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Mensagem por .Korudo Arty. Seg 24 Jun 2013 - 12:54

Considerações iniciais: O título, muitos devem saber, vem da série literária de C. S. Lewis, As Crônicas de Nárnia, eu estava sem criatividade para um título e considerei esse adequado. E eu criei esta galeria porque nunca consigo criar uma fanfic em sequência, sempre me falta criatividade para dar continuidade e sobra criatividade para momentos impactantes - que infelizmente não são os únicos ingredientes que constituem uma fanfic. Não tenho certeza se publicarei mais One-shots, provavelmente sim. Well, bem-vindos! 

OBS.: O tema em que me baseei para a história a seguir está mais do que óbvio, entretanto a história perdeu o rumo que eu desejava e em vez de ficar distópico ficou utópico. Comentem, please.


Ordem e Paz


À cerca de cem metros minha visão conseguia enxergar nitidamente um brilho alaranjado que se erguia assustador em direção aos céus. Aquela era nossa única barreira de verdade, uma coluna de chamas e fumaça negra que gerava irritação em meus olhos e vias respiratórias. Meu rosto estava molhado, em parte pelo suor causado pela correria e pelo calor das chamas e por outro lado devido aos resquícios de gases brancos e negros - os primeiros liberados pelos Soldados da Ordem e o outro pelos pneus - que faziam meus olhos lacrimejarem e umedecerem minha face. A cerca de vinte metros da barricada de fogo que havíamos conseguido gerar estavam eles, imponentes com seus escudos semi-translúcidos de formato cônico, tal qual guerreiros medievais, mas trajando roupas de guerra brancas. Seus rostos eram protegidos parcialmente por uma máscara que impedia que o gás e a fumaça entrassem por suas bocas e narizes, mas em nada atrapalhava a respiração.

Alguns vinham mais a frente, usavam uma boina branca, com a insígnia dourada dos Soldados da Ordem. Um ‘S’ e um ‘O’ sobrepostos dentro de um triângulo, com uma asa ao fundo. Entretanto, fazia tempo que estes guerreiros mantenedores da paz esqueceram de sua função. A confiança que o Alto Conselho depositava neles os tornou prepotentes e crentes de que tudo podiam. Por conseguinte eles se tornaram autoritários e intransigentes. Mas havia sempre o que nós, revoltosos, chamávamos de Centelhas, pois eram nossos últimos resquícios de esperança de um grupo de segurança que realmente transmitisse à população a sensação de que tudo estava bem. Eram Soldados que discordavam do modo de agir da maioria e um deles era um homem de aparência imponente, posicionado bem ao centro, desprovido completamente de escudos ou armas, as mãos nas costas e os passos lentos. Quando estava a apenas cinco metros da barreira em chamas levou a mão até o rosto, envolveu a borda da máscara com os dedos e a puxou para baixo suavemente, relevando por completo sua face. Todos acompanharam imóveis a ação do homem, que fez um gesto para os soldados atrás de si, que se detiveram de imediato.

- Com licença, senhor, mas é que... - um dos agentes de boina se manifestou próximo ao ouvido do homem, mas foi calado por um murmúrio dele.

- Eu sou o comandante desta operação. Agora, traga-me algo para resolver isto - o homem atrás dele rapidamente deu um sorriso sádico e lhe estendeu uma arma de balas de borracha.

Os olhos castanhos do líder passaram para arma posicionada sobre seus dedos e o rosto do soldado.

- Você crê realmente que eu vá apagar o fogo com uma arma de balas de borracha? - ele indagou, com um tom de incredulidade da voz - acha que eu vou atirar no fogo e ele vai se apagar? - o homem não deu chance a resposta e suspirou - eu quero uma mangueira, um extintor e rápido, agora!

Uma mobilização sutil se iniciou e em poucos segundos dois soldados se aproximaram, com extintores na mão e armas na cintura. Quando uma parte mais do que suficiente para uma pessoa passar foi apagada o líder deu passos a frente, satisfeito e os homens o acompanharam.

- Ninguém - ele bradou - ninguém vem comigo. Quero todos atrás da linha de chamas - iniciou-se um murmúrio entre os Soldados da Ordem - Este é um comando explícito. Todos atrás da delimitação de chamas. Todos - ele repetiu novamente.

Então, andou até a frente a passos decididos, aparentemente sem temer a nós, revoltados e quando estava a apenas três metros de nossa linha de frente ele disse, em um tom de voz reverberante, mas amigável.

- Gostaria de poder conversar com alguém que representasse bem a ideia de vocês, alguém comunicativo e fluente, que pudesse estabelecer uma conversa comigo. Amigável, sem armas - ele ergue as mãos em sinal de rendição e aguardou pacientemente.

Foi então que se iniciou uma massa de vozes debatendo quem, afinal, iria tomar a iniciativa de estabelecer uma comunicação verbal entre os dois lados daquela guerra. Não demorou muito, apenas alguns segundos e alguém bradou meu nome. Todos se calaram e eu senti minhas costas congelarem, torcendo para que não fosse o que eu estava pensando. Então, todos começaram a repetir frases incompreensíveis, das quais eu só consegui extrair uma única palavra. Todos os revoltosos pronunciavam meu nome. Coisas como “Ele pode”, “Mande-o, ele consegue!” ou “Ele fala muito bem”. Eu fazia sinais negativos com a cabeça e tentava me afastar, mas era impossível com todos se agrupando às minhas costas e abrindo caminho a minha frente, enquanto diversas mãos iam me empurrando em direção ao homem.

Depois de longos minutos resistindo, eu desisti. Era impossível ir contra todo mundo, eu falava que não queria, que não era tão bom, que podia colocar tudo a perder, mas ninguém me escutava e nem me dava razão, apenas me empurrando mais e mais. Finalmente, estava bem diante do homem. Meus um metro e setenta e pouco nem se comparavam aos seus mais de um metro e noventa. Entretanto, ele não parecia ameaçador, desde que o vi notei que ele passava mais uma sensação de segurança do que de medo. Ele era forte sim, parecia ser bom em lutas armadas e físicas, mas sua expressão transmitia a ideia de que só faria isso caso fosse para nos proteger. E sim, ele parecia querer nos proteger, a nós revoltosos. E foi assim que ele começou o diálogo.

- Eu não quero feri-los, mesmo - ele suspirou - entretanto, meu dever é manter a ordem e para tanto precisarei usar da força se a ordem não existir. Meu pedido é simples. Mantenham-se como estão, mantenham-se pacíficos. Não peguem em armas, pedras ou projéteis. Não ofendam. Mantenham o respeito para conosco e eu lhes garanto que manteremos o respeito para com vocês.

Então, resolvi dizer algo arriscado.

- Como podemos ter certeza que irá cumprir o que garante?

Sua expressão se modificou, passou de gentil para assustada, surpresa e temi que ele simplesmente desistisse de qualquer acordo pacífico. Entretanto, foi algo temporário, logo ele sorriu e assentiu compreensivamente.

- Se vale de alguma coisa a vocês, dou minha palavra de honra, juro em nome da instituição a que sirvo. Juro em nome das insígnias e medalhas que carrego em meu peito e em minha história. Nada acontecerá a nenhum de vocês, nenhuma atitude hostil será tomada, caso mantenham o respeito e a ordem. Se assim preferirem, podemos simplesmente ir embora.

Eu parei e fitei seu corpo de forma neutra. Refleti durante mais de um minuto, o silêncio só não sendo completo devido à respiração descompassada de pessoas de ambos os lados.

- Isso é uma negociação, certo? – ele assentiu – então, é presumível que os dois lados possam fazer suas propostas e contrapropostas, certo? – ele murmurou um ‘sim’ – então temos nossa proposta.

Olhei para trás, para meus companheiros de luta que pareciam ter tanta confiança em mim.

- Queremos que seus homens abandonem as armas e as bombas de gás – todos os homens do exército de branco iniciaram piadinhas e murmúrios de indignação, mas o líder ergueu a mão.

- Silêncio, todos – ele disse, olhando por cima do ombro – por favor, prossiga.

Eu cerrei os olhos por alguns segundos e assenti.

- Eu te dou a minha palavra de honra. A minha palavra como cidadão nesta federação. Eu juro em nome do ar que respiro e dos textos a que dedico meu tempo e distração. Juro que todos nós – e olhei para trás – absolutamente todos! – eu falei, mais para meus companheiros do que para o comandante a minha frente – nos manteremos pacíficos e em completa paz. Um protesto sim, mas não uma guerra ou uma afronta. Apenas o uso da liberdade a que temos direito. Nós temos direito a liberdade, certo?

- Elementar que sim. E poderão usufruir livremente deste seu direito constitucional, desde que não afrontem os direitos constitucionais das outras pessoas. Então, temos um acordo? – ele sorriu novamente.

Eu respondi ao sorriso e lhe estendi a mão. Mas acrescentei um último detalhe.

- Apenas quero que jure em nome de uma última coisa.

Ele ergueu a sobrancelha e parou a mão a meio caminho, intrigado.

- Em nome de uma última coisa? – ele repetiu e depois assentiu – então diga que coisa é essa.

Eu sorri, um sorriso de brincalhão.

- Jure pelo rio Estige!

- Hein? – sua testa se enrugou confusa – por quem?

- Pelo Rio Estige, quero que jure oficial e irrevogavelmente em nome do rio estige.

Ele deu de ombros.

- Eu juro então – mas eu balancei a cabeça negativamente.

- Não tente me enganar. Tem de dizer explicitamente as palavras!

Ele sorriu, assentindo e fez uma postura militar, as pernas juntas, a barriga para dentro, o peito para a fora e o queixo erguido.

- Eu juro, em nome do Rio Estige, que manterei todos vocês a salvo caso mantenham a ordem. Nenhum dos meus homens irão feri-los, nenhum de meus subordinados irão se rebelar e ousar agir de forma ofensiva ou brutal contra qualquer um de vocês.

- E eu juro, em nome do Rio Estige, que todos nós manteremos a ordem e a paz, que não utilizaremos de armas ou qualquer objeto que tenha como objetivo ferir ou danificar.

E então apertamos nossas mãos com firmeza. Talvez e apenas talvez, nem tudo esteja perdido. E que o Rio Estige mantenha essas promessas por toda a eternidade.


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