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Tempos de Neblina

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Mensagem por Yoshihime Sex 3 Dez 2010 - 11:31

Tempos de Neblina

-x-

Índice:
Prólogo
Capítulo I - Convite
Capítulo II – Operação Condor
Capítulo III – Hora do Clímax!
Capítulo IV - Rebeldia
Capítulo V - Queda

-x-

Prólogo

O Sol do meio dia iluminava a grande cidade de Celadon, a luz batia nos prédios que refletiam a parte dela que conseguiam, o que restava era absorvido pelo asfalto que parecia arder como brasa, o pandemônio tomava conta da cidade, pessoas, automóveis e Pokémon transitavam em todas as direções e sentidos.

No meio de toda a confusão da cidade grande um homem caminhava apressado, estava atrasado, olhava o relógio com freqüência, suas preocupações eram o suficiente para fazer ele esquecer do imenso calor que tomava seu corpo, por conta do sol forte e do terno preto que trajava, usava um pequeno chapéu de feltro, e carregava uma mala junto ao corpo, possuía um nariz comprido e curvado que lembrava um bico, tinha algumas rugas e um bigode negro.

Após mais alguns minutos caminhando ele parou na entrada de um beco, olhou para os lados para se certificar que ninguém o olhava e logo após entrou, foi caminhando pelo beco, que compartilhava suas paredes com grandes prédios empresariais, nas caçambas de lixo que compunham seu cenário podiam se vistos alguns Meowts, Rattatas e Houndoons.

O homem caminhou até o final dele, era um beco sem saída, no seu fim apenas uma imensa parede com tijolos amostra e uma caçamba de lixo, contudo acima desta existia uma pequena janela, e dentro dela era possível ver uma fraca luz. Ele foi até a parede, e contou cinco palmos a partir do chão, e sete da caçamba de lixo, então encostou a cabeça no muro.

-Os pactos, sem a força, não passam de palavras sem substância para dar qualquer segurança a ninguém... – murmurou ele quase beijando a parede.

A parede tremeu, seus tijolos foram se movendo como se tivessem vida, uma porta de metal então se revelou, o homem a empurrou e atravessou ela, agora se encontrava em um imenso galpão cheio de caixotes, algumas portas, mas ele logo se dirigiu para uma mesa que se encontrava logo a sua frente, envolta dela estavam sentados dois homens lado a lado, eram muito parecidos com o ele, o da direita vestia assim como ele um terno e um chapéu de feltro, contudo na cor branca, o da esquerda uma roupa idêntica, mas de cor cinza.

Também estavam sentadas envolta da mesa duas mulheres, uma delas era muito bela, uma pele branca e lisa, tinha cabelos lisos e negros, seus olhos azuis bem claros pareciam hipnotizar qualquer um que olhasse diretamente para eles, vestia um belo vestido negro estilo Gothic Lolita, a outra mulher não chamava tanta atenção por sua beleza, era alta, com a pele um pouco bronzeada, longos cabelos loiros e ondulados, trajava uma blusa social xadrez com calças jeans.

-Vladimir, você está atrasado. – Disse a mulher loira.

-As negociações demoraram mais do que o previsto. – Disse o homem que acabara de chegar puxando uma cadeira para se sentar, enquanto colocava a mala sobre a mesa.

-O tempo não importa agora, como foram as negociações? – disse o homem de branco.

-Perfeitas. – Disse Vladimir abrindo a maleta.

A mala estava cheia de dinheiro, muitas notas, de variadas cores e valores, todos envolta da mesa se mostraram satisfeitos.

-Já mandei o carregamento para Goldenrod, eles devem receber em breve. – voltou a falar o homem de preto. – O dinheiro que está aqui é apenas nossa parte.

-O que? – exclamou o homem de cinza espantado. – Quer dizer que tudo isso é a nossa parte? Vinte por cento do total?

-Exatamente, por isso disse que foi perfeita, a encomenda foi maior que o esperado, e é bem possível que voltemos a negociar com eles.

-A mercadoria foi levada por um transporte seguro? Não quero que a polícia volte a atrapalhar nossos negócios. – Disse a mulher de olhos azuis.

-Fique tranqüila chefinha, mandei tudo por meio de teletransporte.

-Ótimo então, se a polícia apreender não estará mais em nosso poder e sim dos clientes.

-Uma coisa, daqui a um mês receberemos reforços, esta é uma cidade grande e só ter dois pólos na cidade é ruim, ainda mais se ficarem distantes como o nosso fica em relação ao W12.

-Sem contar que somos apenas cinco aqui e três lá. Se a polícia descobre algo e resolve atacar estaremos fritos com certeza. – Disse o homem de cinza se inserindo novamente na conversa.

O debate sobre planos, medidas e negociações continuou por um bom tempo, e durante todo ele a mulher loira parecia participar pouco, mas sempre atenta, e freqüentemente tornava a olhar para a pequena janela virada para o beco, parecia interessada por algo ali.
Ao fim dos debates ela foi a primeira a se levantar e se dirigiu para fora do galpão pelo mesmo caminho que Vladimir entrou, ela se encostou na porta e se virou para a caçamba de lixo.

-Rapaz, acho que você já sabe de mais.

Uma exclamação de susto saiu de dentro da caçamba.

-Olha, eu acho melhor que eu tenha te visto antes deles, pode vir comigo, ficará tudo bem, confie em mim.

A mulher esperou por alguns minutos olhando para o amontoado de lixo, e tornou a insistir.

-É melhor você sair, se não sair um daqueles quatro vai vir aqui fora, te tirar a força, só deus sabe o que irão fazer com você, se vão te torturar, manter como refém, matar.

Passados alguns minutos o que quer que seja que estivesse no meio do lixo resolveu se render, então de dentro da caçamba emergiu um garoto, tinha cabelos negros e oleosos que pareciam sugar toda a luz local, despenteados, e mal cuidados, caiam sobre a pele clara de seu rosto, que normalmente parecia um pouco suja, seus olhos azuis pareciam refletir tudo que no horizonte se projetasse, não muito forte ou gordo, contudo também não muito magro.

-Venha comigo. – Disse a mulher começando a caminhar.

O garoto foi seguindo ela, ele estava confuso, o que iria acontecer com ele? Porque a mulher não o levara para dentro? Ele continuou a acompanhar a mulher de olhos fechados rezando para que tudo desse certo.


Notas do Autor: Bem está minha nova fic, essa idéia já martelava minha cabeça faz um tempo, e foi crescendo e crescendo, quando achei que já estava bem desenvolvida resolvi botar ela em pratica, comecei a escrever rascunhos sobre a histórias os personagens e tudo mais, e ai está o prólogo, sei que ele não explica quase nada, mas a função dos prólogos não é explicar, correto? E sim introduzir, bem, agora sobre coisas do prólogo, como não foram muitas vou explicar a mais relevante.
“Os pactos, sem a força, não passam de palavras sem substância para dar qualquer segurança a ninguém...”
Essa frase que usei para funcionar como uma senha é do livro “O Leviatã” de Thomas Hobbes, assim como a que eu utilizei para descrever a fic, muitas passagens e referencias a obras e autores que gosto estarão presentes nessa fic, bem como nomes históricos e cenários naturais de nosso mundo, ou seja vou procurar incluir coisas de nosso mundo unindo com Pokémon nessa fic.
É isso, no mais nada mais, um abraço e até a próxima.
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Última edição por Guillerjo em Seg 26 Set 2011 - 11:59, editado 15 vez(es)
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Mensagem por Caio. Sex 3 Dez 2010 - 11:40

Enfim, gostei bastante do estilo da fic. É meio Policial-Suspense (àvá). O prólogo nem parece um prólogo, parece mais um capitulo, o que faz pensar que os capitulos em si terão uma qualidade excelente. Achei apenas um erro, ao invés de dentro, estava escrito entro. Nada de demais, apenas um "dezinho" que não saiu na hora de digitar.

Só acho melhor você dar um espaço de duas linhas para cada paragráfo, assim fica mais confortável de ler, e logicamente, menos cansativo, inclusive nas falas. Achei a parte da mulher meio tenso, tipo, qual o motivo dela querer ajudar o garoto? o.O

Creio que serei respondido com o passar dos capitulos. Boa fic. Excelente, para um prólogo. Passar bem, amei ela.

@EDIT:

Absol, Deus para quem não acredita não necessariamente precisa ser com letra maiuscula.


Última edição por Mr. Perry em Sex 3 Dez 2010 - 12:08, editado 1 vez(es)

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Mensagem por Lawliet~ Sex 3 Dez 2010 - 11:43

Nossa, muito boa a Fic, a leitura está muito agradável, ela conseguiu me prender ao texto, você está narrando a Fic muito bem, tudo bem explicado e com muita criatividade, não achei nela nenhum erro de português.
Com certeza irei acompanhar essa Fic. ^^

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Mensagem por Kyun Sex 3 Dez 2010 - 11:55

Olá Guillerjo, gostei do Prólogo, ficou bem interessante, deu um clima de suspense. O único erro que vi foi em uma frase que você começou com letra minúscula, colocou "é", ao invés de "É". Mas não interferiu em nada =D

Gostei da história, se o Prólogo foi assim, os capítulos devem ser muito bons, com bastante suspense e etc... O que será que a mulher vai fazer com o garoto? Acho uma coisa e vou esperar para ver se estou certo xD.

Bem, gostei bastante do Prólogo e acho que irei gostar dos outros capítulos também. Espero o cap. 1. Boa sorte com a fic.

Até...^^

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Mensagem por Dark_Absol Sex 3 Dez 2010 - 12:07

Não gostei muito não, capítulo sem sal. E a falta de espaços entre os parágrafos só tornou os a fic ainda mais confusa. Como o Perry citou, enters seriam bem-vindos. Também há a questão da narrativa e a repetição de palavras. Mas não vou entrar em detalhes quanto a isso. E 'Deus' é com letra maiúscula.

Agora, as partes boas: Cara, gostei do seu estilo de narração. Mesmo tu errando em algumas partes, conseguiu passar um clima de suspense. E o garoto estava numa caçamba de lixo... Adoro coisas estranhas *-*

Nota 7, há muito a melhorar.

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Mensagem por Lavi Sex 3 Dez 2010 - 20:08

Gostei da FIC!

Ela contém um estilo muito diferente das que eu ando lendo, um estilo policial, mesclado com drama, etc.

O prólogo está muito bom, bem detalhado e bem confortável de se ler. Se os capítulos tiverem as mesmas qualidades do prólogo, será uma excelente FIC!

Aguardo ansiosamente por mais capítulos!
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Mensagem por pietrosaggioro Seg 6 Dez 2010 - 0:11

Boa Noite!!

Gostei muito da Fic!!!
Cara tu narra muito bem e eu gostei muito da sua descriçao, está excelente, a leitura é muito agradavel e me prendeu ao texto, em momento alguns me perdi ou fique confuso ._. Muito bom!Quanto aos erros, sao muito pequenos e já citados.A história é bem interessante, muito original, criativa e muito bem contada.Meio draama policial, eu curti muito *-*Só acho que vc pecou na organizaçao dos parágrafos, faça como o Dark_Absol disse, ficrá bem melhor e muito mais organizado ^^ Vou acompanhar a Fic, e boa sorte ;D

Até o primeiro capítulo.

Tchau.

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Mensagem por Yoshihime Qua 8 Dez 2010 - 14:26

Capítulo I - Convite

Thomas Smith viveu todos os seus 14 anos de vida na cidade Celadon, estudava em uma das melhores escolas de Kanto para se tornar um criador de pokemon, o que era seu sonho, porém achava os métodos de ensino aos quais era submetido absurdos, em todos seus dois anos de escola até o presente momento só tinha saído para uma aula pratica uma única vez, como poderia alguém estudar para ser um criador pokemon, sem ter contato com eles em seu habitat natural?

Mas tudo isso já não importava no momento, visto que ele estava caminhando para a morte certa, e quando se está prestes a morrer a última coisa na qual alguém pensaria era na escola.

A Mulher agora apertara o passo, eles estavam se aproximando de uma parte mais deserta da cidade, já era possível ver parte de uma densa floresta. Ela então parou e se virou para o garoto.

-Bem eu acho a curiosidade um grande defeito... – Disse ao rapaz enquanto enfiava a mão no bolso, e pegava algo.

Thomas congelou, um frio intenso percorreu sua espinha e se alojou em sua barriga, ele fechou os olhos, aquela mulher iria matar ele ali e agora. Mas ela simplesmente retirou um cigarro e um isqueiro do bolso e se colocou a fumar.

-Sou Janet Hasani, estou investigando a atuação deles na cidade de Celadon. – Dizia a mulher logo após dar a primeira tragada no cigarro.

-Eles quem? – perguntou o garoto, fazendo muito esforço para falar, estava bastante assustado.

Janet olhou para ele, parecia surpresa, ela andou em círculos envolta do rapaz, estava pensando em algo, ele agora estava mais tranqüilo, e olhava fixamente para ela.

-Você espiona coisas sem nem saber do que se trata? – Disse a mulher franzindo a testa e tornando a tragar o cigarro. – Você é estranho.

-É que eu achei aquilo muito suspeito...

-E resolveu investigar? Afinal você se acha um detetive profissional?

-Não eu só...

-Garoto, você poderia estar morto agora!

-Eu sei... Mas afinal do que se trata todo essa coisa de entrega, carregamento, clientes, W12?

-É algo complexo rapaz, esse mundo do crime... – Dizia a mulher com um olhar vago parecia que sua mente estava sendo bombardeada de informações. – Complexo, e que eu não vou te explicar, ainda é muito novo para saber, ainda mais depois de saber dessa sua coragem de se meter a investigador. Até mais, espero não ter que te encontrar de novo.

Janet foi caminhando em direção a cidade, mas logo parou e se virou para trás onde estava o garoto novamente.

-Não se envolva. – Disse ela, e logo se virou e continuou a caminhar.

Thomas ficou um tempo parado olhando a mulher partir, tudo aquilo que acontecerá era tão estranho, ele por um momento achou que era um simples sonho, mas logo percebeu que isso era algo infantil de se pensar, pegou seu celular na mochila, primeiro olhos as horas, já eram 15h30min, e não daria mais tempo de voltar para escola para assistir as aulas da tarde, ele então foi caminhando pelo caminho pelo qual ele tinha vindo.

Depois de um bom tempo andando ele entrou em uma cafeteria, da cidade era seu lugar preferido, lembrava muito o visual de uma estação de trem antiga, o que ele achava muito elegante, o cheiro dos doces era muito agradável, contudo o que tornava o lugar especial eram os encontros que tinha com seus amigos ali.

Sentou-se próximo a uma janela e pediu um capuccino, a simpática garçonete loira com quem já era acostumado trouxe o pedido, mas estranhou ele estar ali no horário de aula e sozinho.

-Aconteceu algo?

-Não...– Respondeu Thomas olhando pela janela.

O Rapaz ficou ali parado, tomando seu capuccino aos poucos, e refletindo sobre tudo que tinha acontecido mais cedo novamente, depois de algum tempo ele tornou a pegar seu celular, dessa vez ignorou as horas e fez uma ligação, passados alguns minutos a porta da cafeteria se abriu.

Um garoto alto, loiro, seus cabelos passavam a idéia contrária dos de Thomas enquanto os de um pareciam sugar toda luz o do outro parecia refleti-la, usava óculos de armação fina, vestia uma blusa branca com calças jeans.

Era Calvin Berry, o melhor amigo de Thomas, estudava na mesma escola que ele, porém na parte que se referia ao ramo competitivo de pokemon, dentro do campeonato interno da escola era capitão de uma equipe conhecida por sempre apresentar maus resultados, a Clover. Tinha como objetivo um dia vencer o campeonato com esta equipe e então ser chamado para representar a escola em competições interescolares.

De mãos dadas a ele vinha uma garota, era menor que os dois garotos, tinha longos cabelos castanhos e cacheados, usava grandes óculos de armação grossa, por cima de seus olhos castanhos e cobrindo todo seu miúdo rosto, sua pele era muito branca, seu corpo era bonito, mas bastante coberto pela volumosa roupa que usava, uma longa saia branca e uma blusa rosa nada decotada.

Victoria Woolf estudava a parte científica por trás dos pokemon, suas característica e tudo mais, ambicionava ser uma grande pesquisadora no futuro. Ela e seu namorado sentaram se junto a Thomas.

-O que você queria nos falar de tão importante? – Disse Calvin.

Thomas explicou tudo que ele tinha visto e o que aconteceu mais cedo.

-Não entendi o que nos temos a ver com isso.

-Ora, como não? Calvin, temos tudo a ver, temos que fazer algo contra tudo isso. – Disse Thomas indignado com a resposta do amigo.

-Tom, não acho que seja uma boa idéia, deixe isso para os policiais... – Disse Victoria com uma voz serena e baixa.

-Como assim? Vamos nos sentar e cruzar braços, sabendo de tudo o que esta acontecendo?

-Pelo que você disse, você não tem idéia do que é que se trata isso. – Disse Calvin mantendo a calma mesmo vendo que seu amigo estava se alterando.

-Mas eu sei que boa coisa não é! – Depois de falar Thomas se levantou deixou o dinheiro da conta no balcão. – Amanhã depois da escola na minha casa.

A noite passou, pareceu a mais longa das noites para qualquer um dos três um pensando que se seus dois amigos o abandonassem ele teria que fazer tudo que pretendia sozinho, mesmo sabendo que eles não iriam deixar ele na mão essa idéia perturbava ele, outros dois pensando se ajudariam ou não o amigo a combater aquilo que eles quase não tinham idéia do que era.

Thomas acordou bem cedo na manhã seguinte e foi trabalhar em algo no seu computador, ficou por horas ali digitando e pensando, nunca se esforçara assim antes, a idéia de combater o crime realmente o animava, por sorte conseguiu terminar antes da hora de ir para a escola, pegou duas pokébolas de cima da mesa e jogou em sua mochila, jogou ela nas costas e partiu.

A escola era enorme, provavelmente era a maior construção da cidade, enormes edifícios, arenas de batalhas, até mesmo uma pequena floresta na qual eram feitas as poucas aulas praticas do curso de criação.

Calvin e Victoria chegavam na escola caminhando lentamente de mãos dadas, vinham conversando sobre a decisão de ajudar ou não seu amigo com sua idéia louca de combate ao crime.

-Nós vamos, e ele sabe que nós vamos. – Disse o rapaz.

-Sim, ele não é bobo, realmente confia em nós dois.

-Ei Calvin – Chamava uma voz feminina vinda de trás deles, era doce e mostrava animação.

-Droga, não gosto dessa garota.

-Calma Victoria, ela só é da minha equipe é normal que ela venha falar comigo.

Uma garota vinha até eles, era bonita, loira com olhos azuis, tinha a pele lisa e branca, vestia um belo vestido azul, longas meias brancas.

-Oi Alice, o que você quer? – Perguntava Victoria sem mostrar nenhuma paciência.

-Oras, só vim dar bom dia e me juntar a vocês, não posso?

-Claro que pode. – Disse Calvin sorridente. – Então como vai você?

-Vou bem.

Um rapaz veio correndo até lês e ficou rodando envolta deles, com os braços abertos e fazendo sons estranhos com a boca, vestia uma roupa de aviador, tinha cabelos ruivos, olhos negros e não era muito magro.

-Olá Allen, você poderia parar de nos rodear assim? – Pedia Calvin sem esconder o tom de ordem.

-VUAAAAAAAAAAASSSSSSSSHHH – Exclamava o garoto parando, e se virando para o pequeno grupo. – Estranho, o Mike não está com vocês? Passei na casa dele antes de vir para cá e ele já tinha saído.

-Ele já deve ter subido, sabe como ele é. – Disse Alice sorrindo. – Bem se faltava alguém acabou de chegar.

Thomas vinha andando até eles sorridente, entrou entre Calvin e Victoria separando as mãos dos dois, e passando seus braços pelos ombros deles.

-Então, aceitaram meu convite, não é? Na hora do almoço, em minha casa. – Disse o garoto animado.

-Na hora do almoço? Achei que você tinha dito depois da aula... Perder aulas da tarde não é uma boa.

-Relaxe Victoria, eu tenho certeza que disse na hora do almoço, e se não disse estou dizendo agora.

-O que vai ter na sua casa depois do almoço? Posso saber?

-Cala-te Alice, esse assunto é só entre nós três, assunto secreto, e não venha fazer aquela sua cara de choro para mim que não adianta, e também se você estiver pensando em pedir minha mãe para deixar você entrar enquanto estivermos lá, pode desistir. Hoje ela trabalha o dia inteiro.

-Mesmo assim ela não vai gostar de saber que você está matando as aulas da tarde. – Disse Alice com um sorriso maldoso no rosto. – Acho bom você me contar.

-Nem adianta tentar me subornar, ela sabe que eu vivo matando. – Disse Thomas enquanto tirava seus braços dos ombros de Victoria e Calvin. – Vou indo para aula, espero vocês no almoço.

Ele foi caminhando na direção de um dos prédios, balançando os braços e cantarolando.

-Ele parece muito animado. – Disse Alice ainda desconfiada. – Venha Allen, vamos para sala também.

-Você não manda em mim, eu vou quando quiser.

-Ande logo!

Os dois foram andando, dessa vez para um prédio diferente do que Tom tinha ido, Allen logo abria seu braços e saia correndo e fazendo seus sons estranhos, enquanto Alice gritava vários palavrões para ele pedindo que parasse.

Calvin e Victoria se despediram com um beijo, não muito longo para não chamar muita atenção, mas também não muito curto para não ficarem com muita vontade depois.

A manhã passou e o sinal para o almoço tocou, Tom ficou esperando seus dois amigos, que não demoraram para aparecer, no portão de entrada.

-Olha eu nem sei o que deu na nossa cabeça para te acompanhar, mas realmente espero que você não venha com uma idiotice enorme.

-Calvin, você confia na minha inteligência ou não?

-É justamente da sua inteligência que tenho medo, na verdade não dela, e sim de sua imaginação. - Disse Calvin enquanto todos começavam a caminhar. – Só espero que não se esqueça que essa é a vida real.

Não demorou muito para chegarem a pequena casa onde vivia Thomas, era pequena mas muito aconchegante e arrumada, a sala de estar possui um sofá e uma poltrona, ela iluminada pela luz que vinha de uma enorme janela, uma pequena mesinha de centro, e um enorme móvel com uma televisão e muitos livros, Tom nunca devia ter nem encostado neles, pelo que todos sabiam ele só lia os poucos livros que guardava no quarto dele.

Subiram uma estreita escada que levava a um corredor com cinco portas, entraram na primeira a esquerda. O quarto dele era grande quando comparado ao restante dos cômodos, possuía uma cama coberta por um lençol azul, uma grande mesa onde estavam empilhados uns cinco livros, encima dela também estavam o computador do garoto e uma televisão pequena, o resto do quarto era ocupado por um armário, uma cadeira, lixo e roupas jogadas pelo chão.

-Está quase tudo pronto, olhem só. – Disse o dono do quarto ligando seu computador.

Ele então abriu um arquivo de texto, e mostrou para os amigos, que se espantaram, como poderia alguém tão idiota ter escrito tudo aquilo? Parecia muito complexo, era ilustrado com algumas imagens, mostrava vários esquemas e planos, contando com diferentes possibilidades, parecia que o que ele tinha contado para os dois no dia anterior, não era nem um décimo do que ele sabia, no início do documento podia se ler em letras grandes e vermelhas o que provavelmente era o titulo “Operação Condor”.

Notas do Autor: Espero que não tenha ficado muito confuso o capítulo, usei ele para apresentar os personagens centrais e alguns secundários, meu medo é que essa apresentação tenha ficado confusa, pretendo postar capítulos com essa freqüência (com esse mesmo intervalo de tempo que foi do prólogo até esse primeiro). Não existem muitas notas sobre esse capítulo, não tirei os nome dos três protagonistas de nenhum lugar, apenas o sobrenome da Victoria, que tirei da escritora britânica Virginia Woolf, que eu realmente admiro muito, mesmo não tendo lido nenhum livro dela ainda, comprei, mas ainda não tive tempo para ler, eu admiro a história de vida dela que já pesquisei e conheço, uma história diga-se de passagem bem interessante que indico a qualquer um que tenha oportunidade de ver, ou pelo menos olhar o que diz respeito ao suicídio dela.
Também agradeço a todas as dicas que me deram relacionadas ao prólogo. No mais, nada mais. Abraços.



Última edição por Guillerjo em Sex 10 Dez 2010 - 9:58, editado 1 vez(es)

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Mensagem por Caio. Qui 9 Dez 2010 - 23:55

Aqui estou eu.

Cara, o que reparei, é que você colocou bastante falas, o que deixou um pouco cansativo/repetitivo. Você alguma vezes esqueceu do acento, como em um "nos" quando era para ser "nós", em outras palavras também, mas não vou citar.

Em alguns casos, você colocou vírgulas ao invés de pontuação normal. Exemplo:

-Ora, como não. Calvin, temos tudo a ver, temos que fazer algo contra tudo isso. – Disse Thomas indignado com a resposta do amigo.

Maneira correta:

- Ora, como não? Calvin, temos tudo a ver. Temos que algo contra isso tudo! - disse Thomas indignado com a resposta do amigo.

Não acha que ficou melhor assim e menos direto/corrido? Você também teve uma pequena mania de usar palavras inuteis, tipo entrar dentro ou sair fora. Você usou iluminado por luz. Tudo bem que Luz = Lâmpada, mas seria melhor ter exemplificado, assim ficou tenso ê.ê

Não gostei dessa Alice G.G, quanto ao resto... Não tenho muito o que falar. Achei a mulher fuckyea e ela me lembrou a Fantina, não sei por qual motivo xD

Bem, é isso. Adios o/


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Mensagem por Kyun Sex 10 Dez 2010 - 11:06

Olá Guillerjo. Vim falar de sua Fic ele nem sabia.

Bem, a história está bem interessante. Gostei do capítulo, muito bom, assim como sua narração é. Erros o Mr. Perry já citou acima.

Então aquela mulher não é do mau o.o . Achei que fosse... Fiquei curioso em saber os Pokés de Thomas e seus dois amigos. E a escola deles é bem grandinha hein 0.0 .

Bem, não sei mais oq falar então... Boa sorte com a fic, espero o próx. cap. =D

Até...^^

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Mensagem por Lawliet~ Sex 10 Dez 2010 - 11:27

Foi mal a demora para comentar.

Bem cara, eu gostei muito do capitulo, achei ele com um tamanho bem legal, você tem muito talento para escrever :3, só achei meio confuso, como você disse.

Gostei dos personagens, achei eles bem legais, menos a Alice e_e
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Mensagem por pietrosaggioro Sab 11 Dez 2010 - 13:50

Boa Tarde!!

Gostei do capítulo, mas como já disseram ficou bem corrido :S Muitas falas e pouca narração, tente narrar mais e colocar menos falas, está meio confuso, mas está bem interessante a história, quanto a erros não achei nenhum além dos que o Perry citou.Sua fic está muito boa, mas pode melhorar, bom é isso.

Aguardo novos capítulos ;D

Até mais.
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Mensagem por Yoshihime Qua 22 Dez 2010 - 12:25

Capítulo II – Operação Condor

Calvin e Victoria se mostravam espantados olhando todo aquele plano que Thomas tinha feito, claramente não conseguiam acreditar que aquilo tinha sido feito por ele.

-Bem, como vocês podem ver eu fiz vários planos, logo várias possibilidades. – Disse o garoto dando uma longa pausa para respirar e olhando para o rosto dos amigos. – como está escrito ai, vamos invadir aquele local daqui a uma semana, ou seja, na próxima terça, até lá todos os dias vamos, cada um de uma vez, passar o dia observando a movimentação no local, a partir dessa observação possivelmente iremos saber como eles se comportam, a ordem de chegada deles, e coisas assim, e no final veremos quais dos planos que eu bolei é o melhor.

A garota olhou para seu namorado que fez um sinal de positivo a cabeça, era difícil entender essa forma de comunicação de olhares e movimentos de cabeça, ele logo se virou para Thomas.

-Bem, vejo que seu plano é bom, mas nós temos que estudar cara, e amanhã...

-Fique tranqüilo, cada um vai um dia assim, não seremos prejudicados, e pode deixar amanhã eu assumo.

-Mesmo assim Thomas, eu e quero que você esteja amanhã na batalha.

-Calvin, eu já vi várias batalhas suas, perder uma não vai fazer mal...

-Porém essa é a primeira vez que eu e minha equipe conseguimos chegar nas oitavas...

-Estarei torcendo por você cara, mas é preciso fazer isso.

-Tudo bem. – Disse Calvin se levantando e virando para ir embora, contudo virou levemente a cabeça para Thomas. – É bom que tudo isso dê certo, não quero gastar meu tempo em vão. – Ele virou-se de volta todo para a porta e partiu.

Victoria logo se despedia do amigo e ia caminhando até a porta do quarto, quando o garoto a segurou pelo braço e olhou fixamente em seus olhos.

- Victoria, você não precisa tentar convencer ele de nada. – Disse Thomas logo largando a garota e sorrindo.

-Eu sei. – Ela também sorriu, deu um longo suspiro e logo se retirou.

O resto do dia Thomas não procurou se preocupar com o plano. Passou o resto do dia lendo seu livro favorito, que já tinha lido várias e várias vezes e não se cansava, era “A jornada”, escrito por George Gordon, o livro era quase uma autobiografia contando todas as aventuras do autor no caminho para se tornar um grande criador de pokemon. Tempo depois de lançar o livro George desapareceu, e logo foi dado como morto e enterrado Ecruteak, cidade onde nasceu. A capa do livro era simples, todavia atraente, preta apenas com o contorno de uma pokebola, o título e o nome do autor, tudo em dourado.

*****

O sol estava nascendo, e iluminando aos poucos o céu limpo e anil, alguns pokemon podiam ser vistos percorrendo o céu, poucas pessoas e automóveis circulavam pela rua, era o momento que parecia que a cidade estava toda acordando. Na frente de uma casa estava sentado um garoto, a leve brisa que circulava pela cidade balançava seus loiros cabelos, ele olhava para o céu, seus olhos através dos óculos mostravam certa ansiedade e nervosismo, tragava compulsivamente um cigarro, seu corpo estava coberto por um casaco laranja e verde, no chão ao seu lado estavam três pokebolas e uma braçadeira amarela com um grande “C” azul desenhado.

-Você não devia fumar, não tem idade para isso. – Dizia uma voz masculina, bem rouca, vinda do lado dele.

Calvin se virou e se deparou com um garoto se aproximando, não era muito alto, vestia um casaco igual ao dele, estava com as mãos enfiadas nos bolsos da calça jeans, seus tênis e a mochila que trazia nas costas estavam surrados, seus olhos eram castanhos, em sua cabeça tinha um boné branco, mas ainda assim era possível ver algumas pontas dos seus cabelos castanhos.

-Você tem razão... – Murmurou o garoto loiro jogando o cigarro no chão e pisando em cima. – Estou nervoso, Mike, muito nervoso.

O rapaz de boné se sentou do lado de Calvin e eles ficaram tempo ali parados apenas olhando o céu, até que um deles começasse a falar.

-Eu também estou muito nervoso, todos estamos. – Disse Mike ajeitando seu boné. – Quem diria que a Clover nas oitavas de final... E vamos mais longe, só precisamos vencer aquela Mariella suas namoradas.

-Não seria bom subestimar elas, não parecem tão fracas...

-Capitão, o senhor é muito pessimista.

-Eu acho que você não precisa me chamar de senhor. – Disse Calvin se levantando e pegando suas coisas no chão. – Vamos andando.

Os dois garotos foram caminhando pela cidade, estava calma, nem parecia que em pouco tempo suas ruas seriam invadidas por milhares de pessoas, Calvin ainda se mostrava nervoso, ele sentia o peso da responsabilidade, não era apenas membro daquela equipe, mas sim seu capitão, sabia também que a partir de agora membros da diretoria estriam ali para ver o desempenho deles, era o primeiro dos passos para entrar na equipe da escola.

Não demorou muito até que chegassem a enorme escola, estava vazia, faltava um bom tempo para começarem as aulas, Mike se sentou em um banco, mas Calvin continuou caminhando para o interior da escola.

-Eu vou indo para o estádio logo, não quero ver a Victoria antes de começar, acho que vai me deixar mais nervoso ainda.

-Então vou indo com você. – Disse o garoto se levantando do banco.

A escola era maior do que se imaginava, quando se caminhava por ela, realmente parecia que eram os únicos na escola, contudo quando passaram por um grande lago existente na escola perceberam que tinha alguém em suas margens. Se aproximaram, dela, a garota estava virada usava um casaco rosa, seus longos cabelos negros caiam na cintura, não apreciam de um negro natural, estava até mal pintado e revelava algumas poucas mechas loiras, usava calças jeans um pouco rasgadas e surradas, no seu braço estava uma braçadeira igual a de Calvin.

-Mariella. – Murmurou o garoto loiro se aproximando.

Ela se virou, seu rosto lembrava perfeitamente Alice, os mesmos belos olhos azuis, a mesma pela lisa, era idêntica, se não fosse o fato de ter os cabelos tingidos de preto, e parecer bem menos vaidosa.

-O que você quer? Já disse que eu quase não falo com minha irmã, portanto não sei que horas ela vem... – Dizia a garota sendo cortado por Calvin.

-Só vim te desejar boa sorte. – Disse ele sorrindo.

-Sim porque você vai perder! – gritou Mike, demonstrando grande confiança.

Mariella logo se aproximou do garoto que tinha acabado de grita, esticou sua mão, passou suavemente pela face dele, e então lhe meteu um chute no meio das pernas. Mike cai ajoelhado no chão e urrando de dor, ela novamente meteu um chute, dessa vez na cara dele, o derrubando no chão, Mariella se abaixou pegou o boné da cabeça do garoto, e colocou na dela.

-Amor, vou pegar ele emprestado, depois você pode pegar. – Disse ela caminhando e indo embora.

Calvin estendeu a mão para o amigo e ajudou ele a se levantar.

-A única coisa, que deixa a personalidade dela um pouco parecida com a da Alice é isso, as duas são perigosas, deviam estar presas sei lá. – Resmungou Mike passando a mão no corpo para tirar a poeira. – E ela ainda roubou meu boné cara.

-Mike, você anda com boné reserva, nunca achei que isso fosse servir para alguma coisa, mas chegou a hora de usar ele cara.

Eles foram caminhando, enquanto Calvin não largava seu olhar de nervosismo, Mike cantarolava enquanto tirava da mochila um boné idêntico ao que Mariella tinha levado e o colocava na cabeça. Então chegaram a uma enorme construção, era um gigante estádio, do tamanho de um oficial usado nas fases finais das ligas regionais de pokemon. Na escola ela só era usada a partir das oitavas de final. Os dois garotos se aproximaram maravilhados, nunca tinham entrado nele para batalhar.

-Essas arquibancadas vão estar cheias, a escola inteira praticamente vendo a gente batalhar... – Disse Calvin pausadamente.

Os dois entraram no estádio, e ficaram no meio da arena parados, e olhando para as arquibancadas, depois de um tempo foram para o local de concentração das equipes, eram duas salas, eles entraram na que possuía a plaquinha Clover pendurada na porta, era uma sala aconchegante, pequena, com as paredes elegantemente pintadas em um tom salmão, possuía uma janela que dava vista a arena, uma mesinha no centro, e dois sofás.

Calvin e Mike ficaram ali por pouco tempo sentados conversando, e vendo os lugares na arquibancada serem preenchidos, até que a porto se abriu e Alice e Allen entraram juntos, também vestiam casacos iguais aos dos que já estavam na sala, o cabelo de Alice estava bem penteado e ela vestia um belo vestido rosa por baixo do casaco, enquanto Allen continuava com sua roupa de aviador.

-Por que não esperaram a gente na entrada do colégio? – Perguntou o garoto que tinha acabado de entrar e colocava seus óculos de aviação.

-O Calvin queria vir direto para cá, ele estava bem nervoso até agora a pouco. Encontramos sua irmã, Alice, e ela me bateu.

-Finalmente ela fez algo útil. – Disse a garota sorrindo. – Calvin, não precisa ficar nervoso, vai dar tudo certo.

Quando Alice terminou de falar uma sirene tocou, era o sinal, estava avisando que era para eles quatro irem para a arena. Saíram da sala e se depararam com um quarteto de garotas, uma delas era Mariella, ao seu lado estava uma garota ruiva, muito bonita, tinha os cabelos lisos e caindo nos ombros e olhos verdes muito bonitos, era baixa, e estava olhando para o chão, do lado dela uma garota loira e muita alta, mascava um chiclete de forma nojenta, seus cabelos estavam despenteados e sujos, sua pele não era muito lisa nem limpa, ela ficava encarando os quatro profundamente, e do outro lado da irmã de Alice, estava uma garota sorridente, morena, com os cabelos presos em rabo de cavalo, tinha olhos bem negros, todas elas vestiam um casaco rosa com calças jeans.

Todos entraram na arena, as arquibancadas estavam lotadas, pessoas gritavam, aplaudiam, era uma baderna sem fim. Calvin respirou fundo estava mais nervoso ainda agora, uma voz masculina então começou a sair das caixas de som.

-Olá a todos, estamos aqui para a primeira partida das oitavas de final do campeonato de pokemon da Academia Ashford! Aqui nos temos a equipe Clover contra a equipe Breeze. – Ele deu uma pausa por conta do alvoroço que a torcida fez. – Que comecem as batalhas, os dois participantes da primeira batalha ao centro.

Alice foi caminhando para o centro da arena, e os outros três se dirigiram para alguns bancos que existiam nas laterais, ela respirou fundo, posicionada na frente dela estava a garota ruiva, que continuava cabisbaixa.

-Vejamos, temos aqui... Alice Spektor contra Daniella Campbell! Podem começar.

-Somos só eu e você, Dani... – Disse Alice com um suspiro. – Vamos lá Magmar!

A garota lançou a pokebola, e dela saiu um pokemon vermelho, com partes do corpo amarelas, era bastante estranho e tinha uma espécie de bico, dele estava saindo um pouco de fumaça.

- Electabuzz... – murmurou Daniella praticamente derrubando a pokebola no chão.

Um pokemon amarelo surgiu, era praticamente do mesmo tamanho que o Magmar , tinha o corpo todo amarelo, com listras pretas que lembravam raios, possuía antenas na cabeça, ele soltou uma espécie de rugido e apontou para o pokemon vermelho que estava na sua frente.

Notas do Autor: Está ai o último capítulo da fic desse ano, como vou viajar e só volto em fevereiro ela ficará um tempo sem receber capítulos, mas não é motivo para se preocupar, como se alguém fosse, pois não pretendo abandonar essa fic, o capítulo ficou meio curto, mas é o que eu pude fazer, as coisas estão meio corridas aqui e se eu continuasse o capítulo de onde eu parei ia ficar uma droga, mais do que ficou. Bem eu não pretendo mostrar na fic apenas a batalha deles contra o crime e coisa e tal, mas também suas vidas e seus sonhos, mas de modo que não fique muito clichê. Vamos ao que interessa, notas.
George Gordon Byron, ou Lord Byron como é conhecido, foi um poeta britânico muito influente no Romantismo, gosto bastante das poesias dele, então coloquei o nome dele, George Gordon, como nome do autor do livro preferido do personagem principal na fic, no caso Thomas.
A próxima nota é o nome da irmã da Alice, Mariella esse nome é o título de uma música que gosto muito, da cantora e compositora Kate Nash, estava a ouvir essa música enquanto criava a personagem então o nome colou.
Por último o nome da escola deles, Academia Ashford é o nome de uma escola de um anime que gosto muito, na verdade meu favorito, Code Geass, foi a única coisa que consegui pensar para o nome.
Ah! E me desculpem pelo título do capítulo só estar relacionado com uma parte pequena do capítulo.
A peço que a moderação não tranque minha fic enquanto eu estiver fora.

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Mensagem por jardeson Sex 24 Dez 2010 - 2:48

Gostei bastante, li todos os dois capítulos e o prólogo, a descrição é muito boa. As vezes me confundo em saber quem está falando o que está acontecendo, mas depois resolvo isso. Ainda não entendi o nome do fanfic, mas acho que estou começando a entender. Espero saber o que vai acontecer com eles logo. Até mais.

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Mensagem por Connoisseur Haato - Heart Seg 21 Fev 2011 - 9:17

Olá Gui, faz um tempo que não visito uma fanfic sua. Eu li somente o prólogo e o 1° capítulo, caso poste mais um capítulo eu pretendo ler o 2° e o mais recente que postar.

Eu gostei bastante dessa fanfic, o que essa equipe se é que é mesmo do mal está planejando? Esse garoto é muito burro mesmo, se a Janet disse para ele não ir atrás dela para saber sobre essa quadrilha, não era para ele ir parece até um Naruto ou aqueles personagens curiosos, bem criança. Eu gostei muito dessa tal Victoria *0* Estou com impressão de que esse tal de Calvin vai passar a gostar desta garota que Victoria não gosta, se ele terminar com a Victoria ficarei extremamente triste com esse FDM.

Ansioso para que poste um novo capítulo para eu continuar a ler.


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