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A véspera de Natal de Kapi Pikalove


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A véspera de Natal de Kapi

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A véspera de Natal de Kapi Empty A véspera de Natal de Kapi

Mensagem por Kurosaki Mud Dom 22 Dez 2013 - 12:59

Esta é uma história baseada na Pikachuzinha, minha amiga secreta. É uma espécie de Curta, mas que não fica tão cansativo, pois divide-se em sete partes. É o meu presente para ela, espero que leem e gostem : D E sim, podem comentar à vontade. Desejo um feliz Natal a todos, especialmente à Pikachu : )

Parte I - A véspera:

Mais uma vez, o dia vinte e quatro de dezembro chegara. Tortura não era a palavra certa. Quem sabe angústia? Para a pequena Kapi, o Natal não passava de uma desilusão tristonha.
Ajeitou o pequeno corpo de criança na janela. A moldura de mogno fria lhe fez tremer levemente. Os cabelos dourados que desciam até sua cintura penderam para o sofá, que encostava na parede.
Fechou suas mãos como se rezasse. O desejo de todo ano, a lembrança que ela queria esquecer. A neve caindo e as luzes de faróis do lado de fora pareciam insignificantes em relação a tenebrosa recordação.
“Papai”, murmurou para si mesma. Apenas o barulho da lareira crepitando ficara audível.
Após um longo minuto, abriu os olhos e se afastou com um salto. Correu para o tapete oval encardido que amava rolar todos os dias, lendo seus mangás.
Sabia que sua mãe logo viria lhe animar. Todo ano era a mesma coisa. Enquanto esperava cálida, acariciando seu gatinho, Shiro, ela apareceu.
- Filha, vem me dar um abraço.
Kapi correu, dando tropeços leves no assoalho, até se sentir no conforto daquele contato caloroso.
- Dez anos mamãe. Sem ele. - Respondeu ela cabisbaixa.
- Não meu amor. Dez anos com ele em nossos corações.
Sentia o cheiro de biscoitos de gergelim que sua mãe preparava para a ceia. No Japão, apesar da maioria ser budista e não comemorar o Natal, a família de Kapi seguia a doutrina cristã. Elas iriam festejar junto de seus tios, que viriam do Rio de Janeiro, no Brasil, para Okawa.
- Vai se arrumar florzinha. Seus parentes logo chegarão do aeroporto.
Com um beijo, a menina dirigiu-se ao banheiro, onde pensou em tomar um longo banho até o entardecer. Apenas queria que o dia passasse rápido.
Parte II - A nevasca:

O sr. Fukiyama e sua família chegaram exatamente às sete e meia da noite. Com uma saudação calorosa, se acomodaram na sala brevemente.
Apesar de brasileiros, aquelas pessoas viveram por três anos no Japão, quando Milton Fukiyama arrumou um emprego numa montadora de peças de motocicletas. Um dekassegui em busca de melhores condições de vida. A mulher, Marília, cuidava de artesanatos de palha para vender na feira de tradições do imigrante. E o filho, o garoto Chukie, frequentara a escola durante esse período. Por conta de xenofobia, a família decidiu retornar ao Rio de Janeiro, onde Milton conseguiu um emprego na Usina de Angra II.
- Olha só, se não é minha sobrinha! - Falou o tio de Kapi numa forma meiga, com um bom dialeto japonês.
- Ojisan! - Respondeu a menina meiga.
Ela cumprimentou rapidamente o resto dos familiares e se sentou na poltrona forrada que seu pai amava.
- Chu, vai brincar com sua prima. - Falou cordialmente a sra. Fukiyama.
O menino de cabelos bagunçados e olhos castanhos, mesmo contrariado, concordou. A dócil garota abriu a porta de seu quarto e mostrou um antigo ludo chinês para brincarem. O felino Shiro entrou no quarto, tentando se afastar da conversa monótona dos adultos e procurando um lugar quentinho para tirar um cochilo.
Depois de iniciarem a partida, o menino se manifestou:
- Você está triste?
Sem responder, Kapi lançou os dados sob o tabuleiro.
- Eu te fiz uma pergunta.
A menina prosseguiu quieta.
- Se não quer responder, tudo bem. Mas saiba que se você continuar calada, não terá tantos amigos.
Uma lágrima caiu no carpete quando ele vociferou aquelas palavras.
- Eu não lhe conheço direito. Mas sei que meus sentimentos não são brinquedos que qualquer um pode usar. Eu tenho meus motivos para ficar triste hoje, nesse dia fatídico.
Chu se aproximou com um lenço de papel e entregou à prima.
- Ei, não chora não. Eu não quis ser rude.
Assoando o nariz, Kapi respondeu:
- Sabe, você é o primeiro menino que me entrega um lenço desde…
- ...seu pai, não é? - Completou ele. - Minha mãe me contou como seu pai desapareceu durante a nevasca mais terrível que o Japão já enfrentou, na véspera de Natal.
Com uma lufada de vento, a janela do quarto pareceu chacoalhar.
- Não é culpa sua, mas é verdade. Meu papai sumiu depois que uma forte nevasca na região de Kanto. Ele estava trabalhando em uma casa de aluguel de esquis quando uma avalanche aconteceu.
O vento chacoalhou a vidraça com mais força, como se algo quisesse entrar.
- Meus pêsames. Hoje faz quantos anos que isso aconteceu?
- Sete anos. - Falou Kapi. - Nunca acharam nem o corpo dele. Não posso saber nem se ele está vivo ou morto. Eu só queria ele de volta!
A porta se fechou com a ventania que entrou. A janela quebrada deixou a neve penetrar de modo gélido e voraz. Cada vez mais, o gelo cobriu os corpos dos dois garotos, que não conseguiam se mover, num estado de paralisia.
Parte III - O duende:

Kapi sentia frio. Seus cabelos dourados ficavam úmidos do nada. Parada, em posição fetal na neve, abriu levemente as pálpebras. Shiro lambia suas bochechas, tentando acordá-la.
- O-onde eu e-estou? - Falou a sim mesma com dificuldade. O frio mórbido penetrava cada pedacinho do seu sangue.
Do seu lado, Chukie parecia cochilar de cara na neve. Com dificuldade, Kapi cutucou o primo, até despertá-lo.
- K-Kapi. Q-que lugar é e-esse?
A menina olhou em volta. Além da nevasca, apenas morros e pinheiros verdes gigantes se espalhavam pela paisagem.
- N-não sei.
Ajudando Chu a se levantar, Kapi rangeu os dentes enquanto observava o lugar.
Repentinamente, Shiro começou a miar para o leste, onde alguma coisa pareceu se mover por trás das árvores.
- O que é a-aquilo?
O felino correu rapidamente e deu um salto rumo à presa, que se assustou e saiu correndo.
A coisa devia ter menos de um metro. A pele cor-de-oliva e o nariz enorme cobriam espinhas de diferentes tamanhos. As duas orelhas pontudas e o pouco cabelo que saía do gorrinho vermelho revelavam que o bicho não era humano. As roupas diminutas em tons de azul, branco e verde se sobressaíam sobre as polainas castanhas.
- Socorro! - Urrou a criatura com um sotaque forte na letra “R”. - Tire esta fera de cima de mim!
Shiro arranhava o homenzinho com irritação.
- L-larga ele Shiro! - Ordenou Kapi com dificuldade.
O gato saltou da cabeça do ser esverdeado e saiu desfilando com seu rabo empinado.
- Q-quem é você? - Perguntou Chu.
- Eu é que deveria fazer esta pergunta! - Respondeu o serzinho.
- M-meu nome é Kapi e ele é o C-Chukie. Somos crianças perdidas, estávamos agora há pouco no nosso quarto quando uma nevasca cobriu tudo e nos levou para cá.
O pequenino rodeou a dupla e com um olhar desconfiado, respondeu:
- O que crianças fazem aqui na terra do Papai Noel?
Kapi piscou incrédula diante da resposta.
- E-estamos na L-Lapônia?
- Não, em Bora Bora!  - Ironizou. - É claro que estamos na Lapônia!
Shiro soltou um rosnado que fez o serzinho verde dar um passo para traz.
- Meu nome é Rooper. Sou um ajudante do Papai Noel. Estou procurando outro duende, chamado Norton. Vocês não o viram por aqui?
Os dois negaram.
- E-escuta Rooper. E-estamos morrendo de frio. V-você não p-poderia nos levar a um a-abrigo?
O duende acenou em concordância e logo avistaram um casebre de madeira. Tinha enfeites natalinos até a abóbada. Visgos e piscas-piscas caíam como uma cascata pelos tons de verde e alvi-rubro listrado. Pedaços de balas e bengalinhas doces cobriam a madeira escura das paredes e uma guirlanda enorme com laços era o destaque da entrada.
- Essa é a oficina e a casa do Papai Noel. Ele adora receber crianças!
Kapi achava aquilo incrível. Parecia estar num mundo diferente, cheio de magia e aventura.
Rooper abriu a porta e os conduziu a uma sala lateral, onde casacos coloridos pendiam nas paredes em cabides unilaterais. O chão quentinho e a atmosfera acolhedora foram suficientes para aquecer a dupla novamente. Shiro se distraía com um visgo que caía de uma das jaquetas.
- Aqui é o closet dos duendes. O trabalho anda puxado nessa época do ano, mas dessa vez está pior do que nos anos anteriores! - Exclamou Rooper com os braços agitados.
- Por que? - Perguntou Chu curioso.
- Bem, vou contar a vocês o que está acontecendo por aqui. Não sabemos como, mas alguns brinquedos e até um trenó reserva começaram a sumir da oficina. E o pior, alguns duendes começaram a desaparecer misteriosamente também!
- Nossa! Mas, como isso é possível? - Indagou Kapi boquiaberta.
- Não sabemos. Acontece a qualquer momento. Suspeitamos de que alguém esteja sabotando o Natal. Por isso fiquei desconfiado de vocês. Mas um duende consegue ver corações puros, não tão claramente como o Papai Noel, é claro, porém, de uma forma parecida. Vocês dois parecem realmente perdidos. Vou falar com o bom velhinho e ele dará uma carona a vocês pelo trenó.
- Uau! Vamos andar de trenó? - Animou-se Chukie.
- Eu não irei a lugar algum! - Respondeu Kapi com firmeza, batendo o pé direito no chão. - Eu sei como é perder alguém, aposto que o Norton era seu amigo mais fiel, não é Rooper?
O duende piscou intranquilo para a menina. Como uma garotinha tão pequena e dócil podia ter tanta força de vontade dentro de si?
- Sim. Norton e eu somos irmãos. Nossos pais ficaram desesperados quando contei seu sumiço. Ele foi o sexto, só esta semana.
De repente, uma sirene vermelha começou a soar na fábrica.
- O que é isso? - Perguntou Chu.
Shiro se escondeu atrás de um armário, assustado com o barulho. Os duendes começaram a correr para pegar seus casacos. Eles pareceram ignorar as crianças a princípio.
- O que aconteceu? - Quis saber Rooper para um amigo.
- Foi lá fora. O treno fez um estrondo estranho. O alarme disparou. - Explicou uma duende loira e nariguda.
Todos, inclusive as crianças e o gato, correram para o lado de fora. Na parte dos fundos da oficina, uma garagem colorida tinha marcas de confusão e pegadas na neve.
Papai Noel e uma simpática velhinha, provavelmente Mamãe Noel, chegaram arfando, desesperados.
- O que aconteceu aqui?
O bom velhinho atravessou o rio de duendes e observou seu trenó. Assustado, procurou desesperado tudo em sua volta.
- Essa não! Raptaram Rudolph e Cupido.
O alvoroço foi instantâneo. Os pequenos seres verdes urravam, choravam, se esperneavam. Duas renas tinha sido raptadas bem debaixo de seus grandes narizes.
- Esperem! - Gritou Kapi. - Tem pegadas que vão para aquele lado!
Papai Noel virou-se e pela primeira vez, pareceu que a multidão notou a presença das duas crianças e do gato branco.
- Kapi e Chukie, eu presumo. - Falou o bom velhinho. Ele conhecia cada criança do mundo de cor e salteado. - O que fazem aqui?
Rooper se adiantou e começou a contar o que sabia dos dois meninos e como se encontraram.
- Entendo. Não sei como, mas parece que a neve que atingiu vocês dois veio do meu estoque pessoal de pó mágico. Eu até poderia levá-los para casa de trenó, mas agora estou sem duas de minhas renas.
Chu soltou um gemido de tristeza.
- Mas, quem roubou as renas deixou marcas aqui. - Lembrou Kapi. As marcas de cascos eram bem visíveis no local. Além delas, dois rastros retos seguiam o percurso.
- Sim. Realmente não são pegadas de duende, de humanos ou de gatos. - Ressaltou ele piscando para Shiro. - Parecem equinos. Ou de renas ou de…
- Cavalos! - Urrou um dos duendes, apontando para o leste.
Dois corcéis negros como carvão surgiram com uma carruagem nas costas. Pararam a poucos metros de Shiro, que saltou como um gato escaldado.
De dentro da carruagem, surgiu uma figura de roupas pretas e um capacete maléfico.
- Eu estou raptando os brinquedos, seus duendes e agora suas renas. São apenas avisos. Não haverá Natal nesse ano, caso contrário, você nunca mais verá nada do que foi perdido!
Os cavalos deram meia volta e cavalgaram por dentro da floresta, sumindo nas vertigens.
- O que foi isso? - Indagou Chu assustado.
- Eu não sei. Deve ser alguém que não gosta do Natal, eu acho. - Falou Rooper.
- Precisamos de uma reunião de emergência. Todos, voltem para o trabalho, por favor. Os mais velhos me encontrem na sala de jantar. Rooper, leve as crianças para um dos quartos do andar de cima.
- Er, senhor… - Falou Rooper procurando algo.
- O que foi?
- A menina sumiu!
Chu tentou ver Kapi no meio dos duendes, mas nada. Conhecia a prima, mesmo com pouca convivência. Ela tinha se agarrado na carruagem.
Parte IV - As trevas:

Kapi se encolheu o máximo que pode na traseira da carruagem. Pendurava-se com dificuldade, enquanto segurava Shiro com sua outra mão. O gato a seguiria de qualquer maneira, não podia deixá-lo para trás. Ela iria descobrir quem era a pessoa que estava tentando estragar o Natal.
Depois de uma boa caminhada de trilha, a carruagem parou numa caverna negra e obscura, escondida de qualquer lugar visível.
- Minha nossa! -- Falou ela assustada com a escuridão do local.
A figura sombria desceu da carruagem e acariciou os cavalos. Quando chegou, uma série de pequenas criaturas horrendas saiu da caverna para lhe ajudar.
- Nosso chefe voltou! - Gritou uma delas com uma vozinha asquerosa.
- Chefe!
Começaram a tirar a armadura lentamente, cada parte negra. As mãos apareceram, os pés e o corpo.
O capacete foi o último. Era um homem. Cabelos acaju com um penteado para o lado. Tinha barba, aparentemente.
Shiro arranhou a mão da dona por um instante e ela o soltou sem perceber. O gato correu até o homem e saltou sorrateiramente como um tigre.
Com um rápido reflexo, o ser humano segurou Shiro como se fosse uma trouxa de roupas.
- Ora, ora… - Falou com sua voz. Kapi então reconheceu o som. Os olhos dele ficaram finalmente visíveis. Aquele homem era seu pai!
- Pai! - Gritou Kapi assustada. Não sabia se corria para abraçá-la ou se ficava com medo da figura em sua frente.
- Kapi? Como você…
Shiro miava nervoso.
O pai de Kapi jogou o felino numa coisa que parecia uma lata de lixo. Um barulho ressoou dentro da lata e dentro de alguns segundos, um gato preto de dois rabos surgiu calmo de lá.
- Agora está bem melhor.
- O que você fez?
O homem riu e respondeu:
- Aquilo, minha filha, é uma máquina que encontrei aqui na Lapônia. Ela transforma as pessoas boas em malvadas. E não só pessoas, qualquer coisa.
Os servos. Os cavalos. A carruagem. Segundo Rooper, alguns duendes e um trenó reserva foram furtados. E as renas viraram os corcéis negros.
Agora, Shiro virara Kuro. O felino negro se roçava nas pernas do antigo dono com um ar maligno.
- Por que o senhor ficou malvado?
- Não se preocupe filhota. Você será a próxima.
Os duendes começaram a cercá-la. Pensando rapidamente, Kapi deu um salto da carruagem e fugiu pela entrada. A risada maligna de seu pai ecoava pela caverna, com o eco reverberando todo o som.
Sem pensar para onde correr, Kapi atravessou toda a floresta negra, tropeçando na relva, ralando os joelhos, deixando lágrimas caírem na neve.
Não sabia se estava sendo perseguida. Só queria que aquele pesadelo acabasse.
Percebeu um pedaço mais claro das árvores como a luz do dia. No meio das folhagens, não percebeu o barranco que a esperava. Rolou colina abaixo, sentindo sua pele arranhar, sua roupa rasgar. Mas nada superava a dor de perder o seu pai para as trevas.
Ouviu passos se aproximando. Encolheu-se amedrontada. Não queria saber quem era.
- Sou eu Kapi. Você está bem? - Perguntou Chu assustado a prima.
Ela não respondeu. O  menino pediu ajudar. Papai Noel apareceu e carregou-a nos braços fofinhos e aconchegantes. Sentiu entrar na casa de madeira. Deitou na cama mais quentinha do mundo e dormiu. Ela definitivamente odiava a véspera de Natal.
Parte V -Os biscoitos:

Kapi acordou. Era noite. As estrelas no céu cintilavam em sincronia para aquela casa gelada da Lapônia.
- Papai. - Ela sussurrou.
Chu entrou no quarto devagar depois de meia hora. Carregava biscoitos de gergelim, iguais aos que sua mãe fazia, e um copo de leite morno.
- Você está bem?
Ela suspirou em resposta. Explicou o que vira na selva. Chu pareceu entedê-la, meio taciturno. Depois que terminou, ele respondeu:
- O Papai Noel meio que descobriu essa história. Ele disse que aquela lata de lixo que você aparentemente viu foi uma leva de pó mágico estragado, que ele mesmo jogou no lixo. Só que deve ter feito um efeito reverso, transformando a lata em trevas pura. Qualquer um que toca no lixo, ficaria tomado pelo poder do mal.
Kapi olhou para a coberta, sem responder o primo.
- Mas ele disse que há salvação. Só precisamos jogar pó mágico verdadeiro neles para que possam voltar a ser do bem.
Kapi pareceu se animar com o fato, pela primeira vez conseguiu olhar para o primo.
- Obrigada Chukie. Você pode nem ter convivido comigo tempo suficiente, mas sabe o que realmente sinto.
Ela o abraçou afetuosamente, com calor e emoção. Seus cabelos loiros tamparam o rosto de Chu, que retribuiu o gesto segurando-a mais forte.
As migalhas dos biscoitos e o restinho de gergelim do prato caíram sob seus pés, que agora se sentiam aquecidos.
O copo rolou vazio pela cama.
Kapi correu para a sala do Papai Noel e conversou com ele brevemente sobre planejarem uma salvação ao pai dela, Shiro,a s renas e os duendes. Rooper, que estava lá, concordou com a ideia. Chu logo chegou e pareceu aceitar o que a prima dizia. O restante dos duendes e a Mamãe Noel acenaram positivamente. Papai Noel sorriu e respondeu:
- Você tem um coração muito puro Kapi. O seu plano vai funcionar. Vamos salvar todos e o Natal acontecerá.
Parte VI - A luz:

Kapi estava de volta às trevas. Seu pai, parecia esperá-la, com os braços cruzados.
- A boa filha à casa torna. - Respondeu. - Eu sabia que você logo aceitaria. Sei como você também odeia a véspera de Natal.
A menina concordou. Dirigiu-se para a lata. Kuro rodopiava as pernas de seu pai com desconfiança. Ele miou em alerta para a entrada.
Papai Noel, Chu e os duendes estavam a postos em questão de segundos.
- Olha só, chegou a turma do bem. Vamos mostrar o poder do mal a eles meus servos.
O gato, os dois corcéis e os duendes do mal atacaram os bonzinhos. O pai logo apressou Kapi.
- Vamos filha, é sua chance de mostrar orgulho ao papai.
- Não faça isso Kapi! - Berrou Chu desesperado, escapando de ser arranhado por um duende.
A menina apenas respondeu:
- Lamento muito…
O pai sorriu em resposta.
- ...por não ter conseguido te salvar antes,
Ela tirou uma bolsinha de seu casaco de duende, cheia de um pó com todas as cores da aurora boreal.
O pó mágico desceu a lata das trevas e começou a reverberar, emitindo energia do bem. A atmosfera do lugar ficou mais clara, cheia de luz e energia de novo.
Os corcéis perderam as cores e voltaram a ficar castanhos, virando renas. Os duendes negros ficaram verde-oliva novamente. Um deles, provavelmente Norton, abraçava Rooper.
Kuro, o gato preto, ficou branco e normal novamente. Shiro retornara, no colo de Chukie.
A carruagem preta abriu espaço para um trenó carregado de brinquedos para o Natal.
E seu pai, aquele homem sombrio, já sorria novamente, mas com bondade no coração. Ele abraçou a menina e apenas disse:
- ...você me salvou.
Parte VII - O despertar:

- Kapi, acorda. É Natal! - Animou-se Chu.
A menina piscou confusa. Tirou remelas dos olhos adormecidos e bocejou alto.
- Onde estamos?
- Como assim? Na sua casa! Papai Noel deve ter passado de noite.
Observou o seu quarto. O ludo chinês ainda ficava no chão, Shiro ronronava no canto do carpete. Tudo parecia...normal.
Depois de ir ao banheiro, foi à sala e encontrou os tios e sua mãe, conversando animados com presentes em mãos.
Chu ganhou uma bola de futebol e um carrinho. Ela, um toca-discos de boneca e um cachecol bordado a mão.
O menino contou que ela dormira depois de jogarem o ludo. Ou seja, tudo que Kapi vira na Lapônia, fora um sonho. Inclusive seu pai.
A noite logo veio e ela comia biscoitos de gergelim com seu primo. Os tios e a mãe ainda conversavam. Alguém bateu na porta. Ela se prontificou a atender.
Kapi imaginou que seriam os vizinhos, desejando Feliz Natal. Mas não.
Um homem, com os mesmos cabelos acaju e a barba mal-cuidada, cansado e com roupas gastas e rasgadas sorria do mesmo jeito para a menina.
- Filha, eu voltei.
Ela apenas o abraçou, com lágrimas e o barulho de surpresa dos familiares ao fundo. Sua mãe se uniu ao abraço e Kapi ficou desejando que fosse Natal todo dia.

PS: Os nomes KAPI e CHU formam PIKACHU e.e

________________
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Mensagem por Pikachuzinha Dom 22 Dez 2013 - 13:49

Sem palavras para descrever, ficou lindo! Eu amei a curta, ficou muito fofinha e criativa. Fazia tempo que eu não parava para ler fics ou histórias, mas não me arrependo de ter parado para ler essa aqui. *-* Quase não vi erros, os que vi eram bem bobos. O final foi muito legal, não esperava que tudo fosse um sonho e nem que o pai dela iria voltar se fosse um. Achei a curta muuito fofa e delicada, fato com que fez com que todos os elementos se encaixassem perfeitamente. Tudo no final chegou a me lembrar aqueles desenhos ou filmes sobre o Natal que sempre passam em algum canal. Muito obrigada pelo presente, Mud. Espero que tenha um feliz Natal também, um próspero ano novo e um excelente 2014!

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A véspera de Natal de Kapi Empty Re: A véspera de Natal de Kapi

Mensagem por Weird von Gentleman Dom 22 Dez 2013 - 15:46

Bom, uma vez que a presenteada já se manifestou não há muito mais a dizer. Meu caro Mud, o senhor realmente sabe agradar a uma rapariga hahaha!

Texto simples, genial, soberbo! Um final estonteante! Nada mais a dizer.



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Mensagem por Lord Monokuma Dom 5 Jan 2014 - 2:12

Essa história é muito bem escrita, de dar lágrimas nos olhos. Você escreve com maestria, conhece as normas gramaticais e melhor ainda, agradou a presenteada. Adorei a história, flw.
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Frase pessoal : S2 Mudkips


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