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I Can Defeat You (Fanfic Version)

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Mensagem por Black~ em Qua 3 Abr 2013 - 14:41

Bom, vamos lá.

As duas ficaram legais, a da Sally mostrando a mulher que se prostituiu por prazer, mas mesmo assim não teve. A do Kabeyama mostrou a traição depois de o cara amar e parece que a mulher dele não o amava mais. Mas enfim, voto na Sally mesmo e talz
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Mensagem por Nivans em Qua 3 Abr 2013 - 15:42

iSally 3x0 Kabeyama


Aberto a quem queira participar!
PS: A Sally não quis participar desse último round contra o Mud. Deletei o post dela a pedido da mesma.


Última edição por Kabeyama em Sex 5 Abr 2013 - 0:38, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Kurosaki Mud em Qua 3 Abr 2013 - 17:51

Pode curtas antigos? : D
Taí um curta que foi de campeonato, mas perdi e.e


Chá das cinco
Suspirei quando fechei as cortinas de veludo bordô da minha varanda. Sentei em uma cadeira baixa e gasta de carvalho, que rangia como uma porta enferrujada. Na mesa circular em minha frente, uma toalha xadrez bordada por minha já falecida tia Dóris, um conjunte de chá, com bule de porcelana e duas xicrinhas salpicadas de ouro. Uma estava vazia, a outra tinha café morno com adoçante. Dois pratos, talheres de prata e um bolo de laranja fatiado completavam o meu café da tarde.
Era meu. Mas esperava que fosse nosso.
Ajeitei os meus óculos de aro de tartaruga e fechei os olhos. Lembrei-me daquele momento, aos sete anos de idade.
Peter e seus cabelos ruivos, sardas e espinhas gritantes, banguela. Odiava seu jeito brincalhão e a sujeira que fazia no coreto da praça central. Eu, Janine, com meus vestidos bordados cor-de-céu e cabelos encaracolados em um laço ciano, observava ele brincando com Dylan, um garoto da periferia da cidade.
Ao meu lado, a babá mais horrorosa do mundo, Madame Batiste, com seu cabelo simétrico e aquela verrugona no pescoço. Eu era da classe alta londrina e eles, plebeus. Mas eu odiava tudo aquilo. Queria amigos. Fazia sete meses que notava as brincadeiras de Peter e seus amigos. Sempre sorrindo com seu poucos dentes e rindo. Era por isso que o odiava. Inveja.
Porém, minha au pair metida tinha ordens do meu pai, dono da indústria têxtil mais famosa do Reino Unido. Estava proibida de me sujar, de desobedecer à Madame Batiste. Sempre ia à praça tomar ar puro e me mostrar para a plebe, em volta de jardins ilusórios com tulipas e begônias. A riquinha do centro de Londres. Era assim que as pessoas me chamavam. E eu detestava essa alcunha.
Foi então que me surgiu a ideia. Soltei o laço de minha cabeleira sem a babá verruguenta perceber. Como estava ventando, ele se foi. Comecei a chorar.
- O que aconteceu minha ama? –Perguntou a voz francesa de Batiste.
- A fitilha. Irei perdê-la! Rápido, pegue-a de volta! – Bravejei como uma mesquinha.
Com os saltos agulhas tiquetaqueando no asfalto da pracinha, lá se foi a mostrenga, atrás da longínqua fita de cabelo. Corri até o coreto, escalei a grade de proteção e me deparei com Peter e Dylan.
- O-oi.... – Gaguejei.
Dylan me ignorou por completo, mas Peter não. Seus olhos verdes me fitaram e ele disse:
- Você não é a menina da alta classe?
Corei. Precisava reagir a seu título:
- Sim, mas odeio esse nome. Apenas quero brincar.
Ele sorriu, como sempre. Então, me deu sua mão com terra e graxa. Apertei-a. Foi a melhor tarde da minha vida. Imaginava dragões, eu era a princesa, Peter o cavaleiro e Dylan o dragão.
E por tardes, dias, enganava Batiste e fazia-a sumir de vista. Fui rainha e ele rei. Ele desistia de partidas de beisebol apenas para ser meu marido ficcional. Fui princesa e ele príncipe. Sempre formávamos o par perfeito. Limpava minhas mãos na fonte, antes de notarmos a volta da babá. Que dias...
Mas voltei a realidade. Ele não viria. Quatro e trinta e nove. O relógio da sala nunca errava, nem em horário de verão.
Levantei e fui pegar o álbum de fotos. Encontrei uma foto solta. O dia fatídico. A última foto.
Folheei o álbum. Festas com confetes caindo em nossa volta. Ele subindo em Flink, meu cavalo branco. Um dia nadando no rio Tâmisa. Minha viagem para Alemanha, seguida por um clandestino chamado Peter no vagão mais apertado do trem.
Sempre às escondidas, até aquele dia. Meu pai tinha descoberto o porquê da minha mudança de humor, depois de seis anos. Fui cercada por seguranças. Ele nunca achou uma brecha. A mãe dele foi despedida e se mudaram para a Irlanda. Meu fiel amigo, Peter Kerron.
Com a chegada do telefone, tentei contato. Ele nunca tendeu. Os tempos mudaram. Até o dia em que eu, idosa e desfragmentada, viúva, com os filhos adultos morando longe, recebi uma simples cartinha com um selo de dragão.
Janine,
Os momentos que passei com você nunca me foram esquecidos. Estarei às cinco horas para o chá no dia 18 de novembro. Aguarde-me.
Quatro e cinquenta e seis. A esperança persistia. Olhei para a nossa última fotografia em preto e branco. Ele me entregava uma coroa, meu príncipe, sua princesa.
Quatro e cinquenta e sete.
Tanta coisa havia mudado em setenta e nove anos. Mortes e alegrias, tristezas e vivacidades. Joguei fora o café, agora frio da xícara e limpei-a.
Quatro e cinquenta e oito. Coloquei chá com leite, beberiquei levemente o adocicado teor de lactose com ervas.
Quatro e cinquenta e nove. É, ele não vem.
Fecho os olhos. A igreja ressoa o sino das cinco. Ouço passos. A porta recebe batidinhas. Atendo. Um ruivo, desdentado, com sardas e espinhas está lá com um buquê de flores e uma espécie de coroa pequenina.
As lágrimas caem no chá. Era ele, meu Peter. Meu herói.
Minha alma gêmea.
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Mensagem por Nivans em Sab 6 Abr 2013 - 21:31

Também pretendo concorrer com uma OS já postada na minha galeria. Já que as outras foram feitas pro I Can e depois postadas lá, esse é o primeiro texto trazido para esse concurso, então, tá valendo.

Mud escreveu:
Chá das cinco
Suspirei quando fechei as cortinas de veludo bordô da minha varanda. Sentei em uma cadeira baixa e gasta de carvalho, que rangia como uma porta enferrujada. Na mesa circular em minha frente, uma toalha xadrez bordada por minha já falecida tia Dóris, um conjunte de chá, com bule de porcelana e duas xicrinhas salpicadas de ouro. Uma estava vazia, a outra tinha café morno com adoçante. Dois pratos, talheres de prata e um bolo de laranja fatiado completavam o meu café da tarde.
Era meu. Mas esperava que fosse nosso.
Ajeitei os meus óculos de aro de tartaruga e fechei os olhos. Lembrei-me daquele momento, aos sete anos de idade.
Peter e seus cabelos ruivos, sardas e espinhas gritantes, banguela. Odiava seu jeito brincalhão e a sujeira que fazia no coreto da praça central. Eu, Janine, com meus vestidos bordados cor-de-céu e cabelos encaracolados em um laço ciano, observava ele brincando com Dylan, um garoto da periferia da cidade.
Ao meu lado, a babá mais horrorosa do mundo, Madame Batiste, com seu cabelo simétrico e aquela verrugona no pescoço. Eu era da classe alta londrina e eles, plebeus. Mas eu odiava tudo aquilo. Queria amigos. Fazia sete meses que notava as brincadeiras de Peter e seus amigos. Sempre sorrindo com seu poucos dentes e rindo. Era por isso que o odiava. Inveja.
Porém, minha au pair metida tinha ordens do meu pai, dono da indústria têxtil mais famosa do Reino Unido. Estava proibida de me sujar, de desobedecer à Madame Batiste. Sempre ia à praça tomar ar puro e me mostrar para a plebe, em volta de jardins ilusórios com tulipas e begônias. A riquinha do centro de Londres. Era assim que as pessoas me chamavam. E eu detestava essa alcunha.
Foi então que me surgiu a ideia. Soltei o laço de minha cabeleira sem a babá verruguenta perceber. Como estava ventando, ele se foi. Comecei a chorar.
- O que aconteceu minha ama? –Perguntou a voz francesa de Batiste.
- A fitilha. Irei perdê-la! Rápido, pegue-a de volta! – Bravejei como uma mesquinha.
Com os saltos agulhas tiquetaqueando no asfalto da pracinha, lá se foi a mostrenga, atrás da longínqua fita de cabelo. Corri até o coreto, escalei a grade de proteção e me deparei com Peter e Dylan.
- O-oi.... – Gaguejei.
Dylan me ignorou por completo, mas Peter não. Seus olhos verdes me fitaram e ele disse:
- Você não é a menina da alta classe?
Corei. Precisava reagir a seu título:
- Sim, mas odeio esse nome. Apenas quero brincar.
Ele sorriu, como sempre. Então, me deu sua mão com terra e graxa. Apertei-a. Foi a melhor tarde da minha vida. Imaginava dragões, eu era a princesa, Peter o cavaleiro e Dylan o dragão.
E por tardes, dias, enganava Batiste e fazia-a sumir de vista. Fui rainha e ele rei. Ele desistia de partidas de beisebol apenas para ser meu marido ficcional. Fui princesa e ele príncipe. Sempre formávamos o par perfeito. Limpava minhas mãos na fonte, antes de notarmos a volta da babá. Que dias...
Mas voltei a realidade. Ele não viria. Quatro e trinta e nove. O relógio da sala nunca errava, nem em horário de verão.
Levantei e fui pegar o álbum de fotos. Encontrei uma foto solta. O dia fatídico. A última foto.
Folheei o álbum. Festas com confetes caindo em nossa volta. Ele subindo em Flink, meu cavalo branco. Um dia nadando no rio Tâmisa. Minha viagem para Alemanha, seguida por um clandestino chamado Peter no vagão mais apertado do trem.
Sempre às escondidas, até aquele dia. Meu pai tinha descoberto o porquê da minha mudança de humor, depois de seis anos. Fui cercada por seguranças. Ele nunca achou uma brecha. A mãe dele foi despedida e se mudaram para a Irlanda. Meu fiel amigo, Peter Kerron.
Com a chegada do telefone, tentei contato. Ele nunca tendeu. Os tempos mudaram. Até o dia em que eu, idosa e desfragmentada, viúva, com os filhos adultos morando longe, recebi uma simples cartinha com um selo de dragão.
Janine,
Os momentos que passei com você nunca me foram esquecidos. Estarei às cinco horas para o chá no dia 18 de novembro. Aguarde-me.
Quatro e cinquenta e seis. A esperança persistia. Olhei para a nossa última fotografia em preto e branco. Ele me entregava uma coroa, meu príncipe, sua princesa.
Quatro e cinquenta e sete.
Tanta coisa havia mudado em setenta e nove anos. Mortes e alegrias, tristezas e vivacidades. Joguei fora o café, agora frio da xícara e limpei-a.
Quatro e cinquenta e oito. Coloquei chá com leite, beberiquei levemente o adocicado teor de lactose com ervas.
Quatro e cinquenta e nove. É, ele não vem.
Fecho os olhos. A igreja ressoa o sino das cinco. Ouço passos. A porta recebe batidinhas. Atendo. Um ruivo, desdentado, com sardas e espinhas está lá com um buquê de flores e uma espécie de coroa pequenina.
As lágrimas caem no chá. Era ele, meu Peter. Meu herói.
Minha alma gêmea.

vs.

Kabeyama escreveu:

Sofredor



Jordan observava quieto seu quarto desarrumado, estático, enquanto tinha sua visão focada em um livro empoeirado e caído sobre o chão de madeira sujo. Havia despertado para mais um dia desinteressante, maneira como o mesmo encarava sua rotina. O relógio no criado-mudo ao lado de sua cama marcava que haveria de se levantar naquele momento, fato esse fortemente reforçado pela luz do Sol entrando levemente pela janela e iluminando aquele pacato local, dando sinais de que um novo dia começara. Espreguiçava-se, fazendo o velho lençol que estava preso ao colchão desgastado soltar-se, enquanto o barulho de madeira característico de sua cama ecoava pelo local. Aparentava sono e cansaço em seu olhar enquanto colocava seus pés descalços no chão de seu quarto quando, claramente, se mostrava mal humorado. Parecia preso à cama e lá queria permanecer pelo resto do dia. Pelo resto de sua insignificante vida...

Olhar pela janela e ver a cidade clara e iluminada apenas fez seu humor piorar. Deu um murro de raiva na parede ao observar que, como em um dia comum, notava estudantes distraídos passando com suas diferentes mochilas para seu período na escola, enfrentando dificuldades da chuvosa noite anterior. A rua não asfaltada estava coberta por vastas poças d'água que obrigavam alguns mais cuidadosos a usarem calçados velhos. O dia claro e o céu brilhante, azul e sem nuvens davam a entender que o mesmo não iria ocorrer naquela calma manhã de quinta-feira.

Detestava aquilo a ponto de cogitar fazer algum tipo de bruxaria para ver aquela chuva torrencial de outrora... Não parecia estar muito feliz de ter que ir ao seu guarda-roupas com apenas metade das gavetas disponíveis... A falta das restantes demonstrava que aquele jovem de classe média-baixa não tinha altos poderes aquisitivos, como o longo tempo em que o objeto já estava presente ali presente ali: sujo, desgastado, com apenas o uniforme escolar em seu interior. Apenas possuía uma muda de roupas, não contando a que o sujeito estava vestindo.

Isso, de certa forma, não incomodava o adolescente de maneira considerável. Estava acostumado com condições não tão favoráveis. Seus monstros eram outros e espantá-los parecia algo impossível. Daria de cara com seus medos em poucos minutos enquanto, receoso, olhava ao relógio e rezava interiormente para o tempo arrastar-se. Simultaneamente, vestia-se a roupa que teria de usar em alguns instantes.

Quieto, desatento, tímido e desengonçado eram as melhores maneiras de definir o menino de pele pálida que, após vestido, arrumava seu cabelo crespo, comprido e desorganizado, colocando esse de maneira que não parecesse ficar tão volumoso e não dar o ar de desarrumado.

Pensava em sua vida enquanto deixava seu quarto rumo ao banheiro, peça ao lado. Antecipava o sofrimento da escola, tocando as escoriações em seu frágil rosto com mãos trêmulas e amedrontado pela ameaça costumeira. Sim, era uma vítima dos típicos valentões de todo o local desde dois anos atrás. Por se tratar de um caso único de exclusão no ambiente escolar, não muita atenção era dada ao jovem... As palavras da direção, mandando-o se enturmar como se fosse a coisa mais fácil do mundo soavam como ironia. Afinal, não era de seu perfil ser ''descolado''. Sofrera as consequências disso na pele enquanto todos repetiam aquele discurso clichê que não o ajudava em nada. O maior problema não era a falta de tentativas, sim a falta de resultados.

Consideraram levar Jordan a um psicólogo. Nessa sociedade padronizada, se não és como todos, o problema está obviamente contigo. Esse pensamento que aqueles malditos trabalhadores da escola deram à família do garoto, implantando essa imagem do mesmo na cabeça deles. Afinal, se TODOS caçoavam, o problema não haveria de estar com a esmagadora maioria. Consideraram deficiência mental ou a Síndrome de Asperger, descartados por diagnósticos futuros.

Já haveria de ter se suicidado se não fosse pela internet... Ah, se não tivera ela a seu alcance! Alimentava sua destruída alma de centenas de gozações que soltava pela web, inspirado na imagem de seus agressores na vida real. Por consequência, tornou-se um ''troll'' de primeira, lapidado pelo que sofrera e queria que outros sentissem na pele. O respeito que conseguira em um portal sobre algum cantor na web o fazia ter a falsa impressão de que era alguém melhor do que um escurraçado e jogado ao lixo pela sociedade. Ao menos, em algum lugar, o mesmo tinha respeito.

Chegando naquele pequeno espaço que chamava de banheiro, direcionava seu olhar para a parede rachada e sem esperanças de reforma, junto a um antigo chuveiro ligado a si. O mal odor também era costumeiro naquele local em que o vaso sanitário era imundo e as torneiras não jorravam mais a água, já que a mesma houvera sido cortada. Apenas observava sua face triste e oprimida no espelho enquanto escova seus dentes, esses bem cuidados, cuspindo o creme que saía de sua boca naquele momento na pia quase inútil.

Saiu de lá em direção a porta de entrada de sua moradia, enferrujada, abrindo-a e dando de cara com um brilhante e desagradável dia claro. Seu cenário de terror.
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Mensagem por Ari Tasarov em Sab 6 Abr 2013 - 21:39

Bem, gostei das duas OS, pra variar... .-.' Ambas ficaram muito bem escritas. O tema abordado pelo Kabeyama foi o bullying, que ficou realmente muito bem abordado, o sofrimento do menino foi bem descrito... Bullying é realmente horrível e realmente só quem já passou por isso sabe o que é viver desses ''dias de terror'' e, como nos sentimos um lixo quando todos zoam de nós. Enfim, achei bem interessante... Voto no Kabeyama.
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Mensagem por Nivans em Ter 9 Abr 2013 - 0:22

Como já não temos nenhum voto desde o dia 6, vamos encerrando essa rodada.

neXus 1x0 Mud_rill


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Mensagem por Yoshihime em Ter 9 Abr 2013 - 0:28

Última Estação

O trem parecia então um lugar tão aconchegante. O barulhento silêncio dos pensamentos de cada passageiro, unido ao conforto do assento, e ao cansaço acumulado do dia corrido.

Logo, o sono não demorou a vir, as reações biológicas a ele relacionadas que se danem, o que importante é que veio. Não tardou para o sonho também chegar, junto ao real barulho dos pensamentos.

Desejos, preocupações, suposições, reflexões... Tantas coisas podem passar pela mente de um ser humano, imagine então por centenas ao mesmo tempo. Tudo unido em um turbilhão de pensamentos, agora caindo sobre apenas um sonho.

Uma mancha de suco de laranja sobre um belo vestido branco estendido em um sofá. Fui lentamente me aproximando. Dentro da peça de roupa surgia um corpo, uma bela garota, parecia estar no auge de sua adolescência. Ela sentou sonolenta, murmurou gracejos, riu algumas vezes e começou a abrir as pernas.

Por aquelas belas coxas começaram a escorrer números, alguns verdes, outros vermelhos. Mas como é fascinante o mercado de ações! Algarismos inundaram o lugar, uma sala de paredes roxas.

No lugar da garota havia agora uma velha, resmungava sobre como a juventude estava perdida, comprometendo assim a sociedade inteira. Nadei pelo mar numérico até ela, conforme me aproximava parecia que ela ficava cada vez mais nova, parou quando aparentava ter por volta de 30 anos.

A mulher fumava um cigarro, abriu a boca para falar, mas no lugar das palavras saíam mantimentos. Cenouras, biscoitos, garrafas de vinho, e até mesmo sabão em pó. Uma verdadeira lista de compras. O cigarro caiu de sua mão, os números começaram ser dominados por chamas. Podia sentir o calor.

Tentei correr, no meio das chamas estavam duas crianças juntando cacos de vidro. Uma garota e um garoto, estavam chorando, tentei me aproximar para salvá-los, mas existia uma espécie de parede invisível nos separando.

Quando terminaram de recolher o último caco ficaram paralisadas por alguns segundos. De repente o tempo pareceu voltar. O amontoado de fragmentos se espalhou e voltou a se unir tomando a forma de um vaso. Flutuou até ficar em cima de uma mesa. Não tinha certeza se ela estava ali antes, mas agora estava. As crianças vieram correndo e o garoto esbarrou no vaso, que caiu se quebrando em diferentes pedaços. Olhei por um bom tempo aquele ciclo vicioso de ida e volta no tempo, era sempre a mesma coisa, a síntese de uma infância, ou talvez de uma vida inteira, a felicidade que se transforma em desespero após qualquer deslize.

As chamas haviam desaparecido, há quanto tempo? Não sei. Dei as costas para as crianças por um segundo e elas sumiram. Um homem passou então por mim, falava com alguém no celular, estava bolando alguma forma de distorcer discretamente uma informação que deveria publicar em uma revista, pelo que pude ouvir.

Senti um forte cheiro de fumaça. O fogo voltou? Não, era apenas um fogão, algo estava queimando. Fui até lá para ver o que era. Quando abri a tampa da panela folhas começaram a brotar de seu interior, se espalhavam voando. Peguei uma para ver sobre o que se tratava, era apenas uma lista de contatos profissionais.

Caminhei um pouco e avistei o sofá onde antes estava o vestido. Agora lá estava sentada uma mulher. Chorava sem parar. Virou-se para mim e gritou sobre homens serem canalhas, arrancou uma aliança de seu dedo e jogou no chão. Abaixei-me para pegá-la, mas o anel se desfez em minha mão, uma poeira dourada escorreu por entre os meus dedos. A mulher levantou, sacudiu meu ombro e repetiu várias vezes. “Ei, rapaz, acorde”. Seu rosto foi se quebrando como o vaso que as crianças derrubaram. Explodiu, tudo ficou escuro por um tempo.

Abri meus olhos. O trem estava parado. Uma senhora segurava meu ombro, já a conhecia de algum lugar, contudo minha mente se recusava a lembrar. Levantei-me, havíamos chegado à última estação.

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Mensagem por Nivans em Sab 13 Abr 2013 - 19:03

Guillerjo leva três pontos e vence essa rodada, considerando que ninguém posta aqui desde o dia 9.

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Mensagem por Ari Tasarov em Qua 24 Abr 2013 - 12:38

Well, vamos reviver isso aqui! O meu texto é meio confuso porque retirei algumas partes meio pesadas... >.< Tentei deixar ele mais bonitinho e tals, mas é bem zuado, só pra reviver isso aqui. Espero que gostem! Tentei deixar como um relato...

Pai.


Faz mais de cinco anos que sai da casa de meu pai, mas ainda me lembro claramente bem onde a mesma se encontra. Sei quais ônibus passam por lá e, se não tiver muito trânsito, devo pegar mais ou menos uma hora e meia de viagem de acordo com o Google Maps, já que nunca mais coloquei os pés naquele lugar. Um ambiente com pequenos índices de violência que já não mais são capazes de me deixar assustada.

Não estou preparada para bater de frente novamente com o passado, inclusive, há algum tempo tenho me mantido completamente oculta a ele. Continuando a morar na mesma cidade, esse fantasma sempre está à espreita, enquanto permaneço escondida para preservar meus poucos sentimentos bons.

Odiava morar com aquele homem, Oliver, meu pai. E por conta disso jogava fora noites de sono planejando a minha fuga definitiva. Ficava um dia – dois no máximo – exilada na moradia de meu namorado durante os longos finais de semana em que ele não saía de casa. Permanecer por um tempo mais longo que isso seria impossível, porque os pais dele nunca me viram com bons olhos. “Eu não quero que você fique trazendo problemas para a minha casa e nem para meu filho” – nunca me esqueci dessas palavras sussurradas pela mãe dele.


Eu deveria ficar atenta que planejamento não funciona muito bem para aqueles que tomam decisões por impulso. No começo de 2010, entrei em depressão Nunca antes na história da minha revolta, havia passado tanto tempo enclausurada em casa. Aquela pretensão de morar em outro lugar parecia nunca ter existido. Queria ficar isolada da realidade, completamente sozinha, e não havia outro lugar onde poderia me sentir mais solitária. Só saía do quarto para ir à cozinha e só conseguia comer alguma coisa, porque passava a tarde toda fumando.

Eu me considerava um lixo! E em um mais escuro dia de minha vida ainda reservava uma última desgraça, que foi justamente abandonar a casa onde morava. Esperava chegar no meu quarto, tomar logo um banho, deitar na cama e passar o resto do dia chorando e pensando em me matar. Tudo estava dando errado e só me restava a frágil esperança de não me encontrar com mais ninguém. Encontrei-me precisamente com o demônio encarnado na figura paternal. Para atravessar a porta para o confinamento no quarto, precisava passar por uma última provação: suportar mais uma discussão entre pai e filha.

Não adiantou tentar me manter firme se já me sentia toda despedaçada. Por que resolvi ir para lá, se sabia que ele só me faria mal? A entonação em cada palavra, os gestos apontando para mim, o jeito de me olhar; como era possível abominar tanto qualquer atitude de uma pessoa? Para mim, não mais uma pessoa, sim uma grande aberração. Tudo de bom que desejava na minha vida – um namoro, entrar na faculdade, ter amigos verdadeiros –, eu estava perdendo.  Neste inferno onde entrei, só me restaria a maldita companhia do diabo. Não poderia deixar isso acontecer! Estava farta de tantas brigas! Para tanto, recorri ao método dos covardes: corri para bem longe.
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Mensagem por Yoshihime em Qua 24 Abr 2013 - 23:55

Diálogo

O pequeno aparelho de som tocava ao lado do sofá. “Eu quero a sorte de um amor tranquilo/ Com sabor de fruta mordida/ Nós na batida, no embalo da rede/ Matando a sede na saliva”. Ele terminava de preparar o baseado. Sua cabeça estava no braço do sofá ao lado da perna dela. Ela repetia a música. Sua cabeça estava no outro baço do sofá ao lado da perna dele. Ele acendeu. Puxou. Entregou para ela.

— O que você espera do futuro? — Ela perguntou. Tirando o cigarro de entre seus lábios carnudos. Seus castanhos cabelos caiam sobre os ombros. Estavam um pouco despenteados por conta dos amassos. Seus olhos castanhos entravam profundamente na alma dele.

— Nada. — Ele pegou o baseado. Colocou na boca e puxou. Seus lábios estavam secos. Seus cabelos eram encaracolados, negros e volumosos. Seus olhos brilhavam verdes por trás das lentes dos óculos. — Por que esperar algo quando se pode construir?

— Então o que você constrói? — Ela pegou o cigarro.

— Nada. Melhor do que esperar ou construir é deixar acontecer. Ser pego na surpresa. Ver o desconhecido fruto de suas ações surgir. Você pode chorar, sorrir, rir, irritar-se. — Ele sorriu enquanto puxava mais uma. — E você?

— Eu espero conservadorismo, — Sorriu. — é o que acontecem com todos como nós, não é? Viram conservadores, reacionários.

— Não todos.

"Ser teu pão, ser tua comida/ Todo amor que houver nessa vida/ E algum trocado pra dar garantia"

— Battle Royale. — Ela puxou.

— O que tem?

— Se estivéssemos lá, você me mataria se estivesse frente a frente comigo?

— Eu me mataria. E você?

— Eu te mataria. Sem pensar duas vezes.

— Sempre soube que eu te amava mais. — Ele sorriu. Tragou.

— Eu também.

"E ser artista no nosso convívio/ Pelo inferno e céu de todo dia/ Pra poesia que a gente não vive/ Transformar o tédio em melodia"

— Você só que ser amada, não é? — Ele respirou fundo. — Você gosta disso.

— Talvez. — Ela girou suas pupilas. — Amar é difícil, ser amada tão fácil. Amar alguém faz você ter que deixar de amar outros. Faz você se decepcionar.

— Mas isso é parte do amor, não? — Ele passou. Já estava na metade. — Sempre achei que fosse mútuo. Você só quer um apoio para inflar seu ego.


"Ser teu pão, ser tua comida/ Todo amor que houver nessa vida/ E algum veneno antimonotonia"

— Não é isso. Existe um pouco de minha parte. — Ela tragou e passou. — Você sabe que não ficaremos juntos para sempre, não é?

— O que é isso? La belle personne?

— Realidade.

— Dói.

— Sim, dói. — Ela riu.

"E se eu achar a tua fonte escondida/ Te alcanço em cheio, o mel e a ferida/ E o corpo inteiro como um furacão/ Boca, nuca, mão e a tua mente não"

— A gente tenta de tudo para fugir. Erva, álcool... — Ela interrompeu.

— Sexo, bucolismo, masoquismo...

— Tolstói, Thelema e Umbanda...

— Orquídeas.

— Você é mesmo uma vadia. — Ele cutucou a coxa dela com o indicador. Passou o que restava.

"Ser teu pão, ser tua comida/ Todo amor que houver nessa vida/ E algum remédio que me dê alegria"

— Talvez eu seja, mas então por que está comigo aqui no fim das contas? Está gastando seu amor com quem não merece. — Terminou o baseado. Lambeu os lábios.

— Porque afinal. — Ele sentou. — A realidade dói.
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Mensagem por Kurosaki Mud em Qui 25 Abr 2013 - 0:07

Candy escreveu:Well, vamos reviver isso aqui! O meu texto é meio confuso porque retirei algumas partes meio pesadas... >.< Tentei deixar ele mais bonitinho e tals, mas é bem zuado, só pra reviver isso aqui. Espero que gostem! Tentei deixar como um relato...

Pai.


Faz mais de cinco anos que sai da casa de meu pai, mas ainda me lembro claramente bem onde a mesma se encontra. Sei quais ônibus passam por lá e, se não tiver muito trânsito, devo pegar mais ou menos uma hora e meia de viagem de acordo com o Google Maps, já que nunca mais coloquei os pés naquele lugar. Um ambiente com pequenos índices de violência que já não mais são capazes de me deixar assustada.

Não estou preparada para bater de frente novamente com o passado, inclusive, há algum tempo tenho me mantido completamente oculta a ele. Continuando a morar na mesma cidade, esse fantasma sempre está à espreita, enquanto permaneço escondida para preservar meus poucos sentimentos bons.

Odiava morar com aquele homem, Oliver, meu pai. E por conta disso jogava fora noites de sono planejando a minha fuga definitiva. Ficava um dia – dois no máximo – exilada na moradia de meu namorado durante os longos finais de semana em que ele não saía de casa. Permanecer por um tempo mais longo que isso seria impossível, porque os pais dele nunca me viram com bons olhos. “Eu não quero que você fique trazendo problemas para a minha casa e nem para meu filho” – nunca me esqueci dessas palavras sussurradas pela mãe dele.


Eu deveria ficar atenta que planejamento não funciona muito bem para aqueles que tomam decisões por impulso. No começo de 2010, entrei em depressão. Nunca antes na história da minha revolta, havia passado tanto tempo enclausurada em casa. Aquela pretensão de morar em outro lugar parecia nunca ter existido. Queria ficar isolada da realidade, completamente sozinha, e não havia outro lugar onde poderia me sentir mais solitária. Só saía do quarto para ir à cozinha e só conseguia comer alguma coisa, porque passava a tarde toda fumando.

Eu me considerava um lixo! E em um mais escuro dia de minha vida ainda reservava uma última desgraça, que foi justamente abandonar a casa onde morava. Esperava chegar no meu quarto, tomar logo um banho, deitar na cama e passar o resto do dia chorando e pensando em me matar. Tudo estava dando errado e só me restava a frágil esperança de não me encontrar com mais ninguém. Encontrei-me precisamente com o demônio encarnado na figura paternal. Para atravessar a porta para o confinamento no quarto, precisava passar por uma última provação: suportar mais uma discussão entre pai e filha.

Não adiantou tentar me manter firme se já me sentia toda despedaçada. Por que resolvi ir para lá, se sabia que ele só me faria mal? A entonação em cada palavra, os gestos apontando para mim, o jeito de me olhar; como era possível abominar tanto qualquer atitude de uma pessoa? Para mim, não mais uma pessoa, sim uma grande aberração. Tudo de bom que desejava na minha vida – um namoro, entrar na faculdade, ter amigos verdadeiros –, eu estava perdendo.  Neste inferno onde entrei, só me restaria a maldita companhia do diabo. Não poderia deixar isso acontecer! Estava farta de tantas brigas! Para tanto, recorri ao método dos covardes: corri para bem longe.
VS
@Guillerjo escreveu:
Diálogo

O pequeno aparelho de som tocava ao lado do sofá. “Eu quero a sorte de um amor tranquilo/ Com sabor de fruta mordida/ Nós na batida, no embalo da rede/ Matando a sede na saliva”. Ele terminava de preparar o baseado. Sua cabeça estava no braço do sofá ao lado da perna dela. Ela repetia a música. Sua cabeça estava no outro baço do sofá ao lado da perna dele. Ele acendeu. Puxou. Entregou para ela.

— O que você espera do futuro? — Ela perguntou. Tirando o cigarro de entre seus lábios carnudos. Seus castanhos cabelos caiam sobre os ombros. Estavam um pouco despenteados por conta dos amassos. Seus olhos castanhos entravam profundamente na alma dele.

— Nada. — Ele pegou o baseado. Colocou na boca e puxou. Seus lábios estavam secos. Seus cabelos eram encaracolados, negros e volumosos. Seus olhos brilhavam verdes por trás das lentes dos óculos. — Por que esperar algo quando se pode construir?

— Então o que você constrói? — Ela pegou o cigarro.

— Nada. Melhor do que esperar ou construir é deixar acontecer. Ser pego na surpresa. Ver o desconhecido fruto de suas ações surgir. Você pode chorar, sorrir, rir, irritar-se. — Ele sorriu enquanto puxava mais uma. — E você?

— Eu espero conservadorismo, — Sorriu. — é o que acontecem com todos como nós, não é? Viram conservadores, reacionários.

— Não todos.

"Ser teu pão, ser tua comida/ Todo amor que houver nessa vida/ E algum trocado pra dar garantia"

— Battle Royale. — Ela puxou.

— O que tem?

— Se estivéssemos lá, você me mataria se estivesse frente a frente comigo?

— Eu me mataria. E você?

— Eu te mataria. Sem pensar duas vezes.

— Sempre soube que eu te amava mais. — Ele sorriu. Tragou.

— Eu também.

"E ser artista no nosso convívio/ Pelo inferno e céu de todo dia/ Pra poesia que a gente não vive/ Transformar o tédio em melodia"

— Você só que ser amada, não é? — Ele respirou fundo. — Você gosta disso.

— Talvez. — Ela girou suas pupilas. — Amar é difícil, ser amada tão fácil. Amar alguém faz você ter que deixar de amar outros. Faz você se decepcionar.

— Mas isso é parte do amor, não? — Ele passou. Já estava na metade. — Sempre achei que fosse mútuo. Você só quer um apoio para inflar seu ego.


"Ser teu pão, ser tua comida/ Todo amor que houver nessa vida/ E algum veneno antimonotonia"

— Não é isso. Existe um pouco de minha parte. — Ela tragou e passou. — Você sabe que não ficaremos juntos para sempre, não é?

— O que é isso? La belle personne?

— Realidade.

— Dói.

— Sim, dói. — Ela riu.

"E se eu achar a tua fonte escondida/ Te alcanço em cheio, o mel e a ferida/ E o corpo inteiro como um furacão/ Boca, nuca, mão e a tua mente não"

— A gente tenta de tudo para fugir. Erva, álcool... — Ela interrompeu.

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— Você é mesmo uma vadia. — Ele cutucou a coxa dela com o indicador. Passou o que restava.

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— Talvez eu seja, mas então por que está comigo aqui no fim das contas? Está gastando seu amor com quem não merece. — Terminou o baseado. Lambeu os lábios.

— Porque afinal. — Ele sentou. — A realidade dói.

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Mensagem por Nivans em Qui 25 Abr 2013 - 0:12

Voto na Candy. As duas OSs ficaram muito boas, mas a da Candy pareceu mais real, com mais aprofundamento. Slá, essa foi a impressão que tive após ler os dois textos.
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Mensagem por Kurosaki Mud em Qui 25 Abr 2013 - 0:26

Voto no Guillerjo
Os dois textos estão ótimos mesmos, não posso reclamar de gramática x_x
Mas então, o do Gui tem um jeito descontraído com as barras no começo, achei inovador. O da Candy também foi bem dissertado, mas já que tenho que escolher um, voto no do Gui.
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Mensagem por Dark Paladin em Qui 25 Abr 2013 - 0:31

Ambos os textos ficaram bons, mas eu voto no do Guillerjo, acho que ele soube desenvolver melhor a história sem muitas apelações ou personagens mirabolantes, foi algo mais natural e simples, talvez poderia investir um pouco mais no narrador? Não, perfeito do jeito que está, um diálogo, algo vai e vem, uma conversa e muito bem retratada com um bom desfecho. O da Candy me pareceu deveras apelativo, talvez devesse inspirar-se em personagens mais humanos, não tão dramáticos, mirabolantes e supra-sofredores, se eu fosse essa menina, já tinha me suicidado com o primeiro material cortante e perfurante. Fora que o da Candy ficou um pouco nevoado, com um final não determinado e confuso.
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Mensagem por Mag em Qui 25 Abr 2013 - 1:00

Nossa, estava esquecendo deste tópico.

Eu já li o santo diálogo do Gui duas vezes e é simplesmente fantástico. A forma tão humana da conversa e a maneira que eles a tem... Eu poderia ficar enrolando aqui com um monte de adjetivos pra caracterizar o que eu acho, mas no fim se resume nisso: ficou fantástico, impecável...

O da Sally não ficou ruim. A linguagem é boa, não tem erros nem nada... mas o enredo não foi tão bem elaborado. O que o Paladino disse é verdade: ficou enevoado. E não no sentido de deixar uma ideia vaga para atormentar os leitores, mas é que nós realmente não sabemos o que faz dessa menina tão infeliz. O que tem com o pai dela exatamente? O que entendi é que ele enche o saco dela sem parar, só...

Então eu voto no Gui.
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Mensagem por Nivans em Qui 25 Abr 2013 - 1:03

Candy 1x3 Guillerjo


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Mensagem por Archenaus em Sex 26 Abr 2013 - 12:39

Primeira vez que vou disputar aqui no Forum, usarei um poema que compus especialmente para participar.
Espero que gostem. E critiquem...



ESTADO DE AÇÕES

Mãos geladas que me tocam
No inverno se faz nascer
Que com as minhas mãos rogam
Para o calor acender.
Se o sangue nas veias não corre
Porque o meu queres beber?
Na pele se faz um corte
Se abusares da triste sorte
De frio irás morrer.
No outono gostas púrpura a sucumbi
Choras lágrimas de aurora
Queres ao passado regredi
O que fizeste foi feito
E nunca mais irás sair
A dor terá efeito
De para sempre te destruir.
Flores de Primavera agora caem em cascata
Sua face resplandecente a sorri
Fez de ti minha eterna amada
Todo tempo que contigo fiquei
Como pude a pó resumir?
Não sei o que sem ti serei
Reminiscência a de me consumir.
No Verão o astro com seus raios me veste
Meu corpo nu brilha neste ritual
Não sei para onde irei, no meu final
Se para a morada celeste
Ou para o calor insano, mas
Tudo isso me fez um pouco mais humano.



clown
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Mensagem por Nivans em Ter 30 Abr 2013 - 1:39

Archenaus ganha os três pontos e vence essa rodada, considerando que já se passaram três dias sem desafiante.

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Mensagem por Mag em Ter 30 Abr 2013 - 1:46

@Archenaus escreveu:
No Verão o astro com seus raios me veste
Meu corpo nu brilha neste ritual
Não sei para onde irei, no meu final
Se para a morada celeste
Ou para o calor insano, mas
Tudo isso me fez um pouco mais humano.
Acho desumano não comentar o poema do novato. Estou sem tempo agora, mas o poema está bem bonito. Os três primeiros eu só achei bonito, com boas rimas, mas meio sem nexo. Agora este verso aí, do verão, ficou magnífico. Muito legal como o eu-lírico levanta o questionamento de pra onde irá após a morte, mas conclui com a frase bacaníssima "Tudo isso me fez um pouco mais humano."

E não é? Comentar me fez mais humano também... ú.u
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Mensagem por Kurosaki Lucas em Qua 8 Maio 2013 - 10:17

Walk fast

Cherryland era uma cidade de calmaria, brisas leves faziam as pequenas sementes de dentes-de-leão dançarem no ar, algumas folhas descoloridas lembravam o outono, embora estívessemos no inverno. Dizem, os mais antigos, eu não sei, que nem sempre foi assim. Cherryland já foi uma cidade importante, uma cidade agitada, mas ainda, dizem os mais novos, que os velhos são loucos. Uma coisa que nunca entendi foi o porque de uma cidade tão desenvolvida, ser assim, parada. Me sentia ligeiramente um estranho nessas terras. Mas bom, foi aqui que o pacote de 3 diárias foi reservada. Meu nome? Albert. Já estou há alguns dias andando pelo Oeste, mas essa é com certeza a cidade mais curiosa que já visitei. Assim que desembarquei na rodoviária, com mais outros 10 ou 12 passageiros, andei até o meu destino. O mapa do meu celular indicava que a pousada estava uns 2 kms de distância. E pasmém, passei por 3 manicômios, bem nem eu entendi. Os velhinhos mais 'comuns' vieram me cumprimentar, alguns estavam parados na cerca.

Ao chegar na pousada uma jovem e ríspida recepcionista , de cabelos negros presos com uma roupa colante, me encaminhou até o quarto que havia reservado, por sorte, dessa vez não tive que dividir com ninguém. Na verdade, até a pousada parecia fantasma. Notei que estava tudo muito bem arrumado e acomodado, deitei-me em uma das camas altas dos dois beliches que tinham ali e dormi durante a tarde inteira. Acordei, já fazia-se noite, procurei um relógio, mas não achei e meu celular tinha descarregado a bateria. Não haviam tomadas compátiveis com os pinos do meu carregador, a estrutura, apesar de bonita, parecia ser um pouco antiquada. Bem, resolvi descer até a recepção e me deparei com tudo vazio e a porta estava trancada para o acesso à rua. Procurei a recepcionista em outros quartos e notei que toda a pousada estava vazia, só havia eu de hóspede. É claro que é estranho, mas enfim resolvi voltar para o meu quarto e dormir.

Acordei com um susto, era ela me chamando. Perguntei seu nome, se chamava Rosanne, depois, com um pouco de timidez, questionei também a ela porque só tinha eu de hóspede e o porque de a portaria estava fechada na noite passada. Ela disse que está em baixa temporada, mas é claro que, mesmo em baixa temporada não é comum que apenas uma pessoa esteja hospedada em uma pousada enorme assim. Ela me disse que tinha ido embora porque achou que eu iria dormir por toda a noite e não imaginou que eu precisasse dela durante a madrugada. Bom, ao menos a recompensa foi boa, ganhei um café da manhã bem reforçado, bacons, ovos, suco de laranja, pão e creme de chocolate com avelã, tudo à vontade. O peixe morre pela boca. Resolvi conhecer um pouco mais a cidade, me pareceu curiosa, mas como sempre, nunca encontrava nada agitado. Fui à uma livraria, tomei um pouco de café forte e amargo. Conheci a única escola de lá, as crianças pareciam todas robóticas, poucas aquelas que eu vi esboçar um sinal de alegria. Não vi uma pessoa de aparência com idade circulando na cidade, fiquei curioso. Uma cidade de jovens com espírito de velhos. Uma coisa engraçada também que notei é que haviam algumas placas em determinados locais que indicavam: 'Ande rápido'. Não entendi, então como um bom desafiador andava vagarosamente quase parando e pela primeira vez uma velhinha apaiou-se na mureta e me cumprimentou e convidou para que eu entrasse no quarto manicômio que eu havia visto nessa cidade. Ela aparentava ter uns 60 anos, ainda era forte, com uma silhueta bem definida, grandes 'cadeiras' e cabelos ainda variados, entre negros e brancos, cabelos grisalhos. Adentrei por entre aqueles corredores brancos e escolhi a sexta porta à direita. A enfermeira parecia também um pouco mais velha que os moradores modelos de Cherryland, ela permitiu que eu entrasse por eu ser turista. Apenas no corredor, contabilizei seis placas com o dizer: 'Ande devagar'. Bem contrário.

Bom, havia um casal no quarto 18 em que entrei, eles aparentavam ter seus 70 anos, então comecei um rápido diálogos com eles. O senhor parecia não querer falar muito, ele estava sentado olhando pela janela artificial (sim, era uma janela estranha, merece uma citação: Era um quadro pintado com uma árvores, sol e pássaros voando, com algumas casinhas industriais pintadas), não perguntei o porque de estar admirando aquela janela-quadro. A velhinha me contou que a 20 anos atrás um surto de gripe aviária, desconhecida e nunca pesquisada, fez com que todos os moradores daquela cidade entrassem em quarentena, com um único porém, os mais novos pareciam não ser atingidos por aquilo, portanto o governo interveu e resolveu separar as crianças daqueles que fossem mais velhos, levando-os para um abrigo super e muito bem equipado. Ninguém nunca mais soube o que bem aconteceu com os seus filhos, seus sobrinhos, seus conhecidos mais novos, até mesmo os turistas eram desconhecidos. Ela disse também que é proibido que qualquer um saiba disso, essa cidade foi até mesmo retirada do mapa e esquecida. Ela até hoje pensa que tudo é pouco desenvolvido, era como antes, mas na verdade não é assim, a cidade se super desenvolveu e parece bem avançada. E ela se enganou, no mapa há sim Cherryland, mas preferi não discutir. Ela prosseguiu, disse que os mais radicais matavam os adultos e velhos mais afetados e com o estado mais crítico, foi um escandalo local, não vazou informação pra nenhum outro país ou estados do Leste. Pelo menos, não eu e ninguém nunca comentou sobre isso comigo. Perguntei a ela como essa doença apareceu aqui e ela disse que não sabia. Na verdade como alguém saberia o que bem aconteceu? E quem foi o verdadeiro culpado? Agradeci pela atenção e fui embora, o cheiro daquele lugar estava começando a me incomodar. A placa que indicava 'Ande rápido' dessa vez indicava 'Caminho errado'. Estranhei e depois reparei que o verso que estava virado para o manicômio era diferente para quem lesse do lado da calçada.
Voltei para a pousada e resolvi anotar em meu diário tudo o que havia descoberto, estava cada vez mais curioso com a história daqui. Fiz uma refeição que uma antipática moça ruiva me preparou, seu rabo de cavalo era longo, suas unhas negras e afiadas, pareciam garras. Ela me ofereceu um biscoito chinês como tira-gosto da sobremesa e nele estava escrito: 'Curiosos desaparecem'.

Acordei não me sentindo muito bem, decidi que realmente era hora de me encaminhar pra alguma cidade de Oregon. As passagens para Oregon também estavam baratas, agora o problema é encontrar uma cidade boa. Me aprontei e fui descendo. Dessa vez comi apenas alguns cookies caseiros que a recepcionista me ofereceu. Mas antes eu resolvi entrar na biblioteca da cidade e procurar livros de história antigos, mas não havia nenhum livro que datasse antes do ano de 1995. Era estranho, Cherryland ter tanta história e não ter nada registrado antes de 95. Perguntei a uma moça que estava atendendo outras crianças na biblioteca e ela disse que os livros antigos foram perdidos em um incêndio. Engoli o que ela disse e então resolvi pesquisar um pouco na internet.

Enquanto navegava descobri algumas coisas muito interessantes sobre algumas teorias de Cherryland, os mais céticos dizem que Cherryland é um condado inexistente economicamente e deveria ser desconsiderado também, mas alguns conspiratórios diziam que aquele lugar era um recinto do espírito puritano moderno, todos eram robotizados, os autores sempre eram desconhecidos. Eu fiquei cismado com o que li e comecei a pensar que, se os que sabiam de tudo eram internados e calados, os mais novos escondem algo. O primeiro senhor que vi fora do manicômio, trajava roupas pretas, usava uns óculos estranhos, pareciam fundos de garrafas, tinha um cavanhaque e era bastante robusto, branco como uma folha de ofício. Ele colocou sua mão firme e enrugada em meus ombros e ordenou que eu saísse imediatamente do computador. Quase me mijei e ele me pediu calma. É claro que me retirei dali, acredito que ele percebeu o que eu estava lendo, resolvi correr e andar rápido até a rodoviária. Uma placa na saída da biblioteca indicava: 'Ande rápido'. Então novamente resolvi andar devagar, mesmo contra a minha própria vontade, estava morrendo de medo. Olhei para o chão e tinha algo escrito a giz e algumas crianças correndo. Estava escrito: 'Turistas desavisados'. Um menino de cabelos negros e pele clara cegava minha vista com a luz do sol batendo na sua pele e refletindo em meus olhos. Ele olhava pra mim e ascenava com um não.

Meu celular descarregado era um atraso pra mim, tentei lembrar o trajeto da rodoviária, mas estava cada vez mais desesperado. Por sorte acompanhei um ônibus velho que andava por ali. Encontrei a rodoviária e embarquei no primeiro ônibus que vi, seu destino era Sanna Tory. Não conhecia essa cidade, mas embarquei de qualquer forma. Notei que haviam bastante bagagens nele e bem, o motorista não falava nada, outro rabugento. Dessa vez me despedia da cidade com um céu nublado e negro. Adormeci no ônibus e acordei quando ele passou por um buraco, tomei um susto e fui ao banheiro. Notei que estava escrito com pasta de dente no espelho: 'Não entre'. Não entendi muito bem e só resolvi mijar mesmo, não tinha o que fazer, queria relaxar. Então sentei e me masturbei, quando com um susto o motorista força a porta do banheiro e como a trava estava ruim, ele a abriu. Ele me agarrou e pôs um pano em minha boca, desmaiei.

Quando acordei estava em um quarto branco com um quadro pintado com pequenas sementes de dentes-de-leão dançando no ar, algumas folhas descoloridas lembrando o outono, embora o cenário lembrasse um pouco o inverno. Uma placa em segundo plano dizia: 'Ande rápido, nós avisamos'.
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Mensagem por Kurosaki Lucas em Qua 19 Jun 2013 - 18:23

Quem puder me esculachar aí.

Se alguém postar, um FFM excluí meu post.
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Mensagem por Ari Tasarov em Ter 27 Ago 2013 - 11:12

@Kurosaki Lucas escreveu:
Walk fast

Cherryland era uma cidade de calmaria, brisas leves faziam as pequenas sementes de dentes-de-leão dançarem no ar, algumas folhas descoloridas lembravam o outono, embora estívessemos no inverno. Dizem, os mais antigos, eu não sei, que nem sempre foi assim. Cherryland já foi uma cidade importante, uma cidade agitada, mas ainda, dizem os mais novos, que os velhos são loucos. Uma coisa que nunca entendi foi o porque de uma cidade tão desenvolvida, ser assim, parada. Me sentia ligeiramente um estranho nessas terras. Mas bom, foi aqui que o pacote de 3 diárias foi reservada. Meu nome? Albert. Já estou há alguns dias andando pelo Oeste, mas essa é com certeza a cidade mais curiosa que já visitei. Assim que desembarquei na rodoviária, com mais outros 10 ou 12 passageiros, andei até o meu destino. O mapa do meu celular indicava que a pousada estava uns 2 kms de distância. E pasmém, passei por 3 manicômios, bem nem eu entendi. Os velhinhos mais 'comuns' vieram me cumprimentar, alguns estavam parados na cerca.

Ao chegar na pousada uma jovem e ríspida recepcionista , de cabelos negros presos com uma roupa colante, me encaminhou até o quarto que havia reservado, por sorte, dessa vez não tive que dividir com ninguém. Na verdade, até a pousada parecia fantasma. Notei que estava tudo muito bem arrumado e acomodado, deitei-me em uma das camas altas dos dois beliches que tinham ali e dormi durante a tarde inteira. Acordei, já fazia-se noite, procurei um relógio, mas não achei e meu celular tinha descarregado a bateria. Não haviam tomadas compátiveis com os pinos do meu carregador, a estrutura, apesar de bonita, parecia ser um pouco antiquada. Bem, resolvi descer até a recepção e me deparei com tudo vazio e a porta estava trancada para o acesso à rua. Procurei a recepcionista em outros quartos e notei que toda a pousada estava vazia, só havia eu de hóspede. É claro que é estranho, mas enfim resolvi voltar para o meu quarto e dormir.

Acordei com um susto, era ela me chamando. Perguntei seu nome, se chamava Rosanne, depois, com um pouco de timidez, questionei também a ela porque só tinha eu de hóspede e o porque de a portaria estava fechada na noite passada. Ela disse que está em baixa temporada, mas é claro que, mesmo em baixa temporada não é comum que apenas uma pessoa esteja hospedada em uma pousada enorme assim. Ela me disse que tinha ido embora porque achou que eu iria dormir por toda a noite e não imaginou que eu precisasse dela durante a madrugada. Bom, ao menos a recompensa foi boa, ganhei um café da manhã bem reforçado, bacons, ovos, suco de laranja, pão e creme de chocolate com avelã, tudo à vontade. O peixe morre pela boca. Resolvi conhecer um pouco mais a cidade, me pareceu curiosa, mas como sempre, nunca encontrava nada agitado. Fui à uma livraria, tomei um pouco de café forte e amargo. Conheci a única escola de lá, as crianças pareciam todas robóticas, poucas aquelas que eu vi esboçar um sinal de alegria. Não vi uma pessoa de aparência com idade circulando na cidade, fiquei curioso. Uma cidade de jovens com espírito de velhos. Uma coisa engraçada também que notei é que haviam algumas placas em determinados locais que indicavam: 'Ande rápido'. Não entendi, então como um bom desafiador andava vagarosamente quase parando e pela primeira vez uma velhinha apaiou-se na mureta e me cumprimentou e convidou para que eu entrasse no quarto manicômio que eu havia visto nessa cidade. Ela aparentava ter uns 60 anos, ainda era forte, com uma silhueta bem definida, grandes 'cadeiras' e cabelos ainda variados, entre negros e brancos, cabelos grisalhos. Adentrei por entre aqueles corredores brancos e escolhi a sexta porta à direita. A enfermeira parecia também um pouco mais velha que os moradores modelos de Cherryland, ela permitiu que eu entrasse por eu ser turista. Apenas no corredor, contabilizei seis placas com o dizer: 'Ande devagar'. Bem contrário.

Bom, havia um casal no quarto 18 em que entrei, eles aparentavam ter seus 70 anos, então comecei um rápido diálogos com eles. O senhor parecia não querer falar muito, ele estava sentado olhando pela janela artificial (sim, era uma janela estranha, merece uma citação: Era um quadro pintado com uma árvores, sol e pássaros voando, com algumas casinhas industriais pintadas), não perguntei o porque de estar admirando aquela janela-quadro. A velhinha me contou que a 20 anos atrás um surto de gripe aviária, desconhecida e nunca pesquisada, fez com que todos os moradores daquela cidade entrassem em quarentena, com um único porém, os mais novos pareciam não ser atingidos por aquilo, portanto o governo interveu e resolveu separar as crianças daqueles que fossem mais velhos, levando-os para um abrigo super e muito bem equipado. Ninguém nunca mais soube o que bem aconteceu com os seus filhos, seus sobrinhos, seus conhecidos mais novos, até mesmo os turistas eram desconhecidos. Ela disse também que é proibido que qualquer um saiba disso, essa cidade foi até mesmo retirada do mapa e esquecida. Ela até hoje pensa que tudo é pouco desenvolvido, era como antes, mas na verdade não é assim, a cidade se super desenvolveu e parece bem avançada. E ela se enganou, no mapa há sim Cherryland, mas preferi não discutir. Ela prosseguiu, disse que os mais radicais matavam os adultos e velhos mais afetados e com o estado mais crítico, foi um escandalo local, não vazou informação pra nenhum outro país ou estados do Leste. Pelo menos, não eu e ninguém nunca comentou sobre isso comigo. Perguntei a ela como essa doença apareceu aqui e ela disse que não sabia. Na verdade como alguém saberia o que bem aconteceu? E quem foi o verdadeiro culpado? Agradeci pela atenção e fui embora, o cheiro daquele lugar estava começando a me incomodar. A placa que indicava 'Ande rápido' dessa vez indicava 'Caminho errado'. Estranhei e depois reparei que o verso que estava virado para o manicômio era diferente para quem lesse do lado da calçada.
Voltei para a pousada e resolvi anotar em meu diário tudo o que havia descoberto, estava cada vez mais curioso com a história daqui. Fiz uma refeição que uma antipática moça ruiva me preparou, seu rabo de cavalo era longo, suas unhas negras e afiadas, pareciam garras. Ela me ofereceu um biscoito chinês como tira-gosto da sobremesa e nele estava escrito: 'Curiosos desaparecem'.

Acordei não me sentindo muito bem, decidi que realmente era hora de me encaminhar pra alguma cidade de Oregon. As passagens para Oregon também estavam baratas, agora o problema é encontrar uma cidade boa. Me aprontei e fui descendo. Dessa vez comi apenas alguns cookies caseiros que a recepcionista me ofereceu. Mas antes eu resolvi entrar na biblioteca da cidade e procurar livros de história antigos, mas não havia nenhum livro que datasse antes do ano de 1995. Era estranho, Cherryland ter tanta história e não ter nada registrado antes de 95. Perguntei a uma moça que estava atendendo outras crianças na biblioteca e ela disse que os livros antigos foram perdidos em um incêndio. Engoli o que ela disse e então resolvi pesquisar um pouco na internet.

Enquanto navegava descobri algumas coisas muito interessantes sobre algumas teorias de Cherryland, os mais céticos dizem que Cherryland é um condado inexistente economicamente e deveria ser desconsiderado também, mas alguns conspiratórios diziam que aquele lugar era um recinto do espírito puritano moderno, todos eram robotizados, os autores sempre eram desconhecidos. Eu fiquei cismado com o que li e comecei a pensar que, se os que sabiam de tudo eram internados e calados, os mais novos escondem algo. O primeiro senhor que vi fora do manicômio, trajava roupas pretas, usava uns óculos estranhos, pareciam fundos de garrafas, tinha um cavanhaque e era bastante robusto, branco como uma folha de ofício. Ele colocou sua mão firme e enrugada em meus ombros e ordenou que eu saísse imediatamente do computador. Quase me mijei e ele me pediu calma. É claro que me retirei dali, acredito que ele percebeu o que eu estava lendo, resolvi correr e andar rápido até a rodoviária. Uma placa na saída da biblioteca indicava: 'Ande rápido'. Então novamente resolvi andar devagar, mesmo contra a minha própria vontade, estava morrendo de medo. Olhei para o chão e tinha algo escrito a giz e algumas crianças correndo. Estava escrito: 'Turistas desavisados'. Um menino de cabelos negros e pele clara cegava minha vista com a luz do sol batendo na sua pele e refletindo em meus olhos. Ele olhava pra mim e ascenava com um não.

Meu celular descarregado era um atraso pra mim, tentei lembrar o trajeto da rodoviária, mas estava cada vez mais desesperado. Por sorte acompanhei um ônibus velho que andava por ali. Encontrei a rodoviária e embarquei no primeiro ônibus que vi, seu destino era Sanna Tory. Não conhecia essa cidade, mas embarquei de qualquer forma. Notei que haviam bastante bagagens nele e bem, o motorista não falava nada, outro rabugento. Dessa vez me despedia da cidade com um céu nublado e negro. Adormeci no ônibus e acordei quando ele passou por um buraco, tomei um susto e fui ao banheiro. Notei que estava escrito com pasta de dente no espelho: 'Não entre'. Não entendi muito bem e só resolvi mijar mesmo, não tinha o que fazer, queria relaxar. Então sentei e me masturbei, quando com um susto o motorista força a porta do banheiro e como a trava estava ruim, ele a abriu. Ele me agarrou e pôs um pano em minha boca, desmaiei.

Quando acordei estava em um quarto branco com um quadro pintado com pequenas sementes de dentes-de-leão dançando no ar, algumas folhas descoloridas lembrando o outono, embora o cenário lembrasse um pouco o inverno. Uma placa em segundo plano dizia: 'Ande rápido, nós avisamos'.
vs.

Isso que dá insistir naquilo que não se sabe.

Tentou, tentou, tentou... Tanto que morreu tentando. Não tinha dom pra aquilo.

Em pensar que ignorou outras oportunidades por insistência...
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Mensagem por ana em Seg 2 Set 2013 - 2:12

Kurosaki Lucas
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