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Mensagem por Brijudoca Ter 26 Maio 2020 - 14:15

oi roberto, tudo bem???

Concordo bastante com o comentário do Black, achei o capítulo bem confuso em algumas partes, pois deu pra notar que você estava dando uma apressada na trama, mas ao mesmo tempo tentava chamar atenção para alguns plots importantes. Nisso, alguns acontecimentos passaram sem o peso devido sabe? Como toda a dificuldade do Johann pra treinar e mesmo sua estada na "escola", que poderia render um capítulo inteiro detalhando os anos de treinamento e feito a gente se apegar mais aos novos Pokemon do rapaz.

Mas deu pra ver que você gosta de trazer bastante realidade pra fic, coisa que admiro bastante, desde as tramas das cidades de Kalos, até o próprio tio do garoto tentando assumir a liderança da família (não entendi muito bem como incentivar Johann a sair em uma jornada auxilia ele nesse plano mas tudo bem).

Um ponto que eu fiquei ponderando foi durante a sua descrição de batalha, especificamente na parte que você chamou o Piloswine de suíno kkkk Escrever batalhas pokemon é uma missão bem ingrata para nós ficwriters, pois estamos sempre buscando sinônimos e associações com animais reais para evitar repetição de palavras e também para auxiliar o desenvolvimento do texto. Suíno é uma denominação específica para a espécie Sus scrofa doméstica, que é basicamente o porquinho que a gente cria para comer. Acho que a sua associação foi pelo Piloswine lembrar mais um javali, nesse caso caberia o termo suídeo, mas mesmo assim eu tenho dificuldade pela evolução do pokemon ser um maldito mamute. Enfim, desculpa a palestrinha, foi só algo que eu fiquei imaginando e tentando achar uma solução caso eu fosse a pessoa que estivesse escrevendo.

Agora tive uma opinião totalmente diferente quanto ao capítulo extra da Bru. Achei o conto extremamente bem escrito e envolvente, mudando totalmente a primeira impressão que eu tive da garota. A forma doce com a qual ele se envolveu com o Espurr pegou bem no meu coração, tanto que terminei a leitura levemente emocionado pela urgência dela em querer cuidar do bichinho. Sua experiência como um quase médico trouxe bastante realidade ao texto e deu uma dimensão bem realista de como um centro pokemon realmente deveria funcionar, bem diferente da representação do anime em que uma Joy e uma Chansey fazem milagres rsssss

É isso Roberto, não tenha medo de explorar essas side-stories, você tem muito talento pra tornar os personagens cativantes, e não se preocupe caso tenha que dar uma freada em algum assunto, para permitir que a gente absorva o impacto dos acontecimentos como se deve.

é nois
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Mensagem por Shiota Qui 28 Maio 2020 - 21:09

Hey Roberto!

Bem, é um pouco triste que a Brunhild tenha que seguir outro caminho, mas compreensível e eu já estava preparado pra isso -q. 

Eu acho que devo começar concordando parcialmente com meus caros colegas leitores que comentaram antes sobre a rapidez que foi. Parcialmente porque eu também senti que tinha espaço pra explorar bastante coisa ali, mas depois eu considerei que sua intenção é nos levar a algum ponto especifico da história que seria "inicial" para a aventura de Johann, e não detalhar essa fase. Eu já vi algumas abordagens assim, tenho até um anime em mente agora, e não considero como algo negativo, apenas uma forma de não se estender muito em um ponto, mas mostrá-lo mesmo assim (o que é algo que eu pessoalmente já falhei diversas vezes por ser bem detalhista kkkjj). 

De qualquer forma, eu ainda to curioso pra ver como vai ser a aventura dele, já que, como disse o Black, ele tem uns Pokémon bem forte em mãos já e os "slots" já estão mais da metade preenchidos. Será que ele vai passar por cima de outros treinadores e líderes de ginásio, como um personagem overpower? Será que na verdade não será uma jornada em busca de insígnias, mas algo mais avançado? Será que todos os outros que saem em jornada, nesse universo, costumam ter pokémon tão forte quantos? Seja lá como for, creio que vou gostar.

Visto que, como dito, passou bem rápido as fases de Johann, não tenho tanto o que comentar além das minhas expectativas pro futuro dele, mas gosto do fato dele ser um cara com boas estratégias e que eu odeio esses adultos infantis que ficam descontando frustração nos outros, especialmente quando é questão de ORGULHO, mas nem todo mundo é perfeito e eu odiar algum personagem ou outro é algo positivo pra fic. Eu gostei de todo o fio que explicou como o Johann finalmente conseguiu sair em jornada, essas questões familiares deram um ar bem sério e realístico. Também não peguei exatamente em que ponto isso ajudaria o tio, mas imagino que a ideia seja afastar o sobrinho dos negócios e alimentar o desinteresse dele.

Sobre a parte da Brunhild, você disse que era um capítulo especial e opcional, mas eu adorei vê-la sendo explorada mais ainda. Além disso, eu acredito que foi essencial para formar ainda melhor a personagem. Eu gostei inicialmente dela pelo que chamaria de carisma, apesar de inicialmente ela parecer ter um objetivo bem simples em mente. Mas esse capítulo nos mostrou que na verdade, se tornar campeã é apenas um caminho para realizar o real objetivo dela. Além disso, deu uma profundidade muito além do carisma da personagem que ela é, a forma que ela reagiu ao encontrar a Espurr, a forma que ela pensa e reage na cena no centro Pokémon, etc. Sinceramente eu não sei o quão longe alguém iria por um animalzinho "condenado pela natureza" que nem mesmo tenha se envolvido emocionalmente antes, mas não acho incompreensível, ainda mais para alguém que tinha interesse de seguir no ramo da medicina. E eu nunca achei que viria um animal siamês sendo tratado numa fic de Pokémon, confesso que fui pego meio desprevenido (exeguttor existe, mas você entendeu).

Falando em ramo da medicina, curti a forma como você aplicou seu próprio conhecimento pessoal na narração, eu sempre gosto do gostinho de "extra" que vez ou outra alguém trás, algo que não é exatamente necessário mas muito interessante de ver.

Bem, é isso, até mais e espero que a Espurr fique bem o/

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Mensagem por roberto145 Sab 30 Maio 2020 - 18:54

Boa noite. Como o capítulo a seguir possuí um tamanho superior aos anteriores, decidi postá-lo só. Não é tão curto, mas também não é tão longo. Boa leitura.




Comentários:





@Black~ 




Obrigado por ter vindo comentar.




Sobre o capítulo, concordo. Na verdade, não gosto muito dele (considero como o ponto fraco mesmo da história), porém acho importante infelizmente. A escolha por dar esse pulo considerável no tempo tem algumas razões. Eu não me senti confortável de esmiuçar um pouco esse período justamente porque não havia nada de tão importante que valesse um capítulo ou o tempo do leitor. Se eu tivesse colocado por colocar, eu me sentiria mal por "encher linguiça" kkkkk. Outro ponto é que, inicialmente, pensei em fazer dessa história uma versão de jornada, mas com o avanço do enredo mudei de ideia. Ela não é de jornada. Na verdade, a ideia de jornada no universo que eu pensei é quase incompatível. Contudo, muito que foi jogado vai voltar em capítulos seguintes. 




Sobre a linha temporal. O capítulo da Brunhild ocorre logo em seguida de ela se despedir do Johann após encontrá-lo. No entanto, há um flashback de 3 meses. Então, sim, em tese, passaram 2 anos desde esse encontro com o Johann e 2 anos e 3 meses após o encontro com o Espurr. Logo, em tese, a motivação dela deveria ser a mesma. Em tese.




Agradeço os elogios e irei fazer outra revisão para corrigir esses erros.






@Brijudoca




Tudo sim e com você?




Obrigado por ter vindo comentar.




Como disse ao Black, também não gosto muito desse capítulo hahahah, mas também me sentiria mal em estender muito um período sem ter visto tanta importância para isso. Acho que parte do que poderia ser descrito como as evoluções tanto de personalidade quanto como treinador do Johann será demonstrado mais efetivamente a frente. 




Na verdade, esse capítulo existe para marcar essa passagem de tempo, pq preferi começar com o personagem numa versão mais próximo da infatil mesmo kkkk. Isso porque é mais marcante os encontros que ele tem e a sua vontade de sair por ai devido a leitura. Contudo, para manter a verossimilhança para o que eu pensei, preciso deixá-lo um pouco mais velho. Para não deixar esse capítulo unicamente com essa finalidade, acrescentei mais alguns elementos, que foram mais para explicar o mundo ao redor mesmo e a batalha para demonstrar um nível de evolução que ele conseguiu alcançar como um pré-treinador. Esses elementos que foram antecipados ainda retornarão a seguir com um maior desenvolvimento.




Olha, sobre essa do suíno eu não fazia ideia kkkkk. Eu achava que servia tanto para o Piloswine quanto a pré-evolução hahahahah. Mudarei logo. 




Sobre a Brunhild, ela é uma das personagens que mais gostei de escrever hahahah. Provavelmente, haverá mais sim capítulos sobre ela.




Obrigado pelos elogios. 






@Shiota




Obrigado por ter vindo comentar.




Sim, esse era o ponto. Para mim, era necessário essa passagem de tempo. Esse capítulo tem como objetivo mais a passagem de tempo e, para acrescentar algo nele, eu resolvi usar a estratégia de antecipação. Como disse ao Black, jornadas não são bons plots no universo que pensei. Para manter a verossimilhança, muitos eventos de fora de Kalos influenciam a região, infelizmente não posso falar muito, pq seria spoiler kkkkk. 




A questão da família dele será desenvolvido ainda mais profundamente. O que foi descrito é apenas uma forma de dizer que havia problemas qd de fato for abordado a seguir. 




Fico feliz que tenha gostado desse capítulo. Desenvolver a Brunhild foi uma ótima experiência. Como gosto bastante dessa personagem, certamente haverá mais sobre a história dela kkkkkk.




Agradeço os elogios.










                    IV. A Insustentável Leveza do Ser pt.I


      Após o evento de Drapion armado por seus colegas, Johann conseguia uma dupla vitória. Isso porque não apenas conseguia fortalecer sua equipe com uma valiosa contribuição, mas também por ver aqueles que o colocaram em perigo serem devidamente responsabilizados. Contudo, o relato do tutor aos pais do garoto não o isentava, com uma caracterização das ações do menino como instigadoras de hostilidade. A intenção era óbvia, queria vê-lo longe de si mesmo que existisse um contrato a ser cumprido, contudo não queria pagar sua cláusula de rescisão. O melhor meio de rescindi-lo sem prejuízo era argumentar uma situação intolerável. Como consequência, o menino recebia uma dura bronca de seu pai, que o ameaçava a acabar com aquela palhaçada de ser treinador caso fosse incomodado novamente.

      Desse modo, os dias que se sucediam possuíam uma calmaria estranha. Apesar das tarefas extras e injustas fossem delegadas a Johann pelo seu instrutor, a reação do treinador a elas era apática, embora por dentro queimasse em raiva. Os demais alunos, mais calmos devido aos castigos recebidos, percebiam aquela apatia frente à injustiça. Era um gatilho para que voltassem a fazer o que mais lhes agradavam. Aos poucos, refaziam aquilo que consideravam como brincadeiras para avisá-lo de que não era bem vindo. Inicialmente, derrubavam livros que o menino segurava. Em seguida, passavam a bagunçar o seu quarto às vésperas da inspeção do pensionato onde ficavam os alunos do tutor. Ao perceberem a passividade, intensificavam a hostilidade.

      Aquele quem coordenava a violência das brincadeiras eram um menino um ano mais velho. Possuía um certo volume corporal, de modo que suas roupas se tornavam justas. Seus olhos esbugalhados ressaltavam a intensidade com que falava. Esses dois fatores, externamente, podiam transmitir a falsa ideia de que fosse alguém precipitado, porém era extremamente ardiloso. Se não fosse por meia dúzia de colegas, seria o treinador mais forte dali, com certeza, dizia aos demais. E era verdade. Por isso e devido a uma inveja de nunca se sentir contemplado, não gostava, e nunca gostaria, daqueles acima dele. Quem era digno de rivalizar com o rei de Snowbelle? Explicava-se, desse modo, porque tratava Johann de forma violenta e fazia os demais a tratarem-no de mesmo modo. Aos poucos, usando até aqueles mais talentosos, alçaria o topo independente do estratagema usado. Assim, injetava sua inveja nos outros também com insinuações acerca da capacidade, da riqueza e até da aparência de Johann. Com a derrota no caso Drapion, ficava óbvio para Phil que não poderia bater de frente. Como a metáfora usada frente ao seu espelho, usaria Toxic no psicológico de seu colega.

      — Ora, é simples... — durante o almoço, ele esbanjava um sorriso malicioso que tornava sua boca ainda maior. — O plano é acabar aos poucos com sua paciência.

      Da mesa onde Phill e mais uns sete garotos degustavam a péssima comida servida pelo pensionato, olhavam para a mesa em que Johann estava só. Este prestava mais atenção a uma matéria sobre os possíveis vencedores da Liga Pokémon daquele ano. Ansiava, de modo que seus olhos vociferavam, pelo nome e pela imagem de Brunhild. Porém, ela não era mencionada. Era quase uma apunhalada, mas sorria. Eles não sabem de nada!

      A comida estava quase intocável em seu prato. Apesar de a fome ficar suspensa por alguns minutos, ela logo o lembrava de que estava presente. Durante o período em que levava o garfo do prato à boca, Johann sentia os olhares sobre si. O refeitório se enchia mais, com classes de alunos mais velhos ou de reforços sendo liberadas para o almoço. A forma como o local lotava se comparava a uma garrafa em que a mesa do garoto fosse o gargalo. Assim, era uma das últimas a ser escolhida. A primeira companheira era uma garota dois anos mais velha. O menino sabia bem de quem se tratava, mesmo que não desviasse o olhar para ela. Tratava-se não apenas da mais bela, mas também, e principalmente, uma das melhores treinadoras. Laíza era seu nome e provavelmente já estaria preparada para uma jornada. Ela olhava Johann com certo receio e arrogância, não havendo outro local para sentar. Sua única amiga também possuía o mesmo olhar, acompanhando-a. De longe, ao perceber a cena, Phil sorria.

      O resto do dia não teria mais nada de relevante, assim como o resto da semana. Porém, a sexta seguinte teria algo de absurdamente estranho. Johann, assim como alguns colegas, estavam em uma das poucas aulas que não abordavam batalhas e teorias de combate. Aquela era uma exposição da história de Kalos e, por isso, poucos davam atenção a ela. O professor era um rapaz na casa dos vinte anos. Também deveria ser um aprendiz, porém em um estágio já bem avançado. O serviço de tutoria da cidade também era capaz de formar novos tutores, que seguiam para outras cidades. O jovem educador, bem nervoso, passava os eventos históricos da região com ênfase na guerra há 3000 anos. O seu nervosismo era causado pela apreensão da falta de experiência associada ao pouco interesse dos alunos. Isso deixaria a sua voz ainda mais trêmula caso não forçasse tanto a voz.

      — E então, devido à necessidade de reafirmar sua autoridade, o primeiro rei de Kalos Meroveu, o Ambicioso – enraivecido por ser ignorado por boa parte da sala, o assistente procurava algum tema interessante para reverter esse quadro. — Por que entrar em guerra? Porque, onde é hoje Kaigathos — um dos alunos ria sarcasticamente após uma piada de um colega, cessando logo em seguida. Era Phill. Ao perceber o olhar do professor, revidava com frieza. Alguns de seus amigos, em carteiras próximas, possuíam também uma expressão irônica. — Como ia dizendo, a região conhecida como Kaigathos à leste começou a se reunir também em torno de um líder. Meroveu, percebendo o fortalecimento do vizinho, convenceu os seus aliados a utilizarem da estratégia de atacar para se defender. Além disso, o rei também queria expandir o limites de sua reino até Terminus Cave. Até então, a nossa região tinha como fronteira uma linha diagonal de Snowbelle a Dendemille — aos poucos, os alunos começavam a se interessar pela aula. — Por fim, o líder emergente de Kaigathos, Quintillo, o Tolo, era primo de Meroveu. Incrivelmente, ele seria considerado nativo de Kalos, porém Anistar, sua cidade natal, e Couriway formavam um rico feudo com intensas trocas à região vizinha. Por isso, mesmo com as cordilheiras que chamamos de Terminus Cave, essas duas cidades foram capazes de liderar a região vizinha.

      Essa breve explicação histórica possuía ainda reflexos. Anistar e Couriway, apesar de fazerem parte oficialmente do governo central de Kalos, ainda assim eram vistas com cautela pela capital Lumiose. Durante o tempo, construiu-se no pensamento coletivo de como as duas cidades eram traidores mesmo que as raízes históricas do porquê se perdesse para a grande massa da população. Então, apenas se repetia traidores até mesmo para seus moradores ou até para quem apenas nascia na cidade.

      A aula continuava com os dados históricos sendo apresentados pelo jovem professor. Muitos daqueles que estavam dispersos na aula finalmente voltavam sua atenção ao que era ensinado. Esse não era o caso de Johann, que acompanhava a narrativa desde o início. Para ele, era como se pudesse voltar no tempo e encarnar em uma daquelas figuras famosas, igual quando lia as lendas da região. Contudo, um grupo ainda continuava a menosprezar o relato. Eram Phill e seus comparsas, que não riam mais, porém possuíam expressões maliciosas e se entreolhavam constantemente.

      — O ataque foi destruidor. Era a vingança de Kalos pelo massacre de Snowbelle um ano antes. A cidade de Anistar, que se gabava de sua riqueza e beleza, literalmente virou um amontoado de corpos e pedregulhos. Com a fuga de Quintillo  para a cidade de Enueres, a primeira de Kaigathos após a Terminus Cave, o exército invasor se reorganizou em nossos vizinhos. A reação a partir de Couriway viria após 1 ano e se tornou extremamente violenta. Por meio do grande rio Couri, a revanche atingiu Dendemille e avançou por nossa região. Dessa forma, a batalha final caminhava próxima da capital Lumiose. A resistência das tropas reais de Kalos entretanto seguraram o avanço, enquanto Kaigathos enviava um exército fortíssimo por terra. O início do desfecho seria onde hoje todos esperam ocorrer a Liga Pokémon. Lá, durante mais de um mês, estimou-se que quase dez mil homens combateram, o que é um número surreal para aquela época. Até hoje não se sabe quantos morreram. Porém, sabe-se que foi uma carnificina tão intensa que tingiu os rios de vermelho por semanas. O mais extraordinário viria quando até a Lua era tinginda por sangue. Não se sabe também de onde veio, mas o pokémon que pouco conhecemos como Yveltal surgiu de seu sono...

      Quando o lendário fora mencionado, pelo menos para Johann, tudo se transformara em um nada. Não escutava a mais explicação de Kalos, estando em uma outra dimensão. Por mais que estivesse aterrorizado, ele não conseguia mover nem um dedo. Suas reações como suar frio ou ter o coração em disparada pela adrenalina também cessavam. Não existia naquele instante, exceto por um medo desconhecido e paralisante. Estava flutuando e logo caía em queda livre até o momento em que dois feixes azuis pálidos passavam por ele. Uma nova sensação. Era como se todos seus nervos estivessem em uma excitação tão intensa que o prazer se tornava uma sinfonia de dor. A luz voltava, a aula voltava, a sala voltava. Tudo era uma questão de segundos.

      — Sem forças, os dois rei emergentes foram depostos e executados por seus antigos aliados. Os novos soberanos souberam negociar a trégua entre as duas regiões, sendo a anistia entre as duas coroas outorgadas na cidade de Anistar. Esta, juntamente com Couriway, foram reconstruídas com a colaboração das duas regiões e ficaram como cidades autônomas por cinquenta anos até decidirem fazer parte do governo de Kalos.

      Johann, ainda assustado com o que vira a pouco menos de minutos, movia os olhos inquietos para os colegas. Sua respiração estava um pouco forçada, mas se refazia aos poucos. O professor continuava com sua aula, explicando sobre o pokémon lendário. Dizia que este, após temorizar Kalos por milênios, consumindo sua vida, tinha agora o seu paradeiro desconhecido pelos pesquisadores. Após o assunto da guerra entre regiões, o percurso histórico avançava, tornando, por vezes, monótono. Contudo, a agitação de Phill e seu grupo ainda permanecia e ia atingir o seu alvo já perto do fim da lição.

      Um envelope de cor salmão aterrissava na carteira em que se encontrava o livro de Johann. O garoto logo tinha sua atenção voltada para ele, uma vez que um perfume agradável emanava da estranha carta. A segunda reação era óbvia. Desviava o olhar ao redor, porém, milagrosamente, todos seus colegas estavam focados nas explicações do professor. Segurando o fino papel, desgrudava o adesivo em forma de coração. Havia um bilhete de tonalidade azul claro e bem pequeno. Em letras bem desenhadas, estava escrito o seguinte:

      “Não aguento mais ter que fingir em meu olhar. Venha me ver amanhã, no campo ao norte,


Laíza.”
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Mensagem por *Nina* Sab 30 Maio 2020 - 19:24

Olá, Roberto! Desculpe ter demorado tanto! Enquanto estava escrevendo meu comentário, você acabou postando outro, então este aqui irá se referir ao capítulo III, depois comento novamente quando ler o novo.


Sobre o capítulo, concordo com os demais, achei o desenvolvimento muito rápido, o que prejudica em partes o nosso envolvimento, com o personagem e seus pokémons. Senti que estava lendo mais um resumo do que um capítulo, mas imagino que tenha sido assim para avançar logo ao ponto que você quer chegar. Mas acho que teria sido bem mais interessante se você tivesse explorado os acontecimentos em tempo real.


Um ponto que queria falar é que esse foi o terceiro capítulo e ainda não consegui entender muito bem qual é o plot principal da fic, sobre o que a fic quer contar. É de treinadores seguindo jornada para serem campeões? Você abordou vários temas interessantes, como a briga familiar pelo poder, questões políticas da região, uma "escola" para treinadores, mas ainda não aprofundou nenhum deles. Bom, acho que terei que aguardar mais capítulos para saber.


Agora, devo dizer que adorei essa segunda parte. Ver um pouco mais da Bruh (é o jeito), só confirmou o quanto ela é uma personagem incrível, a acho até mais interessante que o protagonista, espero que não seja só uma figurante. Ver toda a dedicação dela para ajudar a Espurr me comoveu, e espero que ela possa melhorar e ter uma vida normal. Aliás, adorei isso de você ter colocado um pokémon com uma espécie de má formação, nunca havia visto isso em uma fanfic antes e nem sei pq ninguém nunca pensou nisso, por isso espero que você continue explorando.


Bem, é isso, não tenha medo de fazer capítulos explorando os personagens, pois costumam sempre ficar bons!

Até a próxima e um abraço!

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Mensagem por Black~ Sab 30 Maio 2020 - 19:41

Bem, vamos lá.

Confesso que em minha opinião, foi justamente o contrário do que dizestes. Você falou que esse capítulo era o maior, mas ao meu ver foi justamente o menor. Mas como estava escrito "parte 1", imagino que você se refira às talvez duas partes do capítulo num geral. Nesse caso, imagino que seja verdade.

De toda forma, esse capítulo também não foi, como podemos dizer, cheio de ação né, mas siga seu ritmo, acho importante apresentar um bom pano de fundo e explorar mais os personagens também, e não só encher de batalhas.

Confesso que o final foi surpreendente, por assim dizer. Será que a Laíza na verdade apenas fingia não gostar do Johann apenas para que Phil e os outros não desconfiassem? Será que ela, por ser uma das melhores treinadoras, entendeu o potencial de Johann e quer conversar sobre? Se for o caso de ela na verdade estar fingindo, seria bem interessante.

Ademais, não entendo o porquê todo o bullying com o Johann, mas é o caso clássico de histórias né, mas de toda forma, acredito que o fato de ele ser um excelente treinador interfira principalmente, e eles usem como pano de fundo, o falso "nacionalismo" deles só pra continuarem com os atos. Não sei se foi sua intenção, mas indiretamente o comportamento do rapaz acaba sendo meio que uma crítica né; caso ele reclame, todos vão achar ruim, e caso ele fique quieto, vai continuar sofrendo represálias, explicando um pouco sobre bullying, mas enfim.

Gostei bastante dessa aula de história que você colocou no capítulo kkkk, é algo que enriquece o texto e torna algo bem diferente. Difícil ver temas históricos sobre os continentes na fanfic, ainda mais tendo criado todo o contexto. De modo geral, é isso, gostei da inserção desse tema e da importância da aparição do Yveltal, mas como não conheço muito a sexta geração, não sei exatamente qual a função do Yveltal no mundo pokémon e tals.

Bem, esse Phil é o típico babaca de histórias né, e não vejo a hora do Johann poder colocá-lo no lugar dele e espero que a Laíza o tenha chamado justamente pra isso.

No mais, é isso. Então, é só e boa sorte com a fic.

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Mensagem por Brijudoca Seg 1 Jun 2020 - 1:35

oeee Roberto, como vai?

Como Black pontuou, também tive a impressão que esse capítulo foi menor que os últimos e não o contrário kk Não sei se é porque houve menos acontecimentos no geral que acabamos tendo essa impressão.

Eu amei o momento história e geografia. Como não sou muito habituado com Kalos tive que abrir um mapa da região para acompanhar enquanto o professor narrava a história antiga da região. Fiquei puto com os baderneiros enchendo o saco, pois me pareceu algo que aconteceria na minha escola, um professor cheio de conhecimento pra passar, inseguro diante de um monte de adolescente babaca.

Uma crítica é que, até o momento, os capítulos estão muito "situando" as coisas, e como a Nina disse, ainda não entendi exatamente pra onde a história vai. Nesse capítulo em especifico, eu senti muita falta de alguma coisa que fizesse a história andar, pois tudo o que vimos foi aquele bullying básico com o Johann e aula de história. Não que fosse necessário batalhas ou grandes plot twists, mas sim algo que me fizesse pensar "Wow esse foi o capítulo onde tal coisa ocorreu".

No entanto, tô curtindo essa vibe do Johann na escola, tendo que assistir diversas matérias sobre como se tornar um treinador pokémon e sobre a história de sua região. Não consigo deixar de imaginar que esse "recadinho" de Laíza seja na verdade do maldito do Phil, planejando mais um de seus ataques contra o protagonista.

Fico no aguardo do próximo capítulo o/
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Mensagem por Shiota Qui 4 Jun 2020 - 5:33

Hey Roberto o/

Primeiro eu devo concordar que pareceu mesmo um capítulo menor. Talvez pelo último ter sido “dois em um”, mas não acho que seja só pelo andamento da escrita, já que peguei o hábito de rolar até o final pra dar uma olhada no tamanho do texto e já vi de cara que era bem pequeno. Bem, to só pontuando, não que seja exatamente negativo ou positivo. Eu não tenho muito problema em questão de tamanho de capítulo, tanto faz por mim, embora esteja com medo pelo Rush ter dito que o próximo cap dele vai ter umas 20 páginas do word, mas enfim.

Bem, eu to no time que não conhece muito de Kalos, eu sou absolutamente leigo principalmente nessa história da guerra ai, apesar de saber que ela existe. Eu fiquei um pouco perdido lendo, mas não tinha pensado em pegar um mapa como o Briju comentou, então vou dar uma relidinha nessa parte depois pra ficar mais claro. E sobre isso, quero só dar uma dica: na hora que o professor estava explicando, a fala dele é ENORME, mas o personagem ficou um tanto “estático”. O que quero dizer é que não houve descrição de como ele estava agindo durante a fala (apesar de você ter dito que ele estava nervoso e tal). Não ta ruim, como eu disse, é só uma dica. Eu entendendo que era um diálogo de grande exposição de informação, mas da pra colocar coisas como “arrumou a gravata”, “deu um sorriso ao perceber que conseguiu prender a atenção dos alunos”, etc. Na minha opinião, isso torna o texto um pouco mais fluido e dá mais vida ao personagem.

Eu não tenho certeza se entendi bem a cena com o Yveltal… foi meio que o tempo parou pros outros e aconteceu algo de verdade ali pro Johann? E/ou “transportado” pra alguma dimensão, ou sei lá… enfim, eu entendi que ele aparentemente tem ou terá algum tipo de ligação com o Yveltal, estou curioso para ver como será tratado.

Sobre o andamento do cap, como eu disse, eu estou bem com o que seja lá que for feito, mas meio que concordo com o ponto do Briju sobre o "Wow esse foi o capítulo onde tal coisa ocorreu". Eu diria que algo do gênero seria a carta no final, mas foi só uma deixa pro próximo capítulo. Quanto a isso, acho que você poderia ter colocado um pequeno “timeskip” e juntado os capítulos pra resolver essa questão da carta em um capítulo só e dar o tal andamento na história, enfim. 

E falando na carta, cara, eu tenho 90% de certeza de que é merda do Phill e to levemente preocupado com o que isso vai dar, apesar de estar torcendo pra que seja realmente a Laíza e que ele finalmente tenha uma interação mais “amigável” com alguém depois da Brunhild, tadinho, mas… não acho que será esse o caso kkkjjj

Enfim, por enquanto é só, aguardarei o próximo capítulo o/

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Mensagem por *Nina* Sab 6 Jun 2020 - 16:35

Olá, Roberto, estou aqui de novo para comentar o último capítulo. nem ligo se não pode comentar duas vezes, vou comentar sim



Primeiramente, eu reitero o que disse antes, sobre ainda não ter ficado claro o que a fic quer contar, a história parece que ainda não engrenou. Acho que você poderia juntar esses capítulos que são mais rápidos em um só, para chegar logo onde quer chegar.
Gosto bastante da sua escrita, a leitura é bem fluída. E também me interessei bastante por essa parte histórica, gosto dessas tramas de reis, disputas e conquistas. Espero que você continue abordando isso. Imagino que o Yveltal ainda vá aparecer.
Agora sobre a trama colegial, eu gosto porque curto histórias com vários personagens, dramas e tals, porém eu só espero que a fic não caia naquele clichê preestabelecido típico de histórias colegiais, onde tem um valentão, um nerd que sofre bullying e uma menina bonita e popular, onde o valentão persegue o nerd (simplesmente pq é o que valentões fazem) e namora a menina bonita e popular (que só existe para acrescentar romance ao enredo), não porque se gostam de verdade, mas por status de popularidade, mas que no fim ela nutre um sentimento especial pelo protagonista bullyinado e larga do escrotão pra ficar ele, aumentando ainda mais o ódio entre eles. Enfim, espero me surpreender.


Mas é isso, aguardo o próximo capítulo. Um abraço!

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Mensagem por roberto145 Sab 6 Jun 2020 - 18:54

Boa noite. Continuando com a postagem da história, resolvi juntar dois capítulos. O inicio do segundo capítulo tem começo com a primeira letra destacada, como ocorre em todos os capítulos. São dois dos maiores capítulos dessa história, então ñ sei como será o resultado, mas servirá como experiência para o futuro hahahah. Boa leitura.


Comentários:





@*Nina*




Obrigado por ter vindo comentar. Não se preocupe em demorar a comentar ou não, pode levar o seu tempo. Sei que aos poucos o tempo vai se restringindo.




Como disse nas respostas aos comentários sobre o capítulo 3, eu também não me sinto bem com ele, porém o acho necessário para marcar essa passagem de tempo.




O enredo da história não é sobre contra grandes corporações ou governos. Na verdade, é só sobre o modo como o personagem principal se desenvolve a partir de alguns eventos. O grande intuito de O Aventureiro é ser uma introdução mesmo tanto para o mundo modificado que pensei quanto para o "outros" Johann. Algumas coisas permanecerão em aberto, mas todas em algum momento serão concluídas.




Alguns desenvolvimentos já ocorrem nesse próximo capítulo.






@Black~ 




Obrigado por ter vindo comentar.




O capítulo 4 é realmente o maior até então postado segundo a métrica do word, tanto em número de páginas quanto de palavras hahahah. Na verdade, ele, em questão de tamanho, fica na metade. O próximo, por exemplo, que será postado é, sem dúvidas, o maior de toda história. Esse efeito que vc tenha sentido que ñ deve ter sido por causa que o 3 foi postado com outro capítulo. 




Sim, é um capítulo mais lento. Haverá outros tbm no mesmo esquema, mas pq são preparações para os capítulos que o sucedem. 




Sobre as motivações de bullying. Sim, tem uma influência sim de um certo pertencimento de cada cidade, porém há algo a mais. É um tanto sutil e complicado explicar sem dar spoilers, mas digamos que o personagem é "especial" (o que pode ser tanto bom quanto ruim). Sim, as reações são conflituosas ao ponto de ñ ter reações tbm serem ruins. 




Em relação a aula kkkk, bom, muito do que foi posto eu criei mesmo kkkkk, então não precisa de uma base do que ocorre no original. Fiz isso, pq fico pé da vida como não conseguem elaborar algo a partir de muita ponta que dariam ótimas histórias. Haverá o mesmo para outras regiões em outras histórias. A forma como é posto o Yveltal, aos poucos, tbm será explicado, talvez não em sua totalidade aqui, mas tbm em outras histórias. 








@Brijudoca




Tudo bem e com você?




Obrigado por ter vindo comentar.




Como disse ao Black, ele é de fato o maior postado em consideração a métrica de acordo com o Word hahah. Talvez como foi postado anteriormente o terceiro com o extra, tenha dado essa sensação de ñ é. 




Como disse a Nina, essa história é mais sobre o desenvolvimento do personagem em relação aos eventos que o cercam, podendo ser bons ou não. A história tem um aspecto introdutório mesmo, pq, em parte, é um aspecto que dei a ela para introduzir o mundo modificado que pensei e alguns elementos são compartilhados com outras regiões apesar das particularidades de Kalos. Mas, mesmo em relação à história em si, preferi introduzir a maioria dos elementos inicialmente para começar a explorá-los em seguida. Os 4 capítulos iniciais tem mais esse aspecto mesmo, mas logo essa sensação de a historia correr chegará (é o que espero kkkkk). 




Obrigado pelos elogios.








@Shiota




Obrigado por ter vindo comentar.




Em parte sim, essa sensação deve ter vindo do que foi postado anteriormente. Em relação ao tamanho ao observar, apesar de ter mais palavras, o número de páginas em relação aos anteriores é levemente maior, questão de meia página.




Como tinha dito, muito do que ocorre na franquia original eu modifiquei. Modifiquei porque achei que poderia ser melhor aproveitado, então não se preocupe em conhecer ou não alguma parte de tal região. 




Sobre a parte da explicação, realmente não pensei nisso e concordo que teria um efeito bom nessa parte. 




Sobre a ligação com Yveltal, terá um maior desenvolvimento sim, mas em parte n posso dar spoilers (essa resposta já é um spoiler em sim kkkkkkk). Digamos que ele teve um treco na hora kkk, o tempo não parou para os demais, tanto que as explicações do professor serve como pano de fundo para demonstrar isso. 





             V. A Insustentável Leveza do Ser pt.II


      O perfume da carta ainda permanecia no papel no dia seguinte em que ele fora entregue a Johann. O garoto o relia mais uma vez. Muitos poderiam concluir que se trataria de uma vacilação ao encontro naquela data. Embora fosse um evento demasiadamente curioso, o treinador tinha uma resposta bem firme se compareceria ou não à solicitação. A cada palavra que lia, surgia, em sua mente, o sorriso, a voz, o perfume, a presença de Brunhild, como uma luz fantasmagórica que lhe envolvia o espírito. A sua convicção era forte demais para ceder à curiosidade. 

      Desse modo, após a última aula, no horário marcado para a sua tocaia, Johann retornava tranquilamente para o seu quarto com uma deliciosa sensação de que um anjo da guarda lhe guiava para o caminho correto. Frustrando muitos, voltava a atenção para os livros e os exercícios que eram passados. Isso lhe rendia algumas horas, terminando apenas já durante a noite. Embora passasse um bom tempo desde a última refeição, estava sem fome, deitando em sua cama. Não era tão confortável, mas depois de algum tempo já se acostumava a ela. Com a cabeça sobre o antebraço, olhava para o teto de cor branca. O foco de luz proveniente da luminária não era tão vasto, promovendo um gradiente de luminosidade no cômodo. Johann estava na região de penumbra, caindo lentamente no sono enquanto as memórias iam e vinham, começando com Brunhild e atingindo a estranha experiência com Yveltal no dia anterior.

      Uma folha se elevava furtivamente ao lado do garoto. O assopro que a sustentava balançava as roupas suavemente. Também agitava em uma dança de ritmo lento alguns poucos fios castanhos. Embora o vento tivesse força para alcançá-los, paradoxalmente não sensibilizava de modo algum o menino parado. Este parecia olhar o grande nada branco em que estava, mas em apenas um breve piscar de sonhos já se encontrava em uma vila cuja arquitetura jamais vira em sua curta vida. Continha traços bem antigos, pouco presentes nos dias atuais, estando conservados em apenas alguns monumentos ou prédios históricos de Snowbelle. As casas dispostas quase em fileiras, sustentadas por longos e fortes troncos de uma espécie de conífera encontrada nas proximidades. O teto dessas humildes construções também eram formados por disposições dessas madeiras unidas por um estranho cimento produzido a partir das seivas da árvore. As filas das residências delimitavam uma pequena praça, a qual conectava aquele vilarejo. Ainda assim, parecia não se assustar no local em que fora transportado em poucos milésimos. Assistia, então, tudo passivamente, o vai e vem de pessoas que pareciam ter uma pressa admirável. Possivelmente, era um dia especial para aquele pequeno povoado. Tudo parecia que era centrado em uma figura cujos longos fios de cabelo negro voavam como se fossem mais leves que o próprio ar. Contudo, os acontecimentos eram tão velozes que o menino não conseguia ver o rosto daquela pessoa e logo tudo sumia.

      A folha continua a se levantar em uma paciência indescritível. O vento ainda a assoprava, como também aflava o menino. Porém, assim que a folha atingia a altura dos olhos de sua companhia, o ar se tornava mais denso e frio. Esta sensação finalmente se fazia presente. E com que intensidade. Aquele verde vivo logo sofria mutação, como as épocas da vida de uma pessoa. O tom amarelado, que indicava o fim, desfazia em milhares de pedaços pequenos que se espalhavam frente ao rosto o qual os encarava. Tal como uma mágica, sumiam e logo uma forte onda de vento atingia o único ser ali presente. A pancada parecia materializar alguma vida e, quando o menino abria os olhos do primeiro impacto, olhava para a aquela figura deformada de dor e desespero de aspecto fantasmagórico. Todo o seu calor corporal parecia sumir e suas pupilas dilatavam de tal forma que davam o aspecto de que as íris desapareciam de seus olhos. Salve-me…

      Johann levantava rapidamente da cama. Seu corpo estava gélido, como se tivesse dormido na neve. Aquelas palavras de suplício lhe doíam os ouvidos, criando um chiado insuportável pelo minuto seguinte. A respiração profunda ainda permanecia por algum tempo, embora o choque do pesadelo se dissipasse. O garoto olhava para o relógio sobre a pequena cabeceira ao lado. Cochilava por um longo tempo e a noite já se adentrava em suas horas.

      Ao passo que os minutos se sucediam, o estado fisiológico de susto passava. Os batimentos cardíacos, assim como a frequência respiratória, diminuíam substancialmente. Apesar do impacto, a memória daquele pesadelo ficava mais fraca e distante. Levantava-se, porém sentia que por um breve momento vacilavam. Recompondo-se, sem motivo aparente, apenas por uma vontade inerente dentro de si, caminhava para lá e para cá no quarto. Assim, o restante da noite Johann passava junto com a insônia materializada por passos sem rumo e uma estranha dor no peito. 

      O dia seguinte marcava o início de uma época em que progressivamente uma névoa surgia desde a primeira hora do dia, prolongando-se até o entardecer. Por ainda estar em seu estado inicial, ela pouco influenciava na visibilidade. Acostumados com essa variação climática, os moradores pouco se surpreendiam e tocavam suas vidas novamente. Desse modo, os estabelecimentos funcionavam como sempre. 

      A primeira aula para Johann era apenas uma teórica em que o próprio tutor aplicava aos seus alunos. Geralmente, essas aulas eram de caráter geral, variando desde Geografia a Biologia Pokémon. Aquela tratava-se justamente de História, em particular a de Unova. Esta região, em um continente diverso de Kalos, causava uma certa admiração ao professor. Embora se achasse um especialista nesse assunto, nem todas as suas informações eram corretas. Além disso, passava o maior tempo falando de uma viagem de visitação para região do que ensinava. Nessa aula, não seria diferente. Muitos ficavam escutando por quase duas horas as peripécias do idoso de 64 anos na Dragonspiral Tower, esperando que acabasse logo para o treinamento prático do dia. Assim, que o alarme de término tocava, os alunos não esperavam nenhuma palavra para serem liberados. Logo levantavam e sem cerimônia saíam da sala com um falatório considerável. Johann aproximava-se com cautela da mesa do tutor. Este colocava algumas folhas em uma pasta de couro ainda sem perceber a aproximação do jovem.

      — Aqui está o trabalho que pediu, professor... — as palavras eram difíceis de serem pronunciadas devido ao constrangimento.

      — Você... Johann — ao levantar alguns centímetros a cabeça, a expressão enrugada tornava-se ainda mais enrugada. Seu tom de voz tinha um tanto de nojo embutido. Pegava os papéis como se fossem nada. — Espero que tenha feito corretamente dessa vez. Já é a segunda vez que o refaz. Espero que não haja uma terceira — dava um pequeno sorriso com bastante sarcasmo. — Vá agora.  

      Ao ver o trabalho ser posto de qualquer jeito na pasta, Johann se dirigia até a saída. Andava pelos corredores pensativo, pois torcia para que a terceira vez não ocorresse. Afinal, mesmo que consultasse os livros passados pelo professor, tinha a certeza de que o seu ponto de vista estava correto. Das punições quase gratuitas, a violência de mudar o pensamento a força estava entre as piores. Talvez não devesse ter corrigido o professor ainda nos primeiros meses. Porém, já havia acontecido. Se houver uma próxima vez, será como estiver nos livros errados. 

      Enquanto flutuava nessas reflexões, o garoto passava por uns colegas sem notar os seus olhares de escárnio. Eles cochichavam algo ao passo que soltavam risadinhas sarcásticas. Johann somente perceberia o que se passava ao seu redor quando uma figura parava a sua frente, rompendo seus pensamentos e chamando sua atenção para a realidade.

      — Laíza? — surpreendido, olhava para a bela garota a sua frente com um rosto bem raivoso.

      — O que diabos você fez para espalharem merda por aí? — o tom de voz assustava até aqueles que sabiam da armação que envolvia os dois, mas passado o susto soltavam suas risadinhas.

      — Do que você está falando? — o garoto mantinha uma expressão séria após o susto inicial. — Não fiz nada a você...

      — Mentira! — interrompia, quase gritando. Seu rosto claro ficava vermelho. — Acha que vai espalhar boatos de que eu mandei uma carta para encontrar um esquisito como você? E ainda me esnobou? Quem pensa que você é, seu retardado?

      — Mas eu não fiz isso! E de fato recebi uma carta alegando ser sua, mas não espalhei nada...

      — Ora seu! — agarrava e torcia a camisa de lã dele, bufando. Seu olhar castanho levemente dirigido para baixo era penetrante.

      — O que se passa aqui? Alguém pode me explicar? — a iminente vias de fato de toda aquela situação era interrompida pelo tutor.

      — Nada mais que uma briga de casal, professor... — bem ao fundo, Phill respondia ironicamente. Muitos riam, enquanto Laíza soltava a roupa de Johann e olhava de canto para o lado em que surgia a resposta.

      — Que besteira! Vocês deveriam estar em suas aulas. Quero imediatamente que se dissipem ou haverá repressão para todos — o idoso passava pelos alunos com uma expressão nada agradável. Parava perto dos dois protagonistas do evento. — É melhor não testarem minha paciência. Ao invés de gastarem energia com essa besteira de ingênuos, deveriam pôr seus esforços nos estudos! Nos estudos! — em seguida, voltava realizar o seu trajeto em meio ao silêncio.

      — Não pense que isso acabou — rangendo os dentes, Laíza olhava ameaçadoramente e em seguida saía.

      Johann sem ainda entender bem o que estava ocorrendo apenas a olhava ir. Após ela estar distante, então, é que escutava as pessoas ao seu redor. Os deboches surgiam um em sequência de outro, sem possuir qualquer limite. A massa ficava cada vez maior e mais inconsequente, enquanto os responsáveis por fomentá-la assistiam de fundo ao espetáculo de que um grupo é capaz de cometer contra um alvo. O garoto sem saber o que fazer ou falar apenas conseguia mover os olhos de um lado para o outro. Era como se houvesse uma mordaça e uma corda o limitando. Porém, um empurrão o despertava e começava a andar entre a chuva de ignorância naquele corredor, em meio a um excesso ou outro mais violento. Seguia em silêncio para a sua aula.

      Sem conseguir raciocinar, passava o início das explicações do professor sem atenção alguma. Afundava-se em meio a questionamentos de por que aquilo estava acontecendo. Tinha feito tanto mal assim? Logo surgia a lembrança de Brunhild e Johann despertava. Todos os colegas olhavam-no, muitos deles presentes anteriormente naquele corredor infernal e que ainda portavam um sorrisinho de escárnio.

      — E então? Quem você escolhe? Ou não prestou a atenção no que eu disse? — ao fazer a última pergunta, o professor parecia se exaltar. O garoto nada podia fazer além de responder afirmativamente.

      — Professor, permita-me batalhar com ele! — prontamente, Laíza se destacava naqueles segundos de silêncio constrangedor. Ainda podia perceber a raiva em sua voz, mas não como antes.

      Aquela aula prática entre diversas turmas, independentemente do grau de avanço em que se encontravam, era considerado ideal para o aperfeiçoamento de estratégias segundo o tutor. Desse modo, a disputa entre os dois treinadores estava prestes a se iniciar e era uma forma excelente para iniciar a vingança da loira. Poderia pegar pesado o quanto quisesse sem, no entanto, levar alguma bronca. Enquanto isso, o garoto sentia uma estranha sensação no peito, como se sua valquíria estivesse ali o abraçando. Dava-lhe a força necessária para batalhar contra a situação absurda em que fora posto. Com um sorrisinho de canto da boca, Laíza arremessava sua pokéball. Surgia uma figura quase do mesmo tamanho da garota. Era uma árvore animada, com o tronco descontínuo, em que pontas bem afiadas de madeira se prolongavam para um espaço escuro. Um raro Trevenant de coloração atípica, isto é, possuía folhas avermelhadas e casca branca, demonstrado já ter bastante idade e, consequentemente, experiência de batalha. As garras, formadas por galhos bem pontiagudos, assustavam pelo tamanho.

      — Por que não fazemos uma aposta? Quem vencer saí daqui — ela dizia confiante à frente de seu poderoso pokémon. — Seria um prazer te ver longe daqui.

      Sem uma resposta, Johann retirava uma pokéball de seu bolso e arremessava. A escolha parecia ser a esmo, mas a fazia inconscientemente. À sua frente, voava Noibat. Laíza sorria com a escolha do oponente, já se sentindo vitoriosa daquele combate.

      — Ande logo e responda a minha pergunta, seu covarde! — embora fosse usado um tom ameaçador, não era respondido como ela queria. — Que seja! Trevenant, use Shadow Claw!

      De modo desengonçado, a árvore corria em direção ao pequeno morcego. Como possuíam velocidades similares, não se podia prever o que ocorreria. A ordem de Johann era clara, usar Whirlwind. Desse modo, o pequeno voador batia suas asas de modo a criar correntes de ar turbulentas que tornavam a aproximação de seu oponente cada vez mais lenta. A disputa de perseverança entre os dois combatentes era admirável, porém ela tendia para o mais experiente. Trevenant conseguia se aproximar o suficiente para que pelo menos a prolongação fantasmagórica que envolvia o seu galho direito arranhasse o alvo, causando lhe uma dor considerável. O voo do morcego se desestabilizava, embora não houvesse uma ferida física em seu corpo.

      Logo viria a reação. Dessa vez, criando uma corrente que favorecia a aproximação ao fantasma, um Tailwind era produzido com um outro bater de asas. Quando o fluxo se intensificava de tal modo, Noibat se jogava nele, em assalto contra o oponente. Parecia claramente um ataque físico, porém quando o movimento de acerto com as asas seria esperado, a segunda ordem como um agora de Johann surpreendia o contra ataque de Laíza. Jogando os membros para a frente, o pequeno dragão criava uma segunda rajada, dessa vez muito mais concentrada. Era um Air Cutter e, devido a distância, acertava imediatamente o alvo. Embora não fosse tão forte, a efetividade do golpe e a combinação com a técnica anterior provocavam um afastamento da árvore macabra, fazendo com que suas raízes criassem uma trilha de muitos centímetros na camada de neve.

      Tanto Trevenant quanto sua treinadora olhavam com raiva. Entretanto, as seguintes palavras utilize aquilo não trariam nenhuma grande reação como muitos imaginavam e esperavam. Os olhos negros do pokémon assumiam uma coloração roxa e a sua existência parecia desbotar. O tempo dado a Johann era rapidamente utilizado ao perceber a imobilidade do oponente. Talvez por confusão mental, talvez por inexperiência e vontade de demonstrar força, o garoto assombrava a todos mais que a fantasmagórica árvore. O nome Outrage levava a muitos abrir a boca enquanto olhavam para o pequeno morcego novamente se jogar em assalto contra o alvo com o apoio das correntes de ar que ele mesmo produzia. Dessa vez, contudo, não interrompia o voo, indo até às últimas consequências com um manto de energia avermelhada que lhe recobria à medida que ganhava velocidade. O choque não era tão forte como o nome do golpe evocava, mas, ainda assim, causava considerável dano. Ao fim da primeira investida, Noibat já se preparava para a segunda, dessa vez visando as costas do alvo.

      — Agora você se arrependerá profundamente — Laíza falava baixo e com um sorriso malicioso no rosto. — Trevenant, agora! Phantom Force!

      Uma estranha energia, do mesmo tom dos olhos do pokémon, repentinamente cobria toda a extensão da árvore contratando com a perda de tonalidade anteriormente. Ela parecia se propagar por alguns centímetros da superfície da casca e logo se tornava invisível. Ainda de costas, como se todo aquele manto energético também funcionasse como um radar, Trevenant condensava toda a força em um movimento de rotação sobre a parte descontínua de seu corpo. Como uma catraca, o galho direito acertava em cheio a pequena bola vermelha que vinha em sua direção. Com o forte golpe, Noibat interrompia o seu ataque. Porém, o impulso com que o choque deveria dar ao morcego parecia se dissipar em milésimos pela energia fantasmagórica, atraindo no ar de tal modo que a segunda rotação levava o galho esquerdo em direção ao alvo dessa vez. Com bastante brutalidade, o pequeno dragão era jogado à neve, encerrando a batalha. Laíza levava a melhor e muitos começavam a gargalhar. A Johann, restava apenas retornar seu pokémon e correr rapidamente em busca de cuidados médicos.



      A neblina se intensificava com o passar de dois dias, atingindo o ápice justamente quando Noibat teria a sua alta do centro responsável por tratar de seus ferimentos. Embora eles não fossem tão graves, poderiam evoluir para complicações e, assim, pôr em risco a vida do pequeno pokémon. Johann acompanhava-o nesse período, mesmo que acabasse perdendo aulas e dificultasse um pouco a sua situação na tutoria. Porém, ainda que os médicos tentassem lhe libertar daquela tarefa, o garoto continuava irredutível. Havia recebido aquele presente de Brunhild e prometido a ela que cuidaria dele. Jamais o abandonaria. Jamais abandonaria qualquer um de seus companheiros.

      Devido a densa bruma que envolvia toda a cidade de Snowbelle, a visibilidade era prejudicada a níveis alarmantes. Os motoristas eram submetidos a rigorosas exigências e, caso não as cumprissem, sofriam pesadas punições. Já se percebia que aquele fenômeno meteorológico se incorporava na rotina da cidade por meio de regras. Johann, porém, ao aceitar deixar o lado de Noibat por algumas horas, ainda se surpreendia com aquele potente evento. O garoto, ao ter a confirmação de que o morcego não corria mais riscos e poderia ser liberado até a tarde, retornava ao dormitório. De lá, após um banho para afastar o sono de noites mal dormidas, decidia voltar às aulas, pelo menos as da manhã, para evitar complicações. Após elas, iria pegar de volta seu pokémon.

      Durante o tempo em que retornava ao prédio onde deveria aprender alguma coisa, sentia os cochichos atrás de si, assim como os olhares maldosos e as risadas de chacota. Entretanto, mais do que isso, a sua preocupação era dirigida apenas ao recontro daqui a algumas horas. Assim, passava aquele tempo, que parecia interminável, em sua carteira, embora seu corpo estivesse agitado e demonstrasse com os pés batendo regularmente no chão. Com a última palavra do professor, levantava rapidamente, já com os pertences arrumados em sua mochila. Era o primeiro a sair da sala de aula. Andava a passos muito rápidos, descendo a escada quase de três em três degraus. Desviava das pessoas a sua frente com grande maestria. Não tardaria, por isso, para já estar próximo a saída da tutoria. Contudo, o seu dinamismo logo era freado por um grupo sentado nos sofás em frente ao balcão de recepção do local.

      —Ora, ora... Veja bem quem está com pressa – um dos garotos levantava-se. Não havia dúvidas, era um dos capanguinhas de Phill. — Por que tanta pressa? Sente-se com a gente e vamos conversar...

      Johann não respondia, tentando recuperar o ritmo perdido por aquele desagradável encontro. A expressão de muitos do grupo modificava-se, embora o falastrão ainda permanecia risonho. Assim que Johann o ultrapassava, com uma calma até fria, o outro garoto jogava o braço direito sobre os ombros dele, girando o corpo e ficando de frente à saída. Tão gélido quanto o dia, soltava as seguintes palavras bem baixo: não fará uma desfeita, não é? Em seguida, acertava um soco nas costelas. Ainda que fosse leve, carregava muita hostilidade.

      Ao agredido, não restava nada a menos que desvincular daquele braço em seu ombro, empurrando-o levemente em seguida. Olhava-o, mas antes que fizesse alguma coisa, os demais aproximavam-se formando uma meia lua à frente de Johann. Este mantinha uma expressão não de raiva, embora a sentisse, mas sim de preocupação. Provavelmente, tornaria uma de suplicante, mas os segundos seguintes impediam a transformação.

      — Já sei o porquê do idiotazinho estar assim! — o tom de voz calmo e frio subitamente era carregado por uma maldade. — Deve ser por causa daquele pokémon inútil — ameaçava soltar uma gargalhada. — Não fique preocupado... Nesse momento, Phill já deve estar com ele...

      Aquelas palavras congelavam a espinha de Johann. Não acreditava no que escutava, com a raiva progressivamente tomando o lugar do equilíbrio que apresentava até então. Suas pupilas dilatavam, ao passo que o coração batia mais rápido e uma espécie de angústia tomava-lhe o peito. Segurava, em um segundo, o menino à sua frente pelo pescoço, apertando-o forte consideravelmente. Tal reação não assustava somente aos demais do grupo, mas também a recepcionista que falava no telefone até agora e pouco ligava para aquelas crianças. As palavras de Johann também eram embutidas de grande teor de ódio, escapando pelos dentes que quase rangiam.

      — Ei, vocês! Para fora! — a mulher levantava de sua cadeira tentando expulsar aquele potencial problema.

      — É o que você escutou... — embora tivesse o pescoço sob pressão, o garoto era capaz de falar. — Phill pegou aquele encardido e só Deus sabe o que ele vai fazer...

      Mais um soco atingia as costelas de Johann. Ele soltava o menino à sua frente e olhava para o outro que desferiria o golpe. Antes que as vias de fato chegassem, o grupo era posto para fora novamente pela recepcionista, que desta vez levantava de sua preguiça, dirigindo-se até eles. Lá fora, a iminente briga finalmente ia acontecer, mas para Johann nada daquilo lhe era vantajoso. Liberava logo Rhydon de sua pokéball. O rinoceronte impunha um certo temor aos garotos que olhavam para o chifre girando intermitente como uma broca.

      — Só irei perguntar mais uma vez... Onde ele está?

      — Acha mesmo que vai colocar medo com isso aí?! — o menino que tomava o lugar de Phill lançava uma pokéball com uma expressão já mais séria.

      Entre os dois garotos, surgia um pokémon volumoso. De mesmo tamanho e formato de um barril, suas longas orelhas se dobrava uma única vez no espaço. Talvez esticadas tivessem maior comprimento que o próprio corpo de Diggersby. Em suas pontas, parecia que cada uma se transformava em patas acessórias, sujas de terra. O coelho dava um sorriso jocoso enquanto encarava Rhydon. Os demais do grupo se agitavam e pareciam se animar. Alguns já até sacavam algumas pokéball.

      — Nada disso Erik... — uma voz um pouco fina surgia atrás daquele bando. — Eu mesmo terei a honra.

      Phill sorria enquanto caminhava até os amigos. Em sua mão havia algo que logo chamava a atenção de Johann e intensificava neste ainda mais sua raiva. O menino mais robusto elevava-a então, em tom de provocação, enquanto se aproximava-se do treinador de Noibat. O sorriso não só demonstrava como aquilo era divertido, mas também o prazer que sentia ao ter uma vida daquele jeito... Em sua palma da mão.

      — Esta não é a pokéball de Noibat? — dizia de modo sádico. — Pois bem, já deve saber que eu lhe fiz o favor de ir buscar aquele lixinho para você, não é?

      — Onde ele está?

      Sem pensar, Johann investia contra Phil. Só não conseguia alcançá-lo, pois Diggersby lhe acertava uma investida, jogando a um metro de distância. O choque no solo era doloroso e lhe causava um arranhão na palma esquerda. Ela ardia e sangrava, mas tampouco era um obstáculo para o garoto se levantar. Já Rhydon ao perceber que seu treinador fora acertado, corria em direção ao coelho. Poucos metros dele, parecia fazer um acrobacia mesmo com o pesado corpo. Como um míssil, lançava-se em rotação. O Drill Run acertava em cheio o corpo volumoso do alvo, empurrando a uma distância considerável. O pokémon arremessado de forma brutal passava ao lado de Phill, arrancado deste um grito de temor pelo susto. Johann olhava a cena surpreso, mas logo segurava na camisa do valentão a sua frente ainda atônito.

      — Onde ele está? — repetia.

      — Eu... — ainda sem palavras, mas se recompondo, o mais robusto se soltava e empurrava Johann. — Olha que nojo! Você sujou a minha camisa desse seu sangue nojento! — irado, ele gritava. — Agora, você é quem vai ver!

      Mais um pokémon era liberado naquele terreno. A presença de tantas criaturas e o falatório junto a gritos já chamavam bastante atenção. Um grande bode surgia à frente de Phill. Possuía olhos vermelhos ameaçadores, como se já estivesse com raiva de Rhydon. Seus chifres negros eram postos em direção daquele que escolhera como rival em mais um sinal de hostilidade. As folhas ao redor de seu pescoço, seu dorso e sua cauda agitavam-se, fazendo um hino de batalha, começando, então, a raspar o solo com o casco de sua pata direita. Em resposta, o rinoceronte soltava um imponente grunhido, mudando a direção de seu chifre em rotação, direcionando ao Gogoat.

      A rivalidade não ficava apenas em reações. O primeiro movimento provinha do pokémon de grama, ao ameaçar Johann por este tentar outra investida contra seu treinador. O pesado corpo de Gogoat, já impulsionado, era segurado nos chifres por Rhydon, impedindo que o Take Down se transformasse em algo devastador contra o menino. Este recuava ainda surpreso com o possível risco à sua vida, afastando das duas criaturas que disputavam forças. O rinoceronte batia a sua cauda no chão, enquanto encarava o bode. Poucos segundos após a troca de olhares nada agradáveis, ele investia a sua cabeça contra a do oponente.

      O Megahorn provocava um pequeno aumento do chifre de Rhydon. Este, ao efetuar o ataque, não conseguia mais segurar Gogoat. Desse modo, embora fosse um golpe extremamente poderoso, não se tornara fatal, uma vez que o pokémon de grama fora capaz de reduzir parte do dano com um salto para trás. Entretanto, a potência do choque era tanta, que esse pulo dava mais intensidade ao empurrão, jogando o bode a alguns metros de distância.

      — O que diabos vocês estão esperando? — Phill gritava aos amigos após assistir Gogoat se chocar contra o chão.

      Em resposta a solicitação, Diggersby avançava contra Rhydon. A poucos metros, o coelho volumoso demonstrava uma agilidade surpreendente ao seu corpo. Em um giro, acertava dois chutes de grande eficácia. O Double Kick não era capaz de nocautear, mas ganhava tempo para que um Pyroar e um Pangoro fossem liberados de suas pokéball. Assistindo a desvantagem, o rinoceronte dava alguns passos em recuo. Porém, logo Johann o assistia com Piloswine. Ainda assim, os garotos riam e olhavam com escárnio. A vantagem numérica lhes davam segurança para tal.

      — Se você se comportar direitinho e deixar a gente se divertir, não vamos causar muitos ferimentos em seus pokémon — Phill estalava os dedos. — Mas, é claro, se você deixar a gente bater em você... Afinal, essa desobediência — balançava a cabeça negativamente, com uma expressão de pesar. — Essa desobediência não pode passar — sorria.

      Johann olhava-o. Seus pokémon davam dois passos para trás, de modo a ficar ao redor do garoto. Ele, contudo, não pensava naquela ameaça nem na batalha em desvantagem. Somente Noibat vinha em seu raciocínio e o medo desse laço com Brunhild se romper. Faria de tudo. Tudo mesmo. E, assim, antes de que o gorducho voltasse a abrir a boca, o treinador lançava mais uma pokéball para a direção dele. Ela quicava no chão a poucos metros das costas de Phill, que, surpreso, olhava para trás. Depois do pouco tempo da libertação de Drapion, este já usava suas pinças para imobilizar o alvo pelos braços em uma posição de crucificação. O ferrão venenoso já era deslocado para próximo do pescoço do garoto. Este, sem reação inicial, começava a suar e gritar por ajuda. Seus amigos se afastavam também temerosos daquela cena.

      — Espere Drapion... — Johann impedia a ferroada, enquanto retornava seus outros pokémon. Em seguida, andava até Phill, com uma expressão tão fria quanto aquela cidade. — Irei perguntar apenas mais uma vez... O que você fez com Noibat?

      — Droga... — rangendo os dentes, o garoto olhava perifericamente para o escorpião próximo de suas costas. — Aquele inútil... — sentia os braços machucarem nas reentrâncias das pinças. — Eu o liberei na floresta ao sul. Agora me larga! — gritava em desespero.

      — O que diabos está acontecendo aqui? — na porta de saída do prédio, incrédulo, estava o tutor de queixo caído. Não demorava para que ficasse vermelho de raiva devido à situação.

      Johann olhava rapidamente de lado, mas logo voltava os olhos frios para Phill, que sentia um pequeno tremor na espinha. Em seguida, pegava a pokéball no chão, retornando Drapion. Os gritos nervosos do tutor eram ignorados pelo menino, que se colocava a correr em direção ao sul da cidade. Se sua aventura em Snowbelle já tivesse acabado, a de Noibat não.
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Mensagem por Black~ Dom 7 Jun 2020 - 23:12

Bom, vamos lá.

Pode-se dizer que esse capítulo, em contraponto aos dois anteriores, foi bem agitado e com uma quantidade elevada de cenas de ação. O que de fato enriqueceu o capítulo em questão, principalmente no tocante às batalhas pokémon. Todavia, ao menos para mim me pareceu confusa toda a situação com a Laíza, visto que a mesma marcou uma conversa com o Johann, mas a tal da conversa não aconteceu, pois ela ficou com raiva do garoto ter espalhado aquilo, mesmo ele não o tendo feito, não entendi muito bem isso, a não ser que a própria Laíza tenha feito isso só pra chamar a atenção mesmo.

De toda forma, como havia dito acima, gostei da ação do capítulo e achei interessante que quase todos os pokémon são pokémon nativos de Kalos mesmo, exceto os de Johann, achei legal, mas de certa forma justificável. Mas no que tange à batalha contra a Laíza, ao menos pra mim foi um pouquinho confusa num primeiro momento, com os golpes aparecendo muito rapidamente, e também achei que foi bem rápida, mas a questão da quantidade de turnos é justificável visto que a treinadora e seu pokémon eram bem experientes.

Confesso que eu particularmente sinto raiva de ver essas cenas com o Johann (não é nada pessoal com a sua fic), mas é porque me dá raiva mesmo essas cenas de bullying, crianças implicando com outras crianças e afins. De toda forma, gostaria que você explorasse o motivo de tamanha implicância dos personagens contra o Johann, visto que em certo ponto a história está se assemelhando a "Todo Mundo Odeia o Chris", onde o protagonista sofre bullying de todos os modos na escola kkkk, mas enfim.

Uma coisa que achei interessante foi esse professor babaca que fica rindo com desdém do Johann. E, tipo, é uma coisa incrível porque é muito real: aquele tipo de professor que não aceita correções do aluno e o coloca pra fora da sala, nesse caso o professor iria colocar erros no trabalho mesmo que não os existissem de tal modo como apresentado. Outro ponto interessante foi uma coisa que infelizmente acontece muito no mundo real: quando o agressor bate até umas horas e nada acontece, mas se o agredido revida ou algo do tipo já causa uma indignação imensa dos professores/supervisores/coordenadores/diretores e afins.

Falando nisso, apesar de ser em partes uma história clichê, onde o agredido começa a agir de modo frio e calculista™ contra os agressores, eu achei um pouco interessante o fato do Johann rebater as agressões contra os valentões e tals. Mas o que achei legal mesmo, foi o fato de ele ter feito isso para que pudesse recuperar o Noibat e assim não perder de forma alguma o laço com a Brun, mesmo que ele seja expulso da escola.

Bem, eu realmente não gosto do Phil porque eu não gosto desse tipo de personagem que é valentão só por ser valentão e pronto, do mesmo modo que não gostei da cena dele simplesmente abandonando o Noibat pra mostrar que é mal, mas gostei da consequência da cena do abandono do Noibat, que foi o assunto do parágrafo acima.

Por fim, mas não menos importante, eu achei misterioso aquele começo falando dos sonhos do Johann e sonhando com uma tal criatura. Pela descrição eu imaginei ser o próprio Trevenant e depois a treinadora rival colocou esse bicho em campo e fiquei pensando se teria alguma relação ou mistério a serem explorados aí.

De todo modo, senti que faltou um pouco de explicação no caso da Laíza e qual seria o encontro e também ainda não sei o que de fato irá acontecer e qual será a tal jornada do protagonista, mas creio que você irá começar a explorar isso em breve, visto que aparentemente já deu um bom pano de fundo.

Mas no geral, é isso. Então é só e boa sorte com a fic.

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The Adventures of a Gym Leader - Capítulo 48
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Mensagem por Brijudoca Seg 8 Jun 2020 - 14:18

Oi roberto, tudo bão?

Eu li o capítulo no dia que você postou, mas acabei demorando pra comentar pq eu precisava reler alguns trechos que eu não tinha entendido direito. No final das contas ainda não entendi o lance com a carta da Laíza. Foi tudo uma armação do pau no cu do Phil? Era verdade e a Laíza ficou puta pq ele ignorou a carta? 

De qualquer forma, que ódio que me deu da menina. Achava que a questão do bullying partia mais do Phil e a gangue dele só seguia o fluxo, mas ver a forma como a Laíza tratou mal o Johann "de graça" me deixou revoltado. Devo concordar com o Black que achei a batalha bem confusa, principalmente a forma que os golpes foram descritos, fiquei com muita dificuldade em visualizar o que estava acontecendo. Acho que esse é um ponto que vale a pena você analisar nos próximos capítulos e at.é ver como outros autores da área descrevem, de forma que esse processo fique mais fácil pra você.

Foi bom de ler o Johann se revoltando e tentando dar o troco nos valentões pra variar um pouco. Fiquei pensando em como o Phil simplesmente pegou o Noibat no centro. Será que enganou as enfermeiras? Não precisa apresentar o cpf pra pegar o pokémon? kkkkk Extremamente maldoso o que ele fez, admito que me subiu os nervos quando ele contou que libertou o bicho na floresta, de forma tão leviana. 

Como tudo parece dar errado pra Johann, imagino a punição que ele levará após mais essa confusão com os alunos. Visto que nem o professor gosta dele, não seria de se surpreender que o garoto termine o dia expulso.

Achei legal a junção dos dois capítulos. Sim, ficou grande, mas acho que eles funcionaram melhor dessa forma. Enfim, estou ansioso pra ver pra onde sua história vai agora, então até o próximo capítulo o/
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Mensagem por Shiota Sab 13 Jun 2020 - 15:11

Hey Roberto o/ Aqui estou, atrasado como sempre

Bom, pelo que entendi, alguém (provavelmente Phill) fez a carta, mandou pra ele e depois espalhou a história da carta pra Laíza ficar com raiva dele, certo? Com isso… Sr Roberto você está me fazendo ficar com vontade de fazer um crossover só pra eu fazer meus personagens baterem nos seus putaqpariu……. brincadeira! Mas sério, além de ter ódio por esses personagens valentões, essas cenas que um coitado é acusado sem provas e a outra pessoa não escuta o que ele diz me dão bastante raiva… mas fazer o que se é bem possível de acontecer na realidade? aopidskofakod

Enfim, sobre a batalha, eu acho que consegui entender bem a maior parte dela, só achei um pouco inconsistente a forma que você narrou. Tipo, eles começam dando comandos no diálogo e tal, ai começa a descrição de golpes e no meio da descrição já surge outra sequência de comandos, agora sem diálogos, e depois volta pro diálogo. Eu não sei bem explicar, mas acredito que sua escrita é mais “narrar/descrever” em vez de “mostrar”, o que não é exatamente ruim, apenas uma característica sua, só ficou meio misturado na batalha, entende? Uma hora você mostrou as ações e noutra você narrou elas.

E meio que sobre a batalha ainda, geralmente eu leio elas com um sentimento de “tanto faz quem vencer”, mas essa eu realmente torci pra ele vencer porque sério, nada da certo pro coitado e, como ele é um treinador forte, achei que poderia conseguir algum respeito ou pelo menos calar os outros ganhando uma batalha, mas o “começo de um sonho” foi pra “deu tudo errado” logo depois... pelo menos, na batalha do final do capítulo ele atendeu às minhas expectativas, até achei muito daora ele AMEAÇAR o cara de morte e realmente dar medo pra ele, além dele ter “tacado o foda-se” pro professor e corrido ao Pokémon. Não sei quais serão as consequências, mas espero que ele continue chutando a bunda de todo mundo ai.

Eu fiquei um pouco intrigado com o resultado da primeira batalha, no entanto. Eu sei que foi pra dar plot pro final do capítulo, mas a batalha não me pareceu tão violenta ao ponto do Pokémon passar 2 dias no hospital. Apesar de não se falar em levels, aparentemente a plantinha lá é bem superior, mas sei lá.

Uma coisa que eu percebi nuns dois momentos é que você alternou entre narração e pensamento/fala sem nenhuma indicação, o que causou um pouco de confusão. Por exemplo:

Entretanto, as seguintes palavras utilize aquilo não trariam nenhuma grande reação [...]

Acho que você poderia ter indicado com aspas ou itálico o “utilize aquilo”. Teve outra que se não me engano era algum pensamento, mas não lembro agora onde era, mas enfim, cuidado com isso ai.

Por enquanto é só e até mais o/

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Mensagem por roberto145 Dom 14 Jun 2020 - 20:44

Boa noite. Inicialmente, desculpem o leve atraso. Hoje haverá dois capítulos, um seguindo a história normalmente e outro nos moldes do que foi aquele da Brunhild. Se quiserem pulá-lo, não há prejuízo, mas há algumas coisas interessantes nele para saber. Espero que gostem. Boa leitura.


Comentários:



@Black~ 


Obrigado por ter vindo comentar.


Sobre essa situação com a Laíza, eu acredito que esteja falando sobre a carta, certo? Bom, sobre isso posso apenas responder que algumas coisas estão implícitas, nas entrelinhas mesmo. Isso por causa de duas estratégias que eu gosto. Uma é aproximar o narrador em terceira pessoa ao personagem (Johann no caso) de tal forma que o narrador quase perde a sua onipresença, podendo se confundir com o personagem. Por consequência, a visão e o que é narrado ficam limitadas a muito do que o Johann observa tbm. Nesse caso, perderia a coerência dizer o que de fato aconteceu, pq é uma situação arranjada distante a ele. Porém, mais a frente, haverá esclarecimentos sim. 


Em relação a batalha, eu pessoalmente tenho a visão de que elas devem ser intensas. Isso pode se resumir a violência ou a velocidade que acontecem. No caso, havia um pokémon forte fisicamente e outro fraco em relação a defesa (os status são umas das poucas coisas que levo em consideração dos jogos). Então, acertar um golpe forte faria um estrago considerável, não acha? Em relação aos nomes, como disse, batalhas para mim devem ser intensas e isso se aplica a narração tbm. Dividir em comandos cada ação, na minha opinião, levam a perda de ritmo. Por isso, eles quase inexistem, de modo a dar mais foco na batalha em si. 


Concordo com vc em relação a bullying e haverá sim uma maior explicação sobre.


Sobre essa árvore. Bom, ñ diria que seria bem uma árvore kkkkkk, mas sem mais spoilers. 


Agradeço os elogios.





@Brijudoca


Tudo bem e com você?


Obrigado por ter vindo comentar.


Como disse ao Black, por motivos de como eu vejo a relação narrador e personagem, essa situação ainda está implícita. Porém, haverá esclarecimentos sim. 


Sobre a batalha, como tbm disse ao Black, é a forma como acho que as batalhas poderiam acontecer. Nada tenho contra o método de anunciar ataque e a seguir parágrafo com descrição do golpe e um pouco de narração de como tudo ocorreu. Se muitos a utilizam, é pq tem seus resultados. Porém, a mim, não satisfaz, mesmo que eu já tenha feito assim lá na minha história muitos anos atrás hahahah. Para mim, batalhas é o momento de intensidade e, se for fazer por esse método, perde-se muito desse aspecto intenso. O que eu fiz foi diminuir ao máximo as falas anunciados comandos e balancear narração e descrição para dar fluidez e até um pouco de confusão mesmo (no sentindo de vc ver uma briga e ver como ela é desordenada). Você se sentiu confuso de que modo? Achou que faltou maior descrição nos golpes ou não associou o golpe ao que é nos jogos/anime (se esse for o caso, sim, tive a liberdade de alterá-los um pouco hahaha)? Agradeço ao responder essas perguntas, ajudará em muito no que vier a seguir.



@Shiota


Obrigado por ter vindo comentar.


Hahahah, não posso confirmar, afinal seria spoiler, mas, como disse nas outras respostas, há algumas coisas implícitas e pode ser o mais simples de ocorrer mesmo. Pode ficar a vontade em surrá-los kkkk.


Em relação a batalha, sim, vc tem razão em relação a narrar e descrever como maior parte pelos motivos que disse anteriormente: dar mais intensidade e dinamismo. Pessoalmente, eu adoraria abolir os comandos hahahah, mas não o faço por um motivo simples. Treinadores tbm fazem parte de batalhas, ñ há como ignorá-los e acho que nos damos conta que eles estão lá é justamente quando se abre um travessão e deixa eles anunciarem um golpe. Por isso, mesmo que reduzidos em número, ainda há esses comandos, para lembrar que o treinador existe ainda que os pokemon possuam certa liberdade em se movimentar. Porém, como disse, é a minha visão apenas de como poderiam ocorrer as batalhas. 


Em relação a violência de golpes e pokémon, foi como disse ao Black. É um dos poucos aspectos que considero dos jogos. Por isso, um pokémon bem forte fisicamente desferido golpe físico a um com pouca defesa causou danos graves. 


Esse ponto que vc levantou é algo relacionado ao que disse ao Black de aproximação narrador e personagem. Ela acarreta em trechos de discurso indireto livre. Esse trecho que vc destacou é um deles assim como o que imagino o outro que vc queria citar tbm. Essa parte de discurso ñ se pode mesmo destacar por regras do português com pontuação como se faz com o discurso direto. Por mais que eu queira facilitar a leitura, essa é uma estratégia que n abro mão por achar linda esteticamente hahahahah (cada um com suas loucuras kkkk)


         VI. A Insustentável Leveza do Ser pt.III


      O esforço de bater as pequeninas asas lhe causava mais dor além daquela que já sentia, tanto que logo parava a tentativa de voar. Assustado, suas longas orelhas eriçavam, aumentando ainda mais seu comprimento. Esta era a única forma do pokémon saber o que passava ao seu redor, uma vez que a neblina densa se entranhava entre as largas árvores que compunham aquela escura floresta. A camada de névoa era tamanha que engolia Noibat quase por inteiro, sobrando apenas uma pequena porção do ápice de suas orelhas. Tal situação o deixava bastante apreensivo, uma vez que era a primeira vez que se encontrava em um ambiente hostil sem a companhia de seu treinador. Além disso, a maldade daquele que o levara até aquele local o intimidara com tamanha intensidade que por aqueles instantes achava mesmo que tivesse sido deixado só no mundo.

      — No... — estava tão fraco que mal conseguia emitir sons.

      O coraçãozinho acelerava juntamente com o eriçar dos pêlos do topo de sua cabeça devido aos sons produzidos pelo movimento de folhas e grama. Poderia ser o vento? Possivelmente, mas eles eram raros. Geralmente, quando assopravam provocavam a queda da temperatura ambiente. Porém, a prova cabal de que era algo a mais logo ecoava. Galhos quebravam em mais de uma direção. Vento algum poderia fazer aqueles barulhos.

      — Noi... — ainda mais assustado, o pequenino tentava mais uma vez chamar por seu treinador. Em vão.

      Sem sucesso, a angústia do pokémon intensificava com uma péssima sensação de perigo. O morcego sentia o ar rarefeito pesar ainda mais sobre si com uma pressão colossal. Ofegante, agitava as asas, tentando novamente alçar voo. Porém, não conseguia por mais que tentasse ignorar a dor. Seu instinto de sobrevivência, então, imperava-o a soltar rajadas ultrassônicas. Percebia, desse modo, a presença de grandes formas que se moviam rapidamente ao seu redor. Colocava-se a correr, mas era tão lento que não conseguia se deslocar tanto.

      Subitamente, uma das formas reveladas pelas ondas supersônicas avançava em direção a Noibat. Um rugido alto e feroz, desconhecido pelo pokémon, arrepiava ainda mais o pequeno, que ficava imobilizado de medo, apenas olhando o seu predador. Este, bem próximo, ainda se camuflava na neblina, mas já era possível ver sua tonalidade negra como um borrão se movendo em saltos. Outros barulhos também começavam a ecoar. Era como se fosse um canto que se tornava aterrorizante para Noibat.

      O mais terrível estava prestes a começar. Aquela mancha finalmente revelava a sua forma em uma espécie completamente desconhecida do morcego. A criatura possuía orelhas finas e curtas. Eram como dois filetes em uma cabeça desproporcional pequena. Olhos bem grandes, enegrecidos, mas com duas orbes verdes no centro. Narinas bem dilatadas e boca bem alargada, mostrando uma série de dentes irregulares e afiados. Era um demônio. O primeiro golpe era com uma das patas envoltas por um manto negro. Forte, causava um belo dano ao Noibat. Este mais uma vez tentava emitir um som chamando seu treinador, mas não possuía mais forças. Imobilizado no chão, os demais demônios iam em direção a ele, alguns já desferindo golpes entre si em competição para ver quem desfrutaria o primeiro pedaço da presa. Esta nada mais podia fazer do que pôr suas asas de modo a se proteger do perigo. De seus olhos arregalados e assustados, lágrimas caíam a fim de lubrificá-los. Teria uma breve vida, a qual rapidamente passava por suas memórias. Não se lembrava do primeiro contato com seu treinador, embora sentisse uma confortante sensação ao pensar nele. Para o pokémon, Johann era o mais próximo de uma família, afinal fora retirado do curso natural da vida selvagem quando ainda era um ovo. Foi o garoto que lhe alimentara, que lhe ensinara a voar, que lhe dera algum tipo de afeto. A vida seria curta, mas naquele breve momento de recordação ela lhe contentara.

      O demônio vencedor da competição para garantir a primeiro mordida na carne fresca finalmente alcançaria a sua presa. As garras enegrecidas prolongavam a coloração daquele ser, como se fosse uma sombra materializada. Além das duas pequenas orbes verdes em seus olhos, a boca aberta também contrapunha com essa homogeneização de cor, demonstrando uma forma trigonal vermelha, bem intensa.

      Já sentindo o ar tornando-se mais pesado, fazendo uma pressão intensa em suas asas, Noibat as recuava ainda mais junto ao seu corpo. Já aceitava que não poderia se livrar daquela situação, mas ainda não queria morrer. Queria sobreviver, queria ver seu treinador ainda mais uma vez e , se o destino assim quisesse, despedir dignamente. A imagem de Johann lhe acenava sorridente enquanto o morcego fechava os olhos.

      — Noibat... — a imaginação lhe acariciava ao falar.

      Mais do que quando o medo lhe percorreu o corpo com uma descarga adrenérgica, mais do que quando o instinto de sobrevivência lhe fez cada fibra tensionar em resposta ao perigo, uma força muito mais poderosa espalhava por cada célula. Ela era estranha, embora lembrasse quando Johann lhe dava de comer ou lhe fazia um carinho, mas também acolhedora. Como jamais sentira algo igual, abria os seus olhos para ver o que acontecia com si. Todo seu pequeno corpo emanava uma luz clara tão forte que fora capaz de repelir o predador. A sensação nostálgica dava lugar a uma breve e leve dor em seus membros.

      Quando percebia que o desconforto se fora, o manto luminoso que o envolvia também desaparecia. Surpreso, olhava para suas asas, bem mais desenvolvidas que antes. Todo seu corpo se apresentava assim, mais evoluído que outrora. Não sabia, mas se tornara um Noivern. Passado o brilho que cobria todo o seu corpo, os demônios ansiosos em desfrutar de seu sangue pareciam mudar de tática e melodiavam uma sinfonia horripilante em forma de uivo. Como se tivessem chegado a um consenso por meio de alguma telepatia, todos avançavam com seus olhos vermelhos tornando borrões em meio a neblina.

      Agora com a possibilidade de contra-atacar e reverter a sua posição de presa inofensiva, Noivern agitava suas longas asas de modo a manipular o ar ao seu redor. Várias ondas de ar, tão cortantes quanto a mais afiada das lâminas, era capaz de pôr fora de combate um considerável número de inimigos. Alguns com mais falta de sorte sofriam cortes tão profundos que tinham suas vidas se esvaindo enquanto borrões vermelhos irrompiam na neblina tais como os olhos de outrora. Aos que ainda possuíam alguma boa sina continuavam a atacar, mas logo um novo movimento de asas criava correntes de ar tão intensas que os impeliam. O grupo de criaturas demoníacas se retirava por algum momento, escondendo-se novamente na densa neblina e vegetação. O morcego caía exausto na grama gélida, já com poucas forças, ao perceber que os inimigos sumiam.

      — Noibat?! — finalmente o chamado do pokémon era respondido.

      Correndo até o dragão, Johann se surpreendia com o estado de seu antigo companheiro. Obviamente, era claro para o treinador o processo evolutivo, porém não sabia se devia alegrar-se ou sentir preocupação com aquela situação. Para ele, o pokémon fora apenas abandonado no meio daquela floresta. Contudo, não sabia da ameaça que voltava a se esconder atrás das árvores e da névoa a espreita de suas presas.

      — Vamos para casa agora.

      Após um breve afago na cabeça de Noivern, Johann retirava a pokéball de seu pokémon. Entretanto, em um breve momento, em meio a dor, o dragão emitia sua fraca voz, tentando se levantar. Era sua única tentativa de alertar sobre os perigos que por perto se escondiam. O treinador não fora capaz de interpretá-la, contudo o pequenino guia Snorunt percebia a estranha movimentação entre as árvores. Agitava-se e chamava a atenção de Johann, que o olhava confuso. Ao retornar o morcego para a esfera, o garoto ajoelhava-se, de modo a acalmar a gélida criatura. Assim que colocava uma das mãos sobre o vértice mais alto da cabeça triangular, Johann olhava ao redor. Gelava-se não por conta de seu pokémon nem do clima, mas sim do bando que se aproximava da dupla.

      As criaturas tão negras que podiam se confundir com a noite circulavam a área. Todos aqueles demônios, com seus olhos vermelhos, retornavam à tática de caçar usada outrora contra Noibat. O garoto sentia cada vez mais um frio desagradável surgir dentro de seu peito, como que se os vento raros que dançavam entre as árvores da floresta atingisse diretamente seu coração. Os pêlos de seu corpo eriçavam, e um toque incomodante lhe surgia no ouvido, um zumbido que se intensificava a cada segundo juntamente com a sensação de que algo lhe entrava lentamente no ouvido. Johann imediatamente tampava as orelhas, mas nada adiantava. Por algum motivo, começava a lacrimejar e sua boca tornava extremamente seca.

      Ao passo que todas essas estranhas reações de seu corpo lhe perturbavam, algo parecia também afetar todas aquelas criaturas demoníacas. Em um piscar de olhos, as reais formas daqueles seres se revelavam. O longo pêlo marrom acinzentado era suficiente para aquecê-los naquela temperatura baixa, havendo longas extensões vermelhas brotando da cabeça encobrindo todo o dorso e dando uma falsa sensação de cauda. Os olhos tornavam-se azuis.

      —Zoroark?!

      Por algum motivo, o truque de caça dessa espécie era quebrado por alguma interferência que ninguém ali conseguia identificar ou imaginar de onde provinha. Assustado, o bando freava o ataque contra suas presas. Os seus elementos estavam imóveis devido à uma sensação apavorante de medo. O instinto de sobrevivência de cada um deles dizia para saírem daquele local, e, assim, progressivamente, esses predadores dessa floresta recuavam e se escondiam entre árvores e escuridão.

      —Salve-me...

      A temperatura subitamente caía ainda mais de modo a fazer com que Johann tremesse de frio até mesmo com sua roupa feita especialmente para climas temperados. Estava tão gélido que até as lágrimas do garoto começavam a congelar. Rapidamente, ele levava as mãos até os olhos tentando secá-las. A neblina rapidamente se intensificava a partir do norte, enquanto tudo ficava estático. Não se ouvia mais nada, nenhuma criatura se mexendo nem folha alguma sendo agitada. Quando o treinador abaixava as mãos, caía de costas, bem pálido. Sua força se esvaia completamente, não tendo sequer capacidade de fechar a boca, embora seu corpo respondesse ao terrível estresse do medo.

      A neblina diminuía aos poucos, porém uma forma humanoide de ar congelado se mantinha. Seu aspecto era ao mesmo tempo encantador e aterrorizante. Os longos fios negros destoavam completamente da massa gasosa que se materializava progressivamente. Seu rosto era difícil de se descrever. Embora a parte esquerda fosse realmente bela, com traços cheios de suavidade, a outra era o oposto. A face da morte em si, com o que seria a carne apodrecida corrompendo o que um dia fora bonito. Partes da carne decomposta deixavam à mostra o que seria o crânio.

      — Insolente... — como se fosse uma rajada de vento, a palavra era dita intensa e rapidamente sem que a figura abrisse a boca. — Meu território... Suma!

      Ondas de arrepios iam e vinham na espinha de Johann assim como seu estômago era vítima de sucessivos refluxos. Uma tontura súbita também lhe acometia. Queria levantar-se e sair dali correndo, porém seu corpo ainda permanecia em uma letargia inexplicável.

      — Morra!

      Em uma fração de segundos, surpreendente para o garoto, aquela horripilante figura investia contra ele. Entretanto, logo parava seu ataque. Algo parecia confundi-la e olhava apenas para o treinador com os braços à frente, em posição defensiva. Também em Johann mudara alguma coisa. Ele sentia alguém lhe injetando uma força sobrenatural. Um estranho ânimo lhe tomava agora o corpo, com uma sensação abrasiva espalhando por cada célula. Até seu olhar mudava. Se pudesse fazer um paralelo, diria que fora tomado por um espírito como aquele de alguns anos antes, quando invadira uma caverna e conhecera Brunhild.

      — Não... Não pode ser. Outro não — uma estridente gargalhada repulsiva ecoava pela floresta. O espírito antes indiferente, agora demonstrava uma reação irônica. — De todos, logo tu. Ô, correntes do fado, até quando estarás saciadas? — olhava para Johann. — Tolo ser, vais percorrer a trilha da desolação. Jamais, nem mesmo quando já estiveres desalumiado, descansarás em comunhão. Terás a desilusão e a ira apenas como companhia! Acabarei aqui mesmo com teu sofrer, pobre alma desafortunada… Assim como eu.

      Novamente a tenebrosa figura investia contra o menino. Desta vez, Johann não parecia adotar nenhuma tática de defesa, embora estivesse muito confuso não só com o que sentia como também por todo o discurso. Levitando, o corpo fantasmagórico se confundia com o ar e a neblina, restando somente o movimento da cabeça feminina. O garoto a encarava com resolução e coragem, o sentimento de pavor em si progressivamente se esvaía. Era como uma nova personalidade se expressasse e agora aceitava a mulher e sua fatalidade.

      Snorunt, por sua vez, permanecia imóvel, completamente assustado com o que aparecera entre a densa neblina. Acostumado a essa condição, jamais, em sua breve vida, vivenciara tanto medo de algo que considerava habitual. Entretanto, tal como Johann, o pokémon também sentia uma pequena injeção de ânimo frente à paralisação. Pelo menos era capaz de fazer alguma força, ainda que para isso devesse realizar extremo esforço. Assim, pulava, esgotando sua energia ao perceber que o treinador não fugia da aproximação fantasmagórica. O abraço fatal envolvia a forma de chapéu em névoa extremamente densa e congelante.

      O garoto apenas observava mais uma vez um foco de névoa se formando no local de contato entre o pokémon e a entidade. Todo aquele ar congelante se tornava um turbilhão feroz, com rajadas de ar cortantes. A frequência dessa perturbação também era acompanhada por pulsos de luz, que se alternavam em um branco que quase cegava e em uma púrpura, capaz de causar arrepio na espinha de qualquer um. Johann, contudo, não o sentia. Pelo contrário, parecia calmo ao ver aquele fenômeno delirante e sobrenatural.

      Em poucos segundos, toda aquela perturbação se diminuía. O casulo de ar cortante se desfazia e a pulsação de luz terminava. Por fim, a neblina se desfazia lentamente, revelando apenas um ser, que planava no ar, desrespeitando completamente uma lei física. Johann a olhava. Possuía um corpo branco, com gelo incrustado em sua pele. Tinha mãos e pés, mas com tamanha leveza que seus movimentos davam a ilusão de que essas partes eram apenas um leve tecido sendo agitado. O local em que deveriam parecer olhos estava um nada, uma escuridão profunda. Johann olhava fixamente para esse espaço até que uma sensação de tontura o atormentava.

      Em uma nova alucinação, o garoto ainda se encontrava naquela floresta, porém a neblina não era presente. Outra grande diferença se referia a uma grande clareira, praticamente um vão no meio de um mar verde. Resoluto, seguia até lá. Era praticamente uma área desolada, sem qualquer tipo de vida animal ou vegetal. Havia somente uma esfera de grandes dimensões sustentada por uma espécie de árvore prateada. Frequentemente, o gigantesco objeto emitia pulsos vermelhos dentro de si. Investigando-o, Johann andava no perímetro da área desertificada, tentando perceber algo a mais e lá estava o que procurava. Do outro lado da clareira, entre duas estruturas de pedra...

      —Salve-me...

      Subitamente, o garoto acordava de seu transe. O pokémon ainda planava a sua frente, mas desta vez revelava usar uma espécie de máscara de gelo. Seu rosto oval era escondido quase por completo, com as partes desnudas se revelando púrpuras. Aquilo que o treinador antes julgara braços agora, para ele, pareciam longas lágrimas que escorreram pelo canto dos olhos e congelaram, tornando parte do adorno que escondia sua verdadeira face. Os pálidos olhos azuis o encaravam.

      — Não podes ser... Aparentas como ele, mas és mais ainda... — um vento frio assoava pela floresta. — Serás oportuno? — soltava uma ominosa risada. — Talvez... Não perderei esse banquete. Treinador! Guiar-te-ei por seu atroz fado. Seremos cúmplices do advento de uma tormenta!

      Brevemente, Johann era capaz de ver aquela face horripilante de uma bela mulher e de um cadáver no auge de sua decomposição. Apesar de assustado e confuso, algo dentro de si parecia propelir a aceitar.

      — O... O que você é? — não vacilava por medo, mas sim por uma estranha sensação de que não deveria perguntar nada.

      — Fui meu fado. Sou o fado de teu pokémon. Serei o teu fado. Nada mais precisas saber, a menos que serei tua aliada. E como tal, ali está a minha primeira prova — apontava para esquerda.

      Ao obedecer, Johann voltava os olhos para a direção indicada. Lá estava um pequeno Eevee que se perdera de seu bando, o qual se dirigia para a vila pokémon. Assustado devido ao terror causado pelo Froslass e o primeiro contato com um humano, o pequenino não se movia. O treinador se levantava e dirigia-se para ele.




                                        A Canção do Bardo


      Uma esguia gota de suor descia por seu rosto e tocava a caixa em forma de pêra. Devido a movimentos emocionados, ela corria por toda aquele plano levemente amarelado, deixando seu rastro de acordo com as vibrações de cordas duplas produzidas por aqueles dedos sujos. Teria, por fim, destino uma das inúmeras bocas, profundas descidas pelo âmago daquele alaúde que produzia as notas finais de seu réquiem.

      O poeta, ao fim de seu dedilhar, levantava a testa molhada para averiguar a sua platéia. O êxtase de todos aqueles movimentos lhe era difícil em reprimir apenas nas batidas aceleradas do coração ou no intenso calor produzido e armazenado naquelas vestes mais pesadas. Acometia, também, sua face, completamente avermelhada, com as pontas de sua orelha do tom de uma maçã madura. Ativava as sensações pelo odor de suor que escapulia pelos tecidos e formava com as flores do salão uma mistura agridoce. 

      Adicionado a exaltação, ainda sentia o temor de quando adentrava ao castelo. Na enorme sala, encontrava-se sentado em um dourado trono o objeto de seu receio. Ao seu redor, parte da nobreza mais influente de Kalos que saíam de pequenos domínios para prestigiarem o banquete fornecido pela Corte em comemoração ao Rei. Este, com seu volumoso corpo espalhado pelo acento, olhava-o sem tanta admiração. Pouco adepto dos sons e das palavras da alma, cochilava por alguns momentos, despertando a seguir quando alguma nota mais aguda era tocada. Entediado, esperava seu cálice ser enchido por vinho tinto.

      O restante da platéia se dividia em comportamentos. Alguns compartilhavam a postura do monarca, quase todos chefes de suas terras. Alguns de seus filhos e filhas, entretanto, admiravam a melodia composta em junção com as palavras que cantaram a história de um amor perdido há muito tempo. Esse grupo mais sensível esperava com ânsia o trovador molhar brevemente os lábios e secar os dedos para seguir com suas canções mágicas.

      O poeta, em um breve trabalho de respiração, levava sua mão esquerda até o braço curto, pressionando a segunda corda. A longa manga de sua túnica branca atrapalharia os movimentos que seriam executados a seguir. Por fim, segurando uma pequena moeda de madeira, aproximava a outra mão até a caixa do instrumento. Iniciava a melodia. 

"As ondas do tempo guardarão 
As aventuras de um herói 
E a perda de um coração,
Oblívio inevitável que dói.

As asas da desolação regojiza o campeão
A honra o recebe em dourado
Após erradicar o dragão
Em sua palma, o terror indomado.

O tesouro de Andvari ao mundo dado
As portas do esquecimento abertas
Em desespero, um sacrifício consumado

Siedrig, ô herói, chora lágrimas de um coração 
Pertubado, enegrecido com a obrigação 
Assiste Brunhild, seu amor devorado."

      O clima inicialmente dividido entre aqueles que pouco se senbilizavam com o público que sentiam a sua alma tocada aos poucos se esvaía. Antes separados, agora estavam unidos contra o cântico do poeta. Aquela história, cantada de forma tão triste, logo no dia do Rei era quase um ultraje. Destacados como heróis, Sierdrig e Brunhild representavam para a monarquia de Kalos a honra da Coroa. Jamais deixariam que outra versão maculasse a imagem daquele que enfrentou a destruição em seus contos.

      O trovador, sem acreditar em sua ingenuidade, olhava para aqueles rostos furiosos. A sua convicção de que arte poderia ser maior que a realidade agora enfrentava a frieza real. O jovem nobre idealista apenas observava os dedos do monarca ordenando que os guardas avançassem contra ele. Bruscamente, o poeta era ameaçado com lanças a sua frente. Ao se levantar, seu alaúde caía no chão, quebrando o braço e arrebentando suas cordas.

      Nas masmorras do castelo, a única melodia que capaz de ouvir era formada por gotas de água caindo e formando poças aliadas aos batimentos acelerados pela dor do espancamento sofrido. Sem janelas, a iluminação provinha de uma única chama que dançava fracamente sobre uma tocha. Cantava para ela.

"Brunhild, em sua dor, bradou
'Ô destino fel, herói infiel'
A desolação de seu acordar alçou 
Suas asas de esquecimento e morte

Heroína, não se chateie
Seu sacrifício desconhecido
Em uma canção se reconforte 
Desse bardo esquecido.

Ainda se lamentarão
As escolhas, em vão
O mundo encontrará a vastidão

Os deuses terão seu crepúsculo 
E aquele que se esconde,
Corpúsculo, à ruína corresponde."
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Mensagem por Brijudoca Seg 15 Jun 2020 - 16:30

Oie roberto

Já vou começar dizendo que esse foi o meu capítulo favorito até agora. A riqueza de detalhes que você sempre traz na sua narração chegou ao ápice dessa vez. Foi angustiante ler o início do cap e sentir todo desespero do pobre Noibat abandonado. Tudo que se refere a animais abandonados e sofrendo me pega demais, então imaginar o coitado do morceguinho abandonado na floresta e sofrendo me deixou bem FEELS

Como já disse algumas vezes, eu sou bem burro pra brincar de "Quem é esse pokémon?" só pelas descrições, então me surpreendi muito quando você revelou que os atacantes eram na verdade um bando de Zoroark. Foi bem brutal a forma que você os descreveu, atacando o Noibat, mas resultou em um dos trechos mais lindos até agora, que foi a evolução para Noivern. Nunca tinha parado pra pensar, como um pokémon se sente ao evoluir, e você deixou tudo belissímo, dando até uma misticidade pro efeito. Sérião, arrasou!

O reencontro do dragão recém evoluído com Johann foi reconfortante, mas você logo se esforçou pra não deixar o drama cair, incluindo uma boa dose de mistério pra fic. Eu queria até divagar aqui mas na real no começo eu não tava entendendo NADA dessa criatura bizarra atacando o garoto e fazendo ele ter alucinações. Apesar da minha burrice, quando você começou a descrever que o ser era um pokémon, e pelo fato do Johann ter um Snorunt, a minha cabeça começou a suspeitar que se tratava de uma Froslass, mas ainda assim fiquei surpreso ao ver que eu tava certo kkk

Joguei no google os significados de "fado" e me deparei com esse trecho que me deixou curioso "Aquilo que tem de acontecer, independentemente da vontade humana". Seria então a Froslass bizarra o futuro do Snorunt de Johann? Porque ele fala que é o "fado do teu pokémon", então ele estaria fadado a se tornar aquilo? NÃO SEI TO PERDIDO MEU DEUS AAAAAA

Do capítulo A Canção do Bardo não consegui extrair muitas respostas, serei sincero. Gostei da sua criatividade em compor uma canção, mas o que foi essa citação a Brunhild. É a nossa Bru ou uma personagem histórica com o mesmo nome? Eita atrás de eita viu.

Estou ansioso pelos próximos capítulos roberto, espero que você mantenha o nível espetacular que demonstrou nesse, e agora, diante de tantos mistérios, só posso aguardar ansiosamente que você jogue mais lenha na fogueira kkkk até a próxima meu querido o/

PS: a respondendo a sua dúvida, no último capítulo eu me senti mais perdido de fato pelo "fluxo" que você conduziu a batalha. Gosto que as batalhas não sejam por turnos que nem nos jogos, mas nesse exemplo, a falta dos treinadores dando os comandos, deixou tudo meio difícil de acompanhar. Mas acho bem válido que você esteja buscando uma forma diferente de narrar batalhas, só que, para funcionar pra mim, os golpes e movimentos vão precisar ser mais detalhados e talvez até mais espaçados (???), não sei kkkk talvez em uma próxima eu entenda melhor
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Mensagem por Black~ Ter 16 Jun 2020 - 7:49

Bem, vamos lá.

Esse capítulo realmente foi muito bom e acho que concordo com a opinião de que foi o melhor até o momento, visto que esse não ficou focado naquela rotina escolar do Johann e tudo o mais, então esse considerei o melhor por isso, mas também por todos os outros acontecimentos nele. E também esse capítulo foi extremamente bem escrito, com uma riqueza de detalhes surreais, realmente muito bom.

Eu achei muito legal essa ideia de você ter posto os Zoroarks como se fossem exatamente um bando de animais selvagens indo atrás da caça, ainda mais que o Zoroark, de acordo com a pokédex, é uma raposa, então faz total sentido caçar em bandos, só não é muito usual ver cenas assim em fanfics, mas eu gostei muito, principalmente porque você tratou como se eles fossem um bando de carniceiros.

Aproveitando a deixa da cena dos Zoroarks, admirei muito a forma como o Noibat evoluiu, passando de um pokémon extremamente fraco para um dragão poderoso e gostei da forma que você descreveu, como se realmente fosse uma surpresa também para o próprio pokémon. Achei bem interessante você ter descrito como o pokémon se sentiria nessa situação.

Agora, se tratando do que achei a parte mais misteriosa da fanfic, talvez. Primeiro, aparentemente ele capturou o Snorunt naquele meio tempo em que fugiu da escola e chegou aí, então é justificável a sua inserção no contexto da história. Mas não é sobre o Snorunt e sim sobre a sua evolução feminina, Froslass. Bem, é tanta coisa pra imaginar que não sei nem por onde começar, mas vamos lá kkkk. No outro capítulo eu imaginei algo como o Gourgeist ou o Trevenant, mas enquanto lia esse fui pensando na própria Froslass mesmo, até o momento em que essa espécime é revelada. Bem, eu li toda essa parte e depois li o bardo e voltei a ler os últimos parágrafos do primeiro capítulo novamente e pude teorizar algumas coisas. Da mesma forma que o Brijudoca comentou acima, acredito que a Froslass possa ser a própria evolução da Snorunt do Johann, todavia comparando os dois capítulos, eu ao menos consigo teorizar que essa Froslass tem relação com a menina do bardo, visto o jeito extremamente culto que ela fala, podendo ser relacionado à personagem da realeza. Pela descrição que você deu, o fantasma parece exatamente um fantasma igual aos fantasmas das mitologias do mundo real: alguém que morreu e voltou como fantasma, então aparentemente essa da fanfic aconteceu a mesma coisa; se for o caso, achei muito interessante. Mas enfim, como dizia, talvez sejam só teorias, mas acredito que a tal da Brunhild histórica relatada na canção do Bardo possa ser a própria Froslass relatada, visto que ela falou sobre estar fadada a algo, da mesma forma que o garoto. E durante a descrição de que o garoto sentiu uma sensação igual ao momento que encontrou Brunhild (a primeira). Bem, de toda forma, estou apenas teorizando kkkkk, mas acredito que a Froslass e as duas Brunhilds tenham alguma relação.

Enfim, acabei indo longe demais nas teorias kkkk, mas é isso. Como disse acima, gostei do ritmo desse capítulo e gostei muito da forma que foi escrito.

Então é só e boa sorte com a fic.

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The Adventures of a Gym Leader - Capítulo 48
Dreams come true

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