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Contos do Jogo Matrimonial

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Contos do Jogo Matrimonial - Página 2 Empty Re: Contos do Jogo Matrimonial

Mensagem por ana em Ter 10 Fev 2015 - 20:34

não me perguntem muito sobre isso aqui

“O Amanhã”

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Há um toque nostálgico e encantador em certas coisas. 

Por exemplo, o laranja que colore com tanta delicadeza aqueles momentos em que o sol faz seu ultimo espetáculo antes de dormir, aqueles raios de sol que deixam tudo mais melancólico e são os últimos do dia. Uma televisão cheia de estática presa na dimensão da infância de alguém sendo assistida por uma criança magrela que anseia pelo o que o futuro promete trazer. A alegria de sair domingo de manhã com o bolso tilintando de moedas enquanto se caminha naquela rua calçada de pedras velhas, pensando em que sabor de sorvete tomar ou se calda de chocolate seria uma boa ideia. Caixinhas de músicas e suas tristes melodias da bailarina fadada ao destino de rodar em círculos, exibindo seu bonito vestido cor de rosa e rosto pintado num sorriso. 

Ou, a realização que vem tarde da noite e sussurra no interior da alma que não, você nunca vai ser um herói ou fugir da vida no estilo do Peter Pan ou das princesas empapadas em pó de arroz.

Os olhos piscam e ele observa a mão aberta contra o céu. É cor de creme.

O céu é azul, o sol é algo entre branco e amarelo, a grama é verde. 

A mão é cor de creme.  

A liberdade é todas as cores juntas num conceito discreto demais para ser entendido. Mas vital demais para passar despercebido. Quando se passa uma vida inteira em preto e branco é difícil acreditar que sim, finalmente você pode respirar um pouco e não se preocupar com nada. Que o mundo não vai acabar se você sai um pouco da linha ou se... Se você respirar por um momento.

Um montinho de cinzas cai na grama, manchando o verde de cinza. Ainda há um pouco de cinza aqui e acolá, mas dá pra lidar com isso. Fumaça se mistura ao céu, que divertido, ver as formas feitas de nada se tornando algo junto com o infinito. Vento vem de trás e dá à direção, o toque duro da terra nas costas é mais confortável que a cama do rei que se prende na sua torre e diz que muito bem obrigado, que sabe que os jardins são verdes e a felicidade mais dourada que o ouro, mas ele está muito feliz com sua situação atual.

Imaginação.

Uma ilha voadora pintada em estilo barroco, um pedaço de terra flutuando no céu, marrom como sua origem, vários tons dessa cor e vários flocos de terra que caem durante sua viagem. Grama verde que cresce por todos os cantos e torna o leito macio e confortável, perfeito para se deitar lá e relaxar um pouco.

Homem cor de creme não mais em preto ou no branco. O terno ainda é preto, mas ele gosta demais dessa pequena lembrança para se livrar dela. Seu corpo deitado sob a grama é contornado por uma pequena infinidade de florezinhas pequeninas e coloridas e ele sorri, ao notar que elas são dele.

O sorriso se abre mais ao ver uma dessas voando ao vento. Adeus pequenina. 

Guiada pelo seu moinho de vento a ilha continua sua jornada, através do céu e em busca de nada. Não é uma jornada como aquelas antigas, em que um homem e sua tripulação embarcavam num navio caindo aos pedaços e iam de terra em terra matando e deus sabe lá o que. 
Para o homem em creme, aquilo era o céu. Literalmente. 

Bocejou e se sentou, considerou espanar a terra das calças pretas bem cortadas, mas desistiu no meio da operação. Havia nostalgia na paisagem, daqueles tempos em que ele sabia qual era seu lugar e o que deveria fazer. Fez o cigarro desaparecer no ar e sua risada encheu o nada, que no momento cortava num meio um montinho de jovens nimbus que riam em vozes fofas sobre os pássaros. Canção de pássaros, canção pura e justa. 
No além da imaginação, além da quinta dimensão, no mundo selvagem que chamamos de casa, viajando além do firmamento de terra e se aventurando nos domínios do céu, o homem se sentia feliz.

Não havia muito na ilha. Como já dissemos (poderemos dizer de novo mediante pedido prévio assinado e repassado nas nossas sedes no país das maravilhas) era um lugar simples. Moinho de vento padrão em vermelho e branco encaixado com cuidado na terra fofa, cercado de grama que era feliz e flores que eram apaixonadas pelo o prazer de apenas ser. As pás giravam com cuidado e precisão de máquina, impulsionado a estranha espaçonave pelo o infinito. 

Mas o homem pensou numa outra realidade, a ideia lhe passou pela cabeça e lhe assustou. Numa colina melancólica a televisão continuava apresentando a programação normal em preto e branco, pintada de tragédia e comerciais, recoberta em estática. Sonho em outra realidade, algo além da nossa compreensão. Observem, agora a avó diz a sua neta que a ama mais do que tudo. Na cena anterior ela brigava com o pai aos berros sobre... Dinheiro... E na outra cena um flashback, contando como a avó se apoderou da netinha numa jogada suja. Você tá aqui comigo? 
Balançou a cabeça. Essa história não pertence a você, seu idiota! Pertence a outra pessoa, que ainda luta como a memória. Assim como você. É, o que você vai fazer agora? ... entendo...

Então, o homem se levantou e decidiu que “Vou deixar isso pra trás, mas não tão pra trás que eu não consiga voltar quando eu tiver que voltar, porque eu não posso fugir pra sempre.”.

Ele foi até a pontinha da ilha. Pássaros cantavam melodias de caixinha de música, o toque laranja do sol já se preparava para ir dormir, na colina a criança via a programação de sempre, a moeda tilintava lá baixo no bolso de alguém...

Num fetio de apresentador de televisão ele se apoderou de seu paletó, tão preto quanto o espaço do ponto de vista daquele macaquinho que colocaram no espaço, e deixou que ele voasse ao vento. Adeus, Paletó. 

Também mandou viajar o mapa que havia preparado com tanto carinho, mas não os charutos. Destes ele precisava. 

Risadas encheram o pequeno espaço da ilha voadora do moinho de vento. 

Rod Serling estava livre
Rod Serling estava de férias.
Rod Serling agora em technicolor.
Rod Serling em tons de creme.
Rod Serling. 
O amanhã.
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