Pokémon Mythology
Olá, visitante! Vejo que ainda não está conectado ao nosso fórum, faça login.
Espere, você ainda não está cadastrado? D:
Inscreva-se em nosso fórum e venha aproveitar as novidades que estamos preparando pra vocês. Conte uma história, poste uma arte ou um vídeo! Confira os guias de jogos, tire suas dúvidas e compartilhe sua jogatina. Disputa batalhas online com jogadores e participe dos RPGs. Converse sobre qualquer coisa, poste memes, faça novos amigos! Só não deixe de logar ou se inscrever.
Para cadastrar-se clique no botão 'Sign-Up' ou em 'Registrar-se' aqui abaixo. Seja bem vindo!
Amber & Mantis - Página 2 Pikalove
Pokémon Mythology
Gostaria de reagir a esta mensagem? Crie uma conta em poucos cliques ou inicie sessão para continuar.

Amber & Mantis

Página 2 de 3 Anterior  1, 2, 3  Seguinte

Ir em baixo

Amber & Mantis - Página 2 Empty Re: Amber & Mantis

Mensagem por .Korudo Arty. em Sex 10 Jan 2014 - 4:49

Primeiro eu queria falar uma coisa bem flood, mas é porque eu não entendi qual é desses avatares seminus coloridos, mas eu achei super filé e pensando bem eu sou meio distraído, então é de esperar que eu realmente não saiba de muita coisa. Enfim, muito legal isso. O do Mud é o mais bonito porque é o azul KKK'

Outra coisa é que você falou que eu ando lendo ou já li muitas de suas fics e eu não me lembro de já ter lido outras histórias suas. Se bem que eu sou muito esquecido e esse povo da PM tem um vício por trocar de nome que me confunde, então eu talvez tenha lido e já nem me lembro mais, mas sem dúvida deve ter sido uma experiência ótima, porque você escreve muito bem. Se puder diz aí que outras fics tu teve pra ver se eu me lembro.

Quanto a história, desculpe não ter comentado o outro capítulo, mas é porque ele não me agradou muito, senti falta de algo nele. Achei a aparição da namorada do Victor e da amiga dela muito repentina, muito brusca. Também sinto que vai acontecer com os personagens dessa fic o mesmo que aconteceu com Os Sete de Heróis do Olimpo, eu vou acabar me fixando pessoalmente a cada um deles, o que é muito legal, mostra que o autor conseguiu me envolver. Saw, no geral eu queria te dizer que, assim, você tem uma narração espetacular. Especificamente neste último capítulo ela tá simplesmente maravilhosa. Cara, quero escrever assim como você quando eu crescer KKK

Eu já disse isso no meu outro comentário - eu acho - e volto a repetir que essa sua história tem uma leveza deliciosa. Ultimamente as histórias que eu li tem uma carga emocional muito negativa, até a narração, a escrita e o desenvolvimento são muito pesados, as vezes mesmo os sentimentos bons ficam muito intensos. Na Amber & Mantis é tudo muito suave, muito positivo, muito calmo. Eu não sei exatamente dizer o que a torna tão boa, mas eu sinto que ela tem um clima muito legal. Concordo com o Pokaabu que a Emy, é de esperar, estivesse sofrendo um pouco mais com a morte dos pais, mas por outro lado eu compreendo que ela tá em um ambiente que faz muito bem pra ela, tão bem que ela é capaz de esquecer esse assunto ou ainda absorver ele.

Um detalhe que eu queria ressaltar é que eu senti a Emy, a Amy e o Diego um pouco mais maduros do que eu esperava pra idade deles, sete anos. Mas não acho isso errado ou fora de contexto, só um pouco inesperado ou raro. Achei a capacidade que a Emy tem de sentir as emoções das pessoas através do olhar algo super bem descrito, introduzido e tal, algo nada mágico mas que passa uma ideia de criança pura mesmo, da sensibilidade infantil.

Eu achei esse último capítulo, definitivamente, o melhor da fanfic. Olha, eu vou dizer até que a leitura desse capítulo foi uma das mais prazerosas que eu tive nesses últimos meses. Eu gostei tanto que eu achei esse meu comentário ótimo, seu capítulo até me inspirou Very Happy Boa sorte na fanfic Saw e eu espero ansiosamente o próximo capítulo, de verdade, então vê se não demora.
avatar
.Korudo Arty.
Membro
Membro

Masculino Idade : 22
Alerta Alerta :
Amber & Mantis - Página 2 Left_bar_bleue0 / 100 / 10Amber & Mantis - Página 2 Right_bar_bleue


Voltar ao Topo Ir em baixo

Amber & Mantis - Página 2 Empty Re: Amber & Mantis

Mensagem por Matyllgc em Sex 10 Jan 2014 - 21:53

Olá autor que estou com preguiça de voltar uma página para ver seu nome,adorei este capítulo,Emy(acho que e esse o nome,confuso com Amy)pareceu bem amadurecida,achei isso ótimo.Ja o boy magia enfim conseguiu meu respeito,ele e muito carinhoso com a garotinha isso me deixa feliz(não pergunto porque).

________________
Amber & Mantis - Página 2 Nowaki-and-Hiroki-junjou-egoist-14007915-537-300
Friend Code:3926-5221-0852.
Leozin s2
Antes aqui tinha uma Ampharos

Por que não me responde quando pergunto se me ama?
Matyllgc
Matyllgc
Usuário Banido
Usuário Banido

Masculino Idade : 21
Alerta Alerta :
Amber & Mantis - Página 2 Left_bar_bleue1 / 101 / 10Amber & Mantis - Página 2 Right_bar_bleue

Frase pessoal : Gosto de macho.Problem?


Voltar ao Topo Ir em baixo

Amber & Mantis - Página 2 Empty Re: Amber & Mantis

Mensagem por Micro em Ter 14 Jan 2014 - 17:43

O autor escreveu:Só avisando, eu tenho um cronograma, um planejamento dos capítulos aqui em casa; e acho super interessante como que todas as "falhas" que vocês apontam estão planejadas para serem respondidas no próximo capítulo.
Então, se tem algo que vocês acham que faltou na fic, podem até comentar, mas aguardem que no(s) próximo(s) capítulos será explicado.

Esse capítulo vai ser um pouco menor. O próximo capítulo vai ser sobre o mesmo dia, mas sobre o ponto de vista de Lukas. E sim, vamos mostrar um pouco dele no trabalho.

Agradeço todos os elogios. Pode não parecer, mas eles me ajudam muito a continuar escrevendo. Se eu for agradecer pessoalmente a cada elogio, eu vou acabar escrevendo um capítulo inteiro sobre isso. Então vou responder abaixo apenas as "reclamações".

@Mud
Fica tranquilo, que ainda tem muito pra acontecer... e se você acha que está faltando um pouco mais de narração sobre estágios anteriores da vida, apenas aguarde. Digamos que vai aparecer um personagem que vai começar a vida deles do zero. Mas isso só mais pra frente.
E sim, nesse ciclo eu tento dar uma aprofundada na relação entre Vic e Emy. Não no sentido romântico, e sim no sentido fraternal mesmo.

@Pokabu
Bem, nesse capítulo passado eu quis introduzir um pouco a relação da Emy com os amigos, e como é a vida na escola. E tem uma coisinha que foi introduzida nesse capítulo que vai ser muito importante a partir do próximo ciclo. Começa com B.
E sobre ela não chorar a morte dos pais... bem, como eu já cansei de falar, ela é teimosa como o irmão. Leia esse novo capítulo.

@Arty
Eu também fiquei com medo da aparição das duas ter acontecido do nada, então vou fazer uma breve explicação aqui. Meg já era namorada do Victor desde os quinze anos, mas ela entendeu que o namorado precisava de um espaço pra organizar a vida dele depois do acidente. Então ela não apareceu nos primeiros capítulos. Mas fique tranquilo que ainda vai rolar muita coisa com ela e com a Luana.
Sobre os garotos parecerem muito crescidos pra idade deles... bem, isso é verdade. As pessoas tendem a se tornar maduras muito mais rápido sobre pressão. Pode parecer exagero, mas eu conheço muitas pessoas que são assim. Arrisco dizer que até eu sou uma delas, embora a pressão pela qual eu passei tenha sido muito menor do que o que houve com os irmãos. E bem, entre os garotos... a mais "madura" podemos dizer que é a Emily; a Amanda e o Diego tomaram o exemplo da amiga e usam a cara séria como fuga do que acontece com eles.

@Matyll
Oh, seja bem vindo :> E garoto magia? Tá falando do Victor?
Sobre eles estarem muito maduros, leia o comentário acima.
Ah, e meu nome é Micro. Da próxima vez que não souber meu nome, pergunta pra sua mãe.
Ela provavelmente me conhece, visto que faço compras no mesmo supermercado que ela *wink* *wonk*.

A Noite
07 / 19 / 18 / 18

Já eram onze horas da noite. As ruas estavam menos movimentadas, mas ainda era possível ver um ou outro carro deslizando pelas avenidas. Era a noite da mesma sexta feira onde eu tinha conseguido meu novo emprego: professor de Língua Estrangeira para alunos de primeira a quarta série do fundamental. Não era lá um luxo enorme, mas era um gigantesco salto de dar aulinhas particulares para aulas oficiais na maior escola da cidade.

Estava em minha cama, no quarto dividido entre eu e Lukas. Era bastante espaçoso para o preço: cabiam duas camas, nos cantos opostos do quarto, com uma escrivaninha entre elas, e aos pés um guarda-roupa. Na escrivaninha ficava a maioria do meu material de faculdade, o que envolvia vários livros de direito e legislação, inclusive em outras línguas. Realmente, o curso de Relações Internacionais era um saco. Mas pelo menos RI envolvia algo que eu gostava e que pagava bem.

Deitado, folheava um dos novos livros sugeridos do meu curso: Como Governar o Mundo, de Parag Khanna. Não era lá um dos livros mais difíceis da minha estante, e até me entretia quando eu não tinha mais nada para fazer. Mas minha leitura foi interrompida, quando a porta abriu-se por alguns centímetros.
Pelo espacinho na porta, eu conseguia ver um par de olhinhos verdes, me encarando de dentro do corredor escuro, abraçados num travesseiro rosa de fitinhas.

“Ah, Emy. Não consegue dormir? Pode entrar.” disse, marcando a página e colocando meu livro fechado na escrivaninha ao lado da cama.

Ela terminou de abrir a porta, e deu alguns passos para dentro do quarto. Seu cabelo estava uma zona, provavelmente de ter rolado na cama pelas últimas três horas tentando dormir. Seu pijama branco com creme estava amassado, e o travesseiro estava fortemente preso ao corpo por um par de bracinhos finos, mas insistentes.

“Não consigo...” ela me respondeu, com a voz baixa.

Levantei-me da cama e fui até o armário, pegando uma camiseta velha e vestindo-a. Era um péssimo hábito meu, de dormir só de cueca. Embora eles já estivessem acostumados com isso, eu me sentia meio que invadindo a privacidade deles ao fazê-lo, então eu sempre vestia pelo menos uma camisa quando eles apareciam.

“Então, já sei o que podemos fazer. Vou te ensinar um jeito de pegar no sono que eu e seu irmão descobrimos quando éramos mais novos.” Respondi para ela, fazendo gestos com os dedos na frente de seu rosto.

Ela levantou a cabeça e ajeitou a postura, provavelmente ansiosa pelo que iria acontecer. Peguei então meu notebook, um dos poucos pertences caros da casa, presente de dezoito anos de minha mãe. Era até engraçado como ela me comprou um eletrônico, mas estava pouco se lixando para nossa situação atual. E quando eu falo engraçado, eu quero dizer estranhamente perturbador.

Nos dirigimos à sala de estar, onde conectei o computador à televisão, e eu iniciei um dos meus jogos favoritos. Emily me acompanhou, silenciosamente, se sentando ao meu lado no sofá. Pela cara que ela fazia, ela provavelmente nunca tinha jogado aquele jogo. Uma pena, pois Portal não era uma obra que podia ser desperdiçada tão facilmente assim.

“Quando éramos mais novos, eu e seu irmão jogávamos videogame a noite toda, até que o sono nos superasse.” Disse à ela, que respondeu com uma lenta concordância com a cabeça.

E assim chegamos à tela incial. Escolhi um capítulo mais pra metade da história, já que no início a Portal Gun não estava disponível, e que não fosse tão difícil. Por mais que Emily tivesse apenas sete anos, eu já tinha a impressão de que ela seria uma jogadora nata em Portal. A menina tinha uma habilidade surpreendente com a visão que eu nunca ia entender.

“Então, você anda com essa alavanca.” Comecei a explicar, fazendo gestos ao controle. “Esse botão atira o portal azul, e esse botão atira o portal laranja. E esse aqui pula.”

Entreguei o controle para ela, que ficava até grande para suas mãozinhas delicadas. Ela andou um pouco pelo cenário, sem fazer nada, só acostumando com o movimento da personagem. Depois ela testou os dois portais, e atirou um na sua frente e o outro do outro lado do cenário.

“Posso entrar nele?” ela me perguntou.

“Claro. O propósito do jogo é exatamente esse.” Disse, com uma risadinha.

Então ela entrou no portal laranja em sua frente.  Não sei o que era mais engraçado: a reação dela quando ela entendeu que os dois portais se conectavam ou a vontade que despertou na cabeça dela para continuar jogando. Acho que foi uma boa reação: geralmente, mulheres não são muito fãs de jogos assim; vide Meg, que não conseguiu passar da primeira fase do Mario sem perder as cinco vidas.

“Tá bom. O que eu tenho que fazer?” ela me perguntou, sem tirar os olhos da tela.

“Você está vendo aquela porta alí?” perguntei, apontando para a televisão. Ela acenou que sim com a cabeça. “Você precisa achar um jeito de abrir ela. Nesse caso, você tem que apertar aquele botão no chão.”

Ela guiou a personagem até o botão, e quando subiu em cima dele, abriu a porta. Mas, sem pensar, ela saiu de cima do mecanismo, e mal deu dois passos no chão, a porta se fechou de novo.

“Ué, mas a porta fechou!” ela disse, irritada.

“Ah, se fosse tão fácil assim, você acha que você ia mesmo precisar usar os portais?”

Ela então me encarou por alguns segundos, me olhando dentro dos olhos; eu já sabia a solução dessa fase, mas nem a visão além do alcance dela ia me fazer falar a verdade. Mas enquanto ela me olhava, eu pude ver algo dentro de sua mente também. Era notável como as engrenagens de seu cérebro estavam trabalhando a todo vapor para resolver o quebra-cabeça.

Ela tentou atirar na porta fechada, sem sucesso. Expliquei para ela que a arma só funcionava nas paredes brancas, e ela assentiu com a cabeça. Ela então subiu no botão, fazendo a porta abrir, e foi então que ela percebeu: do outro lado da porta aberta havia uma parede branca. De cima do botão ela atirou, com o tiro atravessando a porta aberta e atingindo a parede do outro lado, criando um portal azul. Sem sair do local ela virou a câmera para a direita, avistando outra parede branca dentro da mesma sala, e atirou um portal laranja nesta. Assim, ela desceu do botão, e viu que embora a porta se fechasse, os portais faziam um “atalho” entre as salas. Quando ela viu que seu plano tinha dado certo, ela deu um pulo no sofá, gritando um “ISSO!” de alegria e socando o ar com as duas mãos, quase deixando o controle cair.

“Parabéns, Emy! Seu irmão demorou umas boas duas horas nessa fase.” Brinquei.

Ela deu uma risadinha, mas voltou à cara séria quando a outra fase começou. Ela até que jogava bem para uma garotinha de sete anos. Assustadoramente bem, pra falar a verdade. Não demorou muito até que ela tivesse se acostumado com o desenrolar do jogo. A parte em que ela tinha mais dificuldade eram as que envolviam as Turrets, e ela se negava a jogá-las do abismo para continuar a prosseguir.

“Uh... Vic... eu posso te fazer uma pergunta?” ela me disse, durante o carregando entre duas das fases.

“Claro.”

“Por que que o meu irmão não me deu boa noite hoje?”

Ah, eu tinha me esquecido disso. O Lukas tinha recebido uma promoção no emprego hoje mais cedo, e por isso ele foi convocado durante a tarde para conversar com a sua chefe. Pelo visto, ele não era mais um gigolô rotacional, daqueles que esperam no corredor pelos clientes e pegam o primeiro quarto aberto do estabelecimento. Agora ele era um gigolô “VIP”, digamos assim, com direito a quarto próprio e até um quadro de horários. O problema é que mal ele terminou a negociação, ele já foi chamado para o serviço, e por isso ele não voltaria para casa até a manhã seguinte.

“O Lukas? Bem... ele recebeu uma promoção, e por isso precisou começar o trabalho mais cedo...” expliquei para ela.

Ela fez que sim com a cabeça, mas eu sabia que ela ainda estava magoada. O Lukas sempre ia no seu quarto, às nove da noite, dar um beijinho na testa de boa noite antes de sair para seu trabalho, que começava às dez. Era uma rotina que ele tinha começado logo que começou sua nova profissão, e ajudava Emily a dormir sossegada. Talvez tenha sido a falta do beijinho que não a deixou dormir. Afinal, ela ainda tinha só sete anos, embora fosse teimosa como uma pedra.

“E, uhm, Vic?”

“Sim?”

“Por que seus olhos ficam escuros quando você fala o nome do Lukas?”

Por um segundo, eu estranhei a pergunta. Mas então me lembrei da visão dela, e tentei entender sua dúvida. Então meus olhos escureciam quando eu falava dele? Era algo que nem eu tinha percebido até então. Talvez isso acontecesse por que, bem, ele era um gigolô, e eu não podia explicar isso para a irmãzinha dele de sete anos. Eu era muito ruim em mentir, logo acho que até a Emy podia ver isso nos meus olhos.

“Coisas de adulto.” Tentei explicar. “Mas pode deixar que eu não odeio ele, nem nada assim não... é só... bem, você ainda é muito nova para entender.”

Ela fez que sim com a cabeça, sem entender, mas voltou ao jogo. Eu me sentia culpado de mentir para ela dessa forma, mas nem se eu quisesse eu podia falar para ela uma coisa assim. Mas joguei os pensamentos para o fundo da minha cabeça e voltei a me concentrar no jogo.

Após algum tempo eu fiquei entediado, e pedi para jogar também. Peguei o outro controle e iniciei a campanha cooperativa. Ela ficaria com Atlas, o baixinho, e eu com P-Body, o alto, mesmo que eles parecessem ter os sexos invertidos. E assim continuamos, até quase uma hora da manhã.

Notei que Emy estava começando a esfregar os olhos, e perguntei se ela queria parar. Ela disse que sim, mas disse que queria me ver jogando as fases mais difíceis. Coloquei então na penúltima fase, onde estamos fugindo do laboratório, e joguei por uns dez minutos.

Não demorou muito até eu notar um corpinho respirando calmamente do meu lado, com a cabeça apoiada em meu braço, dormindo no sofá.

Soltei um sorriso de alívio. Ela era muito bonitinha quando não estava balançando as pernas ou nos metralhando com perguntas difíceis. Desliguei o console e peguei-a nos meus braços, e com delicadeza, retirei-a do sofá. Em passos leves, me dirigi até o corredor, e estava quase abrindo a porta de seu quarto quando notei que ela estava tentando dizer alguma coisa.

“Sozinha não, mãe...” foi o que consegui entender de seu delírio.

Calmamente dei meia volta e entrei em nosso quarto. Depositei-a na cama de Lukas, cobrindo-a com um cobertor e deixando em seus braços o travesseiro rosa que ela tinha esquecido ali. Fui ao seu quarto, pegar sua luz noturna de tomada, seu “espanta-monstros”, e coloquei na tomada em cima da nossa escrivaninha, o que deu uma leve iluminada no quarto.

Sentei-me então em sua cama, e delicadamente acariciei seus cabelos. Algumas lágrimas estavam tentando se formar em seus olhos, mas ela lutava ferozmente para contê-las. Ela deveria estar mesmo sentindo falta do irmão. Mesmo que fosse por só uma noite. Será que ela tinha pensado que Lukas iria abandoná-la também? Que ele tinha morrido, assim como seus pais tinham falecido seis meses atrás?

“Pode deixar Emy, eu vou ficar aqui do seu lado até você dormir.” Assegurei a ela.

Levemente me abaixei, dando um beijinho de boa noite em sua testa. Ela abriu o canto dos olhos e, ao me ver, soltou um suspiro, aliviada.

“Boa noite, Mamãe Vic.”

“Boa noite, Emily.”

E eu não me levantei da cama até que todas as suas lágrimas tivessem secado. Aposto que ela estava sonhando com o jogo. Uma garota, que embora forte sozinha, precisava da ajuda de um azul e um amarelo para continuar a seguir em frente.
Micro
Micro
Membro
Membro

Masculino Idade : 24
Alerta Alerta :
Amber & Mantis - Página 2 Left_bar_bleue0 / 100 / 10Amber & Mantis - Página 2 Right_bar_bleue

Frase pessoal : destination unknown


Voltar ao Topo Ir em baixo

Amber & Mantis - Página 2 Empty Re: Amber & Mantis

Mensagem por Pokaabu em Qua 15 Jan 2014 - 21:02

Não entendi a frase final. Faz alusão ao jogo? Enfim, foi um capítulo pequeno, sem grandes alterações na estória. Necessário? Eu diria que não. Não nesse momento. Mas eu não sei o que isso vai influenciar no depois. O que eu quero dizer é: O que essa estória quer contar? Qual o personagem principal dela?

Não deixe seus personagens te controlarem, eles costumam ser profissionais nisso.

Isso não é uma crítica e sim um aviso.

Na minha opinião a Amy tem muito mais carisma que o Lucas. E você está sabendo construir a personalidade dela de forma magistral! Parabéns, Micro. Minha personagem favorita ainda continua sendo a Mag, que não tem aparecido muito, o que é uma pena.

PS: Eu me apaixonaria fácil pelo Victor.

PS2: Eu esqueci de falar uma coisa no capítulo anterior. Essa parada da leitura pelo olhar ficou [palavra censurada]. Hehe

Beijos fraternos e até qualquer dia.

________________
Amber & Mantis - Página 2 J9zt  
Em breve.
Pokaabu
Pokaabu
Membro
Membro

Masculino Idade : 25
Alerta Alerta :
Amber & Mantis - Página 2 Left_bar_bleue0 / 100 / 10Amber & Mantis - Página 2 Right_bar_bleue


Voltar ao Topo Ir em baixo

Amber & Mantis - Página 2 Empty Re: Amber & Mantis

Mensagem por .Korudo Arty. em Dom 9 Fev 2014 - 13:26

Micro, primeiro perdão pela demora, sei que disse que ia comentar mais, mas a preguiça bateu rsrs

Okay. Quanto ao capítulo... eu achei que ele ficou ótimo, como os outros. Uma coisa interessante é você misturar fatos corriqueiros do dia-a-dia deles a momentos de tensão emocional ou... que "desenvolvam" a história. Foi assim nesse capítulo. Isso é muito interessante, porque narrar fatos comuns ajuda a dar maior veracidade à história. ^-^

Ahrm... um detalhe que me deixou intrigado foi o fato dos olhos do Victor ficarem "escuros" quando fala do Lukas. Ele explicou, mas a explicação não me convenceu de verdade rsrs

Esse final, a sequência de últimos parágrafos, ficou perfeito, realmente. Como nos outros deu um tom de "oásis", de restinho de beleza em meio aos mil e um problemas que eles passam.

Well, a Amber e Mantis é daquelas histórias que você pode ler dezenas de vezes e nunca enjoar. Ótimo capítulo, Micro, escrita admirável. Aguardo o próximo! Até lá! o/

________________
Amber & Mantis - Página 2 Tu9CIfo
avatar
.Korudo Arty.
Membro
Membro

Masculino Idade : 22
Alerta Alerta :
Amber & Mantis - Página 2 Left_bar_bleue0 / 100 / 10Amber & Mantis - Página 2 Right_bar_bleue


Voltar ao Topo Ir em baixo

Amber & Mantis - Página 2 Empty Re: Amber & Mantis

Mensagem por Micro em Sex 21 Fev 2014 - 13:53

Desculpem a demora... começaram as aulas na faculdade, e eu ainda viajei no final de janeiro, aliado ao Pokémon X que chegou...

@Pokaabu escreveu:Não entendi a frase final. Faz alusão ao jogo? Enfim, foi um capítulo pequeno, sem grandes alterações na estória. Necessário? Eu diria que não. Não nesse momento. Mas eu não sei o que isso vai influenciar no depois. O que eu quero dizer é: O que essa estória quer contar? Qual o personagem principal dela?

Não deixe seus personagens te controlarem, eles costumam ser profissionais nisso.

Isso não é uma crítica e sim um aviso.

Na minha opinião a Amy tem muito mais carisma que o Lucas. E você está sabendo construir a personalidade dela de forma magistral! Parabéns, Micro. Minha personagem favorita ainda continua sendo a Mag, que não tem aparecido muito, o que é uma pena.

PS: Eu me apaixonaria fácil pelo Victor.

PS2: Eu esqueci de falar uma coisa no capítulo anterior. Essa parada da leitura pelo olhar ficou [palavra censurada]. Hehe


Beijos fraternos e até qualquer dia.

Valeu por estar sempre comentando :0 Sobre o Portal, bem. A verdade é que é um dos meus jogos favoritos. E já que a Emily não tem um exemplo feminino em casa, eu sabia que precisaria colocar um. E quem melhor do que a Chell para fazer isso?

Se você não entende de Portal, recomendo ver, nessa ordem, estes vídeos curtinhos aqui: esse, que ilustra o conceito básico dos portais; esse, que mostra um pouco do jogo em si; e esse, que ilustra o Co-Op. Realmente, não é algo muuuito importante, mas é bom ter em mente do que se trata o jogo, para eventuais dúvidas. Por que a Emy adorou ele. E eu posso ou não colocar mais algumas cenas de jogos.

Por que independente ou não, as brincadeiras são uma parte grande da vida das crianças.

O que essa estória quer contar? A vida dessas crianças. Qual o personagem principal dela? Todos os quatro. Ou nenhum deles.
Achei que essas questões estavam claras desde o início. Mas parece que ainda existem algumas poucas dúvidas.

@.Korudo Arty. escreveu:Micro, primeiro perdão pela demora, sei que disse que ia comentar mais, mas a preguiça bateu rsrs

Okay. Quanto ao capítulo... eu achei que ele ficou ótimo, como os outros. Uma coisa interessante é você misturar fatos corriqueiros do dia-a-dia deles a momentos de tensão emocional ou... que "desenvolvam" a história. Foi assim nesse capítulo. Isso é muito interessante, porque narrar fatos comuns ajuda a dar maior veracidade à história. ^-^

Ahrm... um detalhe que me deixou intrigado foi o fato dos olhos do Victor ficarem "escuros" quando fala do Lukas. Ele explicou, mas a explicação não me convenceu de verdade rsrs

Esse final, a sequência de últimos parágrafos, ficou perfeito, realmente. Como nos outros deu um tom de "oásis", de restinho de beleza em meio aos mil e um problemas que eles passam.

Well, a Amber e Mantis é daquelas histórias que você pode ler dezenas de vezes e nunca enjoar. Ótimo capítulo, Micro, escrita admirável. Aguardo o próximo! Até lá! o/

Ê preguiça haha. Bem, não serão todos, mas esse ciclo não tem muito desenvolvimento da história. Em compensação, o próximo será um bocado mais "pesado", com a introdução de mais um dos "personagens principais".

A Promoção
07 / 19 / 18 / 18

Mais cedo neste dia, fora do meu horário de trabalho, minha patroa me chamou em seu escritório.

Eram cerca de sete horas da noite. Achei que ela iria descontar de meu salário alguma reclamação de alguma cliente. Pelo que eu me lembrava, tinha uma que se recusava a pagar o serviço, dizendo que foi mal-feito, embora ela tenha atingido um orgasmo duplo comigo. Por isso, entrei em sua sala acanhado, sentando em sua frente esperando um xingamento ou até mesmo uma demissão. Mas eu me assustei com a reação dela.

"Meus parabéns. Você subiu de nível." ela disse, dando de ombros e soltando um sorriso.

Fiquei uns dez segundos olhando vagamente para ela, processando o que ela tinha me falado. Era uma morena esbelta, de longos cabelos negros, que usava vestidos executivos curtos por pura ironia, visto que ela era a cafetina chefe de todo o local. Era bastante rica, por ser a dona do maior prostíbulo do estado, mas não o esbanjava, trajando poucas jóias e maquiagem apenas superficial. Ou seja, se um dia ela perdesse o posto de dona, ela pelo menos já tinha um futuro emprego garantido trabalhando para o novo chefe. Seu nome era Malva, mas ela odiava o nome, e por isso eu sempre a chamava de Patroa.

"Então... eu fui promovido?" perguntei, acanhado.

"Exatamente!" ela respondeu. "Você têm se dado tão bem com a clientela que eu decidi te promover para o segundo andar."

O "segundo andar" era literalmente o segundo andar do edifício. Para explicar brevemente, no Golden Rod trabalham dois tipos de pessoas: os de primeiro andar e os de segundo andar. No primeiro andar existem vários quartos rotativos, ou seja, eram usados por várias prostitutas e seus clientes, sendo liberados e limpos após o uso. Neste andar se localizavam os trabalhadores comuns, os mais baixos na hierarquia do prostíbulo.

Já no segundo andar não. Nele haviam dez quartos fixos, cada um com seu próprio "morador". Era uma nomenclatura idiota, mas os fregueses pareciam gostar dela. Estes quartos eram maiores, e contavam com diversos tipos de facilidades para o entretenimento do freguês, como banheiras de água quente, um palco com poste de pole-dance, camas que vibravam e vários outros luxos. E as dez trabalhadoras deste andar eram consideradas as "mais bem pagas do estado", visto que elas podiam escolher o preço e criar as regras do quarto. Atualmente lá trabalhavam oito mulheres e dois homens.

"Bem, como você sabe, a Rê está ficando meio velha, e por causa disso decidiu aposentar-se mais cedo. Uma pena." explicou-me a minha patroa. Rê era uma das mais antigas trabalhadoras do local, e já estava completando seus trinta anos de carreira lá.

"Então eu vou pegar o lugar dela?"

"Isso mesmo. Ganhando mais um homem no segundo andar, conseguiremos equilibrar melhor o número de fregueses que vem até aqui. Todo mundo sai ganhando, viu só?"

Não consegui deixar de mostrar um sorriso para ela. Uma promoção significava mais renda, e isso seria importante visto que a Emily está crescendo. Ou seja, roupas novas, brinquedos novos, e até mesmo comidas mais caras. Não que nós comíamos mal, mas agora poderíamos variar o cardápio mais vezes.

"E quando eu começo o novo trabalho?"

"Em meia hora. Já temos uma cliente reservada para você."

Conversamos mais um pouco sobre o emprego, mas nada tão importante. Coisas como "regras de manutenção do quarto", quadro de horários (entrar uma hora mais cedo e sair uma hora mais tarde), novo salário e a cor do papel de parede. Decidimos que a cor do meu quarto seria um laranja-amarronzado, com luzes baixas, de modo que meus olhos e o meu colar de âmbar ganhassem um destaque na bruma.

Com isso, me retirei do seu escritório, agradecendo-a. Minha primeira ação foi então ligar para o Victor, contar as novidades e avisá-lo que eu não chegaria em casa hoje a noite. Eu ficaria com falta do beijinho de boa noite na Emily, mas eu estava fazendo isso por uma causa maior. Ele até ficou feliz por mim, mas eu sabia que ele não aprovava meu emprego completamente. E não era sem motivo; sua mãe não era lá um dos melhores exemplos de vida para ele. Provavelmente ele temia que eu também abandonasse a Emily por causa do trabalho. Mal sabe ele o motivo pelo qual eu estou fazendo isso.

Me dirigi então a meu novo ambiente de trabalho. Subi as escadas e cheguei no segundo andar. Nunca pensei que um dia chegaria lá, mas finalmente aqui estava. Comecei então a procurar pelo quarto 208, e descobri se tratar da terceira porta no segundo corredor. Virei a chave, mas a porta não queria abrir. Tentei mais umas cinco vezes, até eu desistir. Ela parecia estar emperrada.

"Precisa de ajuda?" me disse uma voz atrás de mim.

Me virei surpreso, mas me aliviei quando percebi que era o Louis, ou melhor, o Pai Urso. Um dos dois homens do segundo andar (ou melhor, três, agora que eu estava lá também). Estava na casa dos quarenta e cinco anos, musculoso e um pouco peludo, cabelo negro curto com algumas partes grisalhas. Tinha também um dote incomparável, e vestia apenas um roupão, o "uniforme" do segundo andar. Ele era seu "bara" perfeito, e a maioria das clientes que procurava um homem de verdade escolhia ele. Foi ele quem me ensinou a satisfazer os clientes homens que me contratavam, e por isso sou eternamente grato a ele.

"A porta emperrou." disse, meio sem jeito.

Ele fez um movimento com a cabeça, dizendo para eu me afastar, e se posicionou em frente à porta. Tentou girar a chave como eu, e vendo que não gerava resultados, começou a fazer força na maçaneta. Depois de alguns segundos ele perdeu a paciência, e deu uma joelhada na porta, forçando-a a abrir.

"Pronto." ele disse, como se fosse a coisa mais fácil do mundo. "Então é você quem vai pegar o lugar da Renata?"

"É. Agora sou eu quem vai morar nesse quarto aqui."

"Haha! Sabia que você ia vir pro segundo andar qualquer dia desses. Você foi um dos que aprendeu mais rápido comigo." ele disse, numa gargalhada rouca. "Qualquer coisa que você precisar, estou no quarto 210."

Agradeci a educação e entrei no meu quarto, enquanto ele sumia no corredor. De vez em quando saíamos para beber no tempo livre, e ficávamos apostando na mesa de bar quais pessoas que passavam pela rua eram clientes ou não. Era bom ter um relacionamento "normal" com algum colega de trabalho, pelo menos.

O cômodo era enorme, e muito mais luxuoso do que eu pensava que seria. O papel de parede era azul-ciano, mas em breve se tornaria âmbar, e as luzes também seriam reduzidas. Mas fora isso estava tudo lá: a banheira, o palco, a namoradeira, a cama king-size, tinha até um armário com fantasias sexuais no cantinho. Rapidamente me despi e me troquei para o roupão: uma peça cara, marrom, com as iniciais GR bordadas em dourado na região do peito.

Era tudo tão caro e requintado que eu não conseguia me acostumar tão facilmente.

Mal terminei de me vestir, um cliente me apareceu à porta. Com passos lentos, atravessei meu novo quarto e atendi-a.

"Nossa... não acredito!"

Com um riso, dei um passo para trás, deixando a garota entrar.

"Olha o tamanho desse quarto! Tem até um palco aqui dentro... e aquilo é uma banheira? MEU DEUS A GENTE PRECISA ESTREAR ESSA BANHEIRA."

Juliet foi a minha primeira cliente de verdade. Uma garota simples, da minha idade, que embora simpática não tinha tantos atrativos corporais. Mas não era feia, só era normal demais. Faz medicina na turma de Luana, e numa aposta idiota com as amigas, perdeu a virgindade comigo. Eu ainda tentei recusar, dizendo que uma idiotisse dessas ia acabar com a vida dela, mas ela decidiu fazer isso de uma vez para que elas parassem de irritá-la por causa da falta de experiência.

"Vai devagar. O programa agora tá mais caro." disse, piscando o olho.

"E você acha que eu não sei? Eu fiz questão de ser a sua primeira nesse quarto novo." respondeu, rindo.

Na verdade, por dentro desta aparência jogada e desleixada, ela é bastante certinha. Ela apenas espera pelo cara certo, e por isso não sai abrindo as pernas pro primeiro cara na festa que chama ela de bonita. Acabamos criando uma amizade colorida fora do trabalho, e de vez em quando ela vem me visitar para conversar, pedir ajuda nos estudos, chorar no meu ombro ou simplesmente "aliviar o stress". Por algum motivo, eu não estou na lista de "caras com que eu posso casar" dela, e portanto sou uma exceção no quesito de castidade sexual dela.

"Ah, deixa eu te perguntar de uma vez, ou então você vai me fazer esquecer." disse, brincando. "Você tá livre esse fim de semana?"

"Sim, eu acho. Por quê?"

"Estamos fazendo uma festa de despedida de uma colega nossa que vai pro exterior, num sítio, e queríamos contratar uns go-go boys. Vocês vão ficar o sábado e o domingo lá, e vão ter vários eventos de noite, como strip-poker, roda-a-garrafa, e essas coisas. Topa esse serviço?"

Confesso que fiquei com um pouco de medo. Nunca tinham me pedido pra fazer nada tão grande assim. Sentamos na mesa de dois lugares que tinha dentro do quarto, sem me preocupar se o roupão tinha se aberto, revelando minhas partes baixas. Por que né, ela já estava cansada de me ver nu.

"Vão ser quantas garotas? E quem mais você convidou?"

"Devem ser umas doze ou treze... nada muito grande. E eu vou chamar os outros dois homens do Golden Rod: o Pai Urso e o outro japonezinho lá."

Saber que os outros dois eram conhecidos meus me aliviou um pouco da tensão, mas mesmo assim fiquei meio receoso. Provavelmente seria caro, e uma chance dessas não aparece todos os dias, então aceitei.

"Ok então... você me manda os detalhes por e-mail?"

"Claro. Mas agora, vamos na banheira?" disse ela, começando a se despir.

Com uma risada levantei-me e liguei o registro da banheira, colocando os sais de banho e até algumas pétalas. Logo depois ajudei-a a despir-se de seu sutiã, e entre amassos caímos na água quente. Seria um bom fim de semana. Afinal, o que poderia dar de errado?

E a água da banheira já estava fria quando terminamos de nos vestir.
E mal sabia eu quem também estaria nesta festa.
Micro
Micro
Membro
Membro

Masculino Idade : 24
Alerta Alerta :
Amber & Mantis - Página 2 Left_bar_bleue0 / 100 / 10Amber & Mantis - Página 2 Right_bar_bleue

Frase pessoal : destination unknown


Voltar ao Topo Ir em baixo

Amber & Mantis - Página 2 Empty Re: Amber & Mantis

Mensagem por Rush em Sab 22 Fev 2014 - 21:18

Boa noite, Micro. (:


Olha cara, a história é linda demais, de verdade. Você poderia facilmente terminar essa história e publicar um livro, que eu tenho certeza que iria fazer muito sucesso. Eu por exemplo teria uns quatro aqui, e conheço gente que teria mais uns três, porque eu tenho certeza que irão amar a história também. Antes de chegar no comentário sobre os capítulos, eu queria dizer que essa história foi postada na área errada. Isso não é uma Fan Fiction, coisa que é bem fácil de confundir, já que não existe ainda a área de "Best-Sellers", onde a sua obra com certeza pertenceria. 


Enfim, eu achei estranho no começo a troca de POVs na primeira pessoa, mas já no primeiro capítulo, com o Lukas narrando, eu já me acostumei. Eu consigo facilmente imaginar a imagem dos personagens apenas pela sua fantástica narração e poder descritivo, a única que eu não imaginei com muitos detalhes foi a Emily, embora ela seja a minha personagem preferida por saber ler os olhos das pessoas. Ri demais quando ela disse que a alma é a janela dos olhos, ou vice-versa, ou os dois. AUEHUHAE'


Sobre o Lukas, eu realmente tenho pena dele, embora ache que ele seja o que irá mais se dar bem pelo emprego. Como eu te disse, deve ter sido um choque pra ele no início, mais pelo falto de costume e de encontrar vizinhos conhecidos que devem morrer de vergonha após estarem "sóbrios de líbido". Mas o cara tem olhos dourados, só isso faz ele ser querido em meu coração. Também adorei o fato dele fazer qualquer coisa - literalmente, qualquer coisa - pelo bem estar de sua irmã. 


O Victor é o meu personagem preferido - sei que falei isso da Emily, mas relaxa, eu falarei que a Anna e o Rudolph também são meus favoritos -. Simplesmente pelo fato dele ser o "Erudito". Pelo que você descreveu, o cara é simplesmente perfeito. É bonitinho, inteligente, um ótimo amigo e pessoa além de ser dedicado. Mal posso esperar para ver a interação dele com as três crianças. Também prevejo que ele enfrentará algumas brigas internas consigo mesmo ao ver os pais julgando os seus amigos.


A Meg é gostosa e a Luana é meio hipócrita. Tenho quase certeza de que ela fala não quer ser tratada como um objeto até ver o gostoso do Lukas, né? 


A Anna é a minha personagem preferida cara. *-* Acho que todo mundo tem uma amiga assim, que sei lá, toma a atitude de todos e fala por essas pessoas. Não sei se vai ter algo relacionado a ela guardar toda a amargura que ela sente a respeito de ser menosprezada pelos outros pais, mas pelo menos, ela banca de pessoa que não se importa com as opiniões alheias. E ela tem uma filha maneira que gosta de magia. Maneiro demais.


O Rudolph é o meu personagem preferido. O cara é asiático, é distante e parece um panda. Eu sinceramente queria ver ele sendo mais explorado, sei lá, até algum momento de desabafo. Ele deve ter sofrido MUITO, e por isso se isola, mas ele deve desabafar em algum momento né? Além disso, sinto pena pelo filho dele. O amigo das meninas é o que sempre sofre. A mulher dele parece ser maneira, mas é invisível perto do filho e do marido, que são mais carismáticos que ela. AUEHAUE'


Esse comentário provavelmente será um bible post, então saiba que a fic está abençoada. Deu pra perceber que eu adorei tudo né? To pensando até em retirar a regra ridícula e estupida de censura, o que limita muito a liberdade de expressão e de criatividade nas obras. Enfim, ninguém respeita essa regra, ela merecia ser retirada.


Cara, eu amo sua escrita. Amei sua fic, e saiba que você tem um leitor fixo. Vou acompanhar capítulo por capítulo até o fim da história.


É isso, um abraço. Boa sorte. (:
Rush
Rush
ABP Mod
ABP Mod

Masculino Idade : 26
Alerta Alerta :
Amber & Mantis - Página 2 Left_bar_bleue0 / 100 / 10Amber & Mantis - Página 2 Right_bar_bleue

Frase pessoal : Agora você não tem mais waifu!


Voltar ao Topo Ir em baixo

Amber & Mantis - Página 2 Empty Re: Amber & Mantis

Mensagem por .Korudo Arty. em Dom 23 Fev 2014 - 19:16

Aleluia, Micro! Fiquei extremamente ansioso por um capítulo novo e indescritivelmente radiante quando vi que tu tinha postado. E bem, me decepcionei. Mas calma que eu explico!

Lendo esse novo capítulo eu percebi que gosto mais da Emy e do Victor que do Lukas. Não sei bem o porquê, talvez porque Emy seja uma personagem radiante, carismática e apaixonante e o Vic seja daqueles caras de se ter como amigo fiel, com uma personalidade muito legal, já o Lukas é mais quieto. Nos outros capítulos o Lukas sempre - ou quase sempre - aparecia junto da Emy, do Vic ou de ambos e creio que por conta disso não percebi que apreciava mais eles, mas nesse nenhum dos dois apareceu.

Mas veja só como tu é um puhta dum macumbeiro que até quando só o Lukas aparece eu consigo gostar do capítulo! Eu já tinha lido esse capítulo assim que você terminou de postar e resolvi ler de novo pra comentar, ao menos o final. Lembro que se comentasse da primeira vez iria te dizer que errou na idade do Vic, mas já corrigiu, então tá bom. e_e' Engraçado também é que a Amber & Mantis tem uma gama de personagens consideravelmente grande sem ficar sobrecarregada, porque são divididos em graus de "importância", mas todos são descritos, criando vida e essência. Como a Juliet, a Malva e o Louis. Eles provavelmente aparecerão muito pouco na fic, mas nós sabemos quem eles são e como são.

Quê mais? Hm, bem, ficou meio óbvio quem estará nessa despedida que a Juliet convidou o Lukas pra ir como gogoboy, mas tudo bem, vamos fingir que nem temos ideia. e.e

E, finalmente - demorou, mas veio - uma crítica! (Agradecemos!) O Lukas é um dos personagens que eu acho mais vazios emocionalmente em toda fic. Você introduz a personalidade das personagens com naturalidade e quando se vê eles já criaram forma definida, mas eu ainda não consigo definir o Lukas. Esse capítulo, sendo praticamente só dele, era a oportunidade muito mais que perfeita para ao menos nos oferecer algumas características do Amber sem soar estranho, forçado, mas ele continuou quase que na mesma... posso estar errado na minha visão, mas...

Bem, é isso. Pressinto fortes emoções pro próximo capítulo Cool Então, por favor Micro, não demore! Até! Smile

________________
Amber & Mantis - Página 2 Tu9CIfo
avatar
.Korudo Arty.
Membro
Membro

Masculino Idade : 22
Alerta Alerta :
Amber & Mantis - Página 2 Left_bar_bleue0 / 100 / 10Amber & Mantis - Página 2 Right_bar_bleue


Voltar ao Topo Ir em baixo

Amber & Mantis - Página 2 Empty Re: Amber & Mantis

Mensagem por Micro em Dom 23 Fev 2014 - 22:04

Resposta aos comentários no final do capítulo.

A Despedida
07 / 19 / 18 / 18

Não estava acreditando no que via diante de meus olhos.

"Vai ser uma festona, você vai adorar!", me disseram. "Vão ter vários caras gostosos!", me disseram. Confesso que fiquei com muito medo quando me chamaram para ir nela. Em primeiro lugar: seria um fim de semana inteiro. Ou seja, eu precisaria dormir lá. Segundo que era em um sítio afastado da cidade, e terceiro por que eu mal conhecia a garota que estava indo embora. As chances maiores eram de se tratar de um trote ou uma pegadinha com as alunas novatas do curso.

Mas a Meg tinha que me obrigar a ir. Tinha que me empurrar para dentro do carro e falar para eu aproveitar a juventude. Por favor, né? Acho que se eu fosse para essa festa eu nem viveria o suficiente pra passar da minha juventude. Meu único apoio era Juliet, uma das garotas que eu pelo menos conhecia um pouquinho (eu sabia o nome dela pelo menos) para conversar durante a noite.

Enfim, acabei indo para a festa. A viagem durou cerca de duas horas, e chegamos por volta das cinco da tarde. Era um sítio bonito, pequeno, com uma casa principal de tijolinhos, uma piscina e uma quadra de tênis, rodeados por árvores de várias frutas da estação. As mais de vinte garotas iam dormir na sala principal mesmo, já que não tinha nenhum homem no grupo, portanto forramos o chão com colchões e travesseiros. E por algum estranho motivo umas cinco meninas estavam preparando algo com as mesas na sala de jantar.

No início ela se parecia com uma típica festa do pijama: as garotas sentadas fazendo as unhas, penteando os cabelos e falando dos rapazes. Era um papinho meia boca, mas dava para passar o tempo. E eu até ganhei umas trancinhas e fiquei um pouco mais próxima de Juh (o apelido de Juliet que eu descobri durante a noite). Era agradável, embora tipicamente démodé. Eu cheguei até a rir da situação, me lembrando dos filmes hollywoodianos, onde as líderes de torcida se reuniam e gastavam tempo até um assassino com uma faca aparecer e estragar a festa.

Mas então deu onze horas. Um alarme no celular tocou, e as garotas rapidamente começaram a se levantar e se reunir na sala de jantar. Mas quando cheguei, me assustei: as duas enormes mesas de granito estavam arrumadas no canto, de modo a se parecerem com um grande palco improvisado. Ele se posicionava no canto oposto do cômodo, e estava no meio do caminho da sala de jantar até um dos quartos; a porta não estava barrada, visto que ela abria para dentro do quarto, e por isso ele se tornava uma espécie de camarim. Tinha cerca de trinta metros quadrados, e com o apoio de algumas tiras de madeira estava firmemente apoiada em todas as suas extremidades. Alguns holofotes portáteis estavam arrumados no teto, iluminando o palco, música alta estava tocando, e Juliet apareceu no meio das garotas com uma garrafa de espumante e outra de vodka, entregando copos cheios para as garotas do recinto.

"O que é isso?" perguntei a ela quando ela me passou o copo.

"O evento principal." ela respondeu, dando uma piscadinha.

Quando ela disse isso, pensei se tratar de uma bandinha pequena da faculdade, que elas tinham pago para tocar aqui. Por isso abaixei um pouco a guarda, e comecei a bebericar meu copo de espumante. E as garotas começavam a falar entre elas, dizendo coisas estranhas sobre ursos, flores e insetos. Algo sobre eles serem muito atraentes, e coisas que elas queriam fazer com eles em suas camas. Estranho.

A melhor parte de ser eu é que eu consigo pensar em inúmeras coisas enquanto mantenho uma aparência sóbria. Muitas vezes as pessoas nem percebem que eu estou voando longe, pois continuo a encará-las fixamente nos olhos enquanto elas conversam. Não que eu fizesse isso de propósito, mas eu conseguia me enturmar um pouco assim.

Já estava virando meu oitavo copo quando as luzes se apagaram. Ao fundo, ouvi uma van estacionando próximo à porta de entrada, junto a alguns passos, que se dirigiam em direção ao quarto oculto pelo palco. Provavelmente ele tinha uma porta para a varanda, pela qual as pessoas da van entraram. E então a platéia entrou em delírio. Juliet saiu do meu lado, me entregando seu copo de vodka misturado com algum suco rosa (provavelmente groselha, acabei bebendo o copo todo) e subindo, cambaleante, no palco improvisado.

"Boa noite t-urma B da medicina!" ela disse, um pouco tonta. As outras garotas responderam em uníssono.

"Estamos aqui hoje... reunuídas... para despedir da nossa colega mais amadada, que está indo pro... pra onde mesmo? Ah sim... Canadá no próximo fim de semana."

Ela estendeu uma mão ao palco, que foi apertada por uma das garotas na minha frente. Usando a amiga de apoio, a menina da platéia subiu ao palco, numa condição apenas um pouco melhor que a minha e que a de Juliet, e foi recebida por uma salva de palmas. Era bonita, e usava um par de tranças semelhante ao meu, embora seu cabelo fosse ruivo e seu rosto tivesse algumas sardas. Ela abraçou fortemente Juh, e então se virou para a platéia.

"Ai, não precisava gente... é sério!" ela começou, fazendo gestos com as mãos, como colocar a mão no peito e se abraçar.

Ela falou algumas palavras, mas eu não estava prestando atenção. Me foquei nas tranças dela, que me lembravam fios de cobre entrelaçados. Sim, uma coisa meio estranha para uma garota, mas nem eu entendo como minha mente funciona quando estou bêbada. Só sei que uma hora as garotas do meu lado começaram a bater palmas, e eu me juntei a elas, sem nem saber o motivo.

"Agora eu deixo vocês com os caras mais qu-entes do universo!" disse uma Juliet bêbada, pulando do palco e quase caindo em cima de uma das garotas.

Os holofotes se apagaram, e as garotas começaram a se juntar na frente do palco improvisado. Me afastei um pouco dele, deixando que elas brigassem pelos trinta metros quadrados de pedra na nossa frente, e me posicionei junto à parede oposta, nas sombras, onde outra garota apoiava seu peso, de braços cruzados, com uma cara tonta e enjoada.

"Você sabe quem que tá vindo?" perguntei.

"Ah, meu irmão e seus amigos." ela respondeu.

"Que instrumentos eles tocam?" perguntei novamente.

Ela me olhou assustada por alguns instantes, e então algo estalou dentro de sua cabeça.

"Então... você não sabe o que eles fazem?" ela perguntou, com um sorriso maroto. Ela sabia de algo que eu não sabia.

Mal tive tempo para responder, os holofotes se acenderam novamente. A música... ah, aquela música. Nunca mais me esqueceria dela. A música trocou para Nirvana Girls, algo eroticamente animado o suficiente para a situação. De repente, a porta do camarim se abriu, e uma silhueta saltou em direção ao palco. Um homem musculoso, de cerca de quarenta anos, vestido de policial, entrou dando uma cambalhota no recinto. Pela reação das garotas ele provavelmente era parte da banda, já que elas começaram a soltar gritinhos quando ele apareceu. A música estava muito alta, e eu estava muito longe, portanto não ouvi nada do que ele estava falando.

Ele então começou a fazer algumas poses. Ou o que eu acho que eram poses. Ele podia estar dançando também. Não tenho certeza. Acho que ele estava passando a mão no corpo, e... espera, ele tirou a jaqueta? Não... ele tinha vindo de jaqueta para o palco? Estava muito tonta para decidir qualquer coisa.

Então um segundo rapaz subiu ao palco. Este era mais jovem, deveria ter cerca de vinte e cinco anos, e tinha um cabelo liso bagunçado-penteado tingido de ruivo. Provavelmente era japonês. Vestia algo semelhante a um terno, com uma gravata azul-ofuscante, e óculos de mesma cor. Ele me lembrava muito a garota ao meu lado, e deveria ser o irmão dela.

Peguei mais um copo de vodka, que Juliet me entregou.

Os dois ficaram no palco por alguns instantes, fazendo alguma coisa que eu não conseguia discernir exatamente o que era. Minha cabeça balançava com a música, e minha visão estava ficando meio embaçada. Até que uma camisa social branca foi atirada em meu rosto. Só então eu percebi que ambos estavam sem camisa. Meu deus, eles eram super definidos. O mais velho era muito musculoso, de um jeito "o papai chegou" que as mulheres adoram, e o japonês era do estilo "delicado mas macho" que as garotas amam. A camisa social pertencia ao segundo, o que até uma Luana bêbada conseguiu deduzir, graças às fantasias.

Mas espera... eles estavam sem camisa?

Então um terceiro surgiu, aparecendo no meio do palco. Vestido de salva-vidas, usando um short apertado, mostrando o volume entre as pernas, e uma camiseta que estampava os músculos. Ele até estava molhado, simulando como se estivesse chegando da praia naquele momento. No seu pescoço estava um apito, e ao seu lado uma estranha pedra amarela.

Espera... aquele topete e aquela pedra... alguma coisa me era familiar.

Não conseguia focar em seu rosto. Por um instante, consegui focar-me em sua boca, que mordia o lábio inferior de maneira sexy. Me levantei da parede, e dei dois passos em direção ao palco, saindo das sombras. Ele então retirou sua camisa, ficando como os outros dois, e logo após jogá-la para a platéia, virou o rosto em minha direção, já que eu tinha feito um movimento. Então ele fez contato visual comigo.

E então aconteceu. Meu deus. Não estava acreditando no que via diante de meus olhos.

Sabe aquele momento no meio da festa em que você simplesmente fica sóbria por três segundos antes de fazer alguma bobagem? Então. Eu finalmente consegui ver nitidamente o que estava acontecendo. A música simplesmente parou em minha cabeça, juntamente aos sons guturais que as outras garotas faziam ao meu redor. A vodka perdeu o gosto em minha boca. Eu simplesmente parei de ficar tonta. E a cena simplesmente queimou em meu cérebro.

Lukas Teulin estava sem camisa, a cinco passos de mim, fazendo strip-tease para as vinte garotas da minha turma de medicina em cima de um palco improvisado ao lado de dois caras super gostosos.

Ele parou o strip por alguns instantes, me encarando. E eu fiquei paralizada no meio das outras meninas. O homem mais velho percebeu que tinha acontecido algo de estranho, e cutucou Lukas no ombro. Ele balançou a cabeça, quebrando o transe, e virou para respondê-lo.

No momento que terminamos o contato visual, umas cinquenta emoções passaram em minha cabeça. Surpresa, raiva, calor, traição, mentira, tontura, felicidade... por puro reflexo, me virei, e preparei para correr em direção ao banheiro. Lukas percebeu, e pediu licensa, o que foi respondido com um aceno de cabeça por parte dos outros dois strippers, e pulou do palco no meio das garotas.

Nesse momento, não via nada. Meus instintos me guiaram até o banheiro mais afastado, onde batendo a porta, me tranquei. Sentei-me no vaso, de tampa fechada, e apoiei a cabeça em minhas mãos. Suor frio escorria de minha testa, e minhas pálpebras estavam tão dilatadas que Emily provavelmente conseguiria listar todas as emoções que eu sentia naquele momento com um olhar.

Lukas Teulin estava sem camisa, a cinco passos de mim, fazendo strip-tease para as vinte garotas da minha turma de medicina em cima de um palco improvisado ao lado de dois caras super gostosos.

"Luana, eu sei que você está aqui dentro." disse uma voz, batendo na porta.

Lukas Teulin estava sem camisa fazendo strip-tease em cima de um palco improvisado ao lado de dois caras super gostosos.

"Luana, abra para mim."

Lukas Teulin estava fazendo strip-tease.

"Luana."

Lukas era um stripper.

"Pelo amor de Deus mulher, abre essa porcaria!" ele gritou, desesperado.

Abri a porta num impulso e enfiei um tapa na cara dele. Ele perdeu o equilíbrio, batendo na parede logo atrás, e então eu o puxei pelo braço para dentro do cômodo, trancando a porta logo atrás.

Eu estava pulsando de raiva. Sim, estava feliz de vê-lo ali. E ainda mais de vê-lo sem camisa. E estava surpresa por causa disso também. Mas eu sabia que tinha algo errado. Eu nunca soube que ele era um stripper. Ele nunca me contou que ele era um stripper.

Eu me senti traída. Menosprezada. Feita de boba. Eu queria enfiar minha mão na cara dele de novo, e quase o fiz, se ele não tivesse me olhado nos olhos de novo.

Mas foi então que eu vi como ele estava realmente se sentindo por dentro. Era assim que Emily se sentia o tempo todo?

Fiz um gesto para que ele se sentasse no vaso. E eu sentei-me na bancada da pia de frente a ele. Nos encaramos por alguns segundos. Eu, vermelha de raiva; ele, branco de nervosismo.

"Luana... eu..." ele começou, com a voz baixa.

"Calado." disse, numa voz tão autoritária que nem eu sabia ser capaz de dizer.

Ele abaixou o rosto, olhando para o chão. Seus ombros estavam rígidos de tensão, e ele parecia desabar a qualquer momento. Ele só voltou a levantar seu rosto quando eu voltei a falar.

"Um dia. Um dia minha melhor amiga Meg me levou para conhecer o namorado dela. E nesse dia eu conheci o melhor amigo dele." comecei. Ele já sabia para onde a conversa ia, mas me deixou assumir a liderança.

"Achei que era um cara legal. Engraçado. Simpático. Gostoso. Com a irmã mais fofa do mundo." continuei.

"E eu confiei nele. E até pensei em ficar com ele. Afinal, todo mundo estava tentando nos juntar. Mas eu não fiz isso."

"Eu esperei. Esperei que nem uma estúpida faria. Por que eu vi que você estava passando dificuldades."

"Me segurei por muito tempo. Não impus nada para ele, e deixei que ele tivesse seu espaço."

E então minha voz subiu de tom. Nesse momento, eu já não ouvia mais o som da música. Nem a voz das garotas. Muito menos sentia o gosto da vodka na minha boca.

Eu sentia gosto de sangue.

"Então numa bela noite, eu descobri que ele na verdade gosta de ficar tirando a cueca para a primeira menininha que aparecer na frente dele só pra ganhar um par de pernas a mais na cama de noite."

"Olha. Luana..." ele tentou. Mas eu estava possuída de ódio.

"Não. Na-não. Você não vai inventar uma desculpa pra isso."

"Luana, eu..."

"Eu confiei em você. Eu me segurei por você. Eu gostei de você. E você me responde fazendo isso?"

Nesse momento, comecei a soluçar. Não sabia por que estava chorando. Quem deveria estar chorando era ele. Chorando aos meus pés, implorando por perdão. Mas não. Ele estava escutando tudo de cabeça baixa. Os ombros estalando de tanta rigidez.

E então ele levantou a cabeça. Seus ombros relaxaram por alguns segundos. Sua face estava completamente sem emoções.
Mas seus olhos âmbar estavam vermelhos. Assim como os meus. E ele me estendeu sua mão.

"Luana. Você deixou suas lentes caírem."

Olhei para ele, um pouco confusa. O que diabos ele quis dizer com... ah. Ah. Bosta. Me virei rapidamente, para o espelho atrás de mim, e me olhei no reflexo.
Estava normal, exceto pelo cabelo que estava uma bagunça, e as lágrimas que desciam na minha face. E, é claro, meus malditos olhos.

Peguei o par de lentes transparentes em sua mão aberta, os quais eu não tinha visto na primeira vez, e apertei-os em meu peito. Agora era tarde demais para esconder meus olhos. Meus malditos olhos estranhos.

Então foi a vez dele falar.

"Agora vou ser completamente honesto com você. Acho que você merece saber, agora que você já me viu assim..."

Abri meus olhos e levantei-os do meu peito, encarando-o.

"Quando meus pais morreram, eu entrei em pânico." ele começou. Seu rosto perdeu a flacidez, e algumas linhas apareceram nele, demonstrando emoção. Uma estranha mistura de saudade com tristeza e raiva.

"..." foi o som que eu emiti, para que ele continuasse.

"O que eu ia fazer? Eu ainda tinha só dezessete anos, e uma irmã mais nova pra sustentar. Falar para ela que papai e mamãe tinham morrido num acidente de carro foi a coisa mais difícil que eu fiz na minha vida."

Balancei a cabeça, enquanto ele balbuciava algumas coisas. Então ele percebeu que eu não estava ouvindo e repetiu tudo, num tom mais alto - e mais fraquejante.

"Eu realmente fiquei deprimido pela morte dos dois. Muito mesmo. Algumas noites eu tinha pesadelos onde eu via eles morrendo na minha frente, sem eu poder fazer nada, e acordava chorando com Victor preocupado do meu lado. Mas eu tinha uma preocupação maior."

"Emily." completei. Não queria deixar ele com a última palavra. Ainda estava com muita raiva. Mas ao ouvir o nome da irmã, suas feições se tornaram um pouco mais alegres.

"É... a durona, inocente, fofa e irritante da minha irmã. Eu não podia decepcioná-la. Não depois do que tinha acontecido. E por isso eu não podia chorar mais na frente dela. Então comecei essa atitude forçada de quem não ligava pra nada."

A voz dele fraquejou completamente no final da sentença. Ele então tossiu para limpar a garganta, e seus olhos começaram a ficar molhados.

"Todas as vezes que ela acordava chorando no meio da noite, eu estava lá, abraçando ela e dizendo que estava tudo bem, quando na verdade não estava. Eu  tinha um vazio enorme dentro de mim, mas eu não podia desabafar com ninguém. Nem com o Victor."

Ele então me olhou diretamente nos olhos. Aquele momento doeu dentro de mim.

"Uma vez eu tentei me suicidar."

Aquilo me pegou de surpresa. Apertei as sobrancelhas, enquanto a primeira lágrima desceu na sua bochecha.

"Peguei um monte de comprimidos, dentro do armário de remédios dos donos da pensão do Vic, e coloquei todos eles na boca ao mesmo tempo. Eu quase engoli... mas aí eu pensei em como a Emily ia ficar sem mim. Cuspi e vomitei todos dentro do vaso, fingindo que estava bêbado. Mas na verdade eu sabia muito bem o que estava fazendo."

Olhei para o vaso no qual ele estava sentado, e tentei me imaginar fazendo algo parecido. Era realmente muito deprimente uma pessoa chegar ao ponto de desistir da própria vida.

"Mas então, um dia, eu fiquei sabendo de uma coisa. Eu poderia saber quem tinha matado meus pais." ele adicionou.

Levantei meus olhos do vaso e encarei-o novamente.

"O... quê?" perguntei. Minha voz estava um pouco rouca por causa da discussão, mas as lágrimas tinham quase todas secado. Ao contrário das dele.

"A senhora Lance me disse que eu poderia encontrar o homem que matou meus pais." ele explicou.

Aquilo não fez sentido para mim. Ela não era uma prostituta? Eu me lembro da Meg me explicando isso, e ela até fez uma brincadeira dizendo que o Victor pegou toda a fidelidade da mãe na hora do parto. E por isso ela confiava nele, mesmo com as origens sombrias. E também, eles não tinham morrido num acidente de carro? O motorista do veículo oposto - era um caminhão? - não tinha culpa das mortes...

Ou será que ele tinha? Será que aquele acidente foi planejado?

"Eu aceitei, e ela me apresentou ao papai Urso. Sabe, o cara musculoso que estava dançando comigo. Ele me ensinou a vender o corpo em troca de qualquer coisa." ele continuou. "Até mesmo informações."

Naquele momento estava muito zonza para discutir com ele aquilo. Então ele não era só um stripper, como também era um gigolô. Mas decidi ficar calada. Ele merecia continuar a explicação.

"Cara... você tem noção do que é perder a virgindade para um homem de quarenta anos?" ele disse, e depois adicionou, com um risinho no canto da boca. "A noite foi ótima... mas eu nunca me imaginei fazendo aquilo. E, pior ainda, ele foi também o meu primeiro beijo!"

Então eu soltei uma risada. A maneira com que ele disse aquilo foi tão exagerada que eu quase comecei a gargalhar alto, mas consegui me segurar. Mas ele não achou graça; ele realmente estava ofendido com aquilo.

"Desde então eu comecei - que Deus me perdoe - a dar minha bunda pra ganhar um dinheiro no final da noite, e poder finalmente sustentar a minha irmã, já que meus desgraçados pais foram morrer naquele dia e me deixar com todas as malditas preocupações da vida sendo que eu tinha apenas dezessete fucking anos e não tinha nenhuma ideia do que f-fazer da v-vida."

Nesse momento, sua voz perdeu completamente o timbre. Lágrimas caíam do rosto dele sem piedade, e seus olhos estavam tão vermelhos quanto os meus naturalmente eram. Seu rosto estava completamente destruído, e seus ombros - antes rígidos - tremiam freneticamente sem sustentação nenhuma.

Me levantei da pia e, por instinto, abracei-o. Abracei com toda a raiva que eu tinha sentido alguns minutos atrás. Abracei com todo o carinho fraternal que ele deixou de ganhar nesses anos. Abracei como ele merecia ser abraçado. Com alguns tapinhas de afirmação em suas costas, aquele homem de peitoral definido começou a chorar como um garotinho de cinco anos nos meus braços.

"Você s-sabe como é an-andar na r-rua e olhar uma p-pessoa e p-pensar que ela p-pode estar na sua cama d-de noite? Eu passei d-dois malditos anos da m-minha vida assim!"

Deixei que ele desabafasse tudo. Ele estava precisando daquilo. Eu já não sentia mais nenhuma raiva. Era uma mistura de pena, com consideração, e amargura. Eu realmente acusei ele, na cara dura, de tudo aquilo, pensando se tratar de um hobby ou uma tentativa idiota de conseguir sexo. Mas ele estava destruído por dentro.

Ele estava guardando tudo aquilo para proteger a irmã e os amigos. Não tinha como um rapaz que faz isso consigo mesmo ser mau assim.

Após alguns minutos abraçados, o choro dele diminuiu. Ouvi a música aumentar; eles nem sequer notaram nossa falta na festa. Ele fez um movimento para que eu pudesse soltá-lo do abraço, e lentamente eu o fiz. Voltei a sentar na pia, e ele voltou a olhar para o chão do banheiro.

"Agora v-você sabe o motivo." ele terminou.

Olhei para o projeto de homem na minha frente. Ele parecia ser tão adulto por fora, mas por dentro era um adolescente inseguro e com problemas emocionais como qualquer outro.

Decidi então compartilhar uma parte da minha vida com ele também.

"Quando eu era pequena, eu quase não tinha amigos." comecei.

Ele levantou o rosto, me encarando, e seus olhos já tinham retornado um pouco da coloração dourada original. Eles pareciam estar muito mais claros do que antes; pelo visto o desabafo fez bem a ele.

"Como você viu, eu sou albina. Meu corpo é fraco, e por isso eu tenho que tomar vários remédios o tempo todo. Meu cabelo loiro? Ele é naturalmente quase branco; eu que tinjo ele para ganhar um pouco de cor. E meus olhos. Meus malditos olhos vermelhos."

Ele fez que sim com a cabeça. Peguei uma das minhas tranças e comecei a desfazê-la com os dedos, encarando-as.

"Os pais dos meus amigos eram muito religiosos. Eles achavam que eu era a reencarnação do capeta por causa da cor deles. E por isso eles nunca me chamavam para as festinhas por causa disso. E eu nunca dormi na casa de um colega meu."

Peguei então a outra trança.

"Eu chorava todas as noites por causa disso. Então minha mãe comprou esse par de lentes, que mudavam a cor dos meus olhos para castanhos, e me mudou de escola. Desde então eu passei a ter uma infância mais normal, embora ainda me lembrasse dos tempos antigos."

Nesse ponto, eu tinha desfeito minhas tranças completamente. Olhei-o então nos olhos, e terminei minha história.

"Eu também sei como é ter que esconder um segredo para me socializar com os outros. Por isso não estou mais com raiva de você."

Ele me deu um sorriso entendedor, mas depois voltou a ficar sério, olhando para o próprio reflexo no espelho atrás de mim. Então eu estalei os ombros e estiquei uma mão para ele.

"Prazer."

"O quê?" ele perguntou, sem entender.

"Nós começamos com o pé esquerdo. Vamos tentar de novo, mas dessa vez sem segredos." disse a ele.

Ele concordou, um pouco mais feliz, e se levantou do vaso. Seus joelhos estalaram, e ele balançou o triângulo dos ombros, alongando eles. Tentei então de novo.

"Prazer, Luana Stellate, albina médica sem amigos com olhos do tinhoso."

"Prazer, Lukas Teulin, gigolô nas horas vagas e irmão da peste mais fofa do planeta."

E com aquele amigável aperto de mãos, começamos do zero.

A sensação de alívio foi tão grande que eu nem percebi quando a festa tinha acabado, no outro dia.






EDIT: Pra quem quiser ouvir o Nirvana Girls, aqui: https://www.youtube.com/watch?v=4bBBOU02tmY
Não me responsabilizo se seu pai aparecer atrás de você perguntando o que diabos é isso.


Eu tava esperando esse capítulo a muito tempo. Queria esclarecer de vez o por quê do Lukas ser tão apático com as pessoas. Ele é só um grande Tsundere. Tenham dó dele.

E com isso eu encerro o segundo ciclo da A&M. Um ciclo dedicado ao insight e desenvolvimento de laços entre os personagens.
O próximo ciclo trará mais um """personagem principal""" (entre aspas, por que essa maldita história não tem protagonistas) e verdadeiras adições à história. Então, acompanhem :0 Provavelmente vai demorar um pouquinho, então não me matem se demorar muito...

@Rush
Obrigado pelo Wallpost :0 Na verdade, eu até tirei uma print, por que foi a primeira vez que um FFMod comentou em alguma história minha.
Devo dizer que seu comentário me animou muito. Muito mesmo. Eu estava precisando de alguém pra quebrar a rotina e elogiar ela.
Sobre a Luana ser apática, espero que perdoe ela nesse capítulo.
E POR FAVOR PARE DE AMAR INCONDICIONALMENTE TODOS OS MEUS PERSONAGENS, OU ENTÃO EU NÃO VOU CONSEGUIR ACABAR COM A VIDA DELES MAIS TARDE NA HISTÓRIA ;-;

@Arty
Meu grande e fiel leitor, te amo muito <3 ok deu pra notar que eu tou meio eufórico agora que eu postei esse cap pfvr ignore meu comportamento estranho
Espero que você perdoe o Lukas. Eu já sabia que ele ia deixar uma impressão muito sem graça, então decidi deixar mais pra frente a explicação da apatia dele.
Eu fiz o capítulo anterior o mais impessoal possível. Para mostrar que até mesmo trabalhando, estando sozinho ou até mesmo refletindo, o Lukas tem um baita dum esforço para fingir apatia.
Ah, obrigado pela crítica. Por mais que eu adore elogios, eu gosto ainda mais de críticas. Elas me ajudam a escrever melhor. Por que, realmente, eu não sou escritor. Sou só um moleque tentando contar uma história de maneira bonitinha.
e pfvr finja surpresa pela Luana estar na despedida pshhhh

Antes que perguntem, esse troço da Senhora Lance e o assassino será explicado mais pra frente. E não, ainda não é no próximo ciclo.
Micro
Micro
Membro
Membro

Masculino Idade : 24
Alerta Alerta :
Amber & Mantis - Página 2 Left_bar_bleue0 / 100 / 10Amber & Mantis - Página 2 Right_bar_bleue

Frase pessoal : destination unknown


Voltar ao Topo Ir em baixo

Amber & Mantis - Página 2 Empty Re: Amber & Mantis

Mensagem por Rush em Seg 24 Fev 2014 - 15:23

Micro! (:


Gostei do capítulo, mas eu o achei bem tenso. Sei lá, já tinha pena do Lukas, mas agora eu fiquei com mais pena ainda. É ridículo eu pensar assim, pensar que deve ter sido um pesadelo perder o BV e a virgindade prum homem de quarenta anos, pois sei lá, eu sou hétero e penso de forma hetera, mas poxa, ele mesmo disse que não se via fazendo aquilo.


Eu imagino realmente em como ele deve se sentir perdido, avulso. Poxa, o cara tinha dezessete anos e do NADA, sem preparo algum, teve que cuidar da irmã financeiramente, assumir todas as responsabilidades. D:


E a Luana é albina, isso foi estranho. Sempre pensei que os olhos de albinos fossem violetas e não vermelhos. Eu estranhei a idade dela estar escrita em vermelho no inicio, pensei que ela seria substituída por outra personagem. AUEHAUHe'


Uma coisa que me chamou a atenção, foi os 'apelidos de rumores' sobre os caras de Golden Rod. O pai urso é obviamente um urso, enquanto o Lukas é a abelha e o japonês é uma flor? Se pudesse explorar mais isso, eu acho que seria interessante. AEUHAEU'


Enfim. Ótimo capítulo. Estou no aguardo do próximo. (:

Um abraço, até mais.
Rush
Rush
ABP Mod
ABP Mod

Masculino Idade : 26
Alerta Alerta :
Amber & Mantis - Página 2 Left_bar_bleue0 / 100 / 10Amber & Mantis - Página 2 Right_bar_bleue

Frase pessoal : Agora você não tem mais waifu!


Voltar ao Topo Ir em baixo

Amber & Mantis - Página 2 Empty Re: Amber & Mantis

Mensagem por PlayerBarbie em Qua 12 Mar 2014 - 21:02

Olá Micro,hoje irei comentar sua Fic.

Para começar quero fala que eu realmente me surpreendi com ela estando na festa,eu imaginei que todo tipo de personagem estaria nessa despedida,menos ela,vai entender.Espero que eles não namorem,quero que ele namore alguém que não saiba da sua profissão,porque gosto de histórias tristes,sem contar que um namoro entre eles seria muito óbvio e eu quero surpresas.Até que enfim comecei a gostar do Lukas mas parei de gostar da Luana,não entendi pra que ela fez todo aquele escândalo mas você que escreve não eu.Vamos ver o que a garotinha irá fazer no próximo capítulo dessa Fic melhor que novela das oito da Globo(literalmente,essa nova novela e chata,nem chega aos pés de Amor a Vida).

________________
"V1D4 L0K4 T4MB3M P0D3 S3R F3L1Z"-PlayerBarbie
Amber & Mantis - Página 2 Tumblr_mghoggjIAN1s2ind3o1_500
PlayerBarbie
PlayerBarbie
Usuário Banido
Usuário Banido

Masculino Idade : 21
Alerta Alerta :
Amber & Mantis - Página 2 Left_bar_bleue0 / 100 / 10Amber & Mantis - Página 2 Right_bar_bleue


Voltar ao Topo Ir em baixo

Amber & Mantis - Página 2 Empty Re: Amber & Mantis

Mensagem por Micro em Seg 24 Mar 2014 - 16:18

@Rush escreveu:Micro! (:


Gostei do capítulo, mas eu o achei bem tenso. Sei lá, já tinha pena do Lukas, mas agora eu fiquei com mais pena ainda. É ridículo eu pensar assim, pensar que deve ter sido um pesadelo perder o BV e a virgindade prum homem de quarenta anos, pois sei lá, eu sou hétero e penso de forma hetera, mas poxa, ele mesmo disse que não se via fazendo aquilo.


Eu imagino realmente em como ele deve se sentir perdido, avulso. Poxa, o cara tinha dezessete anos e do NADA, sem preparo algum, teve que cuidar da irmã financeiramente, assumir todas as responsabilidades. D:


E a Luana é albina, isso foi estranho. Sempre pensei que os olhos de albinos fossem violetas e não vermelhos. Eu estranhei a idade dela estar escrita em vermelho no inicio, pensei que ela seria substituída por outra personagem. AUEHAUHe'


Uma coisa que me chamou a atenção, foi os 'apelidos de rumores' sobre os caras de Golden Rod. O pai urso é obviamente um urso, enquanto o Lukas é a abelha e o japonês é uma flor? Se pudesse explorar mais isso, eu acho que seria interessante. AEUHAEU'


Enfim. Ótimo capítulo. Estou no aguardo do próximo. (:

Um abraço, até mais.

Welp, não é uma abelha, é um escorpião. Digamos que ele "ataca com o rabo".
E coitada da Luana, não vou substituir ela tão fácil assim.

Obrigado por acompanhar, provavelmente não teria animado de chegar até aqui sem os comentários de vocês.

@PlayerBarbie escreveu:Olá Micro,hoje irei comentar sua Fic.

Para começar quero fala que eu realmente me surpreendi com ela estando na festa,eu imaginei que todo tipo de personagem estaria nessa despedida,menos ela,vai entender.Espero que eles não namorem,quero que ele namore alguém que não saiba da sua profissão,porque gosto de histórias tristes,sem contar que um namoro entre eles seria muito óbvio e eu quero surpresas.Até que enfim comecei a gostar do Lukas mas parei de gostar da Luana,não entendi pra que ela fez todo aquele escândalo mas você que escreve não eu.Vamos ver o que a garotinha irá fazer no próximo capítulo dessa Fic melhor que novela das oito da Globo(literalmente,essa nova novela e chata,nem chega aos pés de Amor a Vida).

Olá preier babs <3 Pena que você é uma double, senão ia adorar seu nick.
Obrigado por comentar! E mais obrigado ainda pelo elogio (ganhei de novela da globo, to podendo xis de)

E assim começamos o terceiro ciclo. Se ele tivesse um nome, seria provavelmente "a festa", e será dividido em quatro partes: Anúncio, Recepção, Pós-Festa e Consequência.
Espero que não me matem por causa do que vai acontecer aqui.

O Anúncio
08 / 20 / 19 / 19

Eu olhava fixamente para seus olhos. Castanho-escuros, bastante abertos, olhando fixamente para dentro dos meus olhos verde-amarelados. De vez em quando eu conseguia ver uma pequena coloração bonina, da mesma entonação de um tijolo. Sentia que tinha algo de errado, como se aquela não fosse a verdadeira cor de seus olhos, mas deixei isso de lado. Precisava me concentrar para poder perceber a pequena mudança de luminosidade no fundo daquele mar marrom.

Ela então decidiu falar. Uma frase simples, mas com um enorme significado por detrás dela.

"Eu não gosto de batata frita".

"Mentira." respondi.

"Aah não Emy, por que você tem que ser tão boa nisso?"

Luana ajeitou-se no sofá, cruzando os braços e se jogando no encosto macio dele, fingindo uma cara emburrada. Tínhamos o costume de brincar de "Verdade ou Mentira", um joguinho que meu pai criou antes de... você sabe, onde você precisava adivinhar se o que os outros tinham falado era verdade ou não. Nunca entendi o motivo do jogo, mas meu irmão pegou o hábito e continuou a jogá-lo comigo. E agora era a vez da Luana aprender também.

Desde o fim de semana que meu irmão passou fora de casa eu tenho percebido que ele e a Luana tinham ficado mais íntimos. Não do jeito nojento de namoradinhos, mas do jeito amigos mesmo. Ela vinha mais vezes aqui em casa, ajudando o Victor a cuidar de mim, e até mesmo estudava e fazia os trabalhos de faculdade comigo. Eu não entendia nada, mas era engraçado vê-la tentando me explicar as coisas.

Mas era legal ter outra menina tão presente em casa. Mesmo que ela insistisse em não saber o que estava fazendo, ela me ensinava também a arrumar o cabelo, pintar as unhas e combinar as roupas: tarefa que infelizmente os dois homens falharam em me ensinar. Era quase que uma irmã mais velha para mim.

"Mas aqui, Lu, não quero ser mal educada, mas tem alguma coisa nos seus olhos?" disse baixinho, para que ninguém mais pudesse ouvir.

"Huh? Como assim?" ela respondeu, inclinando a cabeça para perto de mim, de modo a ocultar a conversa.

"Eu acho que vi seus olhos ficando um pouco vermelhos... eles estão irritados? Você pegou contungive?"

"Haha, não é contungive, é conjuntivite. E não, não estou passando mal." respondeu. Ela então olhou para os lados, certificando-se de que estávamos sozinhas, e completou a frase. "Posso te mostrar um segredo? Prometa que não vai contar pra ninguém."

Acenei lentamente que sim com a cabeça. Ela então abaixou a cabeça e enfiou um dedo no olho. Primeiro assustei, achando que ela ia ficar cega, e senti um calafrio subindo pelas minhas costas. Mas depois ela levantou o rosto, com uma coisinha transparente na ponta dele, e me mostrou sua face novamente.
Um de seus olhos era vermelho! Era um vermelho forte, bonito, que lembrava muito aquela pedra preciosa de colar de gente rica.

"Pshhh... segredo de menina, ok?" Luana perguntou, colocando a lente novamente em seu olho.

Parece que a lente fazia os olhos dela mudarem de cor. Estiquei um mindinho para ela, e ela respondeu ao gesto, e então selamos a nossa promessa. Mal terminamos de desentrelaçar nossos mindinhos, um cheiro delicioso de chocolate pairou no ar. Era doce, não muito enjoativo, e nós duas já sabíamos o que era. Rapidamente saltamos do sofá e corremos para a cozinha, chegando lá antes mesmo de ouvirmos o convite para ela.

"Garotas! Os biscoitos estão prontos. Podem vir."

Vovó Rosa era uma excelente cozinheira. Orgulhosa, mas era uma doce senhora, que fazia os melhores biscoitos que eu já tinha provado. Ok, oito anos de vida não são muita coisa, mas mesmo assim não podemos desmerecer os dotes da cozinha que a vovó tinha. Era um pouco baixinha para a idade, e um pouco redondinha, com um cabelo branco preso em um coque atrás de sua cabeça. As linhas da idade eram evidentes, mas ainda assim era uma mulher respeitosamente pomposa. Quando mais nova era muito bonita, e já ouvi casos dela ser uma enorme arrasa-corações quando adolescente. Mas agora era só a nossa Vovó Rosa.

"Cuidado que está quente." ela nos repreendeu quando fomos pegar os biscoitos. Seus olhos eram verdes como os da minha mãe, mas tinham um peso, uma certa penumbra por detrás daquele sorriso inocente.

Lukas pediu para que eu não contasse a vovó o que tinha acontecido com papai e mamãe. Ele disse que a vovó estava velha, e uma notícia pesada dessas podia infelizmente ser demais para ela. E então conseguimos manter o segredo por quase um ano. Mas notícias ruins se espalham, e ela acabou ficando sabendo da morte deles. Ficou bastante depressiva no início, e acabou parando no hospital uma vez por causa de uma parada respiratória, mas depois disso ela viu que eu e Lukas estávamos vivendo bem sem eles, e conseguiu se acalmar um pouco.

Mas mesmo assim ela não perdia aquele olhar nostálgico. Um olhar que deixava evidente a saudade pelos tempos antigos, onde sua filha e seu genro estavam vivos, e nós éramos uma família normal. Agora, nos víamos quase que só uma vez por mês. Tanto ela vindo nos visitar quanto nós indo ao asilo. Mas mesmo sendo poucas vezes, sempre nos sentíamos mais fortes quando isso acontecia. E claro, sempre tinham biscoitos de chocolate nos esperando.

"Ok, Emy, minha vez. Me diga algo para eu saber se é verdade ou não." Luana me disse, brincalhona.

"Hum... bem, deixa eu pensar..." disse, pegando um biscoito que estava mais frio e mordendo metade de uma só vez. "Eu gofhto de phocolathe!"

"Claro que é verdade. Essa não vale! É muito fácil." respondeu, dando uma risadinha e mordiscando o biscoito em suas mãos.

Nos apoiamos na bancada da cozinha, onde conseguíamos ver Vovó Rosa colocando no forno a segunda rodada de biscoitos. Ela sempre deixava uns extras para quando Victor e Lukas chegassem do trabalho. Por que né, se tem alguém que gosta mais desses biscoitos do que eu, é meu irmão.

Infelizmente, Lukas parecia estar cada vez mais distante. Ele saia mais cedo pro trabalho, e chegava cada vez mais tarde. Eu sei disso por que eu conseguia ouvir a porta se abrindo, e seu corpo cansado se arrastando para dentro do apartamento. De vez enquanto eu ficava curiosa para saber no que ele trabalhava para ficar tão cansado, mas eu sabia que era um assunto... delicado, já que sempre que alguém perguntava sobre isso, eles tentavam mudar de assunto, e por isso eu não ficava enchendo ele de perguntas sobre isso.

Já Victor estava ficando cada vez mais próximo a mim. Ele cozinhava nossas comidas, limpava a casa, e até me ajudava com o dever de casa. Ele estava aos poucos se tornando uma segunda mãe para mim. "Mamãe Vic", como já brincou Meg.

Era triste, mas eu tinha total consciência de que aquela era minha nova família. E por mais que eu quisesse, chorar não iria trazer papai e mamãe de volta.

Quando esse pensamento passou pela minha cabeça, meu rosto perdeu um pouco de brilho. Foi tão evidente que até vovó e Luana perceberam, e tentaram rapidamente me animar.

"Ei, Emy, você sabe por que seu pai criou essa brincadeira?" começou vovó.

"Huh? Ah... não... não sei não. Por quê?" respondi, saindo de meu devaneio.

"A família de seu pai era muito poderosa, e sua mãe era uma policial muito famosa. Por isso tinham bastantes inimigos. Seu pai precisava saber em quem confiar, e decidiu passar essa habilidade para vocês dois."

Mal vovó terminou de falar, outra voz cortou-a no ato. Era uma voz de censura, um pouco rígida, mas sem ser mal-educada.

"Ok, vó. A Emy não precisa saber dessas coisas. Ela ainda é muito nova pra essa conversa de adulto."

Fechando a porta do apartamento, Lukas entrou na casa com passos pesados. Ele não tinha trabalho hoje, e por isso passou o dia todo resolvendo coisas de adulto, como pagar contas e essas outras ações chatas. Por isso ele conseguiu chegar em casa antes das seis da noite. Colocou as sacolas de compras em cima do balcão da cozinha e veio nos cumprimentar: um abraço forte e um beijo na minha bochecha e algo parecido mas menos pessoal com a Luana e com a Vovó.

"Bênção, vó."

"Ah, Lukas, seja bem vindo! Estou terminando de assar a segunda travessa de biscoitos agora." disse vovó, depois de seu abraço.

"Hum... então acho que comprei esse jantar a toa." respondeu, apontando para a sacola em cima do balcão, logo depois pegando um dos biscoitos prontos e devorando com uma mordida. "Vamos comer biscoitos hoje a noite!"

Soltei uma risadinha, enquanto Luana o repreendia pela falta de educação à mesa. Mesmo que ele estivesse se distanciando, ainda era o bom e velho Lukas de sempre. Arrisco até dizer que ele ficou ainda mais alegre depois do fim de semana com a Luana, comparado à semana do acidente.

Jogamos mais um pouco de conversa fora, enquanto vovó assava a segunda fornalha de biscoitos. O cheiro de chocolate ia aos poucos preenchendo o ambiente, e aos poucos o assunto ia mudando de matéria da faculdade para receita de torta de ameixa para o telefone de uma massagista que acabe com a dor nas costas do Lukas. E mal os doces saíram do forno, o último morador da casa chegou.

"Boa noite Victor." disse vovó, carinhosamente, como se ele realmente fosse seu neto. Vovó também conhecia o Vic desde que ele era muito pequenininho, e por isso estava acostumada com o garoto em nossa casa. Ele era praticamente da família já.

"Noite, vó." respondeu o rapaz, fechando a porta com os pés.

Trazia em suas mãos uma pilha de livros, dentre eles coisas da faculdade e material didático da minha escola onde ele trabalhava. Sua rotina era bastante apertada, estudando de manhã e trabalhando durante a tarde, e ainda sobrava tempo para cozinhar, limpar e jogar bola com meu irmão. Era literalmente um faz-tudo.

Após cumprimentar todo mundo e morder seu primeiro biscoito (queimando a língua, já que não esperou os doces esfriarem), ele fez o fatídico anúncio daquela noite.

"Lukas, Luana, arranjei uma coisa para a gente fazer nesse fim de semana."

Os dois viraram o rosto quase que ao mesmo tempo, se encarando. Os dois não tinham um histórico muito bom com festas, mas eles não iriam recusar algo sem saber pelo menos do que se tratava. Com um aceno de cabeça, concordaram para Victor continuar.

"Como vocês sabem, o pai da Meg venceu essas reeleições." oh, é mesmo. A Meg era a filha do governador. Ela era tão humilde e alegre que muitas vezes nos esquecíamos do status superior dela. "Então ele passou na escola e me entregou três convites para a festa de comemoração."

Ele pegou então três papeizinhos prateados de seu bolso, e distribuiu-os entre os garotos, pegando o primeiro para si mesmo. "Um para o namorado da filha dele, um para a colega de quarto dela e um para seu acompanhante."

Meio assustados, Lukas e Luana aceitaram os convites. Geralmente Victor não gostava desses eventos muito grandes, mas parecia ser algo importante para a Meg, e por isso acabaram aceitando o "trabalho". Eles até gostavam de festas, mas já tinha tanto tempo que não iam em uma que não sabiam corretamente como proceder nessa situação.

"Fiquem tranquilos que a Rebby e o Rudolph vão estar lá também. A Emy e o Diego podem dormir na casa da Anna, que quer fazer uma festa do pijama para as crianças."

Fiquei super animada com a notícia. Eu já tinha dormido antes na casa da Amy, mas nunca tínhamos feito uma festa do pijama! E parece que saber que eu tinha um lugar para ficar deixou Lukas um bocado menos tenso.

"Aproveitem, crianças. Daqui a uns dias vocês vão ficar que nem eu, sem poder ir para nenhum lugar sem uma bengala..." completou vovó, fazendo um teatrinho de "idosa carente com dor nas costas". Victor fez um sinal positivo para ela, que respondeu com uma piscadela de olho. Luana suspirou, um pouco receosa, e guardou o convite em seu bolso. Lukas continuou a encarar o seu por mais alguns instantes, antes de soltar uma risada e fazer o mesmo que a garota.

Seria uma boa festa. Gente séria, adulta, com bebida controlada. O que poderia dar errado?
E com essa notícia, a noite chegou ao fim.
Micro
Micro
Membro
Membro

Masculino Idade : 24
Alerta Alerta :
Amber & Mantis - Página 2 Left_bar_bleue0 / 100 / 10Amber & Mantis - Página 2 Right_bar_bleue

Frase pessoal : destination unknown


Voltar ao Topo Ir em baixo

Amber & Mantis - Página 2 Empty Re: Amber & Mantis

Mensagem por Rush em Qua 26 Mar 2014 - 19:26

Boa noite, Micro. (:

Que demora pra postar o cap ein? Pra ser sincero, não gostei muito não desse último. Só serviu de piloto pro capítulo a seguir. Por mais que eu ache a Emy fofa, eu acho que o ponto de vista dela é tão, sei lá, chatinho. Não é por causa da inocência, mas parece que sei lá, ela não tem uma personalidade "forte". Não é bem isso, na verdade, nem sei explicar. Gostei mais quando ela ficou na escola.

Eu achei bem bizarro o Lukas e a Emy esconderem a verdade da avó. Tipo, a filha dela morreu num acidente de carro. Tudo bem que é uma notícia horrível e ela realmente iria escutar como um soco no estômago - deu pra ver a reação dela, que ficou até internada -, mas poxa, é a avó deles. Achei vacilo ela não ficar sabendo por eles.

Enfim, o capítulo ficou bom sim, mas só não fui muito com a cara. Eu o achei curto e sem muita coisa, só um diálogo e cookies. Sinto que o próximo capítulo vai ser bem interessante, não demora pra postar ele não tá? :c

Um abraço cara, até mais. Fique bem.
Rush
Rush
ABP Mod
ABP Mod

Masculino Idade : 26
Alerta Alerta :
Amber & Mantis - Página 2 Left_bar_bleue0 / 100 / 10Amber & Mantis - Página 2 Right_bar_bleue

Frase pessoal : Agora você não tem mais waifu!


Voltar ao Topo Ir em baixo

Amber & Mantis - Página 2 Empty Re: Amber & Mantis

Mensagem por Micro em Qui 12 Jun 2014 - 22:46

Desculpem a demora, tive uma série de problemas a resolver, junto ao sistema de facções que eu tive que ajudar a staff a criar. Estou seriamente sobrecarregado, mas em breve eu prometo que terá o primeiro especial. Eles não seguem a linha cronológica, e aparecerão a cada dez capítulos, para complementar algo ou simplesmente por que eu fiquei com vontade de escrevê-lo.


O Evento
08 / 20 / 19 / 19

“Tem como você me dar uma mão aqui?”

Mal terminei de abotoar minha camisa, Lukas requisitou minha ajuda. Eu já sabia: ele nunca se deu bem com roupas formais. E dessa vez não era nenhuma exceção. Com um suspiro e um sorriso dramáticos, me virei para ele, preparado para o que ele fosse me pedir.

“Gravata?”

“Como sempre...” ele respondeu, dando de ombros.

Ele apontou para o próprio pescoço, onde um lenço negro com listras douradas pendia pelos seus ombros. Em todas as ocasiões formais ele sempre se atrasava, pois insistia em tentar dar o nó da gravata sozinho. E assim perdíamos quase quarenta minutos com a teimosia dele. Achei estranho ele ter desistido após só dez minutos dessa vez; provavelmente ele está mais ansioso do que eu para ir nessa festa.

“Você nunca vai conseguir fazer isso, não é?” perguntei, ajeitando a gravata em seu colarinho.

“Cara, eles deviam ter inventado algo mais fácil de colocar. Algo que até um disléxico de cinco anos conseguisse colocar sozinho.” Ele me respondeu, virando o rosto, um pouco envergonhado com a situação. Não importa quantas vezes a gente fizesse isso, um cara colocando a gravata no outro nunca vai deixar de ser um pouco não-hetero.

Talvez se fosse um pai colocando a gravata no filho seria normal. Até fofo. Mas isso seria algo que nenhum de nós dois ia experimentar na vida.

“Acho que nem assim você ia ser esperto o bastante pra colocar a gravata sozinho.” Concluí, dando a puxada final e selando o nó. Dei um tapinha no braço dele, indicando que tinha terminado, e voltei para o espelho, para terminar de me arrumar. Ele fez um aceno de cabeça agradecendo, e voltou para sua cama, sentando nela para colocar o sapato social.

Hoje era uma festa dupla. Estávamos comemorando tanto a vitória do pai de Meg na reeleição quanto o próprio aniversário de dezoito anos da garota. Nós insistimos em fazer um verdadeiro evento para isso, mas ela recusou todos e pediu que apenas a nossa companhia na festa eleitoral já seria o suficiente. Como sempre, pensando nos outros antes de si mesma: uma das qualidades que eu mais adoro nela.

Desde que eu a conheci ela já gostava das reuniões sérias do pai dela. Gente rica, politizada, falando de eventos chiques e... bem, política. Mas ela sempre gostou de seguir os passos do pai, e provavelmente irá tentar ser governadora ou até mesmo se eleger para a presidência. O que não seria muito difícil; Meg é um gênio, dedicada e simpática. Enquanto eu fui para o lado das relações exteriores, ela preferiu a administração, um completando as falhas do outro. Provavelmente esse foi um dos motivos que nos deixou unidos por muito tempo.

Achei legal o fato do pai dela ter convidado Lukas e Luana para o evento também. Provavelmente foram convidados para dar um ar mais “juvenil” à nossa mesa, visto que ele também achou estranha a ideia da garota de não querer comemorar o próprio aniversário de dezoito anos. Então um grupinho comportado de amigos era o mínimo que ele podia arranjar para ela nesse local.

A ideia era simples: iríamos para o local de carro e participar da festa. Lá Meg ia fazer o papel de boa anfitriã e cumprimentar alguns políticos, algo que ela chama ironicamente de “conhecer as suas presas”, e depois estaria liberada para sentar-se conosco e aproveitar a noite como uma adolescente qualquer. Talvez tivesse um discurso do pai dela, e um parabéns improvisado, mas ela insistiu em ser o mais discreto possível.

Finalmente chegou a hora. Apagamos as luzes e trancamos o apartamento, nos dirigindo ao elevador, com Emy entre nós dois. Ela estava com uma mochilinha em suas costas, com um pijama, toalha e escova de dentes, visto que iria dormir na casa das June. Foi realmente uma bênção que Anna sugerisse essa festa do pijama, ou provavelmente Lukas não iria concordar em ir para a festa de jeito nenhum. Além de Emy, outras garotas também estariam lá, e eu acho que até dois meninos também estariam convidados, sendo um deles Diego. Mas eles têm apenas oito anos, não possuem maldade o suficiente para fazer nada de tão errado.

Nos dirigimos para um conversível retrô que o avô de Lukas dirigia antes de, bem, falecer. Era um belo carro cor de vinho, em excelente estado, com bancos de couro e outras coisas que você está acostumado a ver apenas em filmes de hollywood. Embora eu fosse uma negação em automóveis, sem saber identificar nenhum, e Lukas não soubesse mais do que um jovem normal saberia, seu avô era um verdadeiro amante das quatro rodas. Ele colecionava plantas, modelos, miniaturas, peças e até mesmo fotografias dos mais diversos tipos de carros. E claro, colecionava os próprios carros.

Este conversível era um dos favoritos de sua coleção, e após sua morte ficou guardado, ao contrário dos outros veículos que foram doados para museus automobilísticos. A Senhorita Teulin exigiu que pegássemos o carro do ex-marido dela emprestado, e não queria ver seu neto indo para uma festa sem um veículo próprio. Tentamos convencê-la do contrário, mas bem, ela era uma Teulin, e por isso era tão teimosa quanto a filha e os netos.

Deixamos Emy na casa de Anna, alguns bons quarteirões distantes do nosso apartamento. Vendo pelo lado de fora, era uma casa relativamente grande que possuía um grande jardim e uma área de churrasco, e provavelmente uma piscina na parte de trás. Algumas barracas estavam montadas no jardim, junto a algumas crianças que brincavam entre elas. Um simpático acampamento improvisado naquele local. Mas a maior de minhas preocupações naquele momento seria fazer os dois irmãos se separarem, nem que fosse por alguns instantes.

“Então Emy, se você precisar de alguma coisa, pode pedir pra senhora June. Ela irá me ligar na hora e eu vou vir te buscar, ok?” começou Lukas. Ai meu Deus, que despedida dramática. Até Emy soltou uma risadinha da frase do irmão, enquanto ele ficava sério como uma pedra.

“Pode ficar tranquilo, a Emily vai se divertir tanto que nem vai se lembrar de você.” Brincou Anna, colocando uma mão por cima do ombro de Emy de maneira protetora. “Vai lá se divertir um pouco, rapaz.”

Lukas deu uma risada nervosa, logo após se ajoelhando, dando um abraço de despedida na irmã, e voltou para o carro. Sua cara pensativa deixava estampada a preocupação que ele tinha com a garota: era a primeira vez que ela dormia fora de casa sem ninguém da família. Ele provavelmente estava mais preocupado do que ela. E então sobrava para eu animar o ânimo dele.

“Pula pro banco de trás. Vai ser muito estranho chegar na festa com dois caras na frente e nenhuma mulher atrás.” Falei brincando. Ele virou seu rosto para mim e deu uma piscadinha de brincadeira, mas logo mudou de assento com o carro em movimento. Ele meio que me obrigou a dirigir o carro, visto que eu era o cara que tinha namorada, e por isso tinha que dar a melhor impressão nos adultos.

Mais alguns quarteirões e atingimos o prédio da festa. Não era muito longe da residência June, o que acalmava Lukas, mas ficava numa das partes mais ricas da cidade. Era o maior hotel da cidade, e pertencia a mais famosa e luxuosa rede de hospedarias do país. Não era nada para pessoas importantes, como a filha do governador, mas para nós, meros mortais, era um lugar de cair os queixos. O evento aconteceria no salão de festas do hotel, que embora tivesse esse nome, era maior do que muitos parques espalhados pela cidade.

Um manobrista rapidamente se dirigiu em nossa direção, e com gestos pomposos, nos pediu a chave do conversível. Um pouco que envergonhados com tamanha classe, entregamos timidamente as chaves do carro, e com passos lentos, entramos no luxuoso hotel.

“Cara, que vergonha.” começou Lukas. “Se eu soubesse que era tão chique assim, teria mandado um macaco no meu lugar, pra dar menos má-nota.”

“Olhando pelo lado bom, não é todo dia que a gente tem que ir em uns eventos como esse.” completei. Estávamos ambos igualmente perdidos.

Andamos um pouco dentro do enorme saguão de piso polido, olhando distraidamente as decorações do local. Estávamos cerca de vinte minutos adiantados em relação ao tempo combinado, e por isso não precisávamos nos apressar. Portanto passamos um pouco de tempo sentados no saguão do hotel, vendo os hóspedes entrando e saindo.

Por mais que eu quisesse negar, estávamos atraindo muitos olhares lá dentro. Não que eu fosse egocêntrico, mas eu sabia que nós dois éramos bastante... digamos, viris. Dois rapazes bonitos, da nossa idade, vestindo ternos e sentados descontraídos dentro do saguão do hotel mais caro da cidade: provavelmente estavam nos confundindo com algum tipo de supercelebridades internacionais. As moças da recepção cochichavam sobre nós por nossas costas, e um grupinho de turistas húngaras literalmente parou no meio do saguão para nos ver e tirar fotos.

Lukas ria descontraído de toda essa atenção. Mas eu me sentia muito envergonhado para fazer qualquer coisa decente.  

“Olhando pelo lado bom, não é todo dia que a gente tem que ir em uns eventos como esse.” Ele me copiou, com o mesmo tom de voz que eu usei. Tive vontade de levantar um par de dedos do meio para ele, mas não arriscaria nada dentro daquele local requintado. E, também, era bom ver que ele tinha se esquecido um pouco de Emily.

“C-com licença... senhores...” uma das balconistas se aproximou de nós, em passos lentos, com a cabeça baixa, quase tropeçando no assoalho aveludado do saguão. Ela parecia ser nova na função, e devia estar bastante envergonhada em nossa presença, por causa do troço das supercelebridades e tal.

“Sim?” respondeu Lukas, com a voz um pouco baixa. Não consegui responder nada, por causa da vergonha.

“Vocês estão aqui pela festa dos Desirré, correto?” ela perguntou, depois de um longo suspiro, com a voz um pouco mais confiante.

“Isso mesmo. Você sabe onde fica o salão?”

“S-sim. A senhora Margareth ligou para a recepção, e disse que vocês já podiam ir para o evento. Podem me seguir.”

Em ocasiões normais, as pessoas entram nas festas quando bem entenderem. Elas simplesmente chegam e entram no salão de festas. Mas no nosso caso, precisaríamos aguardar pelo momento onde os outros convidados já se sentem acomodados e a atenção é retirada da entrada. É algo normal do ser humano olhar para a entrada e saída de locais movimentados, buscando atividades suspeitas ou a chegada de amigos e conhecidos nesses lugares.

O problema é que nós não éramos amigos nem conhecidos, e sim muito suspeitos. Eu era o “namorado fantasma” da filha do governador, visto que eu e meus pais somos desconhecidos no meio político, e o Lukas era, bem, contratado por algumas das pessoas naquele salão. Ele me contou algumas histórias da quantidade de pessoas ricas que pagam fortunas em strippers e prostitutas, em festas ocultas por debaixo dos panos. Seria assustador se já não fosse bem triste para ele ter que aguentar isso.

Portanto Meg combinou de nos avisar quando a barra estivesse limpa. Ela disse que seria por volta das onze horas, três horas após o início do evento, e nós só poderíamos entrar depois do discurso principal, que é quando os olhares estão todos voltados para o palco. Logo depois as pessoas tendem a se esquecer da tensão, e passam a passar o evento com verdadeiro proveito dele.

Seguimos timidamente a balconista por um corredor largo e bem iluminado, com vários espelhos e lamparinas, até uma enorme porta dupla de madeira bem talhada. Ela abriu uma das portas, que dava para um local mediamente iluminado, com música e conversas altas. Entramos ligeiramente, agradecendo à moça, e tentamos nos disfarçar no meio da multidão.

Não demorou muito para encontrar as garotas, do outro lado do salão, de pé ao lado de uma das maiores mesas do local. Os pais de Meg estavam logo ao lado, cumprimentando os políticos que apareciam para dar os parabéns à vitória eleitoral e à aniversariante. À medida que cortávamos a multidão, em direção a elas, ficávamos cada vez mais surpresos e boquiabertos, não acreditando na diferença de visual que elas aparentavam.

Meg estava vestindo um belo vestido verde-água, que ia dos bustos até os pés. Tinha várias lantejoulas, e o verde dos seus olhos, realçados pela maquiagem, era tão proeminente quanto o brilho do vestido. Seu cabelo castanho curto estava arrumado de maneira que cachos ondulados caíssem sobre seus ombros como vinhas em uma floresta, e meu Deus, aquele olhar. Era tão sensual e atraente ao mesmo tempo, combinando perfeitamente com a pele perfeitamente bronzeada. Ela parecia ser capaz de te devorar e ao mesmo tempo ser uma fofa gatinha indefesa.

Luana não estava nem um pouco atrás no quesito de beleza. Seu cabelo loiro estava preso em uma enorme trança, que descia pelo seu ombro e atingia a parte da frente de seu corpo, repousando na altura dos bustos. Usava um vestido escarlate até a altura dos joelhos, e embora não tivesse lantejoulas como a amiga, era bastante chamativo. Os sapatos eram da mesma cor que o vestido, e ao contrário do que esperávamos, ela não usou um batom vermelho também, preferindo uma tonalidade mais clara, quase cor de pele. Mas em compensação, seus olhos. Não sei se eu nunca tinha percebido antes, mas aqueles olhos castanhos estavam tão avermelhados quanto o resto do seu visual. Eles literalmente queimavam o que viam, e o estrago era tão grande que Lukas não conseguiu desviar sua atenção deles desde que ele os viu pela primeira vez no local.

Chegamos na mesa, com os queixos quase atingindo o chão. Sério, tenho certeza de que a maioria dos homens mataria só para poder estar ao lado de uma daquelas garotas. E ser recebido por um beijo de uma, meu deus. Só assim mesmo para que Meg conseguisse fechar a minha boca. O pai dela forçou uma tossezinha, para que nos separássemos, e sorriu calmamente para mim.

“Parabéns... eu acho.” Disse a ela, ainda um pouco estonteado.

“Para de frescura, homem. Eu nem tou tão diferente assim.” Ela disse, colocando as mãos na cintura. É, ela podia ter ficado ainda mais bonita por fora, mas ainda era a mesma Meg que eu amava por dentro.

Cumprimentei Luana com um beijo por cima do ombro, e ela também percebeu que eu tinha ficado hipnotizado por elas, ficando um pouco vermelha de vergonha. Logo depois cumprimentei os adultos ao lado, parabenizando-os pela vitória eleitoral. Ele disse que não tinha sido nada, e que estava ainda mais feliz pela filha dele estar fazendo dezoito do que pelo cargo no governo.

“Quando você virar pai, vai perceber que seus filhos são a coisa mais importante no mundo.” Ele disse, de maneira séria, esta frase. Mal sabia ele que ela me seguiria por muito tempo ainda. Mas rapidamente ele completou, brincando. “Ah, não leve por esse lado não! Não quero ver minha filha com um bebê na barriga tão cedo, ok?”

Dei uma risada descontraída, sem saber do peso de suas palavras. Eles até gostavam bastante de mim; embora não tivesse histórico político, talvez fosse o diferencial que eles viam em mim. Aos seus olhos eu era apenas um rapaz, sem segundas intenções, que só quer ver a filha deles feliz.

Mas Lukas, pelo contrário, não foi tão bem recebido assim. Um rápido aceno de cabeça da mãe e um aperto de mão rápido do pai naquele momento foram a maior demonstração de afeto que já fizeram por ele algum dia de suas vidas. Para eles, Lukas era uma má influência para sua filha. Antes dele, bem, trabalhar no que trabalhava, ele era visto apenas como um garoto normal, cujo nome nem sequer era importante a eles. Mas depois do ocorrido eles passaram a vê-lo como um estranho, um objeto, uma praga no caminho de sua doce e inocente filha. Não podia culpa-los. Lukas já não era tão inocente assim.

Mas com um aceno de mãos, o pai dela nos afastou, pedindo que sentássemos-nos à mesa e aproveitássemos a noite como um grupo normal de adolescentes. Ele também pegou uma garrafa de vinho que estava ao seu lado e entregou a sua filha, como um presente surpresa.

“Agora que você é maior de idade, já pode beber sem problemas. Podem ficar com esse vinho: os meus colaboradores me deram parabenizando a vitória, mas eu prefiro vinho branco ao tinto. Cuidado só para não exagerarem, ok?”

E com essa deixa, ele deixou o local com sua esposa, enquanto os quatro adolescentes podiam aproveitar a festa. Sentamos à mesa, alternando entre os homens e as mulheres, de modo que as pessoas de mesmo sexo ficassem em cantos opostos da mesa. Eu e Meg nos sentamos mais próximos, enquanto Lukas e Luana mantinham uma saudável distância entre suas cadeiras.

“Que tal se a gente começasse com um brinde?” sugeriu Luana, mostrando a garrafa de vinho com as mãos.

Lukas concordou levemente com a cabeça, e Meg brilhou os olhos de excitação. Ela simplesmente adorava brindes, e fazia questão de participar de todos os que seu pai fazia nos eventos, mesmo que tivesse apenas uma taça com água gaseficada em mãos. Por isso, ela rápida- e agilmente pegou o saca-rolhas da bandeja do garçom mais próximo e, ela mesma, abriu a garrafa de vinho, servindo-o nas quatro taças na mesa.

Peguei um dos copos e comecei o brinde.

“Um brinde à mulher mais incrível do mundo. Depois da minha mãe, é claro.” Falei, brincando. É claro que Meg era muito melhor que aquela mulher, que eu nem sequer conseguia considerar como mãe.

“Outro brinde ao governador mais bigodudo do estado.” Completou Meg.

“Também quero fazer um brinde, para que nossas mulheres nunca morram viúvas.” Começou Lukas, usando a piada popular.

“E que nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas.” Completou Luana, com um pouco de tônus na voz. “Ah, o que foi? Eu também posso saber algumas dessas orações de bêbado.”

Rindo, brindamos nossas taças de vinho, e juntos demos a primeira golada de álcool da noite.
Seria uma longa noite. E nenhum de nós sabia o que iria acontecer.




A oração de bêbado em questão, pra quem não conhece:
Que o mar vire cerveja e as mulheres tira gosto,

Que a fonte nunca seque, e que a nossa sogra nunca se chame Esperança, porque esperança é a última que morre...

Que as nossas mulheres nunca morram viúvas,

E que nosso filhos tenham pais ricos e mães gostosas!

Que Deus abençoe as mulheres bonitas, e as feias se tiver tempo;

Deus... Eu vos peço sabedoria para entender as mulheres, amor para perdoá-las e paciência pelos seus atos, porque Deus, se eu pedir força, eu bato nelas até matá-las.

Um brinde... As que temos, as que tivemos e as que teremos.

Um brinde também as namoradas que nos conquistaram, as trouxas que nos perderam e as sortudas que ainda vão nos conhecer!

Que sempre sobre, que nunca nos falte, e que a gente dê conta de todas!

Amém.
Micro
Micro
Membro
Membro

Masculino Idade : 24
Alerta Alerta :
Amber & Mantis - Página 2 Left_bar_bleue0 / 100 / 10Amber & Mantis - Página 2 Right_bar_bleue

Frase pessoal : destination unknown


Voltar ao Topo Ir em baixo

Amber & Mantis - Página 2 Empty Re: Amber & Mantis

Mensagem por .Korudo Arty. em Sex 13 Jun 2014 - 20:19

Microoo õ/

Cara, pode até parecer mentira, mas juro que entrei na PM pensando em comentar a Amber e Mantis - já que não comentei o capítulo anterior - por medo de que você tivesse desistido dela por receber poucos comentários, afinal não postava a séculos. Fiquei bons minutos pensando nisso e quando entrei na área de Fanfics... vi que tinha postado capítulo novo *-*

Quanto ao capítulo... bem, sem grandes momentos, mas, ainda assim, super delicioso. Eu não consigo entender essa capacidade que você tem de escrever capítulos que normalmente eu consideraria tediosos de uma forma que eu considere maravilhosamente bons de se ler. Só um ponto que eu não entendi foi se todo mundo sabe do emprego do Lukas... eu pensei que só a Luana e o Victor soubessem. Eu também supus, por um instante, que repentinamente o Lukas descobriria que o pai da Meg é um de seus clientes mais assíduos, mas depois me toquei que se você saísse constantemente com o recém-eleito governador saberia disso previamente. e_e

As referências a heterossexualidade e a não-heterossexualidade me deixaram com uma sensação de que tem coisas girando ao redor disso vindo por aí, mas é óbvio que não foi isso que mais me chamou atenção. Sabe, Micro, que te amo por você escrever a A&M... mas eu te detesto porque você me deixa curioso '-' Ficou óbvio que tem alguma coisa importante vindo por aí e que tem relação com a conversa entre o Governador e o Lukas (não relação direta, mas esse "Mal sabia ele que ela me seguiria por muito tempo ainda." ficou girando na minha cabeça sem parar). Minha mente supõe que a Meg estará grávida, mas às vezes você é tão surpreendente que eu penso que pode ser algo ainda mais... impactante.

Além disso, por algum motivo, estou preocupado com o Lukas. Não sei explicar porque. Talvez intuição. Talvez o modo como foi tratado pelos pais da Meg. Simplesmente estou preocupado.

Enfim, o capítulo está maravilhosamente escrito, como sempre, mas tenho dizer que te odeio porque estou intensa e incontrolavelmente curioso para saber o que vem por aí. E, apenas para não dizer que só elogio, acho que realmente ficou meio vago se os pais da Meg - e outras pessoas - sabem da profissão do Lukas ou não. Então, Micro, você é demais e, por favor cara, por favor mesmo, não demora de postar o próximo capítulo não! @_@

________________
Amber & Mantis - Página 2 Tu9CIfo
avatar
.Korudo Arty.
Membro
Membro

Masculino Idade : 22
Alerta Alerta :
Amber & Mantis - Página 2 Left_bar_bleue0 / 100 / 10Amber & Mantis - Página 2 Right_bar_bleue


Voltar ao Topo Ir em baixo

Amber & Mantis - Página 2 Empty Re: Amber & Mantis

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 3 Anterior  1, 2, 3  Seguinte

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum