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Mensagem por knew Sab 20 Out 2012 - 17:37

Beeem, a do Mikh passou muita solidão, não sei se isso é muito triste, mas confesso que fiquei com pena do cara. A saudade e a culpa dele foram bem "encaixadas".
A do Rush já passa uma tristeza meio agressiva, e ao mesmo tempo romance.
É, voto no Rush.
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Frase pessoal : deus é top


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Mensagem por Pokaabu Sab 20 Out 2012 - 21:40

As duas ficaram maravilhosas, muito bem escritas por sinal, a do M passou mais, como posso dizer, "Dor de corno", a do Rush ficou um pouco pesada, mas baseada em fatos reais, passou mais tristeza que a do M.

Voto vai pro Rush ~

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Em breve.
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Mensagem por Pikachuzinha Sab 20 Out 2012 - 23:09

Voto no Rush. Apesar da grande repetição de palavras, ficou bem realística.

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Mensagem por Diamandis Dom 21 Out 2012 - 3:11

Bem, o Mikh foi melancólico como sempre e sem muita novidade. Na verdade, Esse curta foi bem fraco em relação aos que ele costuma escrever.

Blah, o Rush fez aquele curta que conquista e comove massas, mas não faz meu tipo. Foi baseada em fatos reais, legal.

Voto: Olha, indecisão da porra, voto no Rush, meio pelo texto legalzinho e meio pelo texto do Mikh ter sido um pouco fraco.

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Mensagem por -Murilo Dom 21 Out 2012 - 10:53


Mikh: Logo no começo a história do homem abandonado me comoveu bastante, e percebi que mesmo sofrendo com a lembrança da amada, ele fazia questão de se lembrar dela, e fez isso criando o quadro. A riqueza de detalhes de como ele fez isso me agradou bastante. Mas daí eu fui ouvindo a música e percebi que a maior parte da shot era uma cópia da letra da música. Me decepcionei. As constantes pausas também não me agradaram muito, mas fui percebendo que isso era um charme da shot.

Rush: Conhecendo sua fanfic, eu sabia que seria capaz de escrever um conto triste. E esse realmente me surpreendeu. Apesar de já começar errando na virgula, continuei a leitura e fui gostando cada vez mais. Digamos que essa história é bem clichê. O homem que perde a mulher para outro e fica enlouquecido de amor acaba se levando para as últimas consequências. Mas a sua forma de escrever deixou tudo bem original. Apesar de que alguns trecho que deixaram um pouco confuso, como a súbita mudança de local do banheiro do rapaz para o quarto de hotel, eu fui deixando fluir.

Enfim, gostei de ambas, pois me passaram uma sensação de como é triste sofrer de amor. Mas como tenho que escolher, eu voto em Rush.
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Frase pessoal : Pq ñ podemos fugir da realidade se ela é uma droga


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Mensagem por ana Sab 27 Out 2012 - 17:27

Fiquei jogando TF e no tumblr, acabei esquecendo de postar o concurso Não me odeiem (ainda) D: Mas, voltando ao que importa: Com cinco votos, Rush vence a rodada! Parabéns para ele :3 E para o Mikh também, obrigada por participar do concurso. Bem, vamos a nossa próxima rodada. Antes, vamos ver como anda a lista de participantes:
Mud x Done
Mikh x Rush
CalrosHenrique x Pikachuziinhahsz
Tiger x Jet.
Yays a parte, nessa rodada vamos repetir o tema da primeira. E próxima rodada, terá o tema da segunda, daora.

CalrosHenrique x Pikachuziinhahsz
Tema: Música romântica
Prazo: 27/10 a 31/10
Já sabe né? -q Qualquer tipo de romance e música sobre será aceito. Mp com o texto para mim o3o Boa sorte para os concorrentes e até mais o/

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Frase pessoal : ta dentro dos limites


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Mensagem por ana Sex 2 Nov 2012 - 13:53

Como o Calros não entregou, não teremos votação nesse duelo. Legal né? Muito. Enfim, fiquem com o texto da Pikachu. Meus parabéns por ela ter entregado o texto e tudo mais :3

Spoiler:
Case Comigo

O silêncio era absoluto. O vento batia em meus lindos cabelos ruivos... Era uma noite calma e muito bonita; o céu estava estrelado e a lua cheia branquinha. Pensamentos lindos passeavam por nossas mentes.

Eu estava tão só, naquele lugar... Lembro-me de quando nos conhecemos. Éramos tão amigos. Você e eu. Minha mente ficava profundamente relaxada ao pensar em ti, garoto dos olhos negros. Suas roupas folgadas, seu boné vermelho... Lágrimas escorriam.

Eu não admiti, mas era verdade. Você olhou pra mim e eu para você, foi uma linda cena. Chorei de medo, você riu de mim. Fugi, e viestes me procurar... O que eu sinto por ti, não se resume em palavras.

Quero dizer o que estou sentindo, mas não sei como começar. Queria te falar agora, mas tenho medo que tu quebres meu frágil coração... Como uma coisa tão simples pode ser tão difícil? Estou amedrontada, mas quero te dizer... Eu te amo.

Eu pratico tudo que tenho que lhe dizer. Sei até de cor, palavra por palavra, linha por linha. Mas quando te vejo... Minha coragem se vai e perco a voz. Espero tanto pelo momento certo...Tento evitar ficarmos a sós. Teu mundo é tão diferente do meu.

Você me vê como uma garota qualquer, medrosa e amante de moda. Mas te vejo como o sol do meu dia, amor. Tu és tão criança, não percebe os meus sentimentos. Porém nada vai nos impedir de sermos quem somos, e nada vai acontecer durante esse tempo, mocinho.

Gostaria tanto dizer que estou te amando, sentada a sua espera... Mas tenho medo. Não sei como dar início a tanto sentimento, aguardei tanto por esse dia, mas me apavora saber das consequências. Talvez você quebre o meu coração, minha esperança. Tudo parece ser fácil, mas haverá tempo o suficiente para que as coisas se dificultem... Pode ser que alguém cruze nosso caminho, mas não importa.

Tenho medo, em segredo. Mas tudo que um dia irei dizer-lhe, nunca se resumirá em simples junções de letras. Uma pétala de rosa, uma gota de seu suor. Dói-me. Seus atos puros, seu cuidado, encantam-me.

Tu hás de ser meu homem, um dia, uma hora. Como dizer-lhe isto, não sei. Mas eu te amo. Você me vira as costas e assusta-me. Por que faz isso? Oh, meu pobre coração. Tua alma também aparenta estar amedrontada. Talvez eu finja, esconda todas minhas emoções. Tento disfarçar as coisas... Mas não consigo. Por favor, imploro. Não siga o mesmo caminho. Você pode não ver todo meu amor se manifestar, triste.

Quero lhe falar que estou amando, mas por onde tomar iniciativa? Pavor tenho daquilo que tu poderás fazer contra mim. Os simples atos que você executaria. Ficaria surpresa, apavorada ao seu chegar. Meu coração de vidro se estilhaçaria com um simples toque vindo de tuas mãos morenas. Mas o que demais isso há de ter?

Noites em claro, sem dormir. Acampando no chão, no esperar de teu retorno. Vergonha terei de assumir, mas o que farei se não isto? Oh... Teus cabelos pretos, tua face tão macia. No tilintar noturno, adormeci.

Amanhece. O dia parecia bonito, o sol raiava como nunca. Hoje seria o tão esperado momento. Na espera de algo fiquei: tua agradável presença, teu perfume. Lutaste por um objetivo, que depois de anos conquistou a muitos.

Provável que seja o mesmo clima clichê, porém não. Desta vez, os limites de nossos corações serão superados e nossos medos... Esquecidos. Talvez tenhamos pavor ou horror, mas do que isso importa-nos?

Somos a dupla ideal, baby. Oh, não me deixe. Algo tão fácil não pode se complicar dessa maneira. Quero dizer-te que apesar de tudo... Meu amor por você é inacabável. Suplico por sua compreensão, teu prazer em amar-me.

Passos ecoavam pelo campinho em que eu estava. Aguçava-me pouco a pouco esperando que aquela fosse tua linda e nobre aparição diante de mim. Eu estava certa. Era ti! “O que vieste fazer aqui, meu amor?” – era o que eu devia ter perguntado. Mas permaneci calada. Seu olhar me encarava, porém não iria desistir agora. Com um sorriso cumprimentou-me. Oh. Meu rosto ficara vermelho como pimentão. Com receio, me afastei um pouco. Seguiu-me. Por quê?

Tentei fugir, mas não deu. Suas mãos tocaram em meu corpo de forma bonita. Puxou-me para mais perto. Lentamente, chegamos a um toque de lábios. Mas... Esta sensação! Um sonho de criança que tive... Realizou-se, oh meu docinho.

Talvez fosse minha imaginação... Era como mágica! O amor estava rondando à nossa volta. Ah, meu bebê. Tu és aquela como aquela bola de fogo no céu, todos conhecem, porém ninguém sabe tua imensa importância.

Esta chance... Não podia perdê-la. Quero pedir-lhe casamento. Terei de tomar coragem, de um jeito ou de outro. Se apavorar agora não resolveria nada, portanto...
- Ash... Casa-se comigo? – questionei.
- Claro, minha doce Misty. – respondeu-me ele, fofo.

Difícil não é impossível... Pode ser fácil, depende de nossa interpretação. Provável que seja dolorido, entretanto não mata. Amar é bom, é bonito.

Não lhe garanto que será simples. Se quem você aprecia não lhe dá valor, tente conquistar essa pessoa. Faça isso com todo seu carinho. Entregue seu coração na bandeja, pode ser precioso. Procure demonstrar a ela o que está sentindo, pode ser que a mesma te entenda. Assim como conquistei meu amado Ash, tu podes fazer isso com o teu também.

É simples, não custa. Antes sofrer porque tentou, do que sofrer porque não tentou. Aproveite enquanto isso durar. Este sentimento é muito importante e valioso. Embora nos cause dores, é um dos enormes prazeres da vida. Por isso, ame. E muito.

Música - Misty's Song.

Mud x Done
Mikh x Rush
CalrosHenrique x Pikachuziinhahsz
Tiger x Jet.


Ok, vamos para o último duelo da rodada:

Tiger x Jet.
Tema: Música depressiva/triste
Prazo: 2/11 a 7/11

Vocês já sabem as regras, e eu creio que não preciso ficar repetindo isso toda vez. Boa sorte.

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Frase pessoal : ta dentro dos limites


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Mensagem por Rush Ter 6 Nov 2012 - 15:25

Hey, apenas avisando. Eu tenho contato com o Henrique, e ele no momento ta sem internet porque o notebook dele está com problemas, só consegui contato com ele ontem. Desculpe por não ter avisado antes. :b

De qualquer forma, ele também pede desculpas. (:

Um abraço!

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Frase pessoal : Agora você não tem mais waifu!


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Mensagem por ana Qui 8 Nov 2012 - 19:15

@Rush escreveu:Hey, apenas avisando. Eu tenho contato com o Henrique, e ele no momento ta sem internet porque o notebook dele está com problemas, só consegui contato com ele ontem. Desculpe por não ter avisado antes. :b

De qualquer forma, ele também pede desculpas. (:

Um abraço!

~Rush

Valeu por avisar :3 Mas tudo bem, lol. manda um abraço pra ele


Jet:
O Mundo Transparente

Dia das mães, um dos dias mais comentados num ano. Eu tento não comemorar esta data, é muito triste e sombria para minha vida, marcante, mas ao mesmo tempo está esquecida no fundo da minha mente. Eu chamo isso de tentativa falha de tentar esconder o que aconteceu naquele dia. O que eu perdi naquele dia? É a pergunta que mais me faz sentir depressivo, entro em uma crise de flashbacks ao ouvir essa pergunta. Uma charada fácil e tão difícil de responder ao mesmo tempo.

- O que foi mesmo que eu havia perdido naquele dia?

Meu nome é simples e curto... Daniel. Tenho somente 14 anos, vivo com meus avós desde daquele dia. Você deve estar se perguntando “O que aconteceu nesse maldito dia”, ou já pode ter deduzido parte da história.

Toumei Datta Sekai

Faz 2 anos que isso aconteceu, dia das mães de 2010. Naquele dia eu estava super animado para comprar o presente da mulher que me deu a luz, me deu vida e uma felicidade incontestável. Vivíamos felizes numa casa humilde, numa simples favela.

- Mainhê! – Gritava eu mexendo nas minhas roupas num simples guarda-roupa velho que tinha no canto do quarto. Sorria como se estivesse ganhando na loteria.

- Oi, meu filho? – Provavelmente ela estava na cozinha, já dava para sentir um cheirinho da janta. Pelo que eu senti era meu predileto. Batata doce com carne! Amo isso!

Eu estava procurando uma simples roupa para eu ir ao cinema com minha mãe, depois iríamos ao shopping da cidade para comprar o presente dela. Eu iria escolher. Ela sempre me educou e me encheu de esperanças. O meu pai foi morto antes de eu nascer, eu nunca o conheci, mas minha mãe sempre me ensinou a não deixar isso me atrapalhar. Ela é muito sábia e inteligente.

- Filho, venha comer logo! Está esfriando! – Eu a ouvi colocar os pratos na mesa, animado corri até ela faminto.

Rapidamente encontrei a cozinha, minha mãe já estava pronta para sair, os cabelos longos e negros com aquele vestido preto. Olhei ao redor, visando a minha refeição. Sentei-me à mesa, aquela mesa com um pano florido cobrindo-a. Uma pequena jarra de suco de frutas ao lado de meu prato e um copo de vidro.

- Coma bem. – Ela se sentou e eu olhei ao redor, sorridente. Ela retribuía meus sorrisos com aquela expressão que todas as mães demonstram quando amam realmente seus filhos.

- // -

Depois de comermos, fui escovar meus dentes. A casa era pequena e apertada, não havia muito que se ver nem espaço para andar livremente. Mesmo assim eu não ligava afinal eu só se importava com minha mãe, a mulher mais importante de minha vida.

- Então, vamos? – Ela apagou a luz do quarto e dava pequenos passos até a porta da nossa humilde sala, apagando as luzes.

Ajeitei minha calça e sai do banheiro, feliz e sorridente como sempre. Não estava preocupado com nada, não esperava nada de ruim. Só queria ter uma noite perfeita com minha mãe. Não trocamos muitas frases, só saímos de casa. Estávamos descendo o morro sem se preocupar com o mundo. Não importava o que acontecia, só importava é que nós estávamos juntos e felizes.

Foi ai que eu ouvi um barulho estranho, estávamos na frente de um beco escuro no meio da praça do morro onde morávamos. Eu segurei forte a mão da minha mãe e continuamos a andar. Alguém estava nos seguindo. Não havia ninguém naquela rua, estava de noite e a cada passo que dávamos o barulho ficava mais perto. Desesperei-me.

- Mãe, vamos ficar bem? – Comecei a ficar ofegante. Desesperando-me cada vez mais, algo ria com um tom de um psicopata louco.

Minha mãe não tinha intrigas, era de bem. O mundo planejava fazer alguma injustiça comigo naquela noite? Esperava que não, mas isso é algo que não podemos impedir.
Estávamos correndo pela rua, descendo o morro o mais rápido que conseguíamos, mas não era o bastante. Foi aí que eu tropecei numa pedra e cai no chão. Minha mãe estava assustada, mas não dava o braço a torcer. Fazia de tudo para continuar sorrindo. Olhei para quem estava nos seguindo. Era um homem velho e barbudo, com casaco marrom, calça jeans e uma peixeira na mão esquerda. Seu bafo fedia a cachaça!

- O que você quer conosco?! – Gritou minha mãe ficando na minha frente, me protegendo como sempre.

- Mãe... Não faça isso! – Comecei a chorar, eu estava com os nervos à flor da pele.

O homem se aproximava dela, ela segurava sua bolsa como arma. Não tinha como algo assim tirar a esperança de minha mãe, mas a minha se foi no momento que eu caí.

- Oi, gostosa, vamos ali ao beco para eu te mostrar uma coisa? – O homem falava como se tivesse segundas intenções, realmente tinha. Provavelmente um estuprador barato que me fazia borrar as calças.

- Saia seu sujo vagabundo. Deixe eu e meu filho em paz! – Ela estava disposta a me proteger de todas as formas por seu tom de voz. Na minha cabeça aquele era o fim, mas poderia ser mesmo.

O homem velozmente puxou os cabelos de minha mãe e em segundos a tinha com a faca próxima a seu pescoço. Ela tremia de medo, mas não deixava de sorrir, por que algo assim acontecia comigo naquele momento?

- Passe a grana e venha comigo, sua vadia. – Sorrindo ironicamente, ele com sua mãe esquerda pegou a bolsa de minha mãe, eu chorava muito na hora... Não me lembro de detalhes.

- Me solte! – Ela com um movimento arriscado se soltou do homem dando um chute em seu saco escrotal.

Ele sentiu aquele golpe como ninguém, doeu em mim. Comecei a sorrir deixando a esperança tomar conta de mim novamente. Mas por pouco tempo, minha mãe se afastou do homem e andou até mim me abraçando. Ela não ligou para a poça d’água ao meu lado, simplesmente se ajoelhou e me abraçou me dando um beijo na testa.

- Eu te amo, meu filho. Nunca vou te deixar sozinho. – Ela estava salva, estávamos salvos.

Era o que eu achava só o que eu achava. Ouvi o barulho de algo perfurando uma porção de carne. Vi a ponta da faca varar a barriga de minha mãe. Atravessou toda sua barriga, no centro dela. Meu olho expressava a tristeza e o ódio que cresceu rapidamente dentro de mim. O homem estava rindo sarcasticamente enquanto minha mãe colocava sangue no meu rosto, saindo de sua boca.

- Krr- - Ela não conseguia falar nada, engasgou com seu próprio sangue.

O homem rindo pegou a bolsa e correu. Não queria ver a cena que vinha a seguir, já pegou o que queria e furou minha mãe.
- Mãe! Acorda! Mãe! – Estava chorando, em prantos, desesperado.

- Adeus... Filho. – Ela falou as últimas palavras. Meu desespero era a única coisa que dava para sentir naquele momento.

Eu não sabia o que fazer. Só gritava até a garganta doer, expressando meu desespero. A poça d’água pegava a coloração vermelha enquanto eu me debruçava tentando despertar minha mãe. Ela fechou os olhos, ela não irá mais acordar. Não havia nada que eu poderia fazer me entreguei a tristeza e ao desespero querendo morrer no momento.

- Não! Por que comigo?! – Gritava eu chorando e beijando o rosto de minha mãe.

Depois disso não me lembro nada, eu simplesmente consegui me desfazer do resto, me lembro da ambulância dizer que minha mãe não iria mais voltar. Eu perdi a alegria que tinha, eu perdi tudo. Agora vivo num vazio, não vejo o amanhã, não vejo o amanhã, senti a verdadeira dor.

Hoje estou tentando superar isso, algo insuperável. Toda vez que fecho os olhos vejo o sangue em minhas mãos e minha mãe caindo nos meus braços. Agora aquela pergunta tem uma resposta, sempre teve.

O que foi mesmo que eu havia perdido aquele dia?

A resposta é simples e dolorosa: Minha vida, a minha razão de viver.
Vs.

Tiger:
Não foi acidente
Ah, onde eu estou? Não consigo me mexer... estou todo dolorido.
Que confusão é essa? Cadê o Cadu? E o Eric?
- CADU! ERIC!
Espera... eu estou lembrando de algo...
-flashback-
- Haha, a festa tava ótima, cara!
- Verdade mano, e aí, como a gente vai pra casa? Vamo no meu carro, tô de boas.
- Ih cara, tu bebeu bastante, tô preocupado, sei lá.
- Ah cara, só bebi um pouco, me garanto, vamo embora.
- E cadê o Eric?
- Tá vindo, aquele otário.
Depois de entrarmos no carro, a gente tava na Rodovia. Não lembro fazendo o que, mas nós estavamos lá. Eu só lembro que eu vi uma luz. Uma luz muito forte. E todos nós gritamos.
-fim do flashback-
Sofremos um acidente... merda. Cadu é um filha da p-
Sirenes me interromperam.
Ali, eu tinha percebido que eu estava à beira da morte.
- TEM ALGUÉM VIVO?
- AQUI! EMBAIXO DO CARRO, NO BANCO DO PASSAGEIRO! - respondi.
Depois de muito barulho, equipamentos caindo no chão, correria, ouvi o que eu não gostaria de ouvir.
- VOCÊ TÁ PRESO NAS FERRAGENS! UMA PERGUNTA, TINHA MAIS GENTE COM VOCÊ?
- SIM, O CADU MOTORISTA E O ERIC, QUE ESTAVA LOGO ATRÁS DE MIM!
- VOCÊ TÁ SENTINDO SEU CORPO?
- NÃO ESTOU SENTINDO MINHAS PERNAS, ME AJUDA CARA!
Ele correu. Acho que deve ter pedido aquela máquina que corta o ferro.
Até que ele voltou.
Eu consegui dar uma leve olhada para trás, e lá estava o Eric.
Ele checou os sinais vitais do meu amigo.

Ele fez um não mexendo a cabeça.

Aquela hora, meu mundo desabou. Meu amigo de infância, morreu.
E a culpa foi minha.
Após um tempo, eles trouxeram o equipamento para cortar as ferragens. Eles cortaram, o barulho era horrível. Conseguiram me puxar, até uma maca. Na maca, eu olhei pro lado.
Tinha um cara deitado. E era o Cadu.
Depois disso, eu apaguei. Só vi minha mãe no hospital comigo.
E hoje eu estou aqui, na cadeira de rodas. Mal consigo pegar um ônibus.
Não foi acidente. Nós poderíamos ter pegado um Táxi...



>> Música do Jet I Música do Tiger <<


Sim, eu sei que o texto do Tiger tá abaixo do minimo. Ok, podem me xingar (xinguem ele Smile), mas eu não ia deixar mais uma rodada dar W.O.

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Mensagem por Mikh Qui 8 Nov 2012 - 19:16

Jet. Além do texto bom, que eu curti muito, está mil vezes superior que o do Tiger, que além de não passar dos padrões, também é muito ruim. Sério. Voto no Jet sem dúvidas, fim.

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Frase pessoal : You stopped being you.


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Mensagem por Kurosaki Mud Qui 8 Nov 2012 - 22:41

Jet, está bem melhor sem dúvidas, tanto escrito quanto nos padrões, será um concorrente difícil, mas adoro desafios =p

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Frase pessoal : O..o


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Mensagem por ana Dom 11 Nov 2012 - 23:31

Parabéns pro Jet, obrigada pela "participação", Tiger. Agora que a primeira rodada acabou, vamos para as semi-finais!

Mud x Done
Mikh x Rush
CalrosHenrique x Pikachuziinhahsz
Tiger x Jet.


Novas chaves!

Mud x Rush
Pikachuziinhahsz x Jet.

[center]Mud x Rush
Tema: Música retrô/antiga
Prazo: 12/11 a 17/11

Bem, qualquer música de antes dos anos 2000 será aceita. É, aquele seu rock de 70, ou algum sucesso de quando sua avó era bonita -q Boa sorte para os participantes, e até mais.

That's all folks o/



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Frase pessoal : ta dentro dos limites


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Mensagem por Kurosaki Mud Seg 12 Nov 2012 - 0:17

Qualé o prazo dona Miss?

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Mensagem por ana Qua 14 Nov 2012 - 18:05

Mud escreveu:Qualé o prazo dona Miss?
Dia 17.
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Frase pessoal : ta dentro dos limites


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Mensagem por ana Sex 16 Nov 2012 - 21:13

Tchau e até a próxima.


Rush:
Sunny Afternoon

Caminhava pelo asfalto quente em mais uma tarde ensolarada na cidade grande. Trajava seu casual paletó bege, acompanhado com um chapéu que combinava com as roupas. Seus cabelos loiros longos e lisos só o faziam sentir mais calor, já que os raios solares o atingiam em cheio.
Ajeitava os óculos da marca aviador, cuja armação era dourada e a lente negra. Um cigarro já aceso era tragado em seus lábios secos, enquanto dava passos largos naquele caminho que parecia não ter fim. Carregava consigo uma pesada maleta negra. Quem o olhava teria certeza que o homem seria um empresário bem sucedido em plenos anos setenta.
Virava no primeiro beco que encontrava, aliviando-se com o fresco vendo no escuro lugar, as sombras que os prédios faziam por bloquear os raios solares eram muito desejadas pelo homem, que parecia estar cansado daquele calor.
Após alguns minutos, verificando com atenção se percorria o caminho correto, um homem robusto bloqueava o seu caminho. Parecia um segurança pelas roupas e aparência, era musculoso e careca, com roupas sociais em seu corpo.

- Que horas são? – O grotesco perguntava, ainda bloqueando o caminho naquele estreito beco.
- Genesis. – O outro respondia, verificando o seu relógio de pulso. Aquilo obviamente era um código, o que resultava a movimentação do segurança, que o permitia avançar em seu destino.

O rapaz de longos cabelos loiros acelerava o passo, notando que o fim do beco não havia nenhuma a saída, a não ser uma escada de saída de emergência, que dava acesso ao terraço de um dos prédios. Fazia uma pequena corrida até a mesma, onde pulava para fazer a liga metálica descer, fazendo-o ter acesso para subir na escada. Caminhava até atingir seu destino, o terraço. Tinha grande dificuldade em se locomover com sua maleta, tendo de subir as escadas sem auxilio de sua mão esquerda.
Chegando lá, inspirava o ar de seus pulmões, aliviado. O local era médio, nem grande e nem pequeno. Os fortes raios solares o atingiam intensamente, tendo seu corpo refrescado com o intenso vento que bagunçava seus longos cabelos. Ajeitava seu paletó, por pura vaidade.
O terraço possuía apenas uma estrutura no centro, que dava acesso para dentro do prédio, na frente da mesma possuía um rapaz com ar de galanteador, com bigode, vestindo ternos e fumando um enorme charuto cubano. Seus cabelos eram escuros e curtos, sendo penteados para o lado. Ao seu lado estavam dois enormes seguranças, cada um com uma metralhadora em mãos.

- Para um homem poderoso, você fica num lugar de merda, ein. – Dizia, sem olhar diretamente para uma das pessoas que estavam ali no canto. O loiro ria, erguendo o braço com a maleta que segurava firmemente.
- Hahaha... Cale-se! – Respondia arrogante, dando uma pausa para tragar seu delicioso charuto. Se levantava após isso, caminhando lentamente até o convidado, sendo seguido dos dois brutamontes. – Tenho que admitir que eu estou surpreso por você ter voltado vivo.

O loiro também fumava, porém apenas um cigarro. Ele sorria como resposta, mostrando que gostava de surpreender quem o subestimava. Parecia que encontrava em dívidas com uma espécie de máfia, cujo chefe estava em pé a sua frente.
O homem de cabelos negros falava com um olho quase fechando, mostrando ter uma cicatriz no rosto. Ele já estava próximo, pronto para pegar a maleta, sendo surpreendido com o convidado recuando o objeto.

- Hahaha, muito engraçado, Alex. Agora me dê esta maleta, preciso dela. – Dizia acelerado, como se estivesse sob efeito de substancias ilícitas. Fazia gestos com as mãos, tentando aproveitar uma brecha para arrancar o objeto das mãos do rapaz.
- Calma, tio Heller. – Respondia ainda sorrindo, vendo que os seguranças já estavam atentos para apontarem a arma e abrirem fogo nele. – Porque você não me entrega o dinheiro e a garota, primeiro? – Seu sorriso parecia apenas aumentar e ficar mais sarcástico, sabendo que iria ficar muito satisfeito com a troca.

Heller olha frio para o jovem. Soprava a fumaça que seu charuto acumulou dentro de sua boca, logo fazendo um gesto com a mão, o que fazia um de seus seguranças entrar na estrutura que se localizava no centro do terraço. Não dizia nenhuma palavra sequer.
Após algum tempo, o brutamontes voltava com uma maleta em mãos, e segurando uma garota desacordada de cabelos castanhos pelo grosso braço que possuía. Seus passos eram pesados e se aproximava lentamente.

- Estão aí. – Heller dizia apressado. – Agora me de essa maleta, ande.

Alex olhava desconfiado, a garota e a pasta estavam com o segurança, mas quem garante que o dinheiro realmente estava lá? Receoso, não entregava a maleta, encarando o brutamonte, esperando-o tomar iniciativa na troca.
Vendo a desconfiança do loiro, o mesmo abria a pasta, mostrando montes e montes de notas de cem dólares, todas amarradas em elásticos. Aquilo foi mais que o suficiente para o louro começar a rir baixinho, abrindo um sorriso de que estava satisfeito no rosto.

- Agradeço, Tio Heller, mas no momento estou com pressa. – Dizia enquanto jogava a maleta negra para o mafioso pegar, que com sucesso fazia o ato. Enquanto um dos seguranças se distraía e apontava uma das metralhadoras no loiro, o outro se desesperava e deixava tanto a maleta quanto a moça cair.

Logo as íris de Alex começam a emitir uma aura azulada muito clara, um brilho anormal. Sua visão ficava em câmera lenta em consequência, tudo muito devagar, menos ele. Aproveitava e corria para levar a moça e a maleta cheia de dinheiro para longe.
Aquele era seu dom, aquele era o Genesis implantado em seu DNA. Para muitos seriam apenas super-velocidade ou até tele transporte, mas o segredo de Alex era que poderia ver o mundo em câmera lenta quando o seu Genesis é ativado.
Não perdia tempo, saía correndo com dificuldades, levando a moça desacordada em cima de seu ombro e a pasta de dinheiro em mãos. Heller e seus seguranças nem podiam ter notado aonde havia ido. Os dois brutamontes se questionavam, enquanto o mafioso ficava excitado em ter a mala em mãos, tentava abrir desesperadamente a mesma, sem sucesso.
Quando conseguia, urrava de raiva. Seus olhos esbanjavam ódio, enquanto socava o chão em que estava ajoelhado com força. A raiva era tanta que deixava seu charuto cubano cair, o que por coincidência acabava queimando a pouca da vegetação seca que ali se encontrava.Numa velocidade incrível, o terraço já estava em chamas.

- Alex, eu vou matar você, seu desgraçado! – Heller berrava, vendo que na maleta apenas se encontravam seringas vazias, ao invés de ter a substancia que procurava, o lendário Genesis, o vírus.

Seus capangas o seguravam para retirar seu chefe do local em chamas. Enquanto Alex já havia sumido do mapa. Provavelmente já estava no outro lado da cidade, com a misteriosa garota de cabelos castanhos e a enorme quantidade de dinheiro que se encontrava na maleta.
Vs.

Mud:
Química

Se tem uma coisa que eu realmente odeio é Química.

Aquele professor moribundo no meio da sala de aula, com o pó de giz misturado aos cabelos sebosos e o jaleco manchado de café. Eu tenho vontade de cuspir nesse tipo de gente. São pessoas idiotas, que não conseguiram nada da vida e viraram professores de colégio estadual. Arranquei mais uma folha do que restava do meu caderno. Amassei e mirei no nojento, que explicava alguma coisa de benzeno. Nunca usaria aquilo pra minha vida.

Taquei a bolinha. Acertei bem o olho dele. A sala toda riu. Quero dizer, quase todos. Não era uma sala grande, eu mandava naquela bosta. Dos doze alunos do 3ºEM, oito me seguiam e entendiam meus ideais. Três meninas e cinco meninos. Adorávamos badernar e acabarmos sendo suspensos por fumar maconha no banheiro feminino.
Eu só não aguentava a escola. A vida tinha tanta coisa boa, mulheres, festas, bebidas, drogas, música. E eu aprisionado em um quartinho com carteiras e aquele cara idiota nos ensinando a ser farmacêuticos.

Ele estava na escola errada. Ali era um bairro pobre paulista, onde o prefeito da época era tão corrupto a ponto de parecer o professor de química. Eu, como um bom jovem, queria mostrar que estou naquele mundo. Morava na maior casa do bairro, era o mais rico dos que estavam ali. Meu nome? Eduardo Pereira, um cara que ia pra escola apenas para conseguir a mesada do meu pai. Ele prometia que toda vez que eu tirasse boas notas na escola, ganhava algum brinquedinho. Não era difícil. Eu nunca soube fazer uma conta de fração ou muito menos descobri o que é um adjetivo, mas desde a quinta série soube o que era suborno.

Com todos os professores era assim. Alguns eram meus chapas, como o professor Nicholas de Física, arrumava o carro dele por troca de um semestre livre, ou a Professora Angélica, meia dúzia de doces importados para aquela vadia gorda e tirava dez o ano todo em Desenho Geométrico. Outros, iam na base da ameaça. A professora Suzi, de Sociologia, deve me odiar tanto quanto eu odeio o professor de Química. Um dia, peguei a [palavra censurada] traindo o marido em um dos prostíbulos que frequento. Desde então, o marido dela, sr. Gonzales, sempre teve seu telefone anotado na lista de contatos do meu Smartphone. E ela sabe muito bem. Um dez, um segredo.

O único filho da mãe que nunca consegui subornar ou conquistar, foi o professor Hector, o maldito seboso que joguei a folha de papel. Ele ajeitou os óculos de grau e me encarou:
- Sr. Pereira, para a sala da diretoria, agora!
Meus amigos riram como babuínos, falando “U”, enquanto eu ignorava. Eu ri com desdém. Os outros três colegas que não me seguiam eram um que dormia o dia todo, provavelmente usava a madrugada como seu dia. O segundo era um nerd retardado, hematomas nele era coisa comum, acho que bati nele ontem, ou foi hoje? E por fim, uma menina dedicada, não era CDF só que era linda. Meus amigos não sabiam, porém, tinha uma queda por ela. Mariane.

Eu, com meu visual desleixado, cabelos castanhos bagunçados, roupas de moda amassadas, não me comparava àquela singularidade simples dela, com cabelos loiros trançados e olhos azuis cândidos. Mas não dava para eu pensar nela. O retardado do professor Hector me encarava. Chutei a carteira. O garoto dorminhoco até acordou assustado. Saí sem hesitar. Todos os meus amigos saíram juntos. Não iríamos para a diretoria, é claro, eles sabiam que a gente ia para o bar.
~//~
- Vê doze latas de RedBull, três garrafas de Johnnie Walker e um maço de Marlboro, Freitas. - Estava realmente em casa. A atmosfera com cheiro de álcool e tabaco do barzinho do seu Freitas, perto da escola. Meus pais não sabiam que eu bebia, fumava e me drogava às vezes. Pouco me importava com isso. Misturei o energético com o uísque e brindei com a galera. Meu amigo Leo acendeu um cigarro para mim e traguei com desdém.
- Isso sim deveria ser ensinado naquela merda galera! – Baforei rindo. Afinal, só curtia aula de Sexologia e Educação Física lá. Passaram umas duas horas desde a aula de química.
- Galera, nada contra vocês beberem sendo menores de idade, eu fazia o mesmo na época de vocês e os RGs falsos podem enganar. Mas com a lei Anti-fumo, se vocês fumarem aqui dentro, tomarei uma [palavra censurada] multa à toa! Saiam daqui! - Mesmo sob protestos, saímos. Eu gostava do seu Freitas. Ele era como um avô para mim. Fomos terminar a farra lá fora e vi do outro lado da rua, Mariane, passando rapidamente segurando os livros.
- Pessoal, me esperem que vou resolver um probleminha ali.
Os meus amigos me deixaram, menos Leo, que veio rapidamente até mim.
- Du, eu sei o que você vai fazer cara! Esquece essa garota, ela não bebe, não fuma, é inteligente e comportada. Ela não gosta de você.
- Me deixa cara. Eu só vou tentar dar uma cantadinha, não vai doer. – Disse enquanto tomava o resto do drink.
- O que você foi ver nela? Temos menina na nossa turma, você mesmo já transou com elas. O que essa santinha tem de especial?
Não respondi. Traguei o cigarro e dei um tapinha nas costas do meu amigo.
- Leo, tem coisas que nunca iremos entender. – Puxei a carteira e dei R$500 para ele. – Pague a conta por mim, te vejo amanhã.
Corri até Mariane e consegui alcançá-la.
- Ei, espera!
Ela se virou e girou as órbitas dos olhos.
- O que você quer?
- Eu... – Não respondi.
Mari continuou andando. Eu a segui.
- Por favor, apaga esse cigarro fedorento. – pediu ela.
Dei um último trago e joguei a bituca na rua.
- Se veio pedir lição, me esquece tá?
- Não! Eu só quero conversar.
Ela virou e convidei-a para sentar em um dos bancos da rua em que estávamos.
- Então...
- Bem, eu só queria saber o que você odeia em mim.
Respirando fundo, Mari me respondeu:
- Você suborna os professores, se acha muito para pouca coisa, engana seus pais, é rico e estuda numa escola de pobres, bebe como um doido, fuma como uma chaminé, é drogado, zoa com os professores, bate nos alunos e nada acontece. Mais alguma coisa? - Arregalei os olhos.
- Eu só tento ter status entre a sociedade. Consigo tudo com o dinheiro. Só estudo na escola estadual por que meus amigos estudam nela, meus pais queriam me trocar de escola, mas viram que meu desempenho era ótimo e me deixaram lá.
Ela me encarou e disse: - Um conselho. No vestibular e na vida, nada se compra otário! Você vai cair e seus pais logo descobrirão a verdade. Vê se te enxerga!
Mariane saiu correndo e a perdi de vista. Eu fiquei pensativo...
~//~
No dia seguinte, tínhamos a maldita aula de química. O professor me dera um zero pela aula de ontem e escreveu uma advertência para os nove que saíram da sala ontem.
Escondia dos meus pais e eles nem sabiam da matéria de química no colégio. Meu pai queria que eu passasse no vestibular e eu estava animado.
- Du. Ei, Du. – Chamou Leo do meu lado. – Estava pensando em cheirar um pouco antes de aguentar essa chatice. Quer um pouquinho de coca?
Vi o pozinho que se fosse no dia anterior, iria me alegrar, entretanto, vi que não tinha animação para isso. - Não to muito a fim amigão, estou enjoado. Ele entendeu, mesmo estranhando e vi o pozinho branco passar de mão em mão na minha galera. Depois, vi que uma das meninas da minha turma, Jennifer, colocava fogo na carteira do nerd. Todo mundo riu e ao mesmo tempo acendia cigarros. O dorminhoco roncava, o professor estava de costas na lousa, o menino gemia de dor e Mari tentava apagar o fogo da carteira com a água de um squeeze.
Não aguentei a pressão e gritei:
- Parem!
Todo mundo me olhou com estranhamento. Até o professor Hector. Leo chutou o nerd pro lado e me segurou pelo pescoço:
- Qual é a sua cara? Vai largar a vida boa por uma mina baranga?
Chutei o saco dele. Revidei:
- Não zoa com ela.
Começou uma briga feia. Todos ficaram chocados, soquei o estômago dele e senti uma das minhas pernas ganhar um enorme arranhão.
O professor apartou a briga e pediu pro nerd chamar o diretor. Tomamos uma suspensão. Fomos embora sem nos falar. Leo ia pro bar, é claro. Eu ia para a casa, pela primeira vez desde a quinta série. Ouvi passos. Achei que seria alguém da minha turma, mas era Mari.
- Ei, peraí.
Esperei e a fitei:
- Por que você está... Diferente?
Não respondi. Puxei um cigarro para a boca, mas ela falou:
- Isso não vai te ajudar a acalmar.
Concordei e joguei o maço inteiro numa lixeira próxima.
- Eu...Eu quero ser alguém na vida. Você tinha razão ontem. Não quero enganar meus pais, que se esforçam e me amam. Não irei me esconder atrás dessas drogas.
Ela me abraçou. E conversamos o dia todo.
~//~
Trinta anos se passaram. Naquele tempo, me esforcei muito para estudar. Fiz novos amigos, o nerd se chamava Ricardo, virou meu amigo e padrinho de casamento. Meu amor, é claro, foi Mari. Me ajudou a recuperar a vida e o orgulho que sentia dela. Ignorei meus amigos antigos até o último dia de aula. Eu ainda detestava química, já o professor Hector, era diferente. Era meu amigo. Nunca mais ameacei alguém. Contei a verdade para meus pais. Fiquei de castigo, sem receber dinheiro por tempos. Parei de beber, de fumar, de me drogar. Quando recebi dinheiro depois do castigo, foi para tomar sorvete com Mari e Ricardo, os três passaram no vestibular da USP.

Hoje, sou pai de família, tenho dois lindos filhos, que são estudiosos e educados. Dirigindo meu carro pelo trânsito de São Paulo, vi um mendigo pedindo esmola. Olhei novamente para ele. Era Leo, com uma garrafa de cachaça na mão. Pergunto-me o que iria ser se seguisse o mau caminho? Eu saberia? Sim, eu sei. Algo pior que a morte. A solidão.




>> Música do Rush I Música do Mud <<


That's all folks o/








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