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Mensagem por Shiota Dom 2 Abr 2017 - 14:13

Voltei ^^
Primeiramente, vamos aos:


Comentários:
@Brijudoca Hey Brijudoca o/
 
Eu também consegui dar umas risadas criando as situações, me alegra que também tenha dado.
 
Betty é uma personagem que eu gostei muito também, na verdade acho que nenhum até agora deixou de me agradar -q.
 
Seu raciocínio eu diria que... está indo pelo caminho certo. Os “parceiros”, no sentido que foi usado no capítulo, era os Pokémon da mulher. Mas sim, os “parceiros” nesse outro sentido aparecerão neste capítulo. Fico aliviado que tenha fluido, realmente tenho a dificuldade de fazer isso em diálogos extensos.
 
Até mais :p
 
@Rush Hey Rush o/
 
Como eu irei repetir nas próximas duas respostas também, não se preocupe com isso, eu estou tentando manter uma frequência de 5 dias por cada capítulo, enquanto as coisas ainda estão meio apertadas pra mim. Se vocês podem esperar, eu também posso -q. Não sei se ainda está doente, mas, melhoras, e estou certo que seus leitores e escritores compreenderão isso.
 
Eu não posso dizer muito sobre “vilões ou anti-heróis” por que pode acabar dando uns spoilers não legais, hehe. Mas posso dizer que eu pretendo que nenhum personagem aqui seja 100% mal ou 100% bom, ou que pelo menos não tenha alguma explicação plausível.
 
Olha, vou admitir que não havia pensado em nada sobre a Betty não curtir cigarro, eu apenas vejo bastante gente que é próxima de fumantes falar que odeia, então coloquei isso na relação. Mas, parando para pensar, dá para tirar umas coisas legais sobre, quem sabe eu não faça algo sobre, mais tarde.
 
Já que tocou na anarquia, te darei um rumo sobre aquela de “vilão ou anti-herói”: o que acha que a anarquia é? Reflitão. Eu posso pensar diferente de você, então acho que isso não vai ser um spoiler.
 
Realmente, as batalhas sempre vão ter algo mais que uma simples batalha e muitas terão um objetivo nem sempre tão amistoso. Tem um capítulo mais a frente que terá uma trilha sonora (de certeza) e talvez outra em outra parte (vou resolver isso). Bom, eu acho que usava trilhas sonoras na outra fanfic, mas não sei direito como é que uso isso -q. E eu não ouço muito Punk, meu Rock é mais pro alternativo também, mas tenho um amigo meio que “da área” e pedi umas dicas para ele. Mas no caso, seria interessante no começo do cap (como openning) ou durante ele (como song theme)? Esse aqui vai sem trilha, enquanto penso sobre isso, obrigado pela dica.
 
Inicialmente era para servir só de senha, mas sim, tenho alguns planos de reutilizar a banda.
 
“Seja lá por que estão ajudando”, os dois são realmente bem gentis. Fico feliz que tenha gostado tanto do capítulo.
 
Até mais o/
 
@DarkZoroark DZ o/
 
Repetindo, eu estou tentando manter uma frequência de 5 dias por cada capítulo, enquanto as coisas ainda estão meio apertadas pra mim. Se vocês podem esperar, eu também posso -q.
 
É, eu também estou achando que eles estão saindo curtos. O “pré-fic” (infância dela) tem caps mais objetivos, então acredito que possa aumentá-los mais tarde, após os timeskips. Esse momento é bem de desenvolvimento mesmo, não tem muita ação (na verdade, este capítulo terá bastante se comparado aos anteriores). Esse plot vai ficar tão tenso que eu estou é com medo -q.
 
De relacionamento fraterno eu tenho bastante experiência, embora não seja tão carinhoso assim com meu irmão (e vice-versa) e nem “tão leve” assim nas provocações (e vice-versa). Como os irmãos são mono poison, eu os dividi em duas “classes”: cobras e lagartos, que eu tenho quase certeza que tem algo a mais a ver um com o outro, além de serem répteis, e o de Levi, que será meio que mostrado aqui. A Salazzle e os Pokémon de Alola são bem novos ainda, provavelmente terão mais frequência mais tarde nas fanfics. Aqui ainda terão alguns outros de Alola também.
 
Quando for fazer lá o escritório e tal eu entrarei em mais detalhes sobre o nome, mas a maioria dos nomes humanos são bem aleatórios. Eu tenho um site aqui que me manda nomes aleatórios, anoto uns que gosto e uso os que acho que combinam com tal personagem. Como eu disse anteriormente que o mapa era meio que baseado no Reino Unido, os nomes são apenas ingleses (ou pelo menos o site dizia que eram ingleses).
 
Eu não tenho certeza se verei Shingeki, Akame Ga Kill está na lista já e eu nunca vi o jogo que citou. Quanto aos irmãos e aos parceiros, acho que finalmente as coisas ficarão esclarecidas agora.
 
Obrigado por destacar os erros, eu jurava que tinha um “de” ali (aquelas trolladas da mente) e tive que reler três vezes para notar o erro em “Salazzle” :v
 
Até o/
 
@-Ice Icy o/
 
Repetindo², eu estou tentando manter uma frequência de 5 dias por cada capítulo, enquanto as coisas ainda estão meio apertadas pra mim. Se vocês podem esperar, eu também posso -q.
 
É legal que tenha gostado tanto do primeiro, certamente é normal que uns capítulos brilhem mais. Mistério aqui é com você -q, creio que agora no cap 3 será revelado tudo sobre eles, por ter mais... “na prática”.
 
Conheço Star Wars por alto, mas realmente lembra algo como isso. A fic terá umas coisas meio sombrias mesmo, talvez alguns picos disso, mas nada do tipo “terror, horror” ou algo assim.
 
ISSO, é um estereótipo não estereotipado, tendeu? Huashuahu. Não cheguei a jogar Sun / Moon e tenho até umas dúvidas sobre, que vou ter que dar uma pesquisada (se eu for querer usar as UB ou Tapus, por exemplo), mas eu soube antes de ser lançado que era apenas fêmea que evoluía, assim como Combee :v
 
Eu quase esqueci. Usar talheres é uma coisa considerada básica, talvez mais do que ler e escrever, mas ninguém nasce sabendo e raramente aprende sozinho, por sorte lembrei disso e das coisas da conversa com Levi. Eu sou cauteloso em não deixar furos, talvez por isso maior parte das minhas fanfics não dão certo na fase de projeto -q.
 
Até o/
Bom, não tenho muito o que dizer, apenas que é um capítulo bem movimentado. Então, a ele!

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Capítulo 03 - A coroa envenenada


Um grupo com cerca de 20 pessoas já estava à espera quando eles chegaram. Betty, Levi e Sophie estavam em um velho galpão abandonado para se reunir com o seu grupo. Levi e Betty eram, na verdade, os comandantes do grupo “Corroison” ─ o que, na prática, serviam mais como mediadores de qualquer coisa, já que eles mesmos abominavam hierarquias; o posto era mais por serem os fundadores e os mais fortes do grupo. Todos estavam vestindo uma T-shirt preta, estampadas com uma coroa sendo corroída por veneno. Todos os Pokémon deles estavam presentes, dentro de Pokeballs, incluindo Sakka que também havia ganhado a sua.
 
O galpão já estava com alguns buracos no teto, deixando a luz adentrar o lugar. Abaixo de um dos buracos, onde a luz alcançava, foi montado um palco improvisado com algumas caixas de madeira vazias. A dupla de comandantes subiu nele, enquanto Sophie ficou misturada com os outros, mas procurando manter-se na “primeira fila”.
 
Levi iniciou com um discurso sobre o anarquismo, do qual a garota não conseguiu absorver muita coisa, mas se esforçava em tentar entender e prestava atenção em tudo. Após isso, o estranho do moicano a chamou ao palco. Sophie ficou entre Betty e Levi, cada um com uma mão sobre um dos ombros da menina.
 
─ Pessoal, esta é a Sophie e ela é uma nova integrante do Corroison.
─ Queeee? ─ As pessoas disseram em uníssono.
 
Sophie estava muda diante de tanta gente. Sempre se sentiu invisível para os outros, mesmo quando se apresentava na fonte da praça raramente era o foco da visão das pessoas. E, mais que tudo, os olhares aparentemente eram de desaprovação. “Ela é só uma criança”, “como nos ajudaria”, “estamos no fundo do poço pra isso?” foram falas que correram em meio ao grupo. A garota ficou cabisbaixa por alguns segundos, até lembrar-se de um detalhe e sorrir, erguendo a cabeça.
 
 “Todos eles... realmente não estamos sozinhos aqui” a garota cerrou os punhos e finalmente viu aquilo como positivo, confiando em si mesma. Então, pegou a Pokeball de Sakka e a liberou dela.
 
─ Sakka. ─ A menina pronunciou e deu o resto da ordem por linguagem corporal. Com o polegar esquerdo, apontou para o próprio peito, onde estava estampada a coroa sendo corroída, e estendeu a mão direita para frente.
 
Sakka acenou positivamente com a cabeça e lhe fez o que foi pedido. A raposa materializou a coroa e pôs veneno corrosivo sobre ela, exatamente como na imagem. Assim, Sophie ganhou a atenção positiva das pessoas e um pouco de admiração. Mas ainda não havia acabado. Lançou a coroa para o alto e estendeu a mão novamente, mas com o punho cerrado, como se estivesse controlando mentalmente o objeto. Por sua vez, a coroa ficou acima de todos, girando em velocidade decrescente em torno de si mesma. Então, a garota abriu a mão, juntou as palmas e separou violentamente para os lados contrários. Como resposta, a coroa parou de girar e explodiu, produzindo imensas labaredas ao redor de todos, cercando-os. Juntou novamente as mãos e as labaredas se tornaram aço em barras, que por fim tomaram a forma de uma jaula.
 
─ Enjaular anarquistas é bem audacioso ─ Levi murmurou.
 
Sophie fechou os olhos e passou a se agachar lentamente e a jaula a acompanhava, desintegrando-se de cima para baixo. Então, abriu os olhos e disse, insegura:
 
─ Foi... mais ou menos isso que eu entendi... disso tudo.
 
Ela foi imensamente aplaudida e acabou por ganhar a confiança e a admiração de muitos dali.
 
─Ta bom, ta bom ─ Betty tentou acalmar os aplausos ─ com isso, pra encerrar, darei um dos nossos para ela ser declarada oficialmente como integrante. Alguém contra?
 
Ninguém se manifestou, todos estavam convencidos. Betty aproximou-se de Sophie, se agachou e a entregou uma Pokeball. Aproximou a cabeça ao ouvido da menina e sussurrou:
 
─Esse aqui é filho da Hebi e do Doku, macho e ainda sem nome. Cuide bem dele.
 
A garota respondeu positivamente com a cabeça e agradeceu. Liberou o Pokémon que estava contido e de lá saiu uma cobra roxa, semelhante a Hebi, porém bem menor e sem as “abas” de naja dela. Sophie agachou-se sorridente para seu novo “pequeno” companheiro (embora tivesse cerca de meio metro de comprimento), que estava enrolado em espiral, chacoalhando a cauda. Estendeu o braço para ele, que parecia desconfiado. Então, a cobra olhou para Betty que fez um positivo com o polegar. Num voto de confiança, subiu no braço de Sophie e escalou seu corpo dando voltas por ele até alcançar o pescoço, onde ficou acomodado. Delicadamente, a menina empurrou o rosto dele contra sua bochecha em forma de carinho.
 
─Nagai. O que acha desse nome? ─ Disse em tom baixo.
~Ekans. ─ a cobra pareceu gostar.
 
[Um mês depois]
 
 Ela realizou algumas simples batalhas, brincou com os irmãos fingindo pichar alguns muros para chamar a atenção de policiais e desfazer a ilusão logo em seguida para deixá-los confusos, ajudou na loja de discos e coisas não muito importantes. Porém, Sophie estava prestes a realizar sua primeira grande “missão”.
 
Pela vontade de derrubar o governo, os anarquistas tinham outro inimigo, que também eram inimigos dos governantes, mas que eram beneficiados por eles: criminosos, especialmente líderes de grupos especializados em roubos, assassinatos ou qualquer coisa que desse lucro. Em uma anarquia, seria difícil de conseguir o tal lucro.
 
A Team Corroison passou todo o mês em preparo. Conseguiram localização da base, assim como a planta e horários de importância. O esconderijo da Rodent team era um prédio de dois andares, discreto, em uma rua mais afastada do centro da cidade. Nas esquinas das ruas, 2 membros da Corroison estavam verdadeiramente disfarçados para dar cobertura, um como mendigo, outro como um homem nada suspeito coincidentemente parado ali sem fazer nada.
 
Sophie, por ser menor e não alcançada no raio de visão da pequena janela da porta, bateu nela. Betty e Levi ficaram um em cada lado da porta, fora do raio de visão. Um homem de dentro veio e olhou pela janela. Por não ver ninguém, considerou que algum moleque havia batido e corrido, então voltou. A garota bateu novamente. Ele veio novamente, olhou nervoso e saiu. E ela bateu novamente, dessa vez sem a aparição de ninguém. Bateu novamente, mas, antes de terminar, o homem surgiu, furioso. Era louro, bonito e tinha uma aparência jovem, mas a sua expressão de raiva o deixava um pouco assustador. O traje era uma blusa de manga longa e calça, marrons, com uma silhueta de um Raticate e “TR” por cima, estampado na frente da blusa.
 
─ Mas o que caralhos...
 
 Ele viu Sophie sorrindo largo para ele, enquanto se preparava para estrangular a garota. Nagai surgiu das costas da menina, subindo em sua cabeça e usou Glare. Seus olhos brilharam em azul e o homem ficou paralisado. Betty o puxou para fora e fechou a porta, enquanto Levi acertou um soco na barriga dele, derrubando-o. O homem nada suspeito da esquina foi chamado para “cuidar” dele enquanto Sakka era liberada.
 
─ Sakka, já sabe. ─ ordenou a garota.
 
 Sophie, Levi e Betty foram vestidos nos trajes da Rodent team, criado ilusoriamente por Sakka, que tinha transformado a si mesmo em um Rattata, Pokémon característico dos membros dali. Inclusive havia dado a aparência do homem capturado para Levi, para chamar menos atenção (moicanos não são discretos), e mudou o físico de Sophie já que apenas adultos participavam, deixando-a bastante semelhante à loira feita ao roubar as Berries da barraca da feira, mas com o uniforme.
 
Eles entraram. Havia um curto corredor pouco iluminado e com apenas um banquinho de madeira, provavelmente onde o rapaz desmaiado estava sentado. Ao final, ele fazia uma curva, de onde vinha bastante luz se comparado a onde estavam. Sakka ficou na frente de todos e parou, encarando-os.
 
Ta, agora evitem movimentos bruscos, sorriam e acenem e passem reto deles, vai me ajudar bastante.
─ Por que tem um rato me dando ordens? ─ Betty zombou, em baixo tom para não chamar a atenção dos inimigos, perguntando para Levi.
─ Mas é um gatinho. ─ Levi entrou na brincadeira e respondeu, mantendo o tom.
─ É rapo... ─ Sophie iria contestar, também falando baixinho, mas percebeu ─ Ah é, vocês sabem né?
 
A raposa semicerrou os olhos pelas provocações e virou as costas. Ao menos, eles estavam tranquilos, por enquanto.
 
Eu morderia vocês se a gente não estivesse em base inimiga.
─ Sei não ─ comentou Betty ─ dizem por ai que rato que ladra não morde.
─ Não eram gatos? ─ Levi sorriu.
─ É cão. ─ Sophie os corrigiu, em seu momento de lerdeza.
 
Eles apenas continuaram e viraram no corredor, tendo a visão ofuscada por alguns segundos por conta da forte luz. Havia alguns computadores e mesas com vários papéis, uma escada que levava ao primeiro andar, do outro lado da sala, cientistas e pessoas uniformizadas ali. A maioria olhou para o grupo andando por alguns segundos e voltaram a dar atenção para seus trabalhos. Porém, esses segundos foram suficientes para instaurar o nervosismo nos irmãos. Já Sophie não sofreu muito, estava bastante acostumada com os disfarces. A raposa estava um pouco mais tensa, já que todo o peso da missão, naquele instante, dependia de sua concentração para a ilusão. Se falhasse em algum instante, seriam revelados e estariam cercados. Quando começou a pensar nisso, rapidamente procurou afastar os pensamentos negativos da mente e focar-se no seu trabalho.
 
Eles atravessaram todos e, mesmo com Levi e Betty andando a passos robóticos e suando, não foram descobertos. Por fim, subiram as escadas. Ali no primeiro andar, apenas dois homens estavam vigiando uma porta trancada, a única sala do lugar. Um deles notou a presença.
 
─ Ah, já é a vez de vocês? ─ sorriu.
─ Exatamente. ─ respondeu Sophie, a única em condições.
 
A dupla de vigias saiu e, ao passar por eles e notar toda a tensão, especialmente de Levi que já estava um tanto pálido, um deles deu um soquinho em seu ombro.
 
─ Relaxa cara, é só vigiar, não é como se um grupo de infiltradores fosse conseguir chegar até aqui, bem no meio da reunião.
─ E-Eu sei, obrigado. ─ Levi gaguejou.
 
Os dois se foram pelas escadas. O grupo que ficou encontrou o tal e clássico duto de ventilação na parede. Eles haviam conseguido a planta do lugar anteriormente e várias informações durante o mês, incluindo o duto que levava até a sala de reunião. Sem perder tempo, Levi entrelaçou as mãos para ajudar Betty a subir, retirar a tampa metálica e entrar nele. Depois, levantou Sophie e Sakka para ela e subiu com a ajuda da irmã. Andaram “de quatro” por alguns metros e chegaram ao final do duto, no interior da sala. Sakka desfez os disfarces para aliviar sua tensão, já que não era mais útil.
 
─ Pode deixar o resto com a gente. ─ Betty murmurou e afagou Sophie passando a mão em sua cabeça, sorrindo.
 
Os irmãos já estavam mais tranquilos e a garota ficou um pouco mais nervosa por ter que apenas assistir e torcer por eles, invertendo os papeis. Tudo o que fez foi segurar Sakka no colo e esperar.
─ Ainda não te mostrei meus bichinhos né, Sophie? ─ Levi sussurrou, segurando uma Pokeball ─ Vai conhecer um agora. Saia, Gasen.
 
Ele liberou um Pokémon redondo e roxo, com vários furos no corpo por onde liberava gás, com dois rostos, um maior e outro menor, interligados por outra “esfera”. Era seu Weezing. Após libertá-lo, observou a sala. Estavam cinco homens sentado em uma mesa quadrada, dispostos como 2 em cada lado e 1 na ponta. O da ponta ainda se destacava por ser o único de terno branco, enquanto os outros 4 trajavam ternos pretos. O de branco era um tanto acima do peso, baixo, utilizava óculos e cabelo grisalho ralo, tinha uma barba também rala que, juntamente ao bigode, rodeava a boca quase como um O perfeito.
 
─ Toka, saia ─ Betty liberou Salazzle ─ vigie a porta e ataque qualquer um que vier. ─ apontou para o lado que eles vieram. Ela sabia que ninguém subiria as escadas até a troca de turno, ou seja, seu Pokémon atacaria apenas quem escapasse da sala.
 
A lagarto assentiu e fez o que lhe foi ordenado.
 
─ Preparada? ─ Levi perguntou, enquanto sua irmã sacava duas Pokeball e assentia com a cabeça ─ Gasen, Smokescreen.
 
Gasen posicionou-se a frente do treinador, de frente para a tampa. Abriu sua boca e liberou uma fumaça esverdeada na sala, que se espalhou rapidamente pela sala.
 
─ MAS QUE P...! ─ O de branco iria começar a gritar quando começou a inalar a fumaça, tossindo como todos os outros.
 
Weezing utilizou seu corpo para arrombar a tampa e Betty jogou suas duas Pokeball lá dentro.
 
─ Vão, Doku e Hebi!
 
Suas duas serpentes foram liberadas e rapidamente se arrastaram em sincronia, uma em cada lado da mesa. Em meio à fumaça que ofuscava seus alvos, Hebi e Doku utilizavam a língua para localizá-los pelo cheiro, sem precisar enxergar nitidamente. Sim, eles cheiram pela língua, coisa de cobra. Arrastaram-se pelos pés dos homens de preto, enrolando-se em seus corpos. Cada serpente possuía comprimento suficiente para enrolar dois deles ao mesmo tempo. Apertando-os, obrigaram a abrir a boca e inalar um pouco de fumaça, fazendo-os gemer.
 
─ Glare! ─ Ordenou Betty.
 
Como se não bastasse, brilharam seus olhos em azul e utilizaram seus Glare em cada um deles, deixando-os paralisados. Ao pôr novamente a língua pra fora para saber onde estaria o alvo principal, descobriram que já estava na extremidade da sala, abrindo a porta. Infelizmente para ele. Assim que o baixo som da porta foi escutado ao se abrir, o homem foi recebido por um amigável Flamethrower de Toka, bem no rosto, chamuscando-o e fazendo perder o equilíbrio. Quando estava prestes a cair, a dupla de cobras se enrolou em seu corpo, segurando-o. Estavam franzindo o cenho e mostrando a língua em cada um do lado de seus rostos, dizendo seu nome e aterrorizando ele.
 
─ Sophie, não quero que veja isso, vamos... ─ A mulher pôs a mão nos olhos da garota e saia pelo lado em que chegaram, enquanto Levi descia em direção ao homem.
 
As duas ficaram ao lado da porta, do lado de fora da sala, quase ao lado de Levi, mas sem conseguir vê-lo. O rapaz retirou uma pistola do bolso e apontou para a cabeça do homem de óculos.
 
─ Espero que seu custo seja pelo menos o dessa bala, seu lixo.
 
O alvo tentava gritar, mas estava com tanto medo que sua voz não saia e a fumaça o impedia até mesmo de abrir a boca. Então, Levi disparou. Hebi e Doku afrouxaram o corpo, enquanto ele ia perdendo as forças e cedendo, até cair para trás, de bruços. Ratão, líder da Rodent Team, agora estava morto. Sim, ele tinha um apelido ridículo. Levi saiu da sala e fechou as portas, enquanto a Arbok, o Seviper e o Weezing terminavam um certo serviço lá dentro.
 
─ Vamos deixá-los lá? ─ Sophie protestou, preocupada.
─ Não se preocupe ─ Levi sorriu ─ quando nos afastarmos, eles automaticamente voltarão para as Pokeball.
 
Sakka retomou os disfarces e eles desceram as escadas, enquanto os outros subiam ao escutar o tiro. Quando se encontraram, os infiltradores estavam de joelhos, fingindo tosse e ferimentos.
 
─ Estão nos atacando! ─ Gritou Levi em meio à tosse.
 
Todos os ignoraram e subiram, preocupados com seu líder, deixando a brecha para os invasores correrem e escaparem. Como foi dito, após algumas ruas correndo, feixes de luz vermelhos vieram do prédio e caíram nas esferas. Estava feito. O trabalho que precisaria de provavelmente toda a equipe batalhando diretamente contra a outra, com as habilidades de infiltração proporcionadas por Sakka, apenas três integrantes foram necessários, com dois dando cobertura, algo que seus inimigos não esperavam.

___________________________________________________________________________________________________________________________

Okay, esse foi meio foda de escrever, mas eu gostei, ao menos. Eu não pretendo postar o próximo em menos do que cinco dias, pq é o mais tenso de todos, então vocês tem esse tempo para comentar, não se preocupem com isso -q. Então, até lá o/

Capítulo 04 - Não irei revelar o título porque preciso decidir uma coisa sobre ele, esse é o título mais longo da história

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Mensagem por Brijudoca Qua 5 Abr 2017 - 8:10

Yo Slow o/

Pra variar atrasei o comentário (acho que li o cap bem no dia que você lançou), porém antes tarde do que nunca não é mesmo?

Devo dizer que eu gostei muito do nome do grupo. Corroison soa bem imponente e acho que fez sentido com os pokemon e ambições da equipe.

Era de se imaginar que os outros membros não aceitariam a presença da Sophie assim tão bem, afinal não deixa de ser meio loucura o Levi e a Betty envolverem uma criança nessa loucura. Porém a forma como a garota fez para conquistá-los foi incrível, nunca imaginei que ela poderia usar o poder de ilusões da Zorua nesse nível.

Agora sobre a primeira missão, se essa já foi assim cheia imagino as próximas. Usar o poder de ilusão da Sakka foi uma sacada genial deles, me pergunto até que nível as ilusões dela poderam chegar com treinamento.

Curti o Weezing do Levi e a forma como eles executaram o lider do Rodent Team foi bem, digamos, profissional. Deu pra ver que eles sabem o que estão fazendo e não estão pra brincadeiras. Será que o governo vai achar que eles estão do lado deles ou vai tentar destruí-los o quanto antes? Quero só ver. Interessante também o conceito dos Pokemon voltarem para ad pokeball quando eles se afastarem, nesse contexto, os treinadores nunca se perderiam de seus pokemon e nem faria sentido tentar rouba-los né? Equipe Rocket chora

Esse capítulo foi bem empolgante mesmo, já tô aqui mais ansioso do que nunca para os próximos.

Até lá =DD
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Mensagem por -Ice Sab 8 Abr 2017 - 13:03

Slow oo/

Pra começar, eu me atrasei. De novo -q Eu acho que isso vai se tornar bem comum, e provavelmente só poderei comentar durante os fins de semana, com algumas prováveis exceções, como quartas.

Agora, falando sobre o capítulo, eu curti mesmo. Não enrolou como certas pessoas fazem (oi -q) para mostrar certos acontecimentos. Em um único capítulo, tivemos a inclusão de Sophie na equipe e o processo de aceitação dela, junto com uma missão perigosa para acabar com um grupo criminoso, algo que eu provavelmente faria em dois capítulos.

Eu também curti o nome Corroison, fez bastante sentido e ainda ficou bem elegante, de certo modo. A única coisa é que fica meio estranho eles serem um grupo monotype. Não que isso seja algo de outro mundo, mas sei lá, é como se fosse "vamos acabar com o governo, mas tomem cuidado para não utilizar um pokémon que não seja venenoso". Não é algo ruim, é legal para caracterizar a equipe, mas, sei lá, eu sou muito chato mesmo.

Foi interessante você mostrar que um grupo malvado poderia estragar os planos da Team Corroison, assim como as medidas drásticas que os anarquistas aceitaram tomar para acabar com a outra equipe, gostei mesmo. Talvez a equipe Rodent pudesse ser um pouco mais desenvolvida antes de vermos o seu fim, mas, como essa missão foi apenas para nos introduzir aos anarquistas e o seu método de operar, creio que você possa fazer isso futuramente.

As ilusões de Sakka me deixaram instigado. Tipo, elas são poderosíssimas, e me fizeram perguntar várias vezes qual o limite da Zorua nesse quesito. Seria interessante mais para frente você mostrar uma ilusão que ela talvez não consiga fazer, ou alguma que falhe e comprometa uma missão, seria demais.

É isso, tô curtindo o plot até agora e, apesar de meus atrasos, quero que saiba que estarei acompanhando e comentando sempre. Um grande abraço e até mais!
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Mensagem por Shiota Seg 17 Abr 2017 - 0:36

Eu prefiro pôr o que quero dizer após os comentários, então, vamos a eles:

Comentários:

@Brijudoca Hey cara o/
 
Sophie foi bem prática em mostrar como poderia ser útil para eles, mesmo sendo apenas uma criança e, como você bem disse, loucura de envolver uma criança em algo tão político.
 
Como toda habilidade, as ilusões tem limites e eu irei mostrá-los no decorrer da fic. Por enquanto, posso dizer que, no fim, são apenas ilusões e não podem violar a física.
 
Ilusões podem facilitar muita coisa para evitar confrontos tão diretos e eles souberam explorar isso bem, embora se coloquem em uma situação muito arriscada e que não aceita falhas.
 
Acredito que a sincronia dos Pokémon deram um ar profissional, também senti isso ao escrever, também era minha intenção e fico satisfeito que tenha conseguido :v. Como será que o governo vai reagir? Bom... tem esse cap aqui. Então, aqui para roubar os Pokémon é necessário roubar a Pokeball (como a chave de um carro). Agora que pensei na equipe Rocket do anime, eles são muito brasileiros e dão jeito pra tudo, na vida real, eles iriam empurrando o carro ou fazer aquele esquema nos fios como nos filmes -q. Curiosamente, geralmente o jeito que eles arranjam é perfeitamente combatido pelo destaque do ep. Eu odeio isso.
 
Desculpe por ter demorado mais que os outros para postar -q
 
Até mais o/
 
@-Ice Hey Ice o/
 
Oi -q. Isso podia ter material para dois capítulos mesmo, mas... não sei direito, preferi fazer assim.
 
Quando pensei no nome, notei o quão Corroison era uma palavra legal -q. O mono type foi da ideia inicial que tive, no conceito inicial de Levi, que depois deu origem a Corroison e a Betty também. No fim, talvez pode ter acabado como uma característica dispensável, mas eu mantive como essência. Eu jogo bastante monotype no Showdown, então sei que dá para se virar contra os “counter-types” com algumas estratégias. Além disso, não é bem uma restrição, como tem a Sakka, é mais uma “coisa em comum” que eles possuem, ou uma marca. Não é nem ser chato, fica um pouco menos realista isso, mas sei lá :v.
 
É, tipo, eu achei que essa era uma habilidade que pode ser muito explorada com a criatividade, mas muito limitada nos jogos para não prejudicar a mecânica. Então, inspirado no anime, quebrei praticamente todos os limites impostos e tenho que me virar para controlar isso com novos limites. Estou conseguindo me virar aqui, então acredito que a habilidade não prejudicará por ser “muito OP”, pelos meus planos.
 
É confortante saber que estão curtindo, já que eu tinha um pouco de medo pelo capítulo anterior e muito mais medo do radicalismo que dei no capítulo que segue... este é um ponto crucial da fic.
 
Até o/
 
Olhem... eu estou com um pouco de medo desse capítulo, se o que eu fiz vai ser aceitável -q. Desculpem a demora também, esse capítulo foi tenso, somado as coisas da escola atrapalhando um pouco. Eu quero arrumar o meu cronograma para 7 ou 15 dias, por favor, digam qual fica melhor para vocês também. Ah, eu coloquei uma “trilha sonora” aqui no começo. Eu atrasei algumas horas a postagem do capítulo procurando alguma que se encaixasse e, no fim, não sei direito se ficou boa ahusuha. Já que não faz nem 2 linhas que pedi algo para vocês, por favor, comentem sobre a escolha da música e, se possível, indiquem uma outra que encaixaria melhor. Eu vou caçar músicas para essas coisas até o próximo cap :3
 
 


 
Capítulo 04 - Sangue 
 
 
As pessoas passavam pela rua, aterrorizadas. As mães, sem informações sobre o ocorrido, colocavam a mão sobre os olhos de seus filhos para que não vissem a forte cena. O que há alguns minutos era uma grande luta que surgira repentinamente e chamara a atenção de muitos, agora era apenas um lugar de silêncio, olhos arregalados e surpresos. A polícia acabava de chegar, tarde demais, apenas para interditar o local.
 
As faixas listradas de amarelo e de preto isolavam o local do resto da cidade. A rua pavimentada estava coberta pelo líquido vermelho que escorria das poças sob corpos e corriam entre as brechas dos paralelepípedos que compunham o chão. Era sangue, de todos os corpos largados no chão, vivos ou não. Todos possuíam a mesma vestimenta: blusas pretas, estampadas com uma coroa em contato com veneno, agora manchadas com sangue.
 
Sophie era a única com consciência. Três anos haviam se passado, Sakka e Nagai haviam evoluído, toda a equipe estava bem mais forte que antes e, mesmo assim, todos estavam no chão. Tudo o que ouvia eram sons fracos de pessoas perguntando o que havia acontecido, com medo e espantadas. Tudo o que via com borrões e a visão escurecida eram as silhuetas de seus companheiros caídos. Tudo o que sentia era o chão úmido pelo sangue derramado, e o ódio dentro de si. Apenas um e todos caíram era a única coisa que ela tinha em mente.
 
As sirenes estavam se aproximando, com seu brilho oscilando na visão turva dela, seu som ecoando na mente, fraco, baixo. As ambulâncias haviam chegado, mas nem mesmo médicos podiam consertar tudo aquilo. Embora relutante em ceder, Sophie começou a perder os sentidos enquanto tudo ao redor perdia seu sentido. Sua vida ia se esvaindo pelos cortes em seu corpo, seria apenas mais um dos corpos vazios, largados e sem função. Sobrevoando o local, um helicóptero filmava toda a cena e transmitia na televisão, enquanto alguns repórteres faziam o trabalho por terra.
 
[...]
 
Sophie estava em um hospital, uma semana após o ocorrido. Como a maioria dos outros sobreviventes, cerca de metade da Team Corroison, recebeu sangue por meio de transfusão. Estava com bandagens pela coxa, barriga e na testa. Em vez da camisa preta, agora vestia uma roupa hospitalar esverdeada. As paredes eram verde-fantasma, o piso bege e o telhado branco, os tons claros passavam um ambiente relaxante, sem agressividade. As camas eram exatamente iguais, completamente brancas e com rodas nos “pés”.  Apenas um criado-mudo separava uma cama da outra.
 
Após ouvir o barulho do trinco da porta e o rangido dela se abrindo, Sophie viu o homem icônico entrar, reconhecia-o perfeitamente: era um de seus alvos, o rei Gerald II. Era um homem já velho, tinha uns 40 anos, com uma gigantesca barba loura, assim como seus cabelos longos e ondulados. Sua pele era tão branca que chegava a ficar facilmente vermelho. Por não ser uma ocasião cerimonial ou “de importância”, não estava usando sua coroa e trajava roupas comuns, com uma blusa social azul-claro abotoado e calça jeans.
 
Após ele, outro velho conhecido entrou. Era o delegado que estava tentando deter a Team Corroison há anos, Malcom. Era cerca de dez anos mais jovem que o homem ao seu lado. Tinha pele negra e sua cabeça era careca. Embora Sophie soubesse dessa última característica, ele tentava ocultá-la utilizando um chapéu preto onde quer que fosse. Em vão. Trajava um blazer preto aberto, que revelava um distintivo sobre a camisa branca e calça e sapato social.
 
Na imaginação de Sophie, os dois deveriam estar pulando de alegria, já que uma de suas grandes dores de cabeça fora eliminada. Mas, ao contrário disso, eles expressavam compaixão no rosto.
 
─ O líder de vocês está vivo? ─ Questionou o rei, com uma voz grossa e firme, com certo receio por uma pergunta tão direta, caso o líder estivesse morto.
─ Ai que está, velho ─ Levi tratou o rei informalmente e forçou um sorriso; era difícil sorrir naquela situação física e psicológica ─ a anarquia não tem líder. Mas eu e a senhorita ali que ficávamos à frente e fundamos isso.
 
O rapaz apontou para Betty, dormindo. “O velho” notou exatamente o que ele queria passar, ao referir-se a irmã formalmente como “senhorita”.
 
─ Se é assim, cara do moicano, gostaria de conversar em particular.
─ Agora eu gostei de você.
 
 O delegado ofereceu-se para ajudá-lo a descer da cama, mas Levi agradeceu e rejeitou a ajuda, descendo sozinho. Os três saíram da sala e foram conversar no corredor.
 
Sophie apenas observou a conversa, sem dizer nada, como seria de costume. Apenas aguardou curiosa para saber o que eles conversariam. Após alguns minutos, Gerald e Malcom foram embora e Levi retornou ao quarto, explicando aos companheiros. Tudo o que disse foi que os pecados da Corroison seriam perdoados, eles precisariam apenas realizar alguns trabalhos comunitários por algum tempo, como retirar as pichações que fizeram.
 
─ Uma força-tarefa que eles estavam preparando para nos deter irá se voltar contra “ele”. ─ Levi suspirou, prevendo a reação.
 
Ao ouvirem “ele”, todos no lugar imaginaram apenas um homem. Sophie estremeceu, sentindo o ódio e o aperto em seu coração.
 
Flashback

Sophie estava no chão, com arranhões pelo corpo e rasgões nas roupas. Uma fita de sangue era derramada a partir de sua boca e ainda mais sangue de um corte na cabeça, perto da sobrancelha. 

Em meio a um monte de corpos caídos, estava um homem em pé. De costas para Sophie, um homem loiro e bem arrumado olhava de perfil para todos os que estavam atrás dele. Seu cabelo, aparentemente molhado, era liso e, onde devia ter uma franja, abria para os dois lados. Carregava uma maleta prata e estava trajando um terno preto com gravata vermelha e sapato social. 

Ao lado dele, estava um Pokémon que ela nunca tinha visto antes. Era azul, com um gigantesco chifre em formato de cone, que chegava a ter praticamente o mesmo tamanho do resto do corpo. Nos membros, era como se tivesse duas esferas introduzidas em seu antebraço. O Pokémon estava de costas, apenas seguindo o seu treinador, quieto. 

─ O rei entendeu o nosso lado anarquista ─ Levi começou a falar, fazendo Sophie sair da profundidade de seus pensamentos ─ e eu entendi o lado dele também... a situação desse reino está mais tensa do que imaginávamos.
─ Explique-se ─ Betty disse, agora acordada, fitando seriamente seu irmão.
 
[...]
 
Sophie estava em seu quarto, sentada com as pernas cruzadas na cama forrada de preto, com um livro no colo. Um fio branco saia de seu bolso, dividia-se e chegava aos seus ouvidos como fones. Estava ouvindo músicas por ele enquanto lia seu livro de biologia, estudando para uma prova de genética. Ela estava achando tudo aquilo meio confuso, mas, ainda assim, insistia em prosseguir.
 
“Com tal método, cientistas conseguiram transformar um Sewaddle, naturalmente Bug/Grass Type, em um Bug/Fire Type”.
 
Ela parou de ler, olhando a página com os olhos semicerrados, perguntando-se se aquilo era sério mesmo. Fechou violentamente o livro e levantou-se da cama. Isso ai já é história de pescador, não dá pra mim resmungou mentalmente, enquanto abria a porta e foi até a cozinha para pegar um copo d’água e relaxar um pouco a mente.  Ao chegar, encontrou os irmãos discutindo.
 
─ Não basta ter visto seu pai morrer por isso não? ─ Betty tinha os punhos cerrados e franzia o cenho com o olhar fixo em Levi, que estava com um cigarro recém-acendido na boca.
 
Eles notaram a chegada de Sophie e pararam a discussão, relaxando os ânimos.
 
─ Sophie, volta para o quarto. ─ Levi mandou.
─ Não ─ a garota disse seca e passou direto, até a geladeira ─ quer dizer, acho que a música está bem alta nos meus ouvidos aqui, o que vocês disseram?
 
Ela retirou uma garrafa de água da geladeira, pegou um copo no armário, pôs água nele e rapidamente bebeu. Ao sair, deu um tapinha no ombro de Levi.
 
─ Só espero que você não morra estragado por dentro...
 
Sophie olhou para o canto da parede e contorceu o lábio, quase tentando disfarçar a tristeza em imaginar isso. Vê-la assim tocou Levi. A garota saiu do cômodo e voltou para o quarto, para tentar entender alguma lógica de genética.
 
[...]
 
O velho galpão abandonado continuava em ruínas. Embora um pouco mais acabado do que era há alguns anos, não tinha muito o que ser conservado, portanto não eram notáveis as diferenças. Talvez uma telha tenha caído, ou uma caixa tenha quebrado. Era nesse ambiente, que tinha acompanhado a Team Corroison por alguns longos anos, que eles estavam reunidos novamente.
 
Alguns dos sobreviventes já não estavam mais presentes no grupo, restando apenas cerca de dez pessoas. Obviamente, três delas eram Levi, Betty e Sophie. Levi estava encostado em uma pilastra, Betty sentada em uma caixa de madeira e Sophie sentada no chão com as pernas esticadas, mas encostada na mesma caixa que Betty estava. Sakka estava deitada ao lado da treinadora, encostada enquanto tinha seu longo pelo, semelhante a cabelos, acariciado pela garota. Os outros estavam dispostos ao redor, de modo que se formasse um círculo.
 
─ Então, vamos ser diretos ─ Levi se pronunciou ─ ainda há algum propósito em nos manter? Não estou a fim de destruir essa ilha fudida com um golpe de estado e me fuder junto.
─ Se bem que quase não fomos isso, na prática ─ comentou um cabeça raspada, com o que restava do cabelo tingido de roxo. ─ o que acham de ir atrás... ─ ele vacilou e tremeu por um momento ─ dele?
 
Um silêncio se fez por alguns segundos e todos pararam. Betty suspirou de cabeça baixa.
 
─ Fala sério, vocês ainda acham que tem coragem para isso? ─ Ela levantou a cabeça, encarando o nada ─ ele nos derrubou no nosso auge.
─ Ainda não consigo confiar no Geraldinho como vocês ─ disse outro, um com o cabelo negro radicalizado, longo e de fios grossos com uma franja que cobria totalmente o olho direito. Também usava um piercing no nariz ─ não vai dizer nada, pequena?
 
“Pequena” era como ele se referia a Sophie, a mais nova em idade do grupo. A garota apenas acariciava os pelos de sua Zoroark, até ter sido citada e pausar a carícia. Ela fixou o olhar no único olho exposto do homem e sorriu de canto.
 
─ Não importa o que você decidirem, eu já me decidi. ─ retornou a alisar Sakka, que estava sem dizer nada, deixando tudo por conta da garota e aproveitando o mimo.
─ Podemos saber o que decidiu?
─ Vou aproveitar a calmaria do resto desse ano morto, acabar a escola e depois... ─ ela deu uma breve pausa, procurando a melhor forma de dizer ─ chutar a bunda de uns caras maus.
─ Você quer dizer... ─ o homem arregalou seu olho.
 
Todos os outros tiveram a mesma reação, surpresos. Além disso, Betty foi tomada por uma grande preocupação com a garota e estava procurando algo para dizer, talvez impedi-la.
 
Está decidido... ─ Sakka finalmente disse, mas apenas na mente de Sophie, Betty e Levi, que também se preocupou, embora não demonstrasse tanto. A raposa estava de olhos fechados, mas sorrindo.
─ Bom... acredito que aqui é o fim ─ Levi retomou, com tranquilidade ─  cada um pode continuar com seus projetos, continuaremos sendo todos bons amigos e quem sabe alguns até não se ajudam nos seus planos, até quem quer derrubar o rei...
─ Peguei a indireta. ─ o homem de cabelos longos serviu perfeitamente na carapuça.
─ ...ou cometer suicídio atrás dele.
 
O de cabeça raspada ficou calado, apenas olhando para o chão. Mas também serviu em Sophie. Ela pretendia pegar alguns “peixes pequenos” até melhorar o suficiente para pegar o “maior peixe”, seu principal alvo. A garota estava ansiosa para terminar o ano escolar, pois finalmente tinha feito uma decisão que provavelmente mudaria completamente sua vida.
 
Eles se despediram e voltaram para suas casas, ou seja lá onde fosse que cada um morasse. Sophie estava na moto com Levi, na traseira, pensando. Se o rei está com problemas externos, eu me intrometo nos internos.
 
[...]
 
Kunishima estava em um estado frágil. Por fora e bem ao seu lado, atravessando o mar, estava um grande imperador em constante tensão com o rei, pois pretendia conquistar o reino e transformar em uma colônia, extensão de seu grande império.
 
Por dentro, várias organizações e grupos criminosos estavam se formando, fragilizando a segurança. Até mesmo a “Team Corroison” era vista como uma organização criminosa, mas, na prática, ajudava o governo a conter um pouco desse crescimento, pois vivia arrumando confusão com as outras, sem tempo para exercer seus princípios anarquistas que ameaçariam o regime. Por isso, o rei acabara deixando-a por um longo período por baixo dos panos, deixando que Malcom tentasse contê-los. Apenas tratou de criar uma força pessoal para protegê-lo caso resolvessem tentar algum golpe, teoricamente sendo “desenvolvida especialmente para atacá-los posteriormente”, sem dar sinais por três anos.
 
Era de se esperar uma grande insatisfação popular com todos esses fatores. Porém, Gerald II e seu povo eram patriotas e estavam dispostos a dar a vida pelo reino. O rei era transparente e carismático, discursava constantemente. A ilha devia a ele por conseguir resistir por tanto tempo ao império e transmitia confiança ao dizer em seus discursos como pretendia resolver os problemas, e como estava tentando.
 

A destruição da Team Corroison foi um símbolo utilizado pela mídia para a insegurança. Não exatamente por ser o que eram, mas pelas fortes imagens dos mortos e feridos. Foi um momento de fragilidade do rei e ele tinha que resolver, ou mostrar que estava tentando. Nem isso abalou consideravelmente a confiança no rei. A anarquia não sobreviveria com uma nação que ama tão cegamente seu líder, nem com a constante ameaça imperialista, nem com os criminosos.




Para mim, esse capítulo foi um golpe muito radical no fluxo da fic, mas necessário. Bom, acho que eu já falei o suficiente lá no começo, então... até o próximo o/

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Mensagem por Black~ Seg 17 Abr 2017 - 15:50

Bom, vamos lá.

Bem, vou fazer um comentário mais geral mesmo e tenta falar sobre esse último capítulo.

Primeiramente devo dizer que gostei bastante da ideia da fic, apesar de essa só ter sido praticamente revelada nos dois últimos capítulos. Mas, de toda forma, achei bem diferente o fato de começar a história com uma protagonista de 8 anos e que aparentemente terá 11 na história de fato. Agora, falando do que vi nesse último capítulo, eu imagino que a fic seja a jornada da Sophie em busca de matar o rei, talvez; se for isso, será muito legal. Além do mais, eu gostei de todo esse envolvimento com política na história da fic, rei, monarquia e o principal, os anarquistas, sério, achei muito bom, mas eu não gostei muito de eles terem pokémons venenosos, sei lá, isso é meio que um estereótipo pra mim, que "ah, caras maus usam pokémon de veneno e dark", mas enfim, só uma opinião minha mesmo.

Esse Zorua eu achei simplesmente impecável. Tanto que cheguei até a questionar a capacidade dele de ser tão bom, já que naquela missão deles ele fez tudo aquilo e por um longo período de tempo, mas enfim, imagino que você queira fazer da Sakka um Zorua diferente, apesar de ser parecido com os outros. E agora como Zoroark, imagino que ela fará mais estragos.

Bem, esse capítulo foi bem diferente dos outros, pois aparentemente teve mais ação, apesar de ainda a fic não ter "pegado no tranco" de verdade. De toda forma, curti bastante e gostei da reação da Sophie, e como disse, imagino que ela sairá atrás do rei, antes matando outras pessoas. Talvez você misture ginásios nisso, não sei, estou apenas especulando -q.

Eu realmente não entendi o que de fato passou entre o rei e o Levi. Ele me parecia o mais determinado a acabar com o rei e de repente ele tem até conversa privada com o homem? Eu entendi a parte que o rei está sofrendo com o império tentando colonizá-los (aliás, curti bastante isso), mas não entendi a relação dos Corroison com a manutenção do rei no poder; talvez eu tenha lido errado alguma parte, mas enfim. Bem, o que me deixou curioso foi o tal do "ele", imagino que seja o rei, mas pelo visto pode ser outra pessoa. Mas é o que eu quero dizer, ficou um pouco confuso se eles ainda querem matar o rei ou se só a Sophie quer, ou se ninguém quer, enfim. Talvez isso possa ser melhor explicado nos outros capítulos.

Aliás, curti a referência que você fez à fic do Ice. Estou há vários capítulos atrasados, mas eu me lembro do capítulo que tinha aquele Sewaddle que era de fogo/inseto, achei até engraçado a reação da Sophie também. Aliás, estou gostando do humor da fic, você coloca algumas cenas bem sutis, mas que são engraçadas. Aliás², curti também aquela quebra da quarta parede que teve em um capítulo.

Enfim, foi um comentário bem lixão, mas no próximo capítulo eu faço melhor (eu tinha lido os dois primeiros capítulos ontem e estava terminando o terceiro, mas você postou o quarto, aí ficou foda kk), mas enfim.

É só e boa sorte com a fic.

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The Adventures of a Gym Leader - Capítulo 48
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Mensagem por Brijudoca Ter 18 Abr 2017 - 16:35

Wasuup Slow =D

Realmente esse capítulo foi bem drástico mas eu gostei bastante do resultado viu. Todo esse mistério sobre o ocorrido no início do capítulo mais o banho de sangue deu um ar bem mais sombrio pra fic.

Fiquei chocado que o Team Corroison teve um fim tão trágico. Levando em conta que eles irritavam tanto o governo quanto as organizações criminosas, imaginei que logo eles seriam confrontados.

Achei que faltou um pouco de aprofundamento na parte da Sophie. Sei lá, passaram se três anos, seus pokemon evoluiram, logo, eu esperava algumas mudanças em sua personalidade ou entender como a cabeça dela está no momento, mas nada que não possa ser desenvolvido posteriormente, só fiquei intrigado mesmo.

Também achei BEM estranho o rei "aceitar o anarquismo". Quer dizer, para todos os efeitos eles são criminosos que inclusive matam pra alcançar seus objetivos, sendo claramente perigosos, e o rei vai lá e deixa eles de boa? Sei não viu, ou o rei tá tramando algo ou o Levi não contou q história completa, pois não acho que só por eles se safariam só por ajudar a conter as outras organizações.

A referência ao Beedle foi ótima, bom ver que mesmo em capítulos mais tensos você consegue me fazer esboçar um sorriso hajsjsh coitada da Sophie que tem só onze anos e já ta tentando entender as loucuras que envolvem a genética -q Acredito que após os eventos desse capítulo o tom da fic deve dar uma alterada, mas ainda assim espero ver esses momentos de humor com frequência.

Agora tô bem curioso com o rumo que a estória vai tomar. Gostei muito das suas explicações sobre a política da região e imagino que você irá aprofundar ainda mais nesse assunto no futuro. Chuto também que deve rolar mais um (ou mais) time skip e espero ver mais de como será a personalidade da Sophie adolescente e da Sakka que deve estar com os poderes ilusórios mais bolados do que nunca agora como Zoroark.

Quanto a frequência, como leitor eu sempre vou gostar de ler mais capítulos haaish mas não adianta exigir de você manter 7 dias se não for algonviável. Prezo mais do que nunca pela qualidade, e a pressão de escrever pra lançar nas datas estipuladas pode não ser saudável se você não estiver organizado pra isso. Então... siga o seu coração =p

Até a próxima o/
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Mensagem por Rush Qui 20 Abr 2017 - 14:57

Slow! o/

Desculpe-me a imensa demora para comentar, acabei me esquecendo profundamente em meio as tentativas frustradas em escrever um capítulo novo para minha fic e, ao menos tentar, escrever um bom capítulo para o projeto da fic de Dragon Ball.

No entanto, perdi apenas dois capítulos, consegui lê-los rapidamente. É até legal ler capítulos em maratona para você pegar todas as informações ainda frescas e entender o desenrolar da história. Porém, com os grandes time-skips entre cada capítulo - achei isso sensacional, pra ser honesto -, é legal ver que cada capítulo simbolizou uma fase na vida de Sophie.

No penúltimo capítulo eu gostei bastante como você abordou o esquema do crime organizado, querendo ou não, a time Corroison é uma equipe criminosa. Extinguiram a Team Rodent ao executar o seu líder, mas a forma em que isso aconteceu foi bem dinâmica e estratégica, eu simplesmente adorei. Você deixou a entender que os outros integrantes - tirando o loiro azaro que foi pego no trote de Sophie - foram poupados, mas tive uma impressão que o Weezing e os Pokémons de Betty acabaram ficando para trás pra limpar as sobras.

Fiquei um pouco chateado com este último capítulo ao ver que a organização durou um pouco mais de três anos. O loiro misterioso com o Mega Heracross dizimou a equipe facilmente pelo visto. Achei bem interessante em como todos o retrataram assustados como um "pesadelo terrível", mostrando que este será provavelmente um dos antagonistas mais marcantes que irão surgir.

Eu entendi o Rei. Por mais que o time Corroison fosse um grupo de anarquistas querendo derrubar a coroa, eles estavam lidando com outras equipes criminosas por ele, querendo ou não. O Rei estava os usando, permitindo que existissem desde que não passassem dos limites. Pelo visto, o loiro misterioso não foi ao seu comando, mostrando até mesmo empatia pelos anarquistas. Agora me pergunto o que ele disse para Levi para fazê-lo querer desistir de seus princípios.

Achei um pouco desperdício evoluir a Sakka em um time-skip. Claro, você pode descrever isso em um flashback, mas de qualquer forma, estava tão acostumada com sua figura caricata de uma Zorua arteira que conversa por telepatia que penso em uma possibilidade de desperdício em aproveitar essa fase. No entanto, não irei julgar a forma que você conduz sua Fan Fic.

Ah, eu adorei a forma que você retratou os ataques dos Pokémons como forma de estratégia para se infiltrar na base dos ratinhos lá. Até agora não tivemos nenhuma batalha detalhada, mas o Glare, Smokescreen e até mesmo o Bind foram bem trabalhados. Gostei bastante. Pensei por um instante que Ratão seria morto pelas serpentes numa morte agonizante, mas Levi mostrou-se um bom samaritano o executando de forma indolor.

Gostei da referência ao projeto Re-Type, história de pescador, heheh. O ponto que você destacou que Sophie está terminando a escola também me agradou bastante. O ambiente escolar é algo que me agrada MUITO, acho que seria super interessante você fazer um capítulo retratando este local em um dia cotidiano da protagonista.

É isso meu amigo, desculpe-me novamente pelo atraso, saiba que estou adorando a Fan Fiction!

Um abraço, até mais!
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Mensagem por -Ice Qui 20 Abr 2017 - 21:20

Slow o/

Pra começar, eu queria falar da abertura. Primeiramente, fico feliz que também tenha colocado música na fanfic e talz, sempre dá um ar mais emocionante. A única coisa é que eu achei que essa música não combinou com o clima da fic :/ Se você quer uma dica, eu acho que uma música que se encaixa perfeitamente com toda essa premissa anarquista/venenosa é a segunda abertura de Death Note, depois dá uma pesquisada.

Agora, vamos ao capítulo ^^
Eu não sei porque, mas tive a impressão de que esse foi bem mais curto do que os outros, talvez tenha sido mesmo, ou foi só impressão mesmo. Porém, é inegável que esse foi um dos melhores e talvez até o melhor até agora.

Ele começou de uma maneira bem misteriosa, e eu fiquei bastante surpreso pelo time skip e tal, três anos realmente é muito tempo, e muita coisa aconteceu. A única coisa é que eu achei meio seco, sabe? Tipo, foi dito "passaram-se três anos, os pokémon evoluíram e agora...", acredito que tenha faltado um pouco mais de aprofundamento nesse quesito. Ainda está difícil de imaginar a Sakka como uma Zoroark, mas creio que seja uma questão de tempo.

Eu fiquei durante muito tempo pensando sobre qual seria o pokémon azul com um chifre em formato de cone e não me toquei, só fui me ligar que era um Mega Heracross quando o Rush disse -q De todo modo, ficou um grande mistério aí, estou ansioso ^^

Uma das coisas que eu mais gostei e que fez com que esse capítulo se tornasse tão especial foi o modo como você tratou a política na fic. O rei estar sendo ameaçado por um imperador que quer expandir o seu império foi uma sacada genial e que agregou muito valor à história. Também gostei de ver como o rei foi inteligente de ter usado a equipe Corroison para conter a criminalidade. Muito bem bolado, Slow.

O Levi realmente me deixou com algumas pulgas atrás da orelha. Me pergunto o que aconteceu para o cara aceitar tão facilmente a monarquia e o rei aceitar a anarquia desse jeito. Quer dizer, para o rei até faz sentido, porque a equipe Corroison foi útil para ele durante bastante tempo, agora para o Levi... me pergunto se vai rolar um backstab aí.

Enfim cara, quero que saiba que estou curtindo MUITO a fanfic, você está enriquecendo cada vez mais a história e cada vez mais eu me surpreendo. É isso, não desista, um abraço e até mais o/

Spoiler:

“Com tal método, cientistas conseguiram transformar um Sewaddle, naturalmente Bug/Grass Type, em um Bug/Fire Type”.

Ela parou de ler, olhando a página com os olhos semicerrados, perguntando-se se aquilo era sério mesmo. Fechou violentamente o livro e levantou-se da cama. Isso ai já é história de pescador, não dá pra mim.

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Frase pessoal : </∆>


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Mensagem por Shiota Dom 30 Abr 2017 - 21:30

Hey pessoal o/

Bom, estou algumas horas mais atrasado do que deveria por causa do lag da internet, mas não é o suficiente para me impedir de postá-lo. Eu não lembro bem, mas acho que esse foi o primeiro capítulo que passou de 3k de palavras. Ou não, sei lá. Vamos aos:

(pelo menos aqui o Spoiler bugou de uma forma muito estranha .-.)

Comentários:
@~Black (em negrito, lol) E ai Black o/

Deixarei aqui as minhas "boas-vindas novamente" com apenas 14 dias de atraso, que é quando estou escrevendo isso. Aliás, é só eu que respondo previamente os comentários? -q, enfim, fico feliz que esteja de volta, você me ajudou bastante a evoluir com a outra fanfic e espero que continue a ajudar com essa :v

Talvez eu ainda nem tenha passado toda a ideia da fanfic, falta alguns detalhes importantes ainda. Bom, eu não lembro se já disse isso por aqui ou se pensei em dizer ao ler o seu comentário (essa sensação é muito louca o.O), mas eles meio que foram criados "do esteriótipo para o personagem" e não "personagem que acabou caindo em esteriótipo". Isso foi a raiz deles, mas também não era tão necessário assim, acho que eu simplesmente gostei disso e mantive.

Por coincidência, este capítulo é meio que focado nisso dela ser "tão boa" (título sugestivo). Não sei o que posso dizer sobre sem dar spoiler, mas este capítulo não esclarece 100% desse fato, ainda terão coisas exploradas mais pra frente disso.

Agora que disse, embora não tenha sido a principal inspiração, terá algo futuramente que poderá lembrar os ginásios, mas, como dito na sinopse, eu alterei totalmente a liga, desde o treinador iniciante até os... chefes dela.

Deixa eu tentar explicar isso, pelo menos como funcionou na minha cabeça. Eles eram anarquistas e só essa ideia já prejudicava muita gente do crime, que se voltavam contra eles, ocupando-os. Eles estavam bem fortes e confrontando esses caras, derrubando alguns e assim ajudando o reino nessa luta (mesmo que não fosse o principal objetivo). O Levi desanimou da anarquia após ver tantos companheiros morrerem, com uma ajudinha da conversa também nisso. Sabendo disso e pela "ajuda" que ele teve da Corroison por esse tempo, ele deixou o caso "pra lá", já que imaginou que nenhum tentará a anarquia novamente. Vamos ver se imaginou certo.

Eu não pude deixar de mandar essa referência quando tive a ideia, foi uma boa oportunidade :v

Imaginei que estivesse lendo ao te ver se ativando pelo fórum novamente, mas eu já estava "atrasado" com o cap (embora não tenha feito cronograma) e ai postei.

Até o/

@Brijudoca Hey Bri o/

É, o capítulo foi bem sombrio mesmo, acho que era dessa parte que eu tive medo, mas o resultado do feedback de vocês já me deixou bem mais tranquilo. 

Realmente mostrei pouco dela no capítulo passado, nesse talvez você consiga ver melhor como está a personalidade dela, mas sinceramente eu acho que não mudou taanta coisa -q.

Não vou desmentir nenhuma das suas teorias, hehe. Mas, por enquanto, é como eu disse ao Black: "Deixa eu tentar explicar isso, pelo menos como funcionou na minha cabeça. [...] O Levi desanimou da anarquia após ver tantos companheiros morrerem, com uma ajudinha da conversa também nisso. Sabendo disso e pela "ajuda" que ele teve da Corroison por esse tempo, ele deixou o caso "pra lá", já que imaginou que nenhum tentará a anarquia novamente. Vamos ver se imaginou certo".

É, você verá estes momentos de humor com frequência. O pior de tudo é que eu nunca planejei botar humor na fic e não planejo isso para nenhum cap, simplesmente aparece enquanto eu escrevo aheuhaeuh. A referência ao Beedle até que já tinha sido planejada, mas não para agora.

Verá um pedacinho dos poderes ilusórios dessa raposa OP agora, espero que goste.

Até mais o/

@Rush  Hey Rush o/

[Em OFF aqui, quando lembrei de entrar no Skype, gostei bastante da sua ideia pra fic de DBZ e espero ansiosamente por ela :v]

Eles realmente ficaram para trás para limpar as sobras, mas eu quis deixar o "quantas sobras" no ar, há várias variáveis do que pode ter acontecido lá.

O "Ele" ainda não aparecerá tão cedo ainda (na verdade depende do quanto você acha que é cedo), mas será realmente bem marcante. O tenso sobre esse cara é que, na primeira versão do capítulo, eu tinha dito o nome dele. Ai reescrevi e não encaixei isso, acabou que ele ficou bem mais misterioso do que devia, mas ficou legal auhsiheuhsahsuhs.

Nisso eu realmente pequei, mas não por ter deixado passar. Eu precisava desse timeskip, ou a estória andaria muito devagar e monótona. E ai eu pensei que "eles passaram 3 anos em meio a um ambiente de confronto, acho que é muito 'xp' para evoluírem". E também ficaria estranho, para mim pelo menos, não evoluir nesses 3 anos e evoluir mais tarde. Fora isso, na ideia inicial a Sakka era uma Zoroark, então eu "engoli" fácil demais isso e acabei realmente deixando passar qualquer coisa mais que "ela evoluiu", desculpem o desperdício -q (mas também está ligado aos pontos anteriores).

Cara, as batalhas detalhadas tão demorando mesmo hein auhehaueuh. Mas eu não quero botar um Youngster aqui no meio só para ter alguma batalha sem um real significado, então, vamos ver como vai indo. É bem provável que eu acabe concentrando nisso em alguns capítulos até.

Esse trocadilho de história de pescador foi a primeira coisa que eu pensei ao imaginar a cena uheahueuh. Vou confessar aqui que não estava nos meus planos, mas você pedir para eu retratá-la no ambiente escolar me deu uma boa ideia, vamos ver como eu desenvolvo ela. Só não irei confirmar porque, até eu postar o capítulo, não há nada certo sobre ele. O capítulo cinco era inicialmente quilômetros mais adiantado, mas eu perderia muita coisa se fizesse como era, portanto, nada do "5.2" tem a ver com o "5.1".

Bom, até a próxima o/

@-Ice Hey Ice o/

Sobre a música, ela não era a abertura, era apenas um tema de uma cena, que coincidentemente foi a inicial. Eu queria algo calmo para aquela parte, pois algo agitado iria ficar bem wtf com a cena mais "dark", para mim.

Se foi impressão ou não, nem eu sei. Eu até viajei antes de postar na pré-visualização, que ele parecia maior indo de baixo pra cima do que o contrário '-'. Eu faço as respostas no word, antes do capítulo, então na maioria das vezes não sei quantas palavras deram. Esse aqui eu lembro que foi pouco mais de 3k.

Realmente ficou seco, como eu disse pro Rush, "nisso eu realmente pequei, mas não por ter deixado passar. Eu precisava desse timeskip, ou a estória andaria muito devagar e monótona. E ai eu pensei que "eles passaram 3 anos em meio a um ambiente de confronto, acho que é muito 'xp' para evoluírem". E também ficaria estranho, para mim pelo menos, não evoluir nesses 3 anos e evoluir mais tarde. Fora isso, na ideia inicial a Sakka era uma Zoroark, então eu "engoli" fácil demais isso e acabei realmente deixando passar qualquer coisa mais que "ela evoluiu", desculpem o desperdício -q (mas também está ligado aos pontos anteriores)".

Saber o Pokémon não era muito importante, por isso eu deixei bem vago propositalmente, mas talvez o Mega-Heracross seja o único dos 800 e tantos que tenha esses troços nos braços -q.

Bom, eu também não vou desmentir o que você disse, mas, como dito ao Black e ao Brijudoca:
"Deixa eu tentar explicar isso, pelo menos como funcionou na minha cabeça. [...] O Levi desanimou da anarquia após ver tantos companheiros morrerem, com uma ajudinha da conversa também nisso".

Até o/



Capítulo 05 - Ilusão Perfeita

As árvores eram enormes, como na maioria das florestas de Kunishima. Gigantescos e grossos troncos centenários de madeira bruta erguiam-se ao céu, forrando o lugar com um telhado de folhas, que deixavam apenas alguns raios de luz solitários atravessarem e atingirem o solo, dando certa iluminação para o lugar.
 
Um pequeno Caterpie rastejava na terra por entre a grama e as folhas caídas, procurando faminto por comida. Avistou uma Berry suculenta no chão, sobre um amontoado de folhas, sendo iluminada por uma clareira que escapava por entre as folhas das árvores como uma espécie de holofote natural. Ela estava levemente amassada, mas não parecia nem um pouco descartável, ainda mais com a fome que a minhoquinha verde estava sentindo. Feliz, começou a se arrastar para finalmente comer.
 
Contudo, a poucos centímetros do seu alvo,“pisou” em falso de alguma forma entre as folhas e escorregou para um pequeno buraco que havia abaixo, fechando os olhos pelo susto durante a curta queda. Colidiu com o fundo dele, mas sem ter danos consideráveis. Ele abriu os olhos e olhou para cima, conseguia ver ainda algumas folhas, onde provavelmente estava a fruta, logo acima delas. Sua visão estava limitada, mas ele ouviu um grito de “Finalmente!” vindo de fora do buraco. Ouviu também algumas folhas sendo quebradas por passos e começou a se encolher a notar que estavam cada vez mais próximos.
 
As folhas que cobriam o buraco simplesmente sumiram, junto com a Berry, deixando-o desapontado. Sem elas atrapalhando o campo de visão, uma garota de cabelos prateados surgiu nele, fazendo a pobre minhoca assustada encolher ainda mais. Ela pôs a mão lá e retirou o bichinho de dentro, segurando-o gentilmente com a palma das mãos unidas, em frente ao rosto.
 
─ Desculpa por isso ─ Sophie sorriu simpaticamente, tentando tranquiliza-lo um pouco.
 
Funcionou por alguns segundos, até ele olhar sobre o ombro da garota e ver uma raposa negra e bípede, finalmente desmaiando de susto.
 
[...]
                                                                                 
O Caterpie acordou após alguns minutos. Sophie estava encostada em uma árvore, com um caderno em mãos e a minhoca no colo. Ao seu lado direito, Sakka estava deitada na grama fofa e viu o pequenino acordar, encarando-o com um sorriso assustador com exatamente esta intenção. Ele se jogou contra a barriga da menina, fazendo-a notar que ele estava acordado e que sua raposa estava aprontando.
 
─ Sakka, para! Ta assustando ele. ─ Sophie largou o caderno ao seu lado e segurou a minhoca com um braço, enrolando-a em forma de proteção, enquanto mostrava a palma aberta da outra mão para afastar a raposa.
Isso só funciona na “Dora, a Aventureira”.
 
A garota não se moveu, apenas franziu o cenho.
 
Ta bom, ta bom... ─ A raposa suspirou, se rendendo ─ Relaxa ai carinha, insetos não parecem gostosos pra mim.
 
Sophie voltou para a sua posição inicial, com as pernas esticadas e pôs cuidadosamente o Caterpie novamente em seu colo, que já estava bem mais tranquilo. Ela virou-se para a esquerda, onde estava a sua bolsa marrom. Abriu e revirou por poucos segundos lá dentro, retirando uma Berry idêntica a qual a minhoca tinha encontrado mais cedo. Sophie entregou a fruta para ele com o mesmo sorriso simpático de antes e ele começou a comer alegremente.
 
A garota pegou novamente seu caderno, observando suas anotações, também feliz por finalmente ter dado certo após tantas tentativas. Algumas considerações estavam escritas em forma de tópicos.
 

Armadilha: Folhas sobre buraco
Isca: Berry
Alvo Capturado: Caterpie medroso (e fofo)
 

  • Isca oculta, sem destaque. Solução: Local iluminado.
  • Cheiro de mim e da Sakka afastando por medo. Solução: Ficar alguns metros de distância, mas com boa visibilidade da armadilha.
  • Desconfiança demais da perfeição excessiva da Berry. Solução: amassos para fingir que ela tinha caído de uma árvore, mas não o suficiente para parecer estragada.
  • Falta de cheiro da isca. Solução (ou quase): Berry naturalmente com cheiro discreto.

 
Sophie encarou bem para a sua quase solução. Sakka ainda não conseguia reproduzir odores, pois suas ilusões sempre foram somente visuais. Nem mesmo tinha certeza se algum dia iria conseguir. Na cidade, contra bandidos, raramente suas ilusões precisavam disso, mas alguns Pokémon tem alguns sentidos mais apurados do que os humanos. O Caterpie estava faminto e por isso não parou para sentir este detalhe, mas alguns antes dele conseguiram escapar da armadilha por isso.
 
Ela suspirou e virou a página. No verso da anterior havia dois desenhos: um rascunho do que seria a armadilha, com um buraco a alguns metros de uma árvore desenhados com grafite e a isca e as folhas ao seu redor desenhado em vermelho, indicando a ilusão. Mais abaixo, um desenho detalhado da isca, com grafite em tons de cinza, para que pudesse estudar sombra e luz na ilusão, para que o feixe de luz que destacava não tirasse a aparência realística. Criar ilusões é como desenhar na realidade, foi o que Sakka havia dito há muito, quando a garotinha tinha lhe pedido para descrever, curiosa.
 
Seus olhos passaram para a próxima página, em branco. Sophie observou a natureza ao seu redor, em busca de uma nova armadilha para treinar. Quase todos os dias ela ia para a floresta ou algum outro lugar que não causasse problemas para aperfeiçoar livremente as ilusões de Sakka. Viu as folhas das grandes árvores balançando e alguns Pidgeys acomodados nelas e isso lhe deu uma ideia. Retirou uma caneta do bolso e escreveu como título “Armadilha: Galho Falso”. Ela viu o Caterpie dormindo em seu colo, após ter terminado a sua fruta, dando a garota outra ideia. “Isca: Caterpie de mentira”. Fechou o caderno e guardou em sua bolsa, colocando-a do ombro até a cintura com a alça transversal. Pegou a minhoca sem acordá-la, com os braços entrelaçados.
 
Ela andou a procura de uma árvore não muito alta. Haviam muitas folhas e galhos secos no chão, seus passos barulhentos alertavam os Pokémon de que havia algo ou alguém ali. Uns curiosos apareciam, outros medrosos fugiam, mas nenhum causava problemas. Foi razoavelmente difícil em meio a tantas plantas centenárias, mas finalmente encontrou uma.
 
─ Vai ser ali ─ ela apontou para um galho mais externo da planta, que ficava exposto por isso. ─ Tem certeza que ficar aqui não vai atrapalhar?
 
Elas estavam a poucos metros da árvore, sem qualquer tipo de disfarce.
 
Esses passarinhos são descuidados e acham que não precisam se preocupar com chão por conseguirem voar.
─ Tudo bem, então podemos começar?
Só preciso de uma coisa antes ─ Sakka sorriu maliciosamente, observando o Caterpie ─ saber como um Caterpie se comportaria ao ver um predador.
─ Sakka! ─ Sophie gritou nervosa com sua raposa, acordando o bicho em seus braços ─ você já fez isso com ele mais cedo.
Ah, é verdade, né?
 
Sakka fingiu que tinha esquecido. Para alguém tão acostumada a iludir, ela não conseguiu disfarçar muito bem o desapontamento por perder uma oportunidade de assustar a minhoca. Sophie pôs a criaturinha inocente no chão e retirou uma esfera vermelha e branca do bolso, mostrando-a.
 
─ Você... se importa de entrar aqui? ─ apontou a esfera para o Caterpie.
 
Não queria que ele visse um Pokémon falso da mesma espécie em apuros apenas para ficar assustado, mas talvez Sakka gostasse da ideia. A minhoca confiou e assentiu, então Sophie tocou a esfera gentilmente na testa dela. A esfera transformou o Caterpie em uma luz vermelha e o absorveu. Moveu-se um pouco na mão da garota, mas, por fim, parou, sinalizando a captura.
 
Vamos começar então.
 
Sakka fixou o olhar no galho. Ele cresceu cerca de o dobro do tamanho e uma minhoca verde surgiu repentinamente no final, comendo algumas folhinhas. Uma desvantagem estranha da maioria dos Pokémon aos humanos é que a maioria não chegava a desconfiar de coisas óbvias, como uma Berry destacada por uma luz como holofote ou um Caterpie dando sopa em um galho completamente exposto por poucas folhas em uma árvore cheia delas.
 
A dupla sentou-se e esperou. Sophie acariciou o “cabelo” da raposa, que adorava isso, e aproveitou para acomodar sua cabeça no ombro de Sakka.
 
─ Que raposinha ciumenta você é, hein? ─ A garota deu uma risada discreta. ─ Você é fofa também.
 
Sakka ficou com vergonha e olhou para o lado oposto ao da treinadora por alguns segundos. Aquilo atrapalhou um pouco a sua concentração e a ilusão falhou em um tempo equivalente a um piscar de olhos, nada que atrapalhasse muito gravemente. Sophie sabia que, talvez sem perceber, a raposa tentava assustar o pobre Caterpie por notar que sua treinadora estava sendo muito carinhosa com ele. Apesar de incrivelmente inteligente, ainda tinha seu lado muito instintivo de Pokémon. Sophie até escreveu “e fofo” propositalmente no caderno para provocá-la.
 
O vento balançava as folhas das árvores e trazia o aroma de flores, frutas e grama. Alguns Pokémon passavam perto, por terra, mas não se aproximavam. Zoroark era uma espécie estranha demais ali para que algum se arriscasse a atacar sem sentido. Elas passaram muitos minutos, ou talvez horas, aguardando. O Caterpie falso apenas mastigava a sua folha, em um loop que até Sophie já havia identificado. As duas já estavam cansadas de esperar e a raposa estava sendo desgastada pela sua concentração na ilusão.
 
─ Eh... não acha que se algum predador estiver vendo essa cena pacientemente todo esse tempo...
 
Sakka entendeu sem a necessidade de terminar a frase. Os predadores talvez notassem que nenhum Caterpie passaria tanto tempo comendo uma única folha. Sophie retirou o caderno e a caneta da bolsa e passou a anotar na folha de antes.
 

Armadilha: Galho Falso
Isca: Caterpie de mentira
 
 

  • Saber como a isca agiria na situação. Solução: possíveis testes previamente feitos para satisfazer os ciúmes da Sakka.
  • Muito tempo esperando. Solução: Esperar

 
Problemas a ver: Loop de ações da isca, Resistência e lembrar-se de não atrapalhar a concentração da Sakka (mas ciumenta ela é).
 
 
─ Mostro mais tarde, pra não atrapalhar de novo.
 
A raposa apenas semicerrou os olhos imaginando o que ela tinha escrito, assim não atrapalhando a ilusão por não desviar o olhar. Sophie já estava bem cansada, inclusive de ver a mesma cena como um gif.
 
─ Você já está muito cansada. Quer tentar em um lugar com mais Pokémon?
 
Sakka assentiu com a cabeça. Para não sumir repentinamente como as outras ilusões, a minhoca parou de mastigar sua folha eterna e passou a andar pelo galho em direção ao interior da árvore. Então, um Pidgey saiu voando velozmente de outra árvore, com o bico apontado para a minhoca, que encolheu assustada. Porém, quando o pássaro devia acertá-la perfurando-a, ela simplesmente desapareceu, junto com parte do galho. O Pidgey passou direto e por pouco não colidiu com o chão, ganhando altitude novamente e fugindo confuso. Não apenas ele, mas a dupla também ficou confusa.
 
Ele estava apenas... esperando o Caterpie terminar de comer esse tempo todo?
─ Acho que a gente superestimou os predadores de um Caterpie. ─ Sophie coçou a nuca.
 
Ela então pegou novamente o caderno e anotou na linha extra que havia deixado em seu caderno: “Alvo Capturado: Pidgey muito paciente”.
 
─ Acho que está de bom tamanho por hoje. ─ suspirou, tentando exalar seu cansaço. Retirou a Pokeball de Sakka do bolso e apontou para ela ─ Descanse.
Ainda quero ver o caderno. ─ A raposa cruzou os braços.
 
Ignorando, a Pokeball a absorveu. Sophie guardou e começou a andar de volta para a cidade. Ela não estava tão adentro assim da floresta, então não demoraria muito. Era vizinha a Defair e nem mesmo tinha um nome, talvez não fosse consideravelmente grande para isso, mas era tão densa que a maioria das pessoas não pisava ali. E também não tinha a necessidade, não ficava em qualquer rota para qualquer outra cidade, era apenas uma floresta sem saída.
 
Após cerca de cinco minutos andando, parou um pouco para beber água. Retirou uma garrafa de sua bolsa e hidratou-se com alguns goles, devolvendo-a novamente a bolsa. Quando já iria começar a andar novamente, ouviu um grito feminino, que lhe deu um arrepio na espinha por ter reconhecido a voz. Ela correu desenfreada em direção ao som e em poucos minutos encontrou a origem.
 
Sentada no chão com as pernas em “M” estava uma menina da idade de Sophie. Ela tinha sardas no rosto e um cabelo azul como o céu, ou talvez ainda mais claro, amarrado em um penteado que formava um “rabo-de-cavalo” lateral e duas mechas de cabelo que contornavam o rosto. Seus olhos de mesma cor estavam arregalados e a boca de lábios finos entreaberta, espantada. Vestia um uniforme escolar sujo de terra e tremia todo o corpo.
 
─ Kathie! ─ Sophie gritou o nome ao vê-la.
 
A menina de cabelos prateados sentou-se em frente à colega e pôs a mão em seus ombros.
 
─ S-Sophie... ─ Kathie disse com a voz trêmula, pausando antes de conseguir dizer o resto da frase  ─ levaram o Shink!
 
Ela se jogou em Sophie, abraçando-a e chorando desesperada. A amiga passou a mão em sua cabeça para tentar consolá-la, enquanto procurava uma Pokeball no bolso com a outra mão, com uma leve dificuldade pelo abraço da outra menina. Encontrou e lançou ao seu lado. Nagai saiu, fazendo um círculo de forma defensiva ao redor das duas meninas e colocando a cabeça sobre o ombro da treinadora. Ele costumava tomar uma pose defensiva ao sair da Pokeball como precaução para o que seria lhe solicitado.
 
─ Capture qualquer humano por perto. ─ Ordenou ao Pokémon. ─  Kathie, pra que lado?
 
Kathie apontou para as costas da amiga. A cobra obedeceu e entrou em meio a alguns arbustos, até que não fosse mais possível ver seu longo corpo. Sophie passou a mão no rosto dela para limpar algumas lágrimas e beijou o rosto dela, para tentar acalmá-la. A tremedeira diminuiu após isso, mas ela ainda não queria soltá-la, e Sophie também não se importava com isso.
 
─ O Nagai não vai voltar se for muito longe? ─ Kathie questionou, entendendo como as Pokeball funcionavam.
─ Você acha que ele vai tão longe? ─ Sophie sorriu. ─ eu só me esqueci de dizer pra deixar vivo, mas acho que ele entendeu.
─ Assustadora. ─ A amiga sorriu de volta, limpando o resto das lagrimas e finalmente desfazendo o abraço.
 
[...]
 
Nagai rastejava velozmente pelo chão, desviando de árvores e grandes pedras com o seu corpo em ziguezague. Colocava a língua para fora para rastrear qualquer odor da floresta e encontrar algum provavelmente humano. E ele encontrou, algo estava se movendo. Rápido demais para um Caterpie, no solo para um Pidgey, movendo-se para um Metapod, mas a Cobra certamente era mais rápida. O estranho era que estava indo em média a trinta graus para a direita, o que faria ele se mover em círculos se continuasse.
 
A cobra ajustou a rota para o desvio do alvo. Quanto mais rastejava, mais o cheiro se aproximava, gradativamente com maior frequência. Talvez tivesse parado, ou apenas perdendo velocidade. Mais forte. Nagai sabia que ele estaria logo após o próximo arbusto. Mergulhou no vegetal e encontrou um homem do outro lado. Sem dar tempo de reação, enrolou o seu corpo nos pés do humano, que caiu violentamente pela inércia. A cobra subiu das pernas até o peito do homem deitado e usou seu peso para imobilizá-lo. Encarou olho no olho e usou seu Glare, para diminuir a resistência física.
 
[...]
 
─ Então, o que estava fazendo aqui, senhorita Katherine? ─ Sophie perguntou, utilizando ironicamente o nome em vez do apelido enquanto caminhavam.
─ Não sei como conseguiu, mas você esqueceu sua mochila na escola ─ ela lançou um olhar de confusão, tentando descobrir como a amiga conseguia ─ pela terceira vez esse mês.
─ Hoje é dia sete né? ─ Sophie pôs o dedo indicador nos lábios, mania que tinha ao tentar lembrar-se de algo.
─ Seis. ─ Katherine semicerrou os olhos ─ eu fui lá na casa da senhorita Sophiana, mas a Betty disse que você ainda não tinha chegado e estava na floresta, ai eu vim atrás de você.
─ Meu nome não é Sophiana. ─ Foi a vez dela semicerrar os olhos.
─ É que o seu já parece um apelido. ─ ela sorriu com deboche.
Basicamente a culpa é sua e do Pidgey.
 
Sakka vinha atrás delas, procurando com seu faro Nagai e seu alvo e colocando-se na conversa.
 
─ Pidgey? ─ Katherine perguntou, confusa.
─ Você também não lembrou. ─ a treinadora espelhou a culpa com o olhar.
A responsabilidade é sua. ─ Sorriu ao utilizar o argumento incontestável para quando ela também não lembrava, pela terceira vez este mês. Às vezes era vantajoso para Sakka ser um Pokémon.
 
Sophie continuou a caminhar calada, ainda não tinha um contra-argumento contra esse. Sakka localizou o cheiro, não muito distante de onde elas já estavam após a caminhada. Katherine tremeu de raiva ao ver o homem abaixo de Nagai e cerrou os punhos, enquanto a companheira se aproximava tranquilamente dele.
 
─ Onde está? ─ Perguntou com frieza no olhar.
─ Tire esta coisa de cima de mim! ─ o homem protestou.
─ Não quero ter que esmagar você com um abraço dessa “coisa” ─ sinalizou as aspas com um gesto.
 
Ele olhou nos olhos dela, que não expressavam nada, apenas aguardava a resposta pacientemente. Levantou o braço com dificuldade e indicou com o dedo indicador para o arbusto de onde Nagai havia saído. O homem havia parado para esconder quando foi atacado. Antes que Sophie girasse, Katherine já havia pulado no arbusto e encontrado um saco com algumas Pokeball.
 
─ Ele roubou mais gente... ─ a garota ficou um pouco surpresa ao ver cerca de cinco Pokeballs no saco.
─ Nagai, saia de cima dele. ─ Ordenou e o Pokémon obedeceu.
 
O homem tentou levantar, mas Sophie o empurrou com a mão em seu peito contra o chão novamente, agachando-se.
 
 ─ Se eu te pegar de novo, você morre. Pode ir, a cidade fica pra lá ─ ela apontou para o leste.
─ Shink!
 
Sophie ouviu o grito de felicidade das suas costas. Ao girar, ela viu o saco largado no chão com duas Pokeballs fechadas dentro, três abertas fora, um Weedle e um Zigzagoon confusos e um Eevee sendo quase amassado por uma menina de cabelos azuis. Ao ver sua amiga tão feliz por ter seu Pokémon de volta, Sophie não pôde conter o sorriso pela felicidade contagiada.
 

 Nesse tempo, o homem capturado já tinha corrido e talvez passasse alguns dias andando em círculos dentro da floresta, com seus trinta graus de erro. Sophie retornou seus Pokémon e os de outros treinadores assaltados para as Pokéballs, pegou o saco e arrastou sua amiga que não largava seu Pokémon e começou a caminhada para a cidade.



Bom, é isso. Só esclarecendo que eu usei Quote no capítulo anterior para Flashback, mas quando for o caso de Flashback (ou alguma outra utilização especial) eu indicarei lá. Eu mostrei uns "pontos fracos" da ilusão por ai, mas nem todos eles estão no cap. Até a próxima o/

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Mensagem por Brijudoca Qua 3 Maio 2017 - 11:55

Salve slooow

Bom, acho que esse capítulo ficou bem maior que os outros mesmo, mas a leitura fluiu tão bem que eu praticamente não notei. Achei até que corajoso de sua parte fazer um capítulo como esse, que pouco moveu a história pra frente e serviu mais pra aprofundar os poderes da Sakka e sua relação com a Sophie.

O início foi, particularmente, bem escrito devo dizer. Simpatizei demais com o pobre do Caterpie caindo na armadilha e depois sendo amedrontado pela Sakka. Fiquei feliz que a Sophie o capturou no fim das contas.

Agora achei bem legal esse "treinamento" da garota com a Zoroark a fim de entender e aumentar os seus poderes ilusórios. Deu pra ver que a menina é mesmo muito inteligente, bolando as armadilhas e estudando os pontos fortes e fracos conforme a extensão dos poderes da Sakka. Também foi bem fofo ver a relação das duas, ainda mais agora que estão mais velhas.

Nossa, essa Kathie é boa amiga mesmo hein? Entrar na floresta só pra devolver uma bolsa, eu deixaria na casa dela com a Betty mesmo e show hahhah Bem foda a cena do Nagai prendendo o ladrão, inclusive o trecho meio que POV da cobra foi muito bem escrito. Agora destaque pra essa frase aqui:

"Se eu te pegar de novo, você morre."

WELL DONE SOPHIE FUCKING BADASS. Parece que o tempo com as anarquistas já deixou a menina bem ameaçadora. Até estranhei ela ter uma amiguinha de escola no fim das contas hehe

Bom, não tenho muito mais o que comentar já que não tivemos muitos acontecimentos nesse cap. então até a próxima o/
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Mensagem por Black~ Qua 3 Maio 2017 - 21:48

Bem, vamos lá.

Pra falar a verdade, eu nem achei esse capítulo grande. Você disse que esse capítulo teve mais de 3000 palavras, mas imagino que seja porque elas ficaram mais concentradas, já que você usou mais palavras na narração do que de costume, mas de todo jeito, li bem rápido e acho até que outros capítulos já foram maiores que esses (talvez esteticamente, mas enfim).

De toda forma, confesso que achei esse capítulo bem filler, porém concordo com o Brijudoca que você foi bem corajoso de ter feito um capítulo, digamos, diferentes dos outros. Mas, apesar de eu não ser dos fãs mais assíduos de fillers (e fazer um monte deles -q), eu gostei desse capítulo, porque apesar de não mostrar avanço na história, pelo menos mostrou um pouco da relação entre a Sakka e a Sophie e um pouco mais de como funcionam as ilusões da Zoroark e até chegando a mostrar uma leve falha do bicho.

Bem, no geral gostei do capítulo. Pelo menos incluiu mais uma personagem na história, essa tal de Kathie, que concordo, que é uma excelente amiga pra ir pra floresta sem nome (gostei do nome da floresta) e ainda ser roubada. Também foi legal ver mais do jeito meio "maloqueiro" da Sophie em ação. Espero pra ver quando ela sair em jornada (esse dia chegará ainda...), mas enfim. Também achei legal toda aquela cena a Sakka "virando" Berry e Caterpie, pelo menos mostrou algo diferente do que eu imaginava, já que eu pensei que apenas a própria Sakka se transformava, seja pessoa ou pokémon, mas foi legal mesmo ver isso, enfim.

Bem, só tenho isso a dizer, já que o capítulo não teve lá muitos acontecimentos.

Então é só e boa sorte com a fic.

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Mensagem por Rush Qui 4 Maio 2017 - 14:05

'Sup, Slow!

O capítulo ficou maiorzinho do que de costume, mas eu particularmente prefiro capítulos grandes. Mesmo que não tenha tido nenhuma ação "importante", achei interessante como o capítulo fluiu. Não consideraria um filler por apresentar coisas importantes para história, como a Katherine, a influência das emoções da Zoroark em relação às ilusões, o ladrãozinho e até mesmo o fato de Sophie ter capturado um Caterpie.

Achei muito bacana as armadilhas teste que a Sophie andou elaborando para testar os limites das ilusões de Sakka. Os detalhes foram muito interessantes, como as ilusões fazerem um Loop como se fosse um gif, caso mantidas, e até "chiarem" quando a Zoroark se distrai com alguma emoção, no caso o ciúmes. Os detalhes de como a Sophie aprendeu a criar uma armadilha perfeita para o Caterpie foram interessantes, já que ela se deu o trabalho de até reparar na Berry amaçada com a queda da árvore.

Falando em detalhes, a narração foi impecável. A forma em que você descreveu as passagens e os detalhes da ambientação foram incríveis.

O Caterpie em si me lembrou alguns personagens, tipo o ratinho indefeso que aparece no primeiro Rei Leão, sendo usado como o brinquedo de Scar (No caso Sakka), e até mesmo o esquilo da Era do Gelo. Não sei porque, mas personagens mudos, medrosos e que se fodem acabam me lembrando desse esquilo. Mas falando sobre cobaias para as ilusões, eu admito que eu ri do Pidgey. Sakka e Sophie estavam jurando que nenhum pidgey era ingênuo o suficiente para cair na ilusão e quando foram desfazer, o passaro aparece a milhão, exalando paciência em ficar horas esperando.

Sobre a cena posterior, eu tenho que admitir que não achei tão relevante como o teste das ilusões. Claro que a cena do Nagai perseguindo o ladrãozinho foi simplesmente brilhante. Eu amei como você retratou a perseguição no ponto de vista de uma cobra, tirando que foi muito badass por parte da Sophie mandar uma naja gigante perseguir o maluco.

De resto não tenho muito o que comentar. Fiquei contente em saber que Sophie ainda vive com seus tios adotivos monopoisons e que está na escola. Gostei da Katherine e do Eeveezin dela.

É isso meu amigo, aguardo ansiosamente o próximo capítulo.
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Mensagem por -Ice Dom 14 Maio 2017 - 13:56

Fala Slow o/

É incrível como os capítulos que mais enrolo para ler acabam sendo os mais legais -q Já aconteceu com o Rush, com o Brijudoca e agora com você.

Eeeenfim, é até meio clichê começar falando que gostei desse capítulo, mas né. Eu não o considero como um capítulo filler, foi mais como um capítulo "expositivo", que cria uma situação filler para desenvolver outras coisas como relação entre personagens e etc.

Esse capítulo era o que eu precisava para me acostumar com a Sakka como Zororark. Talvez no anterior eu não tenha curtido muito pois ela não teve todo aquele brilho de sempre, mas nesse foi mais orgânico, ver ela fazendo suas ilusões (e mostrando os pontos fracos dessas) e sentindo ciúmes da Sophie. Só achei a Zoroark meio sádica, sei lá hsaush

Eu não sei se essa Katherine vai voltar, mas talvez seja legal desenvolver a personagem e seu Eevee, já que eu, particularmente, não vi nada de especial dela, me pareceu uma estudante japonesa genérica da vida. Mesmo que cabelos azuis não sejam lá muito genéricos auheauhe

Enfim, não tem muito o que falar desse capítulo, estou aqui comentando na maior velocidade que consigo antes que você poste o outro, então um beijo, um queijo e até a próxima o/
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The Faker - Página 2 Empty Re: The Faker

Mensagem por Shiota Dom 14 Maio 2017 - 19:13

Olá c: 

Parece que os capítulos estão crescendo... esse aqui atingiu os 4k, acho que nunca escrevi um desse tamanho auhsuahs. Alguns momentos podem parecer meio fillers de novo, mas é que ele (e o anterior) é cheio de detalhes importantes que explodem bem depois. Não precisam ler como "caçadores de detalhes", sempre que acontecer eu procurarei resgatar esses detalhes para que tudo encaixe. Vou nem falar muito mais ou vocês ficarão muito atentos -q então, vamos aos:

Comentários:

@Brijudoca salve o/
 
Eu espero que esse aqui flua tão bem quanto o anterior, porque tem cerca de 1k de palavras a mais auheauhe. Então, é realmente assim, se fossemos fazer um gráfico do andamento da história esse capítulo seria reto nele, mas tem um grande peso em aprofundar e inserir personagens e trabalhar melhor o que é necessário.
 
Cara, eu amei esse Caterpie também e ele tem me ajudado pra caramba com algumas coisas.
 
A vida dela foi baseada em ser criativa e esperta, então é natural pra ela conseguir bolar essas armadilhas e exercitá-las. Ótimo que gosta da relação delas, porque é algo recorrente, não é algo simplesmente “treinador e Pokémon”.
 
Então, percebeu que a Kathie não estava com bolsa alguma? HUEAIHE, eu deixei pra explicar isso nesse cap aqui, mas ela é esse tipo de amiga mesmo. Se tivesse algo importante na bolsa, por exemplo, ela não hesitaria em fazer uma jornada pelo continente pra entregar -q
 
Essa cena do Nagai é uma das minhas preferidas, pessoalmente. Foi um momento que eu fiquei “inspirado” e super animado em escrever.
 
Sobre o estranhamento... tem algo sobre a amizade delas aqui nesse capítulo. Digamos que tem 2 motivos principais pra “ela ter uma amiguinha de escola”, um aqui e outro que vai demorar um pouquinho pra ser mostrado.
 
Até mais, Brijudoca o/
 
@Black~ Estou indo.
 
Quem sabe não seja o motivo desse aqui ter 1k a mais também? Hehe. Acho que foram parágrafos com mais palavras, então esteticamente deve ter ficado mais curto mesmo, mas o númerozinho lá do Word não mente :v
 
Essa foi bem a ideia mesmo, desacelerar o “andar pra frente” da estória para “cavar” um pouco (aprofundamento, tendeu? -q) Sério, a primeira versão do capítulo 5 era algo que pulava até esse aqui e alguns próximos, tomei vergonha na cara e freei um pouco as coisas.
 
Como eu disse, pra onde foi a mochila? Aehaeuhah. Então, eu tenho preguiça de fazer coisas figurantes (achei até aquela descrição do começo boa demais pra ser usada aqui), não me dei trabalho algum de fazer o nome por motivos maiores preguiça. Relaxa, esse capítulo aqui é um “arrumar as malas”, muito em breve ela estará saindo. Então, essas ilusões a distância existem desde o Capítulo Zero, com aquela mulher que apareceu e sumiu do nada :v.
 
Até o/
 
@Rush Hey Rush o/
 
Isso é ótimo, porque dessa vez cresceu mais um pouquinho auheahehu. Não pode ser considerado Filler, realmente, já que eu adicionei algumas coisas novas. Não é como se você pudesse pular esse capítulo sem perder alguma coisa importante, como a captura e a amiga.
 
Bom, a vida de qualquer um seria muito boa se ilusões fossem perfeitas, ainda mais quando se tem um Zoroark, não é? Quero explorar bastante as linhas do que ela pode fazer de muito útil e criativo com a ilusão, ao mesmo tempo em que o que ela não consegue.
 
Cara, agora que você falou, lembrou muito mesmo. Eu não lembrei de ninguém enquanto escrevia, mas tinha certeza que estava me baseando em algo que já tinha visto, como uma “inspiração inconsciente”, que realmente pode ter vindo desses 2 e mais alguns por ai. É como se a Berry fosse a noz do esquilinho :v.
 
A coisa mais importante da cena posterior foi a Katherine, que dava muito bem pra ser colocada de outra forma, mas tem umas coisas ali que eu só vou usar mais tarde. Fora que não pude deixar de escrever isso quando tive a ideia, em especial a própria cena do Nagai.
 
Então, até depois o/
 
@-Ice Hey Ice o/
 
Acho que estou sendo uma má influência pras pessoas -q aieuaheuaieheauieh.
 
Olha, eu disse até na sign que estava “quebrando com o meu próprio clichê aqui”, mas eu não me importo nem um pouco com esse clichê :v. É, isso faz parte do que o cap 5 foi. Faz um pouco do que é o 6 também, mas não falarei muito sobre pra evitar spoiler -q estarei falando um pouco mais sobre ele lá no final.
 
Essa foi outra parte importante desse capítulo. Eu só tinha dito que ela evoluiu e colocado brevemente ela naquela "reunião", mas agora eu pude mostrar melhor dela. Ela foi sádica com o Caterpie sim, mas não é como algo que define a Sakka, foi mais como um "vou zoá-lo pelo medo que ele tem" e resultado do ciúme dela.
 
Bom, tem algo bem especial nela nesse capítulo aqui e outro mais pra lá, com relação sobre “os dois motivos para a amizade” que eu disse pro Brijudoca. Espero que a personagem fique mais interessante depois dessa -q.
 
Até mais o/



Capítulo 06 - A pequena Katherine
 
Já estava no fim da tarde, muitos estavam a caminho de volta para casa, assim como Sophie, Katherine e seus Pokémon. Eles já haviam saído da floresta fazia alguns minutos e estavam a apenas algumas ruas para chegar até a loja de discos, tinham demorado um pouco mais para ir até o centro Pokémon da cidade devolver o saco de Pokémon roubados, que ficaria responsável de chamar os donos de cada um.
 
Um carro com traseira aberta passou com o que sobrou da feira do dia, Sophie observava como a cada dia aparentemente menos daqueles carros ela via. Algumas pessoas ficavam na porta de casa, conversando com os vizinhos, vez ou outra algum acenava ou sorria para as meninas, que retribuíam os gestos.  Shink estava no cabelo de Sakka, mergulhando e aparecendo repetidas vezes em lugares diferentes, distraindo os dois.
 
─ Kathie... ─ Sophie perguntou, sem precisar olhar para trás ─ onde ta a minha mochila?
─ Na sua casa, ué. ─ Katherine demonstrou confusão no olhar, achando que a resposta era óbvia.
─ Então o que você foi fazer na floresta mesmo?
─ Te procurar, ué. ─ a garota continuava com o mesmo olhar, achando que aquela era outra resposta óbvia.
─ Estava preocupada comigo? ─ Sophie levantou uma sobrancelha, girou nos calcanhares e passou a andar de costas, ficando frente a frente com a amiga.
─ Sim, ué.
 
Sophie sorriu de canto tentando segurar um riso, não conseguindo, mas ao menos sendo um pouco discreta.
 
─ Que foi? ─ Katherine não conseguia entender nada do que a amiga estava pensando.
─ Eu sozinha numa floresta é mais seguro do que você me procurando, sua sem noção. ─ continuava a rir enquanto dizia ─ está me subestimando ultimamente é? ─ Ela girou novamente para olhar para frente, a fim de não bater com ninguém ou algum poste.
 
A garota confusa finalmente conseguiu entender o que a outra queria dizer. Ela cruzou bruscamente os braços, olhou para o outro lado da rua com o cenho franzido e corou, deixando o rosto bem rosado.
 
─ Não é isso...
 
Achando que a havia sido interpretada errado e ofendido, Katherine tentou se explicar, mas não conseguiu terminar sua frase antes de sentir um peso no pescoço e notar que era a menina de cabelo prateado que estava agarrada em seu pescoço e puxando sua bochecha.
 
─ Obrigada, Kathie. ─ agradeceu com um sorriso amigável ─ Você só devia se preocupar um pouco mais com você mesma sabe? Se eu tivesse demorado mais... ─ Seus olhos se estreitaram, imaginando com tristeza o desespero em perder Shink para sempre ou se acontecesse algo ainda pior com sua amiga.
 
Katherine concordou com a cabeça e tocou no braço em seu pescoço, que a soltou logo em seguida. Sophie notou como ela estava bem mais super protetora ultimamente e conseguia imaginar muito bem o motivo. O ano estava acabando; e o caminho também.
 
Antes de entrar, retornaram Sakka e Shink para as pokeballs de cada um. Sophie girou maçaneta e abriu a porta. Imediatamente viram Betty no balcão, com uma mão apoiando a cabeça e seu olhar entediado encarando os discos e um rapaz moreno que estava olhando alguns, decidindo o que comprar. Ao ouvir a porta se abrindo, ela moveu apenas o olho para a direção do som e viu as duas garotas. Uma suja, com cheiro de terra e grama que havia passado a tarde toda numa floresta e a outra que, além de suja, tinha rasgos no uniforme e alguns ferimentos leves. As duas foram até o balcão.
 
─ Onde as duas estavam mesmo? ─ A mais velha riu ─ não me lembro de estarmos em guerra, foram rolar na lama?
 
Sem entender direito, as duas meninas olharam para si mesmas. Sophie estava completamente suja, nada demais, mas olhando a amiga dos pés a cabeça, perdeu a conta dos rasgos e ferimentos e se sentiu culpada por isso. Katherine deu de ombros e sorriu desajeitada.
 
─ Porque deixou a Kathie ir atrás de mim? ─ Sophie disse, olhando fixamente para Betty.
─ Não conhece sua amiga? ─ Betty revirou os olhos ─ Imagine.
 

Flashback
 
Katherine havia chegado à loja, com uma mochila que não era a dela nas costas e Shink nos braços. Betty suspirou, imaginando que Sophie havia esquecido novamente a mochila.
 
─ É, ela esqueceu. ─ A menina riu, entregando a mochila para a mulher ─ Sophie ta ai?
─ Não... ─ a mulher olhou para um relógio na parede ─ Já está demorando um pouco pra voltar, na verdade...
─ Que? ─ Katherine arregalou os olhos, preocupada ─ Acha que...
─ Não precisa se preocupar ─ Betty tentou acalmá-la para que não fizesse nenhuma besteira ─ ela deve só estar treinando mais um pouco hoje.
─ É assim que acontece nos filmes! ─ berrou e começou a correr, largando o Eevee em seus braços para que ele corresse também.
 
Antes que Betty pudesse dizer algo, ela já estava do lado de fora, fazendo a mulher bater a palma da mão na testa pela reação.
 
─ Imagino... ─ Sophie encarou a amiga, que sorriu amarelo ─ Venha, precisamos dar um jeito nesses seus arranhões.
 
Puxou Katherine pelo braço, que se assustou um pouco ao ser puxada repentinamente e quase caindo, mas retomou a postura e seguiu para dentro da casa.
 
─ Eu te levo pra sua casa daqui a pouco! ─ Betty girou na direção delas e aumentou o tom de voz para que ouvissem.
─ Tudo bem! ─ Katherine acenou, sem poder dizer muita coisa por ainda ser puxada.
 
Ao virar-se novamente, a balconista deu de cara com o homem de cabelos negros com um CD na mão, encarando-a com um olhar vazio.
 
─ Eu queria esse... ─ disse com calma excessiva, tanto que não aparentasse vontade de viver alguma.
 
Ela viu a escolha, com a imagem de um álbum de “Evanescence” na capa. Bom gosto. O homem pagou e saiu da loja.
 
[...]
 
Duas meninas estavam sentadas numa cama coberta por uma colcha preta. Com um pedaço de algodão, Sophie estava passando um remédio nos arranhões da amiga. Vez ou outra Katherine reclamava que estava ardendo, sendo ignorada. Depois, colocou alguns Band Aid em alguns um pouco mais sérios.
 
─ Prontinho! ─ Sophie sorriu ao colocar o último.
─ Já está na hora. ─ Betty bateu na porta, do lado de fora.
─ Já vou! ─ concordou Katherine.
 
As amigas se despediram com um abraço e a menina de cabelo azul foi até a porta, mas parou para dizer algo enquanto estava prestes a abri-la.
 
─ Lembre que amanhã tem prova, senhorita Sophiana.
─ Quem disse que eu esqueci, dona Katherine?
 
Elas sorriram. Quando Katherine saiu, Sophie notou a mochila jogada ao lado da cama e suspirou.
 
─ Desgraça, tinha esquecido isso... enfim, podem sair.
 
Dois feixes de luz vermelha saíram dos bolsos dela e materializaram Sakka e Nagai, ao lado da cama. Faltava um. Sophie retirou as duas esferas abertas e deixou a sua frente, segurando a única fechada em frente ao rosto, encarando-a. Ainda não está tão acostumado a ponto de ver ou ouvir as coisas daí, hein? Pensou e jogou a pokeball para cima, caindo a alguns centímetros dela, ainda sobre a cama. Caterpie saiu, vendo uma cobra de uns três metros de comprimento e uma raposa já conhecida lhe encarando e correu para as pernas de Sophie, que estavam cruzadas em X. A raposa continuou no mesmo lugar, encarando-o para assustá-lo, enquanto a cobra se arrastava até um tapete preto em frente à cama para cochilar um pouco.
 
─ Acho que devia te dar um nome... mas ela vai pensar em um melhor. ─ A garota acariciou a cabeça dele, sorrindo de canto.
Não se esqueça do que lembrou há menos de cinco minutos. ─ Sakka estava com os olhos semicerrados vendo a garota fazer o carinho.
─ Claro, claro, como esqueceria? ─ Disse Sophie, lembrando novamente e indo pegar a mochila antes que esquecesse de novo.
Você consegue.
─ Você só lembrou pra me fazer parar de acariciar ele. ─ Disse, rindo.
─ Claro que não. ─ A raposa negou, olhando para um canto aleatório para evitar contato visual.
─ Olha só... ─ Sophie abriu um sorriso largo, aproveitando a oportunidade para provocar seu Pokémon ─ a Illusion Fox deixando tão clara uma mentira? Acho que precisamos treinar mais.
Já esqueceu de novo... ─ Sakka voltou a olhar para a treinadora, com o mesmo sorriso e mesma intenção.
─ Hã? O que? Ah, é... ─ ela coçou a nuca e sorriu amarelo.
 
Sophie pegou imediatamente seu livro de biologia e abriu na página que tinha parado pela última vez: havia uma imagem de um Swaddle em chamas, com uma seta para um Swadloon, de onde partia outra para um Leavanny. As chamas eram tão realistas, que parecia que na verdade era seu livro que estava queimando, até ela notar que realmente era o livro. A menina jogou para longe, assustada, e olhou para onde devia estar Sakka, mas em seu lugar estava... um Leavanny em chamas. Uma veia saltou da testa da garota.
 
Olá ele sorriu e acenou com o braço esquerdo eu sou um inseto de planta que pega fogo e...
 
O Pokémon não conseguiu terminar de falar, pois Sophie pulou nele e o fez se transformar ─ ou destransformar ─ em uma raposa negra dando muitas gargalhadas. Enquanto discutiam, Caterpie protestava tentando fazê-las parar, preocupado, e Nagai apenas revirou os olhos ao ver a cena e foi buscar o livro jogado, notando que agora as duas já tinham esquecido.
 
[...]
 
Sophie estava com o uniforme escolar e a mochila nas costas, saindo de um prédio. As paredes eram brancas e o telhado laranja. Tinha apenas um andar, mas largo horizontalmente, por isso precisando fazer uma “curva” e deixando-o em forma de “L”. Possuía janelas de vidro, com três para cada sala. Havia algumas plantas contornando toda a frente como decoração e um portão de madeira aberto que, após algumas escadas, daria em um pátio de terra, onde uma menina de cabelo azul acenava.
 
Katherine correu até a amiga e as duas saíram juntas, comentando sobre a prova enquanto andavam. Elas foram até uma praça, onde estava a fonte de Gyarados ─ exatamente onde sentaram, na borda dela.
 
─ É hoje, não é? ─ Katherine perguntou, já sabendo da resposta.
─ É... ─ Sophie olhou para o céu azul, por falta de um lugar para olhar ─ vou sair daqui para você-sabe-o-que.
 
Elas ficaram sem falar nada por alguns segundos e passaram a olhar uma nos olhos da outra.
 
─ É por isso que estava tão super protetora comigo ultimamente, né? ─ Sophie sorriu, enquanto coçava a nuca por lembrar-se das confusões que se metia.
 
A amiga não conseguiu dar uma resposta imediata, apenas tremeu um pouco até conseguir formar uma frase e deitar a cabeça no ombro da outra.
 
─ Preocupada porque... você sabe, é muito... perigoso...
─ Se é só isso... ─ Sophie encostou a cabeça na outra ─ eu prometo que vou voltar, mas... pra ser sincera só posso quando terminar pra não te envolver.
─ Só fique viva... por favor. ─ Katherine começou a formar lágrimas no rosto, mas limpou antes mesmo de deixar alguma cair.
─ Kathie, não me subestime ─ Sophie sussurrou ─ eu matei até aquele... você lembra, né?
 
Ela tocou em um assunto delicado entre as duas e raramente mencionado. Elas eram bem íntimas e Sophie provavelmente era a única que tinha o direito de tocar nisso.
 


Flashback
 
Uma criança de uns dez anos estava sentada no chão, chorando muito. Nos braços, estava a cabeça de um homem caído, deixando seu sangue sair de seu corpo, sem reclamar. Ele molhava toda a cerâmica do chão ao redor. Estava entre a cozinha e a sala de sua casa, com todas as luzes apagadas. A sua frente, outro homem, sorrindo. Nunca mais aquela criança esqueceria aquele rosto sorridente encarando-a, com um cabelo castanho jogado para trás e olhos negros. Como aquilo foi acontecer? Para alguém conseguir sorrir vendo uma cena dessas, a menina imaginou que ele não teria problemas em eliminá-la por ser testemunha. Ela apenas apertou mais a cabeça do homem inanimado contra o peito, abraçando-o forte. Suas lágrimas estavam acabando. O homem em pé desfez o sorriso e sentou sobre os tornozelos.
 
─ Precisa de tempo para rezar?
 
Ela estava sem fala. Apenas franziu o cenho, encarando-o com o mais puro ódio que já sentiu em toda a sua vida, que seria encerrada ali em pouco mais de uma década após seu nascimento.
 
Você também precisa?
 
O homem arregalou os olhos, deixando a garota confusa. Ele se levantou, movendo apenas os olhos para todos os lugares daquela casa, procurando a voz.
 
Você sabe onde eu estou.
 
Ele sabia. A voz estava em sua mente, mas ele estava informado. A Team Corroison estava grande o suficiente para ele ter ouvido falar sobre ela, então ele estava procurando o emissor da voz.
 
Já posso ter tirado ela daí, mas se estiver a fim de testar, atire nela e morrerá segundos depois.
 
Não podia. Com a criança ali ou não, ele ficaria vulnerável ao ataque até poder dar um segundo disparo. Mesmo assim, tirou sua pistola do bolso e carregou.
 
Olhe para trás.
 
Não obedeceu. Poderia estar ali, ou bem na sua frente, qualquer movimento o deixaria encurralado. Sabia que a parte principal da famosa voz não era a telepatia, era a ilusão. Ele tremia um pouco, nervoso, deixando a garota a sua frente ainda mais confusa. Ela não ouvia nada.
 
Esperto.
─ Muito esperto.
 
Ele ouviu outra voz, das suas costas. Uma feminina e infantil. Agora, a menina de cabelo azul também estava assustada e com os olhos arregalados com a chegada de um par de olhos lilás brilhando no escuro, enquanto se aproximava, mostrando também seu rosto e seus cabelos brancos.
 
Você não consegue localizar a minha voz.
─ Mas consegue localizar a minha.
E se estivermos juntas?
─ Ou se ela for essa criança na sua frente.
Ou este corpo caído, prestes a te acertar pelas costas quando você virar?
─ E se eu estiver apontando uma arma pra sua cabeça agora?
 
Largue o corpo, foi o que a menina ouviu em sua mente. Ela estava confusa, com medo, imaginou que o homem que havia lhe dito e ela não tinham percebido. Simplesmente obedeceu, soltando o cadáver tão querido. O homem prestou atenção no movimento dela e lançou uma Pokeball em suas costas, que liberou um Magmar.
 
─ Yogan, bata palmas para cada um que você ta vendo. ─ ordenou.
 
De costas para seu treinador, bateu palma uma vez, e apenas uma.
 
Levante-se. Agora ela tinha certeza que não havia sido o homem. Talvez a menina de cabelo prateado familiar que estava encarando a cena com tanta calma? Aliás, o que ela estava fazendo ali e porque ela havia dito umas coisas estranhas quando chegou? Ignorando momentaneamente, se levantou. O homem apontou a arma para a cabeça dela. Ela estava tremendo, com muito medo. Sua vida estava a um gatilho de acabar, bastava um movimento no dedo de quem havia acabado de fazer o mesmo com seu pai. Mesmo assim, ele hesitava.
 
Repentinamente, o corpo no chão arregalou os olhos. Era o que o homem estava esperando, um ataque surpresa enquanto sua atenção era desviada para outro lugar. Imediatamente moveu a arma e disparou. Queria acertar a cabeça, mas acabou por acertar o peito, que daria no mesmo no fim das contas, sorrindo por acreditar não ter sido enganado e pego.
 
Yogan bateu palmas mais uma vez. Assustado, finalmente o assassino girou e olhou para trás, vendo uma menina com um longo cabelo branco e uma T-Shirt preta, com uma estampa de coroa sendo corroída por veneno. Ao lado dela, uma pequena raposa quadrúpede, sorrindo.
 
Corra. Uma raposa idêntica surgiu nas costas dele sem que percebesse, mordendo a saia suja de sangue da menina e tentando puxá-la. Ela não hesitou e correu para detrás de um armário, escondida. A garota de cabelos prateados apenas estalou os dedos e a raposa ao seu lado sumiu como areia ao vento. O homem girou mais uma vez e viu a raposa novamente, atrás dele, onde deveria estar a menina.
 
Talvez eu fosse ela, no fim das contas. ─ sorriu.
 
Ele ainda não havia recarregado a arma e imaginou que seria atacado agora, ordenando por precaução um movimento de seu Pokémon.
 
─ Yogan, Flamethrower!
─ Protect.
 
Um escudo esverdeado e transparente surgiu na frente da raposa, deixando-a ilesa das chamas que o Magmar lançou de sua boca.
 
─ Eu poderia atirar em você daqui, me dando as costas de novo.
 
Ele mostrou os dentes, com raiva, apertando-os com força uns contra os outros. Não ordenou nada.
 
─ Dark Pulse nela.
 
Nela? Pensou o assassino. A Zorua abriu a boca e criou uma esfera roxa e lilás, que desencadeou anéis entrelaçados de mesma cor até a mão do homem, acertando a pistola e lançando-a longe.
 
─ Ganhei.


Agora que estava realmente tudo perdido, ele virou para a garota, ou melhor, seu fim. Iria morrer nas mãos de uma das melhores integrantes da Team Corroison, pelo menos não era uma morte humilhante. Ela já estava com a pistola na mão, apontando para ele.
 
─ Parece que eu ainda estava desarmada, no fim das contas. ─ disse com ênfase no “ainda” ─ Se você vencer, eu saio daqui e você vive. ─ sorriu ─ Lute.
 
Ele não teve tempo de ficar surpreso com a chance que ganhou, aproveitando qualquer segundo que tinha. Tinha alguém lhe esperando, precisava vencer a qualquer custo. Por outro lado, a garota não tinha intenção alguma de deixá-lo escapar, mas cumpriria sua palavra caso perdesse, portanto, precisava ganhar. A diferença entre os dois era o desespero de viver, então ela se manteve calma.

─ Fire Punch! ─ Gritou com a voz rouca e pesada.
─ Zorua, Extrasensory!
 
Magmar avançou em direção a raposa com o punho em chamas. Antes que ele conseguisse alcançar, porém, os olhos da Zorua brilharam em dourado e ela desferiu um raio arco-íris envolvido por energia dourada a partir de sua testa, acertando o opoente e parando a investida.
 
─Zorua? ─ O homem ficou surpreso ─ Você nem ao menos deu um nome pra ele?
 
Nunca tinha visto pessoalmente, mas era o único Zorua que havia ouvido falar, por isso sabia que isso era o nome da espécie, não do Pokémon.
 
─ Ela. ─ a menina corrigiu ─ Eu não sou retardada de ficar dizendo nossos nomes para o inimigo.
─ Tsc, Yokan, Blast Punch!
─ Hein?
 
Pokémon e treinador sorriram. Mais uma vez, o Magmar avançou com o punho em chamas, dessa vez acertando a raposa e lançando-a para cima. Enquanto ela estava em queda livre, Yokan respirou fundo e, ao expirar, lançou uma explosão de fogo em forma de 大. Zorua não conseguiu escapar, sendo lançada até a mesa.
 
 ─ Eita. ─ a garota ficou surpresa, mas não desesperada, ainda tinha algo guardado.
Eu apanho e o que você diz é eita? ─ Zorua semicerrou os olhos. ─ Pera, mas... o que...
 
A raposa começou a se sentir estranha. De repente, estava envolvida em uma luz branca, iluminando toda a casa escura, e mudando de forma. Crescendo, ficando sobre duas patas, com uma grande quantidade de pelos vermelhos em forma de cabelo. Quando a luz cessou, ela estava mais uma vez sorrindo. Todos ali arregalaram os olhos, até a menina atrás do armário, que assistia tudo calada. Se o assassino soubesse que ela ainda estava ali e vencesse a outra menina, ela seria morta. Mas ele parecia estar em uma situação complicada agora.
 
─ Vai lá, Dark Pulse! ─ Disse a treinadora.
 
Zoroark abriu a boca novamente, fazendo uma esfera de energia roxa e lilás e desferindo os anéis entrelaçados como da outra vez, porém, bem mais forte. Acertou Yokan em cheio na barriga, arrastando-o metros de distância até colidir com a porta da casa e ir para o lado de fora.
 
─ Night Daze!
Finalmente.
 
A raposa deu largos saltos horizontais e foi até o lado de fora. Não havia ninguém, era uma noite completamente escura e solitária. Seu corpo foi contornado por uma aura vermelha e saltou verticalmente, ficando acima de todos os telhados da vizinhança. Para o seu alvo, ela estava em frente à lua cheia, sorrindo e caindo em sua direção. Parecia até mesmo estar em câmera lenta, enquanto ele ainda tentava se recuperar do outro ataque, até que ela finalmente caiu sobre ele. A aura se expandiu, arrastando tudo ao redor com a energia avermelhada, mas Yokan ficou preso ao chão, tomando todo o dano. O Pokémon de fogo desmaiou, derrotado.
 
─ Já rezei. ─ o assassino disse, boquiaberto.
 
Sophie puxou o gatilho, atirando na cabeça dele. Foi como cortar as cordas de uma marionete. Caiu imediatamente para trás, batendo a cabeça com força no chão, enquanto muito sangue escorria dela. Teria doído, caso ainda estivesse vivo. A garota caminhou lentamente até o corpo e pôs a arma sobre a barriga dele. Ao fazer isso, ouviu algo se mover dentro da cozinha. Era a outra menina, da mesma idade que ela. Katherine, da minha turma. Droga. Não queria que a recente órfão de pai espalhasse isso para toda a escola.
 
─ É-É segredo, certo?
 
Katherine ainda estava assustada ao dizer, se aproximando. Sophie assentiu, surpresa pela compreensão.
 
─ Posso te explicar tudo depois se quiser, mas agora preciso ir. ─ ela deu as costas ─ E... desculpa não ter chegado a tempo de salvar seu pai. Desculpa mesmo.
─ Tudo bem, obrigada.
─ Não hesite em dizer pra eles que foi a Corroison, mas a sala ta escura o suficiente pra não me descrever.
 
Sophie saiu correndo da casa, deixando Katherine sozinha. Ela sentou-se ao lado do corpo do pai. Um buraco era aberto ao chão sempre que o via dormindo para nunca mais acordar. O buraco havia sido preenchido pelo ódio, mas a garota de cabelos prateados lhe vingou. Agora não havia nada, novamente. Ela olhou para o corpo do outro homem, indiferente para ele. A única coisa que ela sentia vendo-o largado no chão era admiração pela assassina dele.
 
─ É esse tipo de cara que eu vou enfrentar. ─ Sophie disse.
─ O que aconteceu com o Magmar mesmo? ─ Katherine lembrou-se. Ao olhar para a porta destruída, não havia garota de cabelos prateados, Zoroark ou Magmar algum.
─ Levi soltou ele em algum lugar por ai... nós fazíamos isso com a maioria que resgatávamos.
 
Katherine saiu do ombro da amiga, sem conseguir olhar em seus olhos, apenas para baixo.
 
─ Eu lembro do que senti naquela hora... é o que você está sentindo, não é?
 
Sophie não respondeu. Ela estava apenas sentindo ódio de quem exterminou metade de seus companheiros? Não era só isso. Talvez estivesse ligado a não querer ninguém acima dela, controlando o crescimento de algo que pudesse ser um problema. Talvez ela quisesse apenas evitar que “ele” fizesse algo horrível de novo. Não sabia direito, mas o que sabia é que “ele” tenha que morrer, ela acreditava ser uma das mais indicadas para isso, e só.
 
─ Tome, quero que fique com isso.
 
Sophie retirou uma Pokeball do bolso e pôs nas mãos dela. Curiosa, Katherine liberou o Pokémon de dentro e se surpreendeu com uma minhoca verde que ficou entre as duas. Caterpie olhou bem ao redor, para se certificar de que não havia nenhuma raposa assustadora por perto.
 
─ Ele ainda não tem nome, sei que é criativa. ─ Sophie piscou um olho.
─ Você tem certeza?
 
Katherine tentou tocá-lo com cuidado, mas o bicho se assustou e pulou para mais perto de Sophie, encarando-a. Ela segurou o Caterpie com as duas mãos e pôs diretamente no colo da amiga. Ele ainda estava com muito medo, mas deixou a nova companheira lhe acariciar e a sensação passou.
 
─ Ele é muito inocente pra ir comigo nessa... não posso levá-lo. E é uma lembrança minha até que eu volte, ok?
 
A amiga deu uma resposta positiva com a cabeça e então começou a pensar em algo.
 
─ Ke... oso... cho... ─ ela pôs o dedo sobre os lábios enquanto pensava alto, até tirá-lo quando a ideia definitiva chegar ─ Shai!
─ Queria entender a relação com as primeiras coisas que você disse ─ Sophie semicerrou os olhos, mas sorriu deixando isso passar ─ gostei do nome.
 
Despedindo-se do Pokémon, Sophie afagou sua cabeça, fazendo-o grunhir.
 
─ Fique com ela, ok?
 
Ele obedeceu, assentindo com a cabeça, porém cabisbaixo por ter que se separar da treinadora de cabelos brancos que lhe capturou. Sophie se levantou da fonte, enquanto Katherine pôs a minhoca novamente na borda e repetiu o gesto da amiga.
 
─ Preciso ir agora. ─ Sophie sorriu.
─ Até... depois. ─ Katherine também sorriu e abraçou a outra menina.
─ Fique atenta aos jornais. ─ Sussurrou Sophie, também entrelaçando os braços na amiga.
 

Após alguns segundos no abraço de despedida, elas desfizeram o gesto. Sophie saiu, olhando para trás, para a fonte de Gyarados e Magikarps onde ela costumava ficar quando vivia na rua, para a sua melhor amiga acenando enquanto ela se distanciava e para o Caterpie medroso na cabeça dela, com braços muito curtos para imitar acenar também. Agora só falta aqueles irmãos.




Então, primeiramente, eu espero que a música tenha ficado boa -q. Acho que vocês puderam notar, eu me empolguei muito no segundo Flashback (talvez seja a maior parte do capítulo?), acho que por isso ficou com 4k de palavras auhaheu. Enfim, por ter uma atividade das ilusões bem frequente naquela parte, algo pode ter ficado confuso, então estarei esclarecendo se acontecer e melhorarei nisso, já que é uma das principais bases da fic.

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Mensagem por Brijudoca Qua 17 Maio 2017 - 14:14

Mais um capítulo de aprofundamento então? Ok, vamos lá.

Curioso o título fazer uma alusão ao título do capítulo zero, salientando o quanto as duas meninas são diferentes mas, ainda sim, conseguiram criar um grande laço de amizade.

No fim, achei bem fofo as duas juntas. Desde a cena de flashback, mostrando ela correndo desesperada pra ajudar a amiga, até a despedida das duas, com Sophie entregando o Caterpie pra Kathie. Não entendi muito bem o motivo da partida dela, mas claramente a garota estava bem determinada. Seria uma missão de vingança ou continuação dos planos do team Corroison?

Agora, o trecho do flashback, onde vemos como as duas se conheceram foi um ponto altíssimo do capítulo. Primeiro, porque é sempre bom ver Sophie e Sakka em ação, ainda mais descobrindo como a pokemon evoluiu. Segundo, por ver o quanto a garota já era temida pelos inimigos, mesmo eles nunca tendo visto seu rosto.

Sua escrita nessa parte foi excelente. Deu uma boa dimensão do sofrimento de Katherine, e do grande perigo e drama da situação. E no final, com a Sophie simplesmente apagando o homem? Cara, essa menina é foda demais. Não me surpreende a Katherine ter se tornado uma grande amiga dela. Meu único adendo é quanto a descrição das ilusões. Achei algumas partes bem confusas, e não sei até agora se entendi totalmente o que estava acontecendo. Imagino que deve ser difícil pra caralho escrever esses trechos, pra descrever examente como foi na sua cabeça e é até um exercício mental pros leitores imaginarem as cenas a sua forma

Não tenho muito mais o que acrescentar Slow, no mais, espero capítulos cada vez mais empolgantes daqui pra frente, com o início da nova missão de Sophie.

PS: AH! Lembrei de um detalhe que vale mencionar. A cena do cara comprando um disco do Evanescence HEUSUSSU isso é uma dádiva da sua fic, pois a gente nunca espera de onde vai surgir um momento de descontração como esse.

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