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A triste jornada de um homem na metrópole Pikalove


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A triste jornada de um homem na metrópole

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A triste jornada de um homem na metrópole Empty A triste jornada de um homem na metrópole

Mensagem por Bakujirou Sab 30 Ago 2014 - 23:31

A triste jornada de um homem na metrópole

Imagine aquele sol maravilindo de sua cidade, sem nuvens no céu. Você está no meio da rua. Asfalto tá mais parecendo aquelas pedras quentes de uma região vulcânica. EM ATIVIDADE. Você está andando e sente uma pontada no coração. Não, não é desilusão amorosa. E nem sua esposa te traindo com outro homem na tua casa. É pior. Uma dor pulsante, como kunais te perfurando pouco a pouco...
...seu corpo está cansado, você é inconscientemente forçado a olhar para os próprios pés, enquanto anda. Você consegue enxergar o seu tenis preto stylish daorinha que você tá calcando, a calça da calvin klein bege bem amarrotadinha também. Dai, de repente, a dor pulsante continua, você começa a segurar firme nas alças daquela mochilete de alça de segunda mão. ( request image  https://imgur.com/IBgMvxK )

Ao segurar firmemente com a mão esquerda as alças da bolsa cheia de tralha e de Nutellas do CARREFOUR, porque recebeu o dinheiro do salário tem nem um dia direito... E está segurando também um troço de ferro inútil que nem sabe pra que merda trouxe consigo, nem quer lembrar que trouxe ele, de fato. Seu cérebro RECUSA aceitar que está carregando algo inútil no braço bom e deixando a tarefa de andar mais chata do que deveria.

'Cê começa rapidamente a pensar o que fazer. E lembra de que é bom em correr e que para uma arritmia cardíaca, você precisa de um ritmo para o coração pulsar direito. Você, de súbito, respira fundo, ou na verdade TENTA porque a dor pulsante ainda te lacera por dentro... E passa com um pé direito para adiante, como num salto e a sua perna esquerda faz um movimento em arco, seguindo o ritmo. Você conveniente faz um movimento bem rápido, levanta o pedaço de aço inútil como se fosse um soldado militar, o aço esta sob a sua axila colada com o braço direito no corpo, dignamente parece um soldado segurando uma arma com facão na ponta... Você, para ter uma ideia, consegue dar passos com apenas 3s entre as passadas de sua corridinha básica, que nem te cansa demais.

Suas passadas da corrida são geralmente boas. Até acha que vai aguentar chegar em casa sem fazer nenhuma parada, MESMO na atual situação em que se encontra. Leva a vantagem de chegar a correr, pelo menos, algo em torno de 3km/h. Se continuasse no mesmo ritmo e/ou aumentar a velocidade.

Mas, logo que atravessa uma encruzilhada com o sinal fechado, você já se enxerga subindo uma ladeira charmosa, muito linda, te amo: "Não espera, eu te odeio mesmo!" - apenas imaginando com sua voz interior que ninguém pode ouvir.
A subida te desgasta a ponto de você arquejar profundamente, inspirando um ar incrívelmente SECO, aquele típico de ar com tanta umidade da rua, quanto o ar das caatingas do nordeste brasileiro.

Você se vê, muitos minutos depois, na parte mais elevada da ladeira. Chegou perto da avenida principal. Ah este trajeto... Você conhece muito bem, porque viveu neste bairro durante mais de 6 ~ 8 anos. Basta apenas descer a metade do percurso... uns 5kms adiante, dai você estará... Na metade do percurso. Dai precisa subir novamente a ladeira da avenida estranha que segue sinuante como uma serpente gigante que anda rastejando o seu corpo lateralmente enquanto avança (qualquer coincidência com o Goku do DBZ é mero acaso apenas).

Você resolve respirar novamente e começa a andar. Depressa. Não tem mais um pingo de folêgo para iniciar uma corrida. Nem trotar. Só andar rápido. Debaixo de um sol no auge da abóbada celeste. E você tá pouco se importando se tem um guarda-chuva na sua mão direita. Anda sem levantar o tecido de tom azul-marinho enegrecido, porque é macho E macho torra no sol querendo estar mal, querendo se achar bem para tal. Ah, sem contar que nesta cidade, mesmo quando não chove, você SABE que dá uns pé de vento chato que facilmente desvira seu acessório de cor azul-escuro. Por segurança ou para não pagar mico, resolve ignorar que ele existe e ponto final, não volto a falar dele.

Você está durante mais de 20 minutos correndo andando depressa (pow, isso DEVIA SER uma corrida né?), sentindo um incrível cansaço, as pontadas já sendo administradas por você e a incrível vontade de se refrescar sua alma... Com o H2O que todos necessitamos repor. Mas ainda está na metade do caminho. Você encontra uma ruela que lhe é familiar. Você decide entrar nela, apenas parando para pensar, momentos depois, de que existem uns 3 conhecidos com quem você por alguma vez durante todo o tempo em que reside neste bairro, conviveu e conversava muito. Mas teme que não possa encontrar eles ou que eles o ajudem. Afasta este pensamento imediatamente. Chegou na casa do dito-cujo. Bate na janela, já viu um rosto reconhecível.
Você é direto, não é um homem de muitas palavras mesmo. Fala de que precisa de um favor, um copo de água COM AÇUCAR e diz que explica depois. Despeja o corpo sobre o sofá e tá pouco se importando se ele estava arrumado. Coloca os travesseiros sob o seu corpo... e pega um deles e coloca sobre o peito torturado.

O seu velho colega retorna com o copo desejado e explica a sua situação de saúde atual. Explica que não teve ninguém em sua casa para que o auxiliasse ou então, viesse lhe resgatar de seu tormento. Mas o cara tá ali, apenas no PC conversando com as cocota dele. Você tão pouco liga pra este fato, apenas quer sombra e resfrescar-se um pouco com o copo. Depois de terminar, pede encarecidamente que lhe traga mais outro copo d'água e já começa a falar sobre como saiu do trabalho e ainda apenas pensa que era sua obrigação estar num expediente de callcenter de uma empresa fornecedora de energia elétrica de sua cidade. E cá entre nós. Como viveu ali durante a vida inteira, sabe que energia elétrica de qualidade não existe em canto nenhum. Seja bairro alta-classe ou não, mas o destino lhe reservou um espaço no universo todo da cidade, onde RARAS VEZES acontece apagão. Ou falta de energia. E nestas poucas vezes... você sabe que a energia leva muito tempo para retornar, tipo algo entre 7 a 5h. Se ela faltar de noite... você pode contar que é apenas uma noite mal durmida.

Depois de pensar em tudo isso, você logo recobra a saúde, ou o pouco que ainda resta dela. Procura forças para chegar em casa logo, despede-se de seu amigo e logo segue o seu rumo para voltar na avenida principal, mas agora, segurando o cabo do guarda-chuva já sem animo algum. Leva mais de 40 minutos para fazer um trajeto que você leva apenas 25 minutos. Percebe que não está NADA bem... Reconhece sua rua. Reconhece o portão de aço "de arrastar" e procura pelas chaves. Chega em casa, existe algo diferente que já percebeu logo que entrou. Ar condicionado ligado. Você não SUPORTA condicionadores de ar, nunca se deu bem com eles. Você sabe que ALGUÉM esteve ali e ligou. Vê uma bagunça de objetos espalhados sobre a cama, já deduz: "Finalmente mama chegou do interior, será que está aqui perto?". Depois de passar este pensamento em sua mente, procura por ela, mas não encontra.

"Mas que droga, cadê ela? Ela foi para o interior com um velho do trabalho mesmo? Ou ME enganou?", pega imediatamente no telefone e retira toda a roupa apertando o ventre (aka, sua calça calvin Klein). Liga para ela, pede para que a mesma venha depressa, mas não explica o motivo da ligação. Ela diz que volta logo.

Passados 2 minutos em sua aflição tomando o seu peito, novamente volta a ligar para o mesmo fone. "Você vai demorar muito para vir?, estou em casa agora." sendo direto, aguarda a resposta pelo viva-voz. "Eu vou estar logo em casa. Daqui a meia hora. Porque? O que aconteceu?". Imediatamente, você fala que prefere pedir para a sua irmã lhe ajudar, encerra a ligação sem ter um pingo de culpa. Liga para sua irmã mais velha, mas ela não responde. Liga para o seu cunhado, idem. Dai você pensa no ÚNICO telefone que jamais pensaria em discar, seu progenitor. Mas ele também não retornou a ligação. Acha que foi um exagero chamar por ele... ou esperar que ele ligue para você de volta.

Passaram-se mais de 9 minutos e nada. Além de 3 ligações da mama, que você tem certeza que ela ligou desesperadamente, mas apenas para dizer que não estará ali até que dê o horário. Dai, começa a examinar as horas em seu iPhone, são as 17h. Passou por, pelo menos, mais de 5 horas com este incomodo no peito que começou como algo a se ignorar para uma dor grande e dificulta você de respirar, seja pela boca, seja pelo nariz. Começa a se debruçar na cama, mas o peito ainda está doendo. Vira de um lado, nada muda. Pega o travesseiro para apoiar o pescoço, nada ajuda. Fica transitando entre seu quarto sem ar condicionado e um ventilador grande e o quarto refrigerado. Já não sabe mais o que fazer. Fica apenas com a roupa intima e fica deitado de costas para o colchão, apoia os braços sobre a sua testa para cobrir os olhos e se esforça para relaxar neste estado (é sua arma-secreta quando não tem sono, sempre funciona). Coloca músicas para relaxar e adormece quando menos percebe.
Pena que é por muito pouco tempo, a dor lacerante te impede de durmir por mais do que 15 minutos. Felizmente, você já diz graças aos céus, porque mama chegou e sabe que ela vai te ajudar a melhorar.

Você não morreu, mas ainda está bem abatido. Chama por ela e já começa a falar o que aconteceu com seu peito. Esta não é a primeira vez que acontece este episódio, mas sim o terceiro. Ela já tinha os comprimidos certos guardados e os oferece para você, de uma só vez. E ainda aconselha a tomar um medicamento com um gosto horroroso para alívio da dor.

[o texto contém personagens e situações que imitam a vida real. Descrito pela mesma pessoa que passou por tudo isso. É, isso mesmo, eu. Ah, menção honrosa ao meu amigo micro, porque ele deu esta ideia para mim... HIHI, amo ocê cara.]


Última edição por Bakujirou em Sab 30 Ago 2014 - 23:33, editado 1 vez(es) (Motivo da edição : edit)

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