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Legend of Zelda: Queen of Darkness

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Legend of Zelda: Queen of Darkness - Página 6 Empty Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Qua 8 Ago 2012 - 12:36

Oi!
Como vocês devem ter percebido, a fanfic foi trancada porque ficou um mês inativa. Eu estava terminando o capitulo quando tive que viajar nas férias de Julho, e não consegui terminar o resto no prazo ):
Muitas desculpas pelo atraso. Mas, em compensação, esse capitulo possuiu exatamente 4809 palavras, igual 11 páginas ^^
Aliás, muito obrigado pelas respostas dos novos leitores! ^^ É muito legal saber que tem bastante gente gostando da história, e que não estou escrevendo pro ar xD
Então não percam tempo, e leiam!

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 25: Destino.

---x---

Zelda sorria enquanto observava as expressões incrédulas de seus amigos. Link, ao seu lado, olhou para ela sem saber o que fazer.
Talo foi o primeiro a se levantar, hesitante. Ele suspeitava mais uma ilusão de Link feita pela Rainha da Escuridão, mas o jeito tranquilo de Zelda ao seu lado fez ele pensar duas vezes.
A princesa empurrou Link levemente na direção do outro cavaleiro. O herói se pôs na frente do seu colega e estendeu uma mão. Talo esperou um pouco, e estendeu sua própria mão, esperando que ela atravessasse a outra. Porém, ele sentiu a solidez da mão de Link e envolveu-a.

- Link! É realmente você! Eu não posso acreditar... – O Cavaleiro Real exclamou, surpreso. Os outros, que estavam ao redor de uma fogueira, sentados em troncos, também balançaram a cabeça, sem acreditarem na cena diante deles – Como você está vivo? A Rainha Oculta te jogou algumas centenas de metros até colidir no Mar Floria!
- Essa é uma história para outra hora, Talo. – O grupo ficou mais surpreso ainda ao ouvi-lo falar, e ele sorriu para eles – É bom ver vocês de novo!

Alguns instantes depois, eles o haviam puxado para um dos troncos ao redor do fogo. Link observou cada um deles, interessado em como seis meses os haviam mudado.
Sand estava bem mais alto e musculoso, e não tinha mais a expressão constantemente ingênua de antes: ele encarou Link nos olhos, seriamente, antes de aceitar sua volta sem perguntas. Ele parecia bem mais a vontade em volta dos outros, também.
Arya parecia ter mudado também; apesar de não ter abandonado seu jeito alegre, ela parecia mais séria. As asas brancas dela estavam fechadas nas suas costas, algo incomum entre os Kokiris, a não ser que quisessem se disfarçar.
Talo observava Link atentamente, prestando atenção em todos os movimentos dele, como se não estivesse certo de que ele fosse real. Ele manteve a mão no punho da espada, preparado para defender qualquer um se algo acontecesse. Link notou que Malo não estava ali, estranhamente.
Mas a pessoa que mais tinha mudado, e quem Link não esperava ver ali, era Cremia. O cabelo ruivo dela estava solto, e seus olhos refletiam um pouco de ferocidade e desconfiança. Surpreendentemente, ela tinha uma espada presa ao seu cinto, e não mostrava nenhum desconforto em relação a ela, como se já estivesse acostumada a usá-la.

- Você aprendeu como usar uma espada? – Link perguntou, surpreso.

Ela lançou um olhar para Talo, que estava sentado ao seu lado, antes de responder.

- Sim. Talo me ensinou, e apesar de eu não chegar ao nível dele, ele diz que eu tenho potencial.
- Isso é ótimo! Nós vamos precisar de todo o esforço possível se quisermos reconquistar Hyrule. Certo?

Link sorriu para Talo, mas ele não respondeu. O herói notou um rápido brilho na mão dele, e olhou para ela. Em um de seus dedos, havia um anel com um cristal branco.

- Espere aí... Talo, você casou?

A face perplexa de Link finalmente fez com que o cavaleiro real risse.

- Não! Isso é só um anel de compromisso!
- Compromisso? Com quem?

Cremia levantou a mão dela, mostrando um anel idêntico. A expressão de Link ficou mais perplexa ainda.

- Eu não esperava por isso! Quando vocês decidiram nisso?
- Um mês atrás. Mas nós não planejamos casar até que tudo esteja de volta ao normal. – Talo respondeu.
- O que é uma pena. – Zelda comentou – Um casamento animaria muito nossos espíritos nesse tempo sombrio. Mas a opção é de vocês.
- Bem, você fez os anéis para nós. Poderíamos pensar de novo sobre a data, talvez. – Cremia disse, e Talo assentiu.
- Eu estou muito feliz por vocês. – Link disse – Como Malo e Kafei reagiram? Aliás, onde estão eles? E Neyri?

De repente, o clima ficou pesado ao redor da fogueira. Talo e Cremia olharam para o chão, desanimados novamente. Arya olhou para o lado, desconfortável. Sand colocou um galho na fogueira, tentando parecer indiferente, mas falhando.
Link olhou para Zelda, que estava ao seu lado. Ela estava encolhida, como se ele tivesse tocado numa antiga ferida dela.

- Link... Eles estão mortos. – A princesa respondeu em voz baixa.
- O que? Mas como? – Link exclamou chocado.
- Foi num ataque ao castelo Hyrule. Eu te conto os detalhes depois. Ninguém aqui quer relembrar disso. – Então ela elevou a voz – Mas é melhor você nos contar o que fez nesses seis meses que estava, supostamente, morto.
- Eu posso contar isso. – Ele respondeu, espantando o choque.

Ele explicou sobre como Sombra havia o salvado da morte, trazendo-o para seu lar para treiná-lo. O grupo questionou-o sobre quem exatamente Sombra era, mas nem ele sabia responder essa pergunta, e simplesmente disse que ele era um antigo herói da Guerra Oculta. Mesmo assim, eles olharam para ele confusos, menos Zelda, que tentou disfarçar sua compreensão.

- Você tem outras coisas para me explicar além desse ataque contra o castelo, também. – Link disse para ela.

Ela não mudou de expressão, mas Link sabia identificar os sentimentos dela tão bem como seis meses atrás: surpresa, vergonha, e um pouco de medo.

- Claro. Vou explicar tudo que quiser. Mas agora temos outras coisas a fazer. – Ela mudou de assunto e adotou sua expressão de liderança – Precisamos mudar de acampamento. Se você nos achou tão fácil, qualquer um pode também.
- Onde vamos, então?
- Nós temos trocado constantemente de acampamento recentemente, fugindo dos Ocultos ou de monstros. Grupos de Moblins estão sendo avistados frequentemente por estas áreas. – Talo respondeu.
- O problema é que estamos ficando sem lugares para ir. Os Ocultos supervisionam as cidades e lugares onde sabem que já estivemos. – Zelda admitiu, e começou a pensar em uma solução para o problema.
- Eu sei um lugar em que podemos ficar o quanto for necessário.

Impa estava tão imóvel, encostada de braços cruzados em uma árvore, que todos se assustaram ao ouvir a voz dela.

- Que lugar? E quem exatamente é você? – Zelda perguntou, olhando cautelosa para ela.
- Vou tomar a liberdade de responder a primeira questão primeiro. O lugar é uma antiga vila Sheikah, ao sul da Floresta Kokiri. Depois da primeira Guerra Oculta, essa vila foi incendiada em mando do rei da época. Eu não sei se ainda resta vestígios dela.
- Eu acho que sei ao que está se referindo. Porém, que utilidade teria uma cidade de cinzas e madeira queimada como um esconderijo?
- Nós não nos esconderemos na própria cidade, mas sim embaixo dela. Em todas as cidade Sheikahs há um esconderijo designado para a proteção da família real, em casos extremos. Ele só pode ser aberto por um Sheikah ou alguém com sangue real.

Impa ficou quieta novamente. Zelda continuou a observá-la, intrigada.

- Você não respondeu minha segunda questão.
- Eu pensei que não fosse necessário. Link já lhe disse quem sou, mas repetirei, então. – Impa deixou a sombra da árvore, e sua pele pareceu brilhar palidamente a luz da lua – Meu nome é Impa. Eu nasci antes do inicio da Guerra, centenas de anos atrás. Eu lutei ao lado do herói Sombra e da princesa Tael, que faleceu em combate. Eu assisti como meu povo era exilado e meus antigos lares eram incendiados por quem eu antes protegia. Quando eu deveria morrer, as Deusas me deram uma nova missão e restauraram minha vida.
- Que missão?
- Guiar um futuro herói de Hyrule, e proteger outra princesa, apesar de já ter falhado uma vez. Mas dessa vez, acertarei, quando mais for preciso.

Impa parou seu discurso e encarou Zelda, determinada. A princesa assentiu.

- Partiremos para esta vila amanhã.

---x---

Eles chegaram ao local em três dias.
Durante a viagem, todos se acostumaram a ter a presença de Link de volta, e a de Impa também, apesar da Sheikah frequentemente andar na frente, sozinha. Ela parecia ter levado seu objetivo a sério, e Zelda já tinha notado que ela a observava algumas vezes, como se comparasse-a com outra pessoa.
Princesa Tael, é claro. Zelda pensou, um pouco aborrecida, e se perguntou se a Sheikah aprenderia a vê-la por quem realmente era, em vez de outra que morrera séculos atrás.
Ela esqueceu esses pensamentos quando ouviu a risada de Arya. Ela estava voando baixo ao lado de Link e Sand, que haviam conversado bastante deste que o Hylian retornara. O Gerudo estava vermelho, aparentemente envergonhado. Link riu da expressão dele também.
É bom ter Link de volta. Não ouso Arya rir faz muito tempo. Zelda sorriu, tentando adivinhar o que constrangera Sand.

- Princesa! Estou avistando a vila! – Impa chamou, uma mão acima dos olhos para bloquear o sol.

Zelda cavalgou até o lado dela, e também viu a vila, se é que podia ser chamada disso. O que se estendia a alguma distancia eram madeiras retorcidas e pretas. A grama ao redor era morta, efeito das cinzas que haviam penetrado o solo ali. A única coisa que parecia intacta era um pilar de mármore no centro da vila.
Impa ficou parada por alguns momentos, fitando a cidade queimada. Então ela continuou cavalgando.

- Vamos, pessoal! Chegamos ao nosso destino! – Zelda chamou antes de seguir a sua nova protetora – Impa, qual era o nome dessa vila?

A Sheikah somente respondeu depois delas entrarem nos limites do local.

- O nome dela era Kakariko. Era uma das principais cidades Sheikahs de Hyrule.
- Você já esteve aqui antes?
- Claro, eu nasci aqui.
- Oh. Eu sinto muito.
- Não deveria. Metade do meu povo se juntou aos Ocultos. Uma cidade como essa seria um ótimo refugio para qualquer um deles, se não tivesse sido queimada.
- Eles não poderiam ter se infiltrado no esconderijo do qual você falou?
- Não. Nós modificamos a entrada dele para que fosse aberta somente por verdadeiros Sheikahs quando o perigo que os Ocultos demonstravam ficou claro.

O grupo chegou no centro da cidade, curioso.

- Bem, onde está a entrada? – Perguntou Link, fitando os destroços.
- É o pilar ali no meio. Isto costumava ser uma praça. – Impa disse – Zelda, faça as honras. Encoste a palma da mão no pilar.

A princesa olhou para os seus amigos. Link encorajou-a com um aceno de cabeça.
Zelda andou até o pilar e tocou nele. Várias runas começaram a aparecer nele, escritas em Hylian antigo, e elas brilharam fortemente.
O chão tremeu brevemente, e o pilar começou a mover-se para o lado, revelando uma escada que levava ao subterrâneo.
Impa balançou a cabeça e foi a primeira a descer os degraus. Ela desembainhou suas duas adagas e prosseguiu com cautela, preparada para proteger o grupo de qualquer coisa que estivesse ali embaixo.
Os outros seguiram-na, intrigados. Eles desceram por duas dúzias de degraus quando a luz do sol foi bloqueada pelo pilar, que tinha se movido de volta para seu lugar de origem. Zelda acendeu uma chama na palma da mão e levantou-a, iluminando a passagem deles.

- Não se preocupem. A escada está quase acabando. – Impa garantiu.
- E se o pilar não se mover de novo e ficarmos presos? – Arya perguntou, nervosa. Ela odiava espaços fechados.
- Nós escavaremos nossa saída, se for necessário.

Os passos da Sheikah mudaram, agora ela pisava em madeira sólida, em vez de pedra. Tinham chegado na base secreta.
Quando Impa deu mais alguns passos, o lugar iluminou-se, como se fosse mágica. O grupo examinou a sala de entrada. Havia várias cadeiras confortáveis e uma grande mesa, provavelmente feita para reuniões sobre guerras. Estantes vazias cobriam grande parte das paredes. Para cada lado, exceto o da entrada, havia um corredor.

- O lugar parece estar em ótimas condições. Magia? – Zelda perguntou.
- Sim. Nós deveríamos vasculhar o resto do lugar. Mas, por questão de segurança, em duplas. Há uma minúscula possibilidade de algo estar aqui, e seria melhor que quem encontrasse tal coisa não estivesse sozinho. – Impa disse, gravemente.
- Certo. Temos sete reunidos aqui, e três corredores. Talo e Cremia, vasculhem o da direta, Sand e Arya, o da esquerda. Eu e Link vasculharemos o outro. Impa...
- Eu quero dar uma olhada lá fora, para ter certeza de que não fomos perseguidos. – A Sheikah disse, decidida. Ninguém discordou com a decisão dela.

---x---

Ninguém foi atacado no exame da base secreta.
Talo e Cremia encontraram um deposito de armas, junto com uma forjaria completa. Haviam espadas, lanças, escudos, e todos os tipos de armas que eles precisavam, além de materiais para fazer novas.
Sand e Arya acharam uma sala muito gelada, que eles hesitaram de entrar. Mas eles ficaram felizes com o que acharam dentro dela: fileiras de comida em condições perfeitas, que durariam por vários meses.
Link e Zelda acharam os quartos: havia mais de uma centena e meia deles, mas eles decidiram habitar somente os mais próximos da entrada. Como qualquer outra coisa na base, estavam em perfeita condição.
Nada e ninguém tinha os perseguido, confirmou Impa. Ela ficou triste ao rever a ruina da cidade que fora um dia seu lar, mas ela não deixara a emoção toma-la. Ela não havia deixado nenhuma emoção, boa ou ruim, apoderar-se dela desde a morte de Tael, e isso fora centenas atrás. Com certeza, cinzas não a machucariam.

---x---

Aquela noite, Zelda não havia dormido. Quando todos os outros haviam dormido, ela saíra de seu quarto silenciosamente. Ela suspirou, nervosa, e andou alguns passos quando ela ouviu um sussurro atrás dela.

- Princesa? – Impa estava encostada na parede do corredor, uma adaga em uma mão casualmente – Você deveria estar dormindo.
- Você também deveria. O que está fazendo no corredor?
- Eu estava montando guarda. Revistamos esse lugar, mas é melhor estar sempre preparada. Eu sei que se algo quisesse atacar, o primeiro alvo seria você, provavelmente. Então eu montei vigia ao lado de sua porta.

Zelda observou-a, desconcertada.

- Você vai fazer isso todas as noites?
- Não se preocupe. Imagino que se nada ocorrer em três noites, então estaremos seguros. – Impa garantiu, e sorriu, sem humor nenhum – Mas, já que agora você sabe o que estou fazendo, talvez possa me contar sua razão de estar fora de seu quarto.
- Eu preciso falar com Link.

O sorriso sombrio de Impa se desfez, e ela olhou para as costas da mão direita de Zelda, onde o seu símbolo sagrado brilhava fracamente.

- Sobre a...?
- Sim. Isso mesmo. – Zelda confirmou, rapidamente.
- Eu poderia acompanha-la? – Impa perguntou, séria – Eu entendo que talvez você prefira falar com ele sozinha. É um assunto importante para vocês dois. Mas eu sei de detalhes sobre o assunto, afinal, eu servi a Família Real a muito tempo atrás...

Zelda refletiu sobre o pedido. Seria bom ter alguém mais para contar a história. Como será que Link reagirá?

- Pode me acompanhar. – Ela disse.
- Obrigada, princesa.

As duas andaram até a o quarto de Link, que era próximo ao de Zelda. Ela hesitou alguns instantes antes de bater na porta. Algo metálico caiu no chão dentro do quarto, e elas ouviram resmungos irritados. Levou algum tempo até o cavaleiro abrir a porta.

- Ah. Olá, Zelda. Impa. Me desculpem pela demora. – Link sorriu, um pouco embaraçado – Eu estava polindo meu escudo e quando vocês bateram na porta, eu me assustei e o deixei cair.
- Desculpe pelo susto. – Zelda disse, e sorriu fracamente. Link notou isso e perguntou:
- Então? Por que estão me visitando no meio da noite?
- Nós precisamos falar. Sobre o futuro, e também o passado. – Impa falou, misteriosamente.

Link assentiu intrigado e sinalizou para elas entrarem e sentarem em cadeiras. Ele se sentou também, uma mesa entre eles.

- Sobre o que querem falar? Como vamos derrotar a Rainha da Escuridão? Algo sobre os Gerudos? – O herói perguntou, ansioso.
- Nada disso, pelo menos não por enquanto. – Zelda lançou um olhar discreto para Impa antes de continuar – Nós vamos falar sobre você. E sobre mim. Sobre a própria Hyrule.

Link tinha começado a polir novamente seu escudo, mas ele parou depois de ela falar.

- O que você quer dizer, exatamente?
- Lembra quando você me pediu para lhe contar sobre tudo que tinha acontecido enquanto esteve fora? Eu já lhe contei isso. Mas eu sei que você também quer saber sobre outras coisas que começaram a surgir desde que os Ocultos dominaram o Castelo: o que significa a marca na sua mão, por que justamente você é o herói, e a verdade sobre o seu nascimento. Estou certa?

Link respondeu com um lento balanço de cabeça.

- Então, está na hora de eu revelar tudo sobre isso, pelo menos tudo que sei ao certo. Mas, antes de eu começar, queria deixar claro que eu não guardei segredos de você com más intenções. Se eu pudesse, teria contado isso a muito tempo atrás...
- Tudo bem, princesa. São segredos Reais, presumo?
- Sim. Então, vou começar pela lenda da criação de Hyrule e a Triforce. Você já ouviu ela, mas é bom refrescar a sua memória. Então preste bastante atenção.

---x---

Quando o mundo não era definido e não existia nenhuma forma de vida, milhões de anos atrás, três cometas de luz surgiram. Eram nada menos do que as três Deusas Douradas: Din, Nayru e Farore.
Percebendo que o mundo em que tinham nascido possuía muito potencial que não deveria ser experimentado somente por elas, trabalharam para moldar o mundo e seus habitantes.
Din, a Deusa do poder, usou de sua força para mudar a terra, criando as montanhas, os rios e os campos. Farore, a Deusa da coragem e do espirito, criou os vários seres humanos que habitam Hyrule até hoje, como os Hylians, Kokiris, Gorons e outros. Nayru, a Deusa da sabedoria, estabeleceu as leis e as regras naturais da vida, como a morte e o amor.
Elas assistiram os mortais crescerem e estabelecendo seus lares, e quando estavam satisfeitas, deixaram-nos sozinhos.
No lugar onde desapareceram, deixaram uma relíquia sagrada: a Triforce. Ela era formada por três partes: Poder, Sabedoria e Coragem. Quando tocada por um mortal que tinha essas três partes equilibradas em si, concedia um desejo. Porém, se tal pessoa fosse desequilibrada, a Triforce se separaria em três, e somente a parte em que a pessoa mais acreditasse ficava com ela. As duas outras escolhiam seus portadores com muito cuidado.
Mas outras coisa também aconteceria se um ser desequilibrado tocasse a Triforce: o lugar de seu repouso refletiria o seu estado de ser e se tornaria impuro e negro, até que os três triângulos estivessem reunidos de novo.

---x---

O quarto ficou silencioso depois que Zelda parou de falar. Link olhou mortificado para as costas de sua mão direita, onde a marca triangular estava brilhando levemente.

- Acho que você entende agora o que essa marca significa. – Zelda disse, em voz baixa sem perceber – Esse é o sinal da Triforce. A muito tempo atrás, antes até da primeira Guerra Oculta, um maligno rei Gerudo tentou obter a Triforce. Porém, ele era impuro e ela se separou. Ele ficou com o Poder. A Sabedoria encontrou a princesa de Hyrule da época. A Coragem destinou-se ao Herói do Tempo, de que você já conhece a história.
- Então...? – Link perguntou, lentamente – Eu possuo uma parte da Triforce. Mas que relação tem a história do Herói do Tempo?

Zelda não respondeu. Aquela parte era a que mais odiava contar. Felizmente, Impa decidiu continuar a narrativa neste momento.

- Este rei Gerudo, chamado Ganondorf, foi o mesmo que liderou os primeiros Ocultos. Porém, para entende-lo melhor, precisa conhecer suas origens. A muito tempo atrás, antes de Hyrule ter se estabelecido, os humanos viviam no céu, pois a terra era povoada por monstros, mais do que hoje em dia.
- Todos esses monstros nasciam de uma única entidade: Demise. Ele era, literalmente, a fonte de todo o mal. Uma vez, uma Deusa, chamada Hylia, o derrotou com a ajuda de um herói. Porém, ele se levantou mais uma vez, e Hylia não existia mais em sua forma imortal.
- Ela tinha decidido se tornar mortal e esperar o ressurgimento do monstro dentro da alma de uma jovem mulher. Quando Demise reapareceu, ela seguiu numa jornada espiritual, e o segundo herói de Hyrule a ajudou, forjando a Espada Mestra que poderia derrotar Demise.
- No final, eles conseguiram mata-lo. Porém, ele lançou uma terrível maldição sobre eles: o seu espirito maligno, mesmo em outra vida e forma, os perseguiria e a seus descendentes, trazendo dor e raiva.
- A mulher que Hylia habitava se tornou a primeira Rainha de Hyrule, em seu fundamento. O destino do herói não é conhecido, mas é suspeito que um de seus descendentes tenha sido o Herói do Tempo.

Impa parou de falar e se apoiou na parede, de braços cruzados como sempre. Link observou-a por um momento, e então seus olhos encontraram os de Zelda. Ela desviou o olhar, triste.

- Isso significa que, basicamente, existe uma maldição de milhões de anos em Hyrule? E suas vitimas são a princesa Real, e os descendentes do herói? – Link falou, lentamente – E, pelo que entendi, esses são aqueles que possuem a Sabedoria e a Coragem.
- Isso mesmo. – Zelda confirmou – Somos nós. Eu possuo a Sabedoria, e você a Coragem. Desde que o portador do Poder continue vivo, nossos pedaços da Triforce continuarão passando por nossas famílias.
- Mas esse Ganondorf não morreu?
- Não. Infelizmente, a Triforce do Poder parece ter lhe dado uma espécie de imortalidade; ele pode sofrer, sentir dor, mas consegue reviver, mesmo sem corpo. Por isso ele foi trancado com um encantamento por obra do Herói do Tempo. Mas uma vez ele conseguiu se libertar e iniciar a Guerra Oculta.
- Como ele conseguiu?
- Ele conseguiu porque ele é a reencarnação de Demise. Ele é quem mantém a maldição. Mas ele foi trancafiado de novo, e mais fortemente, depois da Guerra Oculta. É improvável que ele se liberte novamente.

Novamente o silêncio dominou a sala. Ele permaneceu por alguns minutos, em que Link refletiu sobre o que tinha ouvido. Ele estava chocado, mas conseguia entender a história. Ele nunca tinha acreditado que a marca era somente uma cicatriz ou algo assim, isso seria muito conveniente.

- Bem, e o que você queria falar sobre meu nascimento? Sei que nunca vi meus pais depois de um mês de vida, e fui entregado ao Castelo Hyrule. Mas nunca soube por quê.
- Seus pais o deixaram no Castelo porque sabiam do seu destino, por causa da Triforce da Coragem. Pelo visto, seu pai não era tão corajoso a ponto de criar um filho. Meu pai percebeu seu sinal e decidiu que o protegeria. Ninguém entendeu sua decisão quando aconteceu, mas depois de um tempo você virou parte da vida no castelo.

Link assentiu, quietamente. Ele pegou a Espada Mestra do chão e a desembainhou. Ele encarou a lâmina da espada com seriedade, e então ele encontrou os olhos de Zelda novamente.

- Me responda algo. – Ele falou, e seus olhos possuíam um efeito frio que assustou a princesa um pouco – Eu me tornei um cavaleiro Real somente porque este era meu Destino? Eu nunca tive uma verdadeira escolha sobre minha vida, como se uma mão estivesse guiando meu caminho?

Zelda abriu a boca para falar, mas nenhuma palavra saiu. Link continuou encarando-a, mas ela não conseguia responder. Impa deu um passo a frente.

- Não. Não importa como se sinta, Link, você teve escolha livre de sua vida. Você poderia simplesmente deixar a Espada Mestra, mesmo agora, e desaparecer. Você tem escolha livre. Mas você vai fazer isso? É claro que não, pois você decidiu ajudar Zelda até o final. Uma escolha de sua própria vontade. Não há nenhuma mão invisível o guiando.

Link embainhou a Espada Mestra, e seus olhos deixaram aquela frieza.

- Bom! Mas tudo é uma grande coincidência, então. Mas é uma coincidência boa, pelo menos. Que eu tenha conhecido Zelda desde o começo, e desse jeito tenha ajudado ela. Sim, uma boa coisa mesmo...

Mais uma vez o silêncio. Mas este não durou muito, pois Impa bateu as duas palmas juntas.

- Então, Link, acho que isso é o suficiente para você refletir em uma noite. Antes de deixa-los, queria somente dizer mais alguma coisa, relacionada ao nosso próximo passo contra os Ocultos.
- Você tem uma ideia do que fazer? – Zelda perguntou, surpresa.
- Claro. Assim como Link, eu tive uma visão quando voltávamos para Hyrule. Nela, eu ouvia uma voz que não consegui identificar. – Impa parou – Na verdade, parecia a voz da princesa...

Mas a Sheikah não terminou a frase, mas ficou obvio de quem era a voz: Tael.

- De qualquer jeito, ela pareceu entoar uma canção, que mais parecia uma profecia, na verdade. Ela seguia assim:

A lâmina sagrada não mais brilha
Mas em três lugares do reino três pares de asas flutuam
Pontos de esperança no meio da escuridão
Um par no coliseu das areias
Outro par nas altitudes geladas
E o ultimo numa ruina caída
Três pares de asas flutuam
Pontos de esperança no meio da escuridão
E por pares cada um será encontrado
O herói e seus companheiros
Unidos contra a escuridão

- Eu a decifrei antes de mencioná-la a vocês. Sabemos que a Espada Mestra perdeu grande parte de seu poder, tanto que ela não poderia matar a Rainha Oculta. Em três lugares de Hyrule, algumas criaturas podem restaurar o poder dela.
- Três pares de asas flutuam. – Zelda entoou, pensativa – Podiam ser Kokiris, mas eles não flutuam... Fadas, talvez. É mais provável.
- Bem, desde que não sejam dragões ou algo do tipo, está tudo bem... – Link disse.
- Não importa o que realmente sejam. O que importa são as localizações deles. Os dois primeiros são óbvios. – Impa disse, como se achasse tudo aquilo muito fácil – Um coliseu das areias. O deserto Gerudo. Nas altitudes geladas. As montanhas Snowpeak, provavelmente. Numa ruina caída. Devo admitir que não tenho a mínima ideia de o que isto signifique. Mas teremos bastante tempo para descobrirmos.
- O deserto Gerudo deveria ser o primeiro. É o mais próximo. – Zelda disse – Mas será difícil. Afinal, os Gerudos nos traíram...

Impa ficou rígida de repente. Ela olhou para a porta fechada do quarto e aproximou-se dela, com uma adaga na mão. Inesperadamente, ela a abriu com violência. Atrás dela estava Sand, e ele não reagiu imediatamente. Ele piscou algumas vezes, e pareceu se desequilibrar, como se saindo de um transe. Impa o puxou para dentro do quarto e fechou a porta.

- Por quanto tempo você estava espionando?
- Eu... Eu não estava espionando! – Sand exclamou, de olhos arregalados – Desculpe!
- Se você não estava espionando, então por que estava parado na frente da porta? – Impa perguntou, não convencida.
- Eu vim devolver Justiça ao Link. Eu ia devolver amanhã, mas ouvi o escudo dele cair no chão e percebi que ele ainda não estava dormindo, então vim devolver. Mas, por algum motivo, eu fiquei parado na frente da porta sem bater. Não sei por quê! Eu juro!

Impa olhou para Zelda e Link. A princesa tinha uma expressão meio confusa, meio divertida, enquanto Link mal conseguia esconder seu sorriso.

- Está bem, Impa. Pode larga-lo. Sand não espionaria por mal, certo? – Zelda disse.
- Sim! Me desculpem por isso. Não sei por que fiquei ouvindo...
- Tudo bem. Está perdoado, Sand. – Link disse – E não precisa devolver Justiça. Você pode fazer melhor uso dela do que eu.

Sand pareceu não concordar com isso, mas não retrucou. Impa cruzou os braços.

- Já que estava ouvindo tudo, acho que tenho uma ideia. – A Sheikah falou – Você é um Gerudo...
- Claro. Por quê...? – O menino pareceu um pouco temeroso da expressão pensativa dela.
- No coliseu das areias. E por pares cada um será encontrado, o herói e seus companheiros. – Impa assentiu, como se tivesse finalmente terminado um grande quebra-cabeça – Isso significa que Link terá que ser acompanhado de alguém para encontrar esses pares de asas. E cada vez alguém diferente.
- Sei o que está pensando. – Link disse – Quer que Sand me acompanhe até este coliseu das areias, no deserto Gerudo. Você reconhece algo assim, Sand?
- Sim. É uma espécie de templo, mas ele é tão afastado da beira do deserto que ninguém frequenta ele. Ele também tem armadilhas. – Sand disse – Eu poderia acompanha-lo até ele. Conheço onde fica.

Todos soltaram um suspiro de alivio. Agora que eles tinham um objetivo claro, estavam bem menos preocupados. Todos se despediram, Zelda e Sand foram para seus quartos, e Impa voltou para sua guarda.
Link continuou sentado na cadeira por um bom tempo, refletindo no que havia descoberto sobre si mesmo aquela noite.

---x---

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NintenZeroan

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Mensagem por Fugushi em Sex 17 Ago 2012 - 22:00

Hey Zeroan belo capitulo, o começo do episodio foi triste muitos morreram e o Link não sabia Sad .
A Neyri Morreu ? Tomara que não eu até que gostava dela.E uma sugestão colocar o Vaati (Clique) na historia como se ele fosse um dos lideres dos ocultos, pois o estilo de roupas que ele usa é meio obscuro e tambem outros personagens como Dark Ganondorf (Clique) como se ele fosse um fantasma do Ganondorf que ataca Link em alguma Dungeon. Também poderia colocar o Dark Link (Clique) que poderia ser uma surpresa e tanto o Link ver uma versão Dark dele.
Xau, espero o próximo capitulo e que Din, Nayru e Farore esteja com você.
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Mensagem por Richie em Sex 17 Ago 2012 - 22:08

Zero!
O chapter foi ótimo.
Mas só postei depois que o Yuki Japonês tomou coragem pra postar =P
Já era previsível, a descrição da lenda da Triforce etc...
Fora isso, uma boa sacada o "compromisso" de Talo e Cremia.


Mr. Black: Fanfic trancada por inatividade, caso queira reabrí-la mande uma MP a algum Fanfic Moderador.

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Richie
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