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The Suicide Kings Pikalove
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The Suicide Kings

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Mensagem por Snow Walker em Dom 21 Abr 2013 - 20:50

Em primeiro lugar eu gostaria de falar que havia postado essa historia no Nyah Fanfiction há um bom tempo atrás e agora decidi postar aqui, pois realmente estava animado em tornar essa historia um livro e seria realmente bom ouvir a opinião de outras pessoas em relação ao que eu escrevi. Já faz um bom tempo que escrevi e não sei se escreverei um proximo capitulo muito bem breve, depende muito do meu animo também pois estou escrevendo uma outra fan-fic no momento, mas de qualquer modo.. Boa leitura para vocês ~

O Primeiro Adeus


Eu não sabia como e nem porque, mas eu estava fugindo da policia. Bom, o porquê eu sabia mesmo não sendo um motivo muito interessante a ser contado. Ouvia as sirenes ao fundo, a minha frente havia apenas a escuridão da rua que estava iluminada há alguns minutos atrás. Olhei para o grande relógio que havia no meio da cidade - afinal dava para vê-lo de qualquer local da cidade – 21:34. Eu iria ser engolido pela completa escuridão em alguns minutos. Estava tudo correndo bem até aquele momento mesmo com o fato de eu ser um procurado da policia agora, me atirei para a direita e parei em um beco, as viaturas passaram e eu pude vê-las indo para o caminho errado. Eles não me pegariam. Fui criado nessa cidade para ser um ladrão afinal todos aqui foram criados para isso, não sem nem o motivo para a existência de policiais aqui, afinal um dia todos acabariam roubando a própria família para poderem sair daquele buraco do mundo. Havia lugares piores, admito, como ao leste existia uma cidade um pouco maior que a nossa onde os filhos matavam os pais para ficar com seus bens.

– Parado! - Ouvi algum gritar atrás de mim. Um policial, obviamente, com a arma apontada para minhas costas e usando roupas ridículas. Como ele me achou? Ah, é mesmo... Eu fiquei vegetando na entrada do beco por alguns segundos, não fazia ideia de que meu plano genial falharia. – Vire para mim lentamente, colocando as mãos na cabeça.

– Como desejar. – Disse, fazendo exatamente o que ele pediu. Me virei com as mãos na cabeça e encarei o policial. Moreno, olhos verdes e a roupa ridícula normal dos policiais, olhei para o nome que havia em sua roupa. Chester. É um belo nome, por sinal. Meus cabelos castanhos taparam minha visão por alguns instantes, logo sendo atirados para o lado pelo vento. Meus olhos de estranha coloração lilás brilhavam a luz da lua, minhas vestes sujas e rasgadas me faziam parecer um mendigo. Deve ser outro motivo para me perseguirem por um motivo tão idiota.

Eu não havia feito nada de errado pra falar a verdade. Apenas estava fugindo de uma gangue, que por ironia é a gangue rival do meu irmão, e a policia acabou me perseguindo. Agora vem a outra pergunta, porque uma gangue estaria me perseguindo? Meu irmão fez sexo com a irmã do chefe. Normal, ele sempre faz isso e eu que me ferro. Eu não me apresentei ainda, me desculpem.

Me chamo Kehter Seribell, irmão de Thiago Seribell que é o líder da Gangue de Motoqueiros mais temida do nosso vilarejo. Tenho 16 anos e como mencionei um tempo atrás, tenho cabelos castanhos e o olho lilás.

O policial se aproximou mais um pouco encostando a arma na minha cabeça, dei um leve sorriso afinal já havia passado por situações piores que aquela, a cidade engolia você em poucos anos logo tornando tudo que era ruim, uma coisa boa e normal. Dei um rápido soco no pulso do policial e ele soltou a arma, espantado. A arma caiu no chão e acertei mais um soco em seu rosto, ele foi para trás com o nariz sangrando e pude sair correndo enquanto ele estava caído de joelhos, com as mãos no nariz.

– Volte... – Pude o ouvir gritar, mas eu já estava bem longe. Obvio que eu não voltaria para lá de novo, afinal os carros da policia estavam vindo atrás de mim ainda. Ouvi barulho de tiros e então uma explosão ocorreu.

Olhei para trás esperando a morte, mas vi a minha salvação. Meu irmão estava parado na frente dos carros da policia com sua moto ao seu lado, uma das viaturas estava pegando fogo em um canto. Ele olhou sério para mim e não pude deixar de sorrir, mas ele não retribuiu o sorriso.

– Kehter, eu já disse para parar de causar problemas na minha cidade. – Disse ele, com aquele tom de voz sério que sempre me dava medo. Abaixei a cabeça então um dos policiais atacou Thiago, ele tirou uma faca do bolso e cortou, sem hesitar, a garganta do policial.

Alguns policiais saíram de suas viaturas e cercaram meu irmão, ele estralou os dedos e da escuridão saíram mais motoqueiros e atacaram os policiais com bastões, facas e qualquer coisa cortante que puderam achar pelo caminho. Uma batalha havia começado em apenas alguns segundos, a roda das motos esmagava a cabeça de alguns policiais caídos no chão enquanto os motoqueiros cortavam qualquer pessoa que usasse aquela roupa ridícula. Um mar de sangue se formou na minha frente e meu irmão estava assistindo tudo, com as mãos no bolso do seu velho jeans. Seus cabelos eram negros iguais aos seus olhos, a pele pálida o fazia parecer um morto. Um policial o atacou e sem muita dificuldade, meu irmão quebrou o braço dele e o atirou no chão. Pisando em cima do braço quebrado e voltando a assistir a carnificina feita por seus seguidores.

– Thiago, leve o Kehter de volta ao bar. Nos cuidamos dessa festinha! – Gritou um dos motoqueiros que estava dando facadas no olho de um dos policiais. Meu irmão pulou em sua moto e a acelerou, vindo na minha direção em uma grande velocidade. Me segurou pelo capuz do casaco e me atirou para trás dele. E lá estava eu novamente sendo salvo pelo meu irmão e sendo levado para aquele bar no fim do mundo.


Mas... O fim do mundo acontece todo dia agora. Os Reis Suicidas são a prova disso.


Olhei para o céu escuro e tentei contar o numero de estrelas, falhando como sempre. Suspirei, afinal lembrar do boato que circulava pelo vilarejo me assustava um pouco, o nosso Rei Suicida chegaria no seu limite em poucas semanas, o que traria meu fim e o fim do meu irmão. Vou explicar melhor a situação...

Após a terceira guerra mundial existiram poucos locais que poderiam ser chamados de cidades, o restante ficou sendo chamado de vilarejos. No Maximo existem apenas cinco locais que ainda podem ser chamados de cidades, alguns vilarejos já foram grandes lugares antigamente. Existiam cassinos, cinemas e outras milhares de coisas que traziam a diversão para muita gente, mas agora os nomes se perderam junto com tudo que existia aqui antes. Não sabemos nem o nome do local onde vivemos, apenas o chamamos de vilarejo... Então o governo criou uma iniciativa chamada Os Reis Suicidas, escolhendo um Rei entre nos membros da Elite. Não eram pessoas normais, mas também nada anormal. O trabalho era fácil aparentemente, cada Rei se tornava o governante de uma cidade ou vilarejo e ganhava um limite de vida no seu reinado. Nunca passando de 15 anos. Quando esse limite chegava ao fim, o Rei se suicidava para dar lugar a um novo rei. Ai é que está a pior parte, quando um rei morre a cidade morre com ele. Então o nosso vilarejo sofreria uma limpeza para algo maior ser construído no lugar. Já aconteceram muitas limpezas em cidades e vilarejos e agora eles são algo muito maior, mas o problema é que poucos habitantes sobreviveriam e os sobreviventes de cada cidade são escolhidos no inicio do reinado do Rei Suicida, e eu e meu irmão não fomos escolhidos. Não existe a esperança agora, apenas o medo.

– Quando ira ocorrer a limpeza? – Perguntei. Meu irmão estava concentrado em fazer manobras com sua moto e não me respondeu. – Ei, Thiago. Pode me responder..?

– Não. Sai fora, baixinho. – Disse ele, continuando suas manobras. Apenas aceitei o fato de que meu irmão deveria estar de mau humor e esperei chegar ao bar, talvez ele resolva conversar por lá.

A moto parou no final de uma rua mal iluminada, eu e Thiago descemos e ficamos parados na frente do bar. Uma pequena casa de madeira com uma enorme placa escrita Bar, com bêbados caídos por todos os lados da rua e uma iluminação completamente fraca, entramos no bar e vimos aquele local aconchegante em que vivemos desde que nossos pais saíram da cidade.. A iluminação lá de dentro era incrível, milhares de mesas e cadeiras, pessoas se divertindo por todo canto, madeiras velhas e quebradas por toda parte. Era aconchegante. Thiago se aproximou do balcão e um homem surgiu do nada ali, usava um terno velho e surrado, tinha barba mal feita e usava grandes óculos de grau.

– E aí, Thi. E aí, Keht. – Disse ele, com um sorriso. Seu nome era Matthew e ele cuidou de nos a pedido de nossos pais. Ele era um homem bom e decidiu abrir aquele bar para que visse as pessoas se divertindo da maneira que elas mais gostavam, se gastando até o limite.

– Boa noite. – Disse Thiago, seguindo até uma mesa no fundo do bar.

– Olá, Matt. – Eu disse, apertando a mão dele. Logo segui Thiago até a mesa, onde ele me esperava. Ele estava irritado com alguma coisa..

– Eu sei que você é meu irmão e tudo mais, mas isso já está enchendo o saco. Toda essa sua personalidade e essas suas aventuras me irritam – Disse ele no momento em que sentei na cadeira. Aquele era o olhar mais sério que eu já vi nele, normalmente Thiago era uma pessoa sorridente que adorava fazer sexo com garotas, beber, brigar e destruir um pouco do bar de Matthew.

– Isso o que? – Perguntei, colocando as mãos no bolso do casaco. – Eu é que estou de saco cheio, Thiago! Você nunca está nem ai para nada que eu faço e vem querer dar uma lição de moral em mim. Você sempre me tratou como um lixo, não como um irmão.


Thiago levantou a sobrancelha e cruzou os braços, olhando fixamente para mim.

– Exatamente isso que me irrita. O vilarejo tem suas regras e você passa por cima delas como bem entender, a nossa gangue entrou em confusões demais por sua causa. E sobre você ser um lixo, é a verdade. – Disse ele, Matthew se aproximou de nos e colocou duas xícaras de café na nossa mesa.

– E vai fazer o que? Me matar como faz com cada vadia que você engravida? – Todos do bar pararam o que estavam fazendo e olharam para nossa mesa. Pude ver a o fogo nos olhos de Thiago enquanto ele olhava para mim.

– Isso não é da sua conta. – Disse ele, virando a cara.

– Não era da minha conta até você engravidar a garota que eu amava e ai.. Você matou ela, sabendo como eu me sentiria. Você nunca ligou.

– É, eu realmente nunca liguei pra você. Você cria confusões com a policia e outras gangues, perdemos muitos companheiros por sua causa, a limpeza está chegando e planejamos fugir logo, mas para você Kehter... Vai receber algo pior! – Meu irmão começou a gritar e eu também estava prestes a começar, quando... – Peguem ele.

Alguns homens do bar se levantaram e vieram ate mim, me segurando pelos braços e me arrastando. Eu não conseguia lutar, eu não conseguia sair dali e eu não conseguia olhar para a cara do meu irmão sem sentir nojo.

– É um adeus, Kehter. Nos veremos por ai se sobreviver. – Disse ele, atirando minha xícara de café no chão e sorrindo.

Eu lutava para sair dali, mas eles seguravam meus braços com muita força. Olhei para Matthew cabisbaixo em seu balcão, não podia ver se estava rindo ou chorando, mas isso pouco me importava agora. Eu não sabia o que diabos iria acontecer comigo, mas eu sabia que não seria algo legal.


– Agora entra ai, garotinho. – Disse um dos homens que me carregava, me atirando dentro de um saco de lixo. Que coisa mais clichê, mas não é hora para pensar nisso.. Tenho que me acalmar. Eu vou ficar bem.. Sou o protagonista.

Ouvi o barulho da moto sendo ligada e então podia ouvir que estávamos nos movendo em uma grande velocidade, mas não sabia para onde. Meus pensamentos estavam a maior confusão e eu não sabia ao certo o que fazer, só sabia que deveria esperar a moto parar e fazer alguma coisa. Lutar, talvez.

A moto parou e pude ouvir o homem se levantar, fiquei esperando quietinho dentro do saco de lixo, mas a única coisa que aconteceu foi ele me atirando longe. O saco caiu no chão com força fazendo com que eu batesse de cara no chão, mas isso abriu um rasgo e eu consegui sair. Me levantei e olhei ao redor..

Um deserto, nenhum tipo de planta e ao fundo alguns animais olhavam famintos para mim. Olhei para trás e não havia mais nenhuma moto ou homem ali, eu estava sozinho. Podia ver a cidade um pouco mais a frente. Então foi isso.. Eles me atiraram para fora do vilarejo. Nunca senti tanto nojo do meu irmão assim na vida.

– Sorte que estou com meu casaco, está ficando frio. – Consegui murmurar, mas falar sozinho não era uma ideia muito boa no meio do nada. Eu não queria enlouquecer... Iria voltar ao vilarejo, roubar uma das motos e fugir para uma das cinco cidades. Olhei para trás e havia um lobo muito próximo de mim. – Droga..

O lobo me atacou tentando morder meu braço, dei um chute na barriga dele e o atirei para longe. Comecei a correr o mais rápido que podia, mas a cidade ainda estava bem longe. Um coiote me observava de longe, então o logo voltou a tentar me atacar, dessa vez conseguindo morder o meu braço. Sangrava muito e eu não sabia o que fazer, apenas correr para a cidade e me salvar. Logo iria amanhecer e eu poderia ver melhor o cenário a minha volta, mas agora a única coisa que eu poderia fazer era correr e sobreviver. O lobo deu uma investida contra mim e desviei o mais rápido que podia, mas recebi um pequeno arranhão na bochecha e a cidade começava a ficar cada vez mais próxima. No horizonte o sol aparecia lentamente, junto com o pior cenário possível.

Eu reconhecia bem a grande torre em que vivia o Rei Suicida e agora ela estava em chamas. Isso significava que a limpeza iria começar logo. Eu tinha que me apressar, mas aquele lobo não me ajudava.

– Sai daqui! – Gritei quando recebi uma segunda mordida, dessa vez no ombro. Eu havia criado uma trilha de sangue e podia ver que mais sombras de lobos se formavam atrás de mim, eu realmente estava perdido. Chutei o lobo longe e peguei uma pedra, esperando que ele se aproximasse, ele investiu novamente dando uma mordida no meu braço esquerdo. Aproveitei a oportunidade batendo com a pedra diversas vezes na cabeça do lobo, ele caiu morto no chão. – Thiago me disse uma vez.. Que dentes de lobo são uteis..

Me agachei e abri a boca do lobo, arrancando seus caninos. Eu perdi muito tempo fazendo tudo isso, mas a cidade estava cada vez mais próxima. Outro lobo me atacou tentando morder meu pescoço, segurei firme os dois caninos e os cravei nos olhos do lobo, que caiu no chão uivando. Corri, corri o mais rápido que eu podia sem olhar para trás.

Mas já era tarde demais.

Tarde demais para mim, tarde demais para o meu irmão, para Matthew, para todos. Até mesmo para Chester, o policial que eu briguei mais cedo. A cidade se tornou cinzas em poucos segundos e os corpos de todos os habitantes estavam atirados no chão, enfileirados. Eu corri mais rápido ainda para conseguir chegar lá mesmo sabendo que já era tarde. Eu podia ver a cinza de cada casa, bar e apartamento. Podia ver o medo nos olhos das pessoas, mas eu podia ver também ao fundo oito pessoas, os sobreviventes escolhidos no inicio do Reinado, nenhum deles eu reconhecia. Corri mais rápido que podia para poder falar com eles, mas enquanto eu pisava nos corpos das pessoas eu sentia uma enorme vontade de vomitar, cheguei à frente eles e vi que estavam inconscientes, algo brilhava acima deles e pude ver que fios seguravam os corpos. Eu não entendia mais nada, só sabia que era o pior cenário possível.


– Você não está na lista. - Disse uma voz vinda de trás de mim, me virei o mais rápido que pude e ali estavam duas criaturas de mantos negros. Uma era magra e estava encapuzada, carregava uma aljava de flechas nas costas e um arco na mão esquerda, a outra criatura não estava sem capuz. Tinha uma pele branca como a neve, cabelos negros e olhos brilhantes de uma cor que eu não conseguia definir, moveu seus dedos e os oito sobreviventes foram atirados na direção dele.


– É.. Me atiraram para fora da cidade. Podem me explicar quem são vocês? - Perguntei, o homem de pele branca moveu seus dedos e senti alguma coisa se pressionando no meu braço, logo feridas se criaram e o sangue escorreu. - O que?


Cai para trás e o homem moveu seus dedos mais uma vez, então dessa vez o corte foi na minha barriga. Eu estaria perdido se continuasse nesse ritmo, mas estava assustado demais para fugir, então eu corri na direção do homem e tentei acertar um soco em seu rosto, ele desviou sem que eu percebesse e mais um corte apareceu em meu braço, mordi meu lábio até que começasse a sangrar para que impedisse que eu soltasse um grito de dor. Desferi um chute em sua direção seguindo de um soco, mas ele desviou de meus golpes criando mais cortes em mim.


– Ele se chama o Mestre das Marionetes, o que esperava? - Perguntou a figura encapuzada.

– Como se eu soubesse disso. - Falei, não aguentando mais meu corpo retalhado, cai no meio dos corpos.

As trevas dominaram tudo a minha volta, a única coisa que eu sabia era que a minha sanidade corria perigo. As trevas traziam a insanidade e com a insanidade, eu não sobreviveria nem um dia, eu tinha que me lembrar das coisas para não perder a cabeça. Meu nome é Kehter Seribell. Meu irmão é Thiago Seribell, atualmente ele está morto e só isso já me deixava muito mal, mesmo que ele tenha sido o pior irmão do mundo em toda a sua vida. Meu vilarejo foi destruído e eu lutei contra um homem pálido chamado O Mestre das Marionetes, fui derrotado miseravelmente e agora eu estou deitado no meio da escuridão falando comigo mesmo. A que estado deplorável eu me rebaixei em tão pouco tempo e pensar que tudo começou mal essa manha, e sempre diziam que se começasse mal iria terminar bem. Só piorou.

– Eu preciso sair daqui. - Murmurei para as trevas.


– Nos vamos te tirar daqui. - Responderam as trevas.


Eu estou falando com as trevas agora. Eu enlouqueci.


– Onde estou? - Perguntei.


– No centro de tudo no mundo atual. - Responderam as trevas.


– Sim, eu sei que as trevas são o centro de tudo. - Respondi. - Como pretende me tirar daqui?


– Você não está morto, ainda. - Falaram as trevas, logo prosseguindo - Sua cabeça e seu coração são dois campos de batalha no momento.


– Como assim?

– Seu coração luta contra o sentimento de ter perdido tudo e a cabeça luta contra você mesmo, que quer morrer. - Responderam as trevas. - Seu corpo não quer morrer, mas você quer. Obedeça a seu corpo, é o melhor a se fazer.


– E se eu rejeitar?


– Então seu corpo não se importara com seus limites, a ponto de que você morra de verdade.


– Não tenho nada melhor pra fazer mesmo. - Disse, ouvi uma risada vinda de dentro das trevas. É, eu enlouqueci

– Seu desejo é uma ordem.

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Mensagem por Nightmare em Dom 5 Maio 2013 - 18:18

Olá, Snow King, tudo bem?
Bom, sobre a fan fic, eu gostei bastante dela, uma escrita boa, capitulo não está pequeno, interessante até demais o tema da sua fan fic e espero que ela continue, é uma fan fic um tanto quanto diferente, senti um pouco de suspense e terror ai, coisa que gosto demais, bem é isso.

Bom sorte com a fic.

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... Sempre acaba.

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Mensagem por Snow Walker em Seg 13 Maio 2013 - 15:08

 
  ~  Jogos da Mente


As trevas me engoliram, engoliram tudo que havia dentro de mim e a minha volta. O que eram as trevas? Aquela massa negra que se colidia em minha frente e formava palavras sem sentido, as quais eu era obrigado a responder ou me sufocava no meio daquela pressão. Eu já havia me afogado varias vezes, mas aquela ali era diferente e eu não sabia até onde iria, ser esquecido nas trevas e ir até o seu interior realizando seu desejo. Esse é meu destino final? Não! Não pode ser, não é justo comigo, mas o que é a justiça agora? Eu não sinto mais nada nem mesmo os meus membros, sinto apenas aquela pressão me levando cada vez mais para as profundezas.
  Foi quando a luz se ascendeu, após milhares de colisões negras que houveram em meio a escuridão e a luz destruiu tudo aquilo como um espelho se quebrando, as trevas agora tinham uma forma humana e se moviam. Minha visão embaçada me fazia ver isso. Uma sombra se aproximou de mim segurando algum tipo de ferramenta, aproximando ela de minha cabeça e nesse momento senti uma dor enorme no meu cérebro. O vermelho se juntou ao preto e se fundiu, trazendo novamente a escuridão. As sombras ficaram em silencio desta vez, apenas colidindo na minha frente como estrelas cadentes. Não fazia ideia de quantos dias estava ali flutuando no meio do nada, mas era muito desconfortável.

- Como você está? – Perguntou, pela primeira vez, uma voz feminina vinda das trevas. Eu não respondi afinal minha cabeça doía demais para pensar em uma resposta, apenas abri os olhos e as trevas sumiram.

Agora eu via tudo e não havia nenhuma sombra. Era uma enfermaria onde havia algumas pessoas em macas e quatro pessoas de jalecos brancos parados ao meu lado, sendo um deles uma garota com uma voz idêntica a que ouvi em meio a escuridão.

- Você está bem, senhor? – Perguntou ela.

- Quantos dias... – Foi o Maximo que pude dizer naquele momento, um homem que eu não sabia quem diabos era disse baixinho ao meu lado “ 3 semanas ”. Três semanas no meio da escuridão?! Quantas coisas podem ter acontecido em minha ausência... Ou não, vai saber. – O que fizeram em mim...?

Minha voz falhou e eu tossi um pouco, então o mesmo homem que respondeu minha outra pergunta se aproximou, mostrando uma furadeira.
- Perfuramos sua cabeça para que parasse de alucinar. – Disse ele, comecei a passar a mão nos meus cabelos para ver se o buraco ainda estava ali, mas não estava.

- Você está bem, senhor? – Perguntou a garota novamente. Mexi a cabeça em negação e cai na cama de novo.  Um homem soltou uma gargalhada e olhei para ele, usava um sobretudo marrom e tinha a barba mal feita, seu cabelo loiro encaracolado tapava um pouco seus olhos, mas era visível a sua coloração azul. Ele se aproximou de mim, estendendo a mão.

- Não o chame de senhor, Sarah. Este é o jovem Kehter Seribell. – Disse ele, dando um leve sorriso. Como ele sabia o meu nome era um verdadeiro mistério, mas não estava em posição de fazer nenhuma pergunta. – Meu nome é Hammer  e eu sou o chefe desta força de batalha ou organização, se preferir.

- Organização? – Perguntei. Estava tonto, então aquilo foi o Maximo que pude dizer. Afinal essas perguntas sempre devem ser feitas quando se fala a palavra “ Organização”.

Hammer soltou mais uma gargalhada, mas parecia muito cansado de qualquer forma. Seu animo parecia imenso para um homem que controla uma organização inteira. Percebi que ele ainda estava com a mão estendida pra mim e mesmo que eu estivesse um pouco hesitante, apertei a mão dele. Seu sorriso sumiu naquele momento.

- Somos os Ceifeiros, a força de batalha independente do Governo. Sempre existimos, garoto. Porem ninguém nunca se preocupou em acreditar em um grupo armado com poderes especiais. – Disse ele, soltando minha mão. Colocou elas no bolso do sobretudo e fez sinal para que eu o seguisse. Tentei me levantar e percebi que estava usando aquelas roupas ridículas de hospital, mas mesmo que minha cabeça doesse muito eu conseguia andar, então o segui. Ele caminho por um imenso corredor vazio e eu o seguia, esperando que ele continuasse a falar.

Alguns homens encapuzados, iguais ao que vi quando minha cidade desapareceu, passaram por nos e acenaram para mim. Eles pareciam bem educados para Ceifeiros, mesmo e não sabendo muito bem o que ele quis dizer com poderes especiais.

- Vou começar explicando a origem de tudo isso e o que realmente é o Governo, afinal a historia que ele contou para você é falsa. Após viver conosco um pouco poderá escolher qual é a versão que acredita, assim se sentira livre para nos trair se desejar. – Ele parou de andar e se escorou na parede, olhando para mim. – Há muito tempo atrás, na época em que Jesus veio a terra, três irmãos acharam que poderiam desafia-lo e foi assim que eles adentraram em um antigo tempo, chamado O Templo da Morte, onde eles acharam quatro velhas foices. Esses três irmãos tinham um amigo que sabia como chegar ao local e os guiou, chegando lá eles usaram as foices e seus poderes malignos para desafiar Jesus, mas foram derrotados por ele. Assim eles foram possuídos pela maldade que habitava as foices e se tornaram verdadeiros Ceifeiros, assim o amigo deles percebendo o que havia acontecido, pegou a quarta foice. Não, ele não foi possuído. Ele usou a foice para forjar uma arma poderosa o suficiente para destruir as foices dos irmãos e foi isso que ele fez, transformando a foice em outra arma a maldade nela seria selada para sempre, então ele selou os irmãos neste lugar. Assim ele criou Os Ceifadores e sua base no Templo da Morte. Inicialmente fazíamos missões que envolviam de espionagem a assassinato, habitávamos a antiga Deep Web por ordem do governo e caçávamos as atrocidades que apareciam por lá.

Era tudo fantasioso demais para mim, afinal eu não vivia nessa época. Eu nasci após a Terceira Guerra Mundial e sabia apenas de poucas pessoas que sobreviveram essa guerra. Os Ceifeiros eram essas pessoas. Me sentei ao lado de Hammer esperando o resto da historia.

- Após a Terceira Guerra Mundial e os acontecimentos que você não pode saber agora, nos rebelamos contra a Iniciativa Reis Suicidas. Os primeiros Reis eram Ceifeiros e o Governo nos mandava para mata-los, caso não aceitassem se suicidar. Matamos gente da nossa própria equipe por causa deles... – Hammer olhou para o lado como se tivesse matado alguém muito importante para ele, resolvi não perguntar nada em relação a isso. Ele prosseguiu a historia. – Nos somos o contrario dos Reis Suicidas, nos somos aqueles que querem trazer de volta a liberdade que o mundo um dia teve. Os Reis Suicidas tem o limite de vida deles, não é? Nossas missões agora são mata-los no momento em que esse limite estiver chegando e impedir que ocorra a Limpeza. Afinal, ela só acontece após a ordem do Rei, nos minutos antes de seu suicídio. Nos também temos um limite de tempo e temos que cumpri-lo, alem de termos que mata-los apenas nesse momento ou o Governo pode interferir.

Ele olhou para mim e comecei a pensar em tudo aquilo, era algo realmente interessante e eu gostaria de trazer a liberdade para esse mundo. Foi quando me levantei, sem ao menos ter ficado em choque com aquela historia.

- Eu quero ser um Ceifeiro. – Gritei. Hammer soltou uma gargalhada e estendeu a mão para mim, a segurei e ele me ajudou a levantar.

- Claro que quer, garoto. – Disse ele, sorrindo. Eu sabia que nada bom podia vir daquele sorriso, mas eu queria destruir os Reis Suicidas. Parecia algo legal. – Tem duas pequenas coisas que deve fazer para se tornar um Ceifeiro. A primeira é sobreviver a uma batalha contra três de nossos Ceifeiros em um campo aberto e a outra é, se vencer eles, forjar sua arma. Se conseguir essas duas coisas você vira um Ceifeiro, legal não é?

Eu estava determinado a virar um Ceifeiro, pela primeira vez na vida estava determinado a algo. Eu não tinha nada melhor para fazer mesmo, afinal minha casa foi destruída.

- Para onde eu vou agora? – Perguntei, animado. Nem parece que eu acabei de acordar após três semanas, de ter tido uma furadeira perfurando minha cabeça e ter me afogado nas trevas.

- Tomar um banho. – Aconselhou Hammer, então abriu uma porta atrás dele e sumiu do meu campo de vista. Eu fiquei sozinho naquele corredor sem saber para onde ir, então caminhei para o sul. Pelo menos eu acho que era o sul.

Caminhei por um longe período de tempo, tão longo que os meus pés doíam demais a cada passo que eu dava. Varias pessoas encapuzadas passavam por mim, até que o encapuzado com a aljava de flechas que eu vi na minha antiga cidade, apareceu. Corri em direção a ele no momento que ele tirou o capuz e fiquei surpreso, era uma mulher. Ela apontou o arco para mim e pegou uma flecha na aljava, preparou para lança-la e me encarou séria.

- Nunca se aproxime de uma dama deste modo, pervertido. – Falou ela, com um tom arrogante. Parei naquele mesmo instante com medo de ser atingido pela flecha.

- Só queria saber seu nome, moça... – Eu estava envergonhado com aquela situação, vários encapuzados estavam passando por nos naquele momento. Ela colocou a flecha novamente na aljava e guardou o arco, colocando o capuz novamente.

- Meu nome é Anna. O meu sobrenome não é importante para um estranho. – Disse ela, se virando para mim e se afastando.

- Meu nome é Kehter... – Ela já estava longe o bastante de mim, nem devia ter ouvido. – Caso deseje saber.

Após o fiasco que foi minha conversa com Anna, eu me sentei em um cantinho isolado de todos e não fiz o que Hammer havia pedido. Eu me perdi totalmente naquele lugar e nunca seria um Ceifeiro se aquilo continuasse desse jeito. Queria trocar de roupa, tomar um banho e me preparar para a batalha contra os três Ceifeiros. Por que eu estava passando por tudo aquilo ali? Essa droga de Reis Suicidas não deveria existir, nem os Ceifeiros. Nem o Governo, a liberdade é um sonho distante demais, mas aqui eu posso atingir esse sonho.. Eu posso.

- Kehter? – Levantei a cabeça para ver um garoto que parecia ter a minha idade, seu manto tinha rasgos nas mangas e usava uma camiseta de manga comprida, preso ao seu braço esquerdo estava um escudo. Ajeitou a franja e sorriu para mim. Me levantei para olhar melhor o garoto, que continuava sorrindo. – Meu nome é Klein. Murdoc Klein.  Eu sou um Ceifeiro, obviamente.

- Sou Kehter Seribell, mas já deve conhecer o meu nome. Afinal.. Como sabe?- Perguntei.

- Quando você apareceu, Anna disse que você foi a única pessoa que enfrentou o Mestre das Marionetes, muitas pessoas te admiram por isso. Ninguém gosta muito dele. Então Hammer procurou qualquer documento que envolvesse você e disse seu nome pra todo mundo. – Murdoc deu uma risada e não pude deixar de fazer o mesmo, foi bem legal daquela Arqueira falar isso de mim. – Mas enfim... Eu vi tem procurar por um motivo meio triste. Eu serei um de seus adversário no Jogo da Mente para se tornar um Ceifeiro. Estão te chamando porque seu teste vai começar e todos os Ceifeiros daqui estão posicionados para assistir.

Aquilo fez eu sentir um frio na espinha. TODOS os Ceifeiros? TODOS? Eu desisto, mas antes que eu pudesse dizer isso Murdoc já estava me arrastando para algum lugar. Aceitei isso após ver alguns Ceifeiros dizendo que me esperavam para fazer uma missão com eles e não precisei que Murdoc me arrastasse, caminhei ao lado dele em direção ao local onde me dariam uma roupa nova e uma foice.
Era uma sala grande com dez escadas e ali estava Hammer me esperando, sem dizer uma palavra, ele me atirou uma muda de roupas. Me vesti e aquele sentimento confortável de usar um casaco tomou conta de mim, logo em seguida ele me deu uma foice velha.

- Escolha uma das dez escadas, elas vão te deixar em algum lugar do campo. Chegando lá devera sobreviver até derrotar os três Ceifeiros, mas existem mais perigos lá do que eles. Boa sorte, garoto. – Hammer não me deixou nem dize obrigado e saiu da sala, me deixando sozinho. Escolhi uma das escadas e desci, a ultima da esquerda para a direita. Enquanto descia podia ver uma gigantesca floresta se estendendo por um longo caminho e também podia ver diversas salas acima da Arena, onde ceifeiros estavam sentados olhando para telões gigantes.

Quando terminei de descer as escadas me deparei com uma grande parede de gelo e antes que eu estivesse preparado para alguma coisa, ela se quebrou e o escudo de Murdoc parou ao meu lado. Do outro lado da parede saiu Murdoc puxando o escudo com uma corrente, no meio do percurso o escudo acertou minhas costas e cai de cara no chão, olhando para Murdoc que estava prestes a me atacar.



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Snow Walker
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