerir alguma coisa. Jian relutou, despediu-se de um confuso Gordon e seguiu a velhaca nariguda até sua sala, pensando o que qualquer pessoa (ou aluno) devia pensar num momento daqueles: “o que eu fiz?”. A pedagoga abria caminho por qualquer lugar que passava, e por onde andava, sempre ouvia-se aquele burburinho que significava: “o Jian fez alguma merda?”.

Dúvidas à parte, caminharam-caminharam e finalmente chegaram aonde queriam, um cômodo iluminado e arejado mais ou menos no quarto andar do colégio, que dava vista VIP pro pátio lá embaixo e ruas além. As paredes eram decoradas com os mais diversos quadros, desde autorretratos até pinturas abstratas, e haviam vasos de flor em todo canto, ocupados por vários tipos de planta, além de um grande aquário de vidro, onde viviam inúmeros peixinhos dourados e pretos. E no fundo do salão, onde não havia enfeite de flor ou de peixe, estava uma escrivaninha retangular forrada.

No fim, isso tudo não importa.

Entraram, ruivo e nariguda no escritório, Jian meio desconfiado, a velhaca quietíssima desde a saída do refeitório. O chinês olhou pra velha, e recebeu um sorrisinho suspeito. Ignorou, meteu mãos nos bolsos e foi bisbilhotar o lugar, e perguntou:

- Então, senhora, o que viemos fazer aqui mesmo?

Até que ele ouviu o familiar som de uma porta sendo trancada. Nisso, desviou o olhar de um muitos quadros nas paredes e voltou a estudar a tal pedagoga com certa estranheza; pra quê trancar a pobre da porta? Jian revirou os olhos e concluiu, com relutância, que ela queria uma conversa em particular... mas não havia ninguém no quarto andar além dele e dela. Argumentalmente, todos, professores, funcionários, formandos e parentes de formandos, estavam no auditório ou no pátio.

A pedagoga andou até sua escrivaninha, e no meio do caminho, um gato surgiu debaixo do móvel, uma exótica Glameow de pelagem branca, e, coincidentemente ou não, ao mesmo tempo um Starly deu as caras no salão, empoleirado na janela, a mesma que dava vista pro pátio. A felina ronronou e se juntou à dona, a ave piou e voejou em torno da velha.

- Senhora? – repetiu Jian, então Glameow, Starly e pedagoga o encararam com olhos sedentos. - O que viemos... – nisso ela, a velhaca, estendeu a palma pro ruivo, mandando com calma:
- Me dê seus Pokémon.

A gata e gaivota se aproximaram lenta e perversamente pra cima de Jian (como se fossem cercá-lo ou coisa do tipo), e ele recuou um passo contra a parede, erguendo uma sobrancelha.

- Porque eu deveria fazer isso?
- Me dê... seus Pokémon. – repetiu a pedagoga. - Passe-me as pokébolas, querido. Você vai se machucar menos...

Jian recuou mais passos, enquanto o trio avançava mais e mais, e continuou assim até que o ruivo estivesse barrado de cada lado, de costas pra parede. A pedagoga manteve a palma estendida, enquanto um sorrisinho zombeteiro dançava nos cantos de sua boca. Jian soltou risadinhas nervosas e olhou da Glameow pro Starly, do Starly pra nariguda e da nariguda pra Glameow.

- Não... nem pensar. Porque eu deveria? Ei, qualé, tiazinha... eu sou inocente...
- As pokébolas! – rugiu a velhaca, e seus olhos começaram a brilhar em uma cor fantasmagórica, afundados num cinza espectral, como se fossem morrendo aos poucos. Além disso, sua voz estava sobrenaturalmente mais grave, como a de um monstro das profundezas, o que fez o sangue de Jian gelar automático. Mas ele não cedeu às cobiças da velha, ou seja lá o que fosse aquilo/ela, e ficou ali, preso à parede fria, tremendo de um súbito medo.
- Passe-me... – nisso, sua voz mudou de monstruosa pra cordial e doce. Jian franziu as rugas da testa e todos os pêlos da sobrancelha.
- Não!

Mas então a Glameow agarrou um bolso das suas jeans com as garras, rompendo o fundo - duas pokébolas escapuliram do rasgo feito pelo arranhão.

- Spikes! Candy! – esses eram os nomes dos seus outros dois Pokémon, um Cacnea e uma Vespiqueen. - Devolve isso, seu projeto de ladino pulguento!

Ele tentou tomar as pokébolas da gata de volta, mas quando se abaixou pra apanhá-la, viu o bolso da jaqueta vermelha talhado por um bico aviário – o de Starly, e daí, mais uma das bolas caiu: a sagrada pokébola de Shisa.

- Shisa!– gritou Jian, tentando recuperar a ferramenta na queda; sem sucesso. Ela já estava nas mãos da maldita felina.

Glameow recolheu as três pokébolas, arremessou duas delas pras patas da ave em voo, que as apanhou com maestria. Faltava a bola de Shisa a ser jogada, e o ruivo tinha algumas esperanças de pegá-la de volta; mas a gata parecia treinada pra fugir de um chinês irado que teve o Pokémon roubado, como se não tivesse feito coisa diferente na vida. A pedagoga agora gargalhava alto, daquela gargalhada de botar pilha, mas Jian só pensava em retomar seus companheiros, no momento.

Em vão – Starly abriu uma gaveta na escrivaninha criando uma ventania e jogou as pokébolas de Spikes e Candy lá dentro, e Glameow vinha logo atrás, encestando a bolinha no compartimento. A ave fechou a gaveta e ela pareceu se trancar magicamente. Nisso, o ruivo sentiu o sangue entrar em ebulição, os olhos ficarem da cor da pimenta, tão vermelhos quanto os cabelos, e as veias saltarem da face e dos braços, como se estivesse sobre efeito de um encanto arcano de força. E então, transbordando furor e tomado por uma fúria involuntária, acertou um baita dum cruzado esquerdo no maxilar da velhaca que ainda na sua frente ria ria feito hiena; ela praticamente voou, desenhando no ar laços sinuosos de sangue – dava pra ouvir pelo menos a 100 metros de distância mandíbula da nariguda se estraçalhando, ver seus dentes voando em câmera lenta, e depois apreciar sua queda fedida; bateu as costas num quadro renascentista, que caiu e se espatifou junto dela.

Então, com fumaça saindo pelas suas narinas e orelhas, ele, Jian, urrou, mais bravo que um ogro albino sem café da manhã:

- NUM ROUBA MEUS POKÉMON NÃO, FILHA DE UMA PUTA!!!

A pobre da velha jorrava chafarizes de sangue pelo nariz, tinha o queixo deformado, estraçalhado e estava caída feito uma contorcionista de costelas elásticas por debaixo dos destroços de dois quadros. Jian tinha logo se acalmado, mas também tomado pelo desespero, e corria aos tropeços e suando ao encontro da escrivaninha, temendo pela segurança dos seus Pokémon e tentando cair na real que a pedagoga do colégio era uma maníaca ladra de Pokémon (que podia imitar vozes de trolls e de sucubus). Contudo, no meio do caminho, Glameow e Starly o barraram, agora extremamente raivosos pela agressão àquela querida (pra eles) velha, que estava agonizando em silêncio com a cara pintada de sangue seco.

Mas aqueles na frente de Jian com toda a certeza do universo não eram Glameow e Starly. Um vendaval de rasgar lençol fechou a janela do salão com um estrondo ensurdecedor, e pra variar, pelo sonzinho que se seguiu ao estrépito, ela, a janela, estava dali por diante trancada – assim, não dava pra sair daquele lugar a menos que alguém abrisse um buraco na porta lá atrás. Enfim, como eu ia dizendo... ali, naquela sala, não havia rastro nem de gato, nem de gaivota, mas algo bem mais horripilante que meros felinos ou aves – se é que me entende -; e naquele exato momento, Jian já ia se beliscando pra ver se o que estava protagonizando era mesmo um sonho bem sonhado, ou, menos provavelmente, um fato real.

Vocês iriam entender o que estou falando se estivessem lá pra ver. Haviam dois corpos estirados no piso – aqueles de Glameow e Starly, mais exatamente. Seus olhos estavam arregalados, e sem cor (pra variar); como se acabassem de tomar o maior susto de suas vidas. Então, como almas saindo de cadáveres, duas criaturas sem massa e disformes se ergueram dos corpos daqueles Pokémon, o que fez Jian tombar de medo no mesmo instante. Elas emanavam auras fantasmagóricas e perturbadoras, flutuando e ondulando sobre a escrivaninha, e balançando debilmente seus braços (ou seja lá o que fosse aquilo que crescia na altura de seus peitos) pontudos e perversamente brilhantes (sem dedos, só pra constar), feito lâminas recém-amoladas de cimitarras.

O ruivo suou frio, teve um calafrio que o fez tremer recuado, e cambaleou sentado pra trás enquanto a dupla de fantasminhas avançava e avançava soltando gemidos profundos e terríveis que pareciam significar algo como “Jian... Jian...” (o que deixava o próprio de calças sujas, vocês devem imaginar). Até que, depois de uma enrolação que aparentou durar horas (para o ruivo, que rolava e se arrastava pelo piso, transbordando medo e pavor intenso daqueles sobrenaturais seres que só deveriam existir em jogos de terror), os dois espectros fizeram um súbito e assustador assalto sobre um Jian que tremia e lagrimava no chão, por vezes estirado, por vezes encolhido e de novo estirado.

As criaturas deslizaram por cima do corpo de Jian, por vezes ficando cara-a-cara com tal pobre e infeliz garoto (eles não tinham face; apenas um borrão oval de névoa acima dos “ombros”) – e então, os dois fantasmas meio que se fundiram, se transformando em só um espírito, e esse espírito pairou sereno sobre o ruivo, que estava ali, novamente imóvel, de pescoço bambo na parede. O rosto sem cor nem conteúdo da criatura se transformou em algo menos perturbador e mais familiar; e quão familiar! Agora sua face projetava a cara idêntica de um dos Pokémon do ruivo – Candy, sua Vespiqueen, que agora era uma abelha-rainha num corpo de espírito.

Mas Jian tinha compreendido, mesmo em estado de medo extremo, o porque deles terem feito aquilo (ou seja, imitado a face de um dos seus Pokémon) – era apenas um truque. Um funcional truque, feito para apanhar presas distraídas com aquela ilusão... e o ruivo estava certo, porque viu o exato momento em que os braços afiados daquele espectro se curvaram para uma estocada mortal. Jian rolou sob o fantasma na hora do impacto entre membros e chão, e assim as lâminas curvadas da criatura acertaram o rodapé, que foi esmigalhado em bilhões de pedacinhos; mas que se dane, pelo menos não acertaram o nosso garotão aqui.

Depois disso, Jian procurou, desesperada e inutilmente, uma saída do cômodo. Tentou quebrar a janela (que por acaso ficava logo ao lado do lugar em que estava), mas é claro que o vidro tinha de ser blindado, e tinha grades, de aço. Enquanto insistia na fuga, o fantasma de antes se separava em dois novamente, voltando à forma normal, e assim eles se voltavam ao ruivo, velozes, prontos para mais um assalto. Deslizaram graciosamente até a janela, onde Jian estava tentando quebrar a vidraça sem sucesso, mas ainda alerta a um próximo ataque; prontamente, o ruivo se virou e desviou num ágil rolamento, quando cortes fantasmagóricas acertaram uma moldura e a parede de gesso onde o garoto antes estava, que cederam num estrépito de rachadura.

Jian montou na escrivaninha logo em seguida e num salto tentou acertar a face nua de um dos espectros, mas tudo que conseguiu foi trespassá-lo e levar uma desagradável pontada de calafrio no braço – ao invés de levar algum dano visível, o fantasma apenas gemeu baixo, e a área acertada pela bordoada dissolveu espectralmente como névoa (mas logo voltou ao normal novamente). Ele, Jian, caiu desajeitado no piso, mas se recompôs a tempo para evitar uma estocada do segundo espírito. O primeiro fantasma simulou a face de Shisa, o que ao invés de amolecer o coração do ruivo (o que era intenção) só o deixou mais irado e vermelho. Ele queria descarregar toda a sua fúria adolescente naquele ser incorpóreo, mas aquilo era impossível para um soco, que era tudo que ele podia fazer (no momento). Enfim, Jian devia mesmo era prestar atenção no próximo movimento daqueles espectros, um movimento que poderia significar a morte. O ruivo tentava ao máximo não se intimidar àquela hora, pois qualquer cortada era extremamente letal prum garoto sem proteções como ele.

E assim aconteceu, o outro fantasma o pegou de cagaço e de raspão planando reto e com o braço esticado pra cima do jovem: a lâmina passou queimando no pescoço dele e fez sangue pingar no piso e escorrer pela garganta. Ardeu. Mas não pôde incomodar – porque era a vez do primeiro espectro atacar. Ele investiu com suas espadas cruzadas, que poderiam causar estrago em dobro... mas Jian foi destro, agachando o mais baixo que pôde, e o fantasma bateu de lâminas num quadro de “natureza morta”.

Até Jian finalmente teve tempo para pensar numa ideia, regressando suado pra porta de entrada, que milagrosamente era de madeira, madeira frágil que poderia ser estraçalhada com facilidade pelas espadas dos amedrontadores espectros. Ele montou seu simplório plano com facilidade – manter-se próximo à porta, atrair os fantasmas pr’ali e desviar no último instante para que a quebrassem com cortes – e correu pra lá olhando de tempos em tempos pra trás; os fantasmas vieram embalados, para a surpresa do ruivo (mas isso era bom, porque o impacto seria mais potente no caso), que logo trombou de costas na entrada trancada e esperou o tão aguardado assalto.

Vuuush. CREEEEEEEC, a madeira se esmigalhou com quatros enormes buracos e Jian saltou que nem goleiro pra espalmar a bola no ângulo. Caiu como queria, rolando de ombro e pousando de cócoras, e agora poderia, finalmente, sair dali, mas pra sua infelicidade e a infelicidade de você leitor, viu os dois fantasmas já a meia-distância dele, já esperando um plano daqueles (provavelmente). Mas dessa vez eles olhavam feio, muito feio pro ruivo, como se tivessem olhos – ou melhor, dois pontinhos prateados que fulgiam palidamente na cara de ovo -, e isso o pegou (isto é, Jian) desprevenido. Ele teria que desviar mais uma vez, e não seria fácil, pois suas táticas já eram, ou deveriam ser, manjadas pelos fantasmas (talvez eles não tinham memória, mas era arriscado petiscar).

Seria aquele o fim pra ele, o garoto Jian, cheio de sonhos e ambições? Ele se perguntou dessa forma e se respondeu, imediato: “o [palavra censurada]”, e tentou prosseguir com a fuga entre quatro paredes. Todavia infelizmente já era tardíssimo – as criaturas deslizavam próximas, quase fazendo contato e não havia expectativa de escape àqueles segundos. Os fantasmas queriam mata-lo, e morte não constava no vasto linguajar “jianiano”, mesmo que aquilo parecesse inevitável. Jian trincou os dentes, mas não tentou nem uma última manobra; não queria aceitar aquela sentença, por outro lado. Ele não chorou e nem esperneou, mas sentiu medo. Porque tudo, querendo ou não, estava acabado. Ele foi traído pela própria finta.

Bom, dizem que um homem relembra de todos os bons e maus momentos de sua vida antes da morte, e não foi diferente com Jian. O ruivo fechou os olhos com força, antes que os espectros pudessem fazer um bote final, aquele que atravessaria seu coração – e aí, o mundo perdeu cor; tudo em sua volta se afundou em um negro negríssimo, mas quando ele abriu os olhos novamente, não estava num túnel com luz no fim ou num círculo de chamas que deveria ser o inferno. Tudo que vislumbrou naquela hora foi um clarão cegante, e depois, escutou o farfalhar de asas de um bando de gaivotas.

Ele sentiu o aroma puro da cidreira, das flores lacustres e ouviu o respingo de gotas d’água, e o mugido de vacas e bois. O ruivo estava de volta ao Rancho Weilong, onde o pai deveria estar dormindo naquela turbulenta noite. Na verdade, em sua visão lá ainda era manhã – um dia agradável, de brisas frescas e sol gostoso, um tempo perfeito para nadar no lago e esquecer dos problemas da vida. Jian se viu com sete anos novamente, na campina da roça junto da mãe, Mei, e do pai, Lao. Até que o ruivo se lembrou daquela cena, e recordou-se da foto que jazia eterna na sua mesa de cabeceira: o único retrato que sobrou dos pais desde o divórcio dos mesmos. Um dos irmãos de Lao estava tirando uma foto da família, e todos sorriam alegres.

A nostálgica cena foi substituída por outra ainda mais: o dia em que Jian ganhou seu primeiro Pokémon, Shisa, com torno de oito anos, no seu aniversário. Sua avó Tan distribuía os presentes, mas havia outro garoto ao lado do pequeno Jian – um alguém que se parecia muito fisicamente com o ruivo, mas mais alto e com os olhos verdes. Ele também tinha ganhado um Growlithe – talvez era o aniversário dele também; não sei. Em outra cena havia Jian brincando de pegador com Shisa, e depois vinha mais uma, onde o ruivo estava no deserto com os pais, fazendo um tour pela tempestade de areia. Nessa lembrança, Jian tinha capturado Spikes, seu Cacnea.

Então, ocorreu uma sucessão de flashbacks.

Jian treinava alegremente Shisa e Spikes, prum futuro embate ou coisa assim. Jian desenvolvia técnicas novas de combate, Jian batalhava com um outro menino da sua idade. Jian estava no Parque de Mauville, convocando novatos (como ele) pra confrontos com Pokémon. E depois de tantas memórias boas, veio, final e infelizmente, uma má recordação.

Porém, dessa vez não havia um sol brilhante num céu resplandecente e azul, nem um gramado vivo, ou árvores com muitas frutas. Desnecessário mencionar que aquele era um dia trágico, chuvoso e de nuvens cinza-deprimentes. Houve mais um clarão cegante no consciente de Jian, e então, ele se viu arrastado pela avó, Tan, no meio do aeroporto, e dessa vez ele estava com onze anos. O avô alemão, Sven, os esperavam para o voo que levava a Eterna, Sinnoh... uma outra região. O ruivo (que na época não era ruivo, mas moreno) esperneava e chorava loucamente sendo arrastado pela gola da camiseta, enquanto a cidade de Mauville se distanciava do seu olhar aos poucos. Seu pai estava na entrada do aeroporto da metrópole – e ele chorava, sozinho, separado dos dois filhos e da esposa. Agora, só tinha seu rancho e seus parentes, e Jian... Jian tinha a riqueza da família da mãe, uma luxuosa mansão para poder desfrutar, eletrônicos e bens às pencas, todas essas coisas que o ouro pode nos dar. Mas, embora isso soe piegas ao extremo, ele não era feliz. Separado da família, Jian não conseguia sorrir. Só lhe restava a companhia de seus Pokémon. E só isso. Mesmo que seus pais não fossem ativos na sua vida em Hoenn, ele pelo menos sabia que estavam por perto. E em todos os domingos, ele poderia estar junto deles. Mas agora, mares e matas os separavam. E Jian não voltaria a vê-los tão cedo.

Jian foi jogado dentro do avião. Tan e Sven tentaram serenar o pranto do pobre garoto... mas isso não adiantaria nem em séculos.

PAAAAI!, berrou o pequeno Jian, bem alto, pela janela do aeroplano. Mas não obteve resposta. Afinal, estavam quase a mil metros de altura, e a pista de decolagem não era lugar pra pai.

E esse foi o resultado do divórcio.

Então, uma última foto: Jian estava no alto de um pódio no estádio da cidade de Eterna. Ele já usava cabeleira ruiva, jaqueta vermelha e jeans folgadas. Segurava uma medalha brilhante e redonda, ao lado de seus três Pokémon – Shisa, Spikes e Candy (que ele tinha ganho no décimo primeiro aniversário, uma das únicas coisas boas que conseguiu nos dois anos em Sinnoh).

Sim, Jian não tinha nem um, nem dois Pokémon. Ele tinha três. Três aliados fiéis que o ajudariam a qualquer hora, se possível. Shisa, Spikes e Candy estavam trancados na gaveta da escrivaninha, presos nas pokébolas e impossibilitados de saírem e ajudarem o dono que estava prestes a morrer. Mas isso mudaria logo, se Deus quisesse. Então, o flashback terminou, e a cena mudou de emocionante para crítica – o ruivo estava pra ser assassinado, e só haviam três seres capazes de salvá-lo no momento, e vocês sabem quem são.

Jian abriu os olhos e tremeu ao vislumbrar, novamente, os dois espectros vindo em sua direção. E iam vindo, e vindo, e se aproximando. Mas pra variar, algo aconteceu no último instante – nada que envolvesse sangue, se quiserem saber. Bom, primeiro houve um estardalhaço horrível, de madeira explodindo e pedaços de escrivaninha batendo em vidro. Depois, flashes vermelhos percorreram todo o salão, das janelas à porta, e, como vocês devem imaginar, de Jian até os fantasmas. Milagrosamente, um dos flashes pegou bem no meio do ruivo e dos espectros, barrando a passagem daquelas criaturas homicidas – aquele foi o maior alívio que Jian sentiu em toda a sua vida.

Seus Pokémon alcançaram a liberdade. Venceram a escrivaninha, e livraram-se das pokébolas. E agora iriam salvá-lo. Iriam proteger seu mestre, morrendo ou não.

FIM

...
Grupo Sem Nome(Heart e Tabitha)
Spoiler:

Tabitha escreveu:
Lauriano e as Shemale na Festa Duro
One Shot

Aviso: A HISTÓRIA A SEGUIR É HUMORISTICA E POSSUI CONTEÚDO PROIBIDO PARA MENORES DE 18 14 ANOS.

Um menino chamado Lauriano é um novo morador da Cidade Beecity, havia se mudado a pouco tempo para o lugar e ainda não conhecia muitos bairros, no Halloween este garoto resolve aceitar um desafio de seu amigo, o desafio é pedir doces na favela da cidade, no meio do caminho o menino percebe a presença de vários carros de retrovisor preto e várias árvores mortas cheias de meleca branca, o bairro parecia mais cenário de terror, caminhando mais um pouco o menino começa a ouvir um funk que estava vindo de uma mansão perto dali que era bastante agitada pelas luzes que saiam das janelas, quando Lauriano começa a se aproximar da mansão, as janelas são fechadas rapidamente e a música larga de ser reproduzida, o garoto achga estranho, porém toca a campainha e é atendido rapidamente por um ser bastante grotesco, esta pessoa possuia uma peruca loira e ondulada, era bastante notável pois se podia perceber fios de cabelo embaixo da cabeleira que estava mal encaixada, Lauriano percebeu uma coisa branca nos lábio da pessoa que rapidamente lembe:

- O que você está fazendo aqui, garotinho? - a "mulher" com uma voz bastante grossa olhou o garoto embaixo e cima, perguntando.

- Eu vim pedir do... - o menino não conseguiu terminar de falar, logo teve sua boca tampada por uma das mãos do shemale que estava com as unhas pintadas de rosa.

- Ô "Glori", vem cá para ver quem chegou para nossa festinha. - o travesti abriu a porta e chamou pelo nome.

Um travesti moreno bastante notável se aproximou, possuia pernas longas e cabeludas, diferente do anterior este não usava peruca e tinha passado batom roxo no lábio superior e batom verde no lábio inferior, se vestia com um vestido vermelho semelhante ao de Geisy Arruda:

- O que você quer, bicha? - Gloriana Rasputia que havia a voz muito mais grossa, questionou - Seja bem vindo a nossa festinha, eu sou lourdes e ela é Lourdes Grace.

- Sou Lauriano, tenho que ir... - o menino estava bastante assustado com as pessoas que estava vendo naquele momento, quando tentou fugir foi puxado por Gloriana.

- Você não vai a lugar nenhum queridinho, ninguém interrompe nossa festinha e sai ileso. - a shemale revoltada, afirmou - Para sair daqui, você terá que dançar muito funk conosco e com nossos boys.

Lauriano não viu escolha a não ser entrar correndo para dentro da mansão, viu seres bizarros com mechas rosas e loiras e homens semi-nus bastante musculosos. Começou a correr incansavelmente até que lembrou de um velho conselho de seu avô:

- "Se estiver em perigo, comece a adora-lo!" - o menino lembrou do que seu avô havia dito.

O menino abriu uma porta e passou para outro comodo que não havia ninguém, diferente da sala anterior, o lugar era escuro e não se conseguia ver quase nada a não ser a janela aberta e meio iluminada por um poste próximo dali:

- Meu Deus, que porra é essa? - o menino se sentou no chão e se perguntou não entendendo nada do que estava acontecendo ali - Isso não pode ser verdade!

- Hahahahaha... - o garoto ouve uma voz bastante forçada.

- Quem está ai? - assustado pergunta, se levantando rapidamente.

- Verônica Bitcha, a seu dispor... - um travesti com um gorro semelhante aos usados por palhaços e com dois machados em suas mãos, falou saindo da escuridão.

- Que diabo é isso!!?? - Lauriano se apoiou na parede.

- Foram minhas três irmãs bruxas que mudaram seu destino que fez lhe trazer até aqui... - o ser se aproximava do pobre menino de olhos castanhos - Irei apertar estas espinhas de seu rosto até que ele fique todo inchado!!! Hahahahaha!

- Não! As espinhas não! - o garoto gritou lembrando de quando sua mãe lhe tirou espinhas vermelhas de dor.

- A única maneira de me deter é pegando aquele extintor e... - quando a "palhaça" estava para terminar de falar teve sua boca coberta pelo gás que saiu do extintor que Lauriano conseguiu utilizar,

O mesmo fez com que o travesti fosse arremessado para fora da janela que estava aberta.

- Agora é só eu sair pela aquela janela e... - quando o menino menos esperava, três travestis com cabelos de cores diferente apareceu.

- Somos as irmãs da barraca da praia de aruba, preparado para a dança? - os "travecos" que estavam usando short jeans, perguntaram.

As três irmãs começaram a dançar que nem a Mulher Melância e uma delas começou a cantar uma música no tanto tensa:

- Sou uma diva, sou uma diva, sou uma diva meu amor! - este mesmo travesti começou a descer até o chão, esta dança fez Lauriano ficar traumatizado levando o menino ao chão.

- Assim, assim, assim, assim... - uma outra "trava" começou a fazer estalos malignos com seu dedão da mão e seu indicador, fazendo o ouvido de Lauriano doer bastante.

- Eu sou uma bicha toda trabalha no degradê. - a irmã de mechas azuis falou começando a fazer um strip-tease que foi o fim da picada para o garoto que pegou uma caneta de sua jaqueta e jogou no olho do [palavra censurada] que foi socorrido às dores pelas irmãs.

- Você não tem sentimentos. - uma das irmãs de mechas loiras, começou a chorar.

O menino fugiu para outra sala, esta sala havia uma plataforma elevada e outra que estava mais abaixo do chão e era cheia de espetos enormes:

- O que esses travestis fazem aqui? - Lauriano achando aquilo tudo muito sinistro e nada a ver, se perguntou.

O que o jovem não percebeu era que havia um homem bastante magro e de um moicano, ao seu lado:

- Eu também fui puxado para cá... É assustador. - o homem com olheiras, afirmou.

- O que fizeram contigo? - curioso o garoto questionou.

- Me colocaram em uma cadeira e começaram a me... - o roqueiro não conseguiu terminar de falar pois teve uma forte dor no coração, começando a cair.

- Eu te ajudo! - por mais que a passagem fosse estreita, o garoto conseguiu segurar a outra e única pessoa normal que ali estava.

- Meu nome é Lucas, prazer. - o roqueiro de óculos escuro se apresentou como Lucas.

- Sou Lauriano. - o garoto de olhos castanhos se apresentou - Como conseguiremos passar daqui?

- Tenho uma corda, entretanto não consigo manuseala corretamente... Se jogarmos uma vez terá que ser esta vez que iremos conseguir acertar porque se ela cair lá já era. - Lucas sacou uma corda bastante longa de sua mochila.

- Eu ganhei o medalhão de melhor escoteiro do Morro do Rangel em minha cidade natal, será fácil. - o garoto pegou a corda e rapidamente conseguiu laça-la em um pequeno encostamento que havia do outro lado - Venha.

- Estou com medo... - Lucas se sentou e afirmou.

- Não tenha medo, estamos juntos agora. - Lauriano ergueu sua mão e jogou a corda para o outro lado da sala, o qual havia quatro pilares que sustentavam uma pedra.

O medalhão furou um dos pilares e ficou preso, dando a segurança de passar na sala com o enorme buraco no chão. Com um pedaço de pano que encontraram no chão, atravessaram pelo local como se a corda fosse uma "tirolesa". Ao chegar do outro lado, notaram que havia uma sombra no segundo pilar a esquerda.

- Quem está ai? - Perguntaram os dois.

- Ui, bicha, achei que eu era um ninja no quesito esconde esconde. - Um travesti, com um lábio pintado de azul e outro de roxo, peruca morena com mechas rosas e azuis, um corpo liso, porém magro e feio, Baby Look e uma jeans minúscula, apareceu.

- Quem é você? - Lucas olhou com medo.

- Amiga, você não precisa saber, só saiba que você vai dançar feito louca comigo. - Ela levantou os braços, começou a descer até o chão e a cantar - Você você você você você você você quer?

Na mesma hora, Lauriano puxou com força a corda e quebrou o pilar onde o medalhão se prendeu, levando o suporte que estava sendo segurado pelas pedras.

- Corre! - Gritou Lauriano, correndo junto de Lucas para a porta e deixando o travesti sendo esmagado pela pedra gigante.

Os dois passaram por um corredor grande e comprido iluminado por algumas tochas que levaram a mais uma sala estranha. Essa tinha um símbolo no chão, junto de sal e uma fogueira que crepitava rapidamente.

- Hmm... Monas delíciosas a vista. - Um outro travesti que estava de capa virado para um livro falou.

- Hã? Não consigo me mover! - Lucas disse.

O traveco jogou um feitiço neles, paralisando-os imediatamente.

- Agora é que vocês vem ao meu passo. - Ele começou a se mexer e os dois fizeram igual.

Dançando até o chão, rebolando loucamente, o travesti foi fazendo um strip até ficar com uma "calcinha" e um soutien vermelho, e deixando os garotos semi-nus. Logo em seguida, abriu os braços e mãos loucamente, mas não viu que o medalhão ainda estava nas mãos do Lauriano, fazendo ele jogar o mesmo e acertando a cabeça do traveco.

- WoW, ele quase fez a gente... - Lucas disse, mas não completou por medo.

Uma porta, a qual não tinham visto abriu-se ao fundo. Andaram vagarosamente para não acordar o travesti até a porta e sairam, sendo levados ao andar acima de onde a festa estava acontecendo. Era como se fosse uma ponte que levava a um quarto. Entraram no mesmo e se depararam com um local vazio, apenas com uma janela que levava pra fora.

- Isso! Achamos a saída dessa casa estranha! - Lucas, feliz, falou.

- Espera, tem uma coisa ali.

- Parabéns por perceber, meu amor. Cleusa, olha quem veio fazer uma visitinha pro nosso quartinho secreto. - Um traveco semi-nu apareceu em um canto da sala.

Um bater de palmas se ouviu, e as luzes acenderam. Outro travesti semi-nu estava do outro lado da sala, e no meio, um garoto nu, preso e morto estava na cadeira.

- Se preparem, pois será o mesmo destino de você, monas. - "Cleusa" disse.

Após isso, Lucas correu ao meio da sala e pegou a cadeira, jogando-a na tal Cleusa.

- Vai logo, eu vou em seguida! - Pediu a Lauriano.

Após o pedido, o menino correu e pulou a janela. Gritou e gritou pro amigo vir, mas um berro de "AAAAAAAAH!" foi escutado da rua. Lauriano sabia que seu amigo não estava mais vivo, porém confirmou isso ao ver sangue sair pela janela, e a luz ser apagada.

- Até mais, Lucas. - Lauriano virou-se e foi embora, ainda com medo de encontrar algo na Beecity.

Pediu ao seus pais que se mudassem de lá, pois depois daquela história toda, ficou apavorado. Mesmo cinco anos depois daquilo, Lauriano ainda tinha o trauma, e via Lucas nos cantos da sua nova casa o tempo todo, mas era apenas um fantasma.

~End.

A tabela do torneio está assim.

Spoiler:
1-Microondah e mud_ril 0
2-Lawliet~ e Utakata Matsui. -1
3- arcanine-arcanon e Monfernogus 0
4- juan_jrb e Victini Master 0
5- Nanashin e Mikhaelsan 0
6- Guillerjo e Kamlla
7- Heart e Tabitha 0
8- Dark_Absol e Natsu 0
9- torterra 12 e Vampires -1


As One-Shots serão duvididas em dois Post, pois ''A largura da minha mensagem ultrapassa o limite autorizado.''
Vocês não poderão votar naqueles que não me mandaram a One-Shot.
Se puder, o voto deverá vir seguido de uma crítica construtiva.

As votações vão até Quarta-Feira. Até e Boa Sorte.




Última edição por Umbreon ICE em Sab 9 Jul 2011 - 15:13, editado 2 vez(es)
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Mensagem por Umbreon_NICE em Sab 9 Jul 2011 - 9:41

Segunda Remessa.

Grupo M&M(mud_ril e Microondah)
Spoiler:
mud_ril escreveu:
Ceifadores




Duas sombras frias e taciturnas sobrevoavam São Francisco em uma noite escura de lua nova.

A primeira delas era um manto preto que ululava entre as casas, deixando um rastro terrífico por onde passava.

A segunda se mostrava como uma capa branca com capuz, que voava serenamente na madrugada tenebrosa.

Os dois eram ceifadores de um mundo perigoso, onde o trabalho deles aumentava sem rumo e sem destino. A natalidade chinesa preocupava a alva criatura, cujos sentidos fantasmagóricos se sobressaíam durante suas visitas àquele local. Já o espírito de negrume, adorava passear pela mortalidade africana, doenças e condições subumanas que prevaleciam naqueles locais, davam-lhe o sustento preciso, a chamada energia vital.

Mas a sina de ambos hoje era um pequenino casebre verde, na baía leste estadunidense. Raramente eles se encontravam, e quando acontecia, não falavam um com outro.

As divindades se encararam por um momento, como se fossem negativos de um filme, e observaram a situação. Um velho homem, aparente de oitenta anos de idade, deitava em um colchão infestado de aranhas e mofado pelo tempo.

Sua expressão era doentia, o que agradava a sombra preta. Rugas caíam pelo seu rosto, hematomas e gangrenas se espalhavam por sua lúcida pele. Ele tremia como se não houvesse amanhã. No caso dele, talvez isso se tornasse realidade.

O pouco que tinha de cabelos grisalhos restara da quimioterapia intensiva. O idoso parecia ter sobrevivido muitas coisas, batalhas e conflitos a favor da saúde, marcas e cicatrizes de uma vivacidade incrível. Mas, havia chegado sua hora. Lentamente, o ceifador escuro ergueu a mão esquelética e disse com a voz grave:

- Está na hora de descansar meu caro...

Pontinhos amarelos saíam do coração do senhor. Eram suas últimas defesas para prosseguir naquele planeta. Os menores, eram a vitalidade e um mais robusto e esférico, tinha de ser sua alma.

Entretanto, o tão habitual poder falhou em um piscar de olhos. Estranhando, o encapuzado se virou e viu o seu oposto evitando o fim do velhote.

- Como ousa? – Indagou a morte – Eu sou a maior divindade deste mundo, todos terminam comigo, a hora desses subalternos já está programada! Não posso evitar que um reles inferior me prejudique!

- A energia que você extrai ao matar alguém, é a mesma que ganho ao criar outra pessoa. - Respondeu a vida, com sua voz fina e aguda. – Este homem é um dos sobreviventes a guerra mundial. O último deles. Seus feitos a humanidade em questão foram mais do que relevantes.

O ceifador taciturno deu uma risada sarcástica.

- Pouco me importo com quem mato. Todos têm a sua hora marcada comigo. Naquela ocasião, fiquei forte com a energia dos mortos em combate. Um idoso fraco e incoerente como este, será a cereja de meu bolo.

O gesto se repetiu e a mão de carniça da criatura ergueu-se. Contudo, foi novamente cessada pela magia branca da vivacidade, que se opôs a ele.

- Ora seu...

Antes do protesto do vulto negro, uma mulher entrou na sala, tropeçando e choramingando. Seus cabelos eram castanhos e tinha expressões duras em sua face. O que mais chamou atenção, porém, foi a barriga da moça, ela estava grávida e prestes a dar a luz. Como qualquer humano, a filha do velhote não podia enxergar os ceifadores.

- Pai, eu lhe imploro! Suplico para que veja seu neto nascer! Aguente mais uma semana! Ele receberá seu nome, Benjamin. Apenas quero sua benção para poder tê-lo com saúde e prosperidade! Por favor, não morra!

A gestante cerrou os olhos e juntou as palmas de suas mãos. A prece, uma simples reza de salvação, seria o bastante para parir seu herdeiro normalmente na crença singela dela.

- Essa raça é realmente uma piada! Se você me interromper mais uma vez...

Novamente, a escuridão se calou diante da luz.

- O desejo dela será realizado. Eu mesmo farei isso.

O encapuzado branco segurou a mão do idoso debilitado com feracidade e sussurrou:

- Rápido, antes que seja tarde!

O homem se levantou cautelosamente e disse:

- Querida, eu lhe dou minha benção!

O ceifador da morte irritou-se e explodiu a magia negra em suas mãos, levando embora o velhinho e a sombra vívida juntos.

- Como eu falei, sou a divindade mais poderosa deste mundo, eu mato a tudo e todos. Isso incluiu a própria vida!

A sombra foi embora e não deixou vestígios.



Uma semana se passou depois daquele ocorrido.



A morte foi para um parto no Hospital Estadual do Alabama. Seria o milésimo nascimento mal-sucedido daquela semana. Noticiários diziam que nunca mais haveria vida, uma praga havia pegado as gestantes. O mundo estava em colapso total.

- A morte é soberana. Não há nada que se possam fazer reles mortais! - Dizia a voz grave do vulto negro.

O médico que faria o parto já dizia para a futura mamãe:

- Este será mais um parto mal-sucedido. Assim como todos os outros que falharam no mundo. Eu não posso fazer nada.

A grávida segurou a mão do homem e disse:

- Confie no seu potencial, a vida prevalece àqueles que a acreditam.

A operação durou trinta minutos. No último momento, o ceifador preto ergueu a mão direita, já preparando o fim rotineiro. Mas ele não conseguiu e mesmo com todo o esforço, um choro ecoou na ala hospitalar.

- É um milagre! Uma benção!

Irado, a sombra escura berrou de ódio e tentou matar todos os presentes naquele local. Novamente, falhou em sua missão.

- O que está acontecendo?

Um vulto branco se ergueu de trás do bebê e sussurrou:

- A vida é constante. Demorei um pouco, mas voltei. Você poderia se animar com todas essas mortes em uma semana, porém, uma hora acabaria sua fonte de energia, todos morreriam. Você não pensa?

A sombra esquelética preta virou-se e encarou a alva:

- Você tem razão. Sempre haverá um equilíbrio entre nós, gostando ou não. Apenas lhe digo que você é inferior a mim.

O lúcido espírito riu da situação e ambos foram embora.

Uma semana depois, a vida levou a morte para São Francisco para verem algo novo.

Estavam os dois, novamente, na casinha imunda onde morrera o velho. Nela, uma mulher fazia parto normal com a ajuda de seu marido.

- A sina daquele homem era sua. Mas a vida deste é minha, até chegar o momento de um novo ciclo.

E da barriga da moça, nasceu o pequeno Benjamin, com olhos castanhos e cabelos desgrenhados. A morte se curvou e disse:

- O horário de falecimento deste é tardio. Para sua sorte, meu caro.

Quando ela já ia embora, o pai da criança disse:

- Ele parece o seu pai. Se fosse, seria uma reencarnação provavelmente.

A mais clara das sombras esperava um comentário da outra.

- Eu agora entendi. Um depende do outro. Não só eu dependo de alguém. Após a morte, você suga energia dos jazidos para criar novas pessoas. Você não é inferior a mim, nem eu sou a você. Nossos caminhos se cruzam e somos iguais por natureza. A diferença está entre o dever a ser cumprido. Mas não a sua qualidade. Era isso que queria me mostrar, vi e conheci. Adeus e boa sorte.

E assim, ela se esvai pela noite americana.

Já o vulto branco, olhou o chorinho de Ben como se fosse um renascimento. A luz e a escuridão, o yin e o yang, o mal e o bem. O poder de dois em uma rotina única e uniforme, onde não há o melhor e o pior. Igualdade, e nada mais. E a morte tinha aprendido essa valiosa missão, mesmo com desdém. Em conjunto, sempre haverá a união, gostando, ou não.



Fim.





Aqui está Umbreon, minha e do Micro, posta sexta lá ^ ^

Grupo Sem Nome(arcanine-arcanon e Monfernogus)
Spoiler:
@arcanine-arcanon escreveu:OS do campeonato:


As grandes mansões do Rio de Janeiro sempre eram beiradas por pequenos assaltantes e ladrões de pequeno porte, que sempre eram detidos pelos enormes seguranças que ficam nas entradas. Mas tudo mudaria naquela noite. A história da cidade maravilhosa, que contêm assassinos tentando assassinar sofreria uma transformação. E poderia ser para o bem... Ou para o mal. E tudo começou com aquela jovem:

- Ah, pai, pare de besteira, eu não fiz nada de mais!

- Você fez a professora de Redação quebrar um braço com sua brincadeira de tirar a cadeira na hora que ela senta! Recebeu três dias de suspensão!

Era um carro simples, um Gol branco bem antigo. Tinha amassados laterais, frontais e dianteiros, como se o dono não tivesse dinheiro para consertá-lo. Dentro dele, pai e filha discutiam. A menina era belíssima. Tinha cabelos loiros e cacheados. Olhos azuis como uma piscina em pleno dia de verão. Usava um uniforme de uma escola pública do Rio de Janeiro. Suas feições arredondadas tornavam-na mais linda do que já era.

Já o homem parecia estar em seus últimos dias de vida. Mas só na aparência, pois era muito forte. Era, basicamente, careca. Só tinha um pouco de cabelo branco nas laterais. Algumas verrugas marcavam seu velho rosto. Diferente da filha, seus olhos eram castanhos. Falava pausadamente, mas num tom agressivo.

- Seu castigo é: você não irá à festa da Janette. Ficará na casa dos Thompson cuidando da casa. - Disse o homem.

- Mas pai! - Reclamou a menina. - A festa de Janette é muito importante para mim! Eu tenho que ir nela. Por favor, pai, vamos, deixa!

- Não! Eu já disse Não! Sinceramente, July, você já tem dezesseis anos. Precisa colocar juízo na sua cabeça! Desde que sua mãe morreu você está diferente.

À menção do nome da mãe, um silêncio se colocou no carro. Ela havia morrido há um mês, devido a um câncer no pulmão. Caio o pai, ficara tomando conta da filha, July. Mas, desde a morte da mãe, a menina mudou. Suas travessuras, antes inofensivas, tornaram-se agressivas. Ela sempre foi do tipo popular, que implicava com os outros, mas agora começou a humilhar os Nerds da escola.

Foi um silêncio total da escola até a pequena casa deles. Ali eles só pegariam algumas roupas da menina, e partiriam para a casa dos Thompson, onde a menina passaria a noite, cuidando das crianças.

~X~


A passagem pela casa deles fora rápida e quieta. Num momento, o Gol branco estacionou-se em frente à mansão dos Thompson. E que mansão. Uma das maiores do Rio de Janeiro. Tinha, pelo menos, quatro andares. Enorme para uma casa. Era toda branca. Pelo que July via, do lado de fora, havia vários quartos. Todos eles com uma bela e enorme varanda, que dava para a Lagoa Rodrigo de Freitas. A menina percebeu uma passagem por trás da casa, que provavelmente levava à área da piscina, que deveria ser enorme. Também devia ter algumas quadras de tênis e de futebol, esportes bem populares entre os ricos.

- Querida, fale a verdade, não vai ser bom passar a noite num casarão desses? - Disse seu pai, vindo para seu lado.

- Oras pai. Não tente me animar. Vamos.

Eles andaram por um pequeno caminho de chão batido com uma passarela que levava à única entrada da casa. Em frente à grande porta de mármore branco estavam dois seguranças brutamontes, que vestiam ternos pretos. Usavam óculos dessa mesma cor. Tinham um Walk-talk, para se comunicarem, provavelmente, com os donos da casa, os Thompson.

- Identifiquem-se. - Disse um deles.

- Caio e July Noah. Essa menina aqui será a babá na noite. - Disse o pai, apontando para sua filha.

O segurança que tinha os mandado identificar-se pegou seu Walk-Talk, e comunicou-se com os donos da casa:

- Senhor, de certa idade e garota adolescente. Ambos com roupas normais. Diz o senhor que a menina será a babá.

O porquê das “roupas normais” e não de colégio foi que July, quando passara em casa, trocara de roupa.

- Ah, sim. Contratei a menina. Deixe-os entrar. - Uma voz pôde ser ouvida do outro lado do Walk-Talk, logo depois se calando.

O segurança abriu a enorme porta de mármore, que fez um rangido alto. Saíram da frente dela, como se dissessem “passagem liberada, entrem antes que eu mude de ideia e te mate”. July sentiu-se entrando em um dos Dungeons secretos de seu jogo, Zelda Ocarina of Time para 3DS.

A casa era muito mais impressionante por dentro. Isso era um fato. Por enquanto eles só estavam na sala de estar, que era, provavelmente, maior que toda a casa deles. Uma TV de LED, de aproximadamente cinquenta polegadas estava no meio da sala, rodeada por uns cinco sofás de seda caríssima. Belíssimos quadros estavam espalhados. July, apesar de bagunceira, era uma apreciadora de arte, e logo percebeu um quadro de Pablo Picasso. Diferentes corredores levavam para outros cômodos da casa. Uma escada em espiral levava ao segundo, terceiro e quarto andar.

- Ai estão vocês! - Disse uma moça.

July olhou na direção de onde veio a voz, e viu a Monalisa do século vinte e um. Uma mulher que poderia ser chamado de maravilhosa. Tinha cabelos loiros, e que o cheiro de um perfume que devia ser caríssimo chegou às narinas da menina. Olhos castanhos. Alta. Muito alta para uma mulher. A beleza em pessoa.

De seu lado tinha um daqueles homens ricos que eram bem simples. Não fazia questão de vestir roupas caras. Um óculos de lente tapava seus olhos. Seu cabelo castanho formava um topete bem estranho. Um sorriso estava no rosto dele.

Depois das apresentações, July ficou conhecendo o senhor Albert e a dona Flor. Seu pai, Caio, havia ficado tranquilo que tudo ocorreria bem na noite, e foi embora.

O casal Thompson mostrou a casa para a menina. Um dos corredores da sala de estar levava à cozinha. Outro para a “área de diversão”, que mais parecia um Camping. Era como July esperava. Duas quadras de futebol, uma de tênis e uma piscina gigante. A sala de jantar nem se comparava, em tamanho, com a de estar, mas ainda era maior que a casa de July. No segundo andar tinham o escritório, dois banheiros e um quarto cheio de aparelhos eletrônicos e brinquedos para as crianças. No terceiro, três quartos, para cada uma das crianças.

- Não acorde-os de jeito nenhum. - Disse Albert. - Estavam numa festinha ontem a noite, e estão super cansados.

- Idade? - Perguntou July, querendo tirar proveito disso, e sem deixar os Thompson perceberem o tom malicioso de sua voz.

- O mais novo tem seis, o do meio oito e o mais velho doze. - Respondeu Flor.

E, finalmente, o quarto andar. Ele simplesmente continha o quarto dos donos da casa. Uma varanda maior que o quarto de July e seu pai, juntos, estava virada para a lagoa Rodrigo de Freitas. Pouco a pouco a menina foi acostumando-se com a casa que passaria a noite.

- E lá. - Disse Flor, apontando para uma pequena casa nos fundos da mansão, que podia ser vista pela janela. - É onde fica os quartos dos empregados. Fique tranquila, só aqueles dois seguranças estão ai. O resto já foi embora.

Dirigiram-se para a sala de estar. Os Thompson já estavam indo embora.

- Vamos jantar num restaurante bem longe daqui. Qualquer coisa ligue-nos. O telefone está num papel na cozinha. Até mais. - Retrucou Albert.

July despediu-se deles, que logo foram embora. Estava com certo medo de ficar naquele casarão enorme só com três crianças de companhia durante a noite. Mas, lembrou-se que a casa só tinha uma entrada, que era vigiada pelos dois seguranças brutamontes, que ambos deviam ter uma poderosa metralhadora, ou sei lá o que para matar qualquer bandido que tente fazer qualquer coisa. Tranquilizou-se.

~X~


Pois estava errada. Ela tinha pegado um daqueles livros chatos que a escola manda ler, e leu-o normalmente na sala de estar. Depois de cinquenta páginas chatas de “A Menina e seu Porquinho”, ligou num daqueles canais de fofoca de rede aberta da TV, sem saber que os Thompson tinham assinatura com a SKY. Desligou-se do mundo. Só que ainda estava atenta a tudo que acontecia. Jurou que havia visto um vulto passando pelas quadras. Mas isso deveria ser somente fruto de sua imaginação. Pegou o Walk-Talk que se comunicava com os seguranças, só para certificar-se.

- Nada de anormal aconteceu, senhora. - Disse um deles.

Sentiu-se dona de casa ao ser chamada de “senhora”, mas logo voltou à realidade. Ouviu um barulho bem esquisito vindo do segundo andar. Parecia um piano. O medo alojou-se nela. Mas logo viu que era besteira. Porque, raios um bandido tocaria piano ao invés de sair matando todo mundo? Mas, para certificar-se, foi até o escritório, no segundo andar.

Lá, um garoto parecido com Flor tocava piano. As notas eram melodiosas. O garoto tocava de olhos fechados. Seus cabelos loiros balançavam com o vento que vinha de uma pequena janela aberta. Olhos azuis. Lindos olhos azuis. Parecia se juntar com a música. July logo se apaixonou por ele, e pensou... E daí que ele tem doze anos?

Olá. - Disse a menina.

- Ah, oi. Estava treinando para um concurso de piano amanhã. - Respondeu o garoto. - Você deve ser a babá que veio cuidar de meus irmãos.

- Sim. E vim cuidar de você também.

- Eu tenho doze anos. Não preciso que cuidem de mim. Enfim, vou para a Sala de Jogos. Quero passar do templo de gelo no Zelda: Twilight Princess ainda hoje.

- Então você joga Zelda... - Retrucou July. - Eu jogo o Ocarina of Time para 3DS. Vou com você, assim podemos trocar ideias sobre o jogo.

O menino concordou. Apresentou-se como Roberto, mas podia chamá-lo de Beto. Assim, ambos foram para a Sala de Jogos para passarem uma noite de Nerds incrível. Já foram até de mãos dadas. Só que, de tanta pressa, esqueceram a janela aberta.

~X~


Depois de muitos amassos, espadadas em monstros de gelo do mal e coisas indevidas que um garoto de doze anos venha a fazer com uma de dezesseis, Roberto decidiu ir dormir um pouco. Já era aproximadamente dez horas da noite.

July ficou triste, pois só veria o “namorado mirim” depois de algumas horas. Decidiu ir para a sala de estar jogar um pouco de Pokémon Heart Gold no 3DS, e assistir um pouco de SKY, recém descoberta pela menina.

Tudo corria muito bem. Ho-oh tinha alcançado o level setenta e cinco, e ela estava pronta para ir para a liga. Quando o telefone toca.

- Já checou o meio de um todo? - Disse a voz. Era bem áspera. Logo após, desligou.

O meio de um todo... July ficou refletindo sobre isso. Primeiro pensou que deveria ser um louco ligando. Mas lembrou-se do vulto passando nas quadras. Aquilo tudo deveria ser um enigma. O medo corroia as veias da menina. Ela quis ligar para a polícia, chamar os vizinhos, qualquer um que pudesse ajudá-la. Mas, lembrou-se dos seguranças na entrada, e soube que estava tudo bem.

Meio de um todo! O filho de oito anos! July lembrou-se desse pequeno detalhe e correu até o quarto do menino. Ele deveria estar em perigo.

Abriu a porta do quarto. Uma suíte e uma varanda ao canto... Um armário gigante. Luminárias, livros de escola. Provas, todas com a nota dez espalhadas pelo quarto. E, no meio do quarto, uma cama, com uma criança dormindo profundamente. Estava, sim, tudo bem. Era tudo um trote.

Estava voltando à sala de estar. Esqueceu-se que tinha que treinar o Arcanine até o nível oitenta antes da liga. O Extremespeed dele seria essencial.

E BUM! O medo. Aquele 3DS, caríssimo, estava jogado no chão da sala de estar, quebrado. Nunca mais veria seus pokémons. A TV, antes ligada, estava desligada. Provavelmente, o ladrão disse aquilo sobre o filho do meio só para tirar a atenção dela, e colocar mais medo.

- Quem está ai?! Mostre-se! - Gritou a menina.

Logo, o Walk-Talk tocou. Os seguranças disseram:

- Senhora, estamos indo para a casa dos empregados, pegar capa de chuva para nós dois. Uma chuva vem aí. Fique tranquila, não há nada acontecendo.

- Não, não vão! - Gritou a menina.

Mas, os seguranças desligaram o Walk-Talk, e deixaram-nos sobre uma pequena mesa ao lado da porta de mármore. July viu-os dirigindo-se para a casa dos empregados por uma das janelas da casa. Ligaram a luz da pequena casinha. A menina conseguiu ver duas sombras de dois homens, os seguranças. Não... Não eram duas sombras. Eram três! Havia um homem por lá!

July viu a sombra dos seguranças caírem no chão, provavelmente mortos. O assassino virou-se para onde a janela que a menina estava. Ela o viu saindo de lá, e voltando para a mansão.

Lembrou-se de uma coisa super importante... A janela do escritório ficara aberta! Correu até lá. Viu uma escada. Empurrou-a. Trancou a janela, e saiu correndo pela casa, trancando tudo que via pela frente.

A próxima coisa a fazer era ligar para a polícia. Pegou o telefone, mas nada. A linha telefônica da casa havia sido cortada. O desespero tomou conta dela. Nem ligou para as crianças, e trancou-se num dos banheiros do primeiro andar.

Batidas. Batidas na porta do banheiro. O assassino tentava entrar. Ele tinha dado um jeito de entrar na casa. Como era no primeiro andar, July pulou pela janela. Só que, o que ela não sabia, é que aquela janela dava para a piscina. Ficou toda molhada.

Saiu correndo, sem direção alguma. Ouviu o som de alguém caindo numa piscina. Alguém tinha pulado nela. O ladrão. Quando July viu, estava de frente para a grande porta de mármore, que entrava na mansão. Ela estava aberta. Entrou, e trancou-a. Foi bem a tempo, pois o bandido bateu na porta logo em seguida.

Procurou algo que pudesse usar contra o bandido. Ali estava seu 3DS quebrado, e mais nada que pudesse servir de arma. A cozinha! Provavelmente tinha um daqueles Kits Gourmet, que sempre vinha uma faca afiada.

Rapidamente, estava com uma faca na mão. Voltou para a sala de estar. A grande porta de mármore abriu-se. Ela viu o bandido entrando com um canivete. Estava coberto por uma capa. Ambos estavam prontos para um confronto direto. Correram um na direção do outro. July já sabia que iria morrer, pois o homem era muito mais ágil e forte do que ela.

Faca e canivete encontraram-se. Com uma força sobrenatural, o homem jogou a faca para longe. Agora, já apontava sua arma para o pescoço da menina. Ela pensou se morrer era bom. Fechou os olhos.

Foi ai que veio a surpresa. O bandido gritou. July olhou para ele. O canivete havia voado de sua mão. Caído no chão, seu sangue espalhava-se pelo carpete caro. Uma flecha estava instalada em sua coxa esquerda. Era Zelda?

Olhou para a escada, de onde veio a flecha. Roberto tinha um arco longo em sua mão.

- Já te falei que eu pratico treino de arco e flecha? - Ele disse.

~X~


Tudo havia ficado bem. A polícia chegou, e o assassino foi preso. Ele era um psicopata que causava medo em jovens adolescentes, e matava-as. Os seguranças seriam enterrados.

Caio, ao chegar, abraçou July fortemente. Ela fez uma promessa a si mesma: nunca mais fazer traquinagens, e sempre tirar dez. Assim não teria que passar por mais uma situação dessas. Só lamentou-se por seu 3DS...
Iron Group(Nanashin e Mikhaelsan)
Spoiler:
Nanashin escreveu:

Traffic Night Stories

As ruas são assustadoras... eu vago por todos os lugares e não encontro algo que me satisfaça. Meu nome... eu me esqueci, não o uso há muito tempo, não que alguém venha a se importar...

Sou um menino de rua, tenho 16 anos, perdi meus pais aos 10. Desde então fico perambulando pela noite, já vi de tudo. Minha única companhia é um gato branco, achei-o pouco depois de perder meus pais, desde então, carrego-o a todos os lugares, dentro de minha blusa, na qual costurei um bolso interno, apenas para meu companheiro...

Certo dia começaram alguns boatos. Um grupo terrorista estava seqüestrando pessoas nas ruas e arrancando seus órgãos para traficar. Não há com o que eu me importar, como disse, estou na rua há 6 anos, sei me cuidar muito bem. Houveram várias pessoas desde então tentando me levar para abrigos e casas de adoção. Não aceitei, a rua é meu refúgio, sou feliz aqui. Apesar das dificuldades, feliz...

Até um dia. Testemunhei o vendedor de órgãos, um homem com uma capa preta e com capuz, logo, não dava para ver seu rosto. O homem que estava recebendo o órgão era um homem velho, todo enrugado e com uma roupa pobre. O que estava ele estava vendendo? Um coração. Suas veias estavam todas visíveis, afinal, era esperado.

- Aqui está. – disse o traficante retirando um vaso com o órgão de sua maleta.
- Obrigado, nobre senhor. – respondeu o senhor recebendo o item.

Meu gato, infelizmente, miou alto, com raiva. O vendedor ouviu e mandou o velho correr para longe, enquanto eles nos perseguia. O gato correu para o outro lado da rua, veloz. Tentei acompanhá-lo, mas era impossível. Atravessei a rua, tentando fugir. Mas, um caminhão estava vindo na minha direção. Por sorte, desviei, mas tive alguns arranhões. Consegui ir ao outro lado, e o homem parou de perseguir. Lembrei de meus pais, morrendo atropelados por um caminhão. Só isso que me contaram, afinal. Sabia que ele iria me perseguir mais vezes. Queria o denunciar, mas o medo não deixava.

Os dias se passaram, e eu estava juntando coragem para fazer a denúncia. Eu podia ganhar algum dinheiro com isso e comprar alguma comida. Enfim, eu estava andando, com meu gato, quando dois motoqueiros encostaram em mim. Ambos usavam jaqueta de couro preta, jeans azul e um capacete branco, cheio de manchas de diversas cores. Seus rostos estavam tampados pelos capacetes.

- Ei, garoto! – chamou um dos homens apontando para mim.

- Eu? O que quer? – perguntei intrigado e um pouco assustado.

- Nós queremos falar sobre o que viu há algumas noites. Sobre esses incidentes e sequestros. – respondeu o motoqueiro.

- Sim. Eu apenas vi um homem de capa preta vendendo um coração a um senhor, nada de mais...

- Ah, era isso que eu queria saber! – exclamou o homem puxando um bastão de baseball feito de madeira de sua mochila. Um deles rapidamente me segurou, enquanto o outro me deu uma pancada na cabeça. Fiquei atordoado, mas consegui escapar e comecei a correr pelas ruas, com meu gato em seu bolso interno. Os motoqueiros me seguiam pelas ruas, vielas e o que fosse. Eu estava muito tonto, por isso lutava para continuar em pé, além do mais ainda tinha que me preocupar com meu animal, que miava sem parar dentro de meu moletom.

Quando parecia ter despistado os bandidos, entrei em um beco qualquer para descansar. Sentei-me e comecei a pensar no que havia me metido, no simples ato de presenciar um feito, minha vida corria perigo total. Depois de quinze minutos, aproximadamente, decidi me levantar e voltar ao lugar onde costumo dormir. As ruas estavam vazias, estava gelado e uma névoa limitava minha visão. Meia hora foi o suficiente para chegar ao meu destino, eu então me deitei em uma caixa de papelão aberta e me cobri com um cobertor velho que apanhara no lixo anos atrás. Quando ia adormecer, senti meus braços serem puxados, e quando abri meus olhos, me deparei com os bandidos. Comecei a me debater, mas um deles pôs um pano banhado em clorofórmio em frente ao meu rosto, o que me desmaiou instantaneamente.

Acordei em uma sala mal-iluminada, com paredes brancas manchadas com sangue, e duas portas de madeira. Ambas fechadas. Estada acorrentado, algemado e amordaçado, não tinha como fugir, não tinha como pedir socorro. Após um tempo, dois homens altos e fortes, vestindo calça jeans preta e camiseta regata, entraram na sala e me carregaram a um outro cômodo. Esse era uma sala limpa,com piso branco e azulejado de mesma cor. Nele havia uma pequena mesa de cirurgia e uma pia, um pouco manchada de sangue. Parecia um consultório médico. Eles me deixaram num canto da sala e saíram. Eu lutava para me libertar, estava desesperado, não sabia o que me poderia acontecer.


De repente entrou no cômodo um homem baixo, jovem, de cabelos pretos, vestindo uma camisa branca e calça de mesma cor. Ele me pegou e me desacorrentou, porém continuava algemado. Fui colocado em cima da mesa, onde ele, com uma faca que continha uma lâmina de aproximadamente vinte centímetros de comprimento, me acertou no estômago. Doía, doía muito. Tentei gritar, mas estava amordaçado, apenas agonizava. Foi quando me lembrei que meu gato estava no bolso interno de meu moletom. Será que ele havia sido acertado também? Isso me dava ainda mais dor, no coração.

- Não se preocupe, não retirarei nada importante seu, apenas alguns órgãos, ainda viverá uns meses depois disso. – falou o homem limpando a lâmina que me esfaqueara.

A dor era tanta que desmaiei. Deveria haver algo na faca, algum veneno ou tranquilizante, que me fez perder as forças quase instantaneamente. Acordei após algumas horas, estava com a região abdominal doendo. A mesa estava ensanguentada e estava sem meu moletom. Ele estava no canto da sala, me levantei com esforço para ver se meu animal estava machucado. Porém, quando peguei minha peça de roupa, senti-a leve, leve demais para ter algo ali. O felino não estava lá. Vasculhei pela sala inteira, mas não o encontrei. Foi quando senti um cheiro forte, e muito ruim, vindo do lixo. Decidi dar uma olhada. Me deparei com a pior cena da minha vida : O cadáver de meu gato, decapitado e sem muitos de seus órgãos. A barriga do mesmo estava aberta, mostrando seu interior oco. No instante comecei a vomitar... sangue. Mais uma vez, desmaiei de fraqueza.

Despertei no meu beco, já vestido. Meu estômago havia sido coberto com ataduras, mas ainda doía, muito menos, mas doía. Ao meu lado se encontrava uma caixa, e um bilhete.

Obrigado pela mercadoria, não conte a ninguém ou sofrerá sérios problemas. Dentro da caixa se encontra um pequeno presente. Creio que ele na queria se separar de você, atacou-me até eu matá-lo. Enfim, viva bem, com o pouco que lhe resta

Era óbvio o que me esperava no interior da caixa. Abri-a e não tive surpresas, era o cadáver de meu companheiro animal. Peguei seu corpo e abracei-o. Fiquei lá, por uma noite inteira, apenas assim. Abraçado com meu amigo, chorando de forma quieta. Na manhã seguinte, fui a um viaduto que ficava á cinco quilômetros de minha casa.Não queria viver, me joguei de costas e morri. Mas antes disso, enquanto caía para meu destino, ouvi um som. Um som familiar. O que era, você me pergunta?
“Miau”
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Mensagem por Kurosaki Mud em Sab 9 Jul 2011 - 21:33

Cá estou e estrearei a votação;
1-Bsol e Natsu. - Sem palavras! Narração perfeita, toques pessoais super legais. Achei erros como matá-las sem acento agudo, algumas conjunções e onomatopeias exacerbadas e reptição da palavra ria em algum ponto. Só não sei se tá valendo o tema Pokémon, já que era Outras Fics. Se estiver, com certeza têm meu voto vocês dois.
2- Haato e Tabs - Muito boa também, mas os erros gramaticais deixaram a desejar. Possuía tem acento, nocomeço tá escrito achga, que na verdade é acha, concordância nominal em nos lábios, onde faltou o s, lembre sem o r, adorá-lo sem acento, cômodo sem acento, manuseá-la sem separação e sem acento, onomatopeias exageradas de risada, laçá-la sem acento, deliciosas com acento, saíram sem acento. Em compensação, ri alto do enredo e da história, digdin digdin. e.e
3- Arcanine e Gustavo - Tá na cara que o Arc escreveu, narração perfeita e separação por X e tils. Enredo legal, adoro Zelda também e.e Mas as duas anteriores se superaram, nada contra.
Quanto as outras, a minha e do Micro é claro que não posso votar, as outras duas ficaram muito legais também, mas so podia escolher trÊs. De modo geral, parabéns ao concorrentes, fanfics de alto padrão aqui :3
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Mensagem por Umbreon_NICE em Qui 21 Jul 2011 - 8:29

Bem, só uma votação? Falta de vontade de votar desse povo... Bem, com o o voto do Mud, a classificação ficará assim.

1-Microondah e mud_ril 0
3- arcanine-arcanon e Monfernogus +1
4- juan_jrb e Victini Master 0
5- Nanashin e Mikhaelsan 0
6- Guillerjo e Kamlla
7- Heart e Tabitha +1
8- Dark_Absol e Natsu +1


Então, os desclassificados são Law e Uteta, torterra 12 e Vampires.



Agora, estou passando o próximo tema para a próxima fase do torneio. Bem, espero que não achem difícil, pois o tema é:

~ Saudade ~

Me mandem a MP correta, com a One Shot, o nome do grupo(quem não entregou) até a próxima Quinta. Até.








~Gus: Campeonato foi desafixado e trancado. Por falta de interesse dos alunos e do autor, além do tempo que está inativo.
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