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XIX - Passado Presente Pikalove
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XIX - Passado Presente

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Mensagem por Warchief em Ter 2 Nov 2010 - 14:32

~Hmm /comoeucomeço?

Fala gente, aqui quem fala sou eu (lógico) e vim postar uma fic. Uma fic meio diferente para a maioria que acompanha aqui essa categoria assiduamente. Decidir colcoar sua classificação como +12 Atenção crianças oks!

Vamos ao ao prológo logo


XIX - Passado Presente


Prológo 00 - Divina Comédia


Não era tardio, pois bem, o relógio mal cravara cinco horas que o comboio cruzava o horizonte mesclado em tons de caramelo ao queimado com o sol em plano, se pondo. Ao meu lado, um homem que e conhecia de rosto a chapéu: velho trovador que cantarola no taramelado “Fio da Tutela”. Local honrado, patrimônio do barão, empregado como prestígio e punições com aqueles que a fio desafiavam a lei. Um homem pomposo, à pinta de galanteador e com toque cordial. Era arriscado acreditar que tais características se miscigenaram. Tinha fama de ser formal e poetizar ao luar a cada lua cheia que se via nos céus. Por essas razões, muitos crêem que seja algum fora-da-lei ou marginal lírico da vida.
Nunca tive receio dele, o tratava normalmente, mas era raro falar com o ele já que o quase não o via nas ruas. E por sinal, também era a primeira vez que o encontrava na estação.
O apito do trem avisava sua chegada. A fumaça negra produzida pelo carvão se dilatava a água que funcionários jorravam. Adentrei logo ao vagão, pois de longa data, sabia que os roceiros e as mulheres de prodígio junto com seus filhos apanhavam. A viagem pela ferrovia seria cansativa: da Bahia de todos os Santos até Ouro Preto a melhor maneira era dormir.
Passageiros entravam no vagão. Estilhaços de madeira do piso rasgavam os ouvidos, enquanto choros e berros se intensificaram. Seria difícil adormecer com aquela balbúrdia que aos poucos, instalava-se. O trem, apesar da estadia de pessoas não estava lá abarrotado.
Começou a se movimentar. Saíamos da Bahia de Todos os Santos rumando a Ouro Preto, lá em Minas Gerais. Partia querendo abordar e acalmar o movimento abolicionista que pairava na cidade. Os nervos acresceram entre os senhores e os escravos. Por minha vontade, tentarei tranqüilizar ambos os lados.
O melhor a fazer era de algum modo, repousar, não importava. A viagem pela ferrovia Estridente que ligava duas das principais cidades do Brasil era longa; e delongaria em torno de seis a oito horas de viagem. Observando o clarão da lua, que transmitia calma consegui dormir em paz.

Acordei. Meio tonto e com uma vista embaçada, mas acordei. Pela janela vi o sol aparecendo no horizonte criando uma tonalidade incrível do azul, que nenhum indivíduo desse mundo poderia exprimir. Coisa da vida como dizia o meu pai, velho senhor de um engenho acanhado, de escasso movimento. Apesar do negócio não seguir em frente, o pai sempre continuava a tocar a vida sem lamento. Estava nas últimas no Hospital Distrital de São Sebastião do Rio de Janeiro. Naquelas circunstâncias, me precavia do pior sempre balbuciando orações e sempre que possível assistindo a missa do padre Tomé, amigo por longo tempo de meu velho.
No vagão, o silêncio reinava e tudo que se podia ouvir era as graves rodas dedilhando o ferro maciço. Foi quando eu fiz a questão de olhar para aquele que estava defronte. Era o tal do rapaz com pinta de galanteador que poetizava baixo, alguns versos em um papel ligeiramente colorido aos tons do caramelo. Olhou-me então para mim e alargou o sorriso. Retribui com o mesmo gesto. Pedi para que ele, como bom trovador, cantarola-se algumas estrofes. Tudo era muito ao estilo sombrio e sangrento pelo pouco que ouvi:

Segure a minha mão,
Jure que nunca irá me deixar sozinho,
Apesar de seus olhos diabólicos me assustarem,
Eu quero que esses olhos infernais e diabólicos,
Fiquem apenas para mim,
Pois o céu chora, a chuva caí,
Porque o coração do senhor está sangrando,
Sangrando de medo, sangrando de receio,
Mas eu quero fugir,
E encontrar o paraíso com você,
Porque eu quero ainda te beijar, pois,
Não estou morto ainda...

Quando percebi, roncava, enquanto o jovem parava de falar. Despertei com o balançar do comboio que chacoalhava a cada curva. Vi-o cabisbaixo observando e tateando o papel com suas estrofes e poemas que mesclavam versos brancos com rimas bem estruturadas. Tentei animá-lo e convencê-lo a continuar a cantar seus poemas, mesmo que poderia ser em vão.

- Continue.

- Não precisa. Já terminei. – Ele retrucou.

- Continue, por favor. – Eu insistir

Ele fingiu não ouvi, ou realmente não escutou. Ficou observando o breu do mato seco, que há tempos, não caía um chuvisco pelas nossas bandas. Os fazendeiros de baixa imponência, ou os chamados “lavradores” e “sobejos” penavam para ter a sua safra com a estiagem. Os grandes barões discutiam uma incógnita até hoje não resolvida: repassar parte da água para os pequenos proprietários? A oposição, minoria no assunto está prestes a desistir do assunto.
Por ora, o resultado para muitos, já era pragmático. Só um e outro sonhador da vida achava que realmente eles iam oferecer água para os pequenos proprietários. É uma proposta, não o fim da escravidão como eu me lembro de ditar em meu jornal: Correio do Povo. Fui irônico, eu sei.

Desembarcou. Graças. O comboio, fora seu atraso na chegada de uns trinta minutos, ainda teve uma paralisação assim que estacionou na ferroviária. Desgraça. No mínimo, terei um dia de descanso antes de partir para mais uma série de fundamentos de um lado e dignidade de outro lado. Isso se torna entediante após algum tempo caso você não saiba.
Saí logo daquele lugar, abarrotado de gente. Quem dera: Ouro Preto é uma das principais cidades atualmente, cobiçada pelo ouro e pela terra fértil de seus campos. Era comum ver um faustoso conversando com seu charuto entre os dentes espichando fumaça. E ora quem fala.
Não era minha primeira vez na cidade, já vim aqui umas duas vezes. Conhecia bem a melhor estadia por um preço acessível. Não iria de Carrossel, até por vista, já devia ter passado. Fui a pé espreitando as ruas e vielas da cidade, até para me exercitar. Sempre é um bom exercício ir caminhando até algum lugar.
Em sina, as coisas não eram tão longe assim. Fui até a pousada Hora do Urso e fiquei por lá mesmo. Tinha até um bar, na qual, poderia conversar nas horas vagas. Nem paguei tanto assim, menos que o esperado. Bem, melhor para mim.
Fui ao meu quarto: pouco vistoso, havia apenas uma cama junto com alguns móveis. Larguei a maleta encouraçada de um lado e fui apreciar a vista. Não demorei muito tempo, tomei uma ducha e fui-me saindo. O relógio da pousa cravava 15:36. Poderia ir ao bar dali mesmo, mas queria um pouco de ar fresco para diminuir o cansaço.

Fui para um dos bares mais conhecidos pela cidade: o do Zé Pilastra. O homem, além de trovador era bom contador de piadas. O local era bem visto pela população, mas também esculachado pelos barões. Pilastra contava piadas sobre os chefes dos escravos e isso atraía o público. Cheguei lá e o bar já estava lotado. Encontrei um lugar para me sentar, nas últimas mesas. O show já havia começado e abria um largo sorriso a cada nova piada dele.
Bem disposto todos não se agüentavam ao ver ele. Sempre foi aplaudido quando terminava o seu show. Porém, sua fama vem junto com algumas coisas: há quem diga que o Zé já foi ameaçado de morte pelos barões da cidade. Sabe-se que já foi preso por “ofender a moral dos outros” pelo delegado Cirilo. Quando questionado ele vinha com pinta de malandro e dizia: “Eu não entrego os pontos meu caro. O que eles vão dá em troca? Um castigo no tronco por acaso?”
Fiquei preocupado por alguns instantes: “Como um homem mesmo tão bem visto pela sociedade pode ser observado com maus olhos? Será que eles pensam o mesmo sobre mim?”
Fui interrompido. Zé Pilastra acabará de contar uma piada que arrancará grandes gargalhadas e não me contive. Era melhor deixar esse assunto de lado. Nessa bela tarde faceira, rir é o mais apropriado ao momento. Até porque, segundo o Pilastra, se chegarmos até o século XX e ainda termos escravidão e o “homem branco” no poder seria uma verdadeira Divina Comédia.

É difícil vim uma fan fic com tema de livro estilo best-seller brasileiro, mas não sei o que deu em mim e escrevi esse prológo para ver se o povo gostava. Comentem.
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Mensagem por Buster. em Ter 2 Nov 2010 - 17:28

Como eu posso dizer que achei marromeno? '-'

A história em si não é lá das melhores, até pelo fato de que Escravidão do Brasil = Novelinha das 2 = Sinhã Moça

Porém, eu lhe dou uma dica: não fique focado apenas na Escravidão. Tente criar algum acontecimento na cidade de Ouro Preto (existe ouro preto por acaso? --') ou na da Bahêa. Isso mexe com a história e pode se tornar interessante.

Se manter o foco apenas na escravidão você ficará sem ideias no desenvolvimento. Com algum acontecimento já planejado, é bem mais cômodo.

Não encontrei muitos erros e falando da história em si, está muito bom. Gostei do final, eu ri sério. Parecia aquelas piadas estilo anos 80' ou ano 50' não sei. Só espero que continue, basta ter algo que prenda o leitor além da história da Escravidão.
Buster.
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