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Caos

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Mensagem por Rush em Sex 9 Jun 2017 - 13:06

Fala Briju!!!!

Como pode se notar, meio que a área adormeceu novamente. Eu mesmo fiquei alguns dias sem acessar o fórum, já que como um jovem brasileiro vivendo em época de crise social, estou lutando para ganhar a independência financeira. Meio impossível nos dias atuais, ainda mais com minha idade. De qualquer forma, assim que eu entrei (Ontem), eu li na hora a fic, mas devido à fadiga da madrugada acabei deixando pra comentar hoje cedo. Peço desculpas pela demora.

O capítulo em si teve plot-twists leves, como o título que fez jus ao enredo. Gostei de Laura ter feito Aiden participar do concurso para se infiltrar, e me admirei com o seu senso investigativo em suspeitar que um dos inconformados estaria participando da competição. Só não sabia que a própria Amanda estaria sendo a criminosa por trás da missão da equipe criminosa, que ainda não ficou muito claro qual seu objetivo.

Então o senhor Contesta é um corrupto, huh? Posso tirar algumas conclusões do que pode acontecer a seguir, mas ao mesmo tempo minhas teorias ainda não fazem tanto sentido. Pensei que Amanda iria acabar matando todos presentes ao ter todas as portas trancadas, apenas para mostrar a Kanto que os inconformados ainda estão agindo, mas creio que é algo maior por trás disso tudo.

Fiquei surpreso em como Kanto é despreocupada. Oak está internado em estado crítico e mesmo assim eles não parecem ter medo ou coisa do gênero. Acho que Kanto deveria ser o continente com mais receio de viver mais um dia, sabendo que os inconformados já estão em seu território e já agiram.

Enfim, achei legal a apresentação de Aiden e honestamente achei que foi mais interessante do que a de Hayley, já que mostrou perfeita sincronia entre treinador-Pokémon, mostrando o quanto ambos confiam um no outro, além da velocidade e precisão do Pidgeot. Já o Kadabra de Hayley só usou uns poderes coloridos. Não entendi muito bem como a Amanda, ops, Flora, conseguiu passar para a próxima fase, sendo que tudo que ela fez foi ostentar a força de seu Pachirisu.

No fundo pensei que um sub-plot seria focado em Hayley tentando usar a imparcialidade de Laura com Aiden a favor dela, dizendo que a policial infiltrada deu vantagens ao rapaz só por ele ser namorada da agora juíza. Admito que seria realista se isso acontecesse, mas um pé no saco também, já que Hayley seria muito pau no cu pra fazer isso. Mas fiquei contente ao ver que você pensou nisso e descreveu que Laura não levou em conta o relacionamento e deu uma nota justa.

A cena final foi bem tensa. Meio que Laura conseguiu o que queria, mas na hora errada. Pelos seus capítulos anteriores, acho que posso esperar uma carnificina a seguir estilo casamento vermelho. E bem, tenho que admitir que gostaria de ver uma cena assim.

É isso, meu amigo. Novamente peço desculpas pela demora, mas não se preocupe, sempre estarei aqui para acompanhar a fic! O capítulo foi excelente, mesmo com a ausência de ação, foi ótimo para o desenvolvimento de Aiden e Laura, além da própria Hayley que pensei que nunca mais apareceria.

Aguardo ansiosamente o próximo cap!

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Frase pessoal : Agora você não tem mais waifu!


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Mensagem por Brijudoca em Qua 28 Jun 2017 - 19:42

eita primeira vez que eu posto sem ser no domingo e era pra ter sido postado nesse domingo porém mero detalhe


RESPONDENDO OS COMENTARIOS:

Eae @Rush

É uma pena a área ter dado um adormecida de novo né? Eu mesmo fui sufocado pelas provas finais da faculdade e ainda tive que lidar com um belo bloqueio criativo, logo me aproveitei da adormecida da área pra deixar a fic de lado um pouco. Espero que com o período de férias escolares o pessoal volte a ativa e que logo você consiga a tão sonhada independência financeira, afinal, a vida não tá fácil pra ninguém.

Deu pra ver que eu criei um ar bem sádico pra fic, ao ver que você já tá esperando as desgraças acontecerem. Eu gostei de escrever esse capítulo pois sempre achei os concursos algo legal, e envolver os inconformados foi uma chance de inserir Laura e Aiden em um. Não tinha planejado tudo quando tive essa ideia, mas é uma maravilha quando você começa a escrever e novas ideias vão surgindo e começam a direcionar pra algo que você já tinha em mente pra acontecer em algum momento.

Eu também gostei mais da apresentação do Aiden, mas quis passar a superioridade da Hayley que já era bem mais experiente que ele. Mas no caso da Amy Flora, foi pra mostrar que o poder dos golpes do Pachirisu OP dela também poderia ser usado como uma estratégia no concurso, tanto que é uma das coisas que eu mais gosto nessa modalidade, a diversidade e as infinitas possibilidades de combinações que podem ser usadas.

Espero que goste do capítulo amigo o/

Nota do Autor: Eu queria dar um intervalo pequeno na fic enquanto sobrevivia as minhas provas finais, porém a mistura de certa preguiça com um pequeno bloqueio criativo resultou no capítulo demorando um pouco mais pra sair.

Enfim, é a continuação direta do último, espero que gostem.


Capítulo VII
A Fase de Batalhas




Laura




Aiden não atendeu sua ligação o que deixou Laura ainda mais apreensiva. Não podia permitir que algo acontecesse naquele concurso, bem debaixo do seu nariz.

- Senhorita? – o tal de Hank chamou sua atenção – Sei que pretende envolver a polícia, mas teria como não me envolver nessa...

Laura olhou para a expressão assustada do homem. Poderia ter dito que a polícia já estava envolvida a partir do momento em que ele decidiu falar com ela, mas a garota tinha que ter cuidado com o que poderia estar prestes a acontecer.

- Apenas, tente impedir seus colegas de lacrarem os portões. Vou tentar não te envolver, mas quero um contato seu para que possamos conversar melhor depois – Laura estendeu seu celular para Hank.

Ele digitou um número com as mãos trêmulas e salvou seu contato no aparelho da menina. Ambos deixaram o banheiro e seguiram em direções opostas no corredor. Laura verificou o horário e percebeu que a primeira batalha estava para começava em meia hora. Discou o número de Aiden e esperou que o rapaz conseguisse atende-la dessa vez. O rapaz atendeu após cinco toques.

- Oi – sua voz era um sussurro quase inaudível. – Os organizadores disseram que não deveríamos usar celulares agora, me escondi pra consegui te atender.

Aquela informação era totalmente desconhecida para Laura. Nunca a tinham proibido de usar seus eletrônicos na sala dos coordenadores. “Tudo está muito estranho...”

- Vou encurtar a história, um delator me avisou que alguma coisa deve acontecer nesse torneio hoje. Precisamos descobrir o que, e tentar impedir o quanto antes.

- Aquela coordenadora esquisita... ela saiu da sala também, por alguns minutos, mas já voltou.

Laura ficava mais apreensiva a cada segundo. Usar o celular tudo bem, mas sair da sala era sempre proibido em concursos, uma vez que eles tinham comida e banheiros disponíveis, só podiam deixar a sala no momento de suas batalhas.

- Vamos assistir a batalha dela enquanto eu penso no que fazer. Boa sorte.

Sem hesitar, Laura correu pelo estreito corredor do estádio, de volta para a sala dos juízes, a fim de verificar se algo anormal tinha acontecido. O Sr. Sukizo tirava uma soneca em um sofá no canto do recinto e a Enfermeira Joy degustava alguns petiscos localizados em uma mesa ao centro. Laura decidiu se sentar e respirar fundo enquanto pensava em um plano. Subitamente, as imagens transmitidas pela televisão de Unova sendo destruída vieram a sua mente. “Se forem os Inconformados...” pensou Laura com nervosismo enquanto batia o pé contra o chão. Depois do último ataque, sabia que eles não hesitariam em machucar o povo para alcançar seus objetivos, seja lá qual fosse.

- Ei – a Enfermeira Joy encostou no ombro da menina – Você está se saindo muito bem como juíza, não precisa ficar nervosa.

Laura assentiu com um sorriso. Mal sabia a enfermeira que todos podiam estar correndo um grande perigo. Antes que pudesse responder, Vivian entrou na sala, radiante como sempre.

- Juízes, hora de assumirmos o palco!

A menina demorou para se levantar. Ela podia muito bem chamar reforços, cancelar o concurso, e instaurar o pânico na pacata Celadon, possivelmente, a troco de nada. Laura decidiu seguir seu instinto e apenas acompanhou seus companheiros pelo curto trecho que ligava o recinto em que eles estavam, até o palanque dos juízes. Enquanto se dirigia para o seu lugar, a garota puxou o celular mais uma vez e mandou uma mensagem de texto para Hank.

“Me avise se receber mais alguma informação. Laura.”

Sentou-se na banca e reparou na tela eletrônica que as opções de nota tinham mudado. Agora, havia foto das duas coordenadoras que estavam prestes a se enfrentar e logo abaixo uma barra amarela, simbolizando a pontuação total que ambas começariam. Botões com opções como “+5”, “+10”, “-10”, entre outros, estavam disponíveis para que Laura e os outros juízes pudessem descontar ou conceder pontos conforme a batalha prosseguisse.

- Senhoras e senhores, vamos finalmente iniciar a nossa fase de batalhas! Deem boas vindas as nossas queridas coordenadoras, Hayley e Flora! – Vivian anunciou para a multidão ensandecida.

Hayley entrou no palco sorrindo e distribuindo beijos para seus fãs, enquanto Flora permanecia com uma expressão carrancuda enquanto caminhava para o lado oposto do campo de batalha. Ambas se encararam ferozmente enquanto Vivian explicava as regras da batalha.

- Todas as batalhas seguirão as regras padrões dos concursos da região de Kanto, ou seja, apenas um pokemon poderá ser utilizado até o final da rodada. Não é permitido o uso de qualquer item especial ou qualquer outro dispositivo que viole os termos dos concursos. O vencedor será aquele que tiver com mais pontos ao final de cinco minutos. O coordenador perderá a batalha se sua barra de pontuação chegar a zero ou se seu pokemon não estiver mais em condições de batalhar. Podem começar!

- Não pense nem por um momento que vou pegar leve com você só por ser uma iniciante – Debochou Hayley enquanto erguia sua pokeball – Hora do show, minha bela Cutiefly!

Laura se surpreendeu ao ver a rival usar um companheiro novo na batalha. Ao ser liberado da pokeball, a menina ficou estupefata ao ver um pokemon totalmente desconhecido por ela. Possuía um corpo pequeno e amarelo, com largas asas e uma cara branca que expressava uma clara felicidade de estar em batalha. Laura achou o inseto um dos pokemon mais fofos que já tinha visto e se questionou onde Hayley teria conseguido tal espécie.

Flora permaneceu inexpressiva e liberou seu Pachirisu sem nem ao menos responder a provocação da adversária.

- E que tenha início a primeira batalha do Concurso de Celadon! – Bradou Vivian.

- Cutiefly alce voo e desfira o seu Draining Kiss. – Hayley orientou com leveza para sua pokemon.

- Desvie. – Flora disse para seu Pachirisu.

O inseto levantou voo pelo estádio e voou perto da plateia, os levando a loucura, antes de direcionar seu ataque ao pequeno esquilo azul e branco. Formando pequenos lábios rosados próximo a região de sua boca, Cutiefly direcionou o golpe de forma veloz contra o pokemon de Flora, que apesar de sua velocidade, não conseguiu desviar e foi atingido em cheio. Pela primeira vez a expressão de Flora se alterou, com uma clara surpresa ao ver seu pokemon ser atingido.

Laura quase se esqueceu que tinha que julgar a batalha e logo se virou para sua bancada eletrônica, onde descontou pontos de Flora.

- Pachirisu, acerte-o com o Electro Ball.

- Desvie com graça minha querida – A voz de Hayley esbanjava confiança.

O pokemon elétrico assumiu sua postura de ataque e produziu uma esfera de energia azul na ponta de sua cauda e mandou em direção a pequena Cutiefly, que conseguiu desviar no último segundo, dando mais uma de suas piruetas no ar. A plateia iniciou um coro, maravilhados pela performance de Hayley, enquanto Flora perdia mais pontos.

- Já é hora do nosso combo minha Cutiefly, Silver Fairy Wind no chão!

Todos aguardaram o movimento da pequena, porém Laura tinha quase certeza que não existia tal golpe que Hayley ordenou. Surpreendendo a todos, o inseto começou a rodear o palco, batendo as asas com força total para disparar seu golpe contra o chão, ora emitindo um brilho prateado, ora um brilho rosa.

- Incrível! A Cutiefly está usando os golpes Silver Wind e Fairy Wind de forma alternada. - Vivian narrou para a plateia.

O Pachirisu corria pelo palco, desviando dos ataques, que se chocavam contra o solo e refletiam um no outro, criando um dos efeitos mais lindos que Laura já havia presenciado. Era possível notar uma veia saltando da testa de Flora, que conforme estudava como prosseguir, perdia tantos pontos que sua barra de pontuação já se encontrava em menos da metade, enquanto a de Hayley permanecia cheia.

- Chega desse lixo. – A calma da voz da mulher de outrora havia desaparecido. – Quick Attack!

Hayley sorriu ao ver o esquilo desviando dos golpes de seu pokemon. Logo, o Pachirisu tomou impulso e deu um salto, pronto pra acertar a Cutiefly.

- Hora de acabar com isso. – Hayley sorria confiante. – Stun Spore!

- Agarre-o Pachirisu! – Bradou Flora.

Em vez de finalizar o Quick Attack com uma investida, o esquilo agarrou a pequena pokemon, que se distraiu e não conseguiu reproduzir o golpe ordenado pela coordenadora. Nesse momento, a expressão de raiva de Flora se tornou algo macabro, com a moça dando um sorriso de diversão.

- Não tenha piedade.

Apesar de não ser um comando direto, Pachirisu deu um sorriso quase tão bizarro quanto o de sua treinadora. Uma pequena faísca azul surgiu em sua bochecha, e com um alto brado do pokemon esquilo, todo o seu corpo começou a brilhar e produzir energia. A Cutiefly, ainda presa ao pokemon, choramingava ao sentir toda a força do golpe elétrico que emanava do corpo do inimigo. O golpe de Pachirisu era tão poderoso que Laura conseguia sentir a eletricidade estática em seus cabelos, mesmo estando a vários metros de distância dos dois. A luz que o golpe produzia era tão forte, que os dois mal eram visíveis diante da tempestade elétrica produzida pelo Pachirisu.

Hayley correu para o centro do palco, chamando desesperada pelo seu pokemon que começava a perder altura. O pokemon de Flora finalizou seu golpe e saltou para longe de Cutiefly, deixando o mesmo cair nos braços de Hayley, totalmente sem consciência.

Laura encarava o palco estupefata com a virada do jogo. Em um segundo, a vitória certa de Hayley foi dizimada por um dos mais poderosos golpes elétricos que ela já tinha visto. A plateia, antes eufórica, discutia aos cochichos sobre a força bruta que Flora usava. A mesma mal ficou pra ouvir Vivian anunciar sua vitória, deixando o palco com seu companheiro sob os ombros. Hayley deu um beijo em sua Cutiefly e a retornou para sua pokeball. Despediu-se rapidamente do público e correu para a saída do palco, sem olhar para Laura.

A garota estava tão entretida na batalha que não percebeu que seu celular tinha vibrado. Quando foi checar, viu uma nova mensagem do tal Hank.

“Chefe acabou de mandar uma mensagem, temos que abrir caminho pra essa menina aí que tá lutando agora. ”

A mão de Laura começou a tremer quando leu a mensagem. Poderia tentar descobrir do que ele estava falando, que caminho ele se referia, mas decidiu que era hora de agir. “Essa mulher é perigosa, e agora já sei que ela está aqui por outra razão”.

Levantou-se de supetão da bancada de juízes e murmurou para os outros juízes.

- Não tô me sentindo muito bem, vou ali atrás e já volto. – E se pôs a correr antes que eles tivessem a chance de argumentar.

Laura disparou pelo corredor logo atrás da bancada dos juízes e foi seguindo pelo enorme labirinto que era a arena de Celadon, tentando seguir as placas para chegar a sala dos coordenadores. Mandou uma mensagem para Aiden, resumindo o que o funcionário de Contesta tinha lhe informado e questionando se Flora havia voltado pra sala.

Já sentindo uma gota de suor escorrendo em seu rosto devido a correria, Laura virou em um último corredor e deu de cara com um enorme segurança guardando uma porta. O homem utilizava o mesmo terno da comissão que Hank e os outros funcionários da comissão do concurso utilizavam.

- Ãh, aqui é a entrada para a sala dos coordenadores?

- Sim – o segurança arqueou a sobrancelha para ela. – Mas até onde eu saiba, você não está participando desse concurso senhorita Modesto.

- Bom, na verdade eu preciso falar com um dos coordenadores...

A expressão do homem parecia se fechar mais a cada palavra dita pela menina.

- Creio que não será possível. – O homem começou a fuçar no bolso até encontrar um rádio. – Vou pedir para um dos meus companheiros vir até aqui.

Laura começou a suar frio enquanto tentava articular uma desculpa para o homem não acionar a todos onde ela tinha se metido. Antes que o guarda pudesse acionar seu rádio, a porta da sala dos coordenadores se abriu lentamente, revelando a figura de Aiden.

- Ah, desculpa achei que era o banheiro – o menino balbuciou.

- Volte já para dentro ou eu vou... – o homem corpulento tombou ao mesmo tempo que o som de um leve disparo pode ser ouvido.

- Laura! – Aiden sussurrou com veemência.

- Calma, não foi nada. – A garota ainda estava com a pequena pistola em mãos. O momento de distração do homem foi o suficiente para menina sacar a arma de um de seus bolsos e acertar o cara no meio das costas. – Essa munição que eu usei não machuca... muito. Mas contém uma mistura de veneno de Seviper com Sleep Powder, o carinha aí vai ficar apagado um tempo.

Aiden ajudou a arrastar o homem corpulento para o canto do corredor enquanto contava o que tinha acontecido na sala.

- A tal da Flora voltou pra sala depois da vitória, mas nem se sentou nem nada. Veio direto para essa porta que você estava tentando entrar. – O rapaz arfou de cansaço ao finalmente largarem o brutamontes desacordado. – Mas tinha outro segurança nessa entrada, ela começou a cochichar com ele. Consegui ouvir apenas alguma coisa sobre ir para o subsolo.

Aiden olhou para os lados tentando imaginar para que lado a mulher misteriosa e o segurança poderiam ter ido.

- Fiquei colado na porta depois disso, pensando numa brecha pra escapar... até que ouvi sua voz.

- Você é um lindo e já tá quase podendo ingressar na academia da Interpol – Laura deu beijo rápido no namorado, grata pela sua ajuda. – Vamos descobrir onde é o subsolo.

Os dois desataram a correr pelos infinitos corredores do estádio de Celadon.





Amanda




“Estamos passando por um breve intervalo devido a uma rápida indisposição da juíza Laura, mas vamos retornar as batalhas o mais breve possível”

A mensagem de Vivian ecoava por todo o estádio, chegando inclusive ao nível subterrâneo, local onde Amanda e o funcionário da comissão estavam.

- Mas o que caralhos tá acontecendo agora? – Amy questionou irritada.

- Esse concurso devia ter sido adiado. – o homem engoliu o seco. – Com tanta loucura acontecendo, era de se imaginar que algo fosse dar errado.

Amy percebeu que o homem de fato não fazia ideia do real motivo do concurso estar acontecendo, e sabia menos ainda da missão que ela tinha vindo desempenhar.

- Senhorita – Começou o homem com a voz trêmula. Ele era mais baixo que ela e se contraia todo quando falava. Era possível notar algumas gotas de suor escorrendo pela sua careca. – Sei que meu chefe mandou seguir suas ordens a risca...

O homem não teve chance de terminar a frase. Amanda ergueu o punho e acertou a face do homem com tanta violência que ele desmaiou antes mesmo do corpo bater no chão.

- Eu queria ter vindo sozinha mesmo.

Amy estava absolutamente cheia daquela missão. Odiava ter que ficar bancando a coordenadora. Ela só não tinha jogado todo o disfarce para o ar em respeito as ordens de seu líder, por quem nutria um respeito incondional. Apesar de tudo, quase colocou tudo a perder, ao ficar irritada com a batalha contra a outra coordenadora e fazer seu Pachirisu usar sua força bruta para vencer a disputa. Seu disfarce de Flora provavelmente não duraria outra partida.

A moça chegou ao fim de mais um corredor do gigantesco estádio e finalmente se deparou com o local que estava procurando. Uma faixa de interdição sinalizava que o acesso não era permitido. Amy claramente ignorou o aviso e abriu a porta.

Após alguns segundos tateando a parede em busca de um interruptor, Amy conseguiu iluminar o local, que ela sabia se tratar de um pequeno museu financiado pelo próprio Contesta. Como o local ainda não havia inaugurado, era possível notar algumas obras fora do lugar, além de material de construção espalhado por todo o recinto. Apesar disso, alguns dos artefatos já estavam dispostos nas vitrines, indevidamente, sem qualquer dispositivo de segurança.

Antes que Amy desse mais um passo, sentiu seu celular vibrar entro da pequena bolsa a tiracolo que ela utilizava, e para sua surpresa, era uma mensagem de Nataniel.

“Amy
URGENTE
Abortar
Retire a encomenda
NADA DE MORTES”


Ela leu e releu a mensagem algumas vezes  não acreditando nas palavras. O punho de Amanda se fechou e ela sentiu a fúria transbordando pelo seu corpo. Ela aceitou participar da missão devido a importância do que ela teria que fazer, e sabendo que poucos lidariam bem com as consequências. Agora, ela se sentia impotente, servindo apenas de transporte para uma maldita pena, que poderia ter sido entregue a eles pelo próprio Contesta.

Engolindo a fúria, ela foi ao canto do recinto, aonde algumas peças da enorme coleção de quinquilharias do presidente da comissão estavam expostas. Sua atenção estava totalmente direcionada a uma enorme pena multicolorida, exposta com destaque em meio a várias pedras e fósseis irrelevantes para ela. Uma bela placa foi confeccionada para a identificação da pena, onde os dizeres “Pena do lendário Ho-Oh” pareciam ter sido gravados a ouro.

Sem cerimônia, Amy quebrou a redoma em que as relíquias estavam expostas e tomou a pena para si, guardando ela na bolsa. Distraída com a beleza da pena, não ouviu os passos de dois adolescentes que agora estavam na porta do futuro museu.

- Mãos pra cima! – Uma voz feminina reverberou pelo recinto.

Amanda se virou surpresa e reconheceu a jovem Top Coordenadora que estava julgando concurso e um dos coordenadores participantes, o mesmo loiro que estava de olho nela, instantes antes da primeira disputa. A menina, que antes parecia delicada, trajando um vestido verde digno de uma princesa de conto de fadas, exibia uma expressão feroz ao apontar uma pistola na direção de Amy.
Com um reflexo rápido, Amy se jogou atrás de um suporte de algum objeto do museu, grande o bastante para cobrir seu corpo, e sacou sua pistola, dando um tiro na direção dos dois, a fim de amedronta-los.

- Eu colocaria essa arminha de brinquedo no chão se fosse você gracinha.

Amy olhou de relance pela lateral de seu esconderijo e viu que os dois tinham se escondido, temendo serem alvejados. A garota não respondeu a provocação da mulher mais velha, mas pode ouvir ela cochichar alguma coisa, e o som inconfundível de uma pokeball sendo utilizada. Antes que ela pudesse olhar por cima da sua cobertura, a luz do recinto foi apagada.

“Merda”

Amy olhou para os lados mais uma vez, tentando prever o que os dois estavam tramando contra ela. Pensou em mandar seu Pachirisu utilizar o Flash, para iluminar o local, mas pensou que aquilo iria atrapalhar mais do que ajudar. Havia também aquela pokeball negra, que ela levara para realizar a operação.

Antes que ela tomasse uma decisão, ouviu um ruído em seu canto esquerdo. Virou-se lentamente com a pistola erguida, tentando desvendar o que se aproximava. Um pokemon pequeno se esgueirava para perto de Amy. Ela supôs que fosse um Gloom devido ao que parecia ser uma flor onde deveria ser sua cabeça, mas não tinha certeza devido a escuridão. Ela carregou a munição de sua arma, pronta para dizimar o monstrinho, quando o mesmo deu um salto e soltou um som horrível, assustando-a.

Sem perceber, um segundo pokemon surgiu no flanco direito de Amanda e a prendeu, entrelaçando o corpo esguio por todo o corpo da moça. Amy rugiu de raiva quando ouviu os dois adolescentes vindo em direção dela.

- Bom trabalho Milotic!

Amy se contorceu até que conseguiu tatear uma pokeball dentro da sua bolsa. Apertou o botão da esfera e torceu para que fosse a que ela esperava.

Um brilho intenso emergiu da mão de Amanda, quando uma enorme criatura emergiu no recinto. O pokemon era tão grande que o casal e o Gloom foram jogados para trás, junto com diversas outras antiguidades que enfeitariam o museu no futuro. O Milotic que aprisionava Amy se soltou e correu em socorro de sua treinadora, enquanto o monstro liberado dava um rugido de fúria. Seus olhos vermelhos brilhavam com intensidade, ao tempo em que uma aura roxa emanava de seu corpo, iluminando o recinto.






Amy retirou de sua bolsa um bracelete e não perdeu tempo em acioná-lo. Ao apertar o botão, foi possível notar a coleira presa no pokemon colossal brilhar, ao mesmo tempo em que ele parava de rugir, expressando uma calma momentânea.

- Calma Palkia... sou eu. – Amy usou sua voz da forma mais suave que pode.

Com o lendário sob o controle, ela olhou para os dois jovens com desprezo. Quase fora capturada por dois pirralhos, que agora estavam no canto da sala com o olhar assustado, sem saber como reagir diante do monstro colossal que Amy tinha invocado. “Nada de mortes”. A mensagem de Nate ecoava na mente de Amy, enquanto ela respirava fundo com os punhos semicerrados.

“Que se foda então”, pensou ela.

Amy saltou sob as costas do dragão e dirigiu a palavra para os dois.

- Hoje vocês deram sorte. Adeus. – Ela se direcionou para o lendário.- Para o alto, Palkia! Abra o caminho.

Antes que eles pudessem ter qualquer reação, o dragão soltou um golpe poderoso pela boca que abriu um rombo no teto. Amy teve que proteger a cabeça para não ser atingida pelos pedaços de concreto que iam para o chão.

O dragão alçou voo com Amy em seu lombo, destruindo o teto dos corredores subterrâneos do estádio, até que ambos surgiram no meio do palco. Amy achou bem conveniente que o museu se localizasse exatamente no meio do estádio, poupando a plateia da destruição do lendário em busca da liberdade.

Toda a população de Celadon gritou sob a imagem assustadora de Palkia. Amy amaldiçoou mais uma vez o fracasso da missão e deu ordem para que o dragão alçasse voo mais uma vez, alcançando rapidamente o céu, deixando para trás o estádio destruído.

Amy tinha conseguido cumprir as ordens de seu líder. Pegou a pena, abortou a missão original e saiu sem matar ninguém, apenas usando uma das armas da organização e deixando o mundo todo vê-la destruindo o estádio.

“Nate vai me matar...”




~//~


Notas Finais:  É isso aí amigos. O próximo capítulo sai  possivelmente domingo dia 09/07.  Queria fazer uns comentários finais mas já esqueci o que queria falar, então fica pra próxima vlw flw e tchau


Última edição por Brijudoca em Seg 15 Jun 2020 - 14:51, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Brijudoca em Qua 20 Maio 2020 - 23:34

Caos vai voltar, mas calma, não necessariamente hoje.


Fala galera, com o renascimento do fórum, não podia deixar de aproveitar a chance para dar continuidade em Caos e, com fé, finalmente terminar a fic. Apesar de ter divulgado ela pela primeira vez em 2017, eu escrevi o primeiro esboço do que viria a ser o prólogo há 10 anos... fodendo 10 anos. Óbvio que muitas coisas mudaram nesse tempo, tive novas ideias, e hoje tenho desenhado exatamente como quero terminar a história, mas o caminho pode sofrer algumas variações.


Gostaria de agradecer aos leitores que tive em 2017 (@-Ice, @Rush, @Black~ e @Shiota) que me motivaram a escrever a história na época, e como estão todos revividos, gostaria de convidá-los a relembrar os acontecimentos da fic e quem sabe até comentar os acontecimentos até aqui, ou mesmo os do último capítulo postado, que infelizmente calhou de ser bem na época que o fórum entrou no limbo e acabei não tendo nenhum retorno kkkkcrying


E para você, novo leitor que está disposto a me dar uma chance, mas tá com preguicinha de ler a fic inteira, aí vai um capítulo especial, que na verdade é um resumo da fic. Pode ser considerado aqueles episódios fillers de animes cheio de flashbacks usados só pra encher linguiça. mas creio que aqui pode ser essencial pra quem não estiver disposto a reler a história inteira.

Capítulo Especial
Flashbacks




Caos é uma história com capítulos de Pontos de Vista ou Point of View, os famosos POVs, que acompanha sete protagonistas, cada um com interesses distintos. O prólogo ocorre oito anos antes da história propriamente dita, onde acompanhamos nosso primeiro protagonista, Harry Miller, um rapaz de 10 anos que mora na pacata cidade de Floaroma em Sinnoh, escapando da festa de aniversário do seu amigo Josh Newton, junto com ele, a fim de investigar um fenômeno estranho no Mt. Coronet. Os dois se espantam ao chegar no famoso Spear Pillar por encontrar sua velha amiga Amanda, ou Amy, envolvida com um grupo misterioso que estava realizando um ritual no local.  O ritual termina em puro caos (com o perdão do trocadilho), com a aparição dos lendários Dialga e Palkia, o surgimento de um portal misterioso que suga Josh e seus pokémons, um fenômeno misterioso que faz com que o poderoso Blastoise de Harry volte a ser um pequeno Squirtle e o assassinato do pai do garoto pela organização misteriosa.


Oito anos depois, Harry é um adulto solitário que assume a guarda do irmão mais novo, Zane, após a tia que cuidava dos dois falecer. Durante uma visita de Spencer Newton, conceituado cientista de Kalos e irmão do amigo desparecido de Harry, os dois acabam revisitando o local do incidente e indo parar no Distortion World, na esperança de encontrar Josh. Lá, Harry reencontra Munchlax, seu antigo pokémon que fora sugado pelo portal, e após uma batalha esquisita com Norman, ex-líder de ginásio da região de Hoenn, os dois decidem que devem ir para região conversar com a filha do homem.


Zane vai junto com o irmão e Spencer para Hoenn. Enquanto estão num navio em direção a cidade de Slateport, o grupo conhece Lydia, uma garota bonita e simpática que deixa Harry enrubescido e posteriormente salva Zane de alguns valentões. Durante a noite o garoto tem sonhos estranhos, como se uma voz o chamasse. Acordado, decide seguir a voz e novamente tem o auxílio de Lydia, que o ajuda a chegar no fundo do oceano, onde ambos descobrem que o dono da voz é o pokémon lendário Jirachi. O lendário revela que entrou em contato para pedir ajuda, mas o garoto acaba sendo nocauteado por Lydia, que se revela uma agente da estranha organização e consegue capturar Jirachi. Conhecemos Nataniel, ou apenas Nate, o líder da organização, em uma conversa com Lydia.


Em Kanto, Laura Modesto participa de um desfile de celebração por ter se tornado um Top Coordenadora, ao vencer o grande festival. A coordenadora é também uma agente mirim da Interpol, que realiza pequenas missões com o auxílio de Aiden, seu namorado. A garota recebe uma missão de Lana, sua mãe e superior, para pegar um objeto com o professor Carvalho. Durante a conversa nos é revelado que os membros da organização criminosa se denominam como os Inconformados. Após receber do professor uma estranha esfera chamada "Bluma” (que supostamente poderia invocar o pokémon lendário Mew), o laboratório sofre uma invasão dos inconformados e Carvalho termina gravemente ferido.


Amanda Parker, a antiga amiga de Harry e Josh, se tornou uma das líderes dos inconformados. Em uma operação avassaladora junto com Lydia, recém promovida à comandante, e Caleb, outro dos líderes da organização, Amy usou os lendários Zekrom, Reshiram e Kyurem para destruir Unova, matando centenas de pessoas e congelando as ruínas da região. Nate aparece brevemente torturando Mark Lohan, o presidente de Unova, e mostrando a ele a destruição da região.


Harry, Zane e Spencer estão presos em Slateport devido às notícias devastadoras sobre Unova. Logo ocorre um encontro com um antigo amigo de Spencer e com a capitã Lana Modesto, mãe de Laura. Após uma discussão com a capitã e com o poder de convencimento de Zane, os rapazes estão prestes a conseguir permissão para deixar a cidade, quando os Inconformados se revelam oficialmente para o público, através de um anúncio na televisão, e assassinam o presidente Mark Lohan, atribuindo a ele a culpa pela destruição de Unova.


Laura e Aiden vão para Celadon seguindo uma pista para encontrar os atacantes do laboratório do professor Carvalho. Estranhamente a cidade terá um concurso pokémon, mesmo em meio ao caos causado pelos inconformados, e Laura é convidada para ser uma das juízas, devido à ausência de Contesta, um dos juízes tradicionais da apresentação. Laura acha a situação suspeita e decide aceitar, pedindo que Aiden se inscreva no concurso para ajuda-la a investigar os participantes. Durante o concurso, um dos funcionários de Contesta revela à Laura que o grande organizador é corrupto e que algo estranho iria acontecer no evento.


Amy esta infiltrada como uma das coordenadoras participantes do concurso, e está procurando algo no subsolo, num futuro museu financiado pelo senhor Contesta, porém recebe uma mensagem de Nate, ordenando que a missão fosse cancelada. A moça encontra a Pena do pokémon Ho-oh no museu, mas antes que pudesse escapar, acaba encurralada por Laura e Aiden, que descobriram que ela não era quem dizia ser. Após quase ser pega pela agente mirim, Amanda escapa com a ajuda do lendário Palkia, sendo vista de toda a população de Celadon.


Por fim, acompanhamos em paralelo as aventuras de Liam, através de seu diário. O rapaz aparentemente estava em uma ilha com seu amigo Rik, quando é capturado por uma estranha que, segundo ele, viria a se tornar uma grande amiga.



~~//~~


Acho que foi isso galera. Se preparem que 2020 é o ano das Fanfics de Pokemon e o chicote vai estralar!


Última edição por Brijudoca em Seg 15 Jun 2020 - 14:54, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Black~ em Qui 21 Maio 2020 - 15:37

Todas as fanfics renascendo, só falta a minha (e vai continuar faltand0 Laughing)

Bem, o resumo serviu pra lembrar bastante coisa mesmo. Mas ainda acho que preciso ler um capítulo ou outro pra entender melhor, mas pelo menos já deu uma boa base. Vou ler o último capítulo que ninguém leu também kkkkk.

É isso né, eu acho kk

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The Adventures of a Gym Leader - Capítulo 48
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Mensagem por Shiota em Sex 22 Maio 2020 - 18:08

Hey Briju 

Confesso que não lembrava absolutamente nada da fic, mas esse resumo foi um excelente balde pra refrescar minha memória, especialmente do fato de que não posso confiar em nenhum personagem dessa fic. Enfim, não tenho muito o que dizer, talvez eu releia alguns caps pra lembrar de mais detalhes, especialmente o último que não cheguei a ler na época iodpaksopfsakdopakdopk

De qualquer forma, fico no aguardo. Até o próximo cap o/

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Mensagem por Food em Sex 22 Maio 2020 - 20:58

Eae Crossfitero, vim dar um oi rapidão.

Oi.

Tchau o/

Brincadeira.

Seguinte, eu fiquei de ler os capítulos todos, e pretendo fazer isso quando essa merda de Latim I parar de me comer na faculdade. Estamos no final do período, então creio que em breve vou ler tudo, mas, por enquanto, li apenas o seu resumo!

Vou confessar uma coisa para você, resumo é uma coisa um pouco foda numa história com tantos personagens (7 protags, etc.) Eu me perdi um pouco nos nomes deles, mas isso não é demérito seu, espero que entenda, é apenas uma desculpa minha caso eu fale merda.

Fiquei interessado que aparentemente as coisas realmente são um... Caos? Mortes, destruição de região(esse eu gostaria de ter descoberto lendo mesmo, mas fazer o que) e etc... Vou te ser honesto, NÃO É MEU TIPO DE FANFIC qualquer merda que tenha morte e tal em Pokémon, pois eu realmente acho que destoa um pouco da visão que tenho da série, mas eu entendo PERFEITAMENTE quem curte, pois bem... É uma rinha de monstros com super poderes aceita socialmente no mundo, e os lendários, principalmente, tem uma força massiva pra cacete, e tudo mais... Então talvez seja apenas uma pequena falta de costume que eu tenho. Novamente, não é uma crítica para você em específico, apenas um comentário random.  Graças a isso, eu fiquei na dúvida se ia conseguir ler sua fanfic, mas cheguei na conclusão de que ia tentar, pelo menos pra ter uma experiência nova.

Enfim, esse comentário foi mais enchendo linguiça e avisando que vou ler quando eu conseguir terminar essa matéria linda que é o Latim. Não acho que eu possa comentar muito dos resumos, pois honestamente, eles são resumos, então eu não quero me arriscar e falar algo que entendi de forma equivocada. Espero que entenda!

No final, não menti no início do comment. Foi mais um oi, hahahah. É isso então, falou Bri o/
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Mensagem por -Ice em Dom 24 Maio 2020 - 6:07

Oi Brijudocsss
Cara, então você foi o último a postar depois do colapso da área? hauhsaushaush sinto muito amg

Por hoje eu só li o resumo que postou para relembrar das coisas, mas ainda pretendo ler os capítulos que eu não cheguei a comentar (e portanto acredito não ter lido eles) e caso se mostre necessário voltarei para ler os primeiros.

No começo eu tava achando que lembrava da maioria das coisas mas vi que tem muitos detalhes que eu realmente não me lembrava, entre eles o Squirtle que não pode evoluir e o Munchlax (então vc também tem um).

Dos personagens não tinha me esquecido de nenhum além dos que não cheguei a conhecer e, mesmo não tendo lembrado seus nomes, consigo me recordar de seus papéis, mas não de suas personalidades, o que acho que me fará reler todos os capítulos (não que isso seja um problema, já que lembro que me diverti bastante com eles em 2017).

Uma coisa, então o Prof Carvalho não morreu? Me lembro dessa cena e na minha memória ela tinha ocasionado a morte do professor, agora tô em dúvida se foi você que deixou em aberto ou se foi um delírio meu hahaha lembro que esse da coordenadora foi meu capítulo preferido.

Briju, por enquanto é só, finge que hoje é ontem e que eu cumpri minha promessa e vamos lá porque 2020 é o ano das fanfics, abração!
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Mensagem por Brijudoca em Dom 31 Maio 2020 - 15:16

Fala amiguinhos, como prometido, Caos está de volta. Vamos aos comentários.

Comentários:

Yo @Black~,
Obrigado por voltar haha Tentei deixar o resumo beeeem resumido mesmo, só pra situar vocês que já leram a fic, mas acredito que vai ser bem difícil lembrar tudo com detalhes, principalmente nesse capítulo de hoje que eu tento trazer algumas explicações. Mas qualquer dúvida, estamos aí pra relembrar, afinal, eu mesmo tive que reler tudo 3x pra ter certeza que não deixei passar nenhuma palhaçada que eu tenha inventado ao longo do caminho.

Fala @Shiota

De fato, o não confiar em ninguém é muito importante nessa história cheia de pessoas duas caras haha Espero que tenha lido e gostado dos últimos capítulos, mas qualquer dúvida, tamos aí.

Oie @Food

Obrigado pelo comentário man. Eu realmente nunca quis fazer uma história padrão de pokémon, pra ser sincero, quando eu tive a ideia dessa fic ela nem era originalmente sobre pokémon, mas aos poucos fui pensando na história, até sair essa maluquice que é Caos. Espero que dê uma chance, acredito no potencial da minha historinha e qualquer coisa que tu não tenha entendido, só dar um toque. É nóis.

Eae @-Ice meu lindo,

Pois é fui o último mesmo, mas estou feliz de estarmos todos de volta haha. Acho que será essencial reler alguns capítulos, nem que seja por cima, pra lembrar de alguns detalhes especiais. Sobre o professor Carvalho, eu tinha deixado a morte dele em aberto no capítulo 3, em que ocorreu o atentado, mas no 5 eu já tinha mencionado que ele estava no hospital, entre a vida e a morte.


Voltar a escrever foi um desafio enorme. Diferente da maioria que evoluiu a escrita, eu sinto que a minha regrediu, especialmente porque esse capítulo foi MUITO difícil de escrever, porque eu queria contar coisas importantes, e apesar de tudo, fazia tempo que eu não me projetava nos personagens. Vou tentar escrever os próximos com mais calma e de maneira mais racional.

Uma pequena trivia: Pra quem não releu a fic inteira, esse capítulo retoma pontos super importantes do Prólogo e dos Capítulos I, V e VII. Um dos personagens novos do capítulo não tem nada a ver com esse aqui do anime, apesar do nome e da outra personagem com quem ele está associado.

Sem mais delongas, fiquem com capítulo:



Capítulo VIII
A resistência

Harry




“Levem essa maleta direto ao professor Birch. Não olhem dentro dela até encontrá-lo e protejam-na com suas vidas se for preciso.”

As palavras da capitã Lana Modesto ecoavam na mente de Harry enquanto o pequeno barco que a oficial tinha disponibilizado para eles atracava no porto da rota 104. Claro que era muita bondade denominar o local de porto, pois se tratava apenas de um simples deck que os garotos tiveram que tomar bastante cuidado ao subir para não afundarem os pés na madeira velha e irem parar no mar. Harry, Zane e Spencer se despediram do capitão do barco e seguiram para região leste da rota, onde já podiam avistar de longe a cidade de Petalburg.

Antes de deixarem Slateport, Harry teve uma conversa a sós com a capitã Lana, em busca de informações sobre o incidente do Spear Pillar e qualquer associação com os eventos recentes causados pelos inconformados, mas a chefe apenas desconversou qualquer tentativa de diálogo do rapaz.

- Escuta garoto, você é apenas um civil! Não posso compartilhar informações da Interpol com você. Apenas faça esse favor para mim e garantirei que consigam transitar entre as cidades. – Finalizou ela sem deixar que Harry argumentasse.

Dois seguranças guardavam o portal que dava acesso a cidade. Eles olharam torto para os garotos, mas liberaram a passagem logo que Spencer mostrou uma carta assinada pela capitã, que permitia que o grupo viajasse entre as cidades mesmo com a ordem de isolamento emitida pelo presidente de Hoenn.

Após conseguirem a permissão de deixar Slateport, Harry e Spencer decidiram ficar mais uma noite na cidade, a fim de realizar algumas compras para seguirem viagem em segurança. Assim que se despediram da capitã e de Phil, Spencer foi para o mercado se abastecer de lanches e medicamentos, enquanto Harry levou Zane para uma loja de departamento, onde deixou o garoto escolher novas roupas.

O garoto saltitava feliz pelo portal de entrada de Petalburg, vestindo um moletom verde recém-comprado que contrastava perfeitamente com seus belos olhos. Harry ainda estava abismado com a forma que o menino tinha convencido a capitã a deixá-los sair da cidade. A expressão dura que Lana Modesto sustentou durante toda a conversa simplesmente se esvaiu perante a súplica do garoto.

Spencer ficou responsável de guardar a maleta com o objeto misterioso. Levava a mesma dentro de sua mochila e, apesar de estar seguindo a orientação da policial não olhar dentro dela, estava desesperado para ver do que se tratava. Seu amigo Phil, que estava estudando o conteúdo da maleta, dissera apenas que o objeto claramente estava relacionado a um pokémon lendário. “Sim, tudo que eu precisava era mais um pokémon lendário atormentando minha vida”

Entretanto Harry estava feliz com a missão, pois assim que encontrassem a filha de Norman, deveriam seguir para Littleroot, cidade onde se encontrava o laboratório de Birch. Estava feliz porque no dia em que deixaram Slateport, Lydia lhe enviou uma mensagem, perguntando como estavam as coisas, e os dois acabaram conversando a noite inteira. Falar com a garota deixou Harry contente e leve como ele não se sentia há dias. Durante a conversa, descobriu que ela estava em Littleroot, na casa dos pais.

Harry puxou seu celular e segurou uma risada ao ver o meme de bom dia que Lydia tinha mandado. Os dois não tiveram a chance de se conhecer direito no navio, mas sempre que pensava na garota seu coração disparava. Tudo que ele queria no momento era reencontrá-la.

- Beleza, aquele tem que ser o ginásio. – Spencer apontou para uma enorme construção no final da rua.

Petalburg não era tão grande como Slateport, porém possuía um enorme subúrbio que o grupo levou pouco mais de meia hora para atravessar e chegar ao centro da cidade. Após alguns pedidos de informação, estavam no que parecia ser a rua do ginásio.

- E se não tiver ninguém lá? – Questionou Zane com um olhar preocupado.

- Daremos um jeito irmãozinho. – Claro que a resposta sincera seria “Aí fodeu”, mas Harry guardou para si.

Os três pararam em frente ao ginásio. Era um estádio de tamanho médio, com um telhado amarelo em formato oval. A parede cinza tinha uma aparência rústica, porém bem cuidada. Uma faixa de aviso bem acima da entrada confirmava o medo de Zane.

“Ginásio temporariamente fechado para desafios”

- Puta que pariu viu. – Spencer começou a bater na porta.

Ele ficou quase um minuto batendo ininterruptamente. Harry e Zane se sentaram na guia da calçada desesperançosos. O rapaz fez um cafuné na cabeça do irmão enquanto tentava pensar no próximo passo.

- O PORRA, NÃO TÁ VENDO A PLACA DIZENDO QUE O GINÁSIO TÁ FECHADO?

As portas do ginásio se abriram, exibindo o cara mais bonito que Harry já tinha visto na vida. O homem era alto, pele bronzeada e possuía braços e peitoral extremamente definidos em uma camiseta branca simples. Seu cabelo castanho claro estava bagunçado, mas de certa forma combinava com sua barba por fazer. Os olhos amendoados cintilavam de irritação.

- Ei ei ei modelo da Vogue, fica calmo. Nós não estamos aqui para um desafio de ginásio. – Spencer deu um passo para trás pra poder encarar o homem.

- E o que mais vocês poderiam querer aqui? – O rapaz devia estar na mesma faixa de idade que Spencer, talvez uns vinte e cinco anos. Ele mediu os três de cima abaixo. – Espera, você é o Spencer Newton?

- Nos conhecemos?

- Não, mas um pesquisador famoso e com sua aparência é facilmente reconhecido.

Bem, Spencer nunca fez a linha discreto. Estava usando seu conjunto de roupas favorito, calça e jaqueta laranja, além do cabelo espetado com as pontas azuis não o deixarem passar despercebido.

- Pois bem, muito prazer. Estes são Harry e seu irmão Zane. Queríamos conversar com a líder do ginásio.

O bonitão coçou a barba e franziu o cenho. Abriu a boca e a fechou antes de dizer qualquer coisa.

- Entrem. – Disse ele por fim. – Meu nome é Max, sou um amigo da líder.

Harry suspirou aliviado e seguiu o rapaz para dentro do ginásio.

Assim como a área externa, o salão de recepção do ginásio era simples. Possuía um balcão onde os desafiantes normalmente se inscreviam para batalhas e algumas poltronas ao redor de uma mesa de centro.

- Esperem aqui, vou chamar a May. – Max saiu por uma pequena porta no fundo do salão.

Harry tirou a mochila das costas e se acomodou em uma das poltronas. Começou a vasculhar suas coisas em busca da insígnia entregue por Norman no Distortion World. Spencer e Zane se sentaram ao seu lado. A insígnia do Balanço tinha a aparência de um haltere de academia, mas ele e Spencer descobriram através de uma pesquisa na internet que aquela era diferente das que o líder normalmente entregava. Era acobreada em vez de cinza, e possuía uma letra R grafada bem pequena em uma das pontas.

- Maluco, o cara parece um Deus grego. – Comentou Spencer enquanto despia sua jaqueta laranja. – Se minha cara fosse 50% tão bonita quanto aquela eu nem precisaria ter minha lábia incrível com as garotas.

- Sua lábia faz parte de quem você é Spencer. – Disse Zane com uma risadinha.

- Para alguém tão pequeno, você é muito sábio carinha. – Gargalhou Spencer enquanto se espreguiçava.

Harry batia seu pé no chão com nervosismo. Estavam prestes a encontrar a pessoa pela qual vieram a Hoenn. E se ela não acreditasse neles? E se ela não tivesse nenhuma resposta para loucura que eles viveram no Distortion World? Harry engoliu o seco e tentou acalmar os ânimos.

Max voltou ao salão acompanhado da garota que deveria ser a filha de Norman. Harry se surpreendeu que ela deveria ter mais ou menos a mesma idade que ele. Usava uma camiseta vermelha tipo baby look que ia até a altura de seu umbigo e um short pequeno que destacava suas coxas torneadas. Um gorro vermelho cobria parcialmente seu cabelo castanho claro. Spencer, obviamente, fitava a garota boquiaberto. “Todo mundo nesse ginásio é estonteantemente bonito?”

- Sou May, líder de ginásio da cidade de Petalburg, mas acredito que já saibam disso. – Sua expressão endurecida deixou Harry aflito. – O que querem de mim?

- Olá minha querida, sou o professor Spencer Newton, cientista especialista de Kalos, é uma honra finalmente conhecer uma mulher tão bela como...

- Corte os gracejos, por favor. – O cenho de May franziu de irritação.

Harry pôs a mão no ombro de Spencer pedindo para assumir o diálogo. O rapaz se adiantou diante da garota enquanto recordava pela milésima vez as palavras de Norman no Distortion World.

“Muitas coisas vêm e vão Harry. Seu amigo veio e já foi, seu pokemon veio e só vai hoje. Você está destinado a grandes coisas, mas deve tomar cuidado com o caos. Diga a May que eu a amo, mostre a insígnia e pergunte sobre Max e Fred.”

- Meu nome é Harry Miller, este é meu irmão Zane. – Harry estendeu a mão em direção a garota. – Uma pessoa me pediu pra te mostrar isso aqui.

Harry depositou a insígnia nas mãos de May. Sua expressão mudou de irritação para um misto de surpresa e descrença.

- Eu conheço parte de sua história Harry Miller. Meu pai guardava essa insígnia consigo como um amuleto. O “R” era pra simbolizar o ensinamento que ele entregava para todos os desafiantes do ginásio, resiliência. – May apertou a insígnia em sua mão enquanto tentava segurar as lágrimas que desciam por seu rosto. – Vocês têm minha atenção.

Harry aproveitou a deixa e desatou a falar, contando tudo sobre o encontro com Norman no Distortion World. Ao final do relato, May e Max se encararam tentando tomar uma decisão silenciosa.

- A história de vocês é bizarra demais pra não verdade. – Disse Max. – Imagino que devemos confiar em vocês. Mas... – O rapaz se virou para May – Se o Norman está vivo... como e por quê?

May enxugou as lágrimas e olhou diretamente nos olhos de Harry.

- Temos muito o que conversar. Meu pai pediu para perguntar sobre Max e Fred. Bem, vocês já conheceram Max. – O rapaz estava no canto de braços cruzados absorvendo o relato de Harry.

- Fred é meu namorado, ele está aqui também. Acho que devíamos levá-los para a arena, certo May?

A garota assentiu e fez sinal para que os seguissem. Eles passaram pela porta ao fundo do salão e se depararam com o que deveria ser a arena de batalha do ginásio.  As arquibancadas estavam lotadas de equipamentos e maletas que provavelmente não ficavam lá quando o ginásio estava aberto. No campo de batalha, mais equipamentos, além de diversos livros espalhados em torno de o que parecia uma cama hospitalar. Dois homens, que estavam conversando quando eles entraram na arena, vieram ao encontro do grupo.

O mais jovem possuía o mesmo tom de pele bronzeado que Max. Tinha o cabelo loiro, curto e arrepiado, além de um porte físico atlético. Harry supôs que este deveria ser Fred. O segundo era um homem mais velho de aparência robusta, cabelo castanho escuro e uma barba que cobria apenas o queixo. Usava uma curiosa combinação de jaleco com uma bermuda praiana.

- Espera, é o professor Birch! – Exclamou Spencer surpreso.

- Suponho que o senhor seja o cientista exótico que a capitã Modesto mencionou por mensagem. – Birch tinha uma expressão divertida como se estivesse o tempo todo lembrando de alguma piada.

Fred se virou diretamente para Max.

- Baby, o que está acontecendo? Quem são esses?

- Eles vieram encontrar May. E possuem a entrega da capitã para Birch. – Max resumiu rapidamente a história dos garotos para o namorado.

- Ok, agora eu estou muito confuso. – Harry apoiou as duas mãos na cabeça. – Deveríamos encontrar o senhor apenas em seu laboratório, em Littleroot.

- Desde o ataque dos inconformados ao meu querido amigo Carvalho e a destruição de Unova, precisei me esconder junto com minha família, e nada melhor do que se manter junto aos líderes da resistência. – Birch disse sorrindo.

- Resistência? – Questionou Harry já com a cabeça girando.

- Harry. – May segurou uma das mãos do garoto. – Não é só a Interpol que está tentando combater os inconformados. Meu pai e mais algumas pessoas ao redor do mundo estão lutando para combater os inconformados há anos, desde que você e o irmão de Spencer os enfrentaram pela primeira vez oito anos atrás no Spear Pillar.

- Qual o problema com este pokémon?

Zane tinha chegado perto da cama no centro da arena. Harry se aproximou e viu que tinha um pokémon muito pequeno com os olhos fechados. Ele tinha uma pelagem no tom bege claro e enormes orelhas de cor alaranjada, assim como suas patas. Tinha um acesso com algum medicamento ligado à sua pata esquerda e outros dispositivos que Harry não compreendia ligados a um computador.

- Este é, possivelmente, a causa dos inconformados terem destruído Unova. – Disse May enquanto Zane encarava fascinado o pokémon – Seu nome é Victini.

Mesmo abatido, o pokémon emanava uma aura poderosa que ao mesmo tempo amedrontava e acalmava Harry.

- Fred e eu resgatamos ele de Unova, antes da destruição. – Max suspirou com pesar. – O pequenino é muito poderoso e nos ajudou a escapar de lá com vida, mas também se machucou muito no processo. Está em coma há dias.

- Desde que vim pra cá, tenho feito o possível para ajudá-lo, mas ele não apresenta nenhuma melhora. – Birch se aproximou de Victini, passando a mão entre as suas orelhas.

- E qual é a dessa resistência? – Questionou Spencer. – Porque eu quero participar, quero encontrar meu irmão!

- Não somos muitos Spencer. – May se aproximou dos garotos. – Meu pai era o líder, tentava prever os planos dos inconformados e interceptá-los a tempo, mas desde o seu desaparecimento há três anos, perdemos muita força. Tentei assumir a liderança, mas aos poucos, todos nossos aliados parecem estar caindo e os malditos só ficam mais fortes. Tanto que resolveram se revelar oficialmente para o mundo.

- Eu e Max estamos juntos nessa já há alguns anos. – Fred apoiou a mão no ombro do namorado. – Temos contato com o pessoal de todas as regiões, mas não é fácil atrair novos aliados com os inconformados ficando cada vez mais poderosos. Sabemos que eles possuem um líder, possivelmente o cara que falou na mensagem da televisão, e ele corrompeu a maioria das grandes corporações para o seu lado. Nunca sabemos em quem podemos confiar.

- Mas qual o objetivo deles afinal de contas? – Harry não sabia se estava pronto para a resposta. Pensou no quanto sua vida tinha sido afetada pelas ações dos bandidos, a morte de seu pai, o desaparecimento de Josh, Amy...

Max e Fred se encararam, como se procurassem palavras, mas foi o professor Birch quem falou.

- Estive trabalhando com Norman desde o começo da resistência. Embora não participasse diretamente pra não chamar atenção pra mim e minha família, sempre que ele precisava de um conhecimento científico eu estava lá pra ajudar. Sabemos que eles já capturaram diversos pokémon lendários, mas o objetivo deles com tudo isso é despertar o caos.

Harry, Spencer e Zane estavam pendurados a cada palavra de Birch. A última frase arrepiou a espinha do garoto e o levou diretamente para aquele dia oito anos atrás, quando viu o homem negro abrir o portal com o poder de Dialga e Palkia.

- O que isso quer dizer, professor?

- O caos é uma forma de matéria primordial do universo. Max e Fred podem me ajudar a explicar melhor posteriormente, mas acredita-se que parte desse poder se uniu ao nosso mundo milhares de anos atrás, fazendo os animais que conhecemos se tornarem os primeiros pokémon.

- Isso é o que sabemos de forma bem resumida meninos. – May completou com a expressão cansada. – Não sabemos exatamente o que eles querem com o “caos”, mas estão capturando todos os pokémon lendários do mundo, e destruindo tudo e qualquer pessoa que estão no caminho deles. A capitã Lana Modesto confiava no meu pai, e desde que assumiu a operação contra os inconformados ela vem nos ajudando, mesmo que civis não devessem se envolver, ela sabe que a Interpol sozinha não será capaz de detê-los.

- Isso nos traz também ao motivo de vocês quererem me ver em Littleroot, não é rapazes? – Questionou Birch, mais uma vez sorrindo, mesmo diante do clima tenso da conversa.

Spencer tirou a mochila das costas e puxou a maleta que a capitã Modesto tinha confiado a eles para entregar a Birch.

O professor pegou a maleta e a apoiou em uma das mesas improvisadas, próximo a cama de Victini. Seus olhos faiscaram ao abri-la e visualizar o conteúdo.

- Se isso for o que eu imagino, temos uma pequena chance de virar o jogo meninos.


~~//~~


Lydia


Lydia estava deitada em sua cama enquanto sorria encarando a foto de Harry no aplicativo de mensagens. Estavam trocando mensagens há algumas horas e o menino tinha acabado de mandar um ótimo meme. Doía-lhe ter que mentir para o rapaz sobre sua real localização, pois realmente queria ver o garoto de novo.

Levantou-se e colocou sua roupa de oficial, um conjunto de blusa e saia preto com detalhes vermelhos. Estava ansiosa pois finalmente teria uma reunião com Nate, após a captura de Jirachi e a missão de Unova.

Após a promoção para comandante, Lydia recebeu um novo quarto na base dos inconformados, bem na cobertura do esconderijo dos inconformados, onde ela tinha uma bela vista do mar que sempre a ajudava a pegar no sono. Além disso, o quarto possuía todos os luxos que ela teria se estivesse hospedada em um hotel cinco estrelas, como uma televisão de 65”, banheira de hidromassagem e um frigobar abastecido diariamente com bebidas caras e guloseimas.

“A vida tem sido justa comigo”, pensou a garota enquanto deixava o quarto em direção a sala de reunião. A cobertura possuía apenas mais três cômodos ocupados, os quartos de Caleb, Amanda e Nataniel. A sala de reunião era acessada por uma escada ao lado do elevador que levava aos demais andares do prédio. Lydia subiu rapidamente as escadas, olhando para o celular para garantir que estava no horário combinado, e bateu na porta.

- Entre.

Lydia entrou na sala e se surpreendeu ao ver que havia duas pessoas já sentadas na longa mesa redonda posicionada ao centro do recinto. Nataniel usava um terno azul que contrastava com sua bela pele negra e seu rosto tinha a expressão tranquila de sempre. A outra pessoa usava a mesma roupa que Lydia e exibia uma expressão ligeiramente mais irritada. Ao vê-la, a garota imediatamente levou as mãos aos cabelos, tentando ajeitar os cachos ruivos que estavam mais desgrenhados que o normal.

- Amy! Não esperava vê-la aqui. – Lydia correu e deu um abraço na colega que retribuiu enquanto o rosto enrubescia.

Os sentimentos de Amy por ela não eram nada discretos e, apesar de não os corresponder, Lydia não deixava de alimentar as esperanças da colega. A garota descobrira muito cedo como manipular as pessoas para obter o que quisesse, especialmente utilizando sua beleza.

- Perdoe-nos Lydia. – Começou Nate com um suspiro. – Amanda teve uma missão fracassada em Kanto, estávamos discutindo nossos próximos passos na região.

Amy se encolheu na cadeira, com uma fúria contida.

- Não fui um completo fracasso Nate. – Vociferou ela. – Peguei a maldita pena, da maldita galinha lendária.

- Ainda assim, foi encurralada por duas crianças e teve que usar Palkia para Kanto inteira assistir.

Amy cerrou o punho e bateu contra a mesa, deixando de esconder toda sua irritação.

- E daí? Kanto é basicamente nossa. Não temos que nos preocupar com nada que acontece lá.

- Infelizmente sua pequena aparição foi televisionada, e revelou seu rosto para o mundo. – Continuou Nate, dessa vez com uma frieza maior na voz. – Falarei com o presidente de Kanto para tomar medidas mais sérias de segurança e contenção, como as demais regiões já fizeram, senão ficará óbvio que temos total controle da região.

Lydia escutava a conversa com atenção, sem saber se realmente deveria participar da discussão.

- Bem, imagino que Amy deverá ficar encoberta por um tempo. Não tenho problemas se precisar executar alguma de suas atribuições.

- Não se preocupe minha querida, Caleb dará conta por enquanto. Tenho algo especial, que somente você pode fazer. – Nate se levantou para contemplar o oceano. – Tentamos interrogar Jirachi, mas ele se mostrou irredutível em revelar porque estava tão interessado no garotinho, Zane Miller.

Lydia fitava Nate sem entender aonde ele queria chegar. Ao ouvir o nome do garoto, Amy estremeceu.

- O irmão desse garoto, você deve ter conhecido no navio, seu nome é Harry. Eu e Amy o conhecemos no passado. Ele estava presente quando capturamos Dialga no Spear Pillar.

“Oh, Lydia, de todos os garotos que você poderia se interessar.”

- Sim, conversei com o rapaz. Até peguei o contato dele, embora não tenha falado nada com ele.

- Pois é exatamente disso que eu preciso Lydia. – Nate apoiou as duas mãos na mesa, encarando-a. – Você precisa se aproximar dos garotos, e descobrir o que o menino Zane tem de especial.
Lydia sorriu.

- Pode contar comigo chefe.

~~//~~

Foi isso galera. Espero que tenham gostado. O capitulo originalmente seria maior e mais detalhado, mas enquanto escrevia achei que seria informações demais, e que poderia detalhar alguns pontos nos próximos capítulos. Nos vemos no próximo capítulo o/


Última edição por Brijudoca em Seg 15 Jun 2020 - 14:56, editado 3 vez(es)
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Mensagem por Black~ em Dom 31 Maio 2020 - 16:48

Bem, vamos lá.

Confesso que ainda lembro pouco, mas conforme vou lendo fui lembrando algumas coisas, então não posso prometer um comentário muito bom, mas vamos tentar.

Bem, o capítulo foi bom sim, apresentou até dois personagens novos e avançou um pouco. Vou começar pela Lydia: cara, puts, muito legal esse tom ambíguo da personagem, sendo uma das líderes da equipe vilã e ao mesmo tempo mandando mensagens fofinhas pro protagonista kkkk. O final do episódio deixou um cliffhanger bem grande, para nós podermos pensar o que ela vai fazer com os protagonistas, ou se não vai fazer nada.

Confesso que não lembrava que o Zane tinha algo especial assim, agora também estou curioso para saber o que ele tem de tão especial que o Jirachi o quis. Bem, aparentemente, o garoto pode ser muito maior do que imaginávamos até agora.

Achei bem curioso ver o Victini em uma situação tão calamitosa igual à qual ele estava. Realmente, esses caras são uns fdps, a considerar que o Victini é um lendário e mesmo assim o conseguiram deixá-lo em condição gravíssima. A ver o que se trata.

Além disso, não lembrava exatamente da mala, mas o professor Birch disse que se aquilo for o que ele pensa, eles poderiam ter uma chance; será que era a tal da pedra do Mew? Porque sei que o Mew tem uma importância muito grande na mitologia do mundo pokémon, então certamente poderia ajudá-los de fato e talvez você até tenha dito anteriormente, mas eu realmente não lembro kkkk.

Gostei da inserção dos novos personagens e da explicação desse novo time que também está combatendo os inconformados, vamos ver como eles vão entrar na história. E lendo essas cenas eu não lembrava que o Spencer era um Brock da vida kkkk, eu realmente to precisando reler a fic pra relembrar as coisas.

Em relação ao plano, novamente, não lembro se já foi dito anteriormente. Na verdade, acredito que sim, ou pelo menos pequenos fragmentos e insinuações foram dadas. Mas de maneira clara, como foi dito nesse capítulo eu ainda acho meio vago o plano deles. Parece tipo "ok, vamos capturar todos os lendários gg easy", mas chegou a falar que eles querem encarnar o "caos", será o caos um Pokémon? Eu pensei em duas possibilidades para ser o Caos: Giratina e Arceus, mas o primeiro já descartei, então pensei no Rayquaza, em segunda possibilidade, visto que em tese é o lendário mais forte do mundo pokémon, mas aposto minhas fichas no Arceus mesmo, já que ele é o "deus pokémon", então fora dos games poderíamos ignorar os stats do mega rayquaza e fazer o Arceus ser o pokémon mais forte, como deveria ser kkkk. De toda forma, penso no Arceus mais por causa da frase dita:
O caos é uma forma de matéria primordial do universo. Max e Fred podem me ajudar a explicar melhor posteriormente, mas acredita-se que parte desse poder se uniu ao nosso mundo milhares de anos atrás, fazendo os animais que conhecemos se tornarem os primeiros pokémon.

Ou seja, meio que dá a entender que o "caos" seja algo que criou as coisas, logo, só poderia ser Arceus (ou Mew, se bem me lembro), ou também enquanto escrevia o comentário pensei que as coisas de S/M já que envolve a questão do espaço e tals, mas como você fez a fic há muitos anos, acho que não pode ser. Então fico com o lendário de Sinnoh mesmo kkkkk, enfim, já divaguei demais aqui kkkkkkkkkkkkkkk.

Bem, erros tiveram alguns sim que me incomodaram dessa vez, mas principalmente o fato de que na maior parte das vezes você não separa o vocativo com vírgula, ficando tipo "Oi spencer", quando o correto seria "Oi, Spencer", digo esse exemplo bobo, mas têm vários espalhados pelo capítulo. Outra coisa que me incomodou, mas bem menos, foi isso:

As palavras da capitã Lana Modesto ecoavam na mente de Harry enquanto o pequeno barco que a oficial tinha disponibilizado para eles atracava no porto da rota 104. Claro que era muita bondade denominar o local de porto, pois se tratava apenas de um simples deck que os garotos tiveram que tomar bastante cuidado ao subir para não afundarem os pés na madeira velha e irem parar no mar. Harry, Zane e Spencer se despediram do capitão do barco e seguiram para região leste da rota, onde já podiam avistar de longe a cidade de Petalburg.

Antes de deixarem Slateport, Harry teve uma conversa a sós com a capitã Lana, em busca de informações sobre o incidente do Spear Pillar e qualquer associação com os eventos recentes causados pelos inconformados, mas a chefe apenas desconversou qualquer tentativa de diálogo do rapaz.

- Escuta garoto, você é apenas um civil! Não posso compartilhar informações da Interpol com você. Apenas faça esse favor para mim e garantirei que consigam transitar entre as cidades. – Finalizou ela sem deixar que Harry argumentasse.

Dois seguranças guardavam o portal que dava acesso a cidade. Eles olharam torto para os garotos, mas liberaram a passagem logo que Spencer mostrou uma carta assinada pela capitã, que permitia que o grupo viajasse entre as cidades mesmo com a ordem de isolamento emitida pelo presidente de Hoenn.

Após conseguirem a permissão de deixar Slateport, Harry e Spencer decidiram ficar mais uma noite na cidade, a fim de realizar algumas compras para seguirem viagem em segurança. Assim que se despediram da capitã e de Phil, Spencer foi para o mercado se abastecer de lanches e medicamentos, enquanto Harry levou Zane para uma loja de departamento, onde deixou o garoto escolher novas roupas.


O garoto saltitava feliz pelo portal de entrada de Petalburg, vestindo um moletom verde recém-comprado que contrastava perfeitamente com seus belos olhos. Harry ainda estava abismado com a forma que o menino tinha convencido a capitã a deixá-los sair da cidade. A expressão dura que Lana Modesto sustentou durante toda a conversa simplesmente se esvaiu perante a súplica do garoto.

Tipo, essa parte grifada eu entendi que se passou antes dos parágrafos não grifados, porém da forma que você jogou no texto ficou confuso, pois logo que acaba isso, já fala que "Zane entrou no portal de Petalburg", ou seja, deu a entender que eles tinham comprado a roupa em Slateport e já estavam em Petalburg no mesmo momento. Mas, é só um pouco de chatice da minha parte mesmo.

Enfim, acho que é isso. Então, é só e boa sorte com a fic.

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The Adventures of a Gym Leader - Capítulo 48
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Mensagem por Rush em Ter 2 Jun 2020 - 17:13

Briju!

Gostei do capítulo e dos dois pontos de vista de distintos lados da história. Eu acho bem interessante essa atração que Lydia e Harry possuem, mesmo sendo prometidos futuros inimigos, porque né, ela ta na organização que EXPLODIU A PORRA DE UNOVA! Mas, mesmo parecendo que ela leve sua posição dentro dos inconformados a sério, deu pra notar resquícios de um romance com Harry, só por manda um meme de bom dia para ele. HAUHA' Ah, o romance, a paixão. Eles estão na melhor fase, essa parte da conquista e tudo ser novo.

Enfim, não perdendo tempo falando sobre isso, eu só quero exaltar em como eu gosto do Zane. Ele não teve destaque nesse cap, mas eu gosto muito quando ele está em cena. Uma figura inocente em meio ao caos, sabe? (He did the thing, oh my god, he did it) E sim, também quero ver qual tipo de relação ele tem com os Pokémons. Inicialmente achei que fosse unicamente com o Jirachi, mas parece que ele tem esse tato com todos os lendários então? Neat.

Também achei interessante a aparição do segundo e, respectivamente, terceiro personagem lgbt da fic. Fiquei surpreso com o Spencer não ter a masculinidade frágil em achar o Max um Deus grego, pra ser honesto achei que ele era machistinha. HUAHUAA' E ah, o Max é o mesmo Max irmão da May do anime? Porque se for, damn, ele ficou gostosão.

E falando sobre LGBT, se eu me lembro, tinha um lance mal resolvido entre o Harry e a Amy, né? Estou ansioso pra ver a reação do garoto ao descobrir que ela joga no mesmo time que ele agora. E não perdendo o foco sobre a ruiva, eu não entendi muito a sua passagem. Sim, ela falhou na missão ao expor o Palkia, mas ela foi perdoada por Nate? Ainda não conhecemos muito sobre a personalidade do vilão, mas esperava alguma punição... Não sei. Esperar não é a mesma coisa que desejar, então ficaria surpreso ao ver seu lado humano também.

Por fim, o objeto misterioso na mala. Será o mesmo que o Oak, antes de morrer, havia confiado a espiã? Algo relacionado à encontrar outro lendário? Mesmo perdendo na guerra, os mocinhos agora tem um Victini e esse conteúdo misterioso, então imagino que o sentido figurado de "guerra" acabe por se tornar algo literal nos futuros capítulos...

Excelente escrita como sempre. Gosto de como você mescla o passado com o presente, como os pensamentos de Harry entre suas ações. Deixa tudo envolvente com o protagonista, dando para imaginar o que passa pela sua cabeça a cada consequência.

Com certeza aguardarei o próximo capítulo, meu amigo!

Um abraço


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Mensagem por Shiota em Sex 5 Jun 2020 - 15:58

Hey Briju o/

Eu acabei não lendo os outros capítulos antes KKKKKKK, mas li os dois últimos ontem (sem contar o flashback, obviamente). Ainda surgiram coisas que eu não lembrava direito, então acho que vou relendo os outros capítulos aos pouquinho pra me ressituar melhor.

Cara, eu odeio personagem duas caras, mas o pior é que acabei gostando da Lydia mesmo assim. Vou torcer pra ela virar aquele vilão arrependido que entra pro time dos mocinhos depois.

De qualquer forma, acho que estamos indo rumo às respostas agora. Eu não entendi muito bem o que é o Caos ainda, nem por que tem um nome tão… impactante. O que eu pude entender é que ela é tipo uma “partícula de Deus” do mundo Pokémon (não sei se se inspirou nisso da física, de fato) e, como Birch usou os termos “animais”, “se tornarem” e “Pokémon”, eu interpretei como algo que transformou os animais que conhecemos na vida real em Pokémon.

Eu confesso que tava esperando um Norman líder de ginásio, tinha esquecido totalmente que ele apareceu no Distortion World kdsopakfdopkdpok mas fico feliz que a May tenha se tornado líder de ginásio, ainda mais líder interina da resistência, pois gosto dela. E fiquei curioso, você esqueceu do Max do anime quando nomeou o personagem? Pq sério, foi muita coincidência surgir um Max logo ai KKKKKKKKKKKKKK.

Bem, no mais é isso, só vou reforçar o trecho que o Black citou ali que ficou um pouco confuso, mas eu acho que da pra resolver só de indicar visualmente de onde até onde é uma lembrança no texto (escrever em itálico, colocar [Flashback] no começo e [...] no final, algo assim).

Por enquanto é só, quero ver o desenrolar desse plano com a Lydia ai, já preparado pra passar raiva com o fingimento, mas é isso. Até mais o/

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Mensagem por Food em Sab 13 Jun 2020 - 21:19

Olá Briju! Estou aqui para comentar todos os capítulos em um comentário condensado, de forma duvidosamente elaborada e meio corrida também, de certa forma. Primeiramente gostaria de dizer que gostei de sua escrita, achei ela bem gostosa de ler. Mesmo que o conteúdo não seja tão… Gostoso assim. Mas não no sentido de ruim, já deixo bem claro, e sim no sentido da tensão e tudo. É uma diferença grande, espero que entenda o que quis dizer!

Primeiramente sobre o prólogo. Achei ele longuinho (também adoro capítulos longos) para um prólogo, mas, eu venho do pensamento de que se é necessário, pode usar quantas páginas quiser! Eu já sabia que Caos era uma fic diferente de uma jornada, então quando  vi o início bonitinho, apenas pensei em quando ia dar merda kkkkkk Eu não vou apontar os erros dele porque já falaram e já faz anos que você escreveu, e além disso, não achei nada que atrapalhasse minha leitura. Confesso que quando o pai do Harry levou um tiro, fiquei muito surpreso kkk. Gostei da ideia de “pirralhos” tendo Pokémon em última forma, por alguma razão nunca tinha pensado em como isso é “comum” no mundo dos jogos, mas ainda me soou bizarro no início. Para apontar um errinho e comprovar que li com atenção, vai esse aqui:

Prólogo escreveu:- NÃÃÃÃÃO - berrou um histérico Harry - BLASTOISE UTILIZE O HYDRO PUMP.

Eu não gosto muito de usar caps lock, mesmo com gritos, mas entendo que as vezes dizer que o sujeito berrou não é suficiente pra dar a ideia de desespero, raiva ou etc. dele, então quanto a isso, acho justo. Agora, acho que podia ter tido um ponto de exclamação ali, pelo menos na última fala!




Para o Capítulo 1, gostaria de dizer que no começo, senti um “feels bad” bem forte com a ideia do que aconteceu com Harry. Honestamente, fiquei chateado por ele kkk Mas me deu uma pequena aquecida no coração ver sua interação com seu irmão. Gostei de sua amizade com Spencer também, mas quando vi o homem dando a ideia de ir até o mesmo local do “acidente” e literalmente refazer o portal, fiquei aflito. Eu sempre vejo isso e penso “vai dar merda…” apesar de entender o lado dele de querer trazer o irmão de volta.

Achei bem engraçado/bizarro o Norman aparecer querendo uma batalha, mas justo kkkk. A batalha foi bem legal, e gostei de ver o Squirtle sendo “forte”. No final, mais enigmas, mas fiquei bem interessado… Quer dizer, o que tanto o povo vai fazer no mundo do Giratina, honestamente? Kkkkk Adorei a reação do Spencer também, kkkkk “Espero que pelo menos ela seja gostosa”.




Agora vamos de Capítulo 2!

Achei muito legal que o Zane é um menino aparentemente bem inteligente e extrovertido de certa forma, pois fez as amizades com os cozinheiros e tudo. Mesmo que só tenha feito isso por causa dos valentões idiotas, e, eu confesso que achei engraçado imaginar o Pikachu assustando ou atacando eles kkkk

A Lydia me pareceu bem gente boa e simpática de início, mas eu infelizmente sinto que não posso confiar em ninguém na sua fic kkkk Enfim, gostei bastante desse trio de Harry Spencer e Zane. Quando o menino começou a ouvir as vozes e seguir elas e Lydia apareceu e decidiu ajudar… Bem, eu fiquei com o pé atrás com a garota nesse momento. Me pareceu muito rápido e “fácil”, sabe?

E não foi por menos. Realmente a garota tinha alguma ligação com… Um grupo, que não sei qual é, pois estou comentando conforme leio. Sendo assim, posso de um momento para o outro elogiar ela e xingar depois kkkk Práticamente uma react ao vivo! Enfim…

Um erro que eu honestamente não reparei se você sempre erra ou foi só dessa vez, mas vou apontar apenas por apontar mesmo:

Capítulo 2 escreveu:- Poliwhirl use o Bublebeam girando – gritou Lydia se jogando no chão para não ser atingida pelo golpe.

O “Poliwhirl” em questão é um vocativo, pois está sendo ordenado para ele fazer algo. Sendo assim, ele precisa ser isolado com alguma pontuação, como vírgula ou ponto de exclamação, saca? Acho que teria que ser  “Poliwhirl, use o Bublebeam girando!” ou coisa do gênero.

No final, Lydia capturou o Jirachi e eu fiquei me perguntando o que ela tem a ver com tudo no final do dia. Espero que ela não seja uma vilã simplesmente malvada, haha. Vamos ver como as coisas vão sendo construídas!




Nossa, Capítulo 3 com outro PoV nada a ver  com os mostrados até então! Olha, sou suspeito de falar qualquer coisa, pois fiz o mesmo na minha fanfic kkkkk Não desgosto disso não, muito pelo contrário, acho bem legal. Minha maior dificuldade é “simpatizar” com os novos personagens mostrados.


No começo pensei que Laura era uma modelo, porque sempre esqueço da existência de coordenadores. Fui pego de surpresa pelo “vadia estúpida” e não pude deixar de soltar uma risada. Enfim… Ela… Não é só uma coordenadora, aparentemente. Muito interessante. Me lembrou da vibe de pequenos espiões, kkkk Crianças como agentes e tal, mas com certeza bem menos infantil.  A relação de Laura com a mãe foi bem legal de ver, também. As duas como agentes e tal, me pergunto se tem algum tipo de nepotismo ai no meio, mas a garota pareceu bem  prestativa pelos diálogos.

Por alguma razão, não fui com a cara do namorado, Aiden. Falando nele, eu achei a cena da invasão ao laboratório e tudo interessante, mas a parte que ele liga pra pro serviço de emergência e depois carrega os dois bandidos e amarra eles com alguma corda que ele achou me pareceu meio… Forçada, por algum motivo. Não sei se foi pela forma como foi escrito, por exemplo, que não apontou dificuldades no jovem levar dois homens (mesmo que arrastando) até um certo ponto e depois amarrando os dois juntos… Não sei, me pareceu meio corrido essa parte.

Por sinal, cacete, a tal da revelação de que Unova não existia mais… Carai kkkkkk Fiquei bem curioso sobre isso, de verdade, e quero saber qualé que é agora. Fora isso, eu tenho que dizer que achei que o capítulo teria sido mais legal parando ali. O adicional do tal Liam foi interessante, principalmente por estar em primeira pessoa, mas acho que tirou um pouco do peso da frase da Lana.




Porra, tu usa número romano pros capítulos da fanfic, odeio isso, sou péssimo com números romanos KKKKKK Vamos lá, acho que é o 4 então! Começando pelo PoV da Amanda… Eu confesso que tinha esquecido quem era, mas conforme li o capítulo fui me lembrando. Eu sou horrível com nomes mesmo, sério.

Tenho que confessar que esse capítulo me deixou bem desconfortável. Assim como já conversei no privado com o Ice, eu não sou muito fã de coisas tensas, mortes, tortura, ou… Bem, cidades pegando fogo kkkkkk Enfim, é algo pessoal, mas falei para mim mesmo que iria ler sua fic justamente por isso.

Obviamente fiquei puto com a Amy, é claro. Deu pra perceber que ela tinha uma visão meio deturpada da situação, chamando o genocídio de “necessário”. É claro, não sei o que ela queria ou porquê fazia aquilo, mas não pude deixar de ficar com ódio kkk.

Infelizmente faço parte da fanbase que gosta da Elesa e gostei dela se impor. Por sinal, algo que sempre tenho muito pé atrás de fazer é usar personagens originais dos jogos/anime, principalmente por ficar pensando: Ok, como ele agiria nessa situação…? E tal. Interpretar a personalidade em si, sabe.

Enfim, gostei bastante da luta. Eu normalmente tinha problemas com lutas quando era moleque. Eu costumava pular elas porque não tinha saco para ler toda a descrição. Mas hoje em dia eu adoro. Triste sabe que era só um plano da Elesa que… Porra eu tinha acabado de falar que gosto dela e você faz ela morrer dessa forma, camarada. Que maldade, amigo kkkkkkk

Porra, achei a Amy fdp pra caralho mesmo, no final de contas. Eu não sei se a ideia é odiar ela, mas eu particularmente já odeio kkk Ah mano, não me leve a mal, mas, cacete… Matou a Elesa e todo mundo, e destruiu Unova que eu gosto tanto (mesmo não tendo uma região favorita no caso, gosto de todas) Aff.

No final, a Lydia também é malvada, ou ao menos do time dos malvados… Eu não ponho minha mão no fogo por ninguém nessa fic não. Nem por ser malvado, nem por ser bonzinho, vou só seguir o fluxo da história e ver como as coisas são kkkk No final, elas realmente pensam que é tudo justificável. Bom saber.

E passou pro Nate. Outro filha da puta aparentemente kk Vamos lá…

Caralho amigo, vou te dizer. Quando você descreveu que ele estuprou a mulher diversas vezes e tudo mais, eu pensei “Cacete pesado”. Mas dai você fez uma coisa estranhamente previsível (para mim ao menos) e mesmo assim chocante, que foi matar ela. Puta vida.

Enfim, cenas assim são extremamente tensas e difíceis de se escrever, na minha opinião. Te parabenizo pela forma como escreveu o vilão, Nate. Suas falas foram na minha opinião bem no ponto. Agora, as falas de Mark também me pareceram boas mas, no final, senti um estranhamento aqui:

Capítulo 4 escreveu:- Maldito, o que você quer de mim agora? Já tirou tudo o que me importava na vida.

Eu não sei se foi pelo ponto final no lugar de uma exclamação ou algo assim, mas eu li sem muita emoção essa parte. Quer dizer… Sei lá, mas o maluco viu a mulher ser abusada, a região destruída, apanhou… Sei lá, eu mesmo não faço ideia de como escrever alguém reagindo, mas talvez a exclamação ali no final já teria dado a impressão que senti falta…? Não sei kkk




Capítulo 5! Já passei da metade, hein.

Ah, que bom ver a visão do Harry novamente. É até refrescante, depois do dedo no cu e gritaria que passou nos últimos capítulos kkkk

Tenho que começar dizendo que gostei bastante da forma como você descreveu e detalhou os sentimentos de Harry sobre seu irmão, principalmente sobre seus devaneios enquanto assistia as notícias. Não pude deixar de sentir a mesma tensão e preocupação que o Harry sentia depois de tudo que eu vi acontecer kkkkkkkk

Gostei de ver Lana agindo, e de saber que ela lembra do “atentado” de vários anos atrás. Depois de tanta desgraça, ver um pouco do lado dos mocinhos realmente é reconfortante. Só espero que não dê merda tão cedo kk.

Sobre o Liam… Que personagem divertido, cara. Achei ele bem carismático assim de primeira. Não sei mundo ainda sobre ele e tal, mas posso dizer que parece um personagem bem divertido! Gostei do humor e da ousadia de usar primeira pessoa com ele também! Mas acho que combinou bem, pelos pensamentos dele meio que quebrarem a quarta parede.




Primeiramente, achei bem legal o fato de que você destacou diferenças culturais entre as regiões, como Kanto e Hoenn. Na verdade,  achei bem foda seu empenho em fazer a história ir girando em locais tão diferentes assim, acho isso bem maneiro. Particularmente não sei se tenho essa capacidade ainda, mas minha fic tinha uma ideia mt parecida no início…

Estou gostando muito das dinâmicas dos personagems, e o do casal da Laura com o Aiden não é diferente. Eu ainda não vou muito com a cara dele, mas posso dizer que é aparentemente um “porto seguro” para a jovem. Mesmo que, como já disse, não boto a mão no fogo por ninguém da sua fic kkkkk Quando Laura disse de Aiden participar do concurso com tantos sujeitos misteriosos… Fiquei um pouco preocupado pelo rapaz, confesso.

Uma coisa que me chamou atenção neste capítulo foi o trecho em que diz que ela adoraria trocar a vida de agente por uma vida viajando pelo mundo. No começo, pensei que ela adorava a ideia de ser agente por causa de sua mãe, mas então ela no final gostaria mais de ser uma “civil normal”? Achei isso bem interessante!

Cara, te admiro por ter narrado um contest. Eu realmente odeio eles, não vejo a mínima graça em escrever um, mas acho muito legal quando alguém faz. Por sinal, não sei se foi algum tipo de falta de atenção minha, mas o Aiden já tinha tido sua aparência descrita? Eu me “surpreendi” quando o garoto foi citado como tendo cabelos prateados. Juro que não me lembrava disso kkkk

E porra, esse final do capítulo hein. Cacete amigo, esse cliffhanger foi mais foda que o de Unova pra mim, sério kkkkkk  Achei muito interessante que o cara é corrupto e pode estar envolvido, mas essa coisa de que podia dar merda no próprio contest… Caramba!




Que tensão, camarada. Isso resume bem esse início do capítulo.

Começando pra dizer que era meio óbvio que a tal Flora era a Amanda (isso foi revelado no capítulo passado, mas esqueci de comentar ali em cima). E esse Pachirisu dela é porradeiro hein? O bicho parece bem forte, o que eu acho bem engraçado levando em conta que… Bem, é um Pachirisu. Sempre vi como um bicho fofinho e tal.

E de novo o Aiden arrastando caras grandes e pesados… Honestamente, esse moleque deve ser bem forte kkk Eu já tentei arrastar meus amigos em brincadeiras e a dor nas costas depois não foi muito agradável kkkk Pelo menos deu pra ver que ele ficou meio cansado depois de fazer isso. O segurança deveria ser enorme.
Minha surpresa quando a missão foi abortada, e foi frisado para que não houvessem mortes… Caramba. Eu não gosto nem um pouco da Amanda, mas ficaria puto que nem ela, nas mesmas circunstâncias.

Gostei de ver as duas garotas se encontrando, por sinal. Foi uma cena bastante tensa e eu fiquei bastante preocupado com o casal, principalmente. No final, ninguém morreu nem se machucou, aparentemente. Mesmo assim, a Amanda talvez vá se ferrar um pouco depois de ter revelado o Palkia no meio do estádio, mas e daí, ela merece se ferrar um pouco kkkk




Oloco, já estou no último! E, para minha alegria, é mais um capítulo do Harry, ou seja, com certeza não vou ficar tão tenso quanto um capítulo da Laura ou Amanda… Ou vou?

Já começo dizendo que soltei uma risada no início, com o “aí fodeu” do Harry kkkkk Demais. Adoro esses momentos honestos dos personagens! Sabe, fiquei bem preocupado com o trio por eles estarem metidos no meio dessa merda toda, mas… Sei lá, eu só quero que eles não morram a essa altura do campeonato. Será que é pedir demais Briju?

Enfim, adorei a curta interação do Spencer com o Zane. Alias, se pronuncia “Zeine” ou “Zane” mesmo? Independente da resposta, foi a segunda vez no mesmo capítulo que abri um sorriso depois de tanta tensão, morte e terrorismo kkkkk Ai, que agonia mano.

E… Caralho mano. Resistência.

Você não sabe como isso me pega. Eu adoro quando existe uma “resistência” em uma história, sério. Eu adorava Star Wars por causa dos rebeldes, e agora você me vem com uma também!

Achei a ideia muito legal. O conceito de “Caos” também, bem diferente do que pensei. No começo, achei que os Inconformados queriam ser uns puta terroristas ai e só, sabe. Mas, conforme o líder (Acho que é o Nate, certo? Desculpa, minha mente falhou feio agora) disse pra evitar mortes e tal, foi ficando mais confuso para mim o motivo dos caras terem feito tudo que fizeram. Ainda não tenho muita ideia do que pode ser, mas vou estar esperando ansiosamente para descobrir mais.

Sobre a Lydia… Mano, me corta o coração esse “amor impossível” aparente entre ela e o Harry. Que sensação Romeu e Julieta é essa que estou sentindo? Kkkkk Espero não estar viajando nisso, meus sentidos de jovem rapaz que curte um romancezinho proibido até no meio do Caos (hahaha) são fortes demais para que eu me contenha.

Me chocou ver que os caras tem Kanto na palma da mão. De verdade, isso pode parecer óbvio ou não, mas eu não esperava nem um pouco que eles tivessem apoio político da região. Pensei que seriam terroristas mais… Sei lá, independentes, apesar de tudo.

Cara, no final fiquei surpreso de novo com a Lydia “ficar feliz” (ela sorriu, no caso) em ter que se aproximar do Harry. De milhões de motivos para isso, apenas o de “ela é malvada” me vem como “canon”, mas eu juro que não sei mais nada. Eu tento não botar minha mão no fogo por ninguém nessa fic mas as vezes dou uma falhada, porque eu sou muito inocente kkkk




Brijudoca… Acho que foi isso. Li e comentei todos os capítulos lançados até então. Confesso que não sou o melhor comentarista do mundo, então eu posso ter deixado muitos detalhes passarem em branco, principalmente porque eu li muitos seguidos. Mas não é que eu não prestei atenção neles, é mais a minha pura dificuldade de saber o que falar as vezes, entende?

Falando sobre a fanfic no geral? Eu adorei. Claro que, como já disse, me da uma angústia imensa ler coisas meio… Apocalípticas ou com terrorismo e morte, mas acho que você tá mandando muito bem (mesmo) nisso. Sua escrita, na minha opinião, não é aquelas muito detalhadas e massantes, o que tornou a leitura muito gostosa e agradável. Erros? Talvez tenha alguns sim, acho que com vírgulas principalmente, mas creio que conforme você vai escrevendo isso vai se resolvendo. E, novamente, “talvez tenha”, porque eu estava tão entretido com o enredo que não me deparei com muitos deles não! Inclusive lendo o comentário do pessoal que postou, me surpreendi com eles indicando os erros e eu só “Oloco não tinha visto isso” kkkkk Resumidamente, gostei muito de tudo!

PS: Sinto que ainda vou ficar puto pra cacete com futuros acontecimentos, e imaginar a Lydia manipulando meu broder Harry me fere profundamente! Porque não pode existir um universo alternativo em que eles se casam e vivem felizes, ó vida?!

Espero ansiosamente o próximo capítulo, amigo. Obrigado pela fic, até o próximo capítulo! o/
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Mensagem por Brijudoca em Dom 14 Jun 2020 - 20:38

VAMOS DE COMENTÁRIOS:

Oie @Black~
Muito obrigado pelo comentário, maravilhoso como sempre. A Lydia de fato é a personagem mais cinza da história, eu gosto de descreve-la como uma moça simples e tranquila, mesmo ela sendo uma das líderes da equipe vilã. Evito até usar o termo antagonista, mesmo eles fazendo coisas realmente reprováveis hehe

Sobre a mala que os meninos levaram para Birch, eu não cheguei a revelar ainda o que tem nela, mas se você voltar lá para o capítulo III, vai lembrar que o professor Carvalho foi atacado justamente por ter desenvolvido um objeto que seria capaz de convocar o Mew (se funciona só Deus sabe)

Cara você divagou muito bem em relação aos planos deles e não vou comentar porque você, de fato, tocou nuns pontos MUITO importantes aí e não quero spoilar minha própria fic hahah acho que por você estar escrevendo uma fic com foco em lendários deixou você mais preparado para o que está por vir.

Esse erro do vocativo me persegue, mas claro que eu poderia ter evitado se tivesse revisado o capítulo direito kkk preguiça sabe. Vou me atentar mais para nos próximos não me perder tanto entre o passado e futuro enquanto escrevo.

Muito obrigado pelo comentário mano o/

Salve salve @Rush

Eu gosto bastante de escrever os capítulos com POVs distintos justamente pra dar esse contraponto na história, e não ficar algo tão “mocinhos vs vilões” haha Eu me sinto até mal colocando o Harryzinho nessa situação com a Lydia, mas não podemos mandar no coração.

Nossa, OBRIGADO por enaltecer o Zane, ele é meu personagem favorito e fiz questão de ressaltara importância dele no finalzinho desse capítulo. Prometo que o próximo POV dele será TOP.

O Max não é o mesmo do anime não, eu até coloquei uma observação no começo do capítulo porque eu só percebi que poderia haver essa confusão quando eu já tinha criado e idealizado os personagens e não quis mudar os nomes kkkkkkk

A Amy de fato falhou na missão, mas não é do feitio do Nate ficar puto ou explosivo, bem diferente da ruiva. Vou deixar pra desenvolver mais num próximo capítulo.

Obrigado pelo comentário, maravilhoso como sempre seu lindo <3

Hey @Shiota o/

Que bom que deu uma situada kkk Se tiver alguma dúvida e estiver com preguiça de correr atrás, pode perguntar também haha Se eu que sou o escritor acabo esquecendo algumas coisas, imagina vocês.

Nossa a Lydia é bem duas caras mesmo, mas eu também gosto muito dela. Acho que parte de dar POV pra eles é justamente pra dar humanizada e eles não ficarem apenas “uuu somos do mal”.

Eu achei que esse capítulo já era hora de dar algumas respostas, então tava bem apreensivo, mas gostei bastante da recepção que vocês tiveram. Acho que inicialmente não era tão inspirado nesse lance da “partícula de Deus”, mas tendo escrito esse capítulo em 2020, após ter visto séries como Dark, é bem capaz de eu ter absorvido essa ideia de forma inconsciente hahaha

Que bom que você gostou da May como líder, e sobre o Max é que nem eu disse pro Rush, eu ESQUECI do menino do anime e depois não quis mudar o nome do personagem KKKKKKKKKKKKKK

Muito obrigado pelo comentário Slowzito /o/

AGORA VOCÊ @Food

QUE COMENTÁRIO LENDÁRIO, SÉRIO VOCÊ É INCRÍVEL E EU NEM SEI COMO RESPONDER TAMANHO EMPENHO.

Primeiramente fico muito agradecido de você ter enfrentado seu “bloqueio” em histórias mais pesadas envolvendo pokémon e se deixou enfiar nesse Caos que é minha fic risos

O erro do vocativo que tu apontou me persegue até hj kkkkk normalmente, quando eu reviso com mais atenção, eu consigo consertá-lo, mas não estranhe se ainda me ver cometendo esse erro maldito.

Que bom que tu curtiu a mudança dos POV (afinal você também aderiu ao esquema na sua fic hehe) eu amo a forma que a gente esquece que tá na mesma história quando muda pra um ponto de vista diferente, mas é muito legal quando as histórias começam a se entrelaçar.

Que pena que tu não gostou do Aiden de cara haahha ele é bem bobão pela Laura, acho um personagem legalzinho de escrever kk Mano o programa agente júnior é 100% baseado em pequenos espiões mesmo KKKKKKK

Acho que o capítulo 4 dever ter sido o mais difícil pra você, dado os acontecimentos serem bem mais pesados, mas foi o que você mais escreveu considerações então imagino que tenha se entretido no fim das contas haha Mas tocou num ponto realmente importante, que o Slow sempre relembra, ninguém é 100% confiável nessa fic.

O Liam é um respiro de ar fresco que eu encontrei pra essa loucura que é a minha fic haha O desconhecimento sobre ele termina hoje, pode ficar tranquilo.
Ver você chegando já no capítulo 8 clamando pela vida dos personagens me deu a sensação de dever cumprido, pois você está se importando com eles e ao mesmo tempo sabe que ninguém está 100% seguro, afinal foram muitos anos me inspirando nas Cronicas de Gelo e Fogo e Game of Thrones HEHEH

Food, obrigado de verdade por esse comentário. Significou muito pra mim todo seu empenho em comentar cada trechinho dos capítulos. Depois de tudo isso eu TENHO que terminar essa fanfic, só pra justificar todo seu trabalho kkk Um abração meu amigo o/


Fala meus queridos, mantendo meu prazo de 15 dias tomem aqui mais um capítulo inédito de Caos. Obrigado de verdade por todos os comentários, tá sendo muito bom ver vocês divagando e bolando teorias com bases nas explicações que eu apresentei haha O capítulo de hoje eu me diverti muito escrevendo e ele também traz uma boa dose de “mitologia da fic” então acho que também será palco para alguns debates.

Para quem ainda não viu, eu lancei ontem um Guia de Personagens, para facilitar o acompanhamento dos capítulos e dar uma ideia de como eu imagino os meus personagens. Podem conferir clicando aqui, que eu pretendo atualizar com mais imagens e mais informações no futuro, mas dá muito trabalho então vou aos poucos kkk.

É isso, fiquem com o capítulo de hoje.


Capítulo IX
Os descendentes dos primeiros homens

Liam



Ok, vamos lá. Até agora acho que eu não tenho sido muito claro sobre o que tá rolando na minha vida né? Bom, eu nunca disse que eu era bom em contar histórias.

Da última vez que escrevi aqui, dizia como minha vida estava uma lástima, após ter sido capturado por uma guria maluca, que parecia sentir prazer em me ver sofrer. Além disso, meu amigo Rik se aproximava cada vez mais da morte certa.

Fazia dois dias que tínhamos sido capturados por essa garota, após cairmos em uma armadilha sinistra, bem quando estávamos próximos ao que parecia ser o destino de nossa missão. Havíamos parado para descansar um pouco, mas a garota ficou puta porque pensou que eu estava olhando para os seus peitos (eu tava só tentando ver o colar dela, tá?) e nos forçou a seguir adiante sabe-se lá para onde. Ela dava apoio para Rik, que mal conseguia se manter de pé, enquanto espetava uma faca afiada em minhas costas, obrigando-me a seguir em frente.

Estávamos agora em uma região rochosa da ilha. Pedras imensas rodeavam a pequena trilha que seguíamos, algumas apresentando deformidades, provavelmente causadas pelo tempo. No horizonte, pude ver os resquícios de um belo pôr-do-sol.

- Ei, princesa. – Tentei novamente dialogar com nossa captora. – O sol praticamente já se pôs, não é melhor a gente acampar e continuar amanhã?

- Me chame de princesa outra vez que eu arranco a sua língua e jogo para um cardume de Carvanhas famintas. – Respondeu a garota rispidamente. – E segundo, seu amigo aqui não vai suportar outra noite. Estamos quase chegando.

“Quase” era um conceito aberto a interpretações. Caminhamos por quase duas horas pelo menos. Eu não conseguia conceber como demorava tanto para chegar nos lugares, sendo que a ilha era bem pequena.

Por fim, paramos de frente a uma das enormes rochas do local. Para mim, o local não parecia ter nada de especial, mas ao olhar para trás, vi que nossa captora estava com um sorriso triunfante. A vaca me deu chute nas pernas, forçando-me a ficar de joelhos e avançou para a imensa pedra.

- Preciso de você meu companheiro. – Ela colocou a mão no bolso da calça surrada e tirou uma pokeball.

Ao clicar no centro dela, a esfera aumentou de tamanho e se abriu, liberando um pokémon esquisito, que usava um trapo amarelo desbotado, deixando apenas sua cauda visível. O trapo possuía olhos e outros detalhes desenhados, tentando imitar a aparência de um Pikachu. Obviamente eu sabia que era um Mimikyu, só estou descrevendo para engrandecer o relato.

A garota encostou a mão direita na pedra e fechou os olhos. O Mimikyu começou a flutuar ao lado de sua treinadora e uma aura rosa começou a emanar do pokémon, encobrindo a menina e a rocha.

Pisquei e quando me dei conta, não havia mais pedra nenhuma no local, e sim um acesso subterrâneo com uma enorme escadaria.

- Porra? Tu é uma bruxa, é?

Mal educada que só ela, apenas me chutou de novo, indicando que eu deveria descer as escadas, enquanto ela retornava o pokémon para a pokeball e ajudava o pobre Rik a ficar de pé. Desci as escadas com os dois ao meu encalço.

Saímos em um corredor estreito, iluminado por archotes flamejantes pendurados nas paredes. Na minha frente havia uma porta enorme, cheia de desenhos e palavras em uma língua que eu não reconhecia. A menina se adiantou para abrir a porta e... puta merda.

Não sei como aquilo era possível, mas havia uma espécie de cidade inteira naquele subterrâneo. Ao passar pela porta, pude ver diversas construções feitas de madeiras e árvores, dos mais variados tamanhos. Dezenas de pessoas e pokémon caminhavam de um lado para o outro, carregando comidas e materiais que iam muito além da minha compreensão. O teto da pequena aldeia era bem mais alto do que deveria ser possível, visto que a gente só tinha descido um lance da escada misteriosa. Aliás, que teto? Ao olhar para cima, em vez de ser a abóboda de uma caverna, ou algo assim, pude ver o que parecia ser o mesmo céu que deixamos quando descemos as escadas.

Fiquei um tempo boquiaberto, tentando assimilar o local, enquanto as pessoas paravam para me encarar também. Todos usavam roupas parecidas, bermudas e saias em tons de bege. Homens exibiam os peitos nus e mulheres cobriam os seios com uma espécie de top na cor verde musgo. Eles tinham tons de pele acobreados e alguns tinham tatuagens no que parecia ser a mesma língua estranha que eu tinha visto na porta. As crianças corriam uma atrás da outra, usando apenas uma tanguinha para cobrir as intimidades.

Um homem mais velho e corpulento, se adiantou entre a pequena multidão de curiosos e deu um abraço na nossa captora.

- Auli’i, que bom tê-la de volta. Não achei que fosse demorar tanto.

- Perdão pela demora papai. – Respondeu ela, devolvendo o abraço. – A ilha não facilitou meu retorno e um dos invasores está à beira da morte. Devemos leva-lo a madame Kuv imediatamente, se quisermos uma chance de interroga-lo.

- Não será possível minha querida, o chefe Tamatui demanda que os levemos à praça imediatamente. Haverá um julgamento.

Obviamente eu não estava gostando nada do rumo que aquela conversa estava tomando, mas, nesse momento de tensão, até o sarcasmo me fugiu.

- Ãh, senhor... senhor! Meu amigo Rik realmente não tá legal, não tem como a gente pular esse... ãh... julgamento? – Perguntei enquanto apontava para Rik.

O rapaz estava sentado no chão e mal consegui abrir a boca para formular uma frase. Estava extremamente pálido, com o cabelo loiro desbotado, e seu rosto começava a apresentar pequenas manchas roxas. O homenzarrão pegou Rik no colo e partiu em direção oposta. Sua filha, pela centésima vez, cutucou minhas costas, indicando que eu deveria segui-lo.

- Escuta, Auli’i né? Pelo amor de Deus, o Rik não tá nada bem, convence seu pai a dar uma ajuda pra ele. Eu posso ir ao julgamento, mas não deixa meu amigo morrer.

A garota olhou para mim, pela primeira vez exibindo algum tipo de compaixão no olhar ao invés de puro desprezo.

- Eu não posso contrariar as ordens do chefe, mas ele não é uma pessoa ruim. Ele não vai deixar de prestar socorro ao seu amigo.

Seguimos por uma rua da misteriosa aldeia subterrânea que dava ao que parecia ser uma praça principal, com uma plateia de curiosos nos seguindo. As construções rudimentares se espalhavam em um semicírculo, onde, bem no centro, tinha um pequeno palanque de madeira, e atrás dele havia uma fogueira acessa, com chamas atingindo quase dois metros de altura.

Ao lado da fogueira, um homem careca de meia idade aguardava sentado em uma cadeira. Estava trajado como os demais, porém seu corpo exibia mais tatuagens que os demais, além de estar usando uma corrente similar à de Auli’i. Tinha um rosto belo e um sorriso tranquilo, como se estivesse esperando alguém convidá-lo para dar um passeio. Ao seu lado, um grande lagarto preto de quase dois metros, com detalhes rosa no torso, me observava com o olhar vidrado. Era a maior Salazzle que eu já tinha visto na vida.

- Bom tê-la de volta, Auli’i. – Começou o homem, acenando a cabeça para a menina. – Olá meus pequenos invasores. Sou Tamatui, chefe dessa pequena civilização. Permitam-me perguntar, o que os traz a nossa ilha?

Engoli o seco, pensando em como escapar da situação.

- Podes me chamar de Liam, vossa alteza. Antes de mais nada, o meu nobre amigo aqui, Rik, está se sentindo desfalecido. Vossa senhoria poderia “fornecer-me-ei” alguma ajuda a este pobre infeliz. – Indiquei meu amigo, que mal consegui sustentar o olhar do chefe.

- Não precisa usar tais palavras de tratamento e nem verbos que claramente não sabe conjugar, jovem Liam. Reconheço os sintomas de seu amigo, diga-me, há quantos dias ele ingeriu água de Listeira?

- Bem, acho que hoje é o terceiro dia. – Respondi, contando nos dedos. Eu falei para Rik que não era uma boa ideia beber a água produzida por uma planta desconhecida, mas o desgraçado não me deu ouvidos.

- Então ele está muito além de qualquer tratamento que possamos prover. Seu amigo é um homem morto.

Arregalei os olhos e tentei formular uma frase, mas, pela primeira vez, eu estava sem palavras. Virei para meu amigo, que mal assimilara a frase do chefe, tamanho torpor em que se encontrava.

- Porém. – Continuou Tamatui. – Não precisa ser a morte que você está imaginando. Se ele passar pelo julgamento do nosso mestre, talvez receba a chance de uma nova vida.

A multidão começou a cochichar entre si. Auli’i olhava desacreditada para o chefe.

- O senhor não pode estar falando sério, nem sabemos o que esses imbecis vieram fazer aqui?

- Então, vamos dar uma chance para eles se explicarem. – Tamatui sorriu mais uma vez e se sentou na cadeira ao lado da fogueira, fazendo carinho na Salazzle, que continuava me fitando.

Puta merda, eu teria que ser sincero pra salvar o meu amigo? Eu não fui sincero nem com você que tá aqui lendo meus devaneios. Eu e Rik éramos apenas dois adolescentes espertalhões e vivíamos de pequenos crimes na cidade Hau'oli, e demais arredores da ilha Melemele. Nós dois somos órfãos e nunca nem conhecemos as demais ilhas da região de Alola.

Acabamos criando uma certa reputação por nossos crimes, até que recebemos uma missão direta de Marcus, um dos mafiosos mais conhecidos da região. Supostamente era tudo muito simples. Deveríamos viajar até essa pequena ilha, à sudoeste de Melemele, encontrar um templo antigo e resgatar um suposto tesouro, e assim seríamos recompensados.

Aí que deu a merda, né? A ilha não era nem de longe tão pequena quanto parecia, estava cheia de armadilhas, e agora eu tinha acabado de descobrir que tinha uma civilização inteira escondida. Pronto, já te contei tudo, satisfeito? Decidi que a melhor coisa era ser sincero e também contei tudo para o chefe Tamatui. Mesmo após terminar meu relato, o homem continuava com um sorriso gentil.

- A ilha de Haiohara é cheia de ilusões, jovem Liam. Vocês não são os primeiros a serem mandados aqui atrás do nosso tesouro, mas são os primeiros a enxergar através das barreiras mágicas que nos protegem e conseguiram até se esquivar de nossas armadilhas. Nosso lar parece pequeno para olhos comuns, mas na verdade é uma terra enorme, lotada da mais diversa fauna e vegetação. Por isso mandei Auli’i capturá-los e trazê-los vivos para cá. Vocês dois não são pessoas comuns.

Engoli o seco enquanto escutava as palavras do chefe. De repente, todas as loucuras que enfrentamos desde que o barco do mafioso nos largou lá passavam a fazer sentido.

- Quem são vocês?

- Somos os Kahuis, descendentes da primeira nação. – Tamatui se levantou, olhando para a fogueira; As chamas pareciam dançar conforme as palavras do chefe. – Vivemos seguindo o caminho do nosso guardião, uma deidade que existe desde o começo dos tempos e que ensinou a primeira nação a viver em harmonia com os pokémon. Cada um de nós tem um parceiro, com o qual compartilhamos parte de nossa essência. Nossa vida. – Ele se virou para Salazzle, massageando a cabeça da pokémon. Nesse momento, uma aura rosa emanou dos dois, de forma parecida com a que Auli’i e Mimikyu exibiram na entrada da aldeia.

Comecei a tremer e sacudir a cabeça em descrença. Definitivamente eu estava recebendo informações demais. Tudo que eu queria ao topar essa missão era ter dinheiro o bastante para me acabar em cerveja no final de semana sem ter com o que me preocupar.

Tamatui desceu do palanque, andando em direção a Rik. Pegou sua mão e arrastou o rapaz para próximo das chamas. Literalmente arrastou, pois meu amigo estava tão moribundo que mal consegui se mexer.

- Nosso guardião irá te julgar agora.

As chamas atrás do chefe tremeluziram e aumentaram de tamanho, chegando facilmente há uns três metros. O clima mudou subitamente e pude sentir cada pelo do meu corpo se arrepiando. A praça, que agora estava cheia da estranha civilização, ficou silenciosa. Um a um, todos foram se curvando perante as chamas. Auli’i puxou minha camisa, me obrigando a ficar de joelhos também.

De repente, as chamas mudaram de cor, indo de um laranja suntuoso para um amarelo brilhante. O ar ficou estático e percebi que aquilo não era mais uma fogueira e sim uma enorme onda de eletricidade e raios. O brilho foi ficando cada vez mais forte, até que eu mal podia enxergar além de um palmo a minha frente.

Com um clarão final, a energia elétrica se dissipou, e havia novamente apenas a fogueira. Flutuando acima dela, o pokémon mais diferente que eu já tinha visto na vida. Possuía um corpo esguio da cor preta, e uma pluma laranja na cabeça, com cerdas que desciam ao longo das costas. Tinha olhos azuis e seu rosto era dividido, com um nariz que formava algo parecido com um bico. Seus braços seguravam escudos, que quando juntos formavam algo que parecia a máscara de um pássaro.

- Tapu Koko. Divindade responsável pela ilha Melemele e eterno guardião da lendária civilização Kahui. – Anunciou Tamatui, batendo duas palmas rápidas e prestando uma reverência ao pokémon.

Todos, menos eu, imitaram o movimento. Tapu Koko planou lentamente até Rik, observando o rapaz com uma expressão curiosa. Fiquei imaginando que tipo de julgamento a divindade pretendia fazer. Antecedentes criminais? Um quiz? Porra, eu era ótimo no soletrando.

Subitamente, um raio desceu diretamente sob Rik, para surpresa de todos que assistiam a cena. Meu amigo brilhou tão intensamente quanto as chamas que haviam virado raios elétricos minutos antes. Berrei desesperadamente e tentei chegar até o meu amigo. O raio passou tão rápido quanto chegou, e Rik caiu no chão com o corpo em combustão.

Corri desesperadamente em sua direção. Suas roupas tinham se desfeito em cinzas e o corpo estava preto após o ter recebido tamanha carga elétrica. Eu não conseguia ouvir sua respiração. Comecei a chorar desesperadamente enquanto sacudia o seu corpo.

- O Rik que você conhecia morreu hoje. Mas veja bem,  todo final é o começo de algo novo. – Disse Tamatui.

Sequei os olhos para poder xingar o chefe desgraçado propriamente, mas me distrai ao ver que aos poucos a cor de Rik ia voltando ao normal. Sob o seu peito nu, havia uma tatuagem com a mesma estética das que as pessoas da aldeia possuíam. Era algo parecido com uma pequena lua. O garoto tossiu e começou a respirar lentamente.

- Ele tá curado? – Perguntei, olhando para Tapu Koko, que me observava com uma expressão curiosa.

- A infecção causada pela água de Listeira ficou em seu antigo corpo. – Afirmou Tamatui. – Diga-me, Liam, está preparado para confrontar Tapu Koko?

Não consegui responder. Estava ali, cercado de uma civilização desconhecida, e todos me encarando como se eu fosse algum fóssil razoavelmente interessante, exposto num museu. Auli’i se aproximou de mim.

- Deixa que eu cuido do Rik, ele é um de nós agora. Está na hora de você enfrentar seu julgamento.

- Pera lá, eu não sei se eu quero ser julgado pelo raio sinistro. Se esse cara for homofóbico eu tô fudido. Também não tô muito a fim de ficar pelado em frente a todo mundo, o Rik tem um pau enorme, já eu... – Fiquei balbuciando coisas sem sentido, na esperança de ser salvo do terrível raio julgador de Tapu Koko.

Auli’i ergueu o corpo, ainda desacordado de Rik, com facilidade e me deixou falando sozinho no centro da praça. Quando olhei novamente pra cima, o guardião estava a poucos centímetros do meu rosto. Fiquei hipnotizado enquanto encarava os olhos azuis cintilantes do pokémon. Antes que eu pudesse ter qualquer reação, meu mundo inteiro piscou num clarão branco.

Gostaria de dizer que fui corajoso ao encarar meu destino, mas a verdade é que tudo que eu conseguia pensar era “AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA”.

Quando abri os olhos, não consegui compreender totalmente onde eu estava. Absolutamente tudo era branco, desde o piso que eu estava caído, até onde meus olhos podiam alcançar, como se eu estive preso na sala de um hospício. Eu estava sentado, pelado, já que obviamente esse pessoal tinha um claro problema com roupas, e Tapu Koko flutuava me observando. Levantei lentamente e encarei o pokémon guardião.

- Bom, não sou exatamente a melhor coisa de se ver, mas dou pro gasto vai. – Não sei o quanto de sarcasmo funcionaria com o pokémon, mas não custava tentar.

Acho que nem cheguei a me descrever né? Eu não era de todo mal assim, apesar de não ter muita autoconfiança. Tinha um cabelo castanho claro bem curto e olhos castanhos da cor de uma amêndoa. Eu era alto pra minha idade, com um corpo esguio, porém terrivelmente magrelo. No geral, era esquisitão como qualquer adolescente.

- Imagino que deva ter muitas dúvidas. – Uma voz calma e calorosa ecoou na minha mente.

- Ah pronto, você fala também. – Coloquei as mãos na cabeça, tentando bolar um jeito de escapar desse delírio. – Olha, se for me matar, faça de maneira indolor pelo menos.

- Não pretendo te matar, Liam. Você, assim como Rik, Auli’i, Tamatui e os outros aldeões da ilha de Haiohara, são todos descendentes da primeira nação. Somos companheiros desde o início dos tempos.

- Eu sou um descendente? Meu amigo, eu nem conheci meus pais.

- Mas isso não muda suas raízes. Apenas alguém que pode estabelecer uma forte conexão com os pokémon seria capaz de enxergar através das ilusões da ilha. Além do mais, sua forte ligação com Rik não é mera coincidência. Vocês dois se encontraram na vida e estabeleceram esse laço de amizade justamente porque estavam destinados a se unirem aqui. Nesse momento, Liam, estou te oferecendo a chance de ser algo além de um pequeno ladrão, e fazer algo que realmente importa. – O olhar de Tapu Koko cintilava conforme ele conversava na minha mente.

- Algo que realmente importa? Essa civilização faz o que afinal de contas? Pra mim parece apenas um bando de hippies escondido do mundo.

- Há milhares de anos, num tempo antes dos pokémon existirem, havia apenas o Caos. O caos é uma energia maligna e tenebrosa, mas ao mesmo tempo também é amor e luz. Foi através dele que surgiram os primeiros pokémon da história, Arceus, Dialga e Palkia. As divindades do tempo e espaço ajudaram a estabelecer o mundo como ele é hoje, e aos poucos, criaturas e animais da antiguidade evoluíram para os pokémon que você conhece.

Conforme ele falava, projeções de pokémon lendários, que eu reconhecia apenas de relance, surgiam próximos ao meu corpo.

- Eu e meus irmãos, Tapu Lele, Tapu Bulu e Tapu Fini – Mais projeções surgiam do nada, conforme ele enamorava os pokémon. – protegemos as ilhas de Alola desde o início do mundo conhecido. Estabeleci uma relação muito próxima com os humanos, a primeira nação, ensinando-os como manter uma relação de ajuda e respeito com os pokémon. Obviamente, com o tempo, os humanos foram evoluindo, esquecendo boa parte dos meus ensinamentos. Mas os Kahui nunca me esqueceram. Esses que você denomina hippies, seguem até hoje os costumes da primeira nação, sendo capazes de desenvolver habilidades especiais juntos de seus pokémon. Eles não são apenas parceiros, são companheiros espirituais. Por isso eu mantenho a ilha de Haioara protegida com ilusões e armadilhas contra estranhos.

- E agora você espera que eu e Rik nos juntemos a eles?

- Rik e eu tivemos essa mesma conversa há alguns instantes. E ele aceitou.

Recebi a notícia com um baque. Não consegui acreditar que meu amigo toparia fazer parte de tamanha birutice. Eu não gostava de ser um criminoso e sempre esperei uma oportunidade de provar meu valor, mas aquilo era muito além de qualquer coisa que eu já pudesse ter imaginado para minha vida.

- Liam, eu e os Kahuis, precisamos de você. – Tapu Koko se aproximou de meu rosto. – Mais do que nunca. O lado maligno do caos é vil, desequilibrado e egoísta, e está cada vez mais forte, procurando formas de assumir o controle e balançar o equilíbrio do mundo. Se sucumbirmos perante o seu poder, o mundo que você conhece nunca mais será o mesmo. Temos feito o possível para impedir seu avanço, mas se não nos unirmos, cairemos. O sangue da primeira nação corre em suas veias e, com o devido treinamento, você e seu companheiro espiritual poderão fazer coisas incríveis.

- Meu companheiro espiritual? Nem pokémon eu tenho.

- Ele estará te esperando na ilha, se aceitar minha proposta.

Me sentei sob o... chão? Sei lá, era tudo branco, parecia que eu estava flutuando junto ao guardião da ilha. Fechei os olhos e refleti sobre tudo que Tapu Koko havia despejado em mim. Eu não era um covarde, sempre aceitei as missões mais insanas, desde que eu saísse bem recompensado. Dada todas as loucuras que vivi nos últimos dias, não foi tão difícil digerir e aceitar a ideia que havia uma grande luta entre o bem e o mal ocorrendo no momento. Nunca tive um propósito na vida, apenas tentava viver um dia de cada vez. Não tinha nem mesmo uma família pra voltar. Era apenas eu e Rik, fazendo o possível para sobreviver. No fim das contas, aceitar a proposta poderia me dar tudo que eu sempre sonhei.


- Conta comigo. – Levantei dando um sorriso para Tapu Koko.

O pokémon retribuiu o sorriso e começou a brilhar intensamente. Meus olhos se cegaram perante o seu brilho amarelo intenso. Minha cabeça começou a girar e várias imagens distintas passaram pela minha mente. Em um momento eu era uma criança, roubando frutas em uma feira na cidade de Hau’oli. No momento seguinte, eu e Rik, já mais velhos, corríamos de alguns bandidos que tínhamos passado a perna num jogo de azar. Vi Dean, o garoto que fez eu perceber que era gay. A cena cortava entre nosso primeiro beijo até a perda da virgindade. Em seguida, me vi chorando sozinho na cama improvisada que eu tinha construído em nosso esconderijo, após o arrombado ter me largado.

Em certo momento, as visões passaram de lembranças para momentos desconhecidos. Eu e Rik, vestidos como os Kahui, tentando escalar uma montanha demasiadamente alta. Em seguida, vi a garota, Auli’i, me ensinando o que parecia ser uma dança. De repente, eu estava sentado em uma mesa, cercado dos outros habitantes da ilha, compartilhando uma refeição e dando risada, como se estivéssemos em alguma celebração. Em mais um flash, me vi brincando com... uma nuvem? Antes que eu tivesse tempo de entender essa imagem, minha vista ficou totalmente preta.

Abri meus olhos e me deparei com toda a civilização Kahui me encarando curiosa. Percebi que eu tinha voltado para a praça, onde há pouco tinha sido julgado. Estava caído, sem roupa, e com a pele escura, como se tivesse sido tostado em brasa, exatamente como Rik após receber o golpe de Tapu Koko.

Por falar no guardião, ergui a cabeça a procura do pokémon, mas aparentemente ele tinha desaparecido. A fogueira da praça tinha se extinguido.

- Quem diria, parece que você também é um de nós agora.

Me sentei no chão procurando a dona da voz. Auli’i me observava com um olhar indecifrável. Rik, estava de pé, se apoiando no ombro da menina. Apesar de também ter sido tostado há poucos minutos (minutos? Sei lá quanto tempo eu fiquei apagado), exibia sua melhor aparência em três dias.

- Tattoo maneira mano. – Rik disse sorrindo enquanto apontava para o meu peito.

Olhei para baixo e vi que eu também tinha ganhado uma tatuagem, bem parecida com a dele, mas a minha se assemelhava mais a um sol. Tamatui tinha se sentado novamente em sua velha cadeira de madeira e exibia o mesmo sorriso sereno.

- Como eu esperava. Vocês dois acabam de renascer. Teremos prazer em recebê-los como um dos nossos. Amanhã poderão iniciar seu treinamento. – Tamatui direcionou o olhar para Auli’i. – Imagino que não irá se importar em me ajudar nessa tarefa não é minha querida?

- Eles não perdem por esperar. – Respondeu ela, estralando os dedos. – Especialmente você, Liam.

Eu te disse que um dia ela iria agradecer muito o dia em que nós pisamos nessa ilha né? Para diversão de Auli’i, esse dia estava bem próximo.
- Agora, podemos... – Tamatui se interrompeu e olhou para o céu.

Uma estranha nuvem descia lentamente do céu encantado da caverna. Possuía uma coloração gradiente, que variava entre azul escuro e púrpura. Ao se aproximar do chão a nuvem se dividiu em duas, pousando uma próxima a mim e outra próxima a Rik.

Ao observar de perto, percebi que era a nuvem com que eu tinha tido a visão há alguns instantes. Mas se tratava na verdade de uma criatura de corpo gasoso, cuja estrutura lembrava a uma nebulosa. De perto, pude ver que os gases brilhavam nas cores azul e violeta, causando o efeito gradiente. No centro do seu corpo havia um espaço preto que continha sua face, consistida em pequenos olhos amarelos brilhantes, bochechas azuis e uma boca pequena. Um círculo dourado dividia seu corpo exatamente na metade.

Imediatamente todos os habitantes do pequeno vilarejo começaram a cochichar entre si, incrédulos. Auli’i encarava os pequenos seres com o queixo caído.

- Chefe, não é possível. São... – A voz da garota se perdeu.

Tamatui se levantou da cadeira, exibindo uma expressão triunfante.

- Eu disse que Liam e Rik eram especiais.

Tudo que eu queria no momento era uma roupa especial, enquanto a nuvenzinha encarava a minha nudez especial.

~~//~~

Foi isso rapaziada, apenas um POV hoje, mas esse foi daqueles hein. Espero que tenham gostado tanto quanto eu gostei de escrever esse capítulo e nos vemos de novo em duas semanas. Beijos no core dôces s2


Última edição por Brijudoca em Seg 15 Jun 2020 - 14:57, editado 2 vez(es) (Razão : ajustes padões pq o forumeiros é uma vadia)
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Mensagem por Black~ em Seg 15 Jun 2020 - 16:21

Bem, vamos lá.

Bem, eu comecei a ler o capítulo e fui passando rápido até o final pra ler e vi que era realmente só o Liam nesse capítulo e em um primeiro momento pensei "foi uma decisão corajosa fazer um capítulo só com o Liam" e considerando o começo do personagem poderia dizer que foi anti-climática. Todavia, com o decorrer do capítulo pude ver que foi uma decisão ousada de dedicar um capítulo somente para ele kkkkk, mas não tirou o brilho do capítulo, pelo contrário.

Eu lembro que no capítulo que teve o primeiro POV do Liam você perguntou se colocaria Alola ou não. E depois desse capítulo eu fico pensando como seria possível não ter o arquipélago na fic. Mas também percebi que o Liam foi meio "jogado" no começo porque ele parece ter sido criado por último, visto que você estava na dúvida de colocar Alola ou não, tanto que nem explicou onde ele morava nem onde ele estava nem nada do tipo. De toda forma, pelo que foi apresentado aqui, foi uma boa escolha ter colocado o Havaí do mundo pokémon na história.

Realmente nossas fics são bem parecidas em alguns pontos (claro que a sua coloca os lendários em outro nível), mas a questão dos personagens serem "escolhidos" pelos lendários para fazerem algo é legal kkk. Imagino que os habitantes da ilha ficaram bem putos mesmo ao verem dois moleques que chegaram na hora serem os escolhidos pelo Tapu Koko e depois no final pelo Cosmog kkkk, pois pela surpresa deles, o Cosmog nunca tinha aparecido, então foi tipo "ah bls, esses pivetes chegaram ontem e tu aparece" kkkk, mas gostei da explicação do Tapu Koko para todos os tapus e também gostei da inserção do Cosmog na fic.

Aliás, falando no Cosmog, na fic você meio que colocou que ele se dividiu em dois, ficando cada um dos personagens com uma parte do bicho. Nunca joguei os jogos da sétima geração, mas sei que em cada versão exclusiva ele vira o lendário, então não sei se ele se divide igual você fez na fic, então posso estar falando besteira, mas acredito que você tenha feito essa "divisão" em dois para dar margem a um virar o Solgaleo e o outro a Lunala né? E meio que o Rik e o Liam seriam os "guardiões" do lendário do sol e do lendário da lua? De toda forma, creio que os dois irão aparecer obviamente e achei legal esse meio que você usou.

Bem, vou parar de comentar minhas teorias porque pelo visto a que comentei no comentário anterior tava em partes certa né kkkk. Ou então vou começar a comentar em spoiler, pra evitar futuras teorias certas kkkk. Maaaaas, aproveitando, eu em um primeiro momento pensei que você não colocaria as UB, na verdade não posso provar nem que sim nem que não, mas nesse capítulo, após a explicação do Tapu Koko, do caos ser tipo uma energia incontrolável, acredito que possa ter algo do espaço aí também né, não sei, teorias kkkk.

Agora, voltando ao micro, lembro quando o Liam tinha comentado que o Rik morreria e ele e a menina virariam amigos. Bem, o spoiler do Liam não estava de todo errado, mas imaginei que seria uma morte literal kkk. De toda forma, achei bem legal essa explicação do passado dos dois e da relação que eles tiveram, e que apesar de serem bandidos, eram só meninos indefesos, em tese, e órfãos.

Puts, agora que eu tava comentando que lembrei da ligação dos pokémon com os treinadores na ilha, então esse parágrafo vai ser redundante ao que falei sobre o Cosmog, porque agora entendi que ele seria o tal do "mascote" do Liam, pois foi no exato momento que ele perguntou para o Tapu Koko e apareceu logo em seguida o lendário kkkk, será que foi isso mesmo? Mas enfim.

Agora que o Liam entrou na história e esperar pra ver como ele vai se juntar aos outros protagonistas e como os lendários de Alola vão entrar na história, visto que eles parecem meio "deslocados" do resto do mundo, mas vamos ver.

Bem, erros só o do vocativo mesmo, mas um dia você consegue superar, eu acredito kkkkk.

Então é só e boa sorte com a fic.

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The Adventures of a Gym Leader - Capítulo 48
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Mensagem por roberto145 em Ter 16 Jun 2020 - 0:31

Boa noite, Brijudoca. Tudo bem?

Inicialmente, gostaria de pedir desculpas por demorar em aparecer aqui hahajah. Há semanas já estava lendo sua história, mas aos poucos perdi o controle do tempo e não consegui me organizar bem. Vi que tinha lançado um resumo, mas preferi ler os capítulos na íntegra e não me arrependi. Gostei muito, principalmente de envolver esse tema de caos e, de certo modo, cósmico no universo pokemon. Também percebi o quão você foi melhorando de capítulo em capítulo, porém focarei meu comentário no mais recente.

Apesar do tamanho, que considerei grande a uma primeira vista, eu senti como se tivesse lido ela bem rápido. Não sou lá grande fã de narrador em primeira pessoa, mas nesse capítulo se encaixou muito bem principalmente em função do tom de humor que você empregou. E foi justamente esse humor que deixou a leitura bem leve ao meu ver. Gostei bem de como o personagem foi narrando e descrevendo a medida que ele se aproximava de se "ferrar". Deu para perceber bem o desespero dele.
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