Pokémon Mythology
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The Inheritors of Fics [3.0]

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Mensagem por DarkZoroark em Seg 13 Maio 2013 - 17:58

Pessoal, já vou deixar de aviso que ficou um tanto pequeno e corrido porque semana passada tive vários trabalhos avaliados para entregar e esta estou tendo as provas de recuperação. Logo, desculpem-me pela qualidade deste capítulo:

Dark Wing, Dark Tails

- Vou repetir. – Disse, encarando-me enquanto meu rosto refletia em seus belos olhos azuis. – O que está fazendo aí?

A adrenalina fazia-me pensar a mil. Suava, sem saber o que dizer. Jake era uma boa pessoa, – ótima, alias – mas não tinha certeza de que iria acreditar nela. Além disso, se tentasse lhe explicar toda a história que me levara até ali, iria gastar muito tempo e não poderia ouvir a conversa entre Henry e o homem de preto. De súbito, puxei-o pela gola e coloquei-o ao meu lado. Antes que dissesse qualquer coisa, encostei o indicador em meus lábios, em sinal de silêncio. A discussão continuava e, pelo jeito, começava a esquentar.

- Não quer mesmo considerar vender-me este orfanato? Estou disposto a pagar-lhe uma boa quantia. – Dito isso, enfiou a mão em um bolso do paletó e retirou de lá um cheque. Achei que deveria ser um valor exorbitante, pois Henry ficou de olhos esbugalhados quando o viu. – E então, o que achas? Negócio feito?

Temi que o negócio fosse firmado. Sabia, mesmo sem ver, que o “diretor” só tinha duas coisas que prezava senão o irmão: a ganância por dinheiro fácil e o medo da repreensão de seu pai travavam uma boa batalha. Podia sentir o garoto respirando pesadamente sobre meu ombro enquanto espiava a confusão em que seu irmão estava envolvido. Rápido como um raio, ergueu-se e abriu a porta com um chute, entrando a passos largos no aposento.

- Não pode fazer isso! – Gritou em um estado quase colérico, assustando ambos os homens.

- Jake! – Exclamou Henry, surpreso com a aparição do parente. Por um momento, pude ver que o medo era exalado de seu corpo. Não dele claro, mas do pai. Se o mesmo soubesse o que vinha fazendo, não há dúvidas de que estaria em uma bela encrenca. Relembrando do estranho as suas costas, engoliu em seco antes de tornar a falar com um tom autoritário. – O que estás fazendo aqui?! Este assunto não lhe é pertinente!

- Errado! – Respondeu, assustando tanto a mim como ao mais velho. Sua voz estava carregada de raiva perante o comportamento do outro. – Eu vivo aqui, assim como as outras crianças. Se vender este lugar, não teremos para onde ir! – Gritou, tentando introduzir o irmão ao chamado bom-senso. Não pude deixar de ficar admirada e corar com a atitude protetora que tinha conosco.

- Ei garoto, não se meta nisso! – Falou o homem de preto puxando-o para o lado. Com um empurrão, jogou Jake de encontro à parede. A batida fora forte e ele estatelou-se no chão, segurando a cabeça com ambas as mãos. Um fino fio de sangue corria por entre seus dedos. – Esta é uma conversa entre adultos!

A discussão acabava ali. Eu sabia o que aconteceria a seguir mesmo sem ver; seria o mesmo que da vez em que a mesquinha da Arlete tivera a audácia de pô-lo de castigo. Olhando o misterioso com raiva e desprezo encostou os dedos nos lábios e assobiou. Como um raio, um humanoide branco e verde com lâminas no lugar dos cotovelos surgiu por trás dele e socou o comprador, fazendo-o voar de encontro às janelas. Mas nem mesmo estas o pararam. Começou a cair junto ao vidro estilhaçado. Segurei minha respiração e um grito na garganta. Se morresse ali, minhas intenções de encontrar o monstro que havia destruído sua casa e vida iriam pelos ares. Felizmente, o gordo dragão azul e de asas rubras de Henry pegara-o pelo colarinho cós os dentes e depositara-o no chão em segurança. Do segundo andar, olhava-o com desprezo.

- Ninguém... Toca... No meu... Irmão. – Exclamou Henry, seus olhos repletos de fúria e rancor. Tropecei para trás, assustada, mas pareceu não notar-me. – Agora, sugiro-lhe sair daqui antes que eu decida deixar Salamance cuidar de você permanentemente, Barston. – Cuspiu o nome, como se fosse veneno.

- Irás te arrepender profundamente de... – Antes que pudesse continuar, uma lâmina púrpura de energia atingira o chão à sua frente, lançando terra e poeira para os ares. Gallade tinha se posicionado ao lado de seu treinador, com uma das lâminas de seu braço brilhando em tons de rosa. O homem, outrora rubro de raiva, ficara pálido como leite coalhado. Erguendo-se aos tropeços, dera-lhe uma última olhada antes de voltar para seu carro enquanto tentava manter o restante de sua dignidade inteira.

Suspirando, Henry voltara para o interior da instituição, sem parecer ter sequer notado o estrago que estava feito em seu escritório. O Pokémon psíquico fez-lhe uma reverência antes de se teletransportar para outro aposento do prédio, já o dragão entrou pela abertura e deitou-se em frente à sua mesa. Não sei se foi impulso, amor ou qualquer outra coisa do gênero, mas vi-me correndo até Jake, sem me importar com nada mais. O mais velho parecia surpreso e descontente em me ver ali, mas não liguei para isso. Aproximei-me dele e ajoelhei-me ao seu lado.

- Jake! Você está bem? – O garoto não respondia, só segurava a cabeça enquanto sangrava. Vê-lo ali, ferido e com dor, me fez querer chorar, mas me segurei. Não seria bom que vissem isso. – Precisa ir para a enfermaria?

- Isso me parece um tanto óbvio, não é mesmo? – Perguntou-me Henry, voltando à sua corriqueira atitude de desprezo por todos. Empurrou-me para o lado, ainda que gentilmente, e ajudou o irmão a erguer-se. – Vamos indo. – Dito isso, lançou-me um olhar mais frio que um Regice. – Você não saia daqui. Quero ter uma conversa mais tarde sobre o motivo pelo qual não estás na classe. – Mudou o foco de sua visão para seu dragão, que dormia preguiçosamente sobre o tapete de pele de Sealeo. – Se ela tentar sair pare-a.

- Não... – Sussurrou o mais jovem, libertando-se do braço de seu irmão. – Deixe-a em paz e me escute... – A voz ainda estava um tanto abalada, mas não era isso que mais importava; havia intercedido em minha defesa, como um verdadeiro cavalheiro das histórias que minha mãe contava toda noite antes de ir dormir. – Quero ouvir sua história, Marina...

Senti que meu rosto ficara vermelho com o elogio. Se era ele que pedia, vi não possuir outras opções. Comecei a contar tudo que me ocorrera, desde a perda de meus pais, o tempo que passei no orfanato e as suspeitas de Penny. Para não ser castigada, decidi omitir a parte sobre o celular de Henry e outras “infrações”. Quando por fim terminei, Jake tinha os olhos arregalados e seu irmão tinha uma pesada sombra sob os seus.

- Se o que dizes for verdade... Então temos um problema em mãos. – Falou o garoto, já com algumas bandagens ao redor de sua cabeça. Usara seu Treecko para ir e pegar algumas na enfermaria e o irmão prendera-as com delicadeza. – Melhor retirarmos os outros daqui... Sei lá, inventar que é algum tipo de viagem de aprendizado...

- Não. – Disse, de súbito, Henry. A negativa não era tão fria como de habitual, mas certamente estaria ligada ao dinheiro que seria gasta para movimentar tantas pessoas. – Se o que ela falou for verdade iremos precisar de todos os Pokémons possíveis para nos defender. Resta saber quando será...

Mais cedo do que eu gostaria, tive de admitir. Como se uma nuvem passasse a sua frente, o sol foi encoberto. Um grito foi ouvido de lado de fora e gelou meu sangue. Em um ímpeto, corri até a janela e olhei para cima, só para confirmar meus maiores temores. Lá se encontrava um grande Pokémon negro com aparência de dragão. Suas garras eram extremamente afiadas e tanto seus olhos quanto interior das asas brilhavam como sangue. Mas o mais aterrador dos fatos era sua cauda, ou melhor, suas caudas. Tinha duas, ambas com chamas queimando na ponta.

- Está aqui... – Sussurrei, suando frio de medo. Meus joelhos cediam enquanto a grande besta investia sobre o orfanato.
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Mensagem por Kurosaki Mud em Seg 13 Maio 2013 - 18:35

Fico emocionante o capítulo *:*
Mesmo curto, você descreve muito bem, como bem conheço, por isso deu essa empolgação.
Mas vi erros bobos de português, uns dois no primeiro parágrafo e dois no penúltimo.
Faltam três e o mais legal é que chegamos ao clímax : D
O momento foi oportuno.
Aguardando o cap do Gui.
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Mensagem por Yoshihime em Sex 17 Maio 2013 - 9:57

Capítulo VI
Esperança

Minhas anotações agora são próximas das mais rupestres escrituras, talvez. Uso de um pedaço de carvão e jornais velhos para isso. Minhas mãos ficam pretas, mas não é como se eu conseguisse ver direito. Essa cela é bastante escura, mas uma vez por semana abrem algumas janelas, parecem querer fritar nossos olhos.

Abraço a minha perna e me encolho no canto. Encosto minhas costas na parede úmida. Quanto tempo se passara? Eu contara algo entre cinco ou seis anos. As lembranças ainda pulsam em minha mente. O orfanato em chamas, os Pokémon sendo nocauteados, os Primeapes que surgiram e foram segurando cada um de nós a fim de nos prender e trazer para essa prisão. Imagino o que fizeram com Floppy, meu Masquerain. Sobrevivi junto com mais quatro pessoas.

Vi duas pessoas se moverem na minha frente. Math e Jake? Quem mais seria? Eram meus únicos companheiros de cela. Os dois davam um rápido beijo. Encolhi mais ainda, abraçando minha perna, além de presa tive de agüentar uma desilusão amorosa desse nível. O garoto de quem gostava e meu melhor amigo...

Uma pequena báscula se abriu na porta de aço e três potes foram jogados para dentro da cela. Mais comida ruim... Ficar aqui é como morrer, na verdade, é provavelmente pior.

Mas toda noite sonho com minha esperança, a última, que até agora não deu as caras. Fica oculta em algum lugar do mundo? Foi capturada também e está em outra cela? Foi morta? Essas possibilidades eu não quero considerar... Quero ver o mundo mais uma vez, correr, conhecer pessoas, estou com 20 ou 21 anos, há muito a viver. Mas sempre deve ser considerada a possibilidade de tudo dar errado, como vinha dando. Além disso, quero vingança.

E nossa esperança pode estar lá fora, nossa esperança se chama Penny.

***

O chão seco ardia. Há quanto tempo não chovia por ali? Anos. Era realmente um enorme deserto. Um grande monte de pedra marrom se erguia. No pé dela um homem sentado bebia um pouco de água. Usava um enorme chapéu de palha, parte de seu rosto era coberto por uma volumosa barba negra, e o lado direito era coberto por cicatrizes de queimaduras, era o olho desse lado que cobria com um tapa-olho. Usava um lenço de seda vermelho no pescoço, a ponta era presa por um anel de ouro. Vestia uma camisa de tecido riscado marrom, de mangas compridas e gola de padre, uma calça semelhante tecido, calçava luvas de vaqueiro, perneiras e sapato de couro. Em uma cinta prendia dez pokébolas. Parecia de certa forma um cangaceiro.

Ouviu um estalo e olhou para o alto da montanha. Viu um Rapidash descendo. Montado nele estava uma garota, vestia-se exatamente como ele, mas sem o tapa-olho e no lugar de queimaduras possuía algumas cicatrizes de cortes e arranhões. Parecia ter 15 ou 16 anos, embora tivesse apenas 13.

Ela parou do lado do homem. Sorriu. Seu rosto estava suado e apesar das cicatrizes era muito bonita com seus olhos cor de mel. Seus longos cabelos eram de mesma cor, mas estavam presos e por baixo do chapéu de palha.

— Mestre Henry... — A garota enfiou uma das mãos trêmulas no bolso. — Eu consegui... Capturei o Tyranitar... — Sorriu, com lágrimas de felicidade escorrendo por seus olhos. Colocou a pokébola junto com outras nove em sua cinta.

— O treinamento está concluído. — Henry levantou. — Seis anos se passaram. Está na hora de nossa vingança, Penny.
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Mensagem por Kurosaki Mud em Sex 17 Maio 2013 - 17:36

Tá, eu estranhei, mas ficou legal. Exceto a parte do casal [palavra censurada], achei que não combinou com o perfil dos personagens. Nem o Henry pagando de bom moço, mas enfim, -q
Escrita muito boa, a transformação da Penny eu adorei, foi um ponto forte do capítulo
E queria um rumo para os valentões, quem sabe ela não tivesse uma reviravolta e estivesse salvando a Marina também?
Bem, faltam dois, simbora.
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Mensagem por Mag em Sab 18 Maio 2013 - 19:01

Eita, tive que ler desde o capítulo do Kabeyama até o do Gui hoje. Em vários capítulos encontrei incongruências que mostram como às vezes os leitores não compreendem exatamente o que estava acontecendo. Mas tá certo, tá dando pra ir. A mudança que o Gui fez me deu tantas oportunidade com o que fazer que vai acabar por me enrolar. Os dois carinhas gays achei que foi uma boa reviravolta, até porque personalidade em si não influencia nesse caso, é só atração sexual - e o resto do texto não era impasse pra isso. 10 pokémon cada um, quanto durará essa batalha do cão? ú.u

Gente, acho que até segunda eu posto.
Mais alguém aí comenta pra eu não fazer double; até.
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Mensagem por Cap'n Cook' em Dom 19 Maio 2013 - 14:39

Meu Deus.
Esse bagulho tá ficando insaaaaaaaaaaano.

Mas, legal, legal. e.e
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