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Mensagem por Carlbow96 em Dom 31 Jul 2011 - 11:46

Fantastic Adfutures
Episódio 1 - Viagem:


Muitas histórias começam com algum acontecimento extraordinário ou algo que justifique o que poderá ocorrer na história. Mas há certos começos que se dão pelo fim, ou então vão direto a trama. Porém, tenho a sensação e a minha falta de inspiração me fazem com que eu não o que talvez fosse um inicio apropriado para o livro, confesso que precisei e preciso de muitas tentativas para começar a escrever o que eu quero há muito tempo. Espero que quem esteja lendo isto possa me dizer ou até me indagar e talvez criticar sobre esses acontecimentos que vou lhes contar.

Como toda história de fantasia eu vou demorar um pouco para explicar todos os acontecimentos extraordinários, mas acho que posso deixar isso um pouco de lado no momento e continuar o fluxo criativo que meu cérebro faz.



Em algum momento da história atual, um cientista cria acidentalmente uma forma de viajar no tempo, porém como qualquer um estudioso, seus experimentos sempre trazem conseqüências inusitadas, porém sinto que eu devo explicar o que vou-lhes descrever agora no momento apropriado que obviamente não é agora.

Continuando, este tal cientista tinha um sobrinho que vivia com o tio, pois os pais faziam trabalhos filantrópicos pelo mundo e decidiram que era melhor para o filho morar por algum tempo com seu tio em São Paulo.

Agora que citei os principais personagens, e dei minha descrição pessoal sobre eles eu vou parar de fazer mais comentários, para que o leitor consiga acompanhar a história com mais facilidade. Agora eu vos entrego minha história a qual eu dediquei algum tempo planejando.



Hélio não conseguia acreditar na visão que estava tendo. Faíscas saíam do laboratório do Dr. Falcon enquanto o homem girava em torno de algum objeto estranho. Com um estrondo que acordaria até uma pedra, o tio sumiu depois de o laboratório ir aos ares, o garoto tentou fugir, mas quando se deu conta, ele também era atraído pelo objeto e uma luz violeta tomava os céus. Como que por acaso ele olhou para trás e viu toda a cidade universitária apagada, como se fosse apenas mais uma noite tranqüila.

Com uma sensação estranha no estômago, Hélio percebeu que seu corpo começava a se projetar em uma direção considerável do objeto que estava causando todo o caos, com um último estrondo seguido por uma forte explosão do objeto, Hélio desapareceu no ar junto com a coisa violeta que brilhava com muita intensidade em seu braço.



Depois de sentir uma sensação de enjôo, o garoto se viu vagando por um buraco que tinha uma luz muito forte no outro lado. E com um último pensamento, Hélio tapou os olhos, o que lhe salvou de uma visão perturbadora.

O que se seguiu depois foi algo realmente, estranho. Ele teria visto uma Terra completamente diferente. Não existia gramado nos parques, as pessoas usavam roupas cinzentas, os carros eram muitos, todos de uma única cor, exceto uns e outros que pertenciam a uma organização chamada Shatzs, com uma estrela estranha nas portas dos carros. Havia prédios gigantescos, um maior que o outro, o maior tinha um relógio muito estranho, marcava 34:52 da tarde. Para piorar o termômetro marcava 50º C, no dia 38 de outubro de 2099. O que era realmente bizarro, pois aparentemente Hélio acabara de viajar no tempo, e aquilo parecia ser pior que todos os cientistas imaginaram.



Hélio caiu do nada, bem próximo às árvores do parque, por sorte ele caiu no pequeno espaço onde a grama ainda crescia com muito esforço numa pequena clareira do bosque. Com um baque surdo ele caiu desacordado e aparentava não acordar nunca mais.



Flávia corria pelo parque quando uma luz repentina apareceu do nada e foi embora do mesmo modo inesperado. E logo em seguida ela ouviu um barulho de algo com o peso de um humano bater na grama que ela lutara tanto para criar escondida. Curiosa, ela caminhou cautelosamente em direção ao local do barulho e se deparou com algo inesperado. Um garoto de cerca de 17 anos encontrava-se caído no meio da clareira. Com cuidado ela verificou o pulso do rapaz e percebeu que os batimentos estavam bem fracos. Com um pouco de esforço, a jovem senhorita o levou até um carro amarelo que se destacava na multidão cinza dos carros que transitavam na avenida próxima.

Tomando cuidado para não levantar suspeitas, Flávia dirigia com uma velocidade constantemente moderada até que chegou na avenida principal da cidade e acabou presa no trânsito caótico da cidade. Impaciente, ela apertou um pequeno botão prata localizado próximo ao porta-luvas. E de repente o carro desapareceu no meio do trânsito, deixando muitos motoristas aturdidos com o sumiço repentino do automóvel.



O carro amarelo reapareceu na frente de um prédio pequeno numa lugar onde várias árvores circundavam a construção. Um riacho fazia um ruído suave próximo ao local onde a moça estacionara. Com um alívio aparente a moça saiu do carro e tocou a campainha que mais parecia um grunhido animal. Muito apressada a moça tirou do carro um cartão e um casaco com colorido do porta-malas quando um rapaz ruivo apareceu trazendo uma maca simples. Com a ajuda do rapaz que acabara de aparecer, Flávia tirou Hélio do banco do passageiro e o conduziu para dentro da construção.



Ao entrar vários jovens apareceram para ajudá-la a carregar o rapaz. Quando um homem de aparência cansada porém sábio, desceu as escadas e como por um sinal de respeito todos ergueram as mãos direitas e tocaram o emblema que se encontrava em todas as jaquetas coloridas dos adolescentes da sala principal.



- Flávia, quem é esse e o que você fez com ele? Perguntou o homem com um tom de preocupação.

- Eu o encontrei caído naquela clareira onde treinamos o Jenkie, ele está muito fraco, achei melhor trazê-lo pra cá. Você sabe que os Shatz iriam pegar no meu pé. Não é o primeiro garoto que encontro perdido… Explicou a moça, olhando para o garoto ruivo em seguida.

- Está bem, mas ele não pode saber do que somos capazes, senão teremos complicações com aqueles infernais. Mas agora vamos salvar este rapaz misterioso.





Hélio acordou num quarto com um sol fraco batendo em seu rosto. Sua cabeça doía, seu corpo inteiro doía. Olhou para suas mãos e viu que havia pequenas cicatrizes em seus dedos. Havia um som suave do outro lado da porta. Parecia um jovem pássaro cantando.

- Achei que você não ia acordar mais.



Surpreso, Hélio olhou em volta e viu uma moça ao pé da sua cama sentada numa cadeira de vime. Ela parecia ser uma intrusa no quarto que parecia totalmente comum, porém a jaqueta da garota tinha tantas cores que era impossível olhar fixamente para ela. Seu cabelo era repicado como se o Edward-Mãos-de-Tesoura tivesse os cortado num momento de crise. Seus olhos eram tão azuis que ele se esqueceu do que queria perguntar quando os olhou fixamente.



- Bom, agora que você acordou temos que ter uma conversinha com o Professor. – Disse a garota com uma nota de preocupação na voz.



-Ahnn, tudo bem…



-Bem, agora ponha esta roupa, mas cuidado para não sujá-la ela é emprestada.



O rapaz esperou ela sair para poder se trocar, foi quando percebeu que havia uma jaqueta de ginástica estranha e um jeans dobrados perfeitamente aos pés da cama.

Depois de tentar vestir a estranha jaqueta por cerca de dez vezes ele finalmente consegui fechar o zíper sem prender sua camiseta.



-Você está pronto? – chamou uma voz masculina do outro lado da porta.



Quando Hélio abriu a porta ele se deparou com um garoto ruivo com uma jaqueta verde um pouco parecida com a deste. Ele parecia ter uns 13 anos mas tinha o tamanho de um homem de 20. Suas sardas invadiam o juvenil rosto do garoto a sua frente. Então Hélio se deu conta de que ele possuía o mesmo símbolo estranho da jaqueta da garota que o resgatara. E que seu relógio marcava 36:39, o que era impossível.



- E quem é você? – perguntou o menino.



- Eu que pergunto, porque afinal foi você que bateu na minha porta, não é mesmo?



-Que seja. Meu nome é Oliver, Oliver O’Toole. Sou um dos agentes da DeTemps. E você?





CONTINUA…


Última edição por Carlbow96 em Qua 3 Ago 2011 - 19:18, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Carlbow96 em Seg 1 Ago 2011 - 18:19

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Episodio 2 - Irreconhecível (Parte I):


Hélio seguiu o garoto ruivo por uma infinidade de escadas, a cada corredor que passava ele via uma porta com um nome e cada porta parecia ser feita de um material moderno e mineral, enquanto o resto da mobília da casa era antiquado até para ele que havia viajado para um futuro bem distante..
- Por aqui. - apontou Oliver.
Ao passar pela porta de metal que abriu quando Oliver disse umas frases bobas e desconexas, Hélio se deparou com uma sala de reunião onde um homem de meia-idade, estava sentado numa cadeira na ponta da mesa gigantesca que mesmo assim não tomava metade do ambiente. Havia um telão, igual aquele da Times Square só com uma imagem bem melhor, estava ligada no canal de notícias e como sempre eles mostravam alguma desgraça que havia acontecido na Romênia.
- Enfim nosso hóspede acordou. -o homem disse à ponta da mesa - Por favor sente-se. Meu nome é Dr.Temps. sou o diretor dessa pequena agência que serve ao bem estar da população. Agora queira se apresentar por favor, pois nossa leitora de mentes não está no momento.
Por um momento Hélio achou que o homem estivesse brincando, mas havia um tom de seriedade na voz.
- Humm, meu nome é Hélio Figueiroa. Eu sou estudante… E pelo que tudo indica eu vim do passado. - o rapaz disse aquelas palavras acreditando que todos iriam caçoar daquela ideia tão absurda, mas surpreendentemente ninguém se manifestou, exceto por um garoto rechonchudo que estava sentado próximo à mesa de lanches. - E eu posso saber quem são vocês?
- Um tópico de cada vez meu jovem. Infelizmente a sua dedução está correta, foi veio do futuro e mais precisamente do ano de 2002. E veio da grande metrópole brasileira São Paulo não é mesmo?
- É sim, mas como o senhor sabe de tudo isso. - perguntou Hélio assustado, aquelas pessoas eram realmente estranhas.
- Tudo ao seu tempo. Quanto a segunda pergunta, nós somos os agentes rebeldes que combatem os atos tiranos do presidente Salazar Vargas. - ao dizer isso praticamente todos os jovens da sala deram gargalhadas. - Acho que o que eu disse foi um tanto absurdo. Me perdoe, hoje estou um tanto brincalhão. Corrigindo, nós tentamos destruir o governo do atual presidente que é no mínimo insensível. Esses são meus agentes especiais e o motivo de serem especiais acredito que você vai logo saber. - ao dizer isso ele se virou para a janela e inesperadamente um menino de uns 15 anos, oriental, quebrou a janela e em seguida uma menina magra e esguia com a mesma faixa etária do outro apareceu ao seu lado.
- Foi um pouso bem divertido não é mesmo? -perguntou entusiasmado o garoto oriental à menina.
- Vai ser mais divertido ter que consertar a janela, pode ter certeza…
- Não vai ser preciso. Dessa vez. - ao dizer isso a garota que ajudara Hélio fez um movimento com as mãos e a janela voltou a ser como antes intacta e transparente. - Hélio, esses jovens que estão sentados nesta mesa tem poderes especiais e sabem usá-los para fins úteis.
- Mas como eles ganharam poderes? Bichos radioativos? Eles vieram de outro planeta? Experimentos do governo? Ou mutação genética feita por um cientista louco? - indagou entusiasmado.
- Vejo que está habituado ao mundo dos quadrinhos. Mas não. Estes ganharam poderes de algum modo inexplicável, e este é o motivo da maioria deles estarem aqui.
- E por quê eu estou ouvindo tudo isso? Isso não devia ser sigilo?
- Felizmente, a Agente Flávia o resgatou antes que outros o descobrissem. Aparentemente o senhor não sentiu nada por causa do cansaço da viagem, mas o senhor teve um dos membros amputados. - Ao ouvir tais palavras Hélio olhou para seu corpo e constatou que não havia nada de errado com ele, mas ele sentia que uma das pernas não tinha a firmeza da outra - Quando você caiu de uma altura bem razoável você caiu de costas, além do cansaço da viagem temporal, seu corpo ficou frágil, e durante a cirurgia que tivemos que fazer com você, houve algumas complicações e tivemos que amputar sua perna, mas o estranho é que depois de alguns dias após a cirurgia, ela começou a se regenerar e quando você acordou ela tinha acabado de se regenerar. O que nos levou a ideia de que você também tem poderes. Assim como meus jovens agentes.
- Como? Quer dizer que eu tenho poderes de estrela-do-mar? Que eu criei outra perna? Isso é N-O-J-E-N-T-O!!
- Isso vale para todos nós amigo. - caçoou a garota de cabelos louros repicados. - Além do mais, você deveria estar feliz por ter sua perna de volta. Ela ainda lhe vai ser muito útil.
- O papo tá muito legal, mas temos um chamado e é urgente. - disse timidamente o menino rechonchudo.
- A Jana te contatou? - perguntou a menina loira.
- Não, captei o sinal da polícia no meu relógio, e a coisa é realmente séria.
Ao ouvir as palavras do garoto, o Dr.Temps mudou o canal do jornal e abriu uma página do jornal ao vivo das ruas. O que Hélio viu era totalmente horrendo. Crianças uniformizadas de roxo marchavam em plena Avenida Paulista com armas nas mãos. Todas tinham um olhar vazio, muito diferente do homem a frente do batalhão de crianças púrpuras armadas. Pelo caminho que aquela tropa quase militar passava, carros todos pratas eram arremessados para as calçadas enquanto os pedestres corriam aterrorizados. Fumaça e explosões deram sucessões aos ataques das crianças na frente de um prédio enorme. E foi aí que a coisa ficou pior. Homens vestidos de preto e animais mutantes confrontaram o batalhão de crianças e um confronto totalmente absurdo começou, os dois lados dos combatentes atiravam impiedosamente sem evitar acertar os inocentes que ficaram presos no meio do confronto. De repente os animais mutantes começaram a atacar o homem a frente das crianças mas nada conseguiram pois esse produziu uma espécie de campo de força que destruiu tudo que havia na agitada rua.
Antes mesmo de ter tempo de ficar perplexo com o ocorrido, Hélio foi puxado por Oliver que dizia que aquilo não era incomum, mas este tinha a voz fraca e repetia uma espécie de mantra, “Ela não, ela não, ela não…”
Rapidamente eles foram para numa espécie de garagem que abrigava um furgão prata reluzente, com capacidade para uma família de trinta pessoas mas que parecia ser mais lenta que um caminhão de carga.
- Vamos rapazes, o trabalho chama. - chamou a menina que surgira da janela.
Sem palavras, Hélio não teve escolha senão entrar no furgão que parecia um tanque, e se deixar ser conduzido para um perigo extremo, numa velocidade supersônica.

CONTINUA…

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Mensagem por Carlbow96 em Dom 18 Set 2011 - 17:25

Desculpem o tempão que eu fiquei sem postar um novo episódio. Esse final de semestre está sugando meu tempo por causa das provas para colégio técnico.

Então até o sábado dia 24 de setembro eu irei postar a continuação do episódio 2, Irreconhecível... Very Happy Very Happy Very Happy


P.S.: Elogios, sugestões, vaias e críticas são muito bem vindas!!

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Mensagem por Carlbow96 em Sex 23 Set 2011 - 20:58

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Episodio 2 - Irreconhecível (Parte II)

Quando chegaram ao local do combate entre crianças zumbis e os homens de preto, Hélio viu o estrago por todos os lados. Carros jogados em todo lugar, havia um carro prata em cima de um prédio cinza. Aliás, as grandes maiorias dos prédios daquela avenida eram cinza. Havia alguns com letreiros neon, na tentativa de quebrar a tristeza da cor, mas eram muitos poucos e todos precários.

Oliver ficava olhando na direção das crianças, aparentemente ele procurava alguém na multidão.

- Quem você está procurando? Algum amigo? – perguntou Hélio enquanto outra explosão se sucedeu mais a frente.

Mas não houve resposta, os outros garotos corriam em direção à explosão, Oliver e Hélio se misturavam entre as crianças. Apesar de o garoto ruivo passar empurrando toso mundo, as crianças o ignoravam, como se a única coisa que restava era marchar.

- Maggie! Margaret! Responda! – Oliver gritava desesperadamente.

Foi quando Hélio viu uma garotinha ruiva ao lado do homem de cavanhaque que liderava a marcha. Ela parecia gerar uma espécie de luz amarelada, dividindo a tropa de crianças púrpuras e os homens de preto. Mas ela parecia estar prestes a desmaiar, os cabelos antes vermelhos, agora estavam se tornando loiro opaco. Antes mesmo de Hélio puder avisar o companheiro ela desmaiou e ele correu em direção a ela. Ao tocá-la, ele viu os policiais negros recomeçar os tiros. A partir disso aconteceu tanta coisa que seria difícil descrever.

Enquanto Hélio observava a garota de cabelos vermelhos, Flávia e os outros garotos começaram a tentar fazer com que as crianças desviassem da marcha. Mas a tentativa foi em vão, apenas atrasaram as crianças que continuavam a andar mesmo com tudo explodindo a sua volta.

......................

Dr. Temps não acreditava no que via aquele homem, ele não podia acreditar.

Salomão Pinheiro era um jovem cientista muito competente. Ele trabalhava como assistente do Dr. Temps, tinha um futuro cheio de promessas e descobertas pela frente. Até que um dia um homem chegou. Ninguém sabia quem era ele, só se sabia que ele era muito rico, e que ele era dono de um laboratório em Manaus.
Ele chegou prometendo a Salomão fama e fortuna em troca que este fosse trabalhar com ele no laboratório liderando uma pesquisa ultra-confidencial, tanto que nem a Salomão ele contou. O jovem recusava todas as ofertas do milionário, e este sempre aumentava sua oferta, mas Salomão gostava muito do que fazia e de seu mentor. Até que um dia ele cedeu um último encontro do homem misterioso. Ninguém soube o que se foi dito ou feito durante a conversa, só se sabe que depois daquele dia Salomão se demitiu do laboratório da universidade e sumiu no mundo.

E agora ele estava ali em frente ao exército do governo liderando uma revolta de crianças armadas. Não era possível compreender o que aquilo significava. Talvez a loucura que reside em todos nós finalmente se manifestou naquele pobre homem. Mas havia algo de diferente no olhar de Salomão. Ele estava mais velho e seu olhar mostrava confusão e infelicidade, ao mesmo tempo em que mostrava vigor e ódio.

A cada segundo que passava, o campo de força que protegia as crianças dos tiros das Forças Armadas ficava mais fino e opaco. Com medo do pior, Temps resolveu agir.

- Ewan, use seu corpo para proteger as crianças. Arthu tente entrar na mente das crianças e Flávia faça o exército parar e Oliver... Onde está Oliver?

- Ollie, não! – Uma voz de garota gritou do alto.

Havia uma massa escura que subia cada vez mais no cenário do caos. E pequenas pessoinhas voavam a sua volta. Com apenas um safanão o gigante mandou Fernando e Amélia caiu desacordada próximo ao prédio do relógio gigante.

- Flávia esqueça o que está fazendo, faça com que Oliver durma se ele crescer demais será impossível fazer as pessoas esquecerem. Agora!

- Doutor, não vou conseguir sozinha, e acho que o único jeito de acabar com isso é fazer com que todos durmam ou voltar... Você sabe... vai ser desgastante e eu vou desmaiar mas assim esse caos acabe.

- Se é assim que você quer... Quando estiver pronta... JÁ!

........................

Mais uma vez, Hélio acordava em um lugar estranho com pessoas que não conhecia. Uma luz fraca iluminava o quarto e ele pôde ver que havia outra cama ao lado da sua e uma menina dormia nela. Ela tinha cabelos vermelhos e pequenas sardas próximas aos olhos...
Então com um estalo ele lembrou o que havia acontecido antes... Mas tudo aquilo era apenas um sonho e ele devia estar num hospital... Porém o que ele temia aconteceu. Uma mulher entrou no quarto segurando uma pilha de roupas, em cada mão havia grandes pilhas delas, e ela tinha seis braços cheios de pulseiras douradas e barulhentas.

- Finalmente você acordou, vamos levante-se que o diretor deseja falar com sua pessoa. E não se preocupe com a garota, ela está bem, só precisa de mais horas de descanso antes de voltar aos estudos e você vista isso e veja se não demora... – ela falava com um tom de tédio como se ter seis braços fosse uma coisa super comum. – Que é garoto, nunca viu uma mulher seis em um? Hahahaaá!! Brincadeirinha, vamos antes que eu chame meu amigo de doze braços... Te peguei de novo!

Sem palavras, Hélio começou a se levantar enquanto a mulher saía do quarto. Novamente ele olhou para a menina que dormia na cama ao lado. O rosto dela lhe parecia familiar, mas ele não lembrava alguém que se parecesse com ela...
Ele vestiu suas roupas que também estavam na pilha de roupas que a mulher trouxera para o quarto. Elas estavam limpas e cheirosas com um leve cheiro de lavanda. Lembrou quando sua mãe lavou seu uniforme pela primeira vez... Não, ele devia esquecer aquilo tudo.

Ao sair do quarto, Hélio percebeu que ele estava numa espécie de enfermaria escolar, pois pelo corredor, alguns alunos andavam apressados, sussurrando como se qualquer barulho fora do comum fosse um crime. Ele perguntou a uma menina de cabelos castanho crespo e esta apenas apontou para o fim do corredor e disse para ele subir.
Ao contrário do que pensava, o corredor era bem curto e logo estava ao pé de uma escada de madeira, com aparência de antigo, mas bem resistente. Ao chegar no outro andar ele se deparou com uma grande porta de carvalho com uma placa cheia de adornos de pedras preciosas, escrita: Diretor Malcom O’Toole. Mais uma vez ele se lembrou de algo que não soube dizer quem era. Bateu a porta e ouviu um pedido para que entrasse. Entrou.

....................................

Dr. Temps dormia calmamente numa cadeira de plástico ao lado de uma cama onde uma garota de cabelos loiros estava aparentemente dormindo. Ela tinha a face pálida e seus lábios estavam roxos. O soro pingava monotonamente e a respiração da garota era lenta. Pela janela via-se o pôr do sol, que transformava o cenário da cidade grande. E com um silêncio absoluto chegou a noite, e quarto e toda cidade adormecia, tendo sonhos que nunca pensariam possíveis.




CONTINUA...

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