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As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 Empty Re: As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars!

Mensagem por Brijudoca Sab 25 Mar 2017 - 17:12

Me sinto estranho ao fazer um comentário em sua fic Rush, uma vez que não acompanhei a primeira com as aventuras de Kyle. É estranho sabe? Como se eu assistisse primeiro ao spin-off de uma série super conhecida. Inclusive até pensei (ainda penso) em ler a fic original, porém o elevado número de capítulos causa um certo bloqueio.

Durante a leitura desses cinco capítulos provavelmente perdi alguns easter eggs ou mesmo algum fan service que você deve ter incluído para os leitores antigos, mas nada me impediu de ficar totalmente fascinado com sua escrita. Sério, senti que eu estava lendo algo escrito por um profissional. São muito poucos os que conseguem descrever cenários e batalhas como você o fez, deixando o leitor aflito e empolgado ao mesmo tempo.

Mas a cereja do bolo fica para o incrível desenvolvimento de personagens. Foi um acerto e tanto dedicar tantos capítulos antes do início das batalhas para criarmos afeto com os personagens. E que personagens hein? Achei incrível o uso de múltiplos POVs, fez com que eu pudesse me identificar cada vez mais com os os personagens e me importar de verdade com o que irá acontecer nesse torneio.

A batalha de Zeus e Ezekiel foi intensa demais, exatamente como as grandes batalhas Pokemon tem que ser, e ainda durante a batalha pude conhecer e entender mais sobre Zeus, chegando inclusive a torcer por ele em algum momento haha Foi bem emocionante o final, com Luke o consolando. Falando em Luke, que personagem foda, de longe é o meu favorito.

Estou ansioso demais pelo próximo capítulo, fico no aguardo viu?
Brijudoca
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Mensagem por Rush Sex 31 Mar 2017 - 3:02


@-Ice: Ice! Muito obrigado! Essa sacada de Players do Youtube salva vidas. É sempre bom botar uma trilha sonora, não?

Fico muito feliz com teus elogios sobre minhas descrições, muito obrigado mesmo, mas sei lá, sempre acho que poderia ficar mais detalhado, sabe? É algo que estou tentando trabalhar melhor mas parece que vou regredindo com o passar dos capítulos, mas estou dando o melhor de mim. E ah! Sobre Zeus, ele é um exemplo do que eu quero transmitir na fic. Terão 64 personagens disputando na liga, e embora alguns nem ao menos apareçam (Como no caso do Guillermo, no cap passado), uma grande parte irá aparecer (Alguns nem participando na liga como nesse cap), eu quero tentar explorar o lado de cada um. Cada um quer vencer e cada um tem seu motivo para agir de tal forma.

Com o passar da fic, quero explorar bastante até o Lucas, que é o principal rival de Kyle (Sobre Seth, vou explicar isso também no PRÓXIMO CAP), sendo geralmente misterioso e retratado como um "anti-vilão".

No final, quero que cada um, ou pelo menos a maioria, deixe uma tristeza ao ser eliminado. E bem, só um pode vencer.

Eu também te adoro, meu querido. Muito obrigado pelos elogios, espero que goste do cap!


@DarkZoroark: DZ! Fico extremamente feliz que você tenha voltado a ativa também. Cogitei a possibilidade em baixar o Skype novamente para conversar contigo e dizer que a área está ressuscitando, mas meu pc é tão lixoso que o Skype sempre trava. Esse meu pc é um lixo, tanto nos eventos com o teclado como com sua capacidade em funcionar PERFEITAMENTE com coisas simples: Word, Paint, Internet e só. Qualquer programa adicional ou jogo já o faz travar quenem um jogo falso de Pokémon Emerald após a liga.

Fico feliz que tenha gostado dos PoVs também. Sobre a cena do Kyle, vou tentar evitar o máximo - mesmo sabendo que terei que expor alguns flashbacks - detalhar sobre a outra fan fiction, já que esta, mesmo que no mesmo universo, é uma diferente onde Kyle não é o protagonista. No entanto, alguns personagens que não são treinadores também virarão PoV, como no caso desse cap.

Sobre Russel, o plano original é que ele fosse o cozinheiro oficial, usando luvas térmicas ao invés de luvas de boxe. No entanto, acabei criando Davi para fazer o papel pois gostei dele como personagem quando vilão. Hahah

Muito obrigado pelos elogios e por estar curtindo a fic, espero que goste deste capítulo!


@Brijudoca: Brijudoca! Hahaha, por mais que essa fic seja uma continuação direta após um GRANDE time skip da fic de Kyle, eu pretendo escrevê-la de maneira que não fique confusa para quem não havia acompanhado a original, tanto que Kyle (Com exceção a esse capítulo) não é um PoV tão frequente como os outros. Claro que terão pequenos easter eggs, mas caso um detalhe importante sobre o passado, deixarei um breve flashback para melhor entendimento.

Muito obrigado pelos elogios! O objetivo inicial da fic seria o foco nas batalhas, mas como são 64 fucking treinadores, pensei em focar também no lado humano deles, na ambição de que de tantos, apenas um poderá vencer. Nisso eu gostaria de explorar a tristeza como a cena de Zeus, que teve seu sonho roubado por Ezekiel.

E fico muito feliz que tenha gostado de Luke! Ele também é um dos meus personagens preferidos! Hahaha Muito obrigado, espero que continue gostando dos capítulos!



~>x<~



Antes de tudo, gostaria de pedir desculpas por este capítulo. O número 6 nunca foi meu número da sorte, então o sexto capítulo fez jus em não me trazer nenhum conforto ou criatividade em escrevê-lo. Atualmente, nessa fic, ele foi o mais difícil de escrever com direito a inúmeros bloqueios de criatividade e bem, apagar cinco páginas a toa que não me agradaram.

Nele será introduzida uma das personagens que eu mais gosto - mas também é muito difícil de escrever -, e bem, tomarei cuidado para não dar muitos spoilers aqui.

Outra coisa que queria pedir desculpas, bem... Além do final, que é algo que eu acho que é covardia, foi o tamanho extenso do capítulo. Infelizmente, vocês entenderão o final se soubessem quantas páginas o capítulo deu no Word.

Bem, de qualquer forma, sem spoilers, espero que gostem do capítulo e tenham uma ótima leitura!

Um forte abraço!







[Lore Fähnrich]
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— Eu disse não, Willian. —Murmurava em tom sugestivo, cedendo sua zona de conforto para o loiro que invadia como se o caminho já fosse familiar. Sua mão empurrava o peito do rapaz tão fracamente que o peso do treinador se aproximando apenas dobrava as juntas do braço, resultando no calor que sentia aos lábios se selarem aos seus.


Fechava os olhos, por mais que lutasse para deixa-los bem abertos. Sentiu a língua do rapaz entrelaçar-se a sua seguindo movimentos circulares. O hálito refrescante e perfumado de Willian trazia arrepios que se manifestavam totalmente ao senti-lo mordendo suavemente o lábio inferior e puxá-lo contra ele.

Ofegante, finalmente criava forças para empurrá-lo e se afastar dos braços acolhedores do surfista, que apenas a encarava, desafiador.


— Eu disse não, Willian. Por favor, me respeite. — Passava as costas da mão pelos lábios carnudos e naturalmente rosados, secando-os do excesso de saliva consequente daquele beijo não planejado. — Eu não quero nada contigo. Você infelizmente não presta.

— Você quer. — O loiro respondia com um sorriso cafajeste, avançando um passo ameaçador.


Embora recuasse um passo da mesma distância que o garoto havia avançado, Lore sabia no fundo que era verdade. Seu corpo o desejava, implorava para que ela cedesse e caísse em seus braço, deixando ser totalmente dominada por ele e não pensar em nada, além de sentir momento.

Não podia. Sabia que seria burrice cair na lábia dele novamente. Só de fitar os olhos à silhueta vermelha, formando os cinco dedos da mão de outra garota que o estapeara na noite passada, o calor da raiva acendia seu corpo, engolindo as chamas de desejo em um repleto desprezo.


— Você é um nojento. — Ela o respondia. Seus olhos lilases estremeciam de raiva ao olhar aquele belíssimo sorriso no belíssimo rosto. — Eu não quero que você chegue perto de mim.


Ela recuava mais um passo, olhando para o relógio no pulso. Ainda eram dez e quarenta e cinco da manhã, as primeiras batalhas no estádio Intempérie e Vulcano começariam em poucas horas, protagonizando Ezekiel contra Zeus. Isso incluía a batalha de Willian contra aquele treinador de Pallet, Kyle, quase uma hora depois.

O loiro, no entanto, não parecia dar nenhuma importância para o peso na Grande Liga, não demonstrava nervosíssimo e nem um pingo de consideração pela batalha contra aquele garoto de Pallet. Toda sua atenção era voltada a ela. Ele lia sua linguagem corporal, conseguia, mesmo sem dizer nenhuma palavra, cortejá-la.

Chacoalhava a cabeça negativamente ao ser tentada novamente pela hipótese em ficar com Willian. Estava confusa, e, de certa forma, desesperada. Desde que se conhece por gente, fora tão linda que tinha qualquer homem na palma da mão. Agora, pela primeira vez, sentia-se presa à rede de um rapaz que conseguira conquista-la totalmente, mesmo que nem ao menos escondesse que não se importava com ela, apenas queria usá-la, usar seu corpo, usar toda aquela beleza em prol de seu desejo.


— Ei, pequena. — Mesmo com o adjetivo carinhoso, Lore era da sua altura, mas ao colocar a lateral do dedo indicador em seu queixo, ela realmente sentiu-se pequena e indefesa diante às presas de um predador. — Você se preocupa demais... Coloca o peso de todos seus problemas nos ombros e ainda tenta viver normalmente assim. Você
precisa relaxar e ter um tempo para apenas curtir.


Após proferir aquelas palavras manjadas que, mesmo espontâneas, Lore sabia que eram decoradas e pobres em conteúdo, a garota sentiu calafrios percorrerem a espinha. A mão calejada do surfista acariciava o queixo e subitamente, aos poucos, fora deslizando pela mandíbula até a orelha, encaixando a palma perfeitamente na nuca de Lore, por baixo dos cabelos castanhos e perfumados.

A mão livre de Willian tocava sua cintura, apertando-a tão sutilmente que ela nem percebera, ainda sentindo os calafrios a arrepiarem.

Sua cabeça era conduzida por Willian, sentindo a respiração ficar em sincronia com a do rapaz à medida que seus lábios fossem se aproximando novamente. Ela fechava seus olhos, forçadamente, enquanto não podia segurar uma lágrima que escorria pela maçã do rosto e ia até o queixo, retribuindo o beijo do loiro a pedido de seu corpo, mas contra a vontade de sua mente.

Ela o odiava. Ela o odiava por ele mexer tanto com ela. Lore também se odiava por deixar ser tentada pelo rapaz.





As Crônicas de um Gyarados Voador!

- A L L   ★   S T A R S ! -


Volume I - Imensurável

Opening


Capítulo VI – Jogos Mentais!





~>x<~
[Kyle Green]
As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 Jk20gDS



Acordava às cinco horas da manhã em ponto, e, embora o sol já tivesse nascido, a escassa iluminação dava espaço para as estrelas e a lua que lentamente iam se dissipando diante os ofuscantes raios solares.

Lavava seu rosto e observava seu reflexo no espelho. Encarava a si mesmo com um olhar desafiador e eufórico, com as mãos trêmulas segurando a base lisa e branca da pia. Hoje seria a sua batalha contra Willian Henzler.


~>x<~



Seis AM.



Após um rápido banho quente e comer um café da manhã, quentinho e feito na hora pelos cozinheiros do hotel, Kyle corria por todo Planalto Índigo enquanto escutava música pelos fones de ouvido e era acompanhado por seu enorme Arcanine. Durante sua corrida matinal, acompanhava algumas barracas sendo montadas e algumas máquinas de troca Pokémon sendo montadas.

Cumprimentava aqueles que o reconheciam, apenas levantando a mão com um gesto amigável e um sorriso sincero.



~>x<~

Sete AM.



Conversava com o gigantesco Poliwrath que Jöhan havia lhe concedido enquanto comia um prato gigantesco de comida. Ares estava como sempre, de braços cruzados encarando o treinador não muito impressionado, estranhando-o devorar o alimento no disco de porcelana como um Pokémon selvagem.

Kyle gesticulava enquanto tentava entrar em algum tipo de acordo com o Pokémon, tentando convencê-lo a batalhar por ele, durante algumas pausas, abocanhava a gigantesca coxa que segurava na mão e engolia os pedaços com dificuldade.

Ares não parecia muito contente em saber que iria batalhar na Grande Liga.



~>x<~

Oito AM.



Estava na academia, sentado em um aparelho enquanto empurrava uma pesada barra com um suporte em sua parte superior, fortalecendo seu peitoral enquanto fechava um olho, devido o esforço.

Ares, ao seu lado, levantava uma barra de oitenta quilos facilmente em cada braço enquanto fazia uma série de agachamentos. Em seguida, Kyle fazia várias abdominais enquanto Ares fazia flexões com apenas um braço.

De soslaio, encarava Willian em outro canto da academia, cortejando uma garota ruiva que ria timidamente de seus elogios. A procrastinação de Willian, somado com a falta de preocupação em saber que batalharia com Kyle, o irritava.



~>x<~

Nove AM.



Posava com alguns fãs da Grande Liga em algumas fotos. Perdera a conta em quantas fotos havia protagonizado. Tirava fotos com famílias, grupo de amigos, segurando pequenos Pokémons, como Vulpix e Growlithes, e até se surpreendia ao posar no meio de várias modelos lindíssimas.

Em seguida, comia um gigantesco prato de comida em um dos restaurantes junto a um fã que viajara de longe para conhecê-lo. Kyle havia se oferecido para pagar um café da manhã para o estranho, sentindo-se totalmente grato pelo viajante reconhecer seu trabalho.



~>x<~

Dez AM.

Estudava Willian lendo notícias sobre o rapaz em jornais, enquanto fazia mais uma série de flexões. Ao lado do rapaz, Brenda lia algumas informações sobre o surfista e dava algumas dicas que achava interessante.
Brenda se distraía ao ver a resistência e esforço de Kyle ao estudar enquanto fazia uma série de flexões, admirando em como o garoto havia mudado desde a última vez que o viu, há anos.



~>x<~

Onze AM.

Comia mais um prato gigantesco de comida, que mais parecia uma montanha sobre um frágil disco de porcelana. Comia com dois garfos numa velocidade que todos que contemplavam a cena ficavam boquiabertos. Tirava pausas para tirar foto com algumas pessoas que o reconheciam, saindo na foto com as bochechas inchadas de comida que não tinha tempo para ser engolida.



~>x<~

Meio dia.



Tomava o seu quarto banho do dia, mas desta vez ao secar-se, vestia suas roupas tradicionais. Uma camisa negra coberta pela jaqueta de couro a prova de fogo, da marca Charizard’s Den, e uma calça jeans cinza, colocava em seu olho direito a lente de contato verde com a tecnologia da Silph Co. embutida, dando-lhe uma artificial heterocromia.

Vestia as confortáveis luvas KA-C com imãs programados na mesma frequência que suas Pokébolas, de modo que elas pudessem ser lançadas e atraídas sem esforço, tudo com a eficiência do magnetismo.

Olhava para o relógio, precisava ir ao estádio Intempérie, pois logo iria começar a batalha de Ezekiel contra Zeus.




~>x<~
[Lore Fähnrich]
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Lore sentia-se um lixo. Seu ódio por ela mesmo havia aumentando em um ponto que simplesmente gostaria que um raio atingisse sua cabeça e a apagasse deste plano existencial.

Willian havia lhe dito que iria assistir a batalha de Ezekiel versus Zeus no estádio Intempérie, até lhe dando acesso à primeira fileira, em um dos únicos dois lugares que o surfista tinha direito de reservar gratuitamente.

Havia lhe dito que gostaria de assistir as batalhas ao lado dela, que gostaria que ela lhe desse uma segunda chance para que ele pudesse conquistar seu caráter como já havia conquistado o seu corpo. Não com essas palavras, mas era o que estava implícito naquela frase decorada.

Willian havia lhe dito, finalmente, que só agia de tal forma, pois era inseguro quando estava ao seu lado. Que sua beleza celestial era tão bela, que o próprio guardião dos céus, Rayquaza, chorava com tamanha perfeição.

No fundo, ela havia acreditado no que ele havia lhe dito. Aceitara o convite com intenção de não ir e deixa-lo sozinho no banco das arquibancadas. Havia tido forças para não deixa-lo beijá-la mais vezes. Havia respirado fundo, com dominância e autorrespeito, antes de dar mais uma chance a ele, mas aos poucos.

Fora então ao estádio Vulcano, diferente do que havia proferido ao rapaz. Sentava em uma fileira distante, mas que ainda sim havia uma visão privilegiada do campo de batalha.

Observou, de maneira rápida e extremamente profissional como a sincronia de Victória e seu Greninja caliginoso, Iruga, havia decidido a batalha tão velozmente. A Nidoqueen de seu adversário, Guillermo, havia causado terremotos que arrancavam aplausos e risadas da plateia, incluindo um sorriso tímido por sua parte ao se assustar no primeiro tremor. No entanto, foi nesse tremor que pode observar uma garota belíssima perder o equilíbrio e cair ao chão, sendo auxiliada por um rapaz loiro que estava sentado ao seu lado. Willian Henzler.

Depois disso... A batalha pareceu perder sua magia. Não conseguiu prestar atenção nas perfeitas esquivas do Greninja ao se desviar das estalactites que brotavam do chão para atingi-lo, derrotando seu adversário com um preciso e poderoso Hydro Pump.


Ela olhava fixamente para Willian beijando aquela outra garota. A forma em que ela passava seus delicados dedos entre os fios loiros do surfista. A nada discreta atitude em apalpar um dos seios da moça durante o beijo, além do fato dela permitir, em um lugar tão público como aquele.
Imaginava a desculpa que ele deve ter dado a ela, como se desse a própria Lore.


— “Não se preocupe, todos estarão prestando atenção na batalha. Ninguém vai ver, e se por acaso verem, que se foda também”.


Seus pensamentos foram interrompidos com os fogos de artifício que eram disparados com a vitória da treinadora do Greninja. Escutou o juiz e mestre de cerimônias do estádio Vulcano rir ao repetir a palavra vitória e “Victória”, anunciando que a próxima batalha começaria uma hora depois, por esta ter sido muito rápida.

Ela se odiava. Levantava de seu banco e saía do estádio Vulcano, caminhando em passos lentos e melancólicos até onde seus pés aguentassem.

Não demorou a que ela pudesse escutar os fogos de artifício estourar no céu com cores cintilantes e belas ao anunciar o vitorioso. No estado em que estava, ela não se importava. Nunca havia se importado, na realidade.

Ela não aguentava. Sentia seu coração sendo espremido por uma mão vestida por arames farpados. Sentia uma cachoeira de água fria escorrer pelo âmago, de maneira que sentiu a necessidade de vomitar. Corria para algum beco deserto nas proximidades, o que foi fácil devido à escassez nas ruas durante as batalhas.

Sentia o vômito arranhar a garganta num gosto quente e com um cheiro nauseante. Lágrimas escorriam de seus olhos ao tentar se recompor da fadiga em regurgitar. Agora o gosto horrível na boca ardia sua garganta, precisava urgentemente beber algo e tirá-lo com algo doce.



~>x<~



Após pouquíssimos minutos, conseguia comprar uma garrafinha d’água, algumas balas e um maço de cigarros. Por sorte, suas roupas não fediam ou se comprometiam com quaisquer manchas que pudessem corromper sua imagem ou conforto. Havia enxaguado a boca e de forma que pudesse sentir-se livre de qualquer resquício que tenha sobrado daquele gosto horrível.

A loja onde havia feito às compras era perigosamente perto do estádio Intempérie, mas era a única que ainda estava aberta pelo horário nada comercial. Pode reparar que Zeus se despedia de Luke com um abraço antes de entrar em um táxi e sumir.

O queridinho de Kanto ficava parado na calçada, observando o táxi ir embora até uma figura familiar surgir e dar um tapinha em suas costas, provavelmente o parabenizando pela vitória. Era Kyle Green.

Ao lado dos dois, logo surgiram outras figuras conhecidas, como Karine Redflame, o próprio Ezekiel e Victória, que surgia correndo do estádio Vulcano para saber do resultado da batalha do “amigo”, além de outras não tão conhecidas, como uma garota loira e um homem já na casa dos quarenta anos.

Lore por si só, estava sentindo-se bem ali. Não pensava em interagir com os campeões da temporada, apenas pretendia fumar um cigarro e sentir todas suas preocupações sendo eliminadas por tragadas e liberadas como fumaça.


Merda. — Resmungava com o cigarro na boca ao perceber que não havia comprado um isqueiro.


Cogitou a possibilidade de pedir fogo a Karine ou Kyle que também fumavam, mas achou melhor comprar um isqueiro na loja que estava bem atrás dela. Ao encostar-se à porta de entrada, ela dava meia volta e atravessava a rua em direção deles.


— Olá, boa tarde. Vocês por acaso teriam fogo?




~>x<~
[Kyle Green]
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Kyle estava de fato muito mais nervoso do que gostaria de admitir. Estava empolgado para sua batalha, mas o nervosíssimo havia superado o duelo contra a confiança. Ao ver o poder de Ezekiel contra Zeus na batalha que acabava de acontecer, ele imaginava como seria batalha contra uma Mega Evolução, embora tivesse certeza de que Willian não usaria o Mega Swampert devido seu inicial ser um Venusaur. “Ele com certeza vai escolher um Pokémon do tipo fogo”, pensava. “Eles pensam óbvio demais”.


— Karine-San, poderia me ver um cigarro, por favor? — Era a sua válvula de escape, dita de maneira receosa e nada orgulhosa.

— Ué, não havia parado de fumar? — Karine sorria maliciosamente enquanto oferecia um cigarro para o amigo. — Aqui está, seu tabagista.


Ele ria enquanto colocava o cigarro na boca e acendia com um zipo que a própria amiga havia lhe oferecido. Tentava ignorar os olhos repreendedores de Brenda e Luke ao verem a atitude nada saudável.


— Olá, boa tarde. Vocês por acaso teriam fogo?


Aquelas palavras faziam seu olhar, que até então estava voltado ao cigarro que acendia, subir até a autora daquela voz gostosa de ouvir. Assustava-se ao ver quem provavelmente era a mulher mais bela que havia visto em sua vida.

Rosto delicado, um nariz fino, íris da cor lilás em olhos que possuíam cílios escuros, como se possuíssem um delineador natural. Um corpo esguio e cheio de curvas, tendo seios grandes e coxas grossas. Seus cabelos pareciam cachoeiras de chocolate que escorriam nos mais finos e suaves fios, balançando com os poucos ventos que pareciam beijar o rosto da garota suavemente.

Kyle olhava para Karine antes de oferecer o seu zipo para a desconhecida, até ela assentir com a cabeça.


— Obrigada. — Ela respondia, acendendo o cigarro de filtro branco. — Você é Kyle Green que vai protagonizar a batalha que vem a seguir, não?

— Eu mesmo. — Respondia sorrindo simpaticamente, mas sem segundas intenções. — E você é?

— Lore Fähnrich. Apenas uma espectadora com sorte o bastante em fumar com treinadores tão famosos. — Sorria enquanto voltava à visão para Karine, devolvendo o seu zipo.

— Eita. Assim vai nos deixar sem graça. — Redflame respondia rindo.


Vendo que a conversa era mais voltada entre os fumantes, Luke e seu pai saíam educadamente para passar um tempo juntos, coisa que não ocorria há anos. Ezekiel e Victória davam alguma desculpa para que pudessem ficar juntos em algum canto discreto. Brenda dizia que iria procurar Davi e os outros, ficando assim, só os três.

O que era para ser apenas um pedido acabou se tornando em uma agradável conversa que era sustentada pelos três com assuntos inusitados que se encaixavam perfeitamente com o gosto de cada um, que por coincidência, compartilhavam do mesmo interesse.

Ao acabar o cigarro antes que os outros dois, Karine se afastava um pouco.


— O assunto está muito bom, mas preciso dar uma passada no hotel para pegar mais um maço, já que meu querido amigo fumou o último cigarro. — Ela sorria enquanto ironizava rancor nos olhos.

— Desculpe, se quiser eu vou contigo e compro outro pra você. — Kyle se oferecia, levando o tom rancoroso a sério, embora não passasse de uma brincadeira.


Ao dizer isso, Kyle sentia sua mão sendo tocada por Lore. Ele estranhava o gesto e se virava para a mulher.


— Na verdade, eu gostaria de bater um papinho contigo em particular, se você não se incomodar, é claro.


Karine estranhava tanto quanto Kyle, encarando Lore enquanto se afastava. Ela assentia com a cabeça para o treinador, como se não se importasse com a situação.

Lore então o puxava enquanto caminhava até o lado do estádio Intempérie, um lugar discreto e quase que deserto se não pudessem ver algumas pessoas caminhando pela calçada. Kyle imaginou se Ezekiel e Victória estariam se beijando nesse lugar, ficando aliviado que não.


— Eu gostaria de lhe pedir um favor.

— Hum? — Kyle estava desconfiado com aquilo tudo.

— Eu gostaria que você vencesse de Willian. Quero que você não dê necessariamente um show, mas já apele desde o começo. Vença-o com tudo, o mais rápido o possível.


Kyle coçava a nuca, tentando entender qual era a lógica daquele favor. É claro que ele iria fazer o possível para vencer do surfista, aliás, era a sua prioridade no momento. Antes que pudesse argumentar ou responde-la, ele podia escutar passos acelerados indo em direção deles.



~>x<~
[Willian Henzler Degener]
As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 TEfEGOS


— Lore? — O loiro perguntava ofegante, enquanto articulava as pernas com as mãos nas coxas, simulando estar muito cansado. — O que está fazendo fumando  com esse caipira? Heh, que se foda o motivo. — Continuava, sem dar oportunidade para a garota responde-lo. — Eu tentei te ligar, mas fui assaltado no caminho daqui. Fiquei até agora tentando me livrar do ladrão mas acabei perdendo meu celular.  


Willian continuava ofegante. A marca da mão vermelha estampada em seu rosto continuava marcada na bochecha. Kyle estava bem confuso, vendo que os dois se conheciam.


— Você é um filho da puta Willian.

— Calma! Eu não te deixei aqui no estádio Intempérie sozinha por querer. — Ele continuava falando enquanto sua voz pausava para respirar entre algumas palavras. — Eu fui assaltado, poxa!


Lore pegava seu celular da bolsa que usava e começava a discar um número. Imediatamente, uma música começou a soar do bolso de Willian. Kyle não dizia nada, apenas ficava quieto observando os dois e segurando para não rir da situação constrangedora para o loiro.


— Roubado? Interessante. — Ela guardava novamente o celular. — Eu vi você pegando outra no estádio Vulcano. Por mim acabou mesmo.


Os risos acanhados de Kyle rapidamente se dissipavam ao ver a gravidade da situação.


— Ah é? E agora você vai se vingar pegando esse caipirinha ridículo? E você sabe que eu não gosto quando você fuma. Fumantes são nojentos. — Willian apontava o dedo para Kyle, mas dizia como se ele nem estivesse no local, olhando nos olhos de Lore.

— Ei, eu nem posso ser considerado um fumante. — Kyle começava a se defender, mas era interrompido.

— Sabe que de onde eu venho, talarico morre cedo. — Willian finalmente se virava, empurrando o treinador com brusquidão. Kyle, no entanto, não regia. Apenas ajeitava suas roupas e avançava um passo para ficar onde estava antes de ser empurrado.


Lore suspirava.


— Ridículo e nojento é você. Eu odeio você. Eu me odeio por ter gostado de você. — Lore se virava, querendo ir embora, mas era impedida quando Willian segurava fortemente o seu braço. — Me larga!

— Escuta, não sei o que esse caipira nojento falou de merda pra tentar pegar você, mas eu não estava no estádio Vulcano!

— Hey, solta ela! — Kyle finalmente interferia, tentando afastar Willian de Lore.


No instante que Kyle encostava-se a Willian, o loiro acertava seu olho com um preciso soco fortíssimo, numa força que o fazia perder o equilíbrio e cair após recuar uns passos. Seus óculos escuros que geralmente ficavam presos em sua cabeça caíam devido o impacto do murro.

Lore dava um gritinho de susto devido à atitude violenta. Ela ia pra cima de Willian dando vários fracos socos nele, mas ele facilmente segurava seus pulsos devido o seu porte físico atlético.

Kyle se levantava atordoado, sentindo um corte sangrando entre a maçã do rosto e seu olho, confirmando o sangramento ao tocar sua mão no ferimento. Ele rangia o dente e cerrava os punhos, furioso com a agressão e pelo calor do momento,  erguia o punho para responder o soco, no entanto um segurança surgia no local.


— Mas que porra está acontecendo aqui?!


Willian se surpreendia ao ver que apenas o segurança de terno estava ali e não uma pequena multidão, mostrando que o lugar realmente era discreto.


— Nada demais senhor. — Kyle abaixava as mãos e erguia a postura, ficando reto e fingindo que nada tinha acontecido. — Estávamos brincando e a brincadeira acabou passando um pouco dos limites.

— É. — Willian concordava com a cabeça, soltando Lore. — Ele acabou ficando putinho porque estava perdendo e depois quis apelar. Ainda bem que o senhor apareceu, não sei o que aconteceria. — Willian mentia, olhando com um sorriso desafiador para Kyle.


O segurança olhava para Green.


— Sim, eu fiquei um pouco bravo. Alguns me dizem que sou um mau perdedor. — Mentia, apenas para aliviar a situação, retribuindo o olhar acompanhado de um sorriso com uma encarada raivosa.

— Ok. Vocês dois podem ir embora. Você fica. — O segurança apontava para Kyle.


Willian abria um enorme sorriso, indo embora sem pensar duas vezes. Já Lore hesitava alguns segundos antes de ir embora, receosa.



~>x<~
[Kyle Green]
As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 Jk20gDS


O coração de Kyle pulsava forte em seu peito. Ele sabia desde o começo que ele não era um segurança que trabalhava no Planalto Índigo. Seu terno não era preto-azulado, e sim totalmente negro com uma camisa branca por baixo. Usava óculos escuros e não possuía nenhum tipo de equipamento autoritário, como uma pistola, algemas e um porrete.

No entanto, mentia para não causar suspeitas de uma briga que poderia causar uma possível desclassificação de ambas as partes.


— Agora que estamos sozinhos, porque o senhor não diz o que o senhor realmente quer comigo? — Kyle dizia diretamente, encarando para seu reflexo na lente dos óculos escuros do homem.

— Queria te dar um simples aviso. — O homem respondia sem fazer cerimônia, após certificar-se que Lore havia saído do local. — Você vai perder essa batalha.


Kyle ria.


— Como eu disse isso é um aviso, não um pedido. — Ele continuava ainda em tom sisudo e autoritário.


Kyle continuava sorrindo.


— Me deixa adivinhar, apostaram dinheiro demais no Willian e você foi contratado pra me fazer perder na base do terrorismo? — Kyle ria diante o silêncio que confirmava sua especulação. — Vadia, eu já enfrentei a Equipe Rocket, o que é um gorila em um terno?


O homem metido à segurança dava um soco tão forte no estômago de Kyle, que ele se curvava ajoelhado, cuspindo sangue.


— Acredite, você vai desejar a Equipe Rocket se você vencer essa batalha.


Aquele soco havia sido assustadoramente forte, a ponto de Kyle cuspir sangue novamente, ainda ajoelhado. Ele caía de lado em posição fetal, tentando suprir o máximo que podia daquela dor que queimava seu estômago. Não pode nem perceber quando aquele carrasco parrudo ia embora.

A dor era imensa. Kyle havia perdido a noção do tempo, só queria ficar ali deitado.



~>x<~



Achei o menino. — Uma voz grossa e rouca invadia sua audição.


Kyle percebia que havia desmaiado. Tentava abrir os olhos com dificuldades, vendo que um homenzarrão de dois metros se aproximava dele, se ajoelhando e carregando-o em seus fortíssimos braços.


— Sai! — Kyle gritava, tentando se livrar as mãos grossas que o seguravam.

— Calma, rapazinho. Sou um amigo.


Kyle abria os olhos e percebia que o homem que o ajudava era familiar. Na verdade, nunca havia tido a oportunidade de conhecê-lo. Era Atilla, um dos outros competidores. Ele ajudava Kyle a se levantar, deixando-o de pé e servindo de apoio.



As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 EAbqg5n



Após alguns segundos, Green fazia um gesto mostrando que ele conseguia andar sozinho.


— Eu apaguei? — Perguntava, sentindo uma tremenda dor no estômago e embaixo do olho, que ainda estava cortado.

— Sim. Sua batalha já deveria ter começado. — Atilla respondia sorrindo diabolicamente, Kyle não sabia se era uma brincadeira, se o homem tinha algum pensamento perverso na cabeça ou se ele sempre era assim. — O juiz disse que se você não aparecesse em quinze minutos, você seria desqualificado.

— Puta merda. — Kyle começou a acelerar o passo, mas ainda mancava por dor no estômago.

— Relaxa menino, ainda faltam dez minutos. — Atilla respondia, caminhando tranquilamente.

— Mas eu preciso fazer o registro do Pokémon e passar pelas catracas! — O treinador atrasado respondia, ainda correndo lentamente enquanto mancava.

— Oh... Merda. — Atilla respirava fundo, pensando no que fazer para ajudar aquele jovem necessitado que poderia até perder por W.O. Estalava o pescoço nos dois lados, curvava o seu corpo e começava a correr furiosamente em direção de Kyle.

— Huh? — Olhava para trás. — Fodeu fodeu fodeu fodeu fodeu... — Kyle tentava acelerar o passo ao ver o homenzarrão correndo atrás dele, de maneira desesperada
enquanto chorava.



Atilla o segurava como se ele fosse uma bola de rúgbi e o próprio Atilla fosse o jogador. Corria numa velocidade monstruosamente rápida, entrando no estádio Intempérie e pulando as catracas que bloqueavam o caminho, como um atleta. A cada curva que fazia, devido o seu peso e velocidade que corria, ele deslizava um pouco, se equilibrando ao levantar uma das pernas.

Alguns seguranças tentavam o barrar, atirando com tasers elétricos a distância que o acertavam nas costas, mas aquelas armas elétricas não o paravam.



— Essas coisas fazem cócegas! — Atilla tentava tirar os dardos elétricos disparados pelos tasers, sem parar de correr.



Chegava finalmente ao corredor final, onde daria acesso a um dos extremos do campo. Lá estava um homem olhando assustado, ele que era o dito cujo que registraria o Pokémon escolhido na batalha.

Atilla deixava Kyle no chão.



— Obrigado! — Ele dizia tentando dar um abraço de agradecimento, mas Atilla o empurrava suavemente.

— Vá! Faltam alguns minutos!



Em seguida, Atilla desabava desmaiado ao finalmente sentir o efeito da eletricidade dos tasers, os seguranças que finalmente o alcançavam, se jogavam em cima do homem desmaiado como se fossem jogadores de rúgbi.

Kyle corria mancando e dava a Pokébola de Ares para o homem registrar, permitindo sua passagem. Ele ainda estava boquiaberto ao ver a cena.



~>x<~



— Faltam apenas dois minutos para Willian Henzler se tornar o vitorioso por W.O! — O juiz gritava, anunciando a desistência de Kyle. — Espere! Kyle finalmente está aqui!


A multidão sentada nas arquibancadas se levantava gritando pela chegada do treinador de Pallet, extremamente aliviados ao verem que não tinha tido nenhuma batalha por W.O logo no primeiro dia.

Willian já estava em seu oposto extremo do campo, nada contente em ver a figura do treinador surgindo em seu campo de visão.



Coé! O perdedor decidiu perder aqui do que por W.O? — Ele gritava, para que todos pudessem ouvir. — Vai voltar chorando para Pallet, seu caipira nojento! Hahaha!



Kyle estava ofegante e suando, com uma marca roxa embaixo de seu olho castanho enquanto o seu olho de íris verde encarava desafiador seu oponente. Tentava andar de maneira imponente, mas a dor no seu estômago fazia-o dar leves cambaleadas que curvavam suas costas, tentando recuperar a postura logo em seguida.


— Menor, realmente não sei porque cê foi burro o suficiente de vir aqui. — Comentava em um tom alto, mas voltado apenas para Kyle e não para os espectadores, embora alguns pudessem ouvir e davam risadas junto a Willian.


O treinador de Pallet e de Hoenn andavam então para o centro do campo, para que pudessem se cumprimentar como a ética da liga exigia. O percurso pareceu muito maior do que realmente era embaixo daquele sol escaldante e o vento batendo em seu rosto. O campo parecia novo em folha, nessa uma hora de pausa os funcionários públicos havia restaurado o campo perfeitamente. Kyle ficava surpreso, embora o cheiro de queimado ainda assombrasse suas narinas.

Respirava fundo ao finalmente chegar ao centro, ficando de frente para Willian. Novamente erguia a postura, ficando reto e tentando passar um ar de imponência, e, embora a raiva que sentia por Willian, Kyle erguia a mão para cumprimenta-lo.


— Eu não vou tocar nessa mão. — O surfista ria na cara do oponente. — Imagina o tanto de Miltank e Tauros que essa mão masturbou, seu caipira safado.


Embora escutasse um coro de risos vindo da plateia, Kyle engolia seco e continuava com a mão estendida para cumprimenta-lo, sem ao menos se mover. Seus olhos ficavam trêmulos de raiva ao encarar o sorriso debochado de Willian.

Nas arquibancadas, Brenda, Lore, Jason, Clarice, Russel, Davi, Luke e Ezekiel, que estavam sentados próximos, apenas olhavam para a cena com um pingo de vergonha alheia ao escutarem os milhares de risadas que assombravam a arena, além de raiva pela humilhação contra o amigo.

Ainda com a mão estendida para cumprimentar Willian, Kyle rangia os dentes ao vê-lo se virando e caminhando até seu extremo oposto do campo.


— Hey! Você tem que seguir a ética da Grande Liga! — Kyle finalmente cuspia as palavras enquanto segurava para que lágrimas de raiva não escorressem.

— E você tem que seguir meus passos pra ser alguém, seu caipira. — Willian respondia sem olhar para trás. — Vamos ver se essa derrota te colocará no teu lugar. — Então finalmente erguia o dedo médio, ainda sem olhar para seu oponente.


Kyle cerrava os punhos com tanta força que eles tremiam em seu pulso. Sentia o vento balançar seus cabelos castanhos enquanto fechava os olhos e criava força de vontade para dar aquela longa caminhada em seu posto no campo de batalha.

Cada passo parecia esfaquear o seu estômago, e a cada passo, vacilava cambaleante. Parecia que a qualquer momento iria desmoronar na grama verde da arena. Sentia o gosto do sangue perturbar-lhe os pensamentos.


— Se você demorar mais logo os portões do Planalto Índigo se fecharão novamente. — Willian debochava entre risadas que contagiavam seus fãs.


Kyle apenas o ignorava, lutando contra sua resistência para caminhar. Outro suspiro de alívio ocorria ao chegar a seu destino. Ele imediatamente segurava na Pokébola que seu empresário, Jöhan, havia lhe concedido.


— Okay, sem mais gracinhas. — O mestre de cerimônias comentava bem humorado, contagiado com o humor ofensivo do surfista. — A batalha será no estilo mata-mata. Apenas um Pokémon poderá ser usado, sem direito de substituições. O único Pokémon capaz de manter-se batalhando, trata a vitória ao seu treinador e garantirá a sua colocação na segunda fase, onde será no estádio Vitória.


Kyle erguia a mão que segurava a Pokébola, clicando em seu botão central e expandindo o seu tamanho. Willian parecia fazer o mesmo. Antes mesmo do juiz anunciar, os dois lançavam as esferas de captura ao mesmo tempo.

Ao tocar-se ao solo, a Pokébola jogada por Kyle liberava um enorme Poliwrath, trajando meias esportivas e luvas com uma estrela em cada punho. Ares estava de braços cruzados a frente de seu novo treinador, encarando desafiador o seu oponente.

No campo do adversário, um Pokémon semelhante era materializado aos poucos. Uma espécie de salamandra com braços enormes e musculosos, com o corpo todo azul e escamas afiadas nas bochechas, da coloração laranja.

Kyle batia a mão contra o rosto ao ver que Willian realmente havia escolhido o Mega Swampert, independente de ele ter um Venusaur. Ao mesmo tempo, Brenda, Jason, Davi, Jöhan, Luke, Ezekiel e a maioria que estavam sentados nos bancos das arquibancadas faziam o mesmo gesto, batendo a palma contra o rosto.
Willian ria.



— HAHAHAHAHAHAHAHAHA! — Apontava o dedo para o Poliwrath vendo seu visual com meias e luvas. — QUE PORRA É ESSA? UM POKÉMON DE CIRCO?



Quase o estádio inteiro riu.

Kyle e Ares não se abalaram com o deboche. Continuavam esperando a ordem do juiz.


— Okay, seus apressados. — O juiz revirava os olhos vendo a impaciência e provocações, não dizendo nada pois sabia que a plateia estava adorando. — Podem começar!


Quando o juiz abaixava ambas as bandeiras — a verde em direção de Kyle a vermelha em direção de Willian — o surfista rapidamente erguia o dedo em direção do oponente.


— Kohlhase, Mega Earthquake Punch!


Kyle não dizia nada, o que preocupava seus amigos e fãs. O Poliwrath continuava silencioso e de braços cruzados, expondo seriedade e exalando paciência.

Kohlhase, o Mega Swampert de Willian, dava um salto absurdamente alto e veloz para seu tamanho e peso, voando como um torpedo aos céus enquanto erguia seu gigantesco braço direito, fechando a mão em forma de punho que brilhava cintilante. Inclinava o seu corpo como se controlasse a queda e estivesse planando, usando toda sua força e peso para auxiliá-lo naquele soco.


— Ares, esquerda. — Kyle dizia calmamente, ignorando todo o nervosismo e ódio que sentia até então.


O Poliwrath, ainda de braços cruzados, apenas inclinava suavemente seu corpo para a esquerda, sem ao menos mover um passo. Perfeitamente , o punho colossal do Mega Swampert passava por ele, sem ao menos relar em sua pele, indo secamente contra o chão e destruindo o mesmo com um poderoso terremoto que chacoalhava o campo de batalha inteiro.

A partir do soco, a grama que seguia a mesma direção era dizimada por terra, que por pressão do impacto, se alastrava como se o golpe ainda continuasse mesmo com o Mega Swampert para no chão. Enquanto a terra ia deformando o caminho pelo qual o impacto do soco apontava, algumas estalactites brotavam do chão, pontiagudas e tenebrosas.

Parecia que o rumo do golpe iria acertar Kyle, já que ele estava em direção do golpe, fazendo todos das arquibancadas se levantarem ao perceberem que estavam prestes a presenciar uma tragédia se o treinador não se movesse.

Kyle, no entanto, assim como Ares, permanecia parado de braços cruzados. As estalactites que brotavam do chão em sua direção cessavam-se pouquíssimos centímetros antes de atingi-lo, diminuindo gradativamente seu tamanho por distância percorrida, a um ponto em que o golpe era apenas terra sobre a antes perfeita grama do estádio.

Todos gritavam desesperados ao verem a cena, onde nem Kyle e nem Ares se moviam com passos, e ainda assim aquele golpe avassalador não os atingia.

O Mega Swampert, com o punho enterrado na terra, podia ver uma grossa linha de terra percorrendo o campo inteiro até Kyle, e se assustava ao ver o Poliwrath ainda de pé ao seu lado.


— Tch! — Willian se frustrava ao ver o resultado mal sucedido do movimento. — Mega Punch na nuca dele!

— Ares, abaixe. — Kyle continuava calmo e sério.


O Mega Swampert retirava a mão suja de terra debaixo do solo e novamente com o punho fechado, girava o corpo para dar um fortíssimo soco na nuca do Poliwrath, mas novamente em um movimento perfeito, o girino azul se abaixava ao dobrar as juntas da perna, sem sequer descruzar os braços.

O soco novamente era em vão, mas antes que pudesse ser levado pelo peso do braço e perder o equilíbrio, Kyle gritava:


— Seismic Toss!


Ainda com o punho do oponente sendo lançado no ar, logo em cima de sua cabeça, Ares se levantava numa velocidade ainda mais rápida que a absurda velocidade do Mega Swampert, esticando as pernas e segurando com os dois braços o punho de Kohlhase, fazendo um movimento semelhante ao de um judoca ao girar seu corpo e passar a canela pelas pequenas pernas do Swampert, fazendo-o perder o equilíbrio e deslizar pelas costas do Poliwrath quando este jogava toda sua força para frente, lançando o Mega Swampert como um saco de batatas no chão.

O baque estrondoso do corpo musculoso batendo-se contra o solo estremecia o campo inteiro, calando todos os risos maldosos que caçoavam do “caipira de Pallet” antes da batalha ser iniciada.


Porra! Kohlhase, sai daí! — Willian por si só se espantava com as habilidade do Poliwrath de meias.


Assentindo com a cabeça, ainda deitado de costas e com o punho sendo segurado pelo oponente, o Mega Swampert usava de sua absurda força para dar um salto com a outra mão que levantava seu imenso corpo, dando um rápido soco no rosto do Poliwrath que rapidamente se desviava ao soltar-se do inimigo e pular pra trás. Tanto Ares como Kohlhase saltavam para trás e ficavam cada um em seu respectivo lado do campo, na frente de seus respectivos treinadores.


— Heh. — Willian ria. — Caipira cheio de surpresas. Não vou arriscar, vou apelar. A verdadeira batalha vai começar.

— Apelando ou não, vou terminar com isso agora. — Kyle respondia, sem esboçar um sorriso.

BULK UP! — Os dois gritavam simultaneamente, surpreendo a todos com a coincidência.


Tanto o Poliwrath como o Mega Swampert rugiam enquanto dobravam as juntas dos braços, fazendo uma enorme aura vermelha de energia emanar de seus corpos. Seus músculos ficavam definidos e um pouco maiores, dando-lhes a impressão de estar bem mais forte


— Kohlhase, use Mega Earthquake Punch!

— Ares, Dynamic Punch!



Ending



Os dois anfíbios azuis assentiam com a cabeça. O punho do Mega Swampert novamente brilhava cintilante enquanto o ar em volta de sua mão ficava distorcido e estremecido, como se concentrasse um terremoto naquele soco. Rugia antes de dar um fortíssimo salto como um torpedo, repetindo aquele movimento, usando a gravidade ao seu favor para ampliar monstruosamente a força de seu soco.

Ares lançava os dois punhos para trás, pegando distância para a força do soco duplo ser avassalador. Suas mãos brilhavam ainda mais intensamente, soltando feixes de luzes que ofuscariam os olhos se olhadas diretamente. Usando suas fortíssimas pernas, ele corria velozmente em direção do oponente no ar, dando um salto para alcança-lo.

O Mega Swampert caía como um míssil pronto para finalizar seu oponente com aquele poderosíssimo soco, enquanto Ares parecia estar voando com os dois punhos erguidos para trás, pronto para acabar com aquela batalha, embora a gravidade não estivesse ao seu favor.

Os dois ficavam bem próximos, finalmente estendendo seus braços para dar um certeiro soco e acabar com tudo aquilo.





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- A L L   ★   S T A R S ! -

Comentários de Rush:
"Tentativa falha em fazer o Kyle com um olho roxo e o Willian com a marca de tapa no rosto." Also, desculpem-me pelo tamanho e pelo cliffhanger

Sobre passagens rápidas e confusas com personagens rápidos e confusos, prometo explicar com calma no próximo capítulo!



Última edição por Rush em Qui 11 Maio 2017 - 13:17, editado 2 vez(es)
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Frase pessoal : Agora você não tem mais waifu!


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Mensagem por Illews Sex 31 Mar 2017 - 15:33

Opa, Rush, cá estou eu de volta!

Primeiro, me desculpe por não aparecer no anterior, tive que estudar para a prova coisa que foi em vão porque eu entrei de paralisação por tempo indeterminado e escrever o capítulo da minha fanfic mas whatever, vamos logo pro que interessa. Cara, eu já falei o quanto eu gosto da sua escrita e sua criatividade para os capítulos? Meu deus, você é tão foda, e não eu não estou puxando seu saco! Então não se rebaixe muito, porque cada capítulo seu me prende de uma maneira inexplicável.

No capítulo no qual eu não pude comentar eu fiquei muito desapontada com o Zeus por ter perdido essa e usado somente um ataque, sem nem variar (pra mim pessoas que usam apenas um ataque repetido não sabem controlar o Pokémon, mas whatever) além de perder feíssimo pro Ezekiel. Confesso que não gostei muito do dele, mas ele pareceu ser um cara bastante gente boa quando desejou boa sorte. O Luke também foi bastante fofinho dando uma pelúcia pro Zeus e um abracinho reconfortante lol o quão gay foi isso?

E mano, que cara otário! Ele é o típico pegador surfista e infiel babaca que todo filme hollywoodiano de romance tem que ter, vou falar na cara dura que eu não gostei nem um pouco do cara, como é que a Lore gostou (ou ainda gosta) dele? Ela merece coisa bem melhor. Agora sobre os olhos dela, como eu sou muito lerda desligada eu não peguei direito a cor, os olhos dela eram lilás?

E acho que eu não preciso comentar o quanto eu gosto da trilha sonora que você coloca, aí quando eu fui dar play na música de "Ending" começou "Megalovania" de Undertale, um jogo que pessoalmente, eu gosto bastante. Aí quando começou á tocar as primeiras notas eu fiquei tipo:  :fuckyea:

Confesso que antes eu tinha bastantes perguntas sobre como o Ares ia agir batalhando o Kyle mas todas elas foram literalmente PRO RALO depois dessa humilhação que o Ares deu no Mega Swampert que eu não sei escrever o nome, e é claro que eu espero MUITO (assim como a Lore) que o Kyle destroce esse babaca super primata e pagador de fodão.

As edições que você faz com os sprites dos treinadores e seus respectivos Pokémons me espanta, porque pra mim, eu me esforço pra manter as proporções exatas e deixar os pixels da imagem bastante visíveis sem nenhum borrão, mas você consegue acrescentar um olho roxo e uma marca de tapa, eu tô te aplaudindo de pé agora, mas enfim.

Bem, acho que é só isso mesmo, eu juro que tentei o meu máximo fazer um comentário descente pra você, mas acho que não saiu muito coisa, whatever.

Estou ansiosamente no aguardo do próximo capítulo e quero ver o Luke e o Mega Lucario dele em ação logo!


See u later  tchau


Última edição por Illews em Dom 2 Abr 2017 - 22:04, editado 1 vez(es)

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Mensagem por -Ice Dom 2 Abr 2017 - 17:50

Rush!!

Eu gostaria de ter comentado assim que vi que o capítulo foi postado, mas, como eu tenho dito por aí, essa semana foi um porre.

Bom, você falou que esse capítulo não foi muito bom e tudo mais, mas eu, particularmente, curti. Eu fiquei bem ansioso para ver o que daria essa relação entre Lore e Willian, e ainda mais para saber sobre esse cara de terno preto, e também fiquei com raiva do surfista quando ele começou a provocar Kyle, e animado durante a batalha dos aquáticos. Tudo isso pra mim é a receita de um capítulo bom. Não se trata apenas de uma escrita boa e uma trilha sonora foda (mesmo que essas duas coisas ajudem), e sim de como os capítulos nos fazem ter sensações diferentes e nos imergem na história. Logo, o capítulo ficou bom.

Eu achei que ia gostar do Willian, já que curto o Swampert (apesar de gostar mais do Sceptile) e ele também tem um Wingull, que eu também gosto, mas nesse capítulo ele se provou como um belo de um babaca, daqueles que você tem vontade de socar. Apesar de tudo, achei engraçado ele falando que talarico morre cedo -q

Em contrapartida, eu curti bastante o Atilla. Esse negócio de ser um cara grandão e assustador mas com uma personalidade amigável sempre me atrai bastante. Tipo, saber que o cara se propôs a ir procurar o Kyle, mesmo sabendo que isso não faria diferença alguma, foi muito legal de se ver, e é um personagem que eu adoraria ver ganhando a lida, mas vou tentar não ficar muito esperançoso para não me decepcionar depois. Aliás, também ri na sequência em que ele pega o Kyle como um jogar de rugby Laughing

Bom, eu tive uma ligeira impressão de que a batalha foi curta, não sei se isso foi reflexo da minha animação em relação à mesma ou se ela realmente foi, mas parece que, apesar do cliffhanger, a batalha não vai se estender muito, pois parece que ela vai acabar após esses golpes que finalizaram o capítulo.

Você pediu desculpas pelo cliffhanger, mas eu acho que não precisava, já que era quase certeza que Kyle ia vencer, e a situação meio que se reverteu um pouco, e o artifício nos fez ponderar um pouco sobre quem realmente vai sair vitorioso nessa. Portanto, acho que foi uma boa escolha =P

Até mais Rush, já estou no aguardo do próximo capítulo Very Happy
-Ice
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As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 Empty Re: As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars!

Mensagem por Brijudoca Seg 3 Abr 2017 - 8:01

Hey Rush

Apesar de você ter falado que o capitulo tava grande e tals, eu nem percebi de tanto que eu gostei. Sério, eu me envolvo tanto lendo os caps da sua fic que só sei ficar com aquela sensação de quero mais, ainda mais quando você termina tudo com um cliffhanger maldito ahuashsj

Foi bem interessante conhecer a Lore e ver a visão de uma personagem que não está no torneio. Coitada, caindo nos encantos do William, que parece outro personagem na hora que vai flertar com as garotas. O começo com a rotina de Kyle se preparando pra batalha também foi bem legal de ser, algo meio Rocky talvez haha

Quando os dois se encontraram eu jurava que a treta já ia começar ali mesmo, com risco deles serem pegos pela organização. Porém acabou sendo pior não é mesmo? O homem de terno arregaçando o coitado do Kyle... sorte dele que Atilla salvou o dia.

Quando tava chegando no final, achei que a batalha seria deixada pro próximo capítulo, logo, me surpreendi de já ver os dois batalhando fervorosamente no final. Fiquei muito impressionado com o Kyle, sofrendo da surra que tinha tomado e ainda manteve o sangue frio sob inúmeras provocações do William. Impressionante. E foi cômico demais a reação dele e seus amigos ao ver que o adversário realmente escolheu o Mega Swampert hahaahah

Depois da batalha impressionante que foi o Ezekiel contra Zeus, essa foi bem diferente. Mais brutal eu diria, porém não sei dizer se ela irá terminar no próximo golpe, ou se você pretende estende-la mais um pouco... De qualquer forma, estou ansioso pro próximo.

See ya
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Mensagem por Rush Dom 9 Abr 2017 - 0:10

@Illews: Hey! /o/ Muito obrigado, Illews, pelos elogios e por ter retornado! Hahah

Sobre Zeus, eu não consegui explorar tão bem ele como eu gostaria, mas quem sabe no futuro eu acabe mencionando de alguma forma... Ele realmente é um treinador ruim comparado aos outros, seu Pokémon que é MUITO forte. O Thunder do Shocker era capaz de vencer até de Pokémons do tipo Ground, então ele sempre usava o Thunder por ser o ataque mais forte. Meio que ele sempre ficava apelando, por isso sempre vencia.

No entanto, mesmo tendo essa imagem de "invencível" e "orgulhoso nada humilde", ele realmente é um cara gente boa que ama seus Pokémons, por isso eles lutam com todas as suas forças por ele.

Sim! Ela tem os olhos lilases! Embora não tenha conseguido expressar no sprite editado, quis fazer com que ela fosse uma das personagens mais lindas da fic. Ela ainda vai ter muito chão pra ser explorado.

Undertale é um jogo fenomenal! Ele mudou bastante minha forma de pensar... Sobre tudo, pra ser honesto. Fico muito feliz em saber que você conhece o jogo! :DDD

Muito obrigado Illews, fico muito feliz que tenha gostado e pelos elogios. Espero que volte aqui e goste do capítulo! Muito obrigado! <3


@-Ice: Yo, Ice! o/ Relaxa meu amigo, sei bem que a gente não pode ficar 100% atento ao fórum enquanto tivermos aquele peso chamado "vida social" hahahah, e relaxe, como esses capítulos estão um pouco.... Maiores do que eu gostaria de admitir, eu to ligado que chega a ser cansativo ler tudo de uma vez.

Poxa, não gostou do Willian? u.u Eu simplesmente adoro ele, já que ele naturalmente é um "antagonista" por pessoa, sem desejar o mal a ninguém. Não sei se consegui trabalhar muito bem com isso, mas eu estava tentando fazer um jovem imaturo que por causa das batalhas, ficou MUITO, OSTENTOSAMENTE RICO. Pra ser honesto, eu imaginei inicialmente como seria se o Justin Bieber tivesse nascido no Rio de Janeito, e boom!!! Willian.

Sim, sei que é um detalhe interessante, mas desnecessário, mas cada continente vai ter uma característica marcante por minha autoria, e não de forma canon na série de pokémon mesmo. Por exemplo, Sinnoh faz muito frio e o pessoal de lá é mais educado, religiosos e evitam falar palavrões. Em Hoenn faz MUITO calor, o pessoal tem sotaque carioca e a maioria é classe média/classe média alta. Em Unova o pessoal é nariz empinado, geralmente apressados, só pensam em trabalho e a classe financeira é bastante alta levando em consideração que a cidade inteira trabalha intensamente, além de não terem muito senso de humor. Em Kalos, nem precisa falar, o pessoal é metido a francês, gourmet ou, de forma surpreendente, são prodígios em batalhas. Em Johto as classes sociais são bem desbalanceadas, ou sendo muito pobres ou muito ricas, além de terem uma cultura muito rica em questão de folclore e história que compartilham com os de Kanto, sendo chamados como a sombra de Kanto. A primeira região, no entanto, é predominantemente fria e chuvosa, pessoas pálidas e que trabalham ruralmente, mesmo com a grande expansão de tecnologia ultimamente.

Ta aí uma curiosidade desnecessária. Hahah

E EU AMO O ATILLA. Ele ainda vai aparecer bastante. Fico feliz que tenha gostado dele!

E sobre a batalha ser curta... Me perdoe.

Muito obrigado, meu amigo, espero que você continue lendo e goste do próximo capítulo. Um abraço! <3


@Brijudoca: Brijudoca! \o Muito obrigado! Fiquei bastante contente que tenha percebido a falsidade de Willian ao cortejar as garotas, mudando totalmente o jeito que é só para poder surpreendê-las. Sobre Lore, ela ainda vai aparecer bastantes vezes, e bem... Você irá entender o seu desenvolvimento na fic, o motivo pelo qual ela é um PoV.

Hahaha! O Kyle é assim mesmo. Sua frase marcante na fic que tinha ele como protagonista era, "Você está pensando óbvio demais!", pois ele sempre queria prever o movimento a seguir de seu oponente, estando um passo a frente. Outra curiosidade, é que eu baseei isso nele a mim mesmo, quando eu jogava o competitivo há alguns anos atrás. Eu sempre tentava prever o movimento do oponente e acabava dando um "predict" errado, ou em situações positivas, conseguia dar até um "overpredict", que é prever dois passos a frente do oponente. (Prever que o oponente previu o que você podia ter previsto).

É um jogo mental do caraaaalho, que chega a ser tão pressionante que você acaba fazendo merda. É NISSO QUE EU ME INFLUENCIEI PRA ESCREVER! Hahahaha

E sobre as batalhas, eu pretendo que todas sejam bem diferentes, mostrando estratégias únicas e que sejam as assinaturas de cada treinador. No caso, Ezekiel batalhava mais na defensiva, mesmo quando atacou impacientemente, já nesta batalha, bem, será o estilo força bruta. Bem mais... Violenta.

Muito obrigado, Briijudoca, fico muito feliz que tenha gostado do capítulo. Espero que continue lendo e que goste deste! <3






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Já aviso... Esse capítulo é... Estranho em questões de humor.

Eu não me orgulho dele nesse quesito, honestamente, embora tenha rido enquanto escrevia.

Sobre as cenas de luta, fiquei um pouco infeliz com o resultado, já que não sei se consegui descrever o que estava em minha mente com clareza, sem parecer cansativo ou confuso.

Espero que tenham uma ótima leitura!










[Lore Fähnrich]
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— Tch! — A colisão entre os dois Pokémons aquáticos no meio do campo do estádio Intempérie resultava em uma fortíssima explosão de energia, erguendo massivamente uma quantidade densa de fumaça em toda sua volta. A nuvem de poeira atingia as primeiras arquibancadas como um soco, obrigando todos ali presentes a protegerem os olhos com os braços para não se machucarem.


Lore se surpreendia com a força abismática sobre os dois titãs azuis, tirando suas próprias conclusões sobre a razão pelo qual ambos estavam na famosa Grande Liga.
Quando a nuvem de fumaça finalmente se dissipava, a garota podia observar com os olhos trêmulos a imagem de Ares deitado sobre o chão do campo gramado, com o Mega Swampert em cima dele, o imobilizando.  


— Kyle... — Ela podia escutar Brenda, ao seu lado, dizendo num tom não mais alto que um suspiro de preocupação. Os olhos de íris lilás de Lore, trêmulos, incrédula ainda nos primeiríssimos minutos de batalha, fitavam a loira.

—... Ele... — A belíssima jovem de cabelos castanhos pensava em alguma coisa para dizer para a desconhecida, imaginando o nível de amizade que ela teria com o treinador de Pallet. Sempre fora boa com palavras, as escolhendo de modo que pudesse surpreender ou cativar qualquer pessoa, independente da intimidade. Porém, naquele exato momento, estava em êxtase tentando imaginar se aquele tipo de força era comum em batalhas Pokémons, um esporte que nunca havia tido interesse em acompanhar ou praticar.


O som dos espectadores nas arquibancadas, em uníssono, demonstravam surpresa e pena pelo Poliwrath, que agora recebia fortíssimos socos da pesada mão de Kohlhase. Os murros de ambas as mãos, pausadamente devido o peso do Swampert, faziam o chão tremer a cada impacto.
Ares tentava o máximo não gemer de dor ou demonstrar fraqueza. Era um ator formidável, pensou Lore. Cada golpe fazia a garota estremecer, sentindo como se fosse à própria pele sendo agredida.


—... Ele vai conseguir sair dessa. — Finalmente completava a frase, tentando fazer com que Brenda ignorasse os gritos surpresos dos outros espectadores a cada soco lançado no rosto do Poliwrath. — Ele precisa sair dessa. — Dizia agora para si mesma, sabendo que caso isso não acontecesse, Kyle iria perder mais rápido que Guillermo para Victória.


Seus olhos lilases focavam de relance em Willian. O loiro finalmente esbanjava um sorriso aliviado depois da surra que havia levado nos primeiros segundos de batalha. Agora, ela podia vê-lo relaxando os ombros e agindo como se a batalha estivesse ganha.

Porém... Ao olhar para Kyle em seguida, ela podia notar que o treinador — além do olho inchado e estar mancando a cada passo que dava — parecia estar muito mais tranquilo do que ele deveria.

Aquilo seria uma estratégia? Ou Kyle havia simplesmente aceitado a derrota?






As Crônicas de um Gyarados Voador!

- A L L   ★   S T A R S ! -


Volume I - Imensurável

Opening


Capítulo VII – Ostentação de poder!








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[Kyle Green]
As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 Jk20gDS


Respirava o mais fundo que podia, tentando desacelerar o coração e deixar de sentir aquela adrenalina que corroía suas veias e o fazia sentir o sangue afoga-lo por dentro. Cerrava os punhos enquanto disfarçava o medo que o assombrava, ecoando junto aos impactos de cada soco que Kohlhase lançava no rosto de Ares.

Demonstrar insegurança não iria apenas fazer seu desespero atrapalhar seu desempenho na batalha como uma avalanche de atitudes precipitadas e mal elaboradas, mas também iria transparecer fraqueza diante seu Pokémon e seu oponente. Isso era a chave para a derrota, transpirar a decepção de uma autoconfiança partida pela estratégia do inimigo.



— “Não”. — Pensou tão alto que a palavra quase saiu pelos lábios. — “Não cheguei até aqui para acabar assim”. — Seus punhos tremiam com a força que os apertava, lutando contra sua respiração enquanto tentava se manter calmo.



O Poliwrath se debatia até conseguir livrar os braços que estavam imobilizados pelo peso do Swampert. Agora, a cada soco que o oponente lançava, ele se defendia com o antebraço, mas não resistia o suficiente para defender-se do próximo movimento.



— Ares! — Kyle berrava para chamar a atenção de seu Pokémon, mas a ordem acabou dando a impressão que rasgaria suas cordas vocais, de tão alta e desesperada. — Isso é tudo o que você tem?!



O Poliwrath erguia os olhos, vendo seu treinador de ponta cabeça, já que estava deitado. Seus olhos pareciam se estremecer de raiva por estar sendo subjugado pelo novo treinador, mas ele sabia que as palavras desafiadoras eram para testar os seus limites físicos. Ares sabia, que no fundo, Kyle acreditava em seu potencial mais do que qualquer outro, além de Jöhan.

Ares sabia que Kyle o conhecia. Os dois se conheceram logo quando o treinador iniciou sua jornada, em Veridian.

O Poliwrath fechava os olhos, enchendo os pulmões de ar. Seu rosto já possuía vários hematomas e indicavam inchamento nos olhos e nas narinas, que provavelmente iriam se manifestar nos próximos dias. Ao sentir o vento acariciando o seu rosto, consequência do Mega Swampert ter levantado o braço mais uma vez para soca-lo, ele abria os olhos abruptamente, segurando aquele próximo soco com a mão. Seus músculos gritavam de dor pelo esforço, saltando veias por todo o braço, mas ele conseguia bloquear o golpe e imobilizar o oponente ao mesmo tempo.

Ainda em cima, surpreso pela força do inimigo, o Mega Swampert levantava agora o braço esquerdo para soca-lo, mas com a mão livre, Ares conseguia bloquear o soco novamente, imobilizando os dois membros superiores de Kohlhase.



— Inacreditável. — Kyle podia escutar o juiz murmurando as palavras com os olhos arregalados, admirando a força do lutador.

—... Coé, mano. Essa fita ta errada. — Willian ficava boquiaberto.

— Ares! Seismic Toss! — Kyle apontava para frente, mascarando todo o medo que sentia em uma voz que transmitia imponência e superioridade.



Mesmo conseguindo conter o Mega Swampert preso pelos braços, Ares ainda estava imobilizado pelo peso em cima de seu corpo. Ele gemia com o árduo esforço em tentar levantá-lo, sem hesito. Então, antes de desistir, ele puxava bruscamente os braços do Mega Swampert contra o seu corpo, dando-lhe uma fortíssima cabeçada no rosto.

A dor que Kohlhase sentia ao receber uma forte cabeçada na testa, parecia ser compartilhado com os espectadores, que gritavam surpresos em uníssono, eufóricos, porém preocupados com o decorrer da batalha.

Atordoado, o Mega Swampert finalmente perdia o equilíbrio e caía ao lado, saindo de cima do Poliwrath. O anfíbio lutador aproveitava a oportunidade e o segurava por trás, dando um fortíssimo salto que não o levantou muitos metros do chão graças ao corpo pesado que carregava, mas foi o suficiente para dar um mortal e cair de cabeça para baixo, usando o próprio corpo do oponente como amortecedor da queda.

Mais um impacto que termia o estádio.


— Hm. — Kyle continuava sério, mesmo voltando a ter vantagem na batalha. O receio estava à flor da pele levando em consideração a situação em que se encontrava. Willian provavelmente era um dos treinadores mais fortes que já enfrentou, e sabendo dos muitos treinadores que enfrentou no passado, sabia que a batalha não terminaria tão cedo. Porém, Ares já demonstrava a fadiga do cansaço. A idade do Pokémon não contribuía com a batalha, embora a experiência lhe concedesse vantagem.


O Poliwrath pulava para trás, ficando na frente de Kyle. Seu olho direito estava inchado em consequência aos socos que recebera, então podia contar apenas com a visão do outro que ainda estava bom. Seus braços tremiam, ainda com os músculos gritando desesperados pelo esforço tremendo que faziam ao segurar os murros do oponente. Logo, ofegava, desejando que aquela batalha já tivesse acabado.

O Mega Swampert, no entanto, não se dava por vencido, e mesmo com outro Seismic Toss certeiro, ele se levantava, com dificuldades, até ficar de pé com o auxilio das pesadíssimas mãos.




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[Willian Henzler]
As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 TEfEGOS




— Coé! Masturbador de Tauros! — Willian provocava, chamando a atenção do outro treinador no canto oposto do campo. — Vou mandar o papo reto, menor. Tu é duro na queda. Teu Poliwrath é duro como pedra.

—... — Kyle não respondia o treinador. Seus olhos pareciam arder em chamas ao escutar sua voz, tendo nojo e evitando colocar palha na fogueira daquela discussão.

— Pode pá? Ele é mais ligeiro que meu Kohlhase, consegue facilmente fugir dos ataques dele. Mas como aquele velho ditado diz, água mole e pedra dura tanto bate até que fura. Não sei se os analfabetos de Pallet conhecem ditados, mas ta aí uma oportunidade de aprender, menor. — O loiro ria, estendendo as mãos como se fosse óbvio. — Nunca é tarde demais para aprender. Kohlhase, ostente o Rain Dance!


Kyle novamente cerrava os punhos. O Poliwrath, mesmo não sendo originalmente capturado e criado pelo jovem, sentia um enorme carinho pelo mesmo por ter acompanhado a sua jornada e o conhecido há anos. Talvez pela intimidade, ou simplesmente por perceber que Kyle parecia ter mais atenção de Willian do que o próprio Pokémon, despertava uma tremenda fúria no Poliwrath que ficava novamente em posição de combate, querendo dar tudo de si.

No entanto, ao escutar o comando do surfista, o Mega Swampert sorria diabolicamente, como se estivesse esperando desde o inicio da batalha para que pudesse usar esse movimento. Ele rugia, levantando os braços para cima e abrindo as mãos com quatro dedos. O céu claro, sem quase nenhuma nuvem, começava a se fechar rapidamente ao som de um fortíssimo trovão que ecoava por todo planalto Índigo.

O som do trovão entrava em sintonia com os fogos de artifício do estádio Vulcano, anunciando a vitória de um dos treinadores que disputavam a segunda fase da série B. Willian percebia então que a batalha já estava mais longa do que imaginava.

Com o céu fechado por pesadíssimas nuvens trovejantes e caliginosas, eliminando toda a esperança do lindo dia que amanhecera, agora ostentava o desprezo dos céus diante as pobres pessoas que iriam sentir sua ira.

Nem um segundo foi necessário para uma forte chuva despencar contra o Planalto Índigo inteiro, fazendo os descuidados que não levaram sombrinhas para se protegerem da antes tarde ensolarada ou que não estavam em lugares cobertos, gritarem e praguejarem ao ficarem ensopados.

O movimento e a sensação da chuva atingindo seu corpo eram nostálgicos para Willian. Lembrava-se de quando ensinara Rain Dance para Kohlhase quando este era ainda um Mudkip fraco e desengonçado, apenas para auxiliá-lo a surfar nas ondas agitadas que a chuva proporcionava nas praias de Hoenn.

Tal movimento, no entanto, mostrou-se extremamente útil ao Kohlhase mega evoluir.



— Ei, esperto. Ares é do tipo água assim como Kohlhase, e se você não sabe, sua habilidade é Water Absorb, então ele é imune aos ataque d’água ampliados pela técnica da chuva. — Kyle dizia de forma sisuda e ainda alertando seu oponente, mostrando humildade, embora tenha sofrido pelas humilhações de Willian. Demonstrava não importar-se em estar encharcado por causa da chuva.

— To ligado. — Willian respondia com um sorriso de deboche. — Não quero usar nenhum movimento d’água, quero ostentar poder. — Ele mais uma vez ria, mas tentava conter a ansiedade do que viria logo a seguir, apontando para frente enquanto sentia a pesada chuva atingir seus cabelos loiros e deixa-los escorridos pelo rosto e pescoço.
— Mega Earthquake Punch. — Ordenava em tom calmo e firme.



Ares continuava em posição de combate, sabendo que poderia facilmente desviar do soco do Swampert graças à diferença de velocidade entre os dois, no entanto, quando o Mega Swampert se curvava para mover-se, ele desaparecia completamente.



— Mas o quê? — Kyle mal conseguiu se questionar quando via o corpo de Kohlhase atrás de Ares, dando um fortíssimo soco com um terremoto concentrado no punho na nuca do anfíbio, o lançando fortemente contra o outro lado do campo.



Willian, parado e de braços cruzados, sentia o vento trazido junto ao corpo do Poliwrath que era lançado como um míssil ao seu lado, colidindo contra a parede do estádio Intempérie abaixo da primeira fileira da arquibancada.

O Poliwrath gemia de dor ao colidir-se contra a parede de concreto e rachar a superfície.



— Agora... Super ostentação com Superpower! — Willian sorria orgulhosamente, sabendo que iria conseguir chegar ao auge do potencial de seu Swampert. Diante tal situação, seus fãs na plateia sabiam que ele iria vencer e começam a gritar batidas de funk de modo que ele pudesse finalizar aquilo de maneira ostentosa.



Willian começava a rir daquelas batidas de funk e começava a dançar com passos ligeiros para o lado e movimentar os braços como se misturasse uma dança de rua com um estilo de capoeira.








— O Kyle não vai vencer, só porque ele é da roça. — Um coro cantava da plateia como um hino debochado que tinha como intuito, além de humilhar Kyle, desconcentrá-lo e entregar a vitória de bandeja a Willian.  



O Mega Swampert estava tão rápido que parecia se teletransportar pelo campo de batalha, deslizando pelo mesmo em menos de um segundo e já alcançar Ares. De maneira impetuosa, o segurava pela cabeça e o jogava para o meio do campo, fazendo-o voar pela força lançada.

Não satisfeito, Kohlhase surgia no alto do campo, como se voasse, e com o oponente ainda alguns metros do chão, ele dava um fortíssimo soco enquanto vapor saía de seus músculos, o lançando como um torpedo contra o solo. No entanto, antes de acertar o chão, ele surgia novamente embaixo de Ares, dando um poderosíssimo uppercut que o faria voar novamente, mas de maneira rápida, ele segurava um de seus pés e acertava contra o gramado verde e úmido do campo.

Os golpes lançados pelo Mega Swampert eram ainda mais fortes do que o “Super Earthquake Punch”, causando uma terrível dor insuportável no Poliwrath. A pele do anfíbio de terra parecia avermelhada por cima do tom azul, transformando as gotas de chuva que caíam sobre ele em vapor enquanto elas escorriam por sua pele fervendo.

Ares, ao despencar-se contra o chão, se levantava com dificuldades, atordoado pela imensa força do oponente que estava mais rápido como nunca. Ele recebia outro fortíssimo soco, mas agora estava preparado e conseguia manter o equilíbrio, apenas deslizando pela força do golpe.  Ele entrava em posição de defesa, sem saber de onde o Swampert atacaria, mas o movimento era totalmente inútil já que Kohlhase o golpeava em um ponto cego.




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[Luke Veil Sharpp]
As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 TFr4MPu



Luke não conseguia ter outra reação a não ser cobrir a boca com as palmas das mãos, aterrorizado com o desenvolvimento daquela batalha. O Mega Swampert chegava a ficar invisível de tão rápido que havia ficado quando as gotas de chuva começaram a despencar sobre o campo, e não havia nada o que fazer, a não ser assistir Ares levando uma surra.

Escutava seu pai dizendo algumas palavras, mas ele nem ao menos prestava atenção. Não iria conseguir tirar os olhos do campo nem se lhe chamassem pelo nome ou lhe oferecessem dinheiro, talvez pela intensidade da batalha ou talvez por justamente não conseguir ouvi-lo pelas batidas que os fãs de Willian gritavam com todas as suas forças.

A batalha havia tomado um rumo no mínimo desesperador. Ares tentava se defender, mas a onde ele se virava para tentar bloquear um golpe, o Mega Swampert surgia no lado oposto e quebrava perfeitamente a sua defesa.

Aquilo seria a técnica “força bruta” que alguns participantes, inclusive Hammer Skyfall, adotavam como estilo principal. Destruir seu oponente com toda a sua força, sem ao menos respirar.

Luke tentava decifrar alguma estratégia possível para poder contra-atacar ou simplesmente refutar a super velocidade abrupta do Mega Swampert, mas nada mostrava-se aparente naquele momento. O vapor, mesmo que levantasse em uma camada de fumaça do corpo de Kohlhase, não deixava rastro de tão rápido. Talvez o cheiro ou sensação térmica? Nada parecia ter êxito em contra-atacá-lo.



— Kyle-Kun… — Luke sentia uma enorme agonia ao ver seu amigo desesperado, sem saber o que fazer.





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[Lucas Darkblue]
As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 63yZXmA


Lucas estava apoiado em uma das pilastras do estádio Intempérie, encostado e de braços cruzados. Mesmo ganhando uma pulseira que lhe garantia três lugares nas primeiras fileiras do estádio para poder apreciar as batalhas com uma visão privilegiada, ele preferia distância dos outros.

Não ligava para a chuva que encharcava suas roupas, embora se surpreende-se em ver uma chuva tão forte criada por um Rain Dance, levando em consideração que ela cobria toda a extensão do Planalto Índigo de forma densa. Ele encarava em tom de desdém para a batalha. Fazia anos que não via Kyle levando uma surra daquelas. Era decepcionante.


— Hunf. — Resmungava, querendo não demonstrar que estava surpreendido com a velocidade e força do Mega Swampert. — Você é um idiota, Kyle. Deveria ter usado teu Venusaur. Agora irá perder na primeira fase para esse menino metido a ostentação.


Lucas fechava os olhos, suspirando decepcionado. Cogitava na possibilidade de sair dali e resolver não assistir a derrota humilhante do rival por não aguentar mais os fãs de Willian, e foi o que decidiu fazer. Ainda de braços cruzados, sem pressa, se desencostava da pilastra e caminhava em passos lentos em direção da saída.

O som em uníssono de todos os espectadores se assustando, no entanto, chamou-lhe a atenção e o fez olhar de soslaio para o campo.
Lucas não conseguiu esconder surpresa nos olhos e ficar boquiaberto com a cena.




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[Kyle Green]
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— Já foi o suficiente. Segure agora! — O treinador de Pallet gritava, chamando a atenção de todos.


O Poliwrath se virava intuitivamente para um punho que era lançado contra ele, de maneira precisa e surpreendente, ele estalava os músculos do bíceps ao conseguir interceptar o soco com sua mão, segurando-o antes que pudesse atingir o seu rosto.

O Mega Swampert ainda estava no ar quando era novamente imobilizado por aquele maldito anfíbio que se recusava a ser derrotado.

Todos finalmente se calavam e davam a oportunidade de apenas a chuva falar em seu monólogo longo e contínuo, exalando melancolia mesclada com paz. Aquilo abraçava os ouvidos de todos que não estavam afiliados a Willian de alguma forma.

O corpo de Ares estava já mole e, mais propriamente dito, espancado. Seu olho direito já nem abria mais por causa do inchaço, e o esquerdo lutava para manter-se aberto. Um de seus braços estava mole e balançava preso ao seu ombro, enquanto com a outra mão ele segurava o punho do Mega Swampert. Suas pernas estava trêmulas, se esforçando para aguentar sustentar o seu corpo. Por toda sua pele, hematomas e inchaços, Ares estava em um estado deplorável.


— Como assim? Ele ainda tem forças?! — Willian se irritava ao ver Ares ainda persistindo a lutar. O loiro rangia os dentes furiosamente, sentindo uma raiva incontrolável pelo oponente aguentar tanto apanhar e não ceder. As gotas d’água faziam o contorno das rugas que formavam em seu corpo ao expressar-se furioso.


O vapor que saía da pele avermelhada do Mega Swampert finalmente cessava, restaurando o tom azulado original em seu corpo. Agora, pela fadiga do movimento superpower, Kohlhase sentia fraqueza nos músculos e ficava bastante ofegante, esboçando a mesma reação desacreditada de seu treinador.  


— Muito bem, Ares. Você fez um ótimo trabalho. — Kyle parecia esboçar um sorriso de alívio vendo que aconteceu justo o que imaginava. A satisfação em calar todos aqueles fãs mirins de Willian não possuía palavras para descrevê-la.

— Ele só apanhou. — Willian indagou ainda furioso.

— Exato. Ele apanhou para o “superpower”. Você sabe muito bem o que acontecesse depois deste movimento. — Kyle continuava sério e humilde, conversando com Willian sobre sua estratégia. Sua calmaria irritava Willian ainda mais. — A fadiga enfraquece tanto o ataque como a resistência do usuário. Um golpe preciso, poderoso, mas com uma terrível consequência, e parece que, usando suas próprias palavras, você ostentou demais esse movimento. Muito mais do que seu Pokémon aguentaria. — Dava ênfase para finalmente caçoar de Willian.


Willian ficava quieto, rangendo os dentes e olhando furioso para o campo. Ares ainda segurava Kohlhase, mas aquilo apenas não fazia sentido. Ares havia sido espancado quase que a batalha inteira. Agora seu Pokémon estava ofegante e cansado, preso e obrigado a seguir a inevitável consequência a seguir.


— Ares, peço desculpas, mas essa foi a melhor estratégia que eu consegui bolar... E bem, dependeu exclusivamente de você. — Kyle sorria para o Poliwrath, que com o outro braço, bem trêmulo e exausto, ele erguia com um joinha nas mãos, mostrando respeito pelo novo treinador e mostrando que entendia que essa era a única solução. — Agora... Dynamic Punch!



O Poliwrath desfazia o joinha quando fechava o punho. Uma luz circular envolvia em tom crescente a mão, até virar uma esfera de pura energia concentrada. As folhas do campo gramado que ainda estavam grudadas a sua pele quando colidia contra o chão, começavam a ser atraídas pela energia circular que envolvia o seu punho e eram dizimadas antes mesmo de tocá-la. O ar ao seu redor ficava distorcido, dando a impressão de que um fortíssimo calor emanava do movimento, sendo confirmado pela chuva sendo vaporizada quando tocava na aura brilhante.

O Mega Swampert, ainda com a mão bloqueada, tentava se soltar dando socos no braço do Poliwrath, mas este persistia fervorosamente em imobilizá-lo. Sabia que era a única chance.



— Agora! — Kyle gritava o mais alto que podia, expressando toda a sua raiva contida em sangue frio que acumulara a batalha inteira. O som de sua voz ecoava por todo estádio Intempérie, se não no Planalto Índigo. Até a chuva parecia se calar ao pressentir o que viria a seguir.



Ares concordava com a cabeça, puxando o Mega Swampert contra o seu corpo com toda a força que podia, lançando o soco simultaneamente. Kyle e o próprio Poliwrath viam a cena em câmera lenta, o punho sendo lançado enquanto a ofuscante luz era refletida nos olhos desesperados do Seampert, enterrado na face do oponente que caía na direção oposta ao soco, fazendo a chuva cessar imediatamente. O baque ensurdecedor do impacto faziam todos se calar para presenciar o corpo pesado e musculoso do Mega Swampert ser lançado como um torpedo junto a uma explosão que era causada pela colisão da energia contra o rosto do anfíbio.

O Mega Swampert voava até o lado do campo de Willian, caindo no chão e capotando alguns metros, descontrolado, enquanto seu corpo dava cambalhotas, até ficar bem em frente de seu treinador, questão de alguns passos à frente.


— K-K-Kohlhase... — Willian estava em choque, olhando tão incrédulo que não parecia ter caído a ficha.


O Mega Swampert poderia estar facilmente morto com aquele poderosíssimo golpe de finalização, mas estava apenas desacordado, nocauteado. Seus olhos eram apenas globos brancos enquanto sua enorme boca estava aberta, gemendo inconscientemente pela terrível dor que sentira. Pouco vapor ainda exalava de seu corpo musculoso, a mesma medida em que gotas d’água, originadas pela chuva, escorriam pelo contorno dos músculos.

O céu lentamente se abria, onde os primeiros raios solares banhavam o campo de batalha, ensopado e com uma linha de lama que cruzava verticalmente o meio do campo até Kyle, além de vários lugares onde a grama estava cedendo para a lama, tudo graças ao impacto dos titãs azulados colidindo contra o chão.


O juiz demorava alguns segundos para anunciar o vitorioso. Ele parecia tão espantado quanto o surfista, ou melhor, todos nas arquibancadas. Ele avançava dois tímidos passos, até resolver caminhar lentamente para ver se o Swampert realmente estava desmaiado. Ele olhava para o rosto paralisado de surpresa de Willian, e então se virava abruptamente em direção de Kyle, vendo-o de braços cruzados assim como o Poliwrath a sua frente.

O som de seu braço levantando bruscamente a bandeira verde ao lado de Kyle soava como um chicote movimentando-se ao vento.



— Swampert está fora de combate! — Finalmente selava o resultado da batalha, tão assustado que dizia as palavras com cuidado para não cometer algum erro ou confundir os adversários e render-lhe alguma punição por erro técnico. — Kyle e seu Poliwrath são — engolia sua saliva, criando fôlego para terminar a frase. — os vencedores, garantindo seus lugares na segunda fase, no estádio Victória!


Luke levantava gritando e comemorando, aos pulos, junto ao seu pai. As vozes dos dois entravam em contraste com o silêncio constrangedor de surpresa, sendo os únicos que pareciam comemorar.

Após alguns segundos para digerir a conclusão da batalha, um tímido aplauso era formado até contagiar a maioria das arquibancadas, com direito a assobios e fogos de artifício sendo lançados.

Não demorou a que o Poliwrath caísse duro de costas no chão.



— Ares! — Kyle se assustava, correndo com dificuldades enquanto cambaleava de dor até seu Poliwrath. Ao se ajoelhar, colocava suas mãos no ombro do anfíbio. Ele olhava, de forma sonolenta e com apenas um olho, já que o outro estava inchado, para seu treinador. Havia passado de seu limite apenas para honrar Kyle com a vitória. — Você foi do caralho. — Kyle sorria orgulhoso, abraçando o Pokémon. — Não tenho palavras pra descrever.



Ares gastava suas últimas energias para levantar de forma trêmula o antebraço, mostrando um joinha e imitando o gesto que seu treinador sempre fazia para os amigos e Pokémons. Kyle abria um enorme sorriso, fechando o punho e mostrando para o azul, que agora fechava a mão e de maneira suave, chocava os punhos como um “bro-fist”.





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[Willian Henzler]
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Willian conseguiu recuar Kohlhase para dentro da sua esfera de captura após alguns minutos, embora continuasse em posição de cócoras, pensativo. Ele ficava calado, como nunca ficara antes. Passava a mão pelos cabelos molhados e tirava o excesso de água, além de deixa-los atrás de sua orelha, dando destaque ao seu belíssimo rosto.

O loiro olhava para a Pokébola, cheia de adesivo de seus patrocinadores, o que acabava dificultando enxergar a miniatura de Kohlhase que ainda estava desmaiado. Ele aproximava a esfera transparente dos lábios, dando um longo beijo em sua superfície.



— Cê foi bichão mesmo. — Ele sorria de forma sincera. — Valeu por me trazer até aqui, de verdade. Nós demos o nosso melhor. Representamos.



A este ponto, a próxima batalha iria se iniciar em quarenta minutos, já que a batalha contra o rapaz de Pallet havia durado mais que a média. Por isto, muitos das arquibancadas se levantavam para ir ao banheiro, comprar algum lanche ou tirar selfies. Não demorou para que quase ninguém prestasse atenção no campo de batalha.

Kyle ainda estava ali, parado de pé enquanto o encarava. Willian respondia o olhar, se levantando também, com o peito estufado e não engolindo seu orgulho.
O loiro acenava com a cabeça, parabenizando de forma discreta a vitória do outro. Kyle respondia o aceno e se virava, querendo ir embora do campo.



— Coé, garoto da roça. — Willian o chamava, fazendo-o parar e virar o rosto, o olhando de soslaio e ofendido pela falta de humildade do surfista. — Cê liga. — Ele chacoalhava o rosto para os lados, continuando a falar, mas com um tom de voz e sotaques diferentes. — Eu não falei nada daquilo pro seu pessoal. Não quis te machucar e sim te deixar com raiva pra tu perder a razão durante a batalha.

— Eu sei. — Kyle respondeu imediatamente, interrompendo o discurso do surfista. — Você queria me desestabilizar mentalmente para que eu entrasse em uma fúria cega e acabasse perdendo. Não funcionou.

—... — Willian engolia as palavras que iria proferir a seguir, um tanto quanto envergonhado ao ver que o outro treinador era bem mais maduro do que ele.

— Se você tivesse convivido com Seth como eu convivi, você também iria entender. — Kyle finalmente esboçava um sorriso, ignorando todas as humilhações e até o soco que havia levado do surfista. — Você foi um dos treinadores mais fortes que eu já enfrentei. Não desista dos teus sonhos, mas, por favor, não tente me fazer desistir dos meus.


Com tais palavras, Willian observava Kyle mancar até a entrada norte que conectava o campo de batalha com o interior do estádio Intempérie. Ele respirava fundo sabendo que não iria mais participar da Grande Liga, e então olhava para o céu, antes chuvoso, que agora estava claro e com pouquíssimas nuvens. Os raios solares banhavam seu rosto úmido, fazendo-o questionar se aquilo era um sinal esperançoso de amadurecimento.




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[Luke Veil Sharpp]
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Luke gostaria muito de correr até Kyle para lhe dar um abraço e parabeniza-lo pela vitória esforçada que conquistou com Ares, mas a vontade de urinar nas calças dizia mais alto, fazendo-o correr ao toalete, invés disso. O fato de ser o próximo a batalhar, mas no estádio Vulcano, fazia-o ficar extremamente nervoso.

Suspirava aliviado ao sair do toalete com as mãos recém-lavadas, e por uma coincidência até questionável, pode ver no corredor deserto do estádio Intempérie, Kyle sendo arrastado por um homem com um terno preto e branco, muito semelhante a um segurança, enquanto sua boca era tapada por uma mão vestida com uma luva de couro.

Luke resolveu segui-los sorrateiramente sem ser notado, vendo que aquele de terno, percebendo que as cores das vestimentas não correspondiam com o uniforme dos seguranças do Planalto Índigo. Aquilo fazia o seu coração ficar acelerado pelo medo e adrenalina que surgiam com as dúvidas. O homem não temia as câmeras presentes nos corredores.

O homenzarrão finalmente jogava Kyle dentro de outro toalete, sendo este para pessoas especiais. O queridinho de Kanto engolia seco, os seguindo e observando pela aba da porta que se fechava lentamente.


— Você achou mesmo que eu iria deixar isso quieto? Eu avisei você, seu insolente! — O homem dava um fortíssimo soco no rosto de Kyle, jogando-o contra o chão. Em seguida, dava um chute no estômago, fazendo-o gritar de dor.

— Ei! O que você está fazendo?! — Luke intervia enquanto a porta se fechava atrás dele.


O homem parava de agredir Kyle e olhava assustado para o portador da voz. Mesmo sendo alto, Luke ainda era menor que o metido à segurança.


— Eu geralmente iria dizer para você não se meter a onde não foi chamado, para seu melhor, mas dado às circunstâncias e a localidade, não posso deixar essa passar. — O homem, com um sotaque que o fazia cuspir as palavras como se não gostasse de seu gosto, avançava até Luke com um soco certeiro em seu rosto.


Mais resistente pelo fato de frequentar mais seriamente a academia, Luke resistia o soco e respondia com outro no rosto do homem, mas este desviava ao abaixar a cabeça e se jogar contra o corpo do rapaz, o prensando contra a parede.

Luke gemia de dor e começava a dar cotoveladas na cabeça do homem para soltar-se, mas ele levantava com uma fortíssima cabeçada em seu queixo que atordoava Luke. Em seguida, o musculoso homem espancava Luke com socos no rosto.


— Filho da puta! — Kyle demorava, mas finalmente se levantava e dava um murro na nuca do homem.


Resistente como um Steelix, o falso segurança parecia nem se afligir com a agressão do garoto de Pallet, apenas virava uma cotovelada contra o seu rosto, o derrubando novamente, em seguida se desviando de um chute que Luke dava e imobilizando-o pelo braço.


— Queridinho de Kanto, tch. — Ele imobilizava Luke, sem tentar agredi-lo mais por reconhecê-lo. — Eu realmente não quero te agredir. — Continuava, enquanto Luke, já sangrando no rosto, continuava a debater-se.


Kyle se levantava ofegante e não aguentando mais ficar de pé. Luke sentiu que os ferimentos anteriores do amigo haviam sido feitos por este mesmo homem.


— Foda-se. — O homem respondia, vendo a insistência dos dois jovens, quebrando o braço esquerdo de Luke usando o joelho.


Kyle mostrava pavor ao assistir a cena, correndo para auxiliar o amigo até receber outro soco certeiro no meio do rosto, o apagando.  Luke berrava desesperado de dor, agonizando ao sentir a ponta do osso quebrado perfurando a carne numa fratura interna.

Seus gritos eram calados quando o homem resolvia apaga-lo com um fortíssimo soco no ouvido.

Luke caía desorientado no chão, mas ainda estava consciente. Ele não conseguia escutar os seus gritos de agonia, apenas um zumbido ensurdecedor.

Logo, a imagem de um pé chutando seu rosto finalmente o apagava.


Silêncio. Apenas a escuridão.





Ending




- A L L   ★   S T A R S ! -


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Mensagem por Brijudoca Dom 9 Abr 2017 - 9:24

@Rush escreveu:Outra curiosidade, é que eu baseei isso nele a mim mesmo, quando eu jogava o competitivo há alguns anos atrás. Eu sempre tentava prever o movimento do oponente e acabava dando um "predict" errado, ou em situações positivas, conseguia dar até um "overpredict", que é prever dois passos a frente do oponente. (Prever que o oponente previu o que você podia ter previsto).

Olha eu tive que ler isso aqui umas três vezes e mesmo assim fiquei bugado hehe

Eae Rush o/

Mano que capítulo bom do caraaaaaaalho. MELHOR DA FIC ATÉ AGORA PRA MIM. Tenho que começar elogiando a usa escrita como sempre. Sério, parece até redundante, mas você escreve muito bem bro. A sua desenvoltura com a narrativa é incrível e você se supera a cada capítulo. Descrição dos personagens, do campo, das batalhas, é sempre de um nível muito alto. Eu lembro que era meu ponto favorito quando eu lia aquela fic de PMD lá na longíqua terra de 2014 *pausa enquanto eu tento lembrar o nome da fic* Não há tempo para heróis. (Inclusive se quiser continuar ela um dia saiba que tem um leitor aqui que amava aquela fic viu)

Kyle vs Willian teve tantas reviravoltas que eu realmente não sabia se o Kyle conseguiria vencer. Você mesmo disse que não levaria muito o protagonismo em conta, logo, imaginei que poderia nos chocar com a derrota do caipira de Pallet logo na primeira rodada. Foi uma batalha brutal, eu sentia a dor Poliwrath em ser golpeado pelo Mega Swampert. Quando ele começou a revidar, inclusive acertando o Seismic Toss, imaginei que a batalha tivesse mais ou menos balanceada.

Mas aí veio Rain Dance. Que pokemon demônio pqp. Toda a força esmagado de Kolhase junto a uma velocidade assustadora? Eu realmente não acreditei que Ares poderia vencer. Fiquei apreensivo de verdade, imaginando que o anfíbio ia apanhar até ser nocauteado. A estratégia do Kyle foi muito arriscada, ele precisou ter muita confiança que o Poliwrath ia aguentar ser saco de pancadas por tanto tempo a ponte de usar o efeito adverso do golpe do Swampert a seu favor. Porém a reviravolta foi épica demais, Ares acertando um golpe devastador no monstrão e ninguém acreditando na derrota do funkeiro haha

Por falar nisso, preciso dedicar um segundo pra falar dessa trilha sonora. PQP RUSH. Eu realmente não tava esperando quando dei play no segmento do William e foi maravilhoso haha "O Kyle não vai vencer, só porque ele é da roça" EU RI MUITO. O surfista ainda conta com seus fãs pra desestabilizar o adversário usando o poder do funk, quando que eu imaginei ler algo assim na minha vida? Não vou nem comentar a naruto sad song versão ostentação.


Mano. O ignorante QUEBROU O BRAÇO do Luke meu deus. Alguém aumenta a segurança do Planalto Indigo. Não sei como o coitado do Kyle ainda achou forças pra revidar somando a dor da primeira surra mais o cansaço da batalha. Agora tô apreensivo com o que vai acontecer com eles no próximo capítulo.


É isso Rush, sua fic é maravilhosa e eu espero o próximo o mais rápido possível <3
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Mensagem por -Ice Dom 9 Abr 2017 - 16:42

Rush o/
Cara, eu queria começar falando que você conseguiu subir as minhas expectativas logo no começo, dizendo que ele tinha um humor estranho. Eu me lembro de quando fiz uma fodendo maratona da fic do Kyle e as vezes ficava com dor de barriga de tanto rir, o seu humor era sensacional, e eu lembro até hoje de coisas como os pokémon de Kyle cagando no chão durante a madrugada, os Mankeys tacadores de bosta, a coleção de Magikarps que o garoto conseguiu e o seu Slowpoke lerdão. O seu humor é sensacional e por isso eu não esperava menos desse capítulo.

O lado funkeirão do Willian foi sensacionalmente explorado. Você disse que ele era de Hoenn e o pessoal de lá fala meio carioquês, mas eu, que sou de são paulo, já conheci muitos Willians da vida, e talvez por isso tenha rido ainda mais com a ostentação do rapaz. Mesmo que eu ainda não goste dele -q

O funk também é outro ponto que merece ser citado, principalmente aquele naruto sad funk... mano Laughing

Agora sobre a batalha, eu gostei do jeito brutal que ela seguiu, com direito aos pokémon se quebrando todos, foi muito cruel e realista, apesar de fazer eu me perguntar se tinha um limite, ou as regras da liga permitiam que um pokémon morresse ali.

Foi um pouco nostálgico lembrar de quando Kyle conheceu Ares em Veridian (acho que vou fazer uma maratona da outra fic -qq), e me fez lembrar que realmente o Poliwrath de meias e luvas é um monstro. Kolhase também se provou várias vezes, com o seu soco estrondoso que quebrou Ares inteirinho, além da vantagem que ele ganhou quando a chuva começou a cair. Em determinado ponto, eu me perguntei se o Kyle não tinha estudado sobre o Kolhase pra saber sobre o Swift Swim, mas lembrei que ele achou que Wililan usaria um outro pokémon que tivesse vantagem a Aoki.

Esse capítulo também me fez pensar se, na sua fanfic, os pokémon mega evoluídos permanecem eternamente nessa forma, tipo como se fosse uma terceira evolução mesmo, já que o Kolhase não voltou a ser um simples Swampert quando foi derrotado, e já saiu da pokébola como um Mega. Isso me fez pensar que Aoki, Tatsuo, Hattori ou Nemu (orgulhoso de mim mesmo por não ter precisado consultar o guia para lembrar dos nomes) talvez possa ser uma mega evolução já. Seria uma surpresa e tanto ver isso em uma próxima batalha.

E esse final então? Estou muito ansioso para ver o que esse cara está planejando, e o que vai acontecer com Luke, espero muito que o rapaz não seja desclassificado por W.O. pois estou afim de ver a sua batalha contra o cara do Scizor dourado. Aliás, dando uma olhada pelas batalhas que ainda vão ocorrer, eu vi que aquele garoto do Squirtle (se eu não me engano ele chamava Juan, mas lembro que o Squirtle chamava Kaigan) vai batalhar contra o mano do Tangela que deu trabalho pro Kyle naquele torneio de Cerulean. São dois personagens interessantes e é uma batalha que eu com certeza estou afim de ver.

Ufa, acho que disse tudo. Curti pra caramba o capítulo, então até a próxima, meu amigo, falou o/
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Mensagem por DarkZoroark Ter 11 Abr 2017 - 2:23

Rush o/
Bem, primeiramente peço desculpas por não ter comentado o capítulo anterior. O que aconteceu foi que, além de uma apresentação que tive de fazer para a faculdade, o pen-drive em que eu guardava os arquivos das histórias que eu escrevo literalmente entortou. A perda de vários arquivos - só não foram todos pois havia deixado vários abertos no Word - acabou me causando uma puta dor de cabeça. Enfim, agora que consegui mais ou menos reverter a situação, vamos ao review:

A respeito do capítulo em que não consegui comentar, devo dizer que gostei bastante.  Apesar de que, de acordo com o que disseste, tenhas achado que ele foi muito longo e não tão bom quanto os demais, não senti nenhum destes problemas enquanto o lia. Na realidade, achei-o muito bom. A introdução da Lore - não consigo ler esse nome sem lembrar de jogos de TCG - foi interessante, e combinou bastante com o clima geral da Fanfic. A princípio, ela me pareceu um tanto quanto tsundere, na falta de uma descrição melhor, por todo o lance que rolou entre ela e o Willian durante os momentos inicias. Contudo, descartei esta suposição ao longo do capítulo. Ao mesmo tempo, a afeição que tenho pela personagem foi crescendo. Aliás, achei que foi um detalhe legal ela ter olhos lilases. Não sei explicar o por quê, mas em geral eu acabo me afeiçoando à personagens com esta cor de olho.

Achei interessante apresentar o passo à passo da manhã do Kyle, até porque o garoto parece ter desenvolvido um apetite bem voraz e uma obsessão por banho. Sério, quatro duchas em apenas seis horas é um tanto quanto exagerado. A cena dele e do Áries malhando lado a lado ficou bem legal, já que além de mostrar um tipo de atividade que não vejo comumente em Fanfics de Pokémon - na real, creio que esta tenha sido a primeira mesmo - também serviu para demonstrar a grande diferença de força entre os dois. Fiquei curioso sobre quando que o Kyle adquiriu o hábito de fumar. Não é exatamente um ato que eu goste, mas entendo que acalma algumas pessoas.

Ri bastante ao ver o Atilla carregando o Kyle por aí como se este fosse uma bola de rugby. O personagem parece ser do tipo que cativa os outros com muita facilidade.

Cara, eu devo dizer que simplesmente ADOREI o confronto entre o Áries e o Kolhase - eta nome complicado. O único jeito de descrever a batalha é dizendo que foi épica. A troca de golpes entre os dois Pokémons detentores de uma força física proeminente e o estrago que o campo de batalha sofria com cada nova colisão deram um ar de imprevisibilidade ao confronto. Mega Punch e Earthquake formaram uma combinação igualmente poderosa e interessante. Fiquei até bem surpreso com o começo promissor que o Poliwrath teve, até porque Mega Swampert é um demônio de peitar nas condições certas.  Contudo, acabou por se tornar mais equilibrado com o tempo. Na real, houveram tantas reviravoltas ao decorrer da batalha que eu cheguei a pensar pra valer que o Kyle fosse ser eliminado logo na primeira fase - seria brochante, mas também um enorme plot twist.

Admito que estava estranhando um pouco a escolha do Willian, mas aí ele usou o Rain Dance e trouxe todo o potencial do Mega Swampert à tona. Foi um detalhe bem legal ter utilizado a habilidade dele durante o combate, até porque o anfíbio foi um dos Pokémons que mais foi beneficiado pela adição das Mega Evoluções - pelo menos ao meu ver. Tinha estranhado um pouco ele ter se tornado rápido ao ponto de não ser visto, mas fui pesquisar e vi que durante a chuva a Base Speed dele se torna 140... Aliás, a força descomunal que ele exibiu enquanto descia a porrada no Áries foi um ponto muito bem retratado. Senti pena do lutador anfíbio e só posso imaginar quanta dor ele teve de suportar. Felizmente o Poliwrath conseguiu virar a partida no final com um Dynamic Punch muito bem colocado, mas tendo em vista os ferimentos que ele sofreu eu duvido que ele consiga batalhar novamente durante a competição.

Aquela cena final, contudo... PQP véi, ficou um cliffhanger ainda maior que o do capítulo anterior. Está meio claro que o falso segurança faz parte de algum esquema sombrio de apostas que ronda a liga ou trabalha para alguém que tenha um dedo nisso. Imagino que isso vá ser uma sub-trama ao longo da história, e já estou ansioso para ver como isso irá se resolver. Sinto que foi meio desnecessário quebrar o braço do Luke apenas porque ele tentou intervir na surra que ele estava dando no Kyle, mas pode ser que a fratura sirva como um aviso. Quero ver agora como que ficará a disputa do queridinho de Kanto. Torço para que não termine como um W.O, mas nunca se sabe...

Bem, por enquanto é só. Aguardo seu próximo capítulo.  ninja

________________
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As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 Empty Re: As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars!

Mensagem por Rush Qua 19 Abr 2017 - 20:58

@Brijudoca: Yo! /o/

Hahahaha! É confuso mesmo esse lance de predict. Lembro que dava uma grande dor de cabeça, pois você sempre tentava prever um passo além e o oponente, as vezes por falta de habilidade, acabava fazendo o óbvio e vencia sua estratégia. Hahahah Muito obrigado! Nossa, agora você desenterrou! A fic PMD era legal mesmo, quem sabe um dia eu volte. Mas a história era tão complexa que eu nunca cheguei a me organizar a respeito. Hahah Por isso acabei desistindo. Mas agradeço imensamente os elogios!

Fico muito feliz que tenha gostado da batalha! Essa é uma batalha que eu senti um puta alívio ao escrever, pois acredite ou não, eu pensei nessa batalha há anos. Ela está enterrada e eu finalmente tive a oportunidade de escrevê-la! A minha felicidade ao ver que você gostou da mesma não tem palavras para descrever! <3

Sobre as questões de segurança, isso será um POUCO explorado no capítulo de hoje. Espero que goste!

Muito obrigado mesmo cara, fico muito feliz que esteja curtindo! Um abraço, espero que goste do capítulo! <3



@-Ice: HAhahahaha! Nossa cara, pra ser honesto, eu sinto MUITA falta de escrever a jornada de Kyle. Eu me divertia muito imaginando as cenas non-sense que aconteciam, tipo os Mankeys tacadores de bosta. Você me fez derrubar uma lágrima aqui de relembrar essas cenas. :') A trilha sonora do capítulo anterior foi friamente escolhida com uma precisão de um cirurgião! E bem, não querendo dar um spoiler relativamente importante, mas Willian é um personagem importante e precisa ser tratado com respeito! Hahaha isso inclui o Sad Funk.

Um detalhe que você deve ter percebido também é que Ares já é um Pokémon velho. Kyle o conheceu alguns anos atrás, no início de sua jornada e ele já era um Poliwrath experiente na época. Pretendo explorar mais a "idade" dos Pokémons na fic, mas o Kohlhase é jovem e bem mais cheio de energia que o Poliwrath. Se fosse com um treinador mais estratégico, o Mega Swampert poderia ter derrotado Ares.

E ah! Sim. Tem esse detalhe que eu só especifiquei no guia. Quando o Pokémon Mega Evolui, ele muda de forma eternamente como se fosse uma evolução mesmo. A única exceção disso é o Charizard de Cole que ainda não apareceu. Ele é o único Pokémon do universo da fic que consegue Mega Evoluir quando quiser.

Hahaha, você só confundiu umas coisas aí, talvez pelo número excessivo de personagens. Luke iria batalhar com Connor, o rapaz do Darkrai. Quem iria batalhar com o homem do Scizor dourado é Alex, do Haxorus negro. E o cara do Squirtle é o Lucas Darkblue hahaha.

Muito obrigado, meu amigo, fico muito feliz que tenha gostado do capítulo. Um abraço, espero que goste deste também! <3


@DarkZoroark: Dz! Muito obrigado! Hahaha, embora você sempre entenda as referências que eu escrevo nos personagens, não consigo me lembrar de nenhuma relação entre Lore e o TCG. Você poderia me explicar melhor, por favor?

Sei que esse detalhe é muito manjado em protagonistas de shounens como Luffy, Goku e inúmeros outros, sempre mantendo aquele apetite insaciável. Mas infelizmente eu também sou assim na vida real, sempre comendo quando tem oportunidade, nunca engordando por algum mistério da genética. No caso, Kyle acabou ficando viciado em banhos pelos tempos de jornada que tivera de acampar - além de capítulos que não postei, sobre acampar em lugares extremamente frios e tomar banho de cachoeira ou em rios estava fora de cogitação. Além do excesso de exercícios físicos, que sempre o fazem soar.

Como disse pro Brijudoca, fico MUITO feliz que tenham gostado da batalha. Essa batalha eu imaginei quando eu ainda estava bolando a fic do Kyle em si, antes mesmo de postar o prólogo e as introduções. Vê-la finalmente acontecendo é algo emocionante, pois parte de mim sempre achou que nunca iria acontecer. Claro que seria muito mais gratificante se eu tivesse continuado a fic do Kyle até o final, né. Hahahah

Muito obrigado, DZ, espero que você continue gostando dos capítulos! Um abraço, meu amigo, até a próxima! <3



~>x<~



Este capítulo deu uma dor de cabeça pra ser escrito, ein? Após ele ser postado, tentarei postar um cap por semana, focando mais nas sextas feiras ou segundas. Ou qualquer outro dia da semana. É.

Bem, só queria ressaltar alguns detalhes, como a pronuncia do nome Gabriel Hihill que é "Gabriel Hai-Rio", já que seu sobrenome é uma mistura de "High + Hill", uma família de Johto que provavelmente nem irei explorar. Outro que percebi ter um nome chato é o Swampert de Willian, Kohlhase. O nome dele pronunciado é "Kól-Hase." mesmo.

Qualquer dúvida é só perguntar! Hahahah

Espero que tenham uma ótima leitura! Até mais!














[Atilla]
As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 EAbqg5n

Atilla estava sentado em seu lugar reservado nas primeiras fileiras privilegiadas das arquibancadas. Seus braços musculosos estavam cruzados, enquanto os dedos de sua mão direita estavam inquietos, batucando contra o músculo de seu bíceps.

Seus olhos de íris vermelha fitavam polidamente uma discussão na fileira abaixo da sua, entre uma garota loira que não participava da Grande Liga e o queridinho de Kanto. Parece que o treinador Kyle Green, que protagonizaria a batalha contra Willian Henzler, havia sumido.  

Por um instante, pensou em deixar aquilo quieto.


— “Apenas um treinador a menos para se preocupar.” — Pensou, cogitando seriamente em continuar em seu comodismo e apenas deixar as coisas fluírem em seu curso natural, deixando para que a seleção natural cuidasse dos mais desatentos, os desqualificando por sua própria irresponsabilidade. — “Você mudou. Você não é mais assim, Atilla.” — O monólogo em sua mente o assombrava. O anjo pousado no lado direito parecia muito mais poderoso que o pequeno demônio que antes tomava conta de suas decisões, que o incentivava a tomar o caminho mais curto e fácil.  



Não demorou em que uma mulher lindíssima aparecesse correndo na fileira abaixo, com no mínimo um tom desesperador em seus olhos lilases. Dizia, em meio às tentativas em tomar ar em meio a tanta afobação o que havia acontecido. A briga contra Willian, até um segurança expulsá-la junto ao loiro, reservando a privacidade suspeita com o treinador ausente.


— Isso não está certo. — Sua voz grossa e alta roubava a atenção da cena, atraindo olhares assustados com a aparência bruta do brutamonte. — Os seguranças do Planalto Índigo não podem advertir os treinadores antes de suas batalhas, a não ser que eles sejam pegos trapaceando ou criando algum caos que prejudique o público.

— Mas Kyle e Willian de fato acabaram brigando. — Lore respondia ainda ofegante. — Ele pode ser desqualificado, não?

— Vou procura-lo. — Atilla se levantava, mostrando sua altura colossal para um simples homem. — Faltam cinco minutos para sua batalha começar, se ele tivesse sido desqualificado, o juiz já teria noção e encerrado toda essa cerimônia.



~>x<~



Após encontrar Kyle Green desmaiado no meio de uma calçada discreta atrás do estádio Intempérie — Não havia sido difícil acha-lo, em sua época criminosa, era lá que ele levaria alguém para prejudica-lo —, ele o auxiliava a ir ao campo de batalha. O carregou como uma bola de rúgbi, enquanto pulava as catracas e desviava dos seguranças que tentavam o barrar.

Sentiu na pele as armas de choque que os seguranças atiravam contra ele, conseguindo completar seu objetivo antes de desmaiar.


Acordava alguns minutos depois, sendo carregado por dois fortes seguranças que, mesmo com a força necessária para exercer a profissão, tinham dificuldades em carregar Atilla. Cada um segurando pelo braço, como se o treinador estivesse voltando embriagado de algum bar.

Sua visão turva e embaçada podia ver tudo em dobro, onde as imagens dobradas pareciam se mover em círculos até lentamente voltarem a sua nitidez. Sentia seus músculos enfraquecidos e dando alguns espasmos pelo excesso de eletricidade que atingia seu corpo. Em pouquíssimo tempo, já conseguia voltar a ter a mente sã, mas seu corpo simplesmente não correspondia totalmente.



— Acordou, grandão? Você deu trabalho, ein? — Um dos seguranças dizia, sorrindo ao lembrar-se do esforço em conseguir pará-lo.  — Estamos te levando à enfermaria.

—... — Atilla não conseguia dizer nada facilmente. Parecia que sua língua estava anestesiada. — Kyl- Kyle... Cons... Conseg...

— Sim. Kyle chegou a tempo. — O mesmo respondia dando tapinhas nas costas de Atilla. — Você salvou o treinador. Ele conseguiu vencer de Willian ainda por cima.



Atilla abria um sorriso antes de sentir uma pontada de dor em mexer os músculos da face. O som do rádio de um dos seguranças soando uma voz abafada após um som que parecia uma interferência conseguia roubar a atenção do treinador.



— Aqui é Pidgeot de Fuschia, dois treinadores foram nocauteados? Câmbio.



A voz do segurança que o carregava parecia ficar mais irritante e insuportável de escutar, o que estranhava o homenzarrão.  Então a sua visão voltou a ficar turva até que ele abaixava a cabeça novamente, desmaiado.











As Crônicas de um Gyarados Voador!

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Volume I - Imensurável

Opening


Capítulo VIII – Raízes!



~>x<~
[Luke Veil Sharpp]
As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 TFr4MPu


Luke acordava quando uma voz grossa e alta conversava com outra familiar. Sua visão ainda estava ofuscada pelo peso das pálpebras, que se recusavam em abrir. O gosto de sangue incomodava o paladar e finalmente abria os olhos ao sentir uma terrível dor no braço esquerdo.

A invasão de branco em seu campo de visão machucava a vista. Percebia estar deitado em uma espécie de cama desconfortável com lençóis que pareciam de papel, vestindo nada além de uma camisola hospitalar.

Seu braço esquerdo estava engessado, enquanto curativos incomodavam a pele no rosto. Podia perceber que a frente dele, Kyle e Atilla pareciam estar nas mesmas circunstâncias, vestindo uma camisola hospitalar e deitados enquanto conversavam empolgadamente um com o outro.



— Mentira! — Kyle ficava boquiaberto diante a informação que escutava.

— É sério. Já joguei rúgbi na minha adolescência, no ensino médio. Nosso time se chamava “Rampardos Impetuosos”. Fomos campeões da liga em Hoenn, mas no final não deu certo.

— Ué, porque?

— Ah, o ego de cada integrante do ti— Atilla então percebia que Luke havia acordado. — Ohoho! Luke acordou!

— Grande Luke! — Kyle abria um enorme sorriso no rosto.


Luke estava confuso e desorientado ainda. Sua cabeça doía, mas os dois ali em sua frente pareciam felizes como se nada tivesse acontecido. Ele tentava ligar os pontos, finalmente se lembrando do que havia acontecido. Ao olhar em uma televisão de plasma presa à parede do quarto, percebia que já era haviam se passado várias horas.

Algumas batalhas já haviam sido encerradas, revelando a evolução nas chaves.


— Eu perdi... Eu perdi minha batalha? — Luke perguntava trêmulo.

— Sim. Por W.O ainda por cima. — Kyle dizia em um tom mais sério, lentamente. Atilla parecia também fechar o sorriso em uma expressão triste e frustrada, como se sentisse inútil em não conseguir fazer nada.



O coração de Luka pulsava fortemente em seu peito. Sua respiração ficava tão gelada quanto o suor que escorria por sua testa. Sua pupila estremecia em sua íris, mostrando o choque enquanto sua pele ia ficando tão pálida quanto à branquidão excessiva do cômodo.



— HAHAHAH! Lógico que não, seu idiota. — Kyle terminava rindo, contagiando as gargalhadas exageradas de Atilla.

— Viu a cara dele? — O homenzarrão brincava, segurando para que lágrimas não escorressem de tanto rir. — Ai, meu esôfago. Pare de me fazer rir, rapazinho.


Luke não entendia nada, abrindo um riso tímido, onde sua esperança parecia o acalmar um pouco.


— Nós fomos achados pelos seguranças do Planalto Índigo antes mesmo de sua batalha começar. Devido o imprevisto, sua batalha foi deslocada e ocorrerá nas finais das chaves, caso você melhore. — Kyle continuava. —Além disso, duas batalhas de cada série aconteceram, mas por motivos de segurança, as demais também foram adiadas para amanhã.


Sharpp abaixava a cabeça, encarando o fino cobertor que o cobria do torso para baixo, incomodado com o fato de seu braço estar preso ao gesso. Seus olhos verdes ficavam pensativos, filosofando a respeito de tudo o que havia acontecido. Já era para sua batalha ter acontecido há algumas horas atrás.

Apenas duas batalhas de cada série haviam acontecido. A batalha entre o especialista Pokémon dragão e o estranho homem com um Scizor dourado, na série A, além da batalha entre a garotinha com um Mega Heracross e o misterioso homem vestindo um crânio de Charizard como máscara.

Na série B, sua batalha contra Connor, outro misterioso treinador que possuía um suposto “Pokémon Lendário”, havia sido adiada. Logo, dois treinadores que sequer havia ouvido falar haviam batalhado em seu lugar, sucedidos por Arthur, um treinador que já conhecia, e outro rapaz de Johto.

Antes que pudesse procurar saber quem saiu vitorioso de cada batalha, o cômodo era invadido por dois policiais usando roupas causais, já apontando os distintivos para justificar o motivo da invasão de privacidade dos três treinadores debilitados. Um dos guardas era um homem na metade de seus trinta anos, mas que mantinha seu espirito jovial caracterizado por um sorriso zombeteiro, irônico quando acompanhado com suas sobrancelhas arqueadas e expressivas. Seus cabelos curtos indicavam sinais de uma possível calvície no futuro.

A outra era uma policial alta e aparentava ser mais jovem – uma ironia do destino, já que sua aparência sisuda com um olhar autoritário acrescentavam alguns anos a sua aparência –, estando no final da casa de seus vinte anos. Mesmo em seus trajes casuais, a mulher vestia um paletó azul por cima de uma camisa social com uma longa gravata vermelha com um nó que deixaria vários executivos com inveja. Seus cabelos eram longos e crespos, em uma coloração negra. Em cada orelha, grandes brincos ostentavam balançando quando ela parava bruscamente, ainda com o distintivo em mãos.  


As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 Df25a92ddf7e4a17994172781469f895As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 9d202bd4d6fd4636bcb1938d7a0b23ca



— Boa noite. — Dizia o policial mais velho. — Desculpem-nos aparecer de maneira tão abrupta e rude. Caso venha ao caso, podem me chamar de Graz. Esta é minha superior, Srta. Mabel. — Continuava, apontando para a mulher mais jovem ao seu lado. — Estamos aqui para investigar o que aconteceu mais cedo.

— Vocês chamaram bastante atenção. — Mabel finalmente se pronunciava. Seus olhos azuis eram enfatizados de uma maneira assustadora com suas sobrancelhas franzidas e mal-humoradas, dando a impressão de poucos amigos. — Se vocês queriam ser o centro das atenções, parabéns, vocês conseguiram. Só espero que para o bem de vocês, isso não seja uma perda de tempo.

— Heh. Como vocês puderam perceber, ela é a bad cop enquanto eu sou o good. — Graz dizia num tom descontraído para quebrar o gelo daquele clima invernal, mas tudo o que conseguiu, fui uma avalanche de frieza vindo dos olhos de Mabel, fazendo-o coçar a nuca sem graça.


Luke engolia seco, assustado com a visita repentina de dois investigadores. Embora Graz não o intimidasse, Mabel parecia estar exalando um odor de desconfiança, decidida em desmascarar uma possível farsa.





~>x<~
[Connor D. Montenegro]
As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 NKDhItt

Algumas horas antes…


Connor estava de pé, apoiado em uma pilastra enquanto apoiava a sola de seu sapato na superfície da mesma, de braços cruzados. Assistia a batalha que estava em andamento no campo do estádio Vulcano, a terceira batalha da Série B, com sobrancelhas cerradas e mordendo os lábios de impaciência.

A incompetência dos treinadores desconhecidos ali no campo lhe enojava. Sentia uma impulsiva vontade irracional de invadir o campo e derrotar os dois sozinho, apenas para ensinar como ser um profissional no esporte.

Suspirava decepcionado, sendo seguido de uma arquejada mal-humorada que chamava a atenção de alguns espectadores azarados que, pelo visto, compraram seus ingressos tarde demais e conseguiram lugares nas últimas fileiras mais distantes do campo. A voz silenciosa que vinha das sombras fazia-o desencostar-se do pilar.



— Eu sei, Black. Eu fodendo sei. — Ele respondia como uma criança mal-humorada enquanto dava socos na pilastra que antes estava apoiado. O fato de conversar sozinho fazia a atenção dos espectadores serem redobradas, nem notando mais a batalha entre um Rhydon e um Swampert. — Eu só queria estar lá em baixo! Aquele patético queridinho de merda teve que se meter em uma fodendo briga! — Suas palavras saíam em um tom crescente que, de apenas rangidos de dentes, se tornaram num tom quase que um grito.


Aquele monólogo agressivo desviava olhares e faziam com que sussurros discretos fossem trocados.


— Era para estarmos brilhando fodidamente agora, porra! Ofuscando o caralho do brilho da estrelinha Kantoniana com nossa fodendo tinta macabramente negra. — Se irritava ao escutar o comentário do vazio silencioso que o respondia. — Como assim aquele bosta veio de Sinnoh?!


Praguejava com um resmungo ao finalmente encostar suas costas novamente no pilar, cansado com a fadiga de tanto estresse.


— Vamos fodendo humilhá-lo de uma forma fodida que o deixe tão arregaçado a ponto de não conseguir sentar por uma caralhada de semanas. — Finalmente suspirava, se acalmando com aquela voz compreensiva que ninguém podia escutar, nem mesmo o próprio Connor podia ouvir as palavras sendo soadas com o som das sílabas mescladas com consoantes. O rapaz de cabelos negros sentia as vibrações sombrias em seu coração, pulmões, entranhas. Sentia a voz como uma fumaça negra que nebulosamente abraçava seus órgãos expressando tudo que tinha que ser dito. — Eu não acredito nisso. — Era a resposta para aquele comentário.


As pessoas das fileiras ficavam incomodadas com aquele jovem rapaz conversando sozinho, pensando na possibilidade dele estar alterado com entorpecentes. Evitavam o contato visual para evitar alguma possível agressão por parte daquele jovem desequilibrado.


— Eu não acredito nessa porra. — Connor se virava para um lado, olhando nos olhos de um nada. — Acho que aquele veado de uma fodendo merda esquizofrênica armou toda essa porra pra adiar a inevitável derrota fodida que espera por ele. Huh? Ele teve o braço quebrado? Foda-se!


Connor dava um salto com o susto que levava ao escutar os fogos de artifício sendo estourados, indicando a vitória do treinador que possuía um Swampert.


Puta merda! Essa porra quase me mata do coração! — Recuperava o fôlego depois de colocar a mão contra o peito. — Ok, Black. Você tem razão. — Olhava novamente nos olhos do vazio. — Irei fazer o que você fodendo diz.





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[Aaron Storm]
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Aaron segurava um pacote de papel recheado com pipocas enquanto assistia a batalha entre Alex Strokes e Jones Leonblack entusiasmado, no estado Intempérie. Mesmo que sua atenção estivesse fixada no campo de batalha, vendo o Haxorus negro do treinador que havia familiarizado nos últimos dias, Aaron ainda pensava na batalha que viria a seguir no estádio Vulcano, de seu amigo de longa data, Gabriel Hihill.

Escutava os “olés” que os milhares de espectadores gritavam a cada esquiva bem sucedida que aquele Scizor dourado dava nos contra-ataques do Haxorus negro. Jogava uma pipoca na boca com os dedos lambuzados de manteiga, os lambendo em seguida.



— Esse cara é muito sangue frio. — Aaron comentava para seu amigo Gabriel, que estava ao seu lado sugando o refrigerante de dentro de seu copo com um canudo. — Ele é chatão pra caramba também. Só fala de estudar seus oponentes e não treinar em público.



Gabriel era um treinador original de Johto, assim como Aaron. Mesmo nunca tendo trocado uma sequer palavra durante a escola, os dois se tornaram bastantes amigos quando iniciaram suas jornadas ao mesmo tempo, cada um merecedor de um inicial de Johto.

Aaron, antes de conhecer melhor o rapaz, sentia uma grande inveja em relação à facilidade que Gabriel tinha com garotas. Todas se apaixonavam por ele a ponto de tomarem a atitude de chama-lo para sair ou pedir para que ele desse uma chance de namoro a elas. Essa inveja fazia com que Aaron não gostasse do loiro, por mais bonzinho que ele fosse.

No entanto, ao conhecê-lo melhor durante seus encontros pela jornada, descobriu que nada do que pensava sobre Gabriel era verdade. Mesmo que tendo facilidade com garotas, Gabriel não tinha interesse algum nelas.


— Sangue frio, hm? — Gabriel abria um sorriso afável em seu rosto, que combinava perfeitamente com seus olhos azuis aprazíveis. — Parece que você está bem interessado nesse tal de Alex.

— Hoi, eu não sou quenem você, Hihill! — Aaron corava, torcendo o nariz acanhadamente quando engolia sua pipoca de maneira abrupta, quase engasgando.


A batalha, mesmo que não assolasse o campo como as anteriores, ostentadas pela força avassaladora de um Torterra ou Mega Swampert, ainda assim mantinha-se épica pela velocidade alucinante do Scizor dourado e pela resistência admirável do Haxorus negro. Cada investida dada, como um ninja, era repelida pelo Haxorus que mesmo conseguindo se defender, não conseguia contra-atacar o inseto vertiginoso.

O Scizor se esquivava perfeitamente com cambalhotas para trás, abaixando-se no momento exato ou dando saltos para os lados, sentindo a lâmina vermelha do machado do oponente, mas não sentindo o contato.


— Mesmo errando todos os movimentos, esse tal Alex realmente parece estar bem calmo, eu diria. — Gabriel dizia num tom indiferente, mesmo que o seu tom costumeiro fosse atencioso e meigo. — Eu estaria sentindo uma terrível agonia se estivesse no lugar dele.

— Meh. Você já teria perdido nos primeiros dois minutos. — Aaron provocava, sorrindo desafiador. — Essa batalha entre shinies realmente está fria como gelo.


Aaron então fitava em Alex, percebendo que o treinador estava de pé, comandando ordens quase que automáticas indicando os lados para seu Pokémon se defender. Suas mãos descansavam nos bolsos de sua jaqueta de moletom, sentindo o vento balançar os cabelos castanhos e despenteados. No entanto, nenhuma expressão, além de tédio, era esboçada.


— Qual é, Alex! Chuta a bunda desse velho! — Aaron finalmente gritava, amplificando o som com as mãos em concha, como se fossem um megafone. Gabriel levava um susto com a atitude inesperada do amigo moreno.


Alex, mesmo distante dentro do campo de batalha, conseguia ouvir a torcida com uma voz familiar, virando o rosto e encarando com um sorrisinho o autor das palavras, finalmente tirando uma das mãos do bolso e fazendo um sinal de paz usando o dedo indicador e médio.

Aaron respondia o sorriso, fazendo com que Gabriel começasse a rir.


— Vocês seriam bem fofos juntos. — Comentava em meio aos risos.

— Apenas cale-se. — A resposta era seca, enquanto encarava os pés e as bochechas se coravam.


Ao fazer o sinal de paz para Aaron, Jones Leonblack urrava algumas palavras que pela distância, não podiam ser claramente compreensíveis. No entanto, com o segundo de distração, o Scizor dourado investia fortemente e em alta velocidade contra o corpo caliginoso do dragão bípede, acertando-lhe no peito com uma cabeçada.

Alex levava um susto que facilmente se transformava em alívio, vendo que o Haxorus conseguia prender o oponente com as fortes garras.


— Guillotine! — Urrava orgulhoso, apontando o indicador em direção ao pobre Scizor.


O Haxorus negro, ainda segurando fortemente os ombros do inseto dourado, concordava com a cabeça antes de jogá-lo brutalmente contra o chão. A força do impacto era tamanha a ponto do Scizor ficar desorientado com a queda, quicando no chão com tanta força que ficava na altura do alcance do dragão.

Em seguida, num movimento preciso e ágil, o Haxorus girava o seu corpo horizontalmente enquanto o vermelho das lâminas de seu machado brilhava e deixava um rastro da mesma cor no ar, como uma energia nebulosa cintilante.

Um som de ar sendo cortado assobiou nos ouvidos de todos os espectadores quando o giro era completo, criando um rasgo tão vermelho como a energia nebulosa que saía do vermelho do machado negro, acertando precisamente o peito do Scizor que era lançado longe, capotando alguns metros quando finalmente colidia-se contra o chão.

Um único toque no oponente foi necessário durante a batalha inteira, e este fora o suficiente para encerrar a batalha.


— Incrível. — Gabriel suspirava ainda surpreso com aquele movimento. — Ele estava esperando o momento certo.

— Hoi! O desgraçado conseguiu! — Aaron se levantava, com auxilio de sua muleta, erguendo o punho e gritando pelo amigo. — Quero ver você vencendo também, ein Hihill?!






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[Arthur Liesel]
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Faltavam alguns minutos para sua batalha contra Gabriel Hihill começar. Se dissesse que não estava nervoso, estaria mentindo. Mas não era por sentir esta pontada de nervosíssimo que iria se desesperar ou demonstrar algum tipo de fraqueza.

Arthur andava curvado com a cabeça baixa, ambas as mãos entravam nos bolsos de sua calça e seu boné estava virado com a aba para frente, criando uma sombra que ocultava seus olhos. Ia em direção de uma catraca, a qual liberava sua passagem ao posicionar sua carteira de treinador sobre uma superfície de vidro com leitura digital. Empurrava uma das três barras para baixo, passando entre elas e tendo livre acesso ao caminho do campo.

O interior do estádio Vulcano era ironicamente gelado pelo ar-condicionado, que parecia estar programado a simular a sensação térmica de Pallet ou Lavender, mas Arthur não se incomodava já que o frio lhe trazia conforto. Sua jaqueta esportiva roxa também o aquecia o suficiente.

Escutava seus passos ecoarem pelo corredor extenso que conectava com o gramado de batalha. Finalmente erguia a cabeça, ajeitando a aba do boné com o dedo indicador e o polegar, observando um homem que sorria simpaticamente para ele, pedindo a Pokébola do Pokémon que usaria durante a batalha, assim registrando a sua imagem no telão durante a batalha.

De maneira fria e silenciosa, Arthur entregava a Pokébola de Lawrence, seu inicial, e a segurava com firmeza novamente quando o homem terminava o registro, passando pelo rapaz e entrando no campo. A forte luz que invadia seus olhos acabava por ofuscar sua visão, mas a aba de seu boné ajudou na resistência de sua visão voltar ao normal.

Ao mesmo tempo em que avançava os passos pela grama verde do campo, podia reparar que Gabriel Hihill entrava no lado oposto, de maneira sincronizada e ele, além de pontual. Escutava os torcedores amigos do loiro gritarem por ele, mesmo sabendo que a maioria dos gritos desejavam ver sangue derramado no gramado verde.

Ainda sem dizer nenhuma palavra, Arthur caminhava até o centro para cumprimentar seu adversário, como a ética da Grande Liga exigia. O loiro sorria simpaticamente para ele, o desejando boa sorte. Arthur não dizia nada, apertava firmemente a mão do adversário e desejava o mesmo apenas com um aceno de cabeça.

O rapaz se posicionava em seu extremo oposto do campo, esperando as ordens decoradas do juiz, essas que já sabia de cor de tanto que escutou o mestre de cerimônia profetizar.

Enquanto o homem ditava em uma voz poderosa e altíssima, o treinador de boné segurava a esfera de Lawrence em suas mãos, clicando no botão central para ampliar o seu tamanho até preencher sua mão por inteira.





— Podem começar! — As bandeiras verde e vermelha se levantavam junto com os braços do juiz, abaixando-se bruscamente que, por coincidência do destino, eram sincronizadas com um forte vendaval que soprava pelo campo. A ordem foi mais que o suficiente para Arthur virar o seu boné para trás e inclinar o seu corpo, jogando sua esfera com força em direção do meio do campo, que se abria ainda no ar e materializando seu Hitmonlee com um raio esbranquiçado. Por conta do imã em sua luva, a esfera era atraída imediatamente até pousar em sua mão.





Seu oponente, Gabriel, no entanto, não parecia ter a mesma tecnologia em mãos. Ele jogava uma Pokébola com toda sua força, que era pouca, fazendo com que a esfera caísse a poucos metros dele, ao contrário que a ética de batalhas exigia, onde o correto seria o Pokémon ser liberado na outra metade da Pokébola, no centro do campo.
Essa regra já havia sido descartada há anos devido o aumento da grandiosidade dos campos de batalha, mas Arthur, por ter crescido no dojô de Saffron, as cumpria fielmente, mostrando-se digno de ser um treinador de respeito.


— Meganium, huh? — Pensava em voz alta, vendo um belíssimo dinossauro de pescoço longo sendo materializado em sua frente. Sua pele verde-claro e lindíssimas pétalas que rodeavam o seu tórax, como um colar. Mesmo distante, o perfume doce que exalavam de suas pétalas era extremamente agradável.


Antes que uma ordem pudesse ser dada, Arthur contemplava a ridícula cena da Pokébola da Meganium ser atraía pela direção que foi jogada, mas seu adversário não conseguia segurá-la, sendo atingido no ombro pelo objeto redondo.

Alguns espectadores ficavam preocupados, mas a maioria davam gargalhadas com a cena. O loiro sentia uma enorme dor pela força da atração, segurando o braço e contraindo o abdômen, tirando os olhos do campo de batalha.

O Hitmonlee estava ansioso para batalhar, mas mesmo em posição de combate, só agiria com os comandos de seu treinador. A Meganium, no entanto, corria para o extremo oposto do campo, preocupada com seu treinador.

Arthur escutava os espectadores gritando palavras como “Aproveite a chance, acabe com ele!”, “Vai, manda teu Hitmonlee dar uma voadora na nuca dela!”, “acabe com ele!”, entre outras coisas que manchariam sua honra.




— Yo. Você está bem? — Perguntava em voz alta para que Gabriel pudesse escutar, ainda assim com um tom de indiferença e ausente de emoções.

— S-Sim! — O loiro gaguejava de dor, tentando amenizá-la ao tentar disfarça-la, pensando em qualquer outra coisa. — I-Isso nunca aconteceu antes.

— Imagino. — Arthur respondia, colocando as mãos dentro dos bolsos de sua calça e olhando despreocupado em direção do adversário. — Esse campo de batalha é muito maior do que você provavelmente está acostumado. Você usou força demais na sua Pokébola e ela volta na mesma intensidade, como um bumerangue. — Arthur ignorava algumas vaias em sua direção por não ter atacado o Meganium distraído. — Quando você estiver pronto me avise.







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[Aaron Storm]
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Aaron batia a palma da mão contra o rosto, tentando tirar aquela imagem do rosto e desejando no fundo do coração que aquilo fosse mentira. Escutava os risos debochadores de vários espectadores nas arquibancadas, e mesmo sentindo uma dolorosa vergonha alheia, o mulato se levantava com o auxilio de sua muleta para defender seu amigo.

No entanto, a partir do momento que se levantava, ele sentia alguém chutar sua muleta e fazê-lo perder o equilíbrio, mas antes que pudesse cair, a mão do autor do chute o segurava e forçava-o a se sentar novamente em seu lugar.


— Fique aí quietinho e não se meta no problema dos outros. — A voz o reprendia, fazendo-o torcer o nariz e ranger os dentes, cerrando os punhos.

— Matt!

Aaron fitava o autor do chute, rapidamente o reconhecendo só pela voz. Um rapaz alto e de cabelos lisos e loiros, dotado de belos olhos verde claro. No entanto, sua beleza era facilmente descartada pelo seu amor-próprio em excesso, o tornando bastante esnobe.


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— Sabes que se ultrajar um dos cidadãos, poderá ser devidamente punido pela Grande Liga.

— Enfia essa etiqueta no cu, então. — As palavras faziam Matthew arregalar os olhos. Ainda furioso por ter sido abusado de sua deficiência, Aaron voltava a ver o campo, se surpreendendo ao perceber que a batalha ainda não havia começado, com Gabriel massageando seu ombro. — Hoi, isso não está me cheirando bem.

— Bem, estás ciente de que Hihill perderá, não? — Sem ser convidado, Matthew sentava-se na poltrona ao lado de Aaron, abrindo um saquinho de amendoins. — Arthur Liesel está muito acima de seu nível, tanto profissionalmente quanto intelectualmente.

Hoi. Cale a sua boca. Você não sabe de nada. — Aaron cerrava os olhos. Como Matthew poderia ser tão frio? Gabriel havia iniciado a jornada junto a eles quando crianças.






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[Arthur Liesel]
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— D-Desculpe! Estou pronto! — Gabriel finalmente ficava em posição de combate, ainda sentindo uma terrível dor em seu ombro, mas tentando ignorá-la o máximo que podia.

— Ok. — Sem pensar duas vezes, Arthur apontava o dedo indicador para frente, em direção da Meganium que também estava em posição de combate. — Já sabemos de sua estratégia. Brick Break!

— Oh! — Gabriel levava um susto com a velocidade do adversário. — Minha Rose, use Reflect!


A Meganium rugia, mexendo lateralmente o corpo de modo que suas pétalas balançassem, cintilando um tom rosado que se intensificava. Uma esfera da mesma cor rodeava o seu corpo, em um tamanho tão grande quanto sua usuária.

O Hitmonlee corria numa velocidade de um corredor profissional, ao ver aquela esfera rosa quase que transparente rodeando seu adversário, suas mãos brilhavam em um tom esbranquiçado. Então girava o seu corpo lateralmente, dando um golpe de caratê lateral que quebrava a proteção em milhões de pedaços, como se ela fosse de vidro.

Os olhos de Gabriel Hihill se arregalavam.



— High Jump Kick. — Arthur dava a ordem sem elevar a voz, mas era o suficiente para seu Hitmonlee o escutar.



Ainda na frente da Meganium, o Hitmonlee dava um fortíssimo salto usando suas musculosas pernas, chegando à mesma altura que a cabeça do dinossauro verde. No ar, ele girava horizontalmente duas vezes, rápido como um peão, esticando sua perna como se ela fosse flexível e elástica, e desferia um chute tão poderoso na Meganium que ela tirava os pés do chão e voava para o lado, caindo brutalmente no chão, bem debilitada.

De maneira graciosa, devido o seu peso, o Hitmonlee caía suavemente no chão, não se machucando mesmo com a grande altitude que se encontrava.



— I-Isso... — Gabriel ficava boquiaberto, tão trêmulo que de fato conseguia se esquecer da dor no ombro.  — Use Synthesis!

— Low Kick e Blaze Kick. — Arthur continuava em seu tom indiferente.



A Meganium se levantava com dificuldades, mas antes mesmo de se preparar para usar o movimento ordenado, ela sentia uma fortíssima rasteira que girava o seu corpo para o lado, virando de pernas para cima. Em seguida, o Hitmonlee, ainda com o dinossauro no ar, estendia a perna que se esticava ainda mais. Seu pé queimava em chamas e então descia de forma violenta o membro, golpeando com o calcanhar o pescoço da Meganium e auxiliando-a a colidir-se contra o chão.

Devido o peso do oponente, a colisão fazia o Hitmonlee dar um salto para não perder o equilíbrio.

Gabriel continuava a gaguejar com a sequencia bem sucedida de seu oponente.




— V-Você é bem rápido! Isso não será o suficiente! — Gabriel tentava intimidar Arthur, sem êxito. Ainda com dificuldades de se mover pela dor que sentia no ombro, o loiro apontava para frente. — Minha Rose, eu o Sweet Scent!

— “Hum. Ele está mudando sua estratégia”. — Arthur coçava o queixo com a base de seu dedo indicador. — Law, para trás, agora!


A Meganium concordava com a cabeça. Suas pétalas cintilavam novamente em um tom rosa-choque, movimentando seu corpo para os lados de modo que o colar florido balançasse. Pequenos fragmentos brilhantes saíam e invadiam o campo, deixando-o infestado com essa poeira rosada.

O cheiro era simplesmente maravilhoso.

Mesmo dando várias rápidas cambalhotas para trás, o cheiro acabou se espalhando ainda mais rápido, impregnando no corpo e nas folhas do gramado do campo. O Hitmonlee parecia ser mais sensível para o odor, já que ficava visivelmente mais distraído e tonto.




— Esplêndido, minha Rose! Agora precisaremos apelar! Esbanje sua magnificência com seu poderoso Frenzy Plant, minha Rose!

— Tch! Law, corra em zigzag! — Arthur rangia os dentes, lembrando-se em seus estudos de que este era o golpe mais poderoso que a Meganium de seu oponente conhecia.




O Hitmonlee escutava o seu treinador e tentava fazer o comando, mas pela tontura do aroma adocicado no campo e batalha, seus movimentos eram cambaleantes e nada precisos, deixando-o mais lento e vulnerável.

A Meganium criava uma áurea esverdeada por todo o seu corpo, dando a impressão de que ela havia duplicado o seu tamanho. As íris douradas em suas órbitas brilhavam intensamente na cor amarela, deixando um rastro a cada movimento que fazia. Suas antenas pareciam cintilar na mesma cor, enquanto suas pétalas brilhavam num tom ainda mais forte de rosa-choque. Cada movimento da Meganium era um show de cores.

O dinossauro de pescoço longo fazia pressão nas pernas traseiras, assim levantando as patas dianteiras ao jogar as costas para trás. Ela rugia antes de forçar seu peso ao chão e colidir fortemente as patas dianteiras no solo, enterrando-as. Um pequeno terremoto balançava o estádio Vulcano e arrancava gritinhos dos mais impressionáveis.


Tch! — Arthur percebia que estaria em uma séria enrascada se Lawrence fosse atingido por aquele movimento. — Endure!


Raízes grossas e cobertas por aterradores espinhos brotavam do gramado, deformando o mesmo com terra que era levantada pelo corpo da estirpe. A mesma áurea esverdeada que envolvia a Meganium também cobriam as raízes, que eram controladas pela vontade da inicial de grama.

Ao rugir, as raízes espinhosas se moviam como serpentes enfurecidas em direção do Hitmonlee, o atacando tão brutalmente que poderia ser um movimento fatal, caso Gabriel permitisse. A arena gramada era totalmente deformada pela terra que as raízes alastravam, arrancando suspiros decepcionados do juiz, sabendo que após a batalha a equipe de funcionários públicos teria de limpar toda aquela bagunça.

Antes de receber a investida daquelas raízes macabras e tenebrosas, o corpo do Hitmonlee cobria-se em uma aura avermelhada, soltando vapor pela energia acumulada que lutava para manter dentro de seu corpo.

Após a investida, não era mais possível ver o Hitmonlee no emaranhado de raízes de contorcendo e dando vários botes como serpentes.

A fadiga após executar o golpe fazia com que a Meganium suspirasse exausta, perdendo abruptamente aquela aura esverdeada e a extravagância em cores que a cintilavam. As raízes começavam a murchar, até ficarem tão fracas que o vento as levavam como se transformassem em cinzas.

O Hitmonlee estava de pé com o corpo curvado, em posição de combate enquanto mantinha-se ofegante e suando. Parecia estar em seu limite.


— Foi uma boa batalha. — Arthur comentava, ajeitando o boné. — O Frenzy Plant de sua Meganium poderia muito bem derrotar quase qualquer Pokémon da Grande Liga. É um movimento extremamente poderoso.

— Obrigado. — Gabriel respondia receoso, vendo o estado deplorável de exaustão vindo de sua Meganium. — Mas a batalha não acabou ainda.

— Sim, acabou. — Arthur respondia quase que imediatamente. — O Endure que Law usou foi a peça fundamental para terminarmos esse jogo.


O Hitmonlee retirava uma espécie de fruta alaranjada com detalhes mais claros em sua parte superior, uma Liechi Berry, que parecia estar amarrada a cintura do Pokémon lutador com uma espécie de cinto de couro. Era irônico vê-lo devorando a fruta alaranjada com várias mordidas, já que sua boca era pequena e não podia ser vista.

Ao terminar de comer a Liechy Berry, os músculos do Hitmonlee parecia crescer e ficar mais definidos, assim como suas pernas ficarem levemente mais grossas. Gabriel arregalou os olhos.


— Creio que você conheça a habilidade Unburden. — Arthur finalmente esboçava um sorriso no rosto, mesmo que esse fosse maléfico. — Xeque-Mate. High Jump Kick!


O Hitmonlee simplesmente desaparecia com um vulto que surgia repentinamente na frente da Meganium. Pelo susto da velocidade avassaladora que mal podia ser acompanhada a olho nu, a Meganium não teve nenhuma reação se não arregalar os olhos.

Um chute certeiro no rosto do dinossauro esverdeado que havia sido ainda mais forte do que o anterior, fazendo-o voar mais longe e cair bruscamente no chão, nocauteada.

Gabriel ficava boquiaberto, caindo de joelhos, com a mão em seu ombro machucado.






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[Aaron Storm]
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Aaron ficava quieto enquanto estava sentado na poltrona das arquibancadas. Ele parecia ser um dos únicos que não comemoravam a vitória de Arthur junto aos fogos de artifício. Seus olhos ficavam trêmulos ao ver seu amigo perdendo logo na primeira fase, mesmo tendo dado tudo de si.


— Eu avisei. — Matthew se levantava, amassando o saquinho de amendoim, já vazio. Parecia ter calculado o tempo exato da batalha e devorado todos os amendoins durante a duração da mesma. — A Grande Liga não é um parque de diversões, Aaron. Por essa razão, você e seu amigo nunca tiveram chances aqui contra os verdadeiros campeões, como eu e treinadores como Arthur.


Aaron continuava em silêncio, apenas cerrando as sobrancelhas e olhando furiosamente para o loiro, incrédulo diante aquelas palavras frias e egoístas após o outro merecedor do inicial de grama ter perdido.


— Sabes que será o próximo. — Matthew fechava os olhos, ajeitando a franja loira. — Lutarás contra aquele tal psicopata Fred, do Magmortar. Até poderás vencer, mas caso aconteça, terá de lutar contra mim na segunda fase. — Um riso debochado. — Espero que isso aconteça, Aaron. Embora não tenhas nenhuma chance de vitória, eu anseio muito por uma batalha contigo.


O moreno se levantava com o auxilio de sua muleta, mancando até ficar cara a cara com o loiro, que era mais alto pela postura ereta e orgulhosa. Aaron o encarava nos olhos, com os rostos bem próximos um do outro.


— Se você está ansioso para uma batalha nossa, você não faz nem ideia de como eu esteja, seu mauricinho. — Cuspia as palavras enquanto avançava o rosto, como se ameaçasse agredir Matthew a qualquer momento. O loiro não recuava, apenas encarava com o mesmo sorriso orgulhoso. — Eu vou vencer de Fred. Depois vou vencer de você.

— Lhe estarei esperando ansiosamente para que possa fazer isso, então. — Uma resposta irônica.


Aaron se virava bruscamente, mancando pelo lado oposto enquanto saía do local.






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[Graz]
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Algumas horas depois...



Após interrogar os três treinadores com intuito em enriquecer sua investigação com detalhes, Graz partia junto com sua parceira e superiora, Mabel, a uma cafeteria chamada de “Sudowoodo’s Café”. Particularmente, lar de seu café preferido.

Sentava em uma cadeira cuja almofada era revestida em um confortável couro. O cheiro lhe agradava bastante, dando um ar vintage. Fazia seu pedido a uma garçonete e finalmente debruçava-se na mesa de madeira polida.


— Woaah.  — Um longo bocejo enquanto enterrava sua cabeça em seus braços. — Que deselegante.

— Não reclame. — Mabel respondia em tom sisudo, analisando o cardápio. — Temos que investigar o caso. Descobrir se foi uma farsa para adiar as batalhas ou se realmente é uma rede mafiosa de apostas ilegais.

— Eu sei, eu sei. — Sua voz ainda estava alterada pelo bocejo. Lágrimas saíam de seus olhos, mostrando o sono que sentia. — Minhas fichas vão para o Condor.

— Condor? Sério? — O olhar de Mabel era de decepção diante o argumento. — Sinto seriamente que você está apaixonado por esse cara e irá pedi-lo em casamento se o encontrar.



Graz soltava uma gargalhada ao escutar aquilo.




— Provavelmente, o cara é um gênio. — Seu sorriso ia lentamente se desmanchando até ficar sério, olhando para suas mãos pálidas. — Esse cara nunca foi pego, Mabel. Isso não faz o menor sentido. Ele simplesmente desaparece. Desde a época em que estava envolvido com a Equipe Rocket.


Mabel soltava um longo suspiro, sabendo muito bem o rumo em que a discussão iria.


— Daqui a pouco você fala sobre sua teoria do teletransporte ou invisibilidade.

— É possível com habilidades de Pokémon. — Graz suspirava, vendo que seus argumentos eram em vão. — Você tem que acreditar em mim, Mabel. Isso tem cheiro de condor.


Um silêncio constrangedor e forçado foi inevitável quando a garçonete vinha com dois copos de café acompanhados com alguns frios fatiados e bolos.


— Um Bonsly Feliz e um café preto forte. — A garçonete os atendia com um sorriso tão natural que poderia enganar qualquer pessoa que não tivesse acostumada com blefes como os dois policiais. — E uma cortesia do gerente.


Ao olhar para o lado, atrás do balcão, Graz podia ver a figura de um homem sorrindo simpaticamente enquanto erguia sua mão suavemente, os cumprimentando.


— Veja, isso foi inesperado. — Graz abria um enorme sorriso. — Diga ao gerente que nós apreciamos a cortesia.  — A garçonete sorria e fazia uma reverência antes de se afastar do local para voltar ao trabalho. Graz fitava para o café sério enquanto o misturava com uma pequena colher de plástico.


Mabel arqueava uma de suas sobrancelhas, curiosa. No fundo, mesmo com toda essa obsessão pelo tal criminoso denominado como “Condor”, ela tinha um profundo respeito pelo policial, desde quando ambos trabalhavam juntos pelas ruas sombrias e perigosas de Saffron, antes de ter seu cargo promovido.


— O que está pensando, Graz? — Perguntava antes de tomar um gole do café preto.

— Green e Sharpp disseram que ele se vestia como um segurança, mesmo que o uniforme fosse diferente do padrão. Como ele conseguiu se infiltrar sem ser fichado ou ainda não foi rastreado? Para entrar no Planalto Índigo, só é possível com um visto aprovado pela confederação na carteira de trabalho, uma carteira de treinador com no mínimo oito insígnias, comprando os ingressos ou com permissão do governo de Kanto, que é nosso caso.

— Isso se os dois estiverem falando a verdade. — Mabel, não parecia levar muito em consideração os depoimentos de Kyle e Luke, por mais fieis que fossem se forem comparados.

— E porque mentiriam? O braço do treinador foi quebrado. — Graz continuava, gesticulando os braços. — Kyle venceu sua batalha mesmo declarando que foi atacado e ameaçado por este mesmo segurança antes. Luke é o queridinho de Kanto, ele se garante no campo de batalha.


Uma bufada impaciente escapava dos lábios de Graz, enquanto este coçava sua nuca.


— Na minha cabeça são três alternativas.

— Sei que uma delas tem haver com Condor. — Mabel revirava os olhos.

— Sim. Condor já está ligado com o mercado negro de apostas e comercio ilegal de Pokémons desde a Equipe Rocket. Ele é liso, nunca foi pego, então as chances de ser ele ainda são válidas. — Cortava uma fatia do bolo de chocolate que havia ganhado de cortesia. — A segunda é um pouco mais difícil de digerir, mas a confederação estaria envolvida nisso. Um esquema corrupto para eliminar os treinadores pouco conhecidos e manter os que chamam mais atenção da mídia. A imagem teria mais valor que a habilidade.

— E a terceira? — Mabel arqueava uma de suas sobrancelhas, achando interessantes as teorias por mais absurdas que fossem. No entanto, em toda sua experiência de trabalho com Graz, sabia que os casos mais absurdos eram sempre o amigo que conseguia solucionar.

— A terceira? — Graz sorria enquanto mastigava o pedaço de bolo, ajudando a descer pela garganta com um gole do copo de café Bonsly Feliz. — A terceira alternativa é que são os dois casos juntos.







Ending
 
- A L L   ★   S T A R S ! -
Rush
Rush
ABP Mod
ABP Mod

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Frase pessoal : Agora você não tem mais waifu!


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Mensagem por Black~ Sex 21 Abr 2017 - 20:11

Cacete, finalmente li tudo isso. Foi mal Rush, queria ter lido antes, mas era muita coisa kkk, mas enfim.

Bem, eu vou tentar falar o mais resumido possível, então o comentário vai ser bem genérico, mas é que eu não queria me estender muito no comentário.

Eu gostei da fic, pelo menos você deu um rumo à história do Caio, já que pelo visto ela não ia terminar nunca huahuha (pelo menos o Kyle ainda tem um rumo, enquanto o Lurly caiu no ostracismo, na plataforma do esquecimento), mas enfim. Eu achei bem legal uma fic somente se tratando da Liga Pokémon e gostei de toda a ambientação e todo o clima que você criou antes da Liga, os hotéis, os estudos, o silêncio do local vazio, o tamanho dos estádios, etc. ficou tudo muito bom. Além disso, gostei de você ter primeiro exposto um pouco da personalidade de alguns personagens e depois ter colocado a porradaria.

Você é bem doidão de ter criado 64 negos e ter feito os sprites de todos eles, mas é o tipo de doideira que a gente gosta hhuhuahuhauha, apesar que eu não vou lembrar o nome de mais do que 20.

Falando nos personagens, vi que alguns vão ser apenas passageiros na fic mesmo, enquanto outros você deu mais destaque, colocando-os em POV, como o Kyle e a Karine, óbvio, mas o Lucas, o Luke, o William, o Atilla, etc. Eu só senti falta do Seth. O cara era o maior rival do Kyle e até aqui ele nem sequer apareceu, somente sendo citado pelo narrador ou pelo próprio Kyle. Apesar de não ser mais as Crônicas do Kyle, ele ainda tem um lugar no nosso coração, então o rival dele deveria ter tido pelo menos um trecho de POV, mas você é o autor né huhauha.

Enfim, achei a batalha do Zeus contra o Ezekiel bem fodinha e achei bem daora. Aliás, todas as batalhas foram cheias de reviravoltas intensas, o que eu curti bastante. A batalha do William contra o Kyle foi simplesmente épica; com o Ares tendo que aguentar o que ele não pode devido à estratégia maluca do Kyle, eu realmente achei em alguns momentos da luta que o protagonista ia perder, mas foi bem legal; gostei do fato do Kyle não ter ganhado do modo protagonístico, mas ter ganhado com todo esse drama. Aliás, o Kyle querendo escolher outro pokémon ao invés do Venusaur foi até nostálgico, fazendo lembrar de todas as idiotices que o Kyle fazia no meio da jornada, mas que ele achava estar certo.

Você falou que o humor tinha sido estranho naquele capítulo, mas eu sou especialista em humor de qualidade duvidosa, então eu simplesmente ri demais de você colocando aqueles funks na trilha sonora, principalmente uma torcida gritando um funk em homenagem ao treinador; quando eu verei isso de novo numa fic? uhhauhauhuah. E nem preciso falar da sarrada narutesca né? Mds que coisa bizarra huhauhauh.

Bem, esse capítulo foi bem legal, achei a batalha boa; a Meganium fez o que podia, mas o limite da Meganium é realmente pouco (não sei porque, mas não gosto da Chikorita/afins), porém aquele Frenzy Plant certamente nocautearia o Hitmonlee se o mesmo não tivesse usado o Endure para ter deixado o HP em 1, e depois ter ativado a habilidade, que eu sinceramente nem sei como funciona -q, mas enfim.

De toda forma, achei todo esse mistério da possível manipulação de resultados bem intrigante e achei bem legal você ter colocado, pra variar, mais uma coisa bem realista dessas (dias desses estava com uma ideia bem parecida com essa também, mas de toda forma, achei bem legal isso, dá um toque a mais de realismo). Enfim, quero saber agora se a própria Liga está envolvida nesse escândalo de corrupções e também fiquei intrigado com esse Condor. Acredito que você deva trabalhar mais esse plot, também para não "cansar" apenas falando sobre a Liga, coisa que eu acho bem legal, o fato de dar uma variada nos temas -q, mas enfim.

Bem, vou fazer um comentário mais lixão assim, no próximo capítulo comento melhor. Erros vi um ou outro, nada tão bizarro.

Então é só e boa sorte com a fic o/

________________
The Adventures of a Gym Leader - Capítulo 48
Dreams come true

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Mensagem por -Ice Sab 22 Abr 2017 - 16:02

Caralho, eu realmente me confundi Laughing Não sei porque, mas na minha cabeça o Alex e o Luke são bem parecidos, apesar de eu estar gostando mais do treinador do Haxorus -q E eu também troquei as bolas com os treinadores de Squirtle -q Juan é o que faz as coreografias e vai lutar contra você o Rush, e Lucas é o treinador do Kaigan merecedor do inicial de água e vai lutar contra o cara do Tangela do torneio de Cerulean. Okay, entendi -qq Eu recomendo que você coloque as chaves no main post, já que eu sempre tenho que ir até o capítulo quatro pra ver quem vai batalhar contra quem.

Dae Rush o/

Eu curti pra caramba esse capítulo, eu até diria que ele foi o meu preferido até agora, mas eu sempre digo isso, e o próximo provavelmente vai se tornar o meu preferido também, então deixa quieto.

O começo do capítulo foi legal, mostrando o ponto de vista de Atilla antes de ir jogar rúbgi usando o Kyle como bola -q Depois eu ri demais quando o Luke acordou e viu os dois conversando como se nada tivesse acontecido auhuahae eu ri demais.
Eu inclusive acreditei por alguns momentos que o Luke tivesse sido desclassificado, mas depois ri mais quando percebi que o Kyle estava brincando. Finalmente todo o potencial do caipira de Pallet está sendo aproveitado Laughing

Depois disso apareceram o Graz e a Mabel, e, cara, que personagens fodas. Eu curti pra caramba os dois, e suas personalidades me lembraram bastante os cientistas de To the Moon (Dra. Rosaline e Dr. Watts). Como você disse que jogou o jogo, imagino que tenha tido inspiração aí, já que as personalidades me remeteram aos dois. Se você colocar alguma música do jogo quando os dois aparecerem eu vou ficar bem feliz e feels :')

Depois disso, o capítulo ficou um pouco parecendo com aquelas cenas do anime onde nenhum dos protagonistas vai batalhar mas eles precisam mostrar que o torneio/campeonato continua rolando, então vai aparecendo vários treinadores aleatórios vencendo. No seu caso, ficou mais profissional, já que você se deu ao trabalho de criar cada um dos competidores, e trabalhou até nos que não apareceram ou que perderam na primeira fase para que a história ficasse bem rica em detalhes, e assim você conhece todos os seus 64 personagens. Isso me lembrou bastante a JK Rowling, que também se preocupa com cada informação do background dos livros de Harry Potter, fazendo com que ela conheça o universo todo.

Agora o Connor eu achei bastante interessante, tanto pelo seu linguajar quanto pelo seu diálogo com Darkrai, que mais pareceu um monólogo hahah O personagem me lembrou muito o Negan das HQs de TWD, que também usa palavras de baixo calão para dar ênfase em suas frases, o que acaba fazendo com que ele fale umas coisas icônicas como "Eu poderia ter te colocado de quatro naquelas escadas agora mesmo, e enfiado o meu punho no seu cu. Você seria a porra do meu fantoche de Rick". É claro que no caso do anti-herói de TWD as coisas são muito mais pesadas ahsuahsu

Sobre a última batalha, eu estava torcendo para o Gabriel, mas quando você colocou a narração sobre o ponto de vista de Arthur, eu comecei a torcer muito mais pelo rapaz do Hitmonlee. Eu acho que essa foi a primeira batalha em que eu gosto dos dois personagens em campo, o que faz com que seja muito mais difícil simplesmente torcer para um. Eu curti toda a honra do Arhur, mas também me identifiquei bastante com o Hihill. É sério, apanhar da própria pokébola se parece muito com algo que eu faria se fosse um treinador pokémon Laughing De todo modo, eu gostei do resultado da batalha, e espero ver mais do Arthur.

O final deixou todo esse mistério sobre estar algo maior acontecendo, e sobre esse tal de condor que o Graz é obcecado. Quando ele falou que o Condor já foi da equipe Rocket e essas coisas, eu me lembrei o Morgan, aquele cara que, se eu não me engano, tinha um Pidgeot e fez todo o bang lá para mega evoluir o Scizor na floresta de Veridian. Seria legal ver ele reaparecer.

Enfim Rush, esse capítulo foi muito foda e já estou aguardando o próximo com grande ansiedade. Mantenha o bom trabalho e até mais o/

agora vou ver se consigo ler 54875557 capítulos da fanfic do Black
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Mensagem por Brijudoca Dom 23 Abr 2017 - 16:33

Salve Rush =D

Eu comecei a ler esse capítulo no dia que você lançou (quarta-feira eu acho), porém tive que parar na metade, pouco antes da luta de Gabriel e Arthur e acabei enrolando pra voltar aqui e terminar aushahs me perdoa. Eu tava achando que ele terminaria com algum cliffhanger e só saberíamos o resultado da batalha no próximo capítulo, mas gostei que você resolveu tudo nesse mesmo e ainda desenvolveu parte da trama paralela da fic com os novos personagens.

Primeiramente, fiquei aliviado que houve justiça na liga de Kanto e o Luke não foi desclassificado. Deu pra ver que ele ficou muito assustado com as palavras de Kyle e eu também admito que cheguei a acreditar por um segundo. A interação do caipira com o Atilla foi ótima também, já espero ver os dois juntos mais vezes ao longo da fic.

Nossa, o que foi a fodendo discussão do mano do Darkrai? Eu realmente não sabia se dava risada ou ficava assustado com esse Connor, já imagino a loucura que deve ser ele no campo de batalha. Também assimilei ele com o Negan de TWD, o cara tem, provavelmente, a boca mais suja de todo o mundo Pokemon lol A batalha dele com o Luke é a que eu to mais ansioso pra ler junto com a da Karine vs o fodão do Salamance que eu esqueci o nome e to com preguiça de procurar

Bom ver que temos alguém, supostamente, eficiente tentando desvendar o ocorrido com os garotos. Graz e Mabel já ganharam minha simpatia de cara com essa vibe good and bad cop. Não sei até que ponto você irá desenvolver essa trama paralela a liga, mas acredito que os dois serão peças fundamentais na trama. Essa história paralela me lembra os Budokai Tenkaichi de Dragon Ball, que sempre tinha algo rolando por trás dos torneios,

O destaque do capítulo, e da Fan Fic em geral, com certeza é o desenvolvimento de personagens + o grau épico que você transmite nas batalhas. Por mais que tenha sido mais rápida, foi bem legal ver as estratégias do HiHill caírem sob a inteligência do Arthur. Uma pausa pra salientar EM COMO EU RI como o menino se machucando com a pokeball pqp Achei interessante também essa característica do Arthur de ser honrado e ele mencionar (pensar, na verdade) na tradição de lançar o pokemon no centro do campo. Destaque também pela descrição do golpe Frenzy Plant, foi muuuuuuuito massa e passou muito bem a sensação de poder do golpe elemental dos iniciais.

Não imagino o Aaron perdendo na primeira rodada, logo, um embate entre ele e o merecedor do inicial de fogo de Johto também parece inevitável, ta aí outra luta pra eu acrescentar na lista das que eu mais quero ler. Algo incrível da sua fic, é como você consegue dar destaque para tantos personagens e fazer a gente simpatizar e se importar com eles, mesmo nas batalhas mais filler do torneio. São 64 participantes cara, e com a dose de destaque que você deu pra cada um (inclusive criando os Sprites e dando um background), eu não consigo imaginar quem vai prosseguir pras fases finais e muito menos quem vai vencer a liga.

Até o próximo capítulo amigo o/
Brijudoca
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Frase pessoal : make brazil emo again


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As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 Empty Re: As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars!

Mensagem por Rush Seg 8 Maio 2017 - 13:26

@Black~: Sup, Black!

Muito obrigado pelos elogios! Para ser honesto, desses sessenta e quatro participantes, eu não fiz a sprite da maioria. As únicas sprites originais by rush mesmo são as sprites do Kyle, do campeão Herick, do Luke e do Lucas Darkblue. O resto dos sprites foram feito por outros artistas.

Eu fico muito feliz que tenha gostado das batalhas, pois esse é o grande ponto em que eu queria trabalhar. As batalhas terão aquela licença poética de Fics que eu já comentei com o -Ice, mas também seguirá o competitivo. No caso do Hitmonlee, por exemplo, ele fez uma estratégia que eu usava no competitivo. Usar o Endure para ficar com apenas 1 de HP, fazendo com que ele coma a berry que aumenta o ataque em 1 estágio e simultaneamente ative a habilidade Unburden.

A habilidade em especial funciona assim: Toda vez que o item é consumido, a velocidade do usuário DOBRA. Então o combo do Hitmonlee (Não querendo Spoilar, mas esse Arthur Liesel NÃO É QUALQUER TREINADOR) funciona desta forma: Endure (1 de Hp, consome berry) > Liechi Berry (0.25x de Ataque) > Unburden (x2 Speed ) > Reversal (200 de poder por estar com 1 de HP).

Resumindo. Com o combro Endure > Liechi > Unburden, o Hitmonlee que já tem um ataque absurdamente alto, fica com o dobro de velocidade e um ataque que a base power é 200, tirando o aumento de ataque com a Liechi Berry.

Ou seja... Se no competitivo isso é apelão, imagina na Fic? HAHAHAH

Muito obrigado meu amigo, fico muito feliz que tenha voltado ao fórum! Um abraço, continue lendo! <3


@-Ice: Ice-Boy! /o/

Muito obrigado pelos elogios e pelas críticas! Já afirmo para você que irei anexar as chaves no main post para melhor compreensão. Não te culpa pela confusão, afinal, são 64 personagens.

Hahahahaha! Você ainda não viu nada. Kyle e Atilla ainda vão mitar muito juntos, onde o potencial de ambos será bem desenvolvido (Eu espero). Sobre Graz e Mabel, eu admito sim que teve uma pontinha de To the Moon, no entanto, eles não serão 100% fiel aos personagens do jogo. Na real, Mabel será bem diferente da Dra. Rosaline, embora ela seja mais cabeça enquanto Graz é palhação.

Nossa, é uma honra ser comparado a JK Rowling. Eu espero que um dia eu chegue lá! Hahahah' Na real que eu preciso desabafar em não estar tão contente assim. Gostaria de ter explorado mais alguns personagens. No caso, tiveram uns quatro que nem chegaram a aparecer e já foram eliminados, e isso para mim foi um tremendo desperdício de personagem. :/ Mas eu acho que se for explorar um por um, batalha por batalha, a fic ficaria IMENSA.

BROTHER, EU A-M-O O NEGAN. MELHOR VILÃO EVER. Eu nem preciso falar que o Connor teve uma pequena pontinha de Negan, né? Connor vai, inclusive, ser MUITO importante para esse volume e neste capítulo será explicado o motivo disso.

Fico contente que tenha gostado da batalha! Eu particularmente adoro o Arthur Liesel. Como falei pro Black, ele será um dos personagens mais cabulosos da fic inteira, mas não irei spoilar aqui. Infelizmente eu gosto bastante do Gabriel, que não chegou a ser tão explorado aqui mas irá aparecer no futuro novamente.

Muito obrigado, meu querido! Espero que você goste do capítulo! Um abraço! <3


@Brijudoca: Briju! \o/

Muito obrigado pelos elogios! Relaxe, eu sou bem paciente em relação aos comentários, inclusive, já presenciei o completo clima funerário do fórum quando SÓ EU postava nas fics de Pokémon e não recebia nenhum comentário. UHAUEHUA Mas fico contente que tenha gostado do capítulo, tirando em alguns casos extremos, não pretendo cortar a batalha para o próximo capítulo. Acho isso uma covardia mas é necessário ser usado algumas vezes.

Como falei anteriormente, Kyle e Atilla vão aparecer juntos de novo sim. Achei a química dos dois personagens juntos muito bacana de se trabalhar, e mesmo que eu não tivesse planejado isso inicialmente, eu gostei dos dois interagirem desta forma. Já o Connor, se eu falar mais coisas vou acabar spoilando demais! hahahaha Te garanto que terão as quatro batalhas mais épicas da primeira fase, onde será MUITO difícil para ambos os participantes. Uma delas foi de Kyle contra Willian, as outras você já pode imaginar. Talvez Luke contra Connor? Talvez Karine contra Skyfall? Hahaha

Sobre o plot de Graz e Mabel, eles vão ter um papel fundamental no primeiro Volume. Nesse capítulo deixará um pouco mais claro o porque disso.

Eu fico extremamente feliz ao ver que você gostou da batalha da Meganium versus o Hitmonlee. Pra ser honesto, admito ter ficado com um pézinho atrás em relação ao Frenzy Plant. Não soube se consegui transmitir a imagem que tinha em minha cabeça, afinal, é o golpe MAIS APELÃO do tipo Grass, considerando que não terá nenhum tipo de Z-Move na Fic, apenas Alola Forms. Heheh.

Ainda pretendo tentar explorar isso em questão de apenas UM desses SESSENTA E QUATRO ser o campeão. Todos tem seus sonhos e suas histórias e ainda pretendo postar uns Flashbacks depois desse capítulo. Vai me doer bastante ver alguns personagens sendo eliminados. :c

Cara, muito obrigado pelo comentário. Fico muito feliz mesmo em ver que você está curtindo. Espero que continue lendo e tenha uma ótima leitura!




~>x<~




Antes de tudo, gostaria de me desculpar pela imensa demora de quase três semanas em postar o capítulo. Meu teclado para variar deu aquele problema e a procrastinação em arrumar outro bateu bem forte. Além do mais, por algum motivo quando tentei postar o capítulo mais cedo ele cortava pela metade quando eu clicava no "pré-visualizar", o que me desanimou bastante em ter que formatá-lo novamente.

Esse capítulo terá destaque em alguns personagens que ainda não apareceram, alguns que serão bem importantes futuramente.

Antes de tudo, gostaria de fazer uma "enquetezinha". Qual personagem vocês gostariam de ver um flashback? Pretendo postar depois desse capítulo, contanto um pouco sobre o passado e início de jornada. Originalmente pretendia postar o flashback de Zeus, mas acho melhor perguntar para vocês, já que isso será um tanto quanto um filler na cara de pau.

Então é isso! Que flashback vocês gostariam de ver?

Espero que tenham uma ótima leitura!






~>x<~
[Luke Veil Sharpp]
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Luke desviava o seu olhar para o lado, tentando tirar a imagem da injeção penetrando em seu braço quebrado da mente. Ao sentir a pontada da agulha entrando na pele, ele sugava o ar pelas narinas, enchendo seus pulmões e segurando o máximo que podia para não transparecer sua dor por meio de gemidos.


— Vamos, Luke. Não seja uma garotinha! — Kyle o incentivava, ou pelo menos tentava, enquanto assistia a cena sentado em sua cama hospitalar, de frente para o amigo. — Não é como se essa injeção doesse mais do que quebrar o braço, sabe.

— Fique quieto. — Luke resmungava mal humorado, olhando para Green com a mesma disposição nos olhos. Ao ver que havia sido grosso, ele fechava os olhos, respirando fundo para se desculpar. — Eu morro de medo de agulhas.


Kyle e Atilla se entreolhavam.


— Não precisa sentir vergonha, jovenzinho. — A voz grossa e alta de Atilla sempre transbordava euforia, como se ele estivesse dando toda sua atenção na conversa. O homem estava deitado em uma cama ao lado a de Kyle. — Eu tenho medo de Beedrills. Insetos em geral. Eles me aterrorizam!

— Nem me diga, cara! — Kyle arregalava os olhos com o desabafo. — Eu tenho medo de Butterfrees! Um Butterfree me mordeu uma vez e doeu pra caralho!

— Oh, pequenas borboletas satânicas servas do capiroto! — Atilla torcia o nariz ao escutar o nome da espécie sendo mencionada. — Deve ter sido traumatizante!


Kyle e Atilla pareciam ter se tornado ótimos amigos, pois sempre estavam conversando um com o outro em um dialogo que parecia nunca ter fim. Sempre que um mencionava alguma coisa, o outro parecia se identificar e complementar o assunto. Luke, no entanto, apenas escutava já que não sentia a necessidade de adicionar algo interessante na conversa.

Ele suspirava ao ver que o tópico da vez era o medo incondicional de ambos os treinadores em relação a Butterfrees. O Pokémon, especificamente, o lembrava de Alice.

Outro suspiro era dado ao lembrar-se da garota. Perguntava-se a respeito do motivo pelo qual ela ainda não havia aparecido no Planalto Índigo. Os pensamentos eram tão distantes e pessoais que o treinador nem sentia a outra injeção que era aplicada em seu braço quebrado.


— Muito bem. — A enfermeira que fazia o procedimento dizia sorrindo. — Apliquei duas dozes de essência do ovo de Chansey. O seu braço deve ficar melhor hoje de noite, mas apenas por prevenção, sua alta só será dada amanhã para evitar qualquer tipo de conturbação.

— Obrigado! — Luke percebia que seu braço ficava extremamente dormente, mas toda sua dor havia ido embora. Por um momento, percebia que a medicina havia adaptado o movimento “Softboiled” para ser usado em seres humanos. Agora entendia a importância que a Chansey tinha para a medicina em geral, não só em Centros Pokémons.

— É normal você não sentir seu braço. O efeito anestésico dura algumas horas, então não se preocupe, você não sentirá nenhuma dor até lá. Qualquer coisa é só me chamar que eu volto correndo aqui, ok?


A enfermeira se despedia com uma reverência e um sorriso sincero no rosto, deixando os três sozinhos novamente. Kyle e Atilla imediatamente se viravam para Luke.


— Cara, espeta sua mão! — Green comentava de forma abrupta assim que a enfermeira não pudesse escutar. — Pega um objeto pontudo e espeta sua mão!

— Porque diabos eu faria isso?! — Luke se assustava com aquele desafio. — Não é porque eu não sinto nada no braço que eu farei isso!

— Então dá um tapa na sua cara! — Atilla sugeria. — Deve ser estranho você sentir a dor no rosto, mas não na mão. É como se você apanhasse de alguém.

— Não!


Luke suspirava irritado. Não aguentava mais a presença de Kyle e Atilla juntos. Os dois eram duas crianças que se esqueceram de amadurecer junto com seus corpos. Os dois ficavam desapontados e cruzavam os braços, olhando para os lados.

Após alguns minutos de silêncio, os três se assustavam com a porta se abrindo, e dela, uma belíssima jovem de cabelos castanhos e curtos entrando. O seu perfume doce se espalhava pelo cômodo, rapidamente tomando conta e, de forma tímida, ela entrava no quarto.


— Oi? Atilla?


Luke demorava, mas finalmente reconhecia a mulher. Era Helena Moore, uma das participantes da Grande Liga, além de ser a treinadora que enfrentaria Atilla na primeira fase.


— Oh! Helena! — Atilla rapidamente se ajeitava em sua cama, ficando sentado em uma postura ereta e pigarreando para limpar a garganta, fazendo sua voz ficar ainda mais poderosa e limpa. — Não esperava vê-la tão cedo.

— Pois é. — Ela ficava tímida se aproximando após cumprimentar Kyle e Luke com um sorriso tímido acompanhado de um aceno com os dedos. — Eu fiquei sabendo do ocorrido e vim correndo para cá. Achei muito... — Ela abaixava o tom de voz para que só Atilla pudesse ouvir, mas Luke tinha certeza que as palavras a seguir foram “Corajoso da sua parte”.


Atilla corava ao escutar as palavras soando em seu ouvido. Talvez o hálito da mulher esquentando sua pele tenha ajudado para que isso acontecesse.


— Bem, não quero te deixar constrangido perto de seus amigos. — Ela ria ao ver que o homenzarrão corava como uma pimenta. — Nossa batalha provavelmente irá acontecer amanhã, já que faltam apenas três batalhas de diferença. Mas eu gostaria de te encontrar antes se possível. — Ela entregava um pedaço de papel com alguns números, que formariam o número de seu celular, rabiscados depressa. — Estarei no restaurante Food’n’Battle às onze horas. Espero que você goste de almoço acompanhado com batalhas.

— Acompanhado por uma moça tão bonita e educada como você? São as três coisas que eu mais gosto. — Atilla sorria, guardando o pedaço de papel.


Helena sorria tímida com a resposta, ficando visivelmente feliz. Ela se levantava então, um pouco nervosa por não saber como se comportar após o convite.


— O-Ok! Eu te espero lá então! — Suas palavras seguravam um gritinho de felicidade enquanto ela ia saindo do quarto, se esbarrando em uma estante e corando ainda mais.


Quando Helena saía do quarto, Kyle e Luke olhavam para o homenzarrão que observava o pedaço de papel em suas mãos.


— O que foi isso? — Luke sorria, feliz pelo novo amigo.

— Me ensine mestre! — Kyle segurava na camisola hospitalar de Atilla, fazendo os três caírem na risada.







As Crônicas de um Gyarados Voador!

- A L L   ★   S T A R S ! -


Volume I - Imensurável

Opening


Capítulo IX – Provocações!








~>x<~
[Graz]
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Graz havia acordado cedo hoje, coisa que no fundo de seu coração odiava fazer. O homem caminhava pelas ruas frias do Planalto Índigo com os cabelos bagunçados por alguns fios rebeldes que se recusavam a obedecer ao pente.

Decidiu deixar Mabel dormir em seu quarto e ter seu merecido descanso, afinal, mesmo sendo sua superior e tendo começado como uma simples recruta na policia, assim como ele, a mulher tinha seus méritos quando o assunto é dedicação e esforço. Ele a admirava por essa qualidade.

Enquanto sentia a bruma da manhã beijar seu rosto em forma de uma névoa fria, ele sorria ao reconhecer um jovem correndo em sua direção na rua, fazendo uma corrida matinal enquanto acenava para os fãs que o reconheciam. John Toy, mais conhecido como “Food”, um treinador que conseguia ser uma celebridade teen pelo seu carisma e simpatia, além do seu apetite desumano.


— Hey, Senhor Toy. — Graz o abordava mostrando seu distintivo, mas não o parava já que não tinha intenção de atrapalhar a sua corrida matinal, ao invés disso, Graz começava a trotar ao lado do jovem, acompanhando o seu trajeto. — Eu sou Graz, policial e detetive de Saffron, espero que não se importe em eu te acompanhar, sim?

— Opa! Bom dia, senhor! Pelo contrário, até prefiro. Parece que o Planalto Índigo não é um lugar seguro para treinadores, né? Hahaha! — As palavras de Food saíam como se ele conversasse com um velho amigo.


Graz ria, tentando não mostrar o quão cansado estava só com aquela pequena corridinha que dava para acompanhar o treinador atlético.


— Parece que a notícia se espalhou rápido. — Comentava, arfando enquanto pingos de suor se formavam na testa.

— Mais rápido que fogo em palha. — Food comentava, ainda com aquele sorriso marcante no rosto. — Espero que eu não esteja sendo interrogado por ser um suspeito. Afinal, minha batalha ainda vai demorar a acontecer.

— Se você fosse um suspeito, meu amigo, você estaria correndo muito mais rápido. — Graz ria, mesmo que sua resistência em dar aquele trote não fosse boa como eram alguns anos atrás, quando mais jovem. — Para ser franco contigo, eu gostaria de sua ajuda para colaborar com algumas investigações minhas. Em sigilo, é claro, já que civis não podem interferir em investigações criminais.


Nesse exato momento, Food parava de correr, ficando inerte. Ele arregalava os olhos enquanto Graz avançava mais alguns passos cansados antes de parar ofegante.


— Você está querendo que eu te ajude a resolver esse mistério? — Ele perguntava sério, mas ainda em voz baixa para não atrair nenhuma atenção. — Quer ser o Batman e está precisando de mim como o Robin?


Graz não sentia firmeza naquela pergunta, com razão, afinal, ser convidado a ser um Robin deveria ser no mínimo menosprezador para uma celebridade da patente de Food. Quando o detetive abria a boca para mudar suas palavras, Food o interrompia.


— Cara, esse é meu sonho! — Seus olhos brilhavam. — Seremos uma dupla dinâmica! Graz e Food, os agentes mais descolados e maneiros de todo o Planalto Índigo! Ou melhor, de toda Kanto!

— Ou melhor, de todo o mundo. — Graz finalizava, com enorme dificuldade em puxar o ar e acompanhar o coração acelerado. — Mas por favor, mantenha isso em sigilo, sim?

— Minha boca é um Cofagrigus! — Ele respondia com uma piscadela.





~>x<~
[Chloe Stronghold]
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— Hoi! Seu emo! — Chloe gritava usando suas mãos como um megafone para ampliar o chamado.


A alguns metros a sua frente, Lucas Darkblue cessava os passos gradativamente, virando o rosto e olhando a autora da voz de soslaio. A garota notava que ela não parecia muito interessado no rumo da situação.


— Yo. — Um cumprimento seco.

— Você deve estar bastante impressionado com minha performance logo na primeira batalha, huh?! Acabei com a raça daquele maluco estranho com máscara de osso. — O orgulho era algo que Chloe não podia esconder em sua voz, ainda mais com os gestos como apontar o polegar para o próprio peito e empinar o nariz.


Lucas ficava em silêncio. Após alguns segundos a encarando de soslaio, ele se virava novamente e começava a caminhar.


— Hoi! Emo! Não seja tão arrogante! — Ela cuspia as palavras de forma ríspida.

— Eu não assisti a batalha. — Lucas respondia seco. — Após a batalha de Alex contra Leonblack, eu fui ao estádio Vulcano assistir a batalha de Arthur Liesel contra o garoto de Johto. — Nem ao menos fazia contato visual com a garota, o que a deixava ainda mais furiosa com a atitude. — Não me agrada assistir crianças orgulhosas em um campo de batalha.


Chloe ficava tão enfurecida que enchia as bochechas para segurar alguns insultos de baixo calão.


— E outra. — Ele finalmente parava e fazia contato visual, mesmo ostentando desinteresse em seu olhar morto e com olhos sonolentos. — Mesmo que tenha vencido essa batalha, você irá enfrentar Alex na próxima fase, e mesmo se por sorte você conseguir vencer, ainda terá de enfrentar Kyle ou Ezekiel na terceira fase. Porque você está enchendo o meu saco ao invés do saco deles? Tenho certeza que nem ao menos iremos nos enfrentar.

— Eu vou vencer a Grande Liga, seu emo. — Chloe fechava os olhos, coçando o ouvido e fingindo estar desinteressada naquele papo comprido e tedioso. — Só acho que deveria impor moral, pois sei que irei enfrentar você nas semifinais ou coisa do tipo.

— Hah. Boa sorte com isso, fedelha. — Lucas se virava e continuava a caminha, ignorando totalmente a garota.

— É sério, seu emo! Eu irei vencer de Alex e depois dos teus amiguinhos. Eventualmente, limparei minha bota com os restos da tua bunda depois de chutar você para fora do Planalto Índigo!


Lucas apenas erguia a mão, se despedindo e ironizando que estava cagando e andando para o que a garota dizia. Ela suspirava decepcionada para assim amenizar o estresse.





~>x<~
[Ezekiel Lyn Vega]
As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 4gjPVaK


— Se acalme, ‘Zek. Até agora a sua batalha foi de longe a mais controlada. Você manteve Zeus na sua mão o tempo todo.

— Acredite, Victória. Kyle não é nem um pouco como Zeus. Eu já batalhei com ele quando cruzamos nossos caminhos durante a jornada. Ele me conhece melhor que qualquer um daqui.



Ezekiel e Victória estavam juntos sentados dentro de uma banheira cheia e coberta por espumas. A garota estava sentada atrás do rapaz, envolvendo suas coxas grossas na
cintura do loiro, enquanto o mesmo deitado com a nuca em seu tórax. Sentia a maciez de seus seios como um travesseiro na nuca.

Ao mesmo tempo em que conversavam, Victória ensaboava o peitoral de Ezekiel com uma esponja, apoiando o queixo sobre a cabeleira dourada do rapaz.


— E você deve conhecer ele bem também. — Ela comentava, esfregando a pele do amante em movimentos circulares. — Deve saber a estratégia dele e estar um passo a frente.

— Esse é o problema! — Ezekiel se ajeitava ao se levantar e virar suavemente para trás, encarando-a nos olhos enquanto o sabão no corpo da mulher ia lentamente derrubado pela gravidade e revelando seus seios. — Kyle nunca segue a mesma estratégia. Ele não está um passo atrás de mim, ele na verdade está dois a minha frente.


Ezekiel suspirava agonizado com aqueles pensamentos que perturbavam a mente e não o deixavam em paz. Ao sentir o desconforto no parceiro, Victória inclinava o corpo e roubava um beijo ao selar seus lábios aos do garoto.

Quando ambos fechavam os olhos, Ezekiel pode sentir as delicadas mãos da garota acariciarem o seu rosto e lentamente envolverem sua nuca, o convidando a se encaixar mais em seu corpo ao avançar. Cada movimento fazia a água que transbordava na banheira cair e encharcar o piso branco do banheiro.





~>x<~
[Seth Crimson]
As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 WyP8JjV


Seth estava montado em seu Dodrio enquanto a ave dava passos largos pelas ruas do Planalto Índigo, desfilando uma marcha que impunha o respeito que sua majestosidade merecia.

A cada passo, flashes de câmeras eram disparados e comentários discretos eram trocados por fãs que o reconheciam. Aquilo fazia o seu sorriso malando aumentar em seu rosto, apenas conduzindo seu Dodrio pelas rédeas.


Damn, is good to be king, Ace. — Seth comentava enquanto as três cabeças de seu Dodrio pareciam concordar em sintonia aos passos. — Eu deveria comprar um chapéu de cowboy, porque damn, eu sou o xerife dessa cidade.


Seth escutava os gritos da multidão que o adorava, gritando pelo seu sobrenome marcante e forte. “Crimson! O futuro das batalhas Pokémon!”

A euforia das pessoas que gritavam aquele nome enchia o seu peito com determinação, mesma que iria usufruir para vencer a batalha no dia seguinte, a qual o jovem iria protagonizar.

No entanto, ao se preparar para cruzar a esquina, ele percebia que uma maré de flashes o afogava em meio à ofuscação de sua visão, o consumindo em uma cegueira que parecia ampliar ainda mais o número de vozes que gritavam “Crimson”. Ele sorria, apenas acenando sem ao menos enxergar nada.


— Obrigado! Eu amo vocês, meu querido povo Kantoniano!

— Oh, é o Seth. — Escutava uma voz desanimada no meio da multidão.

— Ah, é só o Seth, o irmão dela. — Outra vinda de outra direção.


Seth finalmente conseguia recompor sua visão, percebendo que realmente havia uma multidão ainda maior na esquina que prosseguia. O problema, é que todos envolviam uma loira que segurava a risada ao contemplar a embaraçosa cena.

O garoto franzia o cenho ao indignar-se com a situação. Sua irmã, Gabrielle Crimson, avançava os passos enquanto a multidão abria passagem como Moisés cruzando o mar vermelho. Os gritos na verdade eram para ela.


— Olá, irmãozinho. — Ela cumprimentava irônica ao se aproximar.

Hi, bitch. — Ele continuava inconformado. Não acreditava que aquela torcida organizada não estava ali por ele. — Pensei que você estaria dando para algum competidor a esta altura, e não distribuindo autógrafos.

— Uau, que ácido. — Ela continuava sorrindo irônica enquanto alisava seus longos cabelos louros. — Não precisa descontar sua vida sexual frustrada na minha. Sei que não deve ser fácil estar na seca tanto no amor quanto na profissão em relação aos fãs.


Seth praguejava em forma de resmungo. Seu Dodrio arrepiava as penas com a aproximação da beldade loira que se aproximava, tentando transparecer a imagem intimidadora de uma ave furiosa pronta para atacar. No entanto, a mão de Gabrielle acariciava a cabeça da esquerda que fazia uma cara de extremo prazer ao sentir o carinho. As outras duas cabeças encaravam furiosas, cutucando esta com bicadas a repreendendo.

A cabeça menos provida de inteligência ficava chateada.


— Sua batalha vai ser amanhã, não é? — Um sorriso malicioso era formado no rosto da loira. — Seria uma pena se você perdesse logo na primeira fase.

— Ei! Se Kyle conseguiu vencer, eu também consigo. Vai ser fichinha.

— Fichinha para quem sabe o que está fazendo. Você sabe que a Grande Liga está muito longe do seu alcance, irmãozinho. Kyle e eu somos treinadores muito além da sua capacidade em brincar com monstrinhos de bolso.


Seth rangia os dentes diante as provocações da irmã.


— Mas relaxe. Apenas não perca de forma humilhante como Zeus. — Ela ria. — Ele sim está no mesmo nível que você, pensando bem.

— E você está no nível... De um Rattata na rota um!

— Uau, de onde isso veio? — Gabrielle ironizava estar ofendida. — Do colégio?


Os dois se encaravam tão profundamente que raios saíam dos olhos e colidiam um ao outro, eletrizando uma rivalidade primordial que era sustentada pelo ego desde quando se conheciam por gente.


— Sabe, fazendo as contas certinhas, se você vencer todos os treinadores que caírem em sua chave, nós iremos batalhar eventualmente. — Gabrielle continuava a provocar.
— Se você chegar lá saiba que ficarei muito feliz em desqualifica-lo pessoalmente.

— Ah é? Saiba então que eu ficarei muito feliz em enfrentar Kyle depois de vencer de você, sua piranha.


A multidão apenas assistia calada a discussão entre irmãos, adorando aquela rivalidade. Todos, no fundo, torciam para que os dois se enfrentassem.





~>x<~
[Graz]
As crônicas de um Gyarados Voador - All ★ Stars! - Página 2 3e9bd73099e74dd1b2e261f51da13fac


— Eu já disse, não quero que você prossiga sua investigação sem mim. É uma ordem!


Graz ficava de cabeça baixa enquanto escutava aquele sermão tedioso e já esperado de Mabel.

O policial estava debruçado sobre uma mesa de madeira maciça enquanto seus pensamentos distantes obrigavam sua cabeça fazer movimentos motores decorados, como acenar positivamente com a cabeça quando o tom de voz de sua superiora se tornava sugestivo e balançar negativamente a cabeça quando ela questionava enfurecida.

Pelo longo sermão tedioso e chato de Mabel, Graz nem ao menos ousaria comentar que havia contatado Food para auxiliá-los na investigação.


— Não foi nada demais, Mabel. — Se arrependia de proferir as palavras, vendo que ela se enfurecia ainda mais. Ela inspirava para soltar mais sermão, mas antes que isso acontecesse, ele a cortava. — Os portões do Planalto Índigo apenas foram fechados momentaneamente, para que possamos analisar o CPF de cada pessoa que conseguiu entrar por ingresso. Os responsáveis pela segurança já me afirmaram que não é possível ter sido alguém entre eles, já que eles mesmos tiraram essa conclusão após interrogar funcionário por funcionário. Não tem como invadir o planalto sem o ingresso.

— Pelo amor, Graz! Lógico que eles vão falar isso. Eles querem livrar a cara deles. O que acha que a mídia iria dizer na capa dos jornais se souber que existe um corrupto na segurança do Planalto Índigo?

— Em defesa deles... Quem lê jornal hoje em dia?


Mabel suspirava decepcionada enquanto apertava o septo, desacreditada com os argumentos do parceiro.


— Mas falando sério. Agora Condor não tem saída. — Graz continuava sério desta vez. — Seja a onde é que esteja ele não tem como fugir. É só uma questão de tempo o encontrar.

— Estou te dizendo, Graz. Sua obsessão por este homem está criando tanta expectativa que você irá desmoronar quando perceber que ele não está envolvido neste caso.


Graz bufava, virando os olhos. Ele se levantava furioso por saber que Mabel ainda duvidava de suas teorias.


— Que seja.





~>x<~
[Condor]
???





Fitava seu reflexo no espelho de forma ofegante e inquieta. Não havia tempo de fugir pelos portões do Planalto Índigo quando soube da chegada de dois policiais detetives de Saffron, o que se tornou em um terrível problema chatíssimo de se resolver. Agora, era impossível sair do local.

Nunca havia sido pego pela policia, nem ao menos reconhecido por ela. Tinha essa vantagem, seu rosto nunca havia sido visto. Pelo menos não até agora. Dois treinadores haviam visto quando ele estava acertando as contas com um deles em um banheiro deserto.

Passava uma gilete pelo couro cabeludo, eliminando qualquer indício de cabelo que restava em sua cabeça, deixando nada além de uma lustrosa careca que ficava estranha em seu rosto já acomodado pelos cabelos castanhos.


— Não temos outra escolha. — Ele suspirava para si mesmo. Agora ele passava a lâmina pelo rosto, eliminando os pequenos fios da barba rente que crescia no maxilar. — Teremos que fazer isso de novo. — Ele suspirava.


Sentia um corpo pegajoso e gelado desgrudar levemente de seu rosto, deixando apenas um olho exposto. Uma ameba rosada e sorridente concordava com a cabeça, parecendo não entender o peso da situação em que se encontravam.


— Mask, apenas seja rápido. — Ele suspirava receoso, fechando os olhos por saber a terrível dor que iria sentir a seguir.


O Ditto concordava com a cabeça e começava a deslizar pelo seu rosto, o cobrindo como uma máscara. Em seguida, ele contraía o seu tamanho como se diminuísse, moldando perfeitamente o rosto do homem. Sua respiração ficava ofegante ao sentir a ausência de ar e soltava gritos abafados pelo corpo do Ditto que impediam que sua voz saísse. O corpo rosado, ainda colado no rosto do homem, se moldava enquanto deformava sua superfície. O som de seu nariz quebrando e sua mandíbula rompendo eram desesperadores.

A cor rosácea do Ditto tomava um tom de pele mais pálido enquanto ele finalmente sumia, servindo como uma máscara tão realista que o homem até se surpreendia ao se olhar novamente no espelho. Seu novo rosto era mais jovem, logo um suspiro de decepção saía dos lábios ao ver que teria que modificar seu corpo também. Havia se transformado em um garoto de cabelos espetados negros e olhos de íris vermelha. Agora ele era Connor D. Montenegro.


— Após ajustar... — Torcia o nariz em lembrar-se da dor. — Meu corpo, teremos que eliminar Connor.


Sentia sua máscara hiper-realista estremecer, concordando com os comandos de seu treinador.


— Eliminando Connor, perderemos propositalmente a batalha contra Luke. Mataremos dois Bunnelby com uma cajadada só.


Sentia um liquido quente escorrer pelo rosto, por baixo da máscara que o Ditto havia transformado. Um espesso rastro escarlate escorria pelo pescoço, revelando ser sangue, provavelmente do nariz quebrado e de dentes maiores que gengiva. A dor era agonizante, mas era muito melhor do que ser pego pelos policiais.

Se fosse pego, ele saberia que iria desejar a morte como melhor opção. As pessoas para quem trabalhava pagavam muito bem, mas eram muito piores do que a Equipe Rocket com quem era familiarizado e com certeza não iriam deixar quieto se ele pusesse toda a rede de apostas ilegais em risco.

Condor apenas sentia medo de tirar a máscara que era seu Ditto. Seu rosto já estava deformado pelas inúmeras transformações que havia feito no passado, criando máscaras tão perfeitas que ninguém nunca suspeitaria dele, nunca tendo sido reconhecido. Agora, no entanto, teria de eliminar Connor a qualquer custo já que havia se transformado nele.

Aquele era seu passo para manter o queridinho de Kanto na segunda fase e fugir do Planalto Índigo o mais rápido possível, antes que fosse pego pelos policiais ou pelas pessoas com quem trabalhava. Iria receber seu cachê milionário e ainda compensar o vacilo por ter quebrado o braço do jovem, embora não esperasse que isso fosse comprometer seu desempenho durante a batalha.

Só mais dois dias, o necessário para poder concretizar seu plano e sumir dali.





Ending

- A L L   ★   S T A R S ! -
Rush
Rush
ABP Mod
ABP Mod

Masculino Idade : 26
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Frase pessoal : Agora você não tem mais waifu!


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Mensagem por Brijudoca Qua 10 Maio 2017 - 12:08

Cara eu tava ansioso demais pra mais um capítulo de All Stars, tive a impressão até que demorou mais do que três semanas. Assim que recebi a notificação já corri pra ler, mas óbvio que procrastinei pra vir aqui comentar, porém tamos ae.

Não sei se foi impressão minha, mas esse saiu um pouco maior do que os outros? Não sei se foi devido a intensidade de cads núcleo, mas fiquei bem entretido lendo e nem notei o tempo que fiquei lendo.

Já vou falar logo do final do capítulo e em como eu fiquei HORRORIZADO com esse cara puta que pariu. Toda a descrição que você fez da transformação de Condor foi surreal cara. Tipo, a fusão dele com o Ditto é tão dolorosa que o mano nem tem mais um rosto reconhecível, fiquei numa agonia sem fim enquanto lia sobre a dolorosa transformação. Essa ideia dele conseguir usar o pokemon para mudar sua forma junto dele foi bizarramente genial. Porém o mais bizarro foi ele se transformar logo no menino esquizofrenico, não tenho ideia de como Graz poderia dete-lo.

Falando no mesmo, o personagem ganhou mais pontos comigo nesse capítulo. Sua obsessão com Condor pode ser a salvação dos competidores no fim das contas. A pequena interação dele com o Food foi bacana, fiquei curioso pra ver mais do competidor e de como será a relação Batman e Robin hehe. O mesmo vale pra Kyle e Atillla que já são a melhor dupla dinâmica da fic, sempre que os dois aparecem eu me divirto demais.

Único POV que eu não curti no capítulo foi o da Chloe. Por mais que sempre seja legal ver o emo DarkBlue, não senti muito a necessidade do diálogo entre os dois. Claro que o fato de eu detestar essas crianças irritantes não ajuda, então, espero que essa menina perca o mais rápido possível e não apareça de novo tão cedo. Diferente desse último, o do Seth sim foi uma disputa de provocação bacana de se ler. Disputa de irmãos é sempre complicado, mas eu não consegui deixar de rir do jeito que os dois se tratavam huajsh foi excelente. Eu tô junto com a multidão, quero ver os dois se enfrentando.

E o Zek e a Victoria foi uma cena que eu li inteira com a cara assim ( ͡° ͜ʖ ͡°). Eu acho o personagem muito legal e é triste ver que logo perderemos ou ele ou o Kyle. Sua preocupação com a estratégia pode levar a alguma loucura ao estilo tentar prever o movimento que o adversário tava tentando prever também... porém como prever o imprevisível? Porra, mais uma batalha que eu to ansioso demais pra ler.

Enfim, eu achei bem massa a ideia de usar flashbacks pra gente conhecer mais dos personagens, e logo, sofrer mais com suas derrotas. Tanto por isso que eu pretendo ler a jornada de Kyle também se eu conseguir terminar a do Black um dia hehe, mas não me interesso muito pela história do Zeus não. Como meu personagem favorito é o Luke, seria minha primeira sugestão, mas também queria saber mais do Connor (já que talvez ele venha a perecer nas mãos de Condor).

Valeu Rush, até a próxima o/
Brijudoca
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Frase pessoal : make brazil emo again


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