Pokémon Mythology
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~Persona: The Dark Destiny Pikalove
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~Persona: The Dark Destiny

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~Persona: The Dark Destiny Empty ~Persona: The Dark Destiny

Mensagem por Gehrman em Dom 20 Nov 2011 - 1:51

Nota do Autor escreveu: Oi, pessoas. Aqui estou eu, com uma nova Fanfic. Bem, basicamente é sobre um game realmente muito bom, Persona, que é um de meus favoritos. Então, resolvi fazer uma Fic. Derp, será mais ou menos como os outros, mas terá uma história meio... Diferente, sei lá.
É, apresentação pequena, mas ok. Espero que gostem, senhores.

Aliados:
~Persona: The Dark Destiny Hisashi
~Persona: The Dark Destiny Eg1r1d

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~Persona: The Dark Destiny 4f2bb9be0f50cfc2de3268dcad32efb3-d4rtl0z
~Sinopse: Um garoto chamado Kevin Stone frequenta a magnífica escola Shooting Star, e seus dias lá são bem normais. Mas, no mês atual, Outubro, ocorrerá um eclipse amaldiçoado chamado Eclipse Mortem, onde demônios surgem de todos os lugares do mundo e atacam a cidade. O garoto foi escolhido para destruir a lua, junto com mais algumas pessoas escolhidas também. Será que a Terra será salva por eles?

Personagens:
Nome: Kevin Stone

Apelido: -

Sexo: Masculino

Idade: 17 anos

Personalidade: Kevin é um garoto bem introvertido, e só tem apenas um amigo. Impaciente por natureza, odeia esperar alguma coisa. Sua aparência é de um garoto de 14 anos, mas tem 17 na verdade. Pratica boxe e esgrima, e com suas habilidades com ambos esportes, defende-se dos alunos que tentam agredi-lo. Impressionantemente, é considerado o melhor boxeador do colégio, superando até alguns adultos. Geralmente sofre de frequentes acessos de raiva, isso por causa de Alex, o Bully que ele tanto odeia.

Arma atual: Excalidur

Preferências: Boxe, esgrima, doces.

Arcana: O Diabo

Capítulos:
~Capítulo 0 – O Livro.
~Capítulo 1 - Encrenca
~Capítulo 2: O Começo do terror
~Capítulo 3: Explicações básicas
~~
~Capítulo 0 – O Livro.

- Pare, por favor! F-foi uma brincadeira!

- Dane-se, sofrerá o mesmo castigo por falar isso sobre minha pessoa!

O som feito por um grande impacto ecoou pelo ginásio, junto com um grito doloroso de um aluno de pelo menos 18 anos. O mesmo trajava uma jaqueta preta, uma camisa verde-escura com o símbolo de uma cadeira no meio do mesmo. Sua calça jeans era azul-marinho e seus sapatos também, e seus cabelos eram ruivos. Usava luvas de boxe avermelhadas com uns detalhes azulados, provavelmente estava lutando até receber um golpe bem forte. Ele estava caído no chão, tremendo enquanto sangue saía sem parar de seu nariz, precisava de atendimento médico urgente.

Ao seu lado, um jovem com aparência de um rapaz de 14 anos estava em pé. Seus olhos azuis e frios olhavam atentamente para o rosto do aluno, que estava cheio de lágrimas. Seus cabelos escuros balançavam com a ajuda do potente ar-condicionado da sala. Que nem o cara agredido, utilizava uma calça jeans azul-marinho e uma jaqueta preta, mas tinha uma camisa branca de gola com um botão solto, e calçava um tênis preto. Esse era o visual comum da escola, mesmo não sendo obrigado a usar. Embora tenha um corpo parecido com o de um jovem de 14 anos, ele tem na verdade 17 anos. Em suas mãos, estava um par de luvas de boxe pretas sem nenhum detalhe aparente.

O ginásio em que isso ocorreu tinha o chão alaranjado, junto com as paredes. Várias cestas de basquete, traves, redes e tal estavam espalhadas por aí, além de uma pequena quantidade de bancos amarelados estarem espalhados também. Os dois estavam no centro do ringue de boxe, talvez algo tenha ocorrido entre eles no meio da luta.

- Ainda não acabei. – Falou o garoto de olhos azulados, segurando o cara pela gola da camisa e levantando-o. Então, fez um simples movimento, e apontou seu punho fechado e raivoso na direção do rosto do rapaz, enquanto o mesmo respirava de modo forte. O soco que recebeu foi realmente muito doloroso, mas tão doloroso não podia mais mover seu corpo para defender-se.

- Senhor Stone, pare agora com isso! – Uma voz feminina ecoou pela sala, chamando a atenção do garoto que estava pronto para acabar com a pessoa. Ela estava na porta do ginásio, trajando um casaco azulado e uma calça da mesma cor, e abaixo do casaco estava uma camisa preta. Seus cabelos eram loiros e meio escuros, e seus olhos eram castanhos. Provavelmente era a professora de boxe. – É só eu sair por três minutos que você soca o rosto do senhor Alex?

- Ele me chamou de verme sujo! Não posso deixar isso assim! – Gritou o garoto, jogando o rapaz ferido para o chão, com agressividade. Foi respondido com um simples “Vai para a diretoria!”. Com raiva, andou até sua mochila escura e com detalhes brancos e guardou suas luvas lá. Colocou a mochila em suas costas, e falou: - Até. – Só uma simples palavra, e logo andou até a saída do ginásio.


Um pouco depois, Kevin se encontrava pelos corredores da escola. Estavam sujos, e também com teias de aranha nas paredes, já que não recebeu nenhuma limpeza por um tempo. Poeira estava por todos os cantos, e o rapaz era alérgico a isso, mas nem se interessava por isso. No final do corredor, estava uma grande porta com vários símbolos na mesma. Obviamente, era a sala do diretor.

De repente, da porta de onde Kevin saiu, um garoto alto, magro, com cabelos e olhos negros como a noite surgiu. Trajava uma roupa semelhante a do rapaz, mas também tinha uma gravata preta envolvendo seu pescoço. Ele foi correndo até o rapaz, e quando chegou até ele, falou:

- Entrou em mais uma encrenca? – Perguntou, de modo calmo e frio. – É a terceira deste mês, e olha que todas foram com o Alex. Desde que você entrou na escola, ele só fica te irritando. E você? Nunca fez nada para pará-lo. Apenas bate nele ou coisa parecida.

O garoto era o melhor e único amigo de Kevin, Mitsui Harekurei, ou simplesmente Mit. Desde que se conheceram em sua sala de aula, viraram grandes amigos. Mit tem poucos amigos, e prefere mesmo ficar sozinho. Mas, um amigo em que ele sempre pode confiar é Kevin.

- Gosto de me virar sozinho, Mit. Você sabe disso. – Respondeu Stone, ainda andando até a porta sem olhar para os lados ou para trás. Mit decidiu acompanhá-lo do mesmo modo, mas ficaria esperando fora da sala até terminar de falar com o diretor. Então, Kevin chegou até a porta, abriu-a, e entrou.


Um tempo depois, a porta abriu-se novamente, e Kevin saiu de lá, tão calmo quanto no momento que ainda nem entrou na sala. Mit perguntou como foi aquilo, e foi respondido:

- Como sempre, ele me dá uma bronca, lições de moral, e tudo mais. – Respondeu, agora andando para a saída do corredor, acompanhado de seu amigo.

De repente, a porta do final do corredor se abre, e de lá, uma linda moça de pelo menos 16 anos surgiu. Ela tinha cabelos de cor-de-rosa com um laçinho amarelo preso na parte esquerda de seu cabelo, e olhos castanhos. Trajava um casaco vermelho e uma saia da mesma cor, além que debaixo do casaco, tinha uma camiseta branca. Tinha meias rosas de tamanho médio, e usava uma sapatilha rosa. Ela corria até a sala do diretor, segurando um monte de papéis. Nem falou “Bom dia” para os rapazes, e continuou correndo até a porta da sala, até abri-la e entrar.

- O que ela tem em suas mãos? – Perguntou Kevin, curioso pela menina ir correndo para a localização do diretor e com aquela grande quantidade de folhas.

- Ah, é uma daquelas pessoas que andam investigando o tal Eclipse Mortem.– Falou Mit, aumentando o pouco conhecimento de seu amigo. – Essa menina aí é considerada uma das melhores investigadoras sobre esse fenômeno.

Kevin não resistiu a fazer a pergunta sobre o que é Eclipse Mortem. Mit falou que é sobre uma velha história sobre um eclipse que surgiu na Terra após mil anos. Ele causou uma infestação de vários demônios pelo planeta que destruíam todas as cidades. Graças a Deus, cinco heróis com habilidades de invocar seres poderosos com forças que poderiam destruir os seres mortais surgiram, e salvaram o mundo, destruindo a Lua, e a mesma logo se recompôs, dando um fim para o massacre demoníaco.

- Não se passa de um boato. – Falou Kevin, após ouvir toda essa história, achando-a ridícula só pra divertir as pessoas e assustar as criançinhas recém-nascidas para fazê-las dormir logo.

- Não sei não, cara. Parece-me bem verdadeira. Quase todo mundo na cidade acredita nisso.

Kevin virou-se para seu amigo, dando um leve riso, que era afetado pela sua voz meio grossa, meio fina. Encostou levemente sua mão no ombro dele, e falou que deveria parar de acreditar nessas histórias, pois andava muito supersticioso. A resposta para sua fala foi um simples suspiro, e um tchau.

O rapaz estava sozinho naquele corredor. Agora, ou ele iria para a aula de boxe e ficar aturando Alex, ou iria para a biblioteca ler algum livro.

Já sabe, não é? Segunda opção.

Sem se preocupar com nada, Stone começou a andar até a biblioteca, passando por corredores, salas, escadarias, quase tudo da escola. Sim, o caminho era longo para chegar até o local, mas até que era uma boa caminhada para emagrecer.


Kevin estava frente a frente com a porta da biblioteca, sendo a mesma cheia de detalhes cursivos e simétricos. Acima de tudo isso, tinha uma plaquinha de ouro com bordas pretas que informava o nome do local. Ignorando tudo isso, Kevin entrou no lugar.


O interior da biblioteca era cheio de estantes lotadas de livros, sendo eles com vários temas, suspense, comédia, romance, tudo que se pode imaginar. Kevin foi até a primeira estante que viu e pegou o primeiro livro, que tinha o nome de “A teoria do Eclipse Mortem”, embora ele nem tenha notado essa denominação.

Virou-se para tentar localizar uma mesa para sentar-se e ler o livro. Várias mesas estavam lotadas, com várias pessoas lendo livros de variedades diferentes. Ficou olhando para todos os lados, até um momento em que achou uma mesa com apenas uma pessoa lá. Era uma garota que trajava uma pequena jaqueta branca, uma camisa avermelhada em que o meio é separado por uma linha branca, um short azul-marinho, uma espécie de meia recortada da mesma cor do short e com bordas rosadas, e um sapato branco com bordas da mesma cor da peça de roupa citada antes. Seus cabelos tinham uma coloração escura, seus olhos eram castanhos, e usava um fone de ouvido branco com detalhes avermelhados. Estava lendo um pequeno livro com capa preta.

Kevin decidiu se aproximar dela. Foi andando até a mesa, e quando chegou perto dele, leu uma frase do livro lido pela garota que era bem marcante, e então, ficou atrás dela, lendo a obra. A menina nem notava isso, pois ouvia música enquanto lia.

Uns três minutos se passaram, e a garota marcou a página em que parou e fechou o livro. Kevin ficou com olhar parado, e não deixava de fixar seus grandes e redondos olhos azulados nele. A menina saiu da cadeira, toda feliz, preocupando-se com nada. Virou-se para trás, e notou um rapaz de dezessete anos olhando para a mesa de modo fixo. Obviamente, a moça deu um grito, e uma bela duma livrada na cabeça dele, fazendo-o cair no chão. Graças ao tumulto que ocorria na biblioteca, com todo mundo conversando, nada chamou a atenção dos vários alunos. Dia bem feliz para Kevin, pelo visto.

- Seu idiota! Como ousa ler meu livro pelas minhas costas?! – Perguntou a menina, num tom irritado. Kevin estava num momento de tensão. Aquela garota parecia violenta, e queria uma resposta rápida.

- B-bem, estava só indo sentar numa cadeira, até que vi uma frase boa do livro, e acabei ficando interessado nele. Então...

- Ficou interessado pelo “Detetive Charles: O enigma do rubi do deserto”? – A garota perguntou e interrompeu ao mesmo tempo, e logo deu um sorriso maroto. Num tom diferente daquele em que usou pra gritar com Stone, falou: - Ah, esse livro é para pessoas bem inteligentes como você, sabia?

Por um segundo, Kevin achou isso verdadeiro, até que descobriu que o tom da menina estava diferente de sua outra frase. Antes que pudesse dizer alguma coisa, a moça andou até a saída da biblioteca, e deixou-o sozinho lá.

- Hoje não é meu dia. – Afirmou Kevin, levantando-se com facilidade, e após isso, limpou suas roupas que estavam sujas, além de passar sua mão na cabeça para ver se a livrada deixou algum galo ou outra coisa.

Então, o rapaz lembrou-se do livro aleatório que pegou, e com ele em suas mãos, andou até a mesa antes ocupada pela garota que lia o livro de suspense, e sentou numa cadeira. Finalmente olhou para a capa, e viu o título “A teoria do Eclipse Mortem”.

- Heh, até criaram livro sobre esse eclipse aí. – Olhava atentamente a capa do livro, e viu um símbolo branco composto por dois triângulos, sendo um virado de cabeça para baixo e o outro não, e ambos estavam unidos, além de estarem inscritos num círculo da mesma cor das formas.

Só de ver esse símbolo, a escondida curiosidade de Kevin surgiu, e ele tomou vontade de ler. As folhas do livro estavam num estado meio ruim, mas ainda era possível identificar uma frase.

A cada página que folheava, mais coisas Kevin aprendia. Até achou umas fotos do próprio Eclipse Mortem, e também de demônios atacando pessoas. Quando viu a primeira imagem, que era de uma mulher pelo menos vinte e nove anos sendo perseguida por um tipo de sombra irreconhecível, e só vendo isso o garoto riu. Ou aquilo era montagem para fazer as pessoas acreditarem ou outra coisa parecida. Mesmo com isso, Kevin continuava a ler calmamente, sem se preocupar com os barulhos que vinham das várias pessoas bagunceiras da biblioteca.


Cinco minutos depois, o sinal tocou, e um som irritante e alto ecoou pela escola inteira. Isso indicava que era hora de voltar para a sala de aula e estudar. Kevin, mesmo não tendo a mínima vontade de sair da biblioteca, marcou a página em que estava lendo, fechou o livro, e colocou-o na mochila. Levantou-se da cadeira, e andou até a porta em que levava até a saída do local. Enquanto andava, pensava: “Essa história é até que... Interessante. Mal posso esperar para ler até o final...”

Continua...

~~

Bem, é isso pro prólogo. Ficou bem rápido, acho... Mas, acho que foi um bom início para a história. Nada mais à dizer, quero falar pouco agora. Até o próximo capítulo.


Última edição por Weegee em Sab 2 Jun 2012 - 16:42, editado 13 vez(es) (Razão : Editado)

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~Persona: The Dark Destiny Empty Re: ~Persona: The Dark Destiny

Mensagem por Silyn em Seg 21 Nov 2011 - 2:40

Ciao Ciao, Weegee~

Eu gostei do prólogo. Tivemos uma breve introdução de alguns dos personagens (eu acho que sei qual é a minha... Adorei ela, btw) e nossa... A personalidade deles são bastante variadas~ Adoro quando os personagens tem personalidades distintas, então ponto positivo pra você xP~
Eu realmente não leio prestando atenção nisso, mas não achei nenhum erro de português por ai~
A leitura foi agradável, e texto fluiu bem~

Garoto de 17 em corpo de 14? Coitado. Ele não deve ser muito feliz. Mas já que pode espancar as pessoas que implicam com ele, então está ok (aww, eu queria espancar as pessoas tbm as vezes...-Q)

Fufu~ eu mal posso esperar pra ver como os personagens vão reagir quanto as personas~ Hm... Imagino qual será o arcana deles? Acho que vc até já me disse, mais minha memória está meio fail... Então e_e''

Resumindo. É, eu gostei *w*
Quero ler o próximo capítulo logo.
Te desejo boa sorte com a fic Weegee, aguardo o próximo cap.
Addio~

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~Persona: The Dark Destiny Empty Re: ~Persona: The Dark Destiny

Mensagem por Gus em Qua 23 Nov 2011 - 15:10

Gostei da sua nova fanfic, mas não tanto do capítulo. A história do Eclipse é interessante. Poderia fazer um capítulo só falando dele, para explicar melhor essa história.

Sua narração está boa e sua descrição também, mas algumas vezes bem forçada.

Eu só não gostei tanto do capítulo porque achei muitas cenas desnecessárias. A parte da menina e do Kevin na biblioteca achei um pouco sem noção.

Pra finalizar:


O ginásio em que isso ocorreu tinha o chão alaranjado, junto com as paredes. Várias cestas de basquete, traves, redes e tal estavam espalhadas por aí

Várias cestas de basquetes, traves, redes e tal? Cara, sério, esse “tal” ficou feio/estranho de se ler. Poderia ter substituído por entre outras coisas, ou alguma coisa parecida.

...

Era de uma mulher pelo menos vinte e nove anos sendo perseguida por um tipo de sombra irreconhecível
-
De repente, a porta do final do corredor se abre, e de lá, uma linda moça de pelo menos 16 anos surgiu

Bom, eu também acho desnecessário sempre falar que idade a pessoa aparentava ter, uma ou duas vezes tudo ok, mas você praticamente disse em todo personagem que aparecia.

...

Espero o próximo capítulo!

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Mensagem por Umbreon_NICE em Ter 29 Nov 2011 - 18:53

Caramba Weeg, você se superou...

... Amei o enredo da Fic, mesmo nunca tendo assistido, ou jogado Persona. Mas emfim, acho que o Kevin faz par romântico com essa mina da pesquisa do Eclipse. O começo ficou bem JdD 10.0 e como você identificou a idade de uma pessoa exata, somente ouvir a voz? Essa parte ficou tensa. O capítulo ficou adequado, e não achei muitos erros ortográficos.
A narração ficou até boa, mais podia melhorar. Senti mais descrição que narração, exemplo; o inicio do capítulo teve mais descrição do que narração. A história do eclipse ficou bastante interessante e parece que vamos ter lutar na Fic, eu acho.
Enfim, espero o próximo capítulo.

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Mensagem por Gehrman em Ter 6 Dez 2011 - 0:37

Dae, pessoas. Venho aqui com mais um capítulo dessa Fic, e tenho certeza que vão gostar dele. :3 Antes, como eu sempre faço, vamos responder os comentários. <:

Silyn: Si :3 Tudo bem? Que bom que gostou da Fic, a princípio, achei o prólogo meio... Ruim. Mas, pelo visto você gostou bastante, hehe. Se você conseguiu adivinhar qual era a sua personagem, acertou, parabéns. :bigod: Kevin poder espancar os manos paspalhos com suas habilidades é da hora, gostei muito de escrever sobre isso. Derp, mal posso esperar em escrever sobre os Personas. *---* Muito obrigado pelo comentário, Si. :3 Espero que goste bastante deste novo capítulo, até. o/

Gustavz: Gus :3 Adoro esses seus comentários. A história do eclipse é importante sim, mas é melhor deixar para um outro capítulo, né? Está cedo. e.e Cenas desnecessárias? Hehe, Algumas delas podem ter uma certa importância para a história, é só acompanhar a fic. Hihi- E não é que a parte do tal ficou feia mesmo? >: Arrumei lá, obrigado. <: Sim, entendi... Obrigado por apontar isso tbm. :3 Espero que goste do novo capítulo, até. o/

Umb: Umb :~~] Sério que ficou parecido com o JdD? Lol, e olha que eu nem vi o início. E.E A menina de cabelos rosa é só uma personagem aleatória, lol. Ela só veio pra ocupar espaço. e.e Também achei que minha narração ficou mais ou menos. Vou tentar melhorar. /deter Obrigado pelo comentário, amigo. :~~ Boa leitura, até. o/

Yay, vamos começar com mais um capítulo normal. e-e Mais um parecido com o Capítulo 0, mas sei lá, acho que vai ser mais movimentado. Achei ele uma ocupação de espaço. Mas, tirando esse capítulo, o próximo será bem melhor. :3 Boa leitura.

~~

~Capítulo 1: Encrenca

O sinal tocou, dando um fim para a aula de Japonês. Todos os alunos levantaram-se de suas carteiras, e correram apressados para fora da sala, querendo ir logo para a aula de educação física. Kevin iria sair da sala e ir ler o livro sobre o Eclipse Mortem, já que quis mesmo saber mais sobre esses demônios e outras coisas contidas no livro. Ou seja, faltaria aula.

Com o material arrumado, e livro na mão, Kevin levantou-se de sua carteira, e foi até a saída da sala. Finalmente poderia ir para a biblioteca e ler o livro com calma, e descobrir mais coisas sobre ele. Como, descobrir como ele foi feito, quando ele surgiu, os tipos de demônios que invadiram o mundo, e muito mais.

O rapaz começou a olhar fixamente para a capa do livro enquanto andava. Realmente, tudo aquilo dentro de uma simples obra cheia de páginas com muito conteúdo era algo que Kevin não se fascinava facilmente.

Mas, para sua infelicidade, esbarrou em uma pessoa quando menos esperava, e acabou jogando o livro para trás, mas não muito longe dele, isso por que ele caiu no chão, fazendo o livro ficar em uma distância favorável para ele pegá-lo enquanto estava caído.

- Jesus, é só esbarrar em mim que você cai? – Exclamou a pessoa em que o jovem Stone tinha esbarrado. Quando o mesmo olhou para cima, ficou surpreso com quem viu: era a garota que bateu no garoto enquanto ele estava na biblioteca. Coincidência? Talvez.

- Ah... Desculpe por não prestar atenção enquanto andava. Porque, tipo, eu não parava de olhar pro livro. Eu adorei ler ele, mas ainda não terminei de ler, e... – A garota foi rápida e calou a boca do rapaz com uma simples pegada em seu casaco. Kevin ficou espantado com a rapidez da moça.

- Não quero saber da sua vida amorosa com esse livro. – A resposta com tom frio e desinteressado deixou o garoto ofendido. Ele quis mesmo é sair logo de lá e deixar a menina falando sozinha, mas isso seria falta de educação. – Não quero gastar meu tempo aqui, vou para a aula de educação física que eu ganho mais. – A menina começou a andar para o lado em que antes estava indo, enquanto o rapaz de dezessete anos recuperava o livro do chão e se levantava. Então, ele começou a andar para o lado oposto ao da garota. A mesma olhou para trás, e viu ele se movimentando para a saída. Então, ela gritou: - Vai fazer o que? Não vai para a aula de educação física?

Kevin suou frio após ouvir essas frases. A moça era de uma classe diferente da de Kevin, mas o mesmo tinha acabado de lembrar que faria aula com a turma C do Primeiro ano. A moça começou a ficar desconfiada, e para sua segurança, Kevin virou-se a falou palavras falsas.

- Ah, sim, desculpe. Errei o caminho... – Mentiu, rindo falsamente. Pingos de suor caíam de seu rosto, isso mostrava duas escolhas: ou era implorar para a garota não contar para o professor, que era uma pessoa altamente rígida, ou fazer a aula mesmo. Olhando para o rosto da menina com dificuldade, viu que ela não estava com um humor favorável para brincadeiras.

O que seria mais óbvio do que ir para a aula de educação física?

- Vem logo. Não quero me atrasar. – A moça logo se virou para trás e andou até o final daquele corredor. Agora que ela parou pra notar, ela andava em cima de um tapete avermelhado e cheio e desenhos ornamentais em todos os locais. Pelo corredor, diversas janelas de grande tamanho estavam espalhadas, em uma ordem certa. No teto, tinha um lustre cheio de detalhes, realmente bem bonito. Por fim, no final do corredor, havia escadas que levavam para o andar de cima, e para o de baixo. Já que iriam para o campo de educação física, provavelmente usariam a segunda escadaria citada.

Após olhar esses simples detalhes, a moça começou a andar mais rápido, acompanhada de Kevin. O mesmo começou a falar mal de si mesmo pela mente, por ter ficado tão viciado naquele livro e não ter prestado atenção enquanto saía da sala.


Após passar por uma caminhada pequena com a garota que vira na biblioteca, Kevin chegou até o final de um corredor onde tudo era praticamente igual ao último andar em que esteve. No final do caminho, havia uma porta feita de metal e com um símbolo de árvore, para mostrar que estavam saindo do interior do colégio e iriam até o campo onde era realizada a educação física.

A garota colocou calmamente sua mão na maçaneta, e estava logo preparada para abri-la. De repente, veio uma ideia na sua cabeça. Queria saber o nome de Kevin, pois não gostava de chamar uma pessoa de “garoto”, “cara”, e outros apelidos. Então, deu uma súbita virada para trás, e falou:

- Ainda não sei o seu nome. Qual é? – Essa simples pergunta com um tom bem duvidoso deixou o rapaz com uma pergunta súbita em sua mente. “Por que ela quer saber disso?” pensou. Do mesmo modo, respondeu:

- Kevin Stone. – Respondeu de um modo gentil. Então, a súbita dúvida veio em sua mente, sobre o nome da garota. Antes que pudesse perguntar, a moça falou um simples “Entendi.”, e abriu a porta. Como não quis se atrasar, seguiu a garota, e foi para o exterior do colégio.


Alguns minutos se passaram, e após passarem por um lindo campo florido e cheio de plantas de diversos tipos, chegaram até uma quadra cheia de vários campos para praticar diversas modalidades de esporte, como basquete, Baseball, futebol, e outras coisas. Tudo isso estava separado por uma grande grade metálica com arame farpado por cima. Provavelmente para evitar delinquentes de entrarem por ali.

Chegaram bem na hora, pois a aula já iria começar. Todos os alunos da classe já estavam formando uma fila para praticarem um exercício de basquete. A moça e Kevin colocaram rapidamente suas mochilas nos bancos e foram até a fila. Infelizmente, Kevin teve que ficar entre a garota... E Alex. O Bully que o jovem tanto odeia.

- Ok, hora da chamada! – Gritou o treinador, fazendo todos os alunos prestarem atenção nele. Ficou falando o nome de vários alunos, de Mitsui até Kevin. Então, veio a vez da garota que foi acompanhada pelo jovem de dezessete anos. – Ellion Brights? – Chamou, e a garota respondeu com um simples “Presente!”, levantando o braço no processo. Agora a pergunta do Stone foi respondida.

Então, com a ordem de pegarem as bolas de basquete, começaram o exercício de lançá-las até a cesta. Cada aluno jogava o objeto esférico calmamente, enquanto o tempo passava lentamente. Um bom aquecimento para quem queria ser um jogador de basquete.

O ruim é que cada aluno teve que se reunir em grupos de três para jogar a bola, pois tinham vinte e sete alunos e nove bolas. Kevin teve que ficar com Mitsui, e para sua infelicidade, Alex.

Os três foram andando até uma pequena parte da quadra, e nela esteve uma cesta de basquete que estava quase caindo de onde estava sendo segurada. Ela estava toda enferrujada, diferente de todas as outras cestas, que estavam bem limpas e com um design lindo.

Começou o exercício, Kevin começou jogando a bola para a cesta, mas não conseguiu acertar, mas acertou uma parte da cesta que quase fez ela despencar. A pessoa que fez essa cesta deve ter odiado o processo de fazê-la, e por isso deixou-a assim. Ótimo.

Depois foi a vez de Alex, que antes de “tentar” acertar o cesto, começou a olhar atentamente para a trave que existia abaixo do objeto em que se acertavam as esferas. Começou a fazer uma cara maléfica, enquanto o rapaz de dezessete anos olhava para as paredes, esperando sua vez. Mitsui olhou para o aluno de dezoito anos, suspeitando de algo.

- Lá vou eu! – Gritou o garoto, com determinação em sua voz e em seus olhos. Jogou a bola de basquete com incrível força na trave, e o objeto esférico ricocheteou no local, e voltou até o jovem Stone, acertando-o na cabeça. Kevin soltou um grito de susto e dor após receber essa bolada, que foi tão forte que ele caiu no chão. Mitsui, preocupado, correu até ele, e perguntou se ele estava bem.

- Sim, estou bem... Vamos continuar... Argh! – Ainda sentindo uma extrema dor em sua cabeça, o garoto se levantou vagarosamente, com a ajuda de seu melhor amigo. Então, andou até a bola que estava no chão, mas ainda com a mão esquerda segurando a parte que fora acertada. Pegou-a, e andou até seu companheiro, dando-lhe a bola.

- Desculpe-me Kevin, foi sem querer! – Um tom irônico estava visível nas palavras de Alex, que ria também. Stone ficou muito estressado com isso, até forçava seu punho com ódio. O rapaz de dezoito anos só sabia sacaneá-lo, e isso era algo que o garoto não suportava.

E o resto da aula foi normal. Os três garotos ficavam jogando basquete até o final da aula, tomando cuidado para não destruir a cesta. Mitsui ficava sempre de olho em Alex, impedindo-o de fazer qualquer tipo de maldade com Kevin, que jogava o objeto esférico até o artefato mal feito com pura raiva, mas com cuidado para não destruí-lo.

No final da aula, o professor de educação física viu os resultados das cestas dos alunos. Os que mais marcaram cestas de três pontos foram Mitsui, Elly, e Alex. No final, ele parabenizou todos os alunos, e dispensou-os, para que voltassem para suas casas.

No final, o Bully teve que zoar o rapaz de algum modo. Então, quando o professor não estava olhando, agarrou Kevin com seu forte braço, quase o sufocando. Então, falou:

- E aí, pelo visto, você foi um dos que fez menos cestas, hein? Heh, você será um fracassado pela vida toda, pelo visto. Não consegue acertar a cesta, só por que está com raiva! Pode isso? Bem, só pra você, há! – O idiota do Bully dizia essas frases num tom calmo, pois achava que o rapaz não podia fazer nada para se defender com a cabeça dolorida. Isso mesmo, achava.

O garoto fechou seu punho direito com força, enquanto o esquerdo estava apoiado em sua cabeça, ainda segurando o pouco sangue que saía de lá. Então, fez um rápido movimento com sua mão, e acertou um fortíssimo gancho de direita no rosto do Bully, que sentiu uma dor imensa, até caiu no chão. Sangue escorria lentamente de sua boca, e novamente estava encurralado pelo rapaz mais novo.

Ellion e Mit foram os únicos que quiseram realmente prestar atenção naquilo. O rapaz pisoteava o aluno com força, e o mesmo tentava bloquear com seu braço ou sua mão, mas sem sucesso. O garoto de cabelos escuros e a menina correram até o jovem que agredia o outro, segurando-o pelos braços e arrastando-o para trás.

Aproveitando a ocasião do professor esta perto, Alex gritou com força o nome dele, chamando sua atenção. O educador virou-se para trás, e ficou espantado com o que viu. O Bully estava com o rosto sangrando, Kevin tentava sair dos braços dos garotos, mas sem sucesso. Mitsui e Ellion eram muito mais fortes que ele.

- Kevin, Ellion, e Mitsui! Vão levar advertência! – Gritou o homem, assustando os três garotos e deixando-os com raiva deles mesmos, além de confusos. Alex ria bastante com isso, adorava ver aquele o jovem Stone se encrencar com tudo que fazia com ele.

O professor correu até o aluno agredido, e ajudou-o a levantar. O mesmo teve dificuldade em fazer isso, pois estava tentando conter o riso. Ellion e Mit não entendiam... Como diabos aquele professor pôde achar que dois alunos normais, que impediam um rapaz agressivo de tentar aniquilar outro, também agrediam o outro? Vai saber.

Então, Kevin finalmente se acalmou, e seus amigos puderam soltá-lo. Os dois rapazes que seguravam o outro olhavam com raiva para o professor e para o jovem, o primeiro por uma razão já explicada, e a segunda por Mitsui ser seu amigo, e Ellion fez isso porque... Bem, não teve uma certa razão.

- Como castigo, vocês irão... – O professor falou em um tom mandatório, mas logo parou, tentando pensar em um castigo decente. Então, deu uma rápida olhada para a cesta totalmente enferrujada e mal pendurada. Estalou os dedos, apontou para o objeto enferrujado, e continuou: -... Pendurar aquela cesta de modo correto e fazê-la útil novamente!

Os alunos castigados ficaram de boca aberta. Eles teriam que fazer mesmo isso? E olha que era praticamente impossível consertar uma coisa que já estava naquele estado totalmente ruim. Mas, para sair do castigo, tiveram mesmo que fazer isso.


Que felicidade para Kevin. Enquanto ele tentava arrumar a cesta sem destruí-la, Mitsui dormia no chão, com a cabeça apoiada na mochila, e Ellion ouvia música enquanto estava sentada num banco que estava perto do local em que Mit estava dormindo.

- Ei, vocês não vão ajudar-me aqui? – Perguntou o garoto, que estava suando e segurando uma chave de fenda azulada em sua mão esquerda, além de segurar uns pregos na direita. – Vocês também estão de castigo, e deveriam tentar consertar esse negócio também!

- Nem vou, cara. Você que ficou de castigo, foi aquele professor retardado que colocou a gente aqui com você. – Falou Mit, abrindo seu olho esquerdo lentamente, pois estava acostumado com a escuridão e com os olhos fechados. Então, olhou para a direita, e avistou Ellion. – A única coisa que falta saber é por que essa garota te ajudou também.

- Eu ajudei por ajudar, não queria que o Kevin sofresse um ataque de raiva e matasse aquele garoto. – Disse a menina, em um tom monótono e tirando os seus grandes fones de ouvido para se comunicar direito. – Mas foi você quem bateu no Alex, e então, esse é o seu trabalho.

- Argh, ok... – Falou o garoto, deprimido. Então, continuou sua grande aventura para consertar a cesta enferrujada.

Após muito, muito tempo, Kevin continuava tentando consertar aquele cesto dos infernos. Não importa o que fazia, não obteve sucesso. Ele trabalhava como um louco, e os outros dois dormiam calmamente, esperando uma chance de o garoto terminar aquilo.

De repente, Kevin teve um plano “fantástico” em sua mente. Olhou para a chave de fenda que segurava, e com um olhar determinador, pegou a cesta com sua mão direita. Então, levantou a ferramenta para o alto, e com um movimento bem rápido, acertou o objeto enferrujado, partindo-o ao meio e fazendo um tremendo barulho pelo local. O som foi forte o bastante para acordar Ellion e Mitsui, que ficaram atordoados com o que viram.

- Por que fez isso?! – Exclamou Mitsui, completamente apavorado pelo que viu. Se o professor de educação física visse aquilo, eles com certeza seriam totalmente encrencados. Kevin calmamente tirou de sua mochila o livro do Eclipse Mortem, e sentou-se no chão.

- Oras, apenas dizemos que foi um acidente e que não tem como concertar. Simples! – Respondeu o rapaz, com emitindo sua voz de um modo calmo e suave. Então, ignorando os fatos, começou a ler o livro.

Elly correu até o rapaz, segurou a gola da camisa do mesmo, e levantou-o para o alto, assustando-o e fazendo ele deixar o livro cair no chão. Olhou de modo ameaçador os olhos do rapaz, que tremia de medo.

- Você sabia que o nosso professor de educação física vai chegar em pouquíssimos minutos?! Se ele ver isso, nós... – A garota foi interrompida pelo som de uma porta se abrindo. Os três rapazes viraram-se para o portão que se conectava com a quadra de educação física e o outro campo. Começaram a suar frio nos primeiros segundos, achando que era o educador a pessoa que havia entrado. Mas não.

Era Alex.

- O que você faz aqui? – Perguntou Mitsui com seriedade, levantando-se do chão, e pegando sua mochila enquanto se levantava. O rapaz que entrou na área ignorou a pergunta de Mit, e riu quando viu a cena de Ellion segurando a gola do rapaz de cabelos escuros.

- Bem, só vim aqui para ver se vocês estavam fazendo seu trabalho corretamente, à pedido do professor. Pelo visto, vocês estão apenas brincando, enquanto deixam a cesta enferrujada... – Alex fez uma pausa repentina quando avistou o objeto completamente destruído. Nos primeiros segundos, ele ficou espantado. Depois, ele começou a sentir uma felicidade imensa fluindo dento de seu corpo, até que começou a rir feito um maníaco. Ele riu tanto, que até caiu no chão. Após um tempo de risada, o rapaz finalmente se levantou, e falou: - ... Destruída?

- N-não é o que está pensando! – Exclamou o rapaz, sentindo um medo intenso em seu corpo. Engoliu seco, precisava inventar uma desculpa para sair daquela. Se ele soltasse um palavrão e tentasse deixar Alex inconsciente para ninguém saber daquilo, ele estaria mais ferrado do que o normal. Então, uma ideia veio em sua mente, e ele falou: - B-bem, nós estávamos consertando a cesta, até que veio um ponto em que ela caiu no chão e se despedaçou. Foi um puro acidente!

- Oh... Foi isso? – De felicidade para tristeza, Alex alterou rapidamente seus sentimentos. Para o bem dos três rapazes, ele acreditou naquilo. Eles sentiram um alívio repentino em seus corpos, sabendo que o Bully não era tão inteligente assim. De repente, Alex fez um sorriso rápido aparecer em seu rosto, e então, falou: - Mas o que uma mentirinha não faz? O professor irá saber de tudo, com vocês querendo ou não! Até!

O garoto andou calmamente até o portão, abriu-o rapidamente, e fechou, terminando com uma rápida correria até o interior do colégio. Esse simples fato deixou Kevin novamente com um gigantesco acesso de raiva, e antes que pudesse correr até a porta e destruí-la com a chave de fenda que estava em suas mãos, Ellion segurou-o pelo braço, impedindo-o de fazer qualquer coisa.

- Kevin, a única coisa que resta fazer é esperar o professor vir até aqui e nos dar uma bronca. Enquanto fazemos isso, que tal esperar um pouco? Vai ler o seu livro, sei lá. – Disse a moça, que agachou-se enquanto segurava o rapaz, que se acalmava aos poucos. A menina pegou o livro, e deu para o garoto, que finalmente acalmou-se totalmente. Deu para ele objeto, e falou para ele ir ler aquele negócio até o professor chegar.

Então, Kevin aceitou aquilo, e foi ler a obra. Sentou no chão novamente, e começou a ler de onde parou. Olhou pelo livro, checando todas suas informações. Viu a foto de alguns demônios, e a data de ocorrência do Eclipse... Que por pura coincidência, era no atual dia: nove de outubro... Lá também informava que só iria ocorrer quando o herói escolhido sofresse uma crise de raiva intensa e liberasse sua parte sombria.

Isso não lembra uma certa pessoa?

De repente, passos foram ouvidos. Eles pareciam estar acontecendo de um modo duplo, como se duas pessoas estivessem vindo. E eram mesmo dois humanos. Alex e o professor retardado. O rapaz chegava com um sorriso maroto, enquanto o homem vinha com uma raiva intensa e batendo seus pés no chão.
Vish, agora todo mundo estava numa encrenca. Será que eles sairão dela? Possivelmente não, mas...

Continua...

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Mensagem por Silyn em Ter 6 Dez 2011 - 23:39

Ciao Wee :3

Aqui estou para comentar na fic, desculpe se demorei o/
Well, nesse cap pudemos ver os personagens principais terem um pouco mais de desenvolvimento e interações entre eles...
Ficou um cap bem ordinário o/
Não que isso seja ruim nem nada, afinal no começo da fic sempre colocamos um cap com poucos acontecimentos mas que serve para introduzir os personagens e a história mais pra frente (tipo o cap 2 da Z cof)
Já citei no msn as partes que me fizeram rir lol
E as frases épicas da Elly são épicas.
Mas eu sou suspeita de falar já que criei ela, então vou parar agora lol
Pobre cesta de basquete. Ninguém ama ela -maisoq.
... Ignore a frase acima, please.
Não achei nenhum erro de português e nem de concordância.
Hm, tem coincidências demais nesse capítulo lol
Seria interessante o Kevin ter esse tal de ataque de raiva quando o professor estiver brigando com eles lol...
Também estou ansiosa para o momento em que as Personas aparecerem.
Qual será a persona do Kevin e cia? o/
Estou realmente curiosa sobre a persona da Elly, considerando a arcana dela e talz o/
Well, acho que é só.
Eu gostei do cap sim =w=
Vou aguardar o proximo Wee~

Addio~

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Mensagem por Umbreon_NICE em Qua 7 Dez 2011 - 12:58

OFF:

Spoiler:
@Silyn escreveu:
Ficou um cap bem ordinário o/
Não que isso seja ruim nem nada, afinal no começo da fic sempre colocamos um cap com poucos acontecimentos mas que serve para introduzir os personagens e a história mais pra frente (tipo o cap 2 da Z cof)

Explica no msn pra mim depois. Obrigado.
ON:

Enfim, gostei muito do capítulo. Bem descrito e bem narrado. Um capítulo grande mais com conteúdo, sem efeitos que são colocados só para aumentar o tamanho. Os personagens são bem característicos, a menina violenta, o principal, chamado Kevin, parece que ficou sádico pelo livro e pela lenda, e porque acho que o Bully e o Teacher tem haver com essa lenda... Não achei muitos erros ortográficos, e acho que a Elliot e o Kevin vão ficar juntos no final, sei lá, o típico casal que se odeia e depois se ama. Espero o próximo capitulo.
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Mensagem por Gehrman em Seg 2 Jan 2012 - 16:53

Oi gente. :3 Demorei pra fazer a fic, masenfim cheguei. Iêi. Curti escrever o novo capítulo. Obrigado às pessoas que comentaram, estou meio com pressa para respondê-los agora. Mas, sinceramente valeu. :3

Yep. Ok, esse capítulo foi a coisa mais emocionante que fiz até agora à respeito dessa fic. *u* Altas coisas vão aparecer no capítulo, isso eu sei. u.u Kevin também vai ownar geral... Bem, já falei demais. Lol. Enfim, boa leitura. o/

~Capítulo 2: O começo do terror

- Meu Deus, estamos muito encrencados. – Kevin relembrava dos “bons” momentos que teve com as broncas de seu professor de educação física. Todos eles incluíam umas mil flexões, lavar os banheiros do colégio, e muito mais. Mas, o garoto sabia que o grau do castigo que receberia naquele momento era muito maior do que geral.

- E então, professor... Entendeu tudo? – Falou Alex, com um sorrisinho maroto no rosto, enquanto olhava para o tutor com felicidade inacabável. O homem de cabelos grisalhos que trajava uma camisa e uma calça azuis estava vermelho de raiva, e o Bully não pôde esconder que também estava com um pouco de medo dele. A única resposta que teve foi um sinal positivo com a cabeça.

Os três jovens se posicionaram numa espécie de linha reta. Sempre que o professor fosse dar uma bronca em dois delinqüentes ou mais, ordenava-os ficarem assim. Como já sabiam as consequências, ficaram naquela posição.

O homem chegou perto do portão, e então, deu um chute fortíssimo nele, abrindo-o com rapidez extrema. Depois disso, ele e Alex entraram rapidamente, e se colocaram na frente dos rapazes castigados. O homem bufou com força, e logo gritou:

- VOCÊS ESTÃO ENCRENCADOS!! – Que frase óbvia. Os jovens até deram um passo para trás, pois as palavras ditas pelo professor ecoaram por toda a quadra. O homem ordenou Alex o comando de ir pegar as partes despedaçadas da cesta destruída e entregar para ele. Sem hesitar, o Bully obedeceu, correndo até o local em que os pedaços estavam, e logo voltou para o tutor, entregando os objetos para ele. – QUAL DE VOCÊS QUEBROU A MALDITA CESTA?!

Os três estavam com puro medo, mas alguém precisava se entregar. Kevin queria que seus amigos pegassem a culpa para eles mesmos, mas ao mesmo tempo odiaria ver eles encrencados por sua causa. Então, em um ato que surpreendeu os outros três jovens que viam a cena, o rapaz deu um passo para a frente, enquanto suas pernas tremiam loucamente.

- F... Fui eu, professor... – Falou o rapaz, em um tom de voz bem fraco, demonstrando seu medo pelo ato que o treinador poderia fazer. Mas, a vermelhidão no rosto do tutor começou a sumir lentamente, e então, o mesmo falou, mas ainda com certa intensidade:

- Você tem ideia do quanto essa cesta era importante para nosso colégio?! Ela era um dos artefatos mais preciosos, sendo que foi o décimo terceiro objeto feito para o uso dos alunos! – A raiva presente no professor era muito comum, e Kevin não se surpreendeu pelo tom de voz agressivo emitido, embora tenha sentido um pouco de medo.

- M-mas senhor. Foi tudo um verdadeiro acidente. Eu estava consertando a cesta com a... – Interrompeu-se, e olhou para seus amigos de modo frio, justamente porque que não ajudaram em nada pra consertar o objeto. Os dois outros jovens ficaram calados. Então, o rapaz retornou a olhar para o professor, e continuou: -... A ajuda dos meus amigos. Então, de repente, o objeto escorregou das minhas mãos, e acabou partindo-se ao meio. Já que era bem velha, provavelmente isso aconteceria.

- Me parece diferente sobre o que Alex disse! – Retrucou agressivamente o professor, fazendo o bully sorrir, querendo assemelhar-se a um anjo. Para Kevin, ele era o contrário disso. Então, ele continuou: - Ele me falou que você estava todo preguiçoso enquanto fazia o trabalho, e então falou pra o mundo se ferrar, e partiu a cesta ao meio, jogando-a na trave. Eu acredito bastante em Alex, como já deve saber. Por isso, eu acho que ele está falando a verdade.

Após ouvir essas estúpidas palavras, Kevin fechou seu punho, e rapidamente mudou seu temperamento de assustado para raivoso, olhando com ferocidade para o Bully, que apenas retornou o olhar do jovem com um sorriso maroto. Então, começou a olhar seu professor, mas dessa vez de um modo mais calmo, mas ainda agressivo. Então, respondeu de um modo que ninguém nunca ousou usar contra o professor:

- Não acredite naquele idiota! Tudo que ele quer fazer é acabar com a minha vida, e pronto! Como pode confiar tanto assim nesse tipo de pessoa? Eu, hein. – Os jovens que presenciavam a cena nunca estiveram tão assustados assim antes. Além de assustado, Alex sentiu um certo ódio pelo rapaz, que fora ofendido pelas ofensas dele.
“Esse moleque é realmente um idiota, como ele pode estar falando essas asneiras de meu melhor aluno?!” Pensou o homem, logo afastando-se um pouco do rapaz, e começou a bufar. Virou-se para trás, e andou lentamente até a entrada da quadra.

Colocou sua mão lentamente na grade, dando um suspiro nervoso. Então, voltou sua atenção para o rapaz, e afirmou:

- Você sabe muito bem que eu odeio pessoas ranzinzas, certo? – Kevin ficou de boca aberta quando ouviu aquilo. “Então, você praticamente se odeia.” Pensou o rapaz, se sentindo meio assustado com a fala do professor. Mas, se recompôs, e falou:

- Olha, professor. Quando o Alex foi lá e te falou da cesta, eu repito: Foi. Mentira. – Falou o rapaz, sentindo um ódio eterno fluindo dentro de si.

O homem de camisa azul começou a ficar vermelho. Alex se afastou um pouco, mas Elly e Mitsui permaneceram imóveis. O professor largou a grade, e andou até o rapaz, e colocou sua mão pesada na gola da camisa do rapaz, que foi levantado para o alto, sentindo nem um pouco de medo, mas sim, raiva. O homem sentia o mesmo de Kevin, mas em um nível bem elevado. Após isso, ele exclamou:

- Você está de castigo, seu idiota!! Fique aqui fazendo nada o dia inteiro!! – Gritou, jogando o rapaz no chão. A voz emitida nunca fora ouvida tão intensamente por qualquer pessoa. Se mais alguém da escola ouvir que ele que motivou a raiva do professor, ele seria reconhecido por todo colégio como “O Rebelde” ou outra coisa. – Todos vocês, vamos para fora! Deixem esse inútil para trás! – Gritou, e automaticamente todos obedeceram, correndo até a saída com uma rapidez incrível.

Após todos os quatro saírem da quadra, o professor trancou a porta, e deixou o rapaz sozinho lá. Mitsui e Elly olharam para trás, com pena do garoto. Elly notou que se não seguir o professor na hora, ela estaria trancada no exterior do colégio. Então, seguiu o homem. Mas, já que Kevin era o melhor amigo de Mit, o mesmo teria que falar algo.

- Boa sorte aí, cara. A gente se vê depois. – Disse o rapaz, virando-se para o lado em que o homem e a menina estavam andando, e depois, fez o mesmo ato. Alex apenas ficou olhando para o garoto, que tinha ficado deitado no chão e cerrando os punhos.

Como se nada tivesse acontecido, o bully começou a assoviar uma canção qualquer, e vai andando para o outro lado do local. “Ele será minha única esperança, que droga.” Pensou Kevin, levantando-se rapidamente, e correndo até as grades, e as mesmas bloquearam seu caminho para fora.

- Alex, tire-me daqui! Por favor! Desculpe-me por ter falado aquilo de você, sério! Perdoe-me!! – Gritou o rapaz, em um tom preocupado. Preocupado com si mesmo. “Eu preciso sair mesmo daqui, senão, minha mãe...” Pensou Kevin, parando no meio do pensamento, graças à sua raiva inacabável. Alex apenas virou-se para trás, e deu um sorriso que provavelmente provocaria um óbvio acesso de raiva intenso no garoto preso. Então, voltou a andar para a saída do local, não se interessando com nada que via. Apenas se interessava com o sofrimento do outro jovem, que ficaria o dia todo aprisionado atrás das grades.

Após a saída de todas as pessoas do lugar, Kevin ficou paralisado na frente das grades, seus grandes olhos azuis olhando para a simples porta que estava bem longe do aprisionado. Seus punhos, que seguravam as grades com força, começaram a apertar as mesmas com uma energia completamente sobrenatural. O objeto até começou a entortar-se, mas era impossível ele ser arrancado.

Respirando com força, o jovem vira sua cabeça para o lado, pensando em várias coisas ao mesmo tempo. “Por que aquele professor é tão estúpido? O que acontecerá com minha mãe doente? Mitsui e aquela menina que esqueci o nome estão bem? Argh...” Então, ele achou melhor planejar algum modo para sair dali. Não seria legal ficar lá o dia todo.

Então, ele foi até o banco em que Elly estava sentada antes do momento em que o professor apareceu, e deitou-se nele, colocando sua mochila como apoio para sua cabeça. Então, olhando para o céu, começou a pensar em alguma coisa.

Tentou criar um monte de planos com a ajuda de seu cérebro que não tinha ideia de como sair de lá. O rapaz virou sua cabeça para o topo da grade, achando que se escalasse-a, sairia de lá, mas...

Infelizmente, no topo do objeto, tinha arame farpado. Se ele tentasse escalar, obviamente se machucaria no processo, e até tinha chances de cair no chão se ele descuidar-se de si mesmo. Então, decidiu não arriscar. Logo voltou a pensar, mesmo sabendo que nenhum plano daria certo.

Após umas horas de pensamento inútil, Kevin finalmente se enfezou e deu um soco bem forte na parte que seu corpo não cobria do banco. Então, levantou-se e ficou numa posição pensativa, olhando pra frente e pensando em algo, mas logo notou que isso não faria nada. Então, falou:

- Que droga, ou é o tempo ou a minha cabeça que está com problemas. – Disse o rapaz, em um tom cansado, normal para uma pessoa que não consegue pensar em uma coisa decente. Então, parou um pouco, e logo suspirou, já sabendo que ficaria preso mesmo lá.

De repente, os ouvidos do jovem detectaram um suave assovio, que parecia o canto de um pássaro. Kevin logo notou que veio pelo lado de trás das grades, e olhou até lá, só para ver Alex e seu sorriso “feliz”. Irritado, o jovem de dezessete anos olhou para o outro, e perguntou:

- O que você quer? – Perguntou, em um tom ignorante. Sabia que a resposta do bully seria algo que não presta para ele.

- Aí, você disse uma vez que sempre trazia as chaves de sua casa para a escola, certo? – Falou, deixando Kevin meio confuso, e o mesmo logo respondeu que sim. – Então. Sabia que você esqueceu as mesmas dentro da sala?

Só com essas simples palavras, o rapaz de olhos azuis saiu como um relâmpago na direção das grades, e logo após chegar até as mesmas, agarrou as mesmas, e ficou cara a cara com Alex. Então, perguntou:

- Onde estão elas? – Perguntou, friamente. Isso deixou o bully meio assustado, mas ao mesmo tempo determinado a ferrar a vida do outro. Então, o jovem de dezoito anos tirou de seu bolso direito um molho cheio de chaves de várias cores, principalmente verde e azul. – Devolva-as, por favor.

- Fique com elas. – Alex simplesmente deu uma de ignorante e colocou as chaves no chão, em uma distância que nenhum objeto que Kevin tinha poderia auxiliar para pegar o molho. O rapaz que possuía os objetos tentava a qualquer custo pegar o seu pertence com as suas mãos, mas sem sucesso. – Tenha um bom dia!

O rapaz se virou, e andou calmamente até o outro lado, assoviando uma música calma, mas nem mesmo aquilo poderia conter a vontade de assassinar Alex que Kevin estava tendo naquele momento. O rapaz ficou repetindo o nome do Bully sem parar, mas o mesmo ignorava o outro sem parar.

Finalmente Alex sumiu da vista do rapaz, que estava quase querendo destruir a grade, mas infelizmente, não tinha força o suficiente para fazer tal coisa. Mas, o máximo que podia fazer era apertar as grades com força, entortando-as com força. Após um tempo para recuperar o fôlego que perdeu enquanto gritava. Então, deu um soco na grade, e gritou, com os olhos abertos:

- Eu odeio esse mundo!!

Começou a escurecer. Kevin nem se interessava por isso, e continuou a olhar para as chaves, com um olhar ameaçador. Mas então, a escuridão passou por cima da chave, e isso logo deixou o rapaz assustado.

- Já está escurecendo? Mas são apenas... – Ele tirou de sua mochila um relógio, e viu que eram apenas quatorze horas e cinquenta e dois minutos, estava muito cedo para escurecer. Então, após um tempo, a quadra inteira escureceu, deixando Kevin mais amedrontado ainda. Então, virou-se para trás, e olhou para cima. O que avistou? – Esse... Esse é o Eclipse Mortem?!

O local em que antes o Sol estava foi substituído por uma imensa esfera escura e sombria, que emitia uma aura negra que amedrontava qualquer pessoa que visse aquilo. Kevin apenas admirava o fenômeno, pois nunca viu um eclipse tão bonito, mesmo sabendo que ele causou várias mortes pelo mundo.

Ele logo deu alguns passos para frente para ver o eclipse mais facilmente, bloqueando as partes que poderiam danificar seus olhos. “Isso só pode ser coincidência. Só pode...” Pensou o rapaz, surpreso pela aparição do Eclipse. Mas realmente, qualquer pessoa da cidade poderia ter um ataque de raiva naquele momento. Bem, isso era o que o rapaz achava que era.

De repente, vários flashes de luz saíram do Eclipse, e acertaram vários locais diferentes da cidade, mas um certo flash acertou o chão perto de Kevin, e o mesmo se afastou rapidamente, com medo e desconhecendo o que aquele raio faria. Então, uma sombra surgiu do meio do chão, e ela parecia... Borbulhar.

Então, a “sombra” começou a tomar forma. Isso era coisa demais para a cabeça de Kevin suportar. Enfim, a assombração acabou tornando-se um monstro verde do tamanho do rapaz, com cabelos loiros, nem curtos, nem longos. Seus olhos verde-escuros, e segurava uma grande “colher” preta que soltava fogo de sua ponta.

“Eu já vi essa coisa no livro... É um demônio chamado Ukobach.” Pensou o rapaz, lembrando-se de uma coisa que leu na obra sobre o Eclipse. Ele também viu que não era um demônio tão poderoso, e até um jovem de quatorze anos pode derrotá-lo. Mas, de qualquer modo, precisava ter cuidado.

O monstro virou-se para trás, e notou a presença do garoto. Analisou-o calmamente, deixando o rapaz meio confuso. O mesmo achou que o demônio iria atacá-lo, e por meios de proteção, pegou a chave de fenda azul que estava e seu bolso, e apontou-a para frente, sentindo um pouco de medo. Afinal, não é todo dia que vemos um demônio esverdeado segurando uma colher gigante em chamas na quadra de seu colégio.

- Não acredito. Simplesmente não acredito! O bem conhecido electi maximum está apontando uma arma fraquíssima para mim? Que inútil! – Falou o monstro, rindo com o ato defensivo do rapaz, e segurando sua colher com firmeza, como se quisesse atacar. Kevin estava trêmulo e ao mesmo tempo confuso, não sabia o que dizer diante de um demônio. “O caos está começando. E eu serei o primeiro alvo... Que emoção.” Pensou o rapaz, sabendo que teria que lutar naquela hora. – Minha colher vai te dizer o que é ter uma arma de verdade.

O monstro levantou o objeto flamejante para o alto, e correu rapidamente na direção do garoto, rumando um golpe que provavelmente transformaria o rapaz em cinzas. O mesmo já estava segurando sua arma, e estava pronto para se defender.

Após chegar bem perto do rapaz, Ukobach deu um golpe horizontal com sua arma, mas não conseguiu acertar seu alvo, que agachou-se e defendeu-se do ataque. Vendo que tinha chances de atacar o demônio, deu um forte soco para o alto, que acertou em cheio o queixo do monstro. O golpe foi tão forte que ele voou para trás, e caiu no chão. Mas isso não era o máximo possível para derrotá-lo, o demônio ainda tinha uns truques na manga.

Enquanto o monstro se recuperava do golpe, Kevin se afastou bastante dele, indo para o lado direito. Não sabia os truques que o ser poderia ter. Após se recuperar, Ukobach viu que o rapaz estava tremendo de tanto medo. Ele deu uma risada alta, deixando o rapaz confuso por sua vontade aleatória de rir.

- Porque está rindo?! – Gritou o jovem, segurando a chave de fenda com as suas duas mãos, e indignado. O monstro riu por mais alguns segundos, e logo falou:

- Eu sei que você está com medo, electi maximum. Você nunca ficou cara a cara com um demônio de classe alta, certo? Eu já deveria saber. Só de ver essa sua atitude ridícula, já vejo que você não vale à pena. Vou acabar com você lentamente, rapazinho de quatorze anos.

As primeiras palavras de Ukobach confundiram o rapaz, mas as últimas... Nem preciso dizer, certo? Ele logo se sentiu ofendido por ter sido chamado de “rapazinho de quatorze anos”. Então, falou:

- Olhe, eu não sei nada sobre esse papo de “electi maximum” e tal, mas uma coisa é certa... – Suas palavras frias deixaram o monstro curioso para saber o resto da frase do rapaz. Os olhos frios do mesmo olharam para o monstro, e então, o ele falou: - Eu não tenho quatorze anos.

- Cale a boca, mentiroso! Eu não gosto de mentiras! – Ukobach fez um movimento com a mão, e fez a mesma ser apontada para a direção de Kevin. Então, o punho começou a ficar em chamas, como se fosse magia que fez aquilo acontecer. Então, com um movimento rápido, ele lançou uma bola de fogo na direção do rapaz, que se surpreendeu com a magia. Nem pensou duas vezes, e logo deu uma cambalhota para o lado, desviando da feitiçaria, fazendo a mesma se chocar contra a parede, que começou a pegar fogo intensamente.

Ukobach já estava preparado para lançar outra bola de fogo, e Kevin viu que aquilo seria ruim, pois ele poderia destruir o local todo. Antes que o monstro pudesse atacar, o jovem jogou a chave de fenda na direção do monstro, acertando seu estômago, parando-o no processo da formação do ataque. Vendo que ganhou uma chance de atacar, o jovem correu na direção do monstro, e desferiu um poderoso chute na cara do monstro, fazendo o nariz do mesmo quebrar, além do ser cair no chão desacordado,.

Kevin pegou a chave de fenda que tinha caído no chão, e colocou-a novamente no bolso. Ele andou para mais perto do monstro, e cutucou-o com a ajuda do pé. Após uns três toques no Ukobach, o mesmo acabou virando pó, mostrando que tinha morrido. No local em que o monstro antes estava, surgiu uma misteriosa carta avermelhada. Curioso, o garoto a pegou, e começou a analisá-la.

- O que será isso? – Perguntou-se, mesmo sabendo que não acharia a resposta tão cedo. Enquanto checava a carta, que era bem simples, apenas tinha a borda vermelha, ela começou a brilhar misteriosamente. Então, uma poderosa aura vermelha começou a envolver a mão direita do jovem, fazendo-o ficar impressionado com a aparição súbita daquilo. Após uns segundos circulando pelo punho do rapaz, um flash de luz vermelha cegou temporariamente o rapaz, que após recuperar sua visão, viu uma espécie de tatuagem avermelhada de um estilo que nunca viu antes em sua mão.

A confusão era algo inevitável naquele momento. A cabeça de Kevin estava cheia de perguntas, sendo que nenhuma delas tinha uma resposta aparente. Mas ele decidiu deixar todo o pensamento, e decidiu que era melhor descobrir um meio para sair da quadra, pegar as chaves de casa e ir logo para a mesma, talvez outros demônios apareçam no meio do caminho. Mas, o único problema era saber como sair de lá...

- Que droga... Eu preciso sair logo daqui!! – Gritou o rapaz, correndo até as grades, e colocou suas mãos nelas, e tentou balançá-las, mas não conseguia fazer nada a respeito daquilo. Não importa a quantidade de tentativas, nunca conseguia.

Até que um momento Kevin finalmente se enfezou, e deu um murro bem forte nas grades com a ajuda de seu punho direito, mesmo achando que não faria nada... Adivinhe, houve algo bem curioso. As grades começaram a pegar fogo misteriosamente, e Kevin logo afastou-se, assustado com a súbita aparição do fenômeno.

Mas, felizmente, isso auxiliou o rapaz. As grades derreteram na frente do rapaz, dando-o uma chance para ele sair de lá. Mesmo com uma pequena quantidade de fogo lá, o rapaz decidiu arriscar um pulo veloz para a frente, e passar pelas chamas. Determinado, o garoto deu uns passos para trás, e então, começou a correr rapidamente, e logo deu um salto rápido, ele se machucou um pouco com o fogo, mas nada tão grave. Pegou as chaves, e colocou-as no bolso, calmamente.

Após terminar tudo aquilo, a única coisa que perturbava-o seriamente era a aparição súbita do Eclipse Mortem em sua cidade. Mesmo com a misteriosa tatuagem em seu braço, ele não entendia se aquilo era coincidência ou outra coisa. Pelo que leu no livro, o herói teria que sofrer um ataque de raiva para o Eclipse surgir... Mas qual pessoa? Naquele momento, qualquer pessoa poderia ter um ataque aleatório. Isso era algo que ele teria que descobrir depois. A obrigação logo virou correr para casa o mais rápido possível.

Antes que pudesse dar um passo para frente, uma mão deu rápido toque no ombro do rapaz, que virou-se com rapidez com o punho preparado para socar a pessoa que encostou-o. Infelizmente, a mesma mão que tocou-o impediu que ele desferisse o ataque. Surpreendido, o rapaz olha para o homem que segurava sua mão, e viu que a pessoa usava um conjunto de roupas pretas, além de uma máscara preta que tinha no centro o símbolo de um demônio que causou terror antigamente. Nada mais. Ele logo apertou a mão do garoto, fazendo-o se contorcer dolorosamente, e tentando afastar o outro com seu outro punho.

O misterioso homem logo sacou uma pistola de seis balas, e apontou para a cabeça do rapaz, que começou a sentir um medo profundo. Antes que pudesse dizer para ele parar, o homem falou, aproximando-se do ouvido de Kevin.

- Não vim aqui te machucar. Confie em mim. – Falou, friamente. Kevin ficou apenas parado, esperando a ação do homem. O mesmo apontou a arma na testa do rapaz, e disse, em um tom sério: - Hora de descobrir sua função.

Puxou o gatilho.

Continua...

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Mensagem por Silyn em Ter 3 Jan 2012 - 22:14

Ciao Weegee o/~
Yay terminei de ler o cap o/
Realmente esse foi o cap mais agitado da história
Mas a história ainda está no inicio, então teremos caps mas movimentados ainda, right? o/
Você repetiu algumas palavras mais vezes do que foi necessário, uma delas como já disse por msn, foi "rapaz".
Well, a história está ok, realmente parece algo que aconteceria em Persona o/
Estou com o Kevin, eu realmente odiei aquele Bully do Alex D: Ele é muito chato lolololol
As partes cômicas foram okays também.
Mas já citei as que eu achei engraçada por msn, então colocar elas de novo aqui seria... Redundante lol.

Sério, repito a pergunta.
Ninguém vai notar que uma parte random da escola pegou fogo não?
E se notarem, Kevin era o único lá, então iriam suspeitar dele, nom?
Quem diabos é essa pessoa estranha de preto que apareceu randomicamente no final?
E porque diabos ele atirou em Kevin?
Você vai copiar Persona 3 por acaso?
Olha os direitos autorais ein -qqq *apanha*

Enfim,
Não avistei nenhum erro de digitação, só repetições mesmo.
Lol, fiquei curiosa sobre a mãe do Kevin
Será que ela é tão ruim assim?
Espero que você a apresente nos próximos caps :3~
Well, acho que é só isso, nada mais a declarar.
Addio.~

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Mensagem por cbm em Seg 23 Jan 2012 - 13:19

Oi Senhor Uígi. :3

Ler sua fic foi um dos meus passatempos naquele inferno de cidade -q

Então, gostei bastante da narração e da descrição, e principalmente de como os personagens foram apresentados e desenvolvidos, interagindo entre si. Só achei que o Mitsui era meio lol.

O único problema que eu realmente encontrei foi a repetição. E principalmente da palavra súbito. Tem alguns trechos em que a palavra aparece umas três ou quatro vezes. Tenta melhorar isso, moço.

Mas deixando isso de lado, a fic está muito boa na minha opinião. Só acho que pode melhorar em algumas coisas, principalmente com essas cenas de ação que estão pra chegar. De qualquer forma, estarei lendo para acompanhar sua melhora. Bye-bye! o/

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Mensagem por Gehrman em Qua 1 Fev 2012 - 1:41

Eai, pessoas. Desculpem a demora infernal, mas cheguei. /wow

Si e Anderson Silva, muito obrigado pelos comentários. :3 Irei melhorar nos aspectos apontados e pela repetição. Ela me odeia. oh0 Enfim, obrigado novamente. Espero que leiam o capítulo atual :3

Bem, aqui está. Boa leitura. oh0

~Capítulo 3: Explicações básicas

Tudo que estava ao redor de Kevin era... Nada. Tudo que ele via era a escuridão profunda do mundo após levar aquele tiro do homem mascarado. Será que ele morreu? Não tinham respostas para aquilo. Mas ele suspeitava daquilo. Mesmo achando que estava morto, suspeitava bastante daquilo. Ele poderia se mover que nem um humano normal, remexendo seus braços e outras partes do corpo.

Logo achou um modo para descobrir se estava vivo ou não: Colocou a mão em seu peito, e notou as intensas batidas de seu coração. Isso provou uma coisa: Não estava morto. Isso logo surpreendeu-o profundamente. É praticamente impossível uma pessoa viver após levar um tiro na cabeça. Mas, já que estava com as batidas do seu órgão vital bem aceleradas, provavelmente poderia falar. Sem medo, logo exclamou:

- Onde eu estou?! – Gritou, mesmo estando com uma fraca esperança que alguma pessoa responda-o. Logo após essa frase, a escuridão que antes existia se foi, deixando de lado uma iluminada sala bem misteriosa. Ela era toda circular, nenhuma porta ou janela, e em sua região central estava uma cadeira de madeira bem simples, e nela estava sentado o mesmo homem que atirou na cabeça do jovem.

O rapaz virou-se rapidamente para trás, só para localizar o mascarado que atirou em sua cabeça. Mesmo com seu rosto não estando visível, era notável que estava séria. Sua postura demonstrava que aquele era um momento sério. Antes que pudesse falar algo, Kevin colocou a mão no bolso, e pegou a normal chave de fenda azulada que usou para matar o Ukobach de antes. Então, apontou a ferramenta para o homem, e falou:

- Quem diabos é você?! – Gritou o rapaz, indignado com a ação que o homem fez antes de estarem naquela sala. Também perguntou mais umas coisas, a razão dele estar naquela sala, o porquê do homem ter atirado em sua cabeça, e outras perguntas. Antes que pudesse continuar, o homem gritou:

- Silêncio! – Essa simples ordem logo fez o rapaz se calar, e o mesmo logo guardou a ferramenta no bolso, e esperou o mascarado falar. O mesmo logo começou a falar, cruzando suas pernas: - Aquele Ukobach chamou-lhe de “electi maximum”, certo? – A resposta era óbvia, “sim”. Não estando nem um pouco surpreso, o ser misterioso continuou: - Então meus cálculos estavam corretos... Ouça-me, rapaz. Você é o destino de nossa casa chamada “Terra”.

- Eu? Mas... O que diabos eu tenho à ver com isso? – O rapaz estava cheio de perguntas o que estavam tendo uma alta conexão entre elas, e o mascarado compreendia isso. Pessoas desinformadas sempre são... Desinformadas. Antes que pudesse continuar algo, o rapaz perguntou: - E além do mais... Onde eu estou? Quem é você? E também, essa tatuagem é permanente? É que... Coisas ruins podem acontecer se ela ficar para sempre. – Falou o rapaz, com medo do símbolo em seu braço não sair mais. Sabe aquelas mães que colocariam o filho de castigo eternamente se ele fizer esse tipo de coisa? É...

- Heh... Vou responder suas perguntas uma por uma. Sente-se no chão, pois o que vou contar pode ser longo. – Disse o mascarado, e Kevin logo concordou, sentando-se de pernas cruzadas no chão. – Bem. Começando pela primeira pergunta. Lembra do momento em que eu atirei em você enquanto estávamos no seu colégio? – O garoto logo respondeu que sim, afinal, quem não se lembraria de um acontecimento como esse e estar vivo? – Bem... Você está morto.

As teorias sobre Kevin estar vivo foram despedaçadas como um vaso de vidro, que tinha acabado de partir-se em pedaçinhos logo após cair no chão. Então, o homem falou para ele não se desesperar tão cedo, pois falaria mais.

- Enfim. Falando de outro modo, você não morreu... Por enquanto. A razão de você estar aqui é porque você reviveu. A sua tatuagem te deu poderes de imortalidade, sendo que você pode morrer apenas três vezes. Ou seja, matei você uma vez. Só restam mais duas vidas para você.

- E o que isso tem a ver com o local em que estamos agora? – Falou Kevin, indignado pelo homem não explicar o que ele queria saber.

- Calma, ainda não acabei! – O mascarado estava ficando completamente irritado com a impaciência do rapaz, e felizmente, com essa ordem, fez Kevin calar a boca e continuar ouvindo. – Continuando... Eu tinha falado que você não morreu. Então, atualmente estamos aqui, na sua subconsciência. Na verdade, era pra você reviver, isso após uns trinta segundos depois de levar o tiro. Mas, eu impedi sua volta, e entrei em sua cabeça. Logo fiz o resto de você que sobreviveu parar, e coloquei-o nesta sala aleatória. Bem conveniente, não?

- Er... Não entendi muito, mas ok. Mas, o que mais me intriga é o fato dessa tatuagem estranha me deixar imortal. O que ela é?! Fale rápido, preciso apressar-me... – Falou o garoto, mais impaciente ainda. Mesmo estando furioso, o mascarado continuou a falar em um tom calmo, tentando segurar sua raiva.

- Bem... Existia uma pessoa que tinha a mesma tatuagem. Seu nome? Alexander Magna, o conhecido herói que salvou os humanos do terror que o Eclipse Mortem antes causou em nosso planeta. Essa é uma das várias partes que não foram citadas no livro.

Quando o assunto tornou-se a ser sobre o Eclipse Mortem, a impaciência de Kevin parecia ter desaparecido, e logo uma curiosidade intensa tomou conta do lugar do outro sentimento.

- Ele não era o único que tinha uma tatuagem que dava poderes especiais. Além dele mesmo, seus quatro companheiros tinham uma tatuagem de forma igual, mas com uma cor diferente. Excluindo a marca de Alexander, elas eram: Amarelo, azul, verde e preto.

- Então, tipo... Eu sou um líder?! – Kevin ficou feliz após ouvir as palavras do mascarado, afinal, não é todo dia que se lidera um grupo de pessoas pra salvar o mundo. Vendo que o garoto pensava em coisas que um chefe que se preze não deveria pensar, o homem respondeu:

- Não vá ficando tão entusiasmado tão de repente, garoto. Será mais difícil formar a equipe do que pensa. – O rapaz logo ficou desanimado, mas ainda não perdeu sua esperança para se tornar um líder. – Diferente de Alexander e você, os membros do grupo tiveram que enfrentar coisas difíceis para conseguirem suas respectivas tatuagens.

- Sim... – Kevin permanecia duvidoso durante a conversa. Ele já sabia os poderes de sua tatuagem, ou seja, imortalidade. Mas... E a dos outros? Quais seriam? Vendo que o homem sabia bastantes das coisas, decidiu arriscar uma pergunta: - Mas, e o dos outros heróis? Sabe quais são suas forças?

- Bom, segundo a história, os outros escolhidos não tiveram um poder já definido. Por exemplo, o jovem da tatuagem azul tinha poderes de domínio total das águas. Vai que o electi da atualidade tenha outro poder. – Falou o homem, explicando de um modo resumido. Antes que pudesse falar outra coisa, o rapaz perguntou se ele tinha outro poder além da imortalidade. Sentindo-se culpado por ter esquecido sobre isso, o homem respondeu: – Oh, quase esqueci. Bem, sim, você tem, e irei falar. Antes disso, pegue sua chave de fenda.

O rapaz fez um sinal positivo com sua cabeça,e logo colocou sua mão direita no bolso da mesma direção. Após uma vasculhada rápida, pegou o objeto, e deixou-o visível para o mascarado. Então, aguardou a fala do outro.

- Recite as palavras que direi, mas primeiro, segure firme a chave de fenda com suas duas mãos. – Obedecendo ao pedido do homem, o garoto segurou o objeto com força. Então, o mascarado continuou: - Vamos lá... “Espírito de Hades, venha até mim e me auxilie nessa luta.” Vamos, diga.

- Ok... – O garoto respirou fundo, e logo fechou seus olhos lentamente. Então, concentrado, falou: - Espírito de Hades, venha até mim e me auxilie nessa luta...

De repente, nuvens sombrias começaram a rodear a ferramenta azulada que o jovem segurava. O mesmo ficou assustado com a súbita aparição do grande quantidade de nuvens. Então, as mesmas começaram a criar relâmpagos arroxeados. “Que diabos de magia aquele cara me fez usar?” Pensou o garoto, ficando cada vez mais apavorado com o ocorrer do fenômeno.

Então, após alguns segundos, as nuvens cobriram totalmente a chave que o rapaz segurava. O mesmo sentiu cócegas com as poucas nuvens que iam às suas mãos, mas ainda temia o que poderia ocorrer. De repente, um flash de luz forte cegou o garoto, e ele teve que bloquear sua visão com o braço, pois se ele ver a luminosidade por muito tempo, poderá ficar com problemas de visão.

Segundos depois, após se recuperar totalmente, o jovem viu que poderia expor os seus globos oculares novamente. Mas, ele estava com medo de fazer isso, e não ousou tirar seu membro de perto dos seus olhos, achando que veria o pior.

- Não tenha medo, abra seus olhos e veja o poder em suas mãos. – Falou o homem, de um modo dócil, ficando mais calmo pelo rapaz estar ficando menos impaciente. Kevin, mesmo assustado, viu que poderia confiar no homem, mesmo sendo apenas uma vez em que viu o mesmo.

Logo fez seu membro se afastar de seus olhos, e virou os mesmos para onde estavam sua chave de fenda e sua mão direita. Após fazer suas pálpebras desbloquearem a visão de seus globos oculares, o jovem olhou para sua mão, e viu algo surpreendente.

- Uma espada? – O garoto ficou altamente confuso com a mudança repentina de sua ferramenta normal para uma lâmina de cor prateada na parte cortante e meio marrom, meio vermelho-sangue na outra parte, que emitia uma aura escura e sombria. Pelo que Kevin sabia, a arma era a espada mística usada por Alexander na lenda do Eclipse. “Que incrível, consegui um objeto cortante usado por aqueles heróis de animês. Sinto-me superior.” Pensou o rapaz, orgulhoso de si mesmo.

- Essa arma mística em suas mãos é a poderosa “Excalidur”. – Falou o homem, feliz com o garoto ter conseguido uma arma para combater os demônios. Kevin ficou extremamente chocado quando ouviu o nome da espada, mas na verdade, achou que ele tinha falado “Excalibur”. A mesma era como uma das armas mais poderosas do mundo. Com felicidade extrema dentro de si, o rapaz perguntou se aquela era mesma a espada citada. O homem deu uma risada baixa, e logo disse, para a infelicidade do rapaz: - Não. Excalidur é, na verdade, uma versão vinte mil vezes mais fraca do que a lendária espada, ou seja, tem forças de uma espada normal. Mas, ela doa um certo dom místico para aqueles que tem a Arcana do Diabo.

O garoto ficou confuso com as últimas duas palavras do mascarado. “Arcana do Diabo?” Pensou, cada vez mais curioso com tudo aquilo. Logo perguntou ao homem o que isso significava, mesmo sabendo que demoraria um pouco para tudo ser explicado.

- Arcana... Essa palavra significa que existem diferentes classes de místicas cartas de tarô, antes utilizadas pelos antigos heróis. Por exemplo, a carta que você conseguiu após quebrar o nariz do Ukobach. A Arcana do demônio era Diabo, e por coincidência, ele acabou passando seus poderes para você, fazendo você possuir a tatuagem. Isso também aconteceu com Alexander, mas com outro demônio. Mas, vocês tiveram casos semelhantes. Derrotaram o primeiro demônio, conseguiram a Arcana.

- Hum... Entendo. Então, há hipóteses de que sou uma versão mais... Atualizada do Magna. Fiz praticamente as mesmas coisas que ele, tirando e adicionando algumas coisas. – Falou o garoto, todo pensativo sobre tudo que aprendeu até agora. O mascarado logo suspirou, pois o jovem acabou falando algo que não deixou-o muito feliz. Antes que pudesse falar outra coisa, Kevin, novamente, falou: - Se eu tenho um tipo de Arcana, então praticamente os outros heróis também tiveram. Existem quantas classes?

O homem, sem falar nada, pegou um objeto que estava em seu bolso, e logo jogou para o rapaz. O mesmo quase deixou o objeto cair no chão, mas conseguiu pegar em cheio com sua mão esquerda, pois a outra estava ocupada segurando a espada, que logo colocou no chão para facilitar um pouco as coisas. Parando para analisar o item em suas mãos, viu que era um pergaminho bem velho, mas ainda estava em bom estado, e pelo que o jovem achava, daria para lê-lo normalmente.

Ele abriu o pergaminho, e viu o que estava escrito nele. Todas as Arcanas. Eram no total, vinte e duas. O garoto começou a ler calmamente o conteúdo do pedaço de papel:


Lista de Arcanas:

0 – Imbecil
VIII – Justiça
XVI – Torre
I – Feiticeiro
IX – Eremita
XVII – Estrela
II – Sacerdotisa
X – Fortuna
XVIII - Lua
III – Imperatriz
XI – Força
XIX – Sol
IV – Imperador
XII – Homem Enforcado
XX – Julgamento
V – Hierofante
XIII – Morte
XXI – Mundo
VI – Amantes
XIV – Temperança
VII – Biga
XV – Diabo


O rapaz ficou de boca aberta de quão grande era a lista. Com uma grande variedade de Arcanas, poderia ser difícil decorar todas elas para logo saber qual seria a do grupo. Ele achou bem importante a lista, e para facilitar algumas das coisas, pediu para o homem se podia ficar com o pergaminho, e o mascarado, sem falar nada, fez um sinal positivo com a cabeça.

- Está satisfeito ou quer mais uma pergunta? – Perguntou o homem, sentindo-se bem disposto para responder qualquer coisa que o garoto perguntasse. O mesmo ficou meio em dúvida sobre o que perguntar, e começou a vasculhar cada canto de sua mente, tentando lembrar-se se alguma coisa ainda precisava ser respondida. De repente, o rapaz estalou os dedos.

- Bem, eu entendi que essas Arcanas tem algo à ver com as cartas. Mas... O que as elas fazem? Servem pra enfeitar? – Falou o garoto, brincando. Ele esperava que o homem desse uma risada de sua zoação (que foi incrivelmente ruim), mas o ele respondeu friamente que não, e explicou os detalhes:

- Nessas simples cartas de tarô coloridas, existe a parte de trás, que é a que tem a imagem e o número respectivos à Arcana. Veja sua carta. Ela tem o número XV, ou seja, o Diabo. Na parte da frente, é onde está localizada a imagem de seu outro eu... Os conhecidos “Personas”. – A última palavra emitida pelo mascarado deixou Kevin confuso. “Persona? O que será isso?” Ele pensou, tentando formular hipóteses que não tinham nada à ver com o que a palavra realmente significava.

Antes que o homem pudesse continuar a sua explicação épica, Kevin acabou lembrando-se de algo completamente importante. Rapidamente olhou para seu pulso, e arregaçou sua manga, logo vendo um simples relógio de pulso prateado com ponteiros avermelhados. Então, ele deu um grito que ecoou pela sala inteira, e logo informou que teria que sair logo dali, pois estava completamente atrasado.

- Ok, ok... – Falou o mascarado, impressionado pelo garoto ser tão impaciente. Mas, ignorou os simples fatos, e disse: - Gostaria de perguntar mais alguma coisa antes de sair? – O rapaz começou a pensar rápido, pois estava completamente desesperado. De repente, uma pergunta surgiu em sua cabeça:

- Qual é o seu nome? Você ainda não se apresentou para mim. – Disse Kevin, com um ar suspeito diante do homem, que até agora nunca falou nada sobre si mesmo para o rapaz. O mascarado apenas deu uma risada leve e baixa, e logo falou:

- Bom, na verdade, eu irei informá-lo sobre isso depois. Você não está apressado para fazer algo? – Falou o homem, dando uma risada leve, parecendo “disfarçar”. Com certeza estava escondendo alguma coisa.

- Pelo menos, diga seu nome. Preciso te chamar de alguma coisa. – Respondeu o rapaz, não aguentando a intensa curiosidade dentro de si. O mascarado deu um suspiro, e levantou-se da cadeira em que antes sentava. Pegou sua arma, e mirou-a na direção da cabeça do garoto. Então, falou umas simples palavras:

- Nos veremos de novo. Até lá, chame-me de... B. – O mascarado puxou o gatilho, e a bala foi lançada.


O Eclipse iluminava o local, enquanto ainda estava com sua aura sombria circulando-a. Poucas pessoas gritavam e fugiam dos demônios, pois os mesmos estavam em pouca quantidade, o Eclipse mal tinha começado. Praticamente todas as pessoas correram para suas casas, e trancaram tudo no processo. Exceto uma pessoa: Kevin Stone. O rapaz normal de dezessete anos que estava caído no chão de seu colégio, com uma chave de fenda azul em suas mãos. Felizmente, nenhum demônio tinha ido lá, mas nunca se sabe...

O jovem que estava deitado lá finalmente abriu seus olhos, apenas para ver a parede que estava pegando fogo e sua mão que segurava a ferramenta azulada. Estava meio sonolento, mas teria que se levantar para sair daquele lugar rapidamente e ir para sua casa.

Determinação era tudo preciso naquele momento. Muitos sabem que o esforço feito para se levantar enquanto permanece sonolento é algo inimaginável... Kevin teria que ultrapassar esse obstáculo, custe o que custar. Colocou seus braços para o respectivo lado em que estavam, e logo começou a pressionar os membros na direção do chão, e seu destino era se levantar. Fracassar não era uma opção.

... Depois dessa cena dramática do simples rapaz de dezessete anos levantar-se do chão, ele meteu a mão no bolso, esperando achar a chave de fenda. Em uma fração de segundo, achou a ferramenta, e tirou-a do local em que antes estava. Olhou atentamente pra ela, e recitou as palavras que o homem antes disse. O processo foi feito, e logo a Excalidur surgiu.

“Ok... Tenho a espada comigo. Assim, poderei proteger-me livremente dos demônios que aparecerem. Isso se tiver algum, claro...” Pensou o rapaz, pronto pra qualquer coisa que vier. Ele olhou para os lados, enquanto andava para frente com cuidado.

De repente, ouviu uma voz familiar chamar seu nome repetidas vezes. A primeira vez que notou isso, virou-se para trás, já segurando a Excalidur firmemente. Então, novamente, olhou para o outro lado, ainda mais assustado.

Uma súbita ventania surgiu, fazendo o jovem arrepiar seus pelos. Ele começou a imaginar como se estivesse num daqueles filmes de terror que tem sempre a mesma coisa, um vento aleatório surgir do nada, e um monstro apareceria logo após esse fato.

Mas, algo diferente aconteceu. Uma espécie de mão fria e gosmenta encostou-se ao ombro do jovem. Uma terrível sensação fluiu pelo corpo do garoto, como se estivesse deparando com uma coisa terrivelmente assustadora para se olhar. Mesmo tendo uma curiosidade imensa, não tinha o mínimo de coragem possível para ver o que estava tocando-lhe.

- Kevin, olhe para mim. Não tenha medo. – Falou o dono do membro que tocava o rapaz, e o mesmo, achando que ia ouvir uma voz tenebrosa, ouviu um som familiar... Sentindo-se mais calmo, o garoto virou sua cabeça para trás vagarosamente, com os olhos quase fechados. Quando achou que estava pronto para olhar o ser, tirou suas pálpebras da frente de seus globos oculares, e viu algo bem tenso...

Uma espécie de mosca do tamanho da cabeça de Kevin olhava atentamente para o rapaz. Ela era quase como um inseto comum, mas, como já dito, tinha uma estrutura enorme. Sua cor predominante era preta, e seus olhos eram amarelados. Tinha quatro poderosas asas que batiam várias vezes por segundo. Por mais estranho que pareça, ela tinha... Mãos.

Os dois seres ficaram se encarando por vários segundos. A mosca olhava para o garoto sem parar, deixando-o nervoso e amedrontado. Afinal, não é todo dia que se vê um inseto gigante te olhando por um motivo aparentemente desconhecido. Kevin sempre achava que sua vida era normal, mas após isso... Já sabe.

Era uma troca de olhares que não parava. A mosca parecia estar sorrindo como se nada tivesse acontecido, enquanto o jovem estava completamente amedrontado, querendo logo afugentar a mosca do local. Já não estava mais aguentando, e sem pensar duas vezes, levantou a Excalidur para o alto, pronto para desferir um golpe vertical no monstrengo.

Logo no momento em que iria acertar a criatura grotesca, uma espécie de “força” impediu-o de acertar o monstro. Mesmo com isso, ignorou os fatos, e começou a golpear continuamente a criatura, mas o poder misterioso preveniu todas as vezes. Ficando bastante irritado e cansado, o rapaz tentou acertar a criatura com um soco leve. O mesmo fora bloqueado pela mão esquerda do ser, que logo falou:

- Pegue sua carta. – O tom de voz da criatura estava completamente diferente da que ouviu alguns minutos atrás. Ele parecia estar mais... Gentil. O rapaz rapidamente soltou sua espada, e a mesma caiu no chão. Então, logo colocou sua mão no bolso da calça, contra sua vontade. Mesmo não querendo nem um pouco fazer isso, seu corpo moveu-se sozinho e obrigou-lhe.

Em míseros segundos, o rapaz retirou o objeto fino do compartimento, e mostrou para a mosca. A mesma começou analisar lentamente o objeto, vendo seus cantos e suas faces, mas o que mais lhe interessava é a cor. A cor vermelha-sangue que era a marca principal da carta. O monstro ficou uns longos segundos olhando para a tonalidade dela, e parecia estar bastante feliz enquanto fazia isso.

- Ok, vamos lá! – Falou a criatura, dando um rápido toque no objeto. De repente, um forte brilho vermelho cegou o garoto, fazendo-o bloquear seus olhos com o braço que não segurava a carta. Ele achava que alguma outra coisa iria acontecer, mas, para sua felicidade, não. Até ele ver que a parte da frente de sua carta tinha uma espécie de imagem. Após sua vista de recuperar, o garoto olhou atentamente para o objeto fino, e logo viu que a mosca estava dentro dele.

No início, ficou abismado com a grande e estranha “feitiçaria” que tinha acabado de ocorrer. “O que houve? O que essa mosca aleatória quis de mim? Por que ela entrou na carta? Onde isso vai chegar...?” Uma gigantesca quantidade de perguntas novamente rodeava a cabeça do garoto. Mas, isso não era hora de pensar. Ele teria que sair logo de seu colégio e ir para sua casa. Não será uma tarefa fácil, mas fazer o quê. Tudo pela sua segurança. Pegou sua espada que acidentalmente caiu no solo, e virou-se para a porta que levava ao interior do colégio, e logo andou até lá, determinado.

Continua...


Última edição por Mr. Weegee em Sex 24 Fev 2012 - 2:08, editado 1 vez(es)

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Mensagem por DarkZoroark em Qui 2 Fev 2012 - 4:43

Olá Weegee o/
Cara, sua fic é simplesmente d+. Muito legal os elementos apresentados nela e a trama da mesma. O uso de tarô em fics eu nunca tinha visto antes e pelo jeito ficou super legal ^^.
O fato de que u garoto normal envolve-se repentinamente com uma luta também é algo realmente fora do normal, o que destaca sua fanfic das demais.
Descrição e Narração estão sensacionais. Não consegui achar error de gramática. O único problema que encontrei é uma eventual repetição de palavras, mas tirando isto está realmente impecável a fic.
Caraí, usar uma chave de fenda para matar é a primeira vez que eu vejo (fico muito fods!!). A utilização de Arcana também é simplesmente genial.
Uma coisa que achei um tanto estranho foi que a frase que o Kevin usou para transformar a chave de fenda em espada me lembrou a usada pela Sakura em Sakura Card Captors.
Bom é isso. Aguardo seu próximo capítulo onde irei fazer uma descrição mais centralizada do que geral.

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Mensagem por cbm em Sab 25 Fev 2012 - 8:28

Oie Weegee :3

Então, terminei de ler faz um tempo, mas esqueci de perguntar. O enredo continua maravilhoso. ^^ Por mais que eu não saiba como é Persona, esse carinha da arma e todas as Arcanas parecem muito misteriosos. E sua descrição e narração são realmente muito boas, melhorando bastante a fic.

E ao contrário do amiguinho aqui de cima, eu acho que teve alguns pontos em que você pecou sim. A repetição de palavras foi imensa neste cap. Sério mesmo. Tente ler você e veja do que estou falando. O outro problema era o excesso de vírgulas. Depois de todos os "Mas" havia uma vírgula. Além de vários outros lugares desnecessários. Tudo isso prejudica a leitura. Mas estou ceto de que pode melhorar.

Bem, é isso, Weegee. Até mais ver e continue com a fic! õ//

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Mensagem por Gehrman em Ter 27 Mar 2012 - 1:19

Eai, desculpem o atraso gigantesco. Graças à minha preguiça (como sempre), só estou postando agora. Bem, DZ e Anderson Silva, muito obrigado pelos comentários. Espero que gostem desse capítulo que nem tive tempo de revisar, vish >: Ah, vocês podem achar que as coisas tenham sido muito mal explicadas, mas esperem, todo tipo de coisa tem uma explicação. Enfim, boa leitura para todos.

~Capítulo 4: Medo (Pt. 1)

Kevin estava prontíssimo para passar sobre um obstáculo bem difícil e tenso: sair da escola são e salvo. Nunca se sabe, poderia ter algum zumbi, lesma demoníaca, e muito mais no interior do colégio. O rapaz sabia que teria que ser muito cauteloso, pois aquele não era um momento para brincar.

Ele começou a dar leves passos na direção da porta que levava até o primeiro corredor. Com espada em mãos, segurada firmemente, ele estava pronto pra qualquer coisa que poderia ataca-lo. Chegando perto do objeto, pensou: “Hm, talvez, na minha frente, esteja alguma coisa me esperando e pronto pra me comer vivo. Então... Chutar a porta é o que há!”

Após dar um forte grito, Kevin deu um chute incrivelmente forte na porta, fazendo-a voar para trás. “Tamanho não é documento”, como dizem. Enfim, o garoto deu uma olhada rápida para os lados, esperando a aparição súbita de um demônio, com uma expressão desafiadora, mas no fundo, estava com mais medo do que cair de uma montanha gigante.

Ele começou a pensar em coisas ruins, se esforçando para parar de fazer tal ato. Tentou até imaginar uma fada jogando pó feliz em sua cabeça, mas isso era ridículo demais para ele se concentrar.

Fadas não podiam protegê-lo, pensou. Se ficasse parado lá, nunca iria descobrir as coisas por trás do Eclipse Mortem. Ele ficou se imaginando como um daqueles heróis de animes, que no começo ficam confusos, mas depois sabem de todas as coisas. Mas aquela era a vida real. Não podia ficar imaginando aquilo o tempo todo. E também, caso ele chegar tarde em casa, sua mãe irá dar-lhe um sermão intenso.

Engolindo em seco, ele começou a agir. Começou a andar mais rápido que antes, para acabar logo com isso e ir para casa. Por mais estranho que pareça, o corredor parecia mais longo do que o normal. Antes daquilo tudo, levaram apenas uns trinta segundos. Agora, era como se fossem mais de uma hora. Tá, não era exatamente uma hora, mas na mente de um rapaz preguiçoso, sim.

No final, o garoto viu duas portas. Coisas suspeitas estavam acontecendo aqui, o garoto pensou. Ele nunca viu essas portas na sua vida, e olha que ele conhecia a escola como a palma da sua mão. Sem escolhas, ele resolveu usar um método que só o destino decide: o clássico jogo da moeda. Kevin pegou um trocado de seu bolso, e jogou-o para o alto. “Cara, direita. Coroa, esquerda.”

Após uma jogada para o alto, o jovem pegou o objeto, e bateu-o no braço esquerdo. Logo viu que aquilo resultou em coroa, ou seja, ele foi para a esquerda. Novamente, deu um chute poderoso na porta, fazendo-a voar que nem a outra. Era hora de investigar.

Depois de entrar, Kevin viu-se em uma situação tensa. Aquilo não parecia o corredor de um colégio, mas sim, uma caverna escura e sem nem um pouco de iluminação. Pensando em pegar a outra porta, o garoto virou-se para trás, mas viu que outra porta surgiu do meio do nada. Tentou usar a maçaneta, chutar, cortar com a espada, mas nada deu certo. Tinha que ir por aquele caminho.

Era um momento de alta tensão. Ele nunca iria saber o que iria encontrar no meio dessa caverna, ou seria a saída, ou um beco sem saída, onde ficaria preso para sempre. O menino tinha pouquíssimas esperanças sobre isso, mas precisava ver para estaria certo. Então, começou sua longa caminhada pela caverna misteriosa.

Quase meia hora se passou, Kevin estava quase exausto de tanto andar, mesmo tendo dado passos bem lentos. Algum tipo de força misteriosa o fazia continuar andando. O nome disso? Determinação. Era aquilo que ele não sabia que tinha, qualquer pessoa determinada pode fazer quase tudo. Sendo um rapaz despreocupado com seu próprio estado, ele ignorou isso, mas continuou.

De repente, notou que uma espécie de luz estava no final do corredor. Uma saída, talvez. Sem pensar duas vezes, o rapaz correu desesperadamente até ela, com um sorriso gigantesco no rosto. Quando estava prestes a sair, viu uma coisa que nunca queria ter visto em sua vida.

- Oh... Pelo visto, isso... Não será fácil... – Kevin tremia sem parar. Parecia que ele foi atingido por um relâmpago, mais era alguma coisa muito, mas muito mais forte que isso. O que será, você deve estar se perguntando. Simples! Aranhas. Desde sua pré-adolescência ele tinha esse medo. Como isso começou?

Quando Kevin era um menino de apenas 12 anos, no seu antigo colégio, ele sofria muito bullying por estar quase sempre solitário. Os imbecis queriam fazer algo muito ruim para ele, e então, decidiram comprar uma aranha-caranguejeira, que coloca um medo infinito em qualquer pessoa. Em um dia, enquanto eles estavam fazendo uma prova importante, o aluno que sentava atrás do rapaz colocou o ser demoníaco (segundo o jovem) nas suas costas. Ele começou a perceber que tinha alguma coisa estranha acontecendo na sua parte de trás. Deu uma virada com a cabeça, e deparou-se com o aracnídeo. Ficou tão assustado no momento, que pulou da cadeira. Mesmo fazendo isso, a aranha não parava de ir em sua direção. Enquanto todos riam dele, seu medo controlava-o sem parar. Quando o professor foi ajudá-lo, pisou na aranha, o sangue que foi expelido dela deixou Kevin com náuseas. Então, o professor suspendeu o rapaz que deixou a fobia no menino. Foi aí que Kevin notou que não poderia confiar em mais ninguém, além de sua fobia ter começado.

Continuando, o garoto viu um buraco que dividia o local em que ele saiu, e do outro lado, uma porta que levava à algum lugar desconhecido. Mas, com aquela quantidade gigantesca de aranhas no buraco, com certeza era um obstáculo intenso. Ele estava quase chorando de tanto ver os aracnídeos, nunca viu uma quantidade tão grande daqueles seres demoníacos antes.

Mas ele sabia que existia uma coisa muito pior: as broncas de sua mãe. Ele se lembra da primeira vez que recebeu um sermão... Momento inesquecível. O garoto ficou sem dormir por duas semanas. Ele tinha duas escolhas: Passar aquilo com toda sua determinação no momento certo, ou apenas chegar em casa no dia seguinte, e ficar traumatizado até o fim dos seus dias. Era óbvio, não? “Escolhas não existem mais. Eu vou conseguir... Eu tenho certeza...” O rapaz deu um sorriso leve, enquanto ainda chorava. Não sabia se daria certo, mas não custava tentar. Afastou-se um pouco, e começou a pegar impulso. Transformou a espada em chave de fenda, e colocou na mochila. Jogou a mesma para o outro lado, e felizmente, chegou são e salva.

Era sua vez. Pegou impulso novamente, e saiu em disparada na direção da outra porta. Suas lágrimas começaram a sumir, pois sua determinação naquela hora era infinita. Falhar não era opção!

Preparado, o rapaz pulou. Olhos fechados o tempo todo, não estavam preparados para abrirem-se. Ele estava tão determinado, que o pulo acabou indo mais alto do que imaginado. Ele achava que ia cair no buraco, para ser devorado vivo, pedaço por pedaço. Felizmente, ele conseguiu... Sobreviveu!

- Eu... Consegui. – Ele ficou paralisado, de tão emocionado que estava. Uns segundos depois, ele levantou-se, com um sorriso no rosto. Nunca tinha ficado tão satisfeito em sua vida. Para a sua infelicidade, avistou uma aranha na parede logo a sua frente. – Droga de bicho, saia da minha frente! – O rapaz aproximou-se, e começou a golpear o aracnídeo sem parar. Ele sorria maliciosamente enquanto fazia aquilo, era como se fosse uma satisfação extra por ter conseguido pular. Quando terminou, pegou sua mochila, abriu o objeto que levava até outra sala, e disse: - Até logo! – Fechou a porta.


- Hm... O laboratório de ciências? – Com certeza, não era o que o garoto esperava. Logo aquele lugar? O mesmo parecia mais diferente que o normal. Os materiais científicos, que deveriam estar lá sempre, não estavam lá. Nem os aquários com os animais aquáticos. O quadro negro. O armário que guardava a roupa que os alunos usavam obrigatoriamente. Nada. Apenas uma enorme caixa de papelão bloqueando o local em que deveria ser a saída. – Hm... Vejamos o que tem lá.

O garoto começou a andar na direção da caixa, com muito cuidado. Ele rapidamente notou a presença de dois furos na frente, que poderiam estar lá com pura coincidência. Ele agachou-se, e começou a ver o que estava no interior do objeto, e ficou completamente surpreso. Eram todos os materiais do laboratório. Como chegaram lá, o garoto pensou. Tudo aquilo já estava ficando completamente estranho.

Um vento forte começou a bater. Kevin olhou para o alto, e viu que o ventilador e nem o ar-condicionado estavam ligados, além da janela nem estar aberta. Seria impressão? Enfim, ele voltou a olhar para a caixa, querendo mesmo ver se estava tudo lá. De repente, o ar ficou mais poderoso que antes. Com certeza não era impressão. Ele saiu de perto da caixa, e olhou para trás, suspeitando bastante do seu redor.

- Er... Tem alguém aí? – Uma espécie de grito agudo ecoou pelo local, deixando Kevin amedrontado. Retirou a chave de fenda de sua mochila, e disse as palavras corretas, fazendo-a virar a espada. Deixou o outro objeto no chão, para não prejudicá-lo caso ele tenha que fugir de alguma coisa. – Ok! Coisa estranha que estiver aí, apareça agora, se estiver com medinho! – Tsc, o garoto estava com mais medo do que ser eletrocutado.

Do meio do nada, um som misterioso foi ouvido. Ele olhou para a caixa, e viu que ela parecia estar rasgando-se. Segurou a arma firmemente, pronto pra qualquer coisa que viesse atacá-lo. Em quinze segundos, uma espécie de humano saiu da caixa. Ela usava um jaleco branco completamente rasgado, sua pele estava verde e seca, e usava uma calça jeans em estado igual ao da camisa. Era um zumbi.

Ele começou a andar até o lado, Kevin assistindo com uma expressão amedrontada. A criatura chegou em uma mesa cheia da coisas. Jogou tudo que não era importante pro ar, e pegou um objeto muito conhecido por muitos: uma faca.

- Merda. – Kevin atingiu o auge do medo. Um zumbi segurando uma faca? Impossível! Eles são seres sem cérebro! Mas... Era preciso agir. O monstro estava vindo em sua direção, balançando a faca para um lado e pro outro sem parar, parecia que estava cego. Mas o rapaz não podia subestimar o ser, pois ele poderia ser muito mais forte do que esperado. Como diz aquele ditado, as aparências enganam – Er... Vamos... Começar...? – O rapaz ficou sem falar por uns segundos, mas logo segurou a arma com pura determinação, e partiu pra cima do ser irracional.

Planejou dar um ataque horizontal no monstro, fazendo tal ato com força. Mas, foi rapidamente bloqueado pela faca do ser irracional, que empurrou-o para trás com seu pé. Mas claro, era óbvio que o chute não seria tão forte quanto o do próprio garoto. O mesmo recuperou-se com facilidade, e deu uma investida potente no inimigo, acertando-o de primeira, além de fazê-lo recuar para trás, fazendo-o bater a cabeça na parede. Ele era bem resistente, então, não acabou. O ser saiu de perto da parede, e começou a girar o braço que segurava a faca com muita força, como se fosse um ventilador ligado ao máximo.

Sem que Kevin prevenisse isso, o zumbi atirou a faca, e ela estava mirando bem na cabeça do rapaz. O mesmo fez um movimento totalmente aleatório, e por sorte, bloqueou a faca com sua espada mortal. Então, viu que tinha duas armas ao seu dispor. Pegou o objeto cortante que caiu no chão com o impacto, e jogou-se para cima do zumbi, querendo atacá-lo com muita rapidez e leveza em seus golpes. Surpreso, nenhum ataque deu certo. O monstro desviava de tudo como se fosse um dançarino.

Isso já estava ficando irritante. O menino começou a atacar com muita rapidez, dificultando bastante a “dança” do monstro de jaleco. Então, ele não aguentou mais tudo aquilo, e acabou ficando tonto de tanto dançar. Era a chance de finalizar aquilo. Kevin correu um metro para trás, e tomou impulso, logo começando a correr na direção do monstro. Em um piscar de olhos, a espada atravessou o tronco do demônio, fazendo-o ficar parado no mesmo local.

- Acabou...? – Kevin virou-se com rapidez para onde estava o zumbi, e viu que o mesmo estava transformando-se sem cinzas. Era o fim para o ser irracional com roupa estranha. Feliz, o garoto guardou a faca no seu bolso, pronto para usá-la quando necessitar. Então, fez a espada voltar à sua forma original, e colocou em sua mochila. – Ótimo. Pelo menos ele não era uma aranha gigante. – Aliviado, o garoto andou até o local em que o monstro saiu.

A caixa parecia tão pequena por dentro... Todos os objetos estavam em um emaranhado total, mas a única coisa que Kevin se interessava era a saída daquele lugar. Começou a vasculhar mais o lugar, procurando uma lanterninha para ter uma visão melhor. Foi só nesse momento em que ele percebeu que tinha um celular consigo mesmo. Pegou ele de seu bolso, e ligou-o. Colocou a iluminação no nível máximo, e começou a vasculhar o interior do objeto de tamanho sobrenatural. Estava tudo rasgado, provavelmente por causa do zumbi. Após dar uma olhada geral pelo lugar, notou que tinha um armário completamente intacto. Muito suspeito isso... Ou o monstro não viu o armário, ou alguma coisa impediu-o de cortá-lo. Bem, curioso, o rapaz abriu o armário, e viu algo muito tenso: escadas. Um armário que levava até uma pequena escadaria. Não havia tempo para pensar, o rapaz precisava continuar sua aventura até sua casa. Então, seguiu o caminho misterioso, nem pensando no que iria encontrar.


- Estou quase lá... – Kevin seguia a luz no final das escadas, esperando chegar até a saída do local. Estava sério naquela hora. Já se passou muito tempo, só mais uma hora e meia de atraso que ele seria morto pelas “doces” palavras de sua mãe. Ele queria parar de pensar nisso, então, começou a andar muito mais rápido. – É isso... É isso!!

O rapaz deu um pulo na direção do fim da escadaria, quase chorando de tanta emoção que sentia. Ele esperava cair no asfalto, que era a melhor coisa que serviria para deitar-se naquele momento, mesmo não sendo a hora apropriada para isso.

Esperando cair suavemente, deu uma batida bem forte nas grades da entrada do colégio. Xingou-se um pouco, e logo levantou-se. Suspirou, e começou a chutar a porta sem parar. Sua força de vontade era infinita naquela hora, não podia desistir logo naquele momento. Vendo que chutar não adiantava, pegou um banquinho de madeira que estava bem perto do local em que ficava o guarda-sol, que servia para alguns alunos esconderem-se da chuva, ou descansarem em um dia quente. Enfim, após pegar o objeto, começou a batê-lo nas grades, até quebrarem.

Ele não podia fazer nada. Ninguém que podia ajudá-lo estava na lojinha de material, na entrada para as crianças que pertenciam ao primeiro até o quinto ano, no pequeno pátio perto do corredor das salas... Ninguém. Era Kevin e ele mesmo. Sozinho...

- Tsc... Não há escolhas. Esse Eclipse idiota está alterando lentamente nosso mundo, mandando demônios para cá, ferrando tudo. Eu não sou um herói... Eu sou apenas um garoto de dezessete anos que nasceu pra ser o que é atualmente. Odeio isso... – O garoto começou a ficar depressivo. Ele nunca tinha ficado tão triste e raivoso antes, mesmo com a tristeza predominando tudo. Kevin nunca tinha visto que alguma coisa como aquela iria acontecer. Ficar solitário, preso. Era aquele seu destino?

- Ora, vejam só, meus amigos! Kevin Stone, o garoto mais assustador do colégio, chorando?! Isso é algo que tem que ser gravado! Liguem suas câmeras, esse é um verdadeiro espetáculo! – O rapaz levou um susto repentino por causa da pessoa que falou isso. Ela parecia ter a mesma voz que o garoto, mas um pouco mais grossa... Quem seria?

- Alex...? Alex, seu cretino, é você?! – Kevin levantou-se com ansiedade, contendo-se para não chorar mais. Esperando ver o tão odiado Bully, ele pegou rapidamente e sua faca do bolso. Mas... Não era ele. Em hipótese alguma, nunca seria ele. Ele tinha o igual tamanho, roupas iguais, e cabelos idênticos aos do garoto da tatuagem vermelha. A única coisa que diferenciava-os eram os olhos amarelados. – Er... Você tem alguma doença? Seus olhos estão amarelados... – O adolescente não via direito o garoto, pois a grande quantidade de lágrimas em seu rosto estava embaçando um pouco sua visão. Quando ele retirou todas elas de seu rosto, ficou completamente surpreso. Aquele cara... Ele era idêntico a Kevin!

- Tsc... Você pode ser forte, mas ainda é um fracassado, nem sabe pensar direito. – Falou a cópia, dando uma risada leve, que deixava o menino cada vez mais irritado. – Vou fazer uma imitação, veja só! – O rapaz pegou uma garrafa d’água de seu bolso, e jogou-a no seu próprio rosto, fazendo-o ficar todo molhado. Então, mudou seu tom de voz para um que parecia uma criancinha de cinco anos chorando: - Buá, estou solitário! Alguém venha me ajudar, sou um idiota depressivo! – Essa última frase terminou em uma risada de maníaco, mas o rapaz estava quase explodindo de tanto ódio.

- Quem é você?! – Kevin apontava a faca de modo feroz na direção da cópia, mas a mesma continuava rindo.

- Não é óbvio, seu imbecil?! Eu sou você! – O original não acreditou no que ouviu. Como diabos uma pessoa fala mal de si mesma? Bem, isso não importa. O adolescente não conseguiu pensar em mais nada, apenas na sua cópia. – Resumidamente, eu sou sua parte verdadeira. Eu sei muito bem que você é, no fundo, um medroso que odeia todo mundo, mesmo sabendo que não adiantará nada!

- Isso... Isso não é verdade! Mitsui é meu amigo, ele nunca iria me abandonar!

- Oh, vejam que fofo, nosso amigo tem um companheiro inseparável, palmas pra ele! – A cópia começou a bater palmas para... Er, não há como explicar, mas como se motivasse um público invisível a bater palmas. – Enfim, meu caro. Lembra-se do dia da aranha? Pois é, foi aí que aprendemos que a humanidade é uma merda, não vale simplesmente nada! Todos eles te odeiam, porque você insiste nisso?! Aprenda: você é ingênuo, medroso, e um anti social! Acredita mesmo que Mitsui é seu amigo? Sério?! – A cópia começou a rir muito mais do que antes. Kevin não aguentava as palavras da cópia, isso já estava ficando frustrante demais. Antes que ele pudesse falar alguma coisa, o falso olhou para o lado, e deu um grito completamente afeminado, tudo por causa de uma aranha pequeniníssima. – T-tirem esse monstro de perto de mim!!

O adolescente não acreditava no que via. Sua réplica também tinha medo de aranhas, que nem o original. Mas... As palavras da cópia eram verdadeiras. Kevin era tudo aquilo que sua réplica disse. Tudo. Ele não conseguia aceitar... Simplesmente não conseguia.

- Não... Eu não... Eu não sou assim... EU NÃO SOU VOCÊ!

A cópia parou de dar os gritinhos. Ignorando completamente a aranha, ele levantou-se, dando um sorriso assustadoramente estranho. Ele deu uma risada leve, e de repente, uma aura avermelhada começou a envolvê-lo. Ele levantou a mão para o alto, e abriu-a. De repente, energia sombria começou a envolver a mão do falso, e de repente, uma Katana surgiu, e ele logo enfiou-a no chão, ainda sorrindo.

- Estou sentindo. Estou sentindo o puro medo dentro de você. Você quer me golpear, esfaquear, e fazer muitas outras coisas com este simples corpo, mesmo não sabendo que não adiantará nada... Tudo por essa sua atitude medrosa. Oh, a vida... – O original fitava a cópia de um modo que nunca fez antes com ninguém. Era puro ódio misturado com tristeza. Ele segurou sua faca com firmeza, tremendo um pouco pela sua ansiedade, e falou:

- Eu não aceitarei isso... Jamais! – Saiu em disparada na direção do falso, pronto para acabar com ele.

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~Persona: The Dark Destiny Empty Re: ~Persona: The Dark Destiny

Mensagem por DarkZoroark em Qua 28 Mar 2012 - 23:47

Olá Weegee
Desculpe esta demora para comentar (mas você, como o Mud, não me avisou que havia postado um novo capítulo... Olhar Cínico ) O Kevin tem aracnofobia?! Quer dizer que ele nunca entrou na área dos insetos de um zoológico? Não!!!
Agora falando sério. Adorei o capítulo. Sério mesmo. Sua descrição está ótima, bem como sua narração. A maneira com a qual você demonstra os ambientes e paisagens poderia e deveria ser seguido por uma boa porcentagem dos membros do fórum.
Erros? Encontrei dois. O primeiro foi que você acabou trocando a arma que o Kevin segurava de uma espada, no início do capítulo, para uma faca ao final. O outro foi a repetição de algumas palavras que ocorreu durante este capítulo. Sei que é difícil de se desvincular deste problema, mas sei que vais conseguir.
Bom, é isso. Aguardo seu próximo capítulo o/

@PepeAkemi: Fan Fic inativa a mais de um mês, logo ela vai ser trancada, então caso queria reabrir so mandar uma Mp a qualquer Fan Fic Moderador, então trancado.

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